terça-feira, 4 de junho de 2013

O sonho

Neymar de calcinha
O Observatório Espanhol contra a Homofobia pretende acionar Neymar para que se desculpe por suposta "ação homofóbica" (do UOL). Tudo porque o ex-santista andou estrelando comercial para a Lupo, onde se apresenta de cueca e se negue a presentear um "fortão" com uma de suas peças.

Neymar errou, sim! Devia fazer comerciais vestindo calcinha. A turma ia adoraaaaar!

A outra solução para agradar a turma seria não só apresentar a cueca, mas dar um beijo na boca do "fortão".

Seria um delírio!


Razão

Da crise
Dia desses teria havido - porque tudo desmentido por uma das partes, o PCdoB - conflito de interesses entre os partidos que comandam a atual administração. Mais precisamente entre o PCdoB e o prefeito Claudevane Leite. Os cururus não aceitavam a definição de substituto para cargo na Secretaria de Saúde por eles indicado em favor de nomes vinculados ao prefeito. 

Circula na rede a existência de insatisfação dos médicos Paulo Bicalho e Humberto Barreto, que provavelmente os afastaria da gestão dos órgãos que administram - o Hospital de Base e o Planejamento da Saúde, respectivamente.

Considerando a reconhecida competência de Paulo Bicalho e de Humberto Barreto fica a dúvida se a falada saída tem a ver com uma compensação em favor do PCdoB por haver perdido a anterior indicação na própria Saúde.

Justamente porque levanta uma indagação: Paulo Bicalho e Humberto Barreto integram alguma cota partidária ou lá estão por sua competência?

Se lá estiverem como cota político-partidária, de quem quer que seja, é demonstração de que a alardeada, e aclamada, vocação da atual administração para uma composição técnica de seus quadros não é tão técnica assim.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Desculpa

Esfarrapada
Tormeza chamava de desculpa esfarrapada aquela que não convencia. Bem a propósito do pedido público de desculpas do primeiro ministro italiano, Enrico Letta, aos trabalhadores, em razão do desastre trazido pelas políticas econômicas aplicadas pelos políticos e que levaram 674 mil ao desemprego somente nos últimos cinco anos.

Para desalento - e tornar esfarrapada a desculpa - espera levar à guilhotina outras 123 mil vagas somente em 2013.

Tudo por causa da austeridade.

O italiano preferiria menos austeridade e nenhuma desculpa.

  

Outra frente

De batalha
A transmissão de doenças sexualmente tem encontrado várias fontes de justificativa. No entanto, a mais recentemente inusitada foi dada para razão do câncer na garganta do ator Michel Douglas, quando indagado das causas que o levaram a contrair a doença, se álcool ou cigarro: - Esse câncer foi causado por HPV, que na verdade vem do sexo oral.

Mais íntimo com a sinceridade não podia ser.

Títulos

Mais
Novos títulos honoris causa para o ex-presidente Lula. Universidades do Peru (uma) e do Equador (três) são as mais recentes agraciantes.

Ora - dirão - que representam títulos latinos.

Depois dos europeus, mais alguns - responderão.

Esconderam o jogo

E as provas
Caso alguém relate que um juiz ou um promotor de justiça entraram em concluio para condenar alguém e para alcançarem o desiderato sujeitaram-se a cometer crimes, como o de manipular processos e esconder provas, todos diriam que era caso de polícia.

Pois não aconteceu em escalões inferiores e sim nas pessoas de um Procurador-Geral da República - Antônio Fernando de Souza - e um ministro do Supremo Tribunal Federal - Joaquim Barbosa.

O conluio se deu quando, paralelamente ao andamento da AP 470, tramitava o inquérito sigiloso 2454, no próprio STF, sob relatoria de Joaquim Barbosa e uma ação penal tramitando na 12 Vara Federal de Brasília, contra o ex-gerente executivo do Banco do Brasil, Cláudio de Castro Vasconcelos, que teria cometido o mesmo crime de Henrique Pizzolato.

Provas surgiram no curso de ambos - depois de iniciada a AP 470 - que poderiam muito bem inocentar Pizzolato, visto que originadas do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, especialmente o laudo 2828. No entanto foram criminosamente omitidas dos interessados a fim de que não pudessem ser utilizadas dentro da AP 470.

Ou seja, Antônio Fernando de Souza e Joaquim Barbosa selecionaram (escondendo o que poderia inocentar) para alimentar a condenação pretendida. Não nos esqueçamos que, dos 126 apontados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios que deu origem à Ação Penal 470 (o "menslão") e ao inquérito sigiloso, foram reduzidos para o simbólico numero de 40 (para lembrar a quadrilha de Ali Babá e seus 40 ladrões).

Isso em tempo recorde: o relatório preliminar da CPMI fora divulgado no dia 10 de março de 2006 e já no dia 30 daquele mês Antônio Fernando de Souza já se dava por convencido da responsabilidade dos 40 escolhidos.

A fórmula jurídica inusitada para aquela redução - afastando a possibilidade de os réus utilizarem a prova colhida pela Crimninalística da Polícia Federal que inocentaria alguns, como Pizzolato) - foi definida por Joaquim Barbosa com a anuência do Procurador-Geral da República à época, Antônio Fernando, como descobriu o advogado Marthius Sávio Cavalcante Lobato, de Vasconcelos.

Para dimensionar o tamanho da sujeira recomendamos ao leitor a denúncia de Maria Inês Nassif no www.jornalggn.com.br publicada nesta segunda 3: "Joaquim Barbosa e Antônio Fernando de Souza esconderam provas que poderiam mudar julgamento do 'mensalão'".

Um verdadeiro escândalo, digno de figurar em folhetins policiais como típica conspiração.

A cada dia vamos entendendo porque o ministro Joaquim Barbosa quer encerrar logo o julgamento da AP 470, razão por que vem atropelando a processualística e direito constitucionalmente assegurados aos réus, como os da ampla defesa, do duplo grau de jurisdição e do juiz natural.



De feia

Para horripilante
Não bastasse a mal explicada retomada do Procurador-Geral da República Roberto Gurgel sobre fato em torno do qual já determinara arquivamento (leia "Aposentadoria em lamaçal"), amparado em prova falsa, descobrem que assinatura da mulher de Gurgel, também procuradora, foi falsificada.

Antes Sua Excelência apenas arquivava ou engavetava conforme lhe conviesse. Deu agora de falsicador. Ou, quando nada, de não conferir o que sustentará suas argumentações.

Não fosse a coisa transitar entre o feio e o horripilante não será pouca a lama para enterrar a gloriosa aposentadoria de Gurgel.