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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Persona

Non grata
A Assembleia Legislativa da Bahia revogou dispositivo de lei estadual que admitia a possibilidade de privatização da EMBASA. Água não é mercadoria como outra qualquer. Antes de tudo, um direito de todos.

Certos estão os senhores Deputados. Falta-lhes outorgar o título de PERSONA NON GRATA ao presidente da Nestlé por expressar "El agua non es un derecho, deberia tener un valor de mercado e ser privatizada" (leia neste blogue, "Água para os que podem", postado na terça 23).

terça-feira, 23 de abril de 2013

Água

Para os que podem
O empresário austríaco Peter Brabeck-Letmathe, presidente da Nestlé desde 2005, defende a privatização da água como forma de conter seu desperdício. Em texto veiculado nesta segunda 22 por @joseperea no www.abadiadigital.com ("El agua no es un derecho, deberia tener un valor de mercado e ser privatizada") defende a limitação de consumo humano a 30 litros diários (5 para beber e 25 para higiene pessoal).

Ainda que razão tenha quanto aos atuais critérios para consumo individual (200 litros/dia) falta ao empresário definir como chegar água, ainda que nos limites dos 30 litros/dia por pessoa, aos rincões do planeta onde o precioso líquido praticamente inexiste.

E mais: como ocorreria a caridade, em termos de opção capitalista (onde o lucro é a tônica), financiando água para os miseráveis do planeta que em muitas regiões sobrevivem com um dólar por dia.

Certamente que o fenômeno econômico da escassez alcança a água, tornando-a "negócio" promissor para quem a explore. Falta, no entanto, perceber que o que está em jogo não é o "negócio" mas a sobrevivência do homem em muitas regiões.

Duro em todo isso é ouvir de um empresário, cuja empresa é uma líder em venda de agua engarrafada, que "A água não é um direito, deveria ter um valor de mercado e ser privatizada".

Para ele, assim podemos entender, quem não tenha dinheiro para comprar água, que morra.

Conquistas seculares no âmbito do Direito Natural, como a liberdade e a vida, vão-se pelo ralo da ambição desmedida, quando alimento e, agora água, deixam de ser direito do Homem.


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Água

Futuro
O prefeito Claudevane Leite, respondendo a perguntas deste blogue durante a entrevista concedida na manhã desta quarta, afirmou existir boa vontade política do Governo do Estado em encontrar uma solução jurídica para o impasse que existe desde 2009, quando findou o contrato de comodato entre o Estado e o Município de Itabuna, pactuado no imediato da municipalização do sistema de abastecimento de água (1989), quando este ficou com todo o equipamento da empresa baiana para a manutenção da oferta do serviço, o qual deveria retornar ao comodante no término dos 20 anos pactuados.

Sinalizou o prefeito que tal disposição lhe foi assegurada pelo governador Jacques Wagner no encontro recente, quando da presença de Sua Excelência em Itabuna para a assinatura da ordem de serviço para a construção da barragem do rio Colônia.

Ainda, respondeu o prefeito, que há intenção de fazer-se condutor do processo de recomposição das nascentes da bacia do Cachoeira, aproveitando-se, inclusive, de estudos realizados pela Universidade de Santa Cruz.

A resposta à indagação do blogue, em sendo concretizada, responderá a uma das angústias refletidas no rio Cachoeira, em especial nos limites do perímetro urbano itabunense, uma vez que a crise decorre muito mais da redução do nível de água (comparado com o de 20 a 30 anos), ainda que toda a culpa venha sendo posta na ausência de  tratamento dos esgotos que nele são despejados.

Sabemos, os que conhecem dita realidade, que as nascentes dos principais formadores do Cachoeira (rios Colônia e Salgado), especialmente a do Colônia, sobrevivem ao descampado, diante do brutal desmatamento para atender às exigência da pecuária. Circunstância que se agrava em seus afluentes.

Neste particular cremos que a liderança do município de Itabuna tende a deslanchar uma política concreta de efetivação de projetos para reforçar o reflorestamento de alguns hectares das cabeceiras, o que contribuirá para o fortalecimento do lençol freático que alimenta as nascentes.

Neste sentido a intenção manifestada pelo prefeito Claudevane Leite abre uma expectativa de que nosso rio não fique dependente tão somente dos investimentos no tratamento dos esgotos, como também no asseguramento dos níveis da própria barragem do Colônia no futuro.

Afinal, imaginar que a barragem do Colônia venha a existir tão só para atender a segurança do abastecimento humano é pensar menos, uma vez que o complexo intermodal tende a ofertar uma dinâmica à industrialização grapiúna que muito dependerá de água.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Água

Descoberta
Um lago de água doce sob a espessura de gelo da Antártida, com 12,5 mil km² (250 km de extensão por 50 km de largura), a uma profundidade de 3.768 metros. Não há informação sobre a profundidade do mar de água doce.

Êxtase no mundo científico!

Destinação
Não custa indagar quem assumirá a propriedade da descoberta para fins de comercialização. É que a agua cada vez mais se torna produto raro, apropriado pelo capital que o transforma de bem natural a objeto de lucro.

Tanto que as privatizações de sua distribuição continuam na ordem do dia.

Gerando guerras e conflitos (Kubrick já o sinaliza nos primórdios da existência humana, na "Aurora do Homem", em 2001:uma odisseia no espaço).

Êxtase no mundo dos negócios!