Em queda
Da BBC News em Paris, nos chega através do Luiz Nassif OnLine no www.advivo.com.br a informação de que a França começa a refletir sobre algo que entende grave, porque vinculado às suas raízes: o consumo de vinho está em queda.
Os estudos sinalizam para o fato de que nas três últimas décadas os francesas saíram de um patamar de 51% de adultos que consumiam diariamente o néctar dos deuses (em 1980) para 17% na atualidade. Com o agravante de que hoje a proporção de franceses que nunca bebem vinho dobrou no mesmo período, alcançando os 38%.
Os dados são do FranceAgriMer, órgão que supervisiona as políticas do Ministério de Agricultura e Pesca e remetem à possibilidade de que aquela gente, por demais exigente (para não dizermos intransigente) na defesa de seus valores e tradições, esteja a perdê-los, o que pode configurar uma ferida aberta na identidade nacional.
Pelo menos, essas as preocupações imediatas. De nossa parte, queremos entender que, naturalmente, quem mais se ressente não é a cultura de França mas a indústria vinícola.
Essa a leitura que fazemos, a partir de dados contidos na matéria: em 1965 o consumo per capita estava em 160 litros/ano, decrescendo para os atuais 57 e despencará para 30 nos próximos anos.
Como elemento da identidade cultural o consumo de vinho deixou os ambientes frequentados pela nobreza e o clero em torno da monarquia com a Revolução de 1789, que o estendeu ao povo, retirando dele a imagem aristocrática e, inegavelmente, impulsionou a economia francesa nos séculos seguintes.
Não neguemos que, sob este aspecto, contribuiu para a afirmação do movimento na construção do imaginário popular de uma autoestima amparada na igualdade, como ideal revolucionário, ao lado da liberdade e da fraternidade.
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sexta-feira, 29 de março de 2013
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Às galinhas o galinheiro
Impressiona
Na história do presidencialismo o último presidente a enfrentar o sistema financeiro fora Prudente de Morais, quando desafiou os credores externos. No século XIX. Quando sanha havia mas o poder não o era como hoje.
Não o dizemos para fazer apologia ou proselitismo. Mas nos impressiona a coragem da presidente Dilma de assumir, publicamente, o enfrentamento ao todo poderoso sistema bancário. Nas entrelinhas jogou a população contra os bancos privados.
Não dirão que isso é coisa de terrorista e guerrilheira porque a Presidente detém alto índice de aprovação popular e seria despertar a população para uma cruzada de correntistas contra o sistema bancário privado.
Melhor aceitar e calar. E continuar solapando o governo pela mídia.
Retomando
Para a turma, “a saudável concorrência”, do “isento mercado”, deve continuar a controlar o sistema que ele criou. Por que tirar a raposa do galinheiro quando tudo deu sempre certo para a raposa?
Nos sentimos convocado, em meio a todos, para assumir nossa consciência de titulares do galinheiro. Afastando do comando a raposa.
Nos sentimos convocado, em meio a todos, para assumir nossa consciência de titulares do galinheiro. Afastando do comando a raposa.
Até quando não sabemos. Mas dá uma fé danada no que está acontecendo!...
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