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sábado, 23 de novembro de 2013

Sete

Pecados
Sete são os pecados do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da AP 470, comenta Maurício Dias na Carta Capital desta semana. Todos vinculados, em princípio, à atuação do ministro-relator Joaquim Barbosa "eu falo o que quiser" pela circunstância de situar-se na condição de Luis XIV, famoso por dizer "L'état cést moi" (O estado sou eu). A diferença entre um e outro reside no tempo, transita entre o absolutismo monárquico e o Estado Democrático de Direito, no qual o Poder Judiciário é um dos pilares e o STF, no caso brasileiro, o seu defensor.

Talvez ficasse mais adequado ao título dado por Maurício para os pecados na AP 470 (Os sete pecados do Supremo) a resposta de Cristo, ao ser indagado sobre as tantas vezes que se deve perdoar - setenta vezes sete (Mateus: 21-22), tanto os absurdos cometidos e que se sucedem.

E a força dos pecados é tanta e se espalha com tamanho vigor na voz de seus arautos que repercute na província com expressares de muitos que se apresentam com o domínio da cultura jurídica, afirmando por afirmar.

Os que preferem repetir o pecado e não buscar a virtude. Que insistem a não aprender a separar o joio do trigo.

Mais próximos, pelo menos, de dois dos sete pecados capitais: da preguiça (de ler e conhecer) e da vaidade (de dizer-se sobre o que pouco ou nada entende). Mas, aí já é paixão.


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