domingo, 14 de fevereiro de 2016

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Aguardar e conferir
Do Valor, capturado através do Conversa Afiada: “Com a forte queda dos preços do petróleo e os custos ainda altos de exploração e produção, o lucro das principais petrolíferas do mundo foi praticamente a zero no ano passado. O Valor levantou os balanços de Royal Dutch Shell, Exxon Mobil, Chevron, BP, Statoil e Pemex e constatou que o resultado líquido das seis empresas ficou em US$ 1,6 bilhão durante 2015, recuo significativo de 98% perante 2014.”

Há analistas no Brasil – sempre eles – que esperam o balanço da Petrobras com graves perdas.

Podem se surpreender. Afinal, extraindo petróleo do pré-sal a US$ 8 o barril e dispondo de uma rede de distribuição interna a situação da estatal brasileira pode em muito diferir das congêneres estrangeiras.

Redução do lucro certamente ocorrerá, mas não a praticamente zero como com as estrangeiras. É só aguardar para conferir.

O mundo
Hoje permeados pela dengue mais de 150 países. (153, para a presidente Dilma, discursando em evento de combate ao transmissor no Rio de Janeiro).

Mas, para uma deputada tucana de São Paulo (naturalmente) Dilma é culpada pela endemia/epidemia. 

China em frangalhos
A análise de economistas comprometidos com a matriz e dissociada de compreensão em torna da geopolítica põe a redução do PIB chinês como uma hecatombe para o país... e para o mundo. Que somente seria salvo utilizando-se de políticas de exacerbado controle fiscal para assegurar aos emprestadores (mercado financeiro) a confiança em continuar emprestando seu dinheirinho estéril.

Já escrevemos em algum instante neste blog que a China pensa para tempo futuro distante. E devagar vai enganando os trouxas. Não os estadunidenses, que percebem as peças acionadas pela China em seu tabuleiro universal.

Chineses acabam de adquirir o pleno controle da suíça Syngenta, gigante e líder global em defensivos agrícolas, vencendo disputa com a estadunidense Monsanto.

Como diz Rui Daher, na Carta Capital: "Estratégia geopolítica é cada vez mais importante, meus caros, e nós aqui destruindo a Petrobras e o know-how no setor de construção de grandes obras nacionais e internacionais."

Não registra Daher – neste aspecto – a que e a quem servem os que buscam destruir nosso parque tecnológico e a Petrobras em particular. São os que não passam de mente indigente tirada a inteligente (obrigado Stanislaw Ponte Preta) em geopolítica e inteiramente desprovidos de compromisso para com o país.

E que nunca entenderão Fernando Pessoa (Navegar é Preciso):

“Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue   
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir  
para a evolução da humanidade.”  

Economist
Para a revista britânica – em reportagem sobre corrupção no Brasil – “A Justiça brasileira é antiquada e estranha”. O “poder incomum” de juízes como Moro somente ocorre – segundo a revista – “porque a lei brasileira confere esse tipo de poder incomum” a ponto de utilizar desregradamente a detenção pré-julgamento como regra comum quando “a maioria dos países” só a utiliza “como último recurso”.

O que não cabia a Economist relatar é que neste país sem Ministro da Justiça, onde alguns procuradores e delegados da Polícia Federal fazem política partidária escancaradamente, constranger para obter prova não só lhes dá mídia como supera a incompetência técnica em obtê-las pelos meios tradicionais. 

3 bilhões/dia
Não imagina o leitor o que representa a especulação financeira aceita e administrada pelo Banco Central como sustentáculo da ‘credibilidade’ brasileira perante as demais nações.

Ainda que as reservas internacionais estejam próximas de US$ 400 bilhões (o que daria mais de R$ 1 trilhão) de nada representam para o país (povo/nação) quando nos debruçamos sobre os gastos previstos no Orçamento vigente, que estima as obrigações para com a dívida/rolagem e seu serviço em mais de R$ 885 bilhões. 

Quase 3 BILHÕES DE REAIS POR DIA.

Mito caindo
Dentre os aprovados na Unicamp 51,9% são oriundos de escola pública, o que vai destruindo o mito de que só ingressava na universidade quem estudasse em escola particular.

A mudança deve ser tributada ao quesito oportunidade. Antes, o funil do vestibular aliado ao reduzido números vagas; recentemente, aumento de vagas (criadas dezenas de universidades federais) e o ENEM como instrumento de acesso.

Da sede ao pote...
Os sonegadores de sempre se imaginam inalcançáveis. Estão aí aqueles envolvidos na Operação Zelotes que deles se esqueceu para correr atrás de Lula.

Especialistas em picaretagens seus personagens ficam a imaginar que nenhum respingo lhes caia às costas. (Até porque – caso caia – não lhes falta proteção em todos os escalões).

No entanto, em tempos de internet e de blogs futucando tudo as coisas não ficam tão fáceis assim.

É o que acaba de ocorrer com a descoberta dos donos da empresa onde os Marinho da rede Globo foram buscar apoio para a construção de um triplex em Paraty.

E descobrem que a empresa está envolvida na Lava Jato, como escancara Helena Sthephanowitc no RBA

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...ao tiro no pé
Muitos dos que acusam Lula/PT/Dilma de escândalos estão até às fuças envolvidos neles.

O detalhe é que de acusadores podem tornar-se acusados. Não que se diga que algo vá ocorrer com a família Marinho do sistema Globo. (Quem há de ser louco de imaginar que um juiz como Sérgio Moro, premiado pelo sistema administrado pelos Marinho vá punir quem  o reconhece em sua vaidade? Afinal, a sua Lava Jato tem por exclusivo objetivo fazer política em favor da oposição capitaneada pelo PSDB. No mais, se a empresa envolvida no triplex dos Marinho é investigada na Lava Jato é típico daquele não vem ao caso).

Mas estão caindo na boca do povo. Helena desmontou a rede.

Difícil é a Procuradoria-Geral da República investigar o que ocorre e por que ocorre.

Enquanto isso...
Correm os ‘senhores’ para fazer Justiça. ‘Senhores’ aqui são a elite oligárquico-patrimonialista deste país, de priscas eras. Lula precisa ser alcançado – assim pensam e exigem. A seu serviço alguns integrantes de variados órgãos estatais (PGR, MPF, PF, Judiciário).

Enquanto isso, nem a determinação judicial (abaixo) foi cumprida, desencavada por Fernando Brito no Tijolaço. Naturalmente por interessar aos Marinho, beneficiados pela omissão judicial iniciada e não materializada.

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A propósito
Mais uma declaração de Martina Silva – na condição de defensora do Meio Ambiente – é aguardada com ansiedade: sobre a construção do triplex da família Marinho (da Globo) em Paraty, invadindo área primária de Mata Atlântica, onde terceiro não podem entrar, porque a praia, de uso comum, está isolada para atender aos 'proprietários'.

A outra declaração esperada: sobre o desastre ambiental de Mariana.

Ligações perigosas
Assim registra o GGN, referindo-se a possíveis(?) relações entre Paulo Roberto Costa e os Marinho, declarando aquele que havia constituído uma consultoria (A Costa Global) “que teria como missão fazer o "casamento" de investidores com donos de projetos. Entre eles, estaria a venda do terreno da família Marinho, onde está a mansão.” 

Enquanto isso vamos curtir o bom gosto e a vida no paraíso, com os Marinho!

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Letrados
Diante de certas declarações assumidas por alguns Procuradores da República há quem os reconheça aprovados pelo glorioso fato de terem sido ‘decoradores de apostila’. Até o concurso, naturalmente. 

Faz sentido. Afinal, não precisam ser avaliados – e não o são – em Geopolítica, Economia Política, História, Geografia, Sociologia.

Disso ninguém lembra!
A lista do HSBC anda esquecida. Talvez venha a ser lembrada a partir das informações obtidas recentemente pela CPI do HSBC. 

Garimpando o Swissleak, traz o 247  "Família Steinbruch, capitaneada pelo empresário Benjamin, aparece com a maior fortuna brasileira no HSBC e, provavelmente, uma das maiores do mundo: nada menos que US$ 543 milhões; dono do grupo Vicunha, que enfrentava dificuldades no setor têxtil, Benjamin deslanchou depois de contratar, ainda em 1995, o filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Paulo Henrique, como assessor especial; na era das privatizações, Benjamin comprou a Companhia Siderúrgica Nacional, a Light e até a Vale, sempre com apoio do BNDES ou dos fundos de pensão estatais; em nota, a família Steinbruch afirmou que não irá comentar 'vazamentos ilegais'".

Steinbruch não deixa de ter razões para não comentar a matéria. Primeiro, porque é preciso respeitar a sua privacidade (o que inclui o patrimônio); segundo, porque será difícil entender – que do início dos anos 90 – o seu Grupo Vicunha tenha gerado recursos para encampar participação em três privatizações (CSN, Vale e Light).

E – mais difícil – a razão por que tudo foi conseguido depois que contratou o filho de FHC para assessorá-lo.


Próxima etapa
Pelo andar da carruagem – e a insistência em prender Lula – e à falta de ‘denúncias’ consistentes é possível que passemos à fase crucial de colheita de provas contra o ex-presidente utilizando-se de métodos conhecidos... pela Inquisição. 

se disser que foi o lula
                                                                       Ilustração de Cynara Menezes
Nem peticionando
Os fatos contidos na petição (clique) de João Santana ao juiz Sérgio Moro – não fora escancarar o abuso de autoridade, de poder e quejandos – nos deixa a contemplar uma outra vertente: e a OAB?

Risível aqui...
Não há como imaginar como terminará a coisa. Citamos ‘coisa’ porque os fatos não mais se apresentam como tais, reconhecíveis e palpáveis, identificáveis em sua dimensão e personalidade. Trata-se da postura do Ministério Público Federal (os estaduais são outra história) – onde a Procuradoria-Geral da República cumpre destaque, na pessoa de seu representante Rodrigo Janot – diante das denúncias – reiteradas em delações premiadas – envolvendo o senador Aécio Neves em escândalos vários, como o de Furnas (onde detinha um terço da propina).

A ‘coisa’ deu de beirar a galhofa. 

Para uns ‘mineiro não é só solidário no câncer’ – como salpica Nelson Rodrigues em relação ao que teria ouvido de Otto Lara Rezende (posto em “Bonitinha Mas Ordinária” – ou de que o tucano mineiro – não bastasse a solidariedade – não correria nenhum risco pelo simples fato de ser tucano. Ou mesmo de que Janot brinca de esconde-esconde com Aécio.

O que deixa a entender é que a atuação político-partidária do juiz Sérgio Moro – até que cobre apuração em relação a um tucano ilustre (e não lhe faltam citados em sua Vara) – contamina ou simplesmente repercute a vontade de parcela do MP.

...risível acolá
A Polícia Federal e investigadores vários (incluindo ávidos procuradores) também transitam na esteira da galhofa. 

Correm – também – atrás de Lula, mas não conseguem descobrir dono de meia tonelada de cocaína, ainda que encontrada em helicóptero com proprietário conhecido. 

Sem falar naquele avião de Eduardo Campos, ainda sem dono. 

Cansando
A insistência em pegar Lula leva o cidadão comum – ainda que não goste do ex-presidente – a vê-lo como um perseguido. Já não há mais como esconder a intenção.

Para todos os que sabemos que corrupção no Brasil é endêmica a busca por incriminar petistas – e agora Lula especialmente – leva à desmoralização de ações que poderiam contribuir – em muito – caso não buscassem o vedetismo para corresponder a interesses político-partidários-eleitorais - para realmente reduzir a bandidagem de colarinho branco.

Não à toa a turma está cansando de só ouvir falar em PT-Dilma-Lula. 

Pesquisa da Vox Populi afirma que a Lava Jata não mais detém aqueles 67% de aprovação. Ora começa a patinar no percentual que a sustentará sempre: 26%, o mesmo que ampara a votação da atual oposição.

A descoberto
A análise de Luiz Nassif em O xadrez da Lava Jato e a incógnita Janot – afastados os senões que sobre ela venham a ser postos – deixa ao Procurador-Geral da República Rodrigo Janot a responsabilidade por conter o desvario que acomete figuras a ele subordinadas, o que alcançaria – por tabela – Polícia Federal e alguns juízes.

Toda a análise não disfarça a flagrante atuação político-partidária das peças citadas. Inclusive o próprio Janot em relação ao senador Aécio Neves.

Dispensando Freud
Antes imaginava-se que este criminoso comportamento do então ministro Joaquim Barbosa, no STF, se devia ao fato de que havia apenas uma relação espúria entre ele e o global Luciano Huck. 

O famoso inquérito 2474 – que inocentaria todos os acusados na Ação Penal 470, o denominado mensalão petista, do crime de corrupção, por ausência de dinheiro público – e prova que o tal ‘mensalão petista’, que não passava de Caixa 2 – ficou escondido, retido por Barbosa, como escancara Miguel do Rosário no Cafezinho (Barbosa escondeu laudo por filho) para que o nome de seu rebento não viesse à tona. 

A verdade nele contida não atendia ao seu compromisso de estampar corrupção. Não havia prova contra ela. O inquérito, da Polícia Federal, instaurado a pedido dele Joaquim, o confirmava.

O laudo demonstrava que o dinheiro da Visanet não era dinheiro público. E, mais que isso: da quase totalidade foram comprovados os gastos para o fim a que se propunha a Visanet (divulgação, patrocínio, propaganda etc.), inclusive parcela considerável para a rede Globo (fato confirmado por um seu diretor a uma CPI no Congresso) e autorizados ao tempo de FHC.

Mas a sanha de Joaquim Barbosa – por razões que só Freud explica – escondeu o inquérito.

Freud  do Além  se dispensou, declarando que o fato 'é caso de polícia, não de psicanalista'.

Seriedade
O alerta do secretário Paulo Bicalho, da Saúde, de que há risco concreto de 50% da população contaminada por dengue, zika ou chinkungunya até abril reflete a seriedade como administra a pasta.

Por sua vez  em leitura simples  a situação é grave.

Por outro lado, a população não pode se dar ao luxo de apenas esperar solução do Poder Público, quando o 'poder' de evitar criadouros é de cada proprietário ou residente no imóvel.

Batido o martelo
Em nível petista para Itabuna o nome de Geraldo Simões assumiu a pré-candidatura, como definido pelo Diretório Estadual do Partido aqui


Onde há fumaça...
Falam  à boca pequena  que um pré-candidato a prefeito será rifado. A sua negativa confirma o fato explorado.

A outra negativa  de admitir lutar por uma vaga de vereador  sinaliza para efetivação da campanha mais cara para assumir cadeira no Plenário Raymundo Lima.


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Despencando o nível
Decididamente o nível parlamentar despenca, caso tomemos por paradigma a atitude de um congressista vaiando a Chefe da Nação na Sessão Solene de Abertura da Sessão que instalou o Ano Legislativo do Congresso Nacional.

Muitos desconhecem a liturgia do cargo e das funções deste cargo. Tampouco compreendem a razão da existência de instituições democráticas e da razão de Poderes da República harmônicos e independentes.

Há uma inequívoca demonstração de que alguns parlamentares imaginam-se na ‘casa da mãe joana’. A 'sua' casa.

Ou – como provocou o deputado Jean Wyllys – tudo debitado ao machismo e preconceito pelo fato de a chefia da Nação estar sob comando de uma mulher.

Por outro, sem o perceber, deram à presidente Dilma a condição de ‘flor de lótus’, aquela que nasce e sobrevive no lodo/lama.

Louve-se, no entanto, o oposicionismo por não ter mandado a presidente tomar naquele lugar. 

Coisa comum à elite brasileira.

Dinastias e Patrimonialismo
Os mesmos permanecem. Icônico: como o Bonifácio de Andrade, do Império à República vigente.

Nem sempre dispomos de análises como a de Étore Medeiros, em As dinastias da Câmara

Um estudo da Universidade de Brasília (UnB) publicado no segundo semestre de 2015 analisou os 983 deputados federais eleitos entre 2002 e 2010 para concluir que, no período, houve um crescimento de 10,7 pontos percentuais no número de deputados herdeiros de famílias de políticos, atingindo 46,6% em 2010 – número próximo aos 44% encontrados pela Transparência Brasil no mesmo ano. Logo após a última disputa eleitoral, a ONG divulgou outro levantamento que concluiu que 49% dos deputados federais eleitos em 2014 tinham pais, avôs, mães, primos, irmãos ou cônjuges com atuação política – o maior índice das quatro últimas eleições.
...
Na Câmara, ainda de acordo com o levantamento da Transparência Brasil, o Nordeste encabeça a lista das regiões com mais herdeiros (63%), seguida pelo Norte (52%), Centro-Oeste (44%), Sudeste (44%) e Sul (31%). No Senado, entretanto, Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão à frente (67%), seguidos pelo Nordeste (59%) e Centro-Oeste (42%)."
...
“Precisamos rediscutir o sistema político e partidário. Escrevi há 20 anos que haveria essa concentração de poderes familiares”, afirma. Miguel defende como mais necessárias mudanças em dois dos principais sustentáculos da política e do modo de praticá-la pelas dinastias. “A sua relação com o poder econômico – não só o financiamento eleitoral de campanha [derrubado pelo Supremo Tribunal Federal e que já deixa de valer para os pleitos municipais de 2016], mas também os lobbies e a corrupção – e a questão dos meios de comunicação de massa. Se a gente não mexer nisso, podemos virar o sistema eleitoral do avesso que os grandes eixos de enviezamento e manipulação estarão presentes”.

Pior, muito pior!
O prejuízo financeiro para o Estado é imensurável, considerando o que poderia ser feito pela sociedade em níveis materiais (investimentos, serviços etc.).

Somente o estado de Minas Gerais deve quantia superior a R$ 1 bilhão aos seus promotores de justiça – retroativos a 1994 – a título de “auxílio moradia”, aquele auxílio que é devido mesmo que o dito cujo resida em imóvel próprio ou em imóvel funcional. A denúncia é de Fernando Brito no Tijolaço

No fundo, um acréscimo moralmente absurdo, ainda que legal.

Tal benefício também alcança juízes, ministros, desembargadores, conselheiros de tribunais de contas. E pode elevar-se a mais de 30 bilhões de reais em nível nacional.

O custo do prejuízo de R$ 6,5 bilhões apurado na  Lava jato é fichinha diante de tal descalabro. 

No fundo, um desperdício com dinheiro do povo. Disfarce de “auxílio” para aumento privativo dos próprios vencimentos/salários.

Mas – como disse alguém na rede – são coisas da ‘república federativa dos privilegiados do Brasil’.

E por falar em desperdício!
O custo de Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais – capitaneadas pelo Senado e Câmara dos Deputados – bem demonstra que não fora o tamanho desperdício de dinheiro não teríamos déficit fiscal. 

Precisamos arrecadar mais para corresponder às necessidades da população porque gastamos muito mal.

Basta analisar – e projetar – a análise de André Araujo a partir da AL de Minas Gerais.

Como vimos acima, as sinecuras do Poder Judiciário não esgotam a cornucópia do desperdício. O Poder Legislativo – em todos os níveis – é outro escândalo.

Piorando
Famosa a expressão de um político (atribuída a Ulisses Guimarães) sobre cada nova composição congressual: cada vez pior.

Assim também vemos a sucessão em nível da OAB nacional. Se deixarmos de lado a omissão da Ordem às violações cometidas em relação à garantias constitucionais etc. etc. o discurso de posse do novo(?) presidente da OAB federal cheira a ranço piorado.

Atacar o governo e afinar-se com as apurações em andamento apenas mostram o aparelhamento da antes gloriosa e imbatível OAB.

Não fosse um discurso recheado de chavões vazios – no mérito medíocre, tosco e juvenil – demonstrou ignorância diante de fatos concretos, como a circunstância de o Fundo Partidário constituir-se matéria orçamentária, aumentado por força de emendas dos próprios parlamentares depois da proibição do financiamento privado de campanha. E total e absoluto desconhecimento de geopolítica, economia política e compromisso com a Nação.

Certamente sua gestão será marcada pelo aprofundamento do princípio de que mais cabe à instituição não incomodar o Judiciário que aperfeiçoá-lo.

Mais um para construir seu lobby.

Pela demonstrada desqualificação para o cargo temos que o atual presidente Nacional da OAB nunca falou, viveu calado. Tudo porque queremos entender que se os pares soubessem do que pensava/falaria não o teriam eleito.

Para uma instituição que já teve Raymundo Faoro como presidente o atual não só cheira a retrocesso e decadência, mas à ignorância.

A quase unanimidade obtida pelo ilustre afirma a generalidade da decadência.

Tudo aparelhado
Não bastasse a OAB – à luz da fala de seu novo presidente nacional – dos cerca de 17.000 juízes que integram uma Associação há 800 indignados que passaram a exercitar a política e a defender impeachment da presidente da República.

Estranho que não apoiem ou legitimem a recente decisão do STF sobre o caso.

Certamente suas excelência (com minúsculas mesmo) andam à cata de algum novo “auxílio” já que o moradia, o paletó e quejandos não estão a bastar-lhes.

Não dá para rir de tão vergonhoso.

Alternativo
A Globo vai vivendo tempos difíceis. Já não manda mais no trecho (sozinha), aqui parodiando livro do jacuipense Miguel Carneiro (O Coronel Já Não Manda Mais no Trecho) relatando as proezas e peripécias do coronel Trazíbulo Fernandes da Cunha.

Jogou solta no futebol. Agora enfrenta concorrência. Times anunciam afastar-se de seus braços, de abraços nada satisfatórios para muitos times.

É o caso do Santos – que já anunciou vincular-se ao Esporte Interativo a partir de 2019 – e de Internacional, Bahia, Atlético-PR e Coritiba, que sinalizam seguir o mesmo caminho.

Pelo caminhar, não custa imaginar o canal da Globo/futebol como ‘alternativo’ dentro em breve.

Não há mais por que duvidar
Visualizamos o denunciado na terça. E redigimos as notas abaixo:

O que você não vê na grande mídia (grande pela dimensão, não pela moralidade ou compromisso com a verdade) pode ser pinçado na rede, como a entrevista posta no vídeo abaixo, concedida ao jornalista Humberto Mesquita na EcoVoxTV.

“Eu não acho que existe um combate à corrupção, existe uma declaração de guerra contra o Partido dos Trabalhadores” (4:40min). “Quem está patrocinando esses vazamentos?” 

A afirmação é do ex-delegado da Polícia Federal Armando Coelho Neto, ex-presidente da Associação de Delegados de Polícia Federal.

“Vazamento é crime. O meu colega Protógenes foi demitido por vazamento”
Aos 14min: “Bom, eu fiz uma brincadeira. Eu tenho a impressão que os institutos de pesquisa devem estar fazendo alguma pesquisa secreta e deve estar dando o Lula como possível grande candidato”. “É a primeira vez que vejo alguém querendo derrubar um ex-presidente... uma campanha organizada para derrubar uma Presidente e desmoralizar um ex-presidente”.

“É um governo que vem sendo sabotado, pelo Congresso e por outros órgãos também... e vários setores da sociedade brasileira”. “Os programas sociais foram fraudados, pelo trabalhador em conluio com o próprio empresariado... O governo abriu mão de receitas de forma sistemática e os empresários e industriais ao invés de investirem... Os empresários transformaram a isenção oferecida pelo Governo em lucro”.

Lembra a forma diferente de tratamento entre FHC e Lula/PT: A PF se deslocou ao apartamento de FHC em Higienópolis para fazer uma audiência sobre o dossiê Cayman (06:45min).

No sábado tomamos conhecimento, em texto de Marcos Coimbra, na Carta Capital, que o dito pelo delegado se afina com a realidade obtida na pesquisa.



Bloco do treme-treme
A considerar – como informações – a pesquisa Vox Populi realizada em dezembro não só estão justificadas as dúvidas do delegado Armando Coelho como a certeza de que em algum lugar do tucanato existe o Bloco Carnavalesco da Turma do Treme-treme.

Bresser Pereira
As duas manchetes de primeira página dos dois principais jornais de São Paulo de hoje são significativas. Na Folha leio que 'Lula é investigado por suposta venda de MPs'. Não há nada contra o ex-presidente na Operação Zelotes, a não ser a desconfiança de um delegado irresponsável. O que há nessa operação é o envolvimento de grandes empresas e de seus dirigentes em um escândalo de grandes proporções de pagamento de propinas para obterem MPs favoráveis. No Estado, por sua vez, a manchete é 'Compra de sítio foi lavrada no escritório de compadre de Lula'. Neste caso – o do uso por Lula e sua família de um sítio no qual construtoras se juntaram para realizar obras sem que houvesse pagamento – o caso é mais objetivo. Lula aceitou um presente que não deveria ter aceito.”

(Observação do blog: a Operação Zelotes apura prejuízos que podem superar R$ 20 bilhões causados por corrupção de conselheiros do CARF).

Aproveitando a deixa de Bresser Pereira de que “Lula aceitou um presente que não deveria ter aceito” vem-nos à mente aquele chapéu passado por FHC – dentro do próprio Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente da República – para arrecadar (como arrecadou) R$ 7 milhões para o Instituto que estava criando.

Voltando a Bresser Pereira: “não é razoável o que se está fazendo com Lula. Só um clima de intolerância e de ódio pode explicar o cerco de que está sendo vítima."

A turma endoidou de vez
A denúncia da vez – todo dia há denúncia(s) – de que Uma lei assinada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em maio de 2010 estimulou uma nova linha de negócios de um dos donos do sítio frequentado pelo petista em Atibaia (SP)  beira à sandice, ao descaso com a verdade e má-fé.

A dita lei – que causa tanto espanto e o jornal deixa de citá-la – nada mais é que a 12.244/2010, que obriga(va) no prazo de uma década todas escolas públicas e terem, pelo menos, uma biblioteca.

Eis a causa do escândalo: Lula sancionou uma lei que obriga as escolas a terem uma biblioteca.

Detalhe: o louvável projeto de lei é originário do deputado Lobbe Neto (PSDB), proposto em 2003 e teve como redator no senado Cristóvão Buarque, que cobrou pela tardia aprovação e pouco o prazo de dez anos para sua total aplicação.

Para o jornal Folha de São Paulo deste domingo 7(ou aqui) Lula sancionou a lei proposta pelo tucano para estimular negócios de um dos donos do sítio de Atibaia, "sócio de seu filho".

Estamos aguardando as próximas ‘bombas’: a criação de Universidades Federais e Escolas Técnicas Federais, Luz Para Todos etc. etc. 

E por falar em Lula...
Como Lula é a bola da vez, aproveitamos para disponibilizar um vídeo de Lula no carnaval carioca. 

Quando nada, de um 'amigo de Lula' imitando-o.



Insistente
A mansão frequentada por Lula – homem que fatura milhares de dólares por conferência – deixa-nos a todos indignados com o ex-presidente: com tanto dinheiro poderia estar no Waldorf Storia (que acolheu a lua-de-mel de Aécio Neves paga pelo banqueiro do Pactual).


Mas insiste em andar com o andar de baixo.

Em cores
Para também não esquecer que a tal Operação Zelotes – que ora persegue Lula – tem nas mãos as provas para botar na cadeia dezenas de graúdos, inclusive os que estão citados abaixo. Apenas alguns, dentre os mais de 70 investigados(?).

Miniatura

José Dirceu
Quando muitos imaginavam que o constrangimento de estar preso para que fornecesse provas contra si levariam José Dirceu a permanecer calado, utilizando-se da faculdade legal de falar em nos autos à luz das provas de acusação concedidas frustrou a todos e disse tudo em resposta ao que lhe foi perguntado.

Os 10 primeiros minutos do interrogatório mais se assemelham a uma masturbação do juiz Sérgio Moro, que insiste em reperguntar sobre o que já foi respondido.

No curso do depoimento percebe-se quão frágeis são os indícios contra Dirceu, em torno dos quais juiz e promotores não conseguem materializar comprovação sobre o que alegam para acusar e processar.

Não podemos afirmar nada sobre o que desconhecemos. Mas, à luz do voto elaborado pela ministra Rosa Weeber (que dizem, redigido pelo juiz Sérgio Moro, que a auxiliava) onde afirma que não tinha provas contra Dirceu mas que a literatura a autorizava a condená-lo vai demonstrando a quantas anda a “qualidade” e o “conhecimento jurídico” de muitos de nossos julgadores.

Que passaram a se valer de ‘denúncias’ da imprensa, que se tornou partido político.

Vício
A suspensão de atos contra a Odebrecht pelo juiz Sérgio Moro, em razão da irregularidade na obtenção de documentos na Suíça mostra quão despreparado – ou mal intencionado – anda o magistrado (e quem o auxilia). A irregularidade – declarada na Suíça – mais avilta em nível interno, uma vez que tais documentos somente poderiam ser obtidos através do Poder Executivo/Ministério da Justiça, por força de Tratado entre os dois países.

Não é admissível que um magistrado não tenha conhecimento (a não ser que tenha lido só para fazer o concurso) em torno do processamento submetido a tratados internacionais.

O freio de arrumação no processo sinaliza para sua invalidação em tribunais superiores, por pautar-se em vício formal insanável. O de imaginar que ‘por debaixo dos panos’ funcionaria em relação à Suíça, como no caso do fumódromo da carceragem de Curitiba etc.

Para não perder a memória I
Miniatura
Enquanto for útil
Não se negue que desestabilizar governos e economias para fazer corresponder aos seus interesses (de seus empresários) é natural para os Estados Unidos. CIA, CSI e quejandos existem e agem para tal desiderato. Seja governo republicano ou democrata. É da natureza escorpiônico-estadunidense.

Na luta para ocupar/tomar o pré-sal brasileiro e ver (re)aberta em plenitude efeagaceana o Brasil para os seus (eles) o juiz Sérgio Moro – cuja esposa advoga para petroleiras, além de assessorar o PSDB paranaense – vai sendo de grande utilidade, tanto que sua meta – falhando até agora – de inviabilizar a Petrobras, já merece capa como ‘justiceiro’ em publicação estadunidense.

Simbólico que a publicação não tenha instrumentado com uma Constituição Brasileira e sim com uma destas armas de filmes de ação. 

Conflito de conhecimento
Já registramos neste espaço que o conflito de classes – dentro da classe média alta – se manifesta mais pela operação assumida por líderes dentro de cada estamento.

As palavras podem ser outras. Mas o fenômeno existe (ou resiste) no histórico da compreensão de que o patrimonialismo norteou a condução deste país no curso dos séculos de sua existência. 

Tudo quebrado a partir da assunção do Poder por um líder originário da classe menos privilegiada, o que significa reconhecer em Lula o vínculo de ruptura ente os estamentos tradicionais.

Os ataques a Lula não o são contra ele, mas ao que ele promoveu.

Caso tomemos como paradigma a Operação Mãos Limpas – na qual se espelha o juiz Sérgio Moro, e até artigo escreveu – vivemos o conflito entre duas circunstâncias – inteiramente distintas – o que mostra o desconhecimento intelectual dos que buscam naquela a razão para esta.
...
A Operação Lava Jato quer ver na criminosa atuação de elementos (políticos e não-políticos) na Petrobras como perfeito sucedâneo da secular/milenar atuação da Máfia em território italiano.

Desconhecendo o plano histórico – o que implica também reconhecer elementos de dimensão sociológica na construção do processo – os que se arvoram de ‘pais da pátria’ contra a corrupção nem mesmo percebem que são eles – em suas entranhas – também parceiros do estamento que dizem lutar para extinguir.

Conluio
Destacamos do Carta Maior, de artigo de Venício A. de Lima:

Não é novidade para ninguém o comprometimento histórico dos oligopólios de mídia brasileiros com os golpes de estado e os regimes ditatoriais. O que talvez constitua novidade é a aparente ausência de limites para a ação destes oligopólios em conluio com segmentos do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário."

Profético
Do Café na Política destacamos a conclusão de Francisco das Chagas Leite Filho, lembrando Umberto Eco, em Umberto Eco, Di Pietro e Sérgio Moro: da Mãos Limpasà Lava Jato, quando conclui:

“Há quem diga que, depois da queda do Muro de Berlim e do desmantelamento da União Soviética, os americanos já não precisam dos partidos que podiam manobrar e os deixaram nas mãos dos magistrados, ou, talvez, poderíamos arriscar, os magistrados estão seguindo um roteiro escrito pelos serviços secretos americanos…”

Qualquer semelhança com alguma personalidade brasileira será mera coincidência.

Da série assim que funciona
Querem por que querem botar Lula na jogada. Um barco de lata, um apartamento que não lhe pertence etc.

Mas, e aquela cocaína? Apreendida pela Polícia Federal?

Miniatura

Para não perder a memória II
Pelas CC-5, através do Banestado, foram desviados mais de uma centena de bilhões de reais para paraísos fiscais. De dinheiro lícito a ilícito (desvios de privatizações e quejandos).

O Proer até hoje é uma história mal contada. A denúncia do senador Álvaro Dias, então no PDT-PR, demonstra como funcionava o governo FHC a serviço dos interesses estrangeiros. 

A doação do Bamerindus é um destes capítulos.



Tema caro
Para Geraldo Simões a Emasa contém um apelo político-eleitoral de peso. Não só em razão de ser contrário às sempre repetidas soluções que soam como canto para uma forma de privatização dos serviços. Mas por lhe dar o tema para campanha: a barragem do rio Colônia.

Lembrará que foi em sua primeira gestão que foi pensada a solução. Um reservatório considerável, considerando que nenhum há para atender ao consumo dos itabunenses, uma vez que a dependência nossa está vinculada à precipitação pluviométrica. Chovendo, abundância; estiagem, água salobra a qualquer instante.

Geraldo não é criança. Desgastado em sua imagem – ora explorada como de derrotado sucessivamente – não deixará de assumir a liderança pela solução que o itabunense reclama.

Rema a seu favor a antipatia que gera a expressão ‘privatização’ do sistema. 

Argumentos não lhe faltarão. Para serem ouvidos e acreditados.

E compreenderá na forma de apelo. Que lhe alimentará em votos.

Não esquecer que em sua segunda gestão conseguira inserir recursos no orçamento para a obra sonhada. Nenhum dos que lhe sucederam puseram adiante o projeto por ele levado a cabo.

Aparecerá – e se apresentará – como autor da ideia e líder para a solução.

Duplo sentido... duplíssimo
As letras chamadas de 'duplo sentido' não são algo novo em nosso cotidiano. Atualmente são chamadas de 'baixaria' tal a pobreza do que e do como expressam.

Tomar uma palavra ou um cacófoto para despertar a 'curiosidade' até o fez Luiz Gonzaga em Pagode Russo (Gonzaga-João Silva).

Dentre muitas disponíveis do início do século XX, lá por 1905, "A boceta de rapé" (anônimo), interpretada por Mário Pinheiro.

Para que o leitor não fique escandalizado: boceta era uma caixa redonda ou oval e alongada para armazenar de jóias e miudezas a rapé. O uso do rapé era muito comum naqueles tempos.