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sábado, 13 de abril de 2013

Como bruxa

Nada amada
A morte da ex-primeira-ministra Margaret Thatcher encontrou encômios vários, todos enaltecendo as virtudes de sua passagem por quase duas décadas como expoente maior do neoliberalismo planetário, exemplo do rigorismo expresso pela britânica até a derrocada do projeto, que até hoje faz o mundo amargar incertezas.

Podemos entender o que representou para o povo a partir do que pensa dela parcela considerável dos próprios ingleses, o que demonstra que o que andaram publicando por aqui saiu de algum release do gabinete da falecida.

Ativistas anti-Thatcher levaram ao extremo sua atuação e puseram em destaque, como homenagem à Dama de Ferro, uma campanha de vendas da música de O Mágico de Oz, “Ding Dong The Witch is Dead” (Dim Dom a Bruxa Morreu) levando-a a sucesso na parada de melhores da BBC como a mais pedida/tocada. (Do Diário do Centro do Mundo).

O fato deixou a BBC numa saia justa, visto que, emissora do governo, teria que tocar o sucesso que estava no topo das paradas como a música mais vendida. Entre censurar a gravação (não tocando-a) e chicanar a falecida (tocando-a) encontrou o meio termo de executar uns cinco a seis segundos do antigo/novo sucesso das paradas inglesas.

Que se cuide Maria Alice, por aqui denominada por alguns colunistas de “Dama de Ferro”.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Solução

De sempre
Volta ao noticiário a peça ensaiada há meses: o Shopping Jequitibá "estuda" a possibilidade de cobrar pelo estacionamento. Não seria iniciativa local, mas uma tendência nacional.

Sinal de novos tempos. A oferta de estacionamento sempre foi a melhor propaganda e o chamamento para levar o consumidor a tais espaços. Pode-se afirmar que se constituía numa das ferramentas mais convincentes.

No caso itabunense a oferta de vagas no Jequitibá cai a cada expansão, como se houvesse madeireiro capixaba na administração munido de serra elétrica; para mais lojas e mais público consumidor menos espaço para estacionar; e não se diga que tal não ocorre quando pretende ampliar a oferta de serviços. Para construir a torre comercial não dispensou ocupar o espaço do solo, antes destinado aos que o buscavam.

Mas, é da essência do capital quando não encontra freio estatal, dentro da concepção do livre mercado, a força invisível que nos "ampara" a todos: possibilidade de mais ganho, ganhe-se. E dane-se o resto, pruridos e quejandos tais.

Nos vem à mente, a propósito, uma proposta embutida no acordo MEC-USAID, no imediato do golpe militar (idos 1965-1966 para as batalhas campais) já consolidado com a "eleição" de Castelo Branco, trazendo de roldão a redenção nacional e a abertura ao capital que se tornou amplamente especulativo/explorador com o aperfeiçoamento da teoria, que deram de denominar neoliberalismo.

A grande meta do MEC-USAID (Ministério da Educação e Cultura-United States Agency for International Development) - que se dizia destinado à reforma do ensino brasileiro - estava em privatizar o ensino universitário. Tudo começaria - para não espantar a freguesia - com o pagamento de taxas simbólicas que visavam desenvolver a cultura da cobrança em torno do que antes nada custava até alcançar a glória de as universidades públicas cobrarem mensalidades para os cursos oferecidos.

Na época não deu certo. Os estudantes enfrentaram a repressão, muito cassetete choveu no lombo da turma, mas a proposta não vingou.

Apenas aguardou o neoliberalismo de FHC para a consumação do ideário.

Como aguardaremos a solução de sempre que será trazida pelo Jequitibá. Uma virtude dos tempos atuais, no entanto: não haverá necessidade de distribuição de "fanta" porque a freguesia já está acostumada.