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sexta-feira, 19 de abril de 2013

De Deus

E de deuses
Ouvir certos comentaristas de programas jornalísticos da televisão brasileira leva-nos à quase certeza de que Deus não existe, porque deuses são eles e suas afirmações.

A facilidade com que afirmam inexistir democracia em outros países e que eleições foram fraudadas, como no caso atual da Venezuela, remete-nos à conclusão que alguma está errada.

O "processo eleitoral  na Venezuela é o melhor do mundo", afirmou-o o ex-presidente Jimmy Carter em 2011. Ficamos com pena do Jimmy quando escutamos as afirmativas de José Nêumane Pinto, no SBT Brasil, desancando as eleições venezuelanas, onde um povo se apresenta dividido e a democracia não existe (para ele, naturalmente).

Como tínhamos que uma das manifestações da existência de Democracia no planeta se lê a partir da existência de processo democrático, parece que o "deus" JNP está com a verdade.

Debulharemos brevemente neste espaço - nós que já afirmamos aqui ser o processo eleitoral venezuelamo bem mais aprimorado que o brasileiro - como tal ocorre na Venezuela e, certamente, concluiremos que algo está errado.

E não será com as eleições venezuelanas.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Confrontos

Ensaios de golpe
O que a imprensa tem divulgado atende a interesses mesquinhos quando dizem respeito às eleições na Venezuela. É reconhecido o processo eleitoral daquele país como dos mais seguros e confiáveis. Os observadores internacionais nada viram que justifique recontagem de votos.

No entanto, o candidato derrotado deseja recontagem de 100% das urnas. Por que 100%?

Por uma razão simples, caro leitor: a legislação eleitoral elaborada por Hugo Chaves determina obrigatória conferência de votos em 30% de urnas escolhidas aleatoriamente. (Coisa que não há no Brasil, onde o voto eletrônico não-impresso inviabiliza qualquer recontagem).

Ora, não bastando ao derrotado a (re)contagem obrigatória em 30% das urnas, ao alegar a necessidade de que tal ocorra na totalidade das urnas sem apresentar um fato concreto que demonstre a existência de fraude, de imediato confessa a lisura do pleito. Sua reação, portanto, visa tulmutuar o processo.

Nossa leitura: mais uma vez os setores conservadores da Venezuela "exigem" um golpe de estado. Esperam contar com apoio dos marines estadunidenses.

Não à toa buscam levar o caos ao país atacando prédios do governo, como o fizeram na província de Barinas, cercam casa de autoridades tocando fogo assim como atacam centros de saúde onde há médicos cubanos.