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sábado, 5 de abril de 2014

Pobres de espírito

Em busca de Mefistófeles II
Tratamos, em postagem de ontem, na pessoa de Aécio Neves Neves, do nível a que chegamos no plano das ideias diante das candidaturas postas em oposição à reeleição de Dilma Rosseff. O discurso eleitoreiro supera o debate, a discussão que o instante democrático exige. Naquela oportunidade levamos o leitor ao traduzido por Mônica Bérgamo em sua coluna.

Não nos bastava o espanto e ontem nos debruçamos em matéria da Revista Fórum veiculada no jornalggn.com.br com a chamada "Aécio Neves se declara a favor da redução da maioridade penal". O que é estranho é o fato de o senador mineiro, em segundo mandato, não haver anteriormente em nenhum momento se manifestado em torno do tema, fazendo-o no calor do debate eleitoral quando redução da maioridade anda insuflada pela mídia como panaceia para o problema da violência.

No calor da emoção, em detrimento da razão, ninguém cuida de levantar o problema pelo prisma das razões por que tal ocorre. Muito menos é trazido ao debate um outro fato: o de que, em nível de homicído, por exemplo, a participação de menores não chega a 2%.

Melhor percebamos o oportunismno de Aécio a partir da matéria veiculada no GGN:

Aécio Neves se declara a favor da redução da maioridade penal

Jornal GGN - Em encontro com empresários nesta terça-feira (2) o pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves (MG), declarou que é a favor da redução da maioridade penal e que vai levar tal bandeira ao debate eleitoral. Aos presentes, Neves disse que apoia a “proposta do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP)” que, vale lembrar, foi rejeitada pelo Senado por ser considerada inconstitucional.
“Eu defendo a proposta do senador Aloysio, inspirada na proposta do governador Geraldo Alckmin”, disse Aécio aos empresários presentes no evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide). De acordo com o projeto do parlamentar paulista, jovens com idade entre 16 e 18 anos que cometerem crimes violentos ou reincidentes devem ser julgados pelo Judiciário e condenados a mais de três anos de cadeia, o que contraria o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), que estabelece a duração máxima de três anos para medidas socioeducativas. O pré-candidato tucano disse que é necessário “enfrentar” essa discussão.
Recentemente, o programa Alexandre Garcia, do canal a cabo Globo News, promoveu debate com Aloysio Nunes e a professora Beatriz Vargas a respeito do projeto tucano à redução da maioridade penal. Ponto por ponto, a professora desconstruiu o projeto e disse que o texto reforça a velha lógica de diálogo com os jovens, onde, “antes de apresentarmos a escola, nós chegamos com a viatura”.
Em fevereiro deste ano, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) rejeitou o projeto de lei do senador. À época, a comissão considerou o projeto inconstitucional, pois, no entender do colegiado, ele fere os direitos das crianças e dos adolescentes.
O nível da campanha está posto. Não antecipamos a dimensão a que chegará.

Retornando ao fato concreto desta postagem ficamos no aguardo da reação da OAB, CNBB, etc.

E o próximo passo de Aécio Neves. Que pode ser a defesa da implantação da pena de morte no Brasil

sábado, 24 de novembro de 2012

À procura de um carrasco

Em tempo de poesia
Ederivaldo Benedito, no programa “Bom Dia Bahia”, deste sábado 24, na rádio Nacional, criticou as declarações de uma delegada de polícia local por sua defesa da pena de morte, em radiofônico de outra emissora.

A crítica de Benedito tem procedência. Não só porque tal punição não encontra apoio na Constituição Federal. É que não fica bem para uma autoridade, obrigada a conhecer a Lei Maior do país, deixar-se levar pela comoção e a emoção que querem transformar em clamor da sociedade.

Ainda que grave a denúncia e compreendamos ter sido um momento de inconseqüência e infelicidade do expressar, tampouco o instante não ser dado à poesia, de nossa parte, apenas indagamos: quem seria o carrasco?