sexta-feira, 24 de maio de 2013
De SAMU
E de vida
Vivenciamos nesta sexta 24, no espaço de quatro horas, duas experiências envolvendo um lugar comum: o atendimento de urgência em Itabuna. Pela manhã (leia “Explicação pode existir, mas não convence”, neste blogue) presenciamos o que ali está contido; à tarde, junto ao Colégio Estadual de Itabuna, encontramos estacionadas duas viaturas do SAMU. A informação: alguém que ligara para o SAMU, entendendo demorada a assistência, chamou um táxi, para buscar um hospital. Enquanto a busca ocorria, em frente ao CEI o atendimento do SAMU acompanhou – informado de que o táxi conduzia o destinatário do chamado de urgência – e tentou salvar a vida, não o conseguindo.
O corpo foi transferido do táxi para a ambulância (uma das duas) e lá ficaram ambas aguardando a burocracia que o instante exige.
Num caso, pela manhã, faltou SAMU para transportar para o hospital (que salva vidas, quando possível); no outro, sobrou SAMU para transportar para o IML, que confirma a morte.
Coisas da vida!
Louvável
Ainda que tarda
Não há como desmerecer a iniciativa da Bahiagás em patrocinar o Itabuna Esporte Clube. Não fora a circunstância de ser um time que representa e leva na camisa o nome de Itabuna tem tradição e história e já não foi campeão baiano porque não dipúnhamos de força junto à Federação Baiana para pedir isenção nas arbitragens quando aquele timaço do final dos 60 e início dos 70 enchia os olhos de quem o via jogar.
Belo o gesto da Bahiagás.
Estranha-nos, apenas, que somente agora o Itabuna venha a ser lembrado pela Bahiagás. Seu presidente é, e assim se reconhece, itabunense, aqui começou a carreira política, ainda estudante, e preside a Bahiagás desde o primeiro governo Wagner.
A descoberta do Itabuna Esporte Clube pela Bahiagás, nos extertores da gestão Davidson Magalhães - ainda que útil - cheira a oportunismo político. Extertores dizemos porque Davidson terá que se afastar da Bahiagás nos primeiros meses de 2014.
Parece-nos que - louvável que seja, ainda que tardo - o patrocínio da Bahiagás menos está para ajudar o Itabuna e mais por fazer para a candidatura de Davidson Magalhães. Que certamente se transformará no torcedor número um do Itabuna, onde este se apresentará batendo surdo, pandeiro, tamborim e agogô na charanga azul e branco.
Como assim dizem - maldade, queremos crer - também está a administração municipal.
Não há como desmerecer a iniciativa da Bahiagás em patrocinar o Itabuna Esporte Clube. Não fora a circunstância de ser um time que representa e leva na camisa o nome de Itabuna tem tradição e história e já não foi campeão baiano porque não dipúnhamos de força junto à Federação Baiana para pedir isenção nas arbitragens quando aquele timaço do final dos 60 e início dos 70 enchia os olhos de quem o via jogar.
Belo o gesto da Bahiagás.
Estranha-nos, apenas, que somente agora o Itabuna venha a ser lembrado pela Bahiagás. Seu presidente é, e assim se reconhece, itabunense, aqui começou a carreira política, ainda estudante, e preside a Bahiagás desde o primeiro governo Wagner.
A descoberta do Itabuna Esporte Clube pela Bahiagás, nos extertores da gestão Davidson Magalhães - ainda que útil - cheira a oportunismo político. Extertores dizemos porque Davidson terá que se afastar da Bahiagás nos primeiros meses de 2014.
Parece-nos que - louvável que seja, ainda que tardo - o patrocínio da Bahiagás menos está para ajudar o Itabuna e mais por fazer para a candidatura de Davidson Magalhães. Que certamente se transformará no torcedor número um do Itabuna, onde este se apresentará batendo surdo, pandeiro, tamborim e agogô na charanga azul e branco.
Como assim dizem - maldade, queremos crer - também está a administração municipal.
Explicação pode existir
Mas não convence
A Saúde de Itabuna, no que diz respeito aos serviços prestados pelo Município, não tem sido a "menina dos olhos" para a população. Os esforços da atual administração ainda não encontram a resposta pretendida.
Ocorre que, nas coisas mais simples - e de grande visibilidade - o município entra em cova de leões sem a mínima proteção.
Na manhã desta sexta 24 um taxista, na conversão da Cinquentenário para a Adolfo Maron, passou mal e imprensou uma motocicleta. O fato ocorreu por volta das dez horas, pouco menos. Os agentes de trânsito de imediato chegaram para as providências. Uma delas: chamar o SAMU, que está localizado a mais ou menos mil metros do local.
Às dez e meia a solução encontrada foi levar o motorista do táxi para um hospital local, no próprio veículo envolvido no acidente.
Rua voltando ao normal, trânsito fluindo. E do SAMU nem a sirene!
Explicações pode haver; inclusive justificativas justas. Difícil é convencer.
A Saúde de Itabuna, no que diz respeito aos serviços prestados pelo Município, não tem sido a "menina dos olhos" para a população. Os esforços da atual administração ainda não encontram a resposta pretendida.
Ocorre que, nas coisas mais simples - e de grande visibilidade - o município entra em cova de leões sem a mínima proteção.
Na manhã desta sexta 24 um taxista, na conversão da Cinquentenário para a Adolfo Maron, passou mal e imprensou uma motocicleta. O fato ocorreu por volta das dez horas, pouco menos. Os agentes de trânsito de imediato chegaram para as providências. Uma delas: chamar o SAMU, que está localizado a mais ou menos mil metros do local.
Às dez e meia a solução encontrada foi levar o motorista do táxi para um hospital local, no próprio veículo envolvido no acidente.
Rua voltando ao normal, trânsito fluindo. E do SAMU nem a sirene!
Explicações pode haver; inclusive justificativas justas. Difícil é convencer.
Do movimento estudantil
Ao Supremo
A trajetória do indicado nos parece singular no aspecto da formação política do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal. Vivendo a Universidade nos idos dos anos 70 teve direto envolvimento com o movimento estudantil. Estava na mobilização para receber Carlos Prestes no Galeão quando do retorno ao Brasil e na manifestação contra a ditaduara militar no imediato da morte de D. Lyde Monteiro, vítima de um atentado a carta-bomba na sede da OAB, no Rio de Janeiro. Viu nesse evento e na bomba do Riocentro a queda do regime militar.
Pretendia fazer um discurso engajado, como orador da turma de Direito da UERJ de 1980.
Foi vetado pelo SNI como professor de Direito Constitucional nos idos de 1981 por ser considerado participante ativo do Centro Acadêmico. "Fiz parte de um grupo que ajudou o processo de redemocratização do país". (Do Direito UERJ).
Esses são alguns registros por nós colhidos de um depoimento de Luís Roberto Barroso à revista da Faculdade de Direito da UERJ.
Trajetória bem diferente da de Luíz Fux ou Gilmar Mendes, apenas para ilustrar.
Rezemos para que não se tenha convertido.
A trajetória do indicado nos parece singular no aspecto da formação política do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal. Vivendo a Universidade nos idos dos anos 70 teve direto envolvimento com o movimento estudantil. Estava na mobilização para receber Carlos Prestes no Galeão quando do retorno ao Brasil e na manifestação contra a ditaduara militar no imediato da morte de D. Lyde Monteiro, vítima de um atentado a carta-bomba na sede da OAB, no Rio de Janeiro. Viu nesse evento e na bomba do Riocentro a queda do regime militar.
Pretendia fazer um discurso engajado, como orador da turma de Direito da UERJ de 1980.
Foi vetado pelo SNI como professor de Direito Constitucional nos idos de 1981 por ser considerado participante ativo do Centro Acadêmico. "Fiz parte de um grupo que ajudou o processo de redemocratização do país". (Do Direito UERJ).
Esses são alguns registros por nós colhidos de um depoimento de Luís Roberto Barroso à revista da Faculdade de Direito da UERJ.
Trajetória bem diferente da de Luíz Fux ou Gilmar Mendes, apenas para ilustrar.
Rezemos para que não se tenha convertido.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Quem não deve
Não teme
Embaraçosa a situação da administração municipal em não esclarecer dúvidas levantadas em torno de seleção recentemente realizada.
Pelo menos duas coisas pode explicar: 1. se é mentira de quem levanta dúvidas; 2. se é engano o que alimenta as dúvidas.
Afinal, o que há de temer quem nada fez de errado?
Embaraçosa a situação da administração municipal em não esclarecer dúvidas levantadas em torno de seleção recentemente realizada.
Pelo menos duas coisas pode explicar: 1. se é mentira de quem levanta dúvidas; 2. se é engano o que alimenta as dúvidas.
Afinal, o que há de temer quem nada fez de errado?
Intervenção
Como vocação
Realmente anda faltando compostura em alguns ministros do STF, a exemplo de Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, Luiz Fux correndo atrás. Recentemente o primeiro desancou o Congresso, agora (ontem), o segundo ataca o Poder Executivo ao criticar o gigantismo dos Ministérios. Perdem eles, para lembrar discurso de Collor (veja ""Do histórico ao histérico", neste blogue) a oportunidade de expressar a "liturgia do cargo e o dever cívico" que lhes incumbe funcionariamente.
E como o tradicional crítico do alheio esquecendo do que realiza, Sua Excelência deveria lembrar, para falar em "gigantismo" do que representa em custo para o País a pompa do Judiciário com seus prédios, sem esquecer da desnecessária Justiça Eleitoral como órgão judiciário permanente.
Mas, fica mais uma vez evidenciada a vocação para intervir em outros Poderes como prática de alguns ministros que não aprenderam a conviver com um Estado Democrático de Direito e a respeitar as instituições que lhes cabe velar.
Realmente anda faltando compostura em alguns ministros do STF, a exemplo de Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, Luiz Fux correndo atrás. Recentemente o primeiro desancou o Congresso, agora (ontem), o segundo ataca o Poder Executivo ao criticar o gigantismo dos Ministérios. Perdem eles, para lembrar discurso de Collor (veja ""Do histórico ao histérico", neste blogue) a oportunidade de expressar a "liturgia do cargo e o dever cívico" que lhes incumbe funcionariamente.
E como o tradicional crítico do alheio esquecendo do que realiza, Sua Excelência deveria lembrar, para falar em "gigantismo" do que representa em custo para o País a pompa do Judiciário com seus prédios, sem esquecer da desnecessária Justiça Eleitoral como órgão judiciário permanente.
Mas, fica mais uma vez evidenciada a vocação para intervir em outros Poderes como prática de alguns ministros que não aprenderam a conviver com um Estado Democrático de Direito e a respeitar as instituições que lhes cabe velar.
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