quinta-feira, 23 de maio de 2013

Novo ministro

Indicado
A Presidente Dilma Rousseff indicou o professor e procurador do estado do Rio de Janeiro, Luís Roberto Barroso, para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto. (Do blog do Planalto).

De nossa parte a dúvida: aceitará o ministro Joaquim Barbosa o novo par?

Uma certeza: não sabemos de campanhas feitas pelo novo indicado utilizando-se dos métodos de uma outra indicação recente. Luiz Fux. 

De academias

E acadêmicos
A saída que o ministro Joaquim Barbosa encontrou para tentar tirar da sala a farinha que jogou no ventilador quando disse estar o Poder Legislativo subserviente ao Executivo foi de que falava em ambiente acadêmico (se referindo ao fato de que as diatribes foram ditas na UNB).

Mas não falta quem interprete a justificativa de Barbosa por outra semântica: academia, sim; de prática de uma luta moderna, que reuna estilos vários: do boxe ao kung-fu, passando pela capoeira, pernada, cocorote, cuspe na cara e quejandos.

Afinal, compreenderá o leitor: há academias e academias. Sua Excelência apenas está fundando a sua, a partir de seu particular e peculiar estilo.

Filão

Descoberto
A imagem da FTC como devedora não é das mais dignas. Se podemos utilizar a dignidade como referência. Sua fama está mais para caloteira, tantas são as reclamações e insistentes recusas da instituição em honrar compromissos financeiros, ainda que estejam sob o condão de uma execução judicial.

Lemos no Pimenta que a FTC pagou uma dívida para evitar que a marca fosse a leilão para cobrir obrigações trabalhistas. 

Há, agora, um filão descoberto: a marca FTC. E escancarado.

Acreditamos em estouro da boiada. Afinal, pelo pouco que sabemos, haja marca!

Calo meu dói

Do outro, não
O ministro Joaquim Barbosa, respondendo a indagação do colega Celso de Mello, em reunião administrativa do STF, sobre ver com antecedência o processo da AP 470 antes de voltar ao plenário, sinalizou que a retomada do julgamento - para apreciação dos embargos - somente ocorrerá no segundo semestre, uma vez que se torna necessário prazo mais longo para apreciar a matéria de defesa dos réus, uma vez que os declaratórios apresentados são complexos e volumosos. "Farei isso, mas estou longe de estar preparado", afirmou Barbosa. (Da Agência Brasil).

Quem diria! O mesmo Joaquim Barbosa que queria que os advogados tivessem apenas cinco dias para apreciar todo o processo e os votos dos ministros apresentados em milhares de páginas.

Calo que dói, só o meu - dirá Sua Excelência.

Do histórico

Ao histérico
Em pronunciamento da tribuna da Casa o senador Fernando Collor de Mello, em pouco mais de nove minutos desancou a postura inconsequente do ministro Joaquim Barbosa e suas espatafúrdias declarações em palestra proferida na Universidade Nacional de Brasília, quando atacou o Poder Legislativo, dizendo-o subserviente ao Poder Executivo.

Depois de discorrer sobre os limites a que está submetido qualquer julgador, principalmente o presidente da mais alta corte judiciária do país, a quem cabe preservar as instituições da República, afirmou o senador, com referência específica ao ministro Joaquim Barbosa, que dele se espera "compostura, liturgia do cargo e o dever cívico acima de tudo", sequenciando sua fala com uma expressão dura, mas pertinente e oportuna: "Caso contrário seremos obrigados a concordar com as associações de juízes do Brasil quando disseram, a cerca de um mês, que a gestão do senhor Joaquim Barbosa é um equívoco histórico. Torcemos para que não se torne também um equívoco histérico, a ponto de aprofundar de vez a crise e de um esfacelamento institucional em que, lamentável e perigosamente, estamos ingressando".

Certo está o senador Collor de Melo ao ilustrar sua fala com a expressão "histérico". A histeria tem sido o caminho pelo qual facilmente e reconhece Sua Excelência. 

Talvez para acalmá-lo, tenha aceito Joaquim Barbosa ser entrevistado pelo global Luciano Huck. Que deve ter abordado profundos temas jurídicos com o entrevistado.

Tratamento

Diferenciado
Sabe-se agora que Ruy Mesquita, do Estadão, fora internado no renomado hospital Sírio Libanês para tratar um câncer na boca há quase um mês. Em que pese ser figura pública, dentro do mundo privado, como expressão do jornalismo brasileiro, somente depois de morto vem-se a saber a causa da morte. O hospital e a imprensa preservaram a imagem de Mesquita.

Louvável postura ética do hospital. Nenhuma informação vazou.

Não é o caso quando o câncer é em Lula, Dilma ou José Alencar.

Típico tratamento diferenciado.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Seleção

Muito suspeita
Circulam na rede denúncias de irregularidades em procedimentos para seleção de servidores temporários em prefeituras da região. Insinuam a existência de indícios de manipulação quanto aos resultados, beneficiando apadrinhados.

Acresça-se aos inusitados processos a seleção para preenchimento de vaga temporária (estagiário) em órgão da Justiça Federal Especializada de Itabuna para uma determinada Vara onde concorre filha de juiz(a) titular da vara que, por coincidência, coordena, avaliará e julgará o certame.

A turma que pretende concorrer apenas pergunta se há mais de uma vaga!

Maldade!