Mostrando postagens com marcador mulher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mulher. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de março de 2012

Jaboticada

Conquista
O Senado Federal aprovou, em caráter terminativo na Comissão de Direitos Humanos, projeto de lei que prevê multas para empresas que paguem remuneração menor às mulheres que exercem a mesma função que homens. Podem chegar a cinco vezes o valor da diferença. A matéria vai à sanção presidencial, se não houver requerimento para votação no plenário. Detalhes da Agência Brasil no www.advivo.com.br e Tribuna da Imprensa on line, desta quarta 7.

Polêmica à parte, uma “jaboticaba” bem nossa alimentando a autoestima feminina: a de editar leis para cumprir o que já está previsto na Constituição (princípio da igualdade).

Não fora enveredar pelo subjetivismo semântico que exigirá definições judiciais entre função e competência para o exercício dela.

Um outro Dia

Dia Internacional da Mulher
Tem-se como a primeira celebração a ocorrida nos Estados Unidos em 28 de fevereiro de 1909, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória ao protesto das operárias contra as más condições de trabalho na indústria do vestuário de Nova York, em 8 de março de 1857, quando reivindicavam jornada de oito horas e igualdade de remuneração com os homens. A violenta repressão policial fizera com que fossem trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada, morrendo carbonizadas cerca de 130 tecelãs.

Uma primeira conferência internacional das mulheres aconteceria em Copenhague, na Noruega, em 1910, dirigida pela Internacional Socialista, quando aprovada, por proposta da socialista alemã Clara Zetkin, a instituição de um dia internacional, sem nenhuma data específica, comemorado no 19 de março do ano seguinte, por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

Na Rússia, em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário Juliano) a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o Czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitaram a Revolução de Fevereiro. Para Trotsky, “este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução” russa de 1917.

De certa forma, a data parece ter perdido parcialmente o seu sentido original ao adquirir um caráter festivo e comercial, tornando-se menos evocação do espírito das operárias grevistas e mais distribuição de rosas vermelhas, cartões, mimos e mensagens poéticas à candura feminina.