Primeira leitura
Dados apresentados pela Confederação Nacional dos Municípios afirmam que o aumento de 56 reais no salário mínimo provocará impacto de 1,88 bilhão nas contas públicas municipais a partir de 1º de janeiro (Agência Brasil).
Segunda leitura
Certamente o aumento será levado ao consumo local, pouco dele desviado para outros centros fornecedores.
Conclusões
A considerar a visão da CNM o caos estará instalado nas contas públicas por causa do aumento do salário mínimo.
Por outro lado - o que pouco interessa para quem joga com a crise no erário - o aquecimento na economia gerará recursos direta ou indiretamente, seja-o através do tributos municipais, seja-o pelas transferências governamentais.
Assim, a melhor "oração" gira em torno de pedir pelo crescimento do PIB em decorrência de investimentos públicos e privados, porque pelo consumo interno o Brasil tem sido sustentado em muito pelo aumento real do salário mínimo.
Sugestão oportuna
No mais, seria de bom alvitre que a CNM distribuísse cartilhas a muitos dos futuros senhores prefeitos com uma oração para ser lida, como mantra, pela manhã, ao meio dia e à noite: desviar (roubar) recursos públicos não é administrar.
Por dedução, auxiliamos: apadrinhamento não é técnica de gestão político-administrativa.
Isto feito veremos que aumento real do salário mínimo é dádiva.
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Como sempre
Exoneração sumária
Matéria de Mariana Carneiro, para a Folha de São Paulo de quarta 4, traz a informação de que o ministro Mantega afirmou que o aumento de gastos com a educação, previsto no novo Plano Nacional de Educação para alcançar 10% do PIB ao final de sua implantação, coloca em risco a solidez da economia do país. Com todas as letras disse o ministro que tal fato pode "quebrar" o Brasil.
Quando todos reclamam da ausência de qualificação da mão de obra brasileira, justamente por falta de escolaridade (temos déficit de 100 mil engenheiros civis, apenas para ilustrar, e nossa turma não consegue ler instruções em língua estrangeira para movimentar máquinas importadas) nos vem o ministro sugerir que tal investimento em vez de avanço é inconveniente.
Esquece Mantega, por conveniência, que se reduzíssemos o pagamento de juros à especulação financeira teríamos dinheiro mais que suficiente para educação, saúde, infraestrutura etc.
Para nós a opinião do ministro motiva sua exoneração sumária por crime de lesa-pátria.
Matéria de Mariana Carneiro, para a Folha de São Paulo de quarta 4, traz a informação de que o ministro Mantega afirmou que o aumento de gastos com a educação, previsto no novo Plano Nacional de Educação para alcançar 10% do PIB ao final de sua implantação, coloca em risco a solidez da economia do país. Com todas as letras disse o ministro que tal fato pode "quebrar" o Brasil.
Quando todos reclamam da ausência de qualificação da mão de obra brasileira, justamente por falta de escolaridade (temos déficit de 100 mil engenheiros civis, apenas para ilustrar, e nossa turma não consegue ler instruções em língua estrangeira para movimentar máquinas importadas) nos vem o ministro sugerir que tal investimento em vez de avanço é inconveniente.
Esquece Mantega, por conveniência, que se reduzíssemos o pagamento de juros à especulação financeira teríamos dinheiro mais que suficiente para educação, saúde, infraestrutura etc.
Para nós a opinião do ministro motiva sua exoneração sumária por crime de lesa-pátria.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Educação
Vitória
A Câmara Federal aprovou, nesta quarta 27, por unanimidade, depois de 18 meses de tramitação, o Plano Nacional de Educação, destinando 10% do PIB para custeá-lo.
Caso não haja percalços a aprovação do plano amparado em 10% do PIB é uma vitória para os que há muito empunham a bandeira. O Governo chegava já a 8% mas a pressão dos deputados ligados aos movimentos sociais conseguiu o resultado histórico.
O detalhe passa a residir nas políticas públicas para materializar a aplicação. E nas prioridades.
Etapas
Saindo dos atuais 5,1% atingirá 5% nos primeiros cinco anos e os 10% ao final, ou seja, em dez anos.
A sociedade espera que o Senado Federal não altere o projeto aprovado na Câmara, no que diz respeito aos 10% do PIB.
Dentre as metas previstas no PNE para os próximos dez anos estão, além do percentual fixado, a ampliação da oferta de creches, a isonomia na remuneração de todos os professores com nível superior, qualquer que seja sua formação, a erradicação do analfabetismo e a oferta de ensino integral em pelo menos 50% das escolas públicas até o fim dos dez anos.
A Câmara Federal aprovou, nesta quarta 27, por unanimidade, depois de 18 meses de tramitação, o Plano Nacional de Educação, destinando 10% do PIB para custeá-lo.
Caso não haja percalços a aprovação do plano amparado em 10% do PIB é uma vitória para os que há muito empunham a bandeira. O Governo chegava já a 8% mas a pressão dos deputados ligados aos movimentos sociais conseguiu o resultado histórico.
O detalhe passa a residir nas políticas públicas para materializar a aplicação. E nas prioridades.
Etapas
Saindo dos atuais 5,1% atingirá 5% nos primeiros cinco anos e os 10% ao final, ou seja, em dez anos.
A sociedade espera que o Senado Federal não altere o projeto aprovado na Câmara, no que diz respeito aos 10% do PIB.
Dentre as metas previstas no PNE para os próximos dez anos estão, além do percentual fixado, a ampliação da oferta de creches, a isonomia na remuneração de todos os professores com nível superior, qualquer que seja sua formação, a erradicação do analfabetismo e a oferta de ensino integral em pelo menos 50% das escolas públicas até o fim dos dez anos.
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