domingo, 20 de janeiro de 2013

Alguns destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.
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Há 40 anos
O segundo Concílio da Igreja Católica realizado na cidade-estado do Vaticano, conclamado pelo Papa João XXIII através da bula Humanae salutis em 25 de janeiro de 1961 e inaugurado em 11 de outubro do ano seguinte, vindo a findar em 8 de dezembro de 1965 quando não mais vivo quem o convocou e sim o Papa Paulo VI, muito trouxe de contribuição para uma Igreja que precisava compreender o seu tempo, ainda que não se tenha como concluídas plenamente as suas proposições.

Diferentemente do Concílio Vaticano I, convocado pelo Papa Pio IX no período 1869-70, para enfrentar ideologias nascentes (Racionalismo, Materialismo) que entendia a Igreja estarem a afetar a estabilidade da instituição, mais voltou-se para os primados da fé, dele saindo, inclusive, a definição do dogma da infalibilidade papal, sem adentrar pelos fatos nascentes e suas repercussões no mundo.

Nem mesmo a Encíclica Rerum Novarum no final do século (1891), do Papa Leão XIII, apenas duas décadas depois, ao defender direitos dos trabalhadores, enveredando pela nova ordem que surgia, e as que se lhe seguiram, refletiu na compreensão do prelado em torno do que efetivamente acontecia.

Dom Hélder
Trazemos à baila o Vaticano II para lembrar da importante participação de um brasileiro, objeto de um documentário – “Dom Hélder Câmara – o Santo Rebelde” (2004), de Érika Bauer – que para Roma levou sua experiência com a realidade latino-americana que o fazia pensar numa Igreja com o povo participante e não distante dela.
Integrante da ala que veio a ser denominada progressista, dela foi figura central, criando a Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), sem falarmos do destaque que teve no enfrentamento às ações da ditadura militar.

Sobrando terra
Ainda que a respeitada Nature Geoscience tenha defendido em editorial há meses a existência de uma e única Terra (One and only Earth), utilizando-se de dados do telescópio espacial Kepler (o pesquisador de planetas fora do sistema solar), posição digna de figurar no catálogo geocentrista da Idade Média, dados recentes, divulgados pela própria equipe do telescópio, concluem em torno da possibilidade de, pelo menos, um planeta poder orbitar em uma de cada seis estrelas, o que oferta a possibilidade apenas de 0,0000001% de ser a Terra único planeta, elevando o universo possível, somente na Via Láctea, da existência de 17 bilhões de terras.


Tal possibilidade reflete a existência de planetas em condições idênticas à nossa, inclusive com atmosfera e água.

Com tanta terra por conquistar, querem acabar com a nossa!


Lição pouco seguida
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, está desagradando a gregos e troianos (começando por petistas), incomodando movimentos sociais e criando verdadeiro suspense na Câmara Municipal. Recusa-se à pressão por cargos. Leia-se como tais pressões as indicações políticas.


Para Haddad a indicação pode até corresponder a alguma ligação política, mas isso será por coincidência e não por pressão de quem quer que seja. A qualificação técnica deve prevalecer.

E ficamos a espera de que o exemplo frutifique. E de que o prefeito paulistano mantenha-se firme no propósito.

Região Metropolitana
Vemos com satisfação o aprofundamento da idéia que temos defendido com ênfase nestes últimos 10 anos: a criação da Região Metropolitana de Ilhéus-Itabuna. Lemos n’ O Trombone que na sexta 18 os prefeitos Claudevane Leite (tendo ao lado o vice Wenceslau Júnior), de Itabuna, e Jabes Ribeiro (de Ilhéus) reuniram-se em torno do assunto buscando aprofundar iniciativas conjuntas para que tal ocorra.

Itabuna perdendo
O prefeito Claudevane Leite precisa estar alerta neste instante – já que mantém relações amistosas com Jabes Ribeiro – para provocar a revisão dos limites entre Ilhéus e Itabuna, visto que a lamentável decisão legislativa recente limitou-se a aviventar rumos e não a cumprir com sua função institucional de analisar histórica e economicamente a atual relação territorial entre os dois municípios.

Abre o olho prefeito!

De nossa parte o amor roxo de Jabes Ribeiro pela implantação da Região Metropolitana está vinculado a criar os mecanismos que obriguem a autarquia que a alimentará a resolver problemas que Ilhéus terá com a manutenção dos limites nos atuais critérios. Temos que o súbito “amor roxo” já poderia ter acontecido em outras oportunidades em que Jabes foi prefeito, inclusive aliado da situação à época, em nível estadual.

Afinal, como fornecer água aos equipamentos que estão sendo instalados nos exatos limites de Itabuna e distante quase 30 quilômetros de Ilhéus, que estaria obrigado a fornecê-las?

Para nós essa a jogada: ficamos com arrecadação que naturalmente está vinculada a Itabuna e a Região Metropolitana define o custeio daquilo que a nós (Ilhéus) particularmente caberia cobrir.

EMBASA x EMASA I

Chega-nos informação de que há evidente interesse político do Governo do Estado em assumir dois equipamentos públicos em Itabuna, atualmente sob controle do município: a captação e distribuição de água e o Hospital de Base.

Pretenderia o Estado administrar o Hospital de Base tornando-o Regional, nos moldes que faz com outros no Estado.

No que diz respeito à captação e à distribuição de água pesaria o argumento de que somente o Estado comportaria o universo de investimentos de que carece o sistema itabunense para corresponder às necessidades de consumo municipal (leia-se aí não somente doméstico, mas também o industrial).

A barragem do rio Colônia, por exemplo, nos disse o interlocutor, demandará por mais de 40 milhões de reais somente para que a água seja trazida da fonte à distribuição e tal obrigação estará a cargo do município de Itabuna.

EMBASA x EMASA II

É notório, junto aos técnicos dos sistemas de distribuição de água, que a obrigação do Estado de fornecer água tratada a populações de pequenas localidades resulta em prejuízo (avaliação que vemos como própria do neoliberalismo e sua noção de que saúde e saneamento são despesa e não investimento), considerando o custo do investimento e a sua remuneração, o que é coberto pelo controle da mesma distribuição em grandes centros populacionais, razão por que há uma compensação entre uns e outros para a contabilidade geral.

Sob este aspecto Itabuna torna-se menina dos olhos para a EMBASA.

Hospital de Base

No que pertine ao Hospital de Base prevaleceria o argumento de que, cabendo ao Estado a sua gestão administrativa, mais facilmente ocorreriam as coberturas financeiras devidas pelos municípios que lhe são tributários em nível de demanda.

Hoje, por exemplo, a rede hospitalar itabunense assume a concentração da demanda regional e como, em nível de atendimento hospitalar, não dispõem os pequenos municípios de meios pra corresponder à demanda própria fazem encaminhar Itabuna uma gama de seus problemas sem que paguem por tais serviços, em que pese receberem do SUS os recursos para atendê-los.

Ponderações I

No que diz respeito à estadualização do Hospital de Base, considerando que ao município é dificultado o controle da pactuação com outros municípios e difícil seria a recusa, por não-pactuação, a atender pacientes deles originados, a provável proposta do Governo Estadual parece mais passível de análise.

Difícil é o município perder cargos para atender às indicações da base de sustentação.

Ponderações II
No que diz respeito à captação e distribuição de água defendemos a permanência do Município à frente da gestão, a partir de um elementar raciocínio: se interessa ao Estado é porque não é ruim.


Cumpre à administração local tão somente ser competente para evitar o que Ricardo denunciou esta semana em entrevista: desperdício e cabide de emprego.

Contribuição

Considerando que a dengue é a única doença tropical autônoma que se expandiu na última década, e sua incidência se multiplicou por 30 nos últimos 50 anos, tem potencial para se transformar em epidemia mundial, tendo sido a presença do mosquito detectada na Europa desde 2010, estando presente em 150 países, onde entre 50 e 100 milhões de pessoas contraem a doença anualmente, 500 mil delas em sua dimensão mais grave, a hemorrágica. É o alerta da Organização Mundial de Saúde. (Do Terra).

Não falta quem admita, diante da velocidade da expansão, que não tarde o surgimento de uma vacina. Afinal, a indústria farmacêutica vive de explorar doença. Quanto mais gente precisando de remédio, mais motivo para desenvolver a fórmula salvadora.


De nossa parte fica a ironia: alguns destes Secretários de Saúde de Itabuna nos últimos oito anos seriam acionistas da indústria farmacêutica?

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DE RODAPÉS E DE ACHADOS é uma coluna do autor publicada semanalmente em www.otrombone.com.br

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Carnaval

Bom senso
Não mereceu o destaque necessário a informação do prefeito Claudevane Leite (durante a entrevista concedida na quarta) de que a Lavagem do Beco do Fuxico ocorrerá, sob planejamento da administração municipal.

Para os que imaginam festejos populares somente existindo se sustentados em expressões musicais externas certamente a informação do prefeito será frustrante. No entanto a confirmação da Lavagem do Beco é a afirmação de que uma tradição itabunense, desde o início dos anos 80, se manterá ativa.

Já repercutimos neste espaço que o verdadeiro Carnaval itabunense é aquele evento. Como verá a população, mais uma vez, uma festa para o povo a partir do próprio povo.

E, o mais importante, sem desperdícios às custas do erário municipal.

Acima de tudo a prevalência do bom senso.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Água

Futuro
O prefeito Claudevane Leite, respondendo a perguntas deste blogue durante a entrevista concedida na manhã desta quarta, afirmou existir boa vontade política do Governo do Estado em encontrar uma solução jurídica para o impasse que existe desde 2009, quando findou o contrato de comodato entre o Estado e o Município de Itabuna, pactuado no imediato da municipalização do sistema de abastecimento de água (1989), quando este ficou com todo o equipamento da empresa baiana para a manutenção da oferta do serviço, o qual deveria retornar ao comodante no término dos 20 anos pactuados.

Sinalizou o prefeito que tal disposição lhe foi assegurada pelo governador Jacques Wagner no encontro recente, quando da presença de Sua Excelência em Itabuna para a assinatura da ordem de serviço para a construção da barragem do rio Colônia.

Ainda, respondeu o prefeito, que há intenção de fazer-se condutor do processo de recomposição das nascentes da bacia do Cachoeira, aproveitando-se, inclusive, de estudos realizados pela Universidade de Santa Cruz.

A resposta à indagação do blogue, em sendo concretizada, responderá a uma das angústias refletidas no rio Cachoeira, em especial nos limites do perímetro urbano itabunense, uma vez que a crise decorre muito mais da redução do nível de água (comparado com o de 20 a 30 anos), ainda que toda a culpa venha sendo posta na ausência de  tratamento dos esgotos que nele são despejados.

Sabemos, os que conhecem dita realidade, que as nascentes dos principais formadores do Cachoeira (rios Colônia e Salgado), especialmente a do Colônia, sobrevivem ao descampado, diante do brutal desmatamento para atender às exigência da pecuária. Circunstância que se agrava em seus afluentes.

Neste particular cremos que a liderança do município de Itabuna tende a deslanchar uma política concreta de efetivação de projetos para reforçar o reflorestamento de alguns hectares das cabeceiras, o que contribuirá para o fortalecimento do lençol freático que alimenta as nascentes.

Neste sentido a intenção manifestada pelo prefeito Claudevane Leite abre uma expectativa de que nosso rio não fique dependente tão somente dos investimentos no tratamento dos esgotos, como também no asseguramento dos níveis da própria barragem do Colônia no futuro.

Afinal, imaginar que a barragem do Colônia venha a existir tão só para atender a segurança do abastecimento humano é pensar menos, uma vez que o complexo intermodal tende a ofertar uma dinâmica à industrialização grapiúna que muito dependerá de água.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

DE RODAPÉS E DE ACHADOS -Dia 13 de janeiro de 2012


Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

Estimulante

Não deixa de ser exultante e alvissareira para muitos a notícia de que um trabalho realizado por pesquisadores da Queen Margaret University, de Edimburgo, na Escócia, envolvendo 58 voluntários de idades entre 21 e 64 anos, concluiu que o suco da romã (punica granatum) estimula uma gama de atividades do organismo, inclusive a sexual. Neste particular, os índices da testosterona aumentaram entre 16% a 30%, com a pressão arterial despencando, após o uso contínuo durante 15 dias, em ambos os sexos. (Informações do Daily Mail)
romãEm pesquisas anteriores o suco da romã – originária do Irã, onde conhecida por volta de 2000 a.C. – já acusara a presença de antioxidantes, além de combater várias formas de câncer, não fora aliviar sintomas da osteoartrite, problemas de estômago e até conjuntivite.
Ainda que a amostra da pesquisa escocesa seja pequena, nada mal, para todas as intenções, cultivar um pezinho de romã no quintal.  Especialmente para a turma que anda meio alquebrada e olhando comprido para o sexo oposto.

Vitória boliviana na ONU

A luta contra o uso e difusão das drogas tem levado a distorções, como o de intervir na dimensão cultural afeta a povos e nações. Algumas tribos indígenas utilizam a maconha em seus rituais há séculos; os povos andinos – em particular os bolivianos – têm o hábito de mascar folhas de coca in natura como forma de evitar distúrbios no organismo em decorrência da altitude.
A campanha contra o uso e a difusão das drogas tornara a canabis sativa droga ilícita no início do século XX, a partir dos Estados Unidos (alguns analistas entendem que tal ocorreu porque o consumo à época estava adstrito a negros e latinos), bem como incluir o mascar folhas de coca como crime, o que era reconhecido pelo ONU, em flagrante desconhecimento da cultura local da gente boliviana.
Decisão recente da ONU descriminaliza o uso da folha de coca in natura, como postulara a Bolívia, reconhecendo o seu uso como legal, na forma de exceção para a convenção de narcóticos. (detalhes em http://www.bbc.co.uk/mundo/ultimas_noticias/2013/01/130111)
Mais que uma vitória da Bolívia, a prevalência do bom senso, diante da ideia de que criminalizar é a solução para tudo.

O que deveria ser atacado

No caso particular das drogas a maioria dos países recusa a reconhecer o fato como um problema de saúde pública, e como tal cuidá-lo. Muito menos dimensionar que tal ocorre por consequência da apropriação capitalista do negócio das drogas ilícitas, o que também acontece com a prostituição e o tráfico de mulheres.
Entendem mais fácil construir prisões. Enquanto isso o tráfico agradece e nossos jovens mais se enveredam no errôneo caminho, levados pelos interesses financeiros que alimentam o tráfico.
Interesses que, quando aprofundados em torno dos beneficiários, enchem as burras de muita gente grande e importante. Inclusive países. Sejam como consumidores, sejam como fornecedores de equipamentos para o combate.

Contrapondo

O dinheiro oriundo da Visanet foi o carro-chefe para a Procuradoria-Geral da República vincular como recursos públicos (tema questionável) aqueles que também irrigaram o caixa 2 petista, denominado mensalão, o que teria ocorrido através do operador Marcos Valério, que o PT foi buscar nas hostes do PSDB mineiro, tamanha a experiência adquirida nas campanhas tucanas em 1998.
Como o chifre na cabeça de burro foi aceito pelo STF torna-se imperioso aprofundar as operações do mesmo Marcos Valério com recursos da mesma Visanet. O que fez, em matéria veiculada emwww.conversaafiada.com.br, assinada por Lia Imanishi, a revista Retrato do Brasil, sustentada nas peças da própria AP 470, mostrando que o operador transferiu da empresa, no período apurado como de desvio para o mensalão, milhões para a Globo (ESCÂNDALO?! A rede Globo ficou com o dinheiro desviado do Banco do Brasil?), concluindo e demonstrando que os serviços efetivados pela DNA de Valério realmente foram prestados e pagos e não desviados. A matéria questiona justamente os argumentos do STF de vinculação de “recursos públicos” da Visanet para o caixa 2 petista.
valérioO fato que levantaria suspeita não está em a Globo receber dinheiro da Visanet, mas que tenha ocorrido através de Marcos Valério, operador de caixa 2 de tucanos e petistas, no período de ocorrência do denominado mensalão. No entanto, o que a matéria comprova é a que a documentação que alimentou a sanha punitiva do STF a partir da Visanet não oferece nenhuma sustentação para condenação de quem quer que seja e foi utilizada em flagrante violação ao conceito de prova.
A dedução é de que o STF – se não reconheceu a Globo como integrante da “quadrilha” – ultrapassou os limites da prova judiciária para enxergar desvio de recursos públicos onde houve pagamento à empresa de televisão e, em decorrência, a correspondente remuneração do percentual contratado à DNA.
Não nos esqueçamos que o mesmo STF dispensou compreender que qualquer empresa de propaganda fatura a partir dos serviços que veicula. Desta forma, o dinheiro veiculado em inserções na Globo voltaram em percentual para a DNA como faturamento e não como desvio.
Não ocorrendo desvio inexiste o crime que somente o STF “enxergou”.

Quebrando a cara

O vazamento de dados pessoais do ex-presidente Lula, atribuídos a um destes hackers que pululam por aí, ouriçou setores conservadores que querem ver “o cara” longe da política brasileira, incomodados com as últimas inconveniências do retirante nordestino. (Afinal, o cara deu de erigir “postes” e tem se dado bem na empreitada).
Matéria do Financial Times, assinada por Joe Leahy, nesta sexta 11, a partir da “informação”, vê os imóveis de Lula como “mal pintados”, além de “localizados em subúrbios perigosos”, revelando, no fundo, que o que possui o ex-presidente não tem nada demais para quem convive há trinta anos com a vida pública.
Cabe-nos aguardar o próximo capítulo assinado pela turma!

Itabuna de fora

A Secretaria de Turismo do Estado da Bahia analisa a possibilidade de um novo roteiro turístico para a denominada Costa do Cacau. Destaca tudo que nele possa estar inserido, inclusive as locações da novela Renascer. Não lemos uma só nota sobre a inclusão de Itabuna no roteiro.
O prefeito Claudevane Leite precisa colocar os órgãos da administração (competentes para a demanda) na trilha para lembrar ao secretário de Turismo, Domingos Leonelli, que o cacau tem uma história também interiorana e divulgada mundialmente o foi através da ficção de Jorge Amado.
Como produto, a obra amadiana, muito tem de palco o universo itabunense. Não só em decorrência de ser a terra onde nasceu, e viveu parte da infância, o próprio escritor (o que nunca negou), a bicentenária Ferradas, como pelo palco das lutas das terras-do-sem-fim, centradas entre Mutuns, Pirangi (Itajuípe) e a própria Ferradas.

Curingas

Em texto publicado em nosso Rastilhos da Razão Comentada nohttp://adylsonmachado.blogspot.com (Melodia e concerto – Por tema a incerta herança) levantamos hipótese, a partir de considerações traduzidas por prócer petista local, de não confiabilidade do atual arco de alianças que sustenta o governo estadual com vistas a 2014.
Aventamos que a origem de parcela de integrantes do bloco de apoio à governabilidade estadual está representada em raposas até pouco tempo carlistas que, apesar de se dizerem unidas em torno do projeto de Wagner, mantém acesos os nomes em oferta à cabeça de chapa da majoritária.
Não fora isso, acrescentamos para aprofundar o raciocínio, encontram-se neste arco de alianças siglas que Vladimir Safatle denomina de “partidos-curinga”, como o PDS e o PSB (“Os impasses do lulismo”, em Carta Capital 730), que “podem estar em qualquer jogo, fazer qualquer tipo imaginável de alianças, até porque não representam, de maneira estruturada, setor algum da sociedade civil” – a não ser os próprios interesses individuais de suas lideranças, deduzimos.
No particular do PSB o governador Jacques Wagner não tem como se preocupar em nível de comando, uma vez que a atual direção estadual está sob controle progressista, o que não ocorre, no entanto, com a base em muitos municípios, hoje ocupadas por também egressos do carlismo.
No caso do PSD a situação é de incerteza, assim a vemos. Para compreender o leitor a dimensão de nossa avaliação basta percorrer quem hoje o integra e confirmar a origem dos políticos que comandam os municípios “conquistados” nas eleições de 2012.

Diferenças

escadariaDivulgada a morte de Jorge Selarón, no último dia 10, artista chileno conhecido mundialmente especialmente por seu trabalho na escadaria da Lapa, no Rio de Janeiro.
Justifica a presença do trabalho de Selarón neste DE RODAPÉS E DE ACHADOS para compararmos com o que acontece nesta sofrida Itabuna: enquanto espaços históricos são reconhecidos e ampliados em sua dimensão estética em outras plagas, por aqui derruba-se o histórico e enterra-se a memória para atender à especulação imobiliária. (As fotos de mais uma tragédia com a memória itabunense foram capturadas no Pimenta na Muqueca, de “Casarão de Gutemberg Amazonas é demolido”).
casarão gutemberg

EMASA em foco

Oportuna a iniciativa da administração municipal em convocar a imprensa para apresentar problemas e soluções envolvendo a EMASA, o que anuncia para a próxima terça 15, às 10 horas, no próprio gabinete do prefeito. Há coisas na empresa muito mal explicadas e que não são tratadas por escalões inferiores na forma que exige, carece e merece o consumidor.
O absurdo que vem alcançando o valor das contas a partir de outubro tem sido transferido para o consumidor sem as explicações devidas. Que se virem para provar que o problema não é deles – dizem, gentilmente, alguns de seus prepostos aos desesperados consumidores que se veem achacados de um instante para outro, como se todas as residências tivessem a consciência da iniciativa de aumentar abruptamente o consumo.
A qualidade que a população exige passa não só pela qualificação do atendimento ao consumidor, atualmente mais para integrar manual de deselegância, como pela transparência nas relações entre a empresa e aqueles que são sua razão de existir.

Recados e ações

O governador Jacques Wagner, ao discursar na visita que fez a Itabuna para assinatura da ordem de serviço da barragem do Colônia, conclamou os correligionários na vitória a abraçarem a humildade e dispensarem a arrogância ao passo que aos derrotados cabe a grandeza da luta para melhorar. Recado dirigido mais particularmente a Geraldo Simões, todos entenderam. Ou assim interpretaram.
Repercutiu na disputa interna, quando da reunião do PT para discutir apoio ou não à atual administração itabunense.
Entre mortos e feridos salvaram-se todos: os que pensaram apoiar encontraram o álibi de que não houve convite; aos que imaginaram partir para o ataque com todo o gás, o conselho do governador acomodou as ações no seio do bom senso.
Para nós, mais uma derrota de Geraldo. Que deu de entrar descalço em terreno minado.

Crônica

Dos tempos em que malandragem trazia dimensão romântica e a boemia permitia a um Millôr Fernandes conviver com Sérgio Porto no heterônimo Stanislaw Ponte Preta nas noites cariocas de Copacabana e Ipanema a gafieira ocupou espaços hoje nominados de clubes de dança (para todas as idades, que seja) porque a tais lugares não dá se imaginar a presença de algumas guturalidades que deram de chamar música.
A propósito, hoje trazemos Jorge Veiga (1910-1979) e “Estatutos da Gafieira”, de Billy Blanco (registro de 1957, pela Copacabana), que pode muito bem ser ouvida concomitantemente com “Piston de Gafieira” (1959), do mesmo Billy, para conhecermos a outra regra da instituição, tudo editado na crônica do compositor da noite carioca.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

domingo, 13 de janeiro de 2013

Alguns destaques

Detalhes

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.
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Estimulante
Não deixa de ser exultante e alvissareira para muitos a notícia de que um trabalho realizado por pesquisadores da Queen Margaret University, de Edimburgo, na Escócia, envolvendo 58 voluntários de idades entre 21 e 64 anos, concluiu que o suco da romã (punica granatum) estimula uma gama de atividades do organismo, inclusive a sexual. Neste particular, os índices da testosterona aumentaram entre 16% a 30%, com a pressão arterial despencando, após o uso contínuo durante 15 dias, em ambos os sexos. (Informações do Daily Mail).

Em pesquisas anteriores o suco da romã – originária do Irã, onde conhecida por volta de 2000 a.C. – já acusara a presença de antioxidantes, além de combater várias formas de câncer, não fora aliviar sintomas da osteoartrite, problemas de estômago e até conjuntivite.

Ainda que a amostra da pesquisa escocesa seja pequena, nada mal, para todas as intenções, cultivar um pezinho de romã no quintal.  Especialmente para a turma que anda meio alquebrada e olhando comprido para o sexo oposto.

Vitória boliviana na ONU
A luta contra o uso e difusão das drogas tem levado a distorções, como o de intervir na dimensão cultural afeta a povos e nações. Algumas tribos indígenas utilizam a maconha em seus rituais há séculos; os povos andinos – em particular os bolivianos – têm o hábito de mascar folhas de coca in natura como forma de evitar distúrbios no organismo em decorrência da altitude.

A campanha contra o uso e a difusão das drogas tornara a canabis sativa droga ilícita no início do século XX, a partir dos Estados Unidos (alguns analistas entendem que tal ocorreu porque o consumo à época estava adstrito a negros e latinos), bem como incluir o mascar folhas de coca como crime, o que era reconhecido pelo ONU, em flagrante desconhecimento da cultura local da gente boliviana.

Decisão recente da ONU descriminaliza o uso da folha de coca in natura, como postulara a Bolívia, reconhecendo o seu uso como legal, na forma de exceção para a convenção de narcóticos. (detalhes em http://www.bbc.co.uk/mundo/ultimas_noticias/2013/01/130111)

Mais que uma vitória da Bolívia, a prevalência do bom senso, diante da ideia de que criminalizar é a solução para tudo.

O que deveria ser atacado
No caso particular das drogas a maioria dos países recusa a reconhecer o fato como um problema de saúde pública, e como tal cuidá-lo. Muito menos dimensionar que tal ocorre por consequência da apropriação capitalista do negócio das drogas ilícitas, o que também acontece com a prostituição e o tráfico de mulheres.

Entendem mais fácil construir prisões. Enquanto isso o tráfico agradece e nossos jovens mais se enveredam no errôneo caminho, levados pelos interesses financeiros que alimentam o tráfico.

Interesses que, quando aprofundados em torno dos beneficiários, enchem as burras de muita gente grande e importante. Inclusive países. Sejam como consumidores, sejam como fornecedores de equipamentos para o combate.

Contrapondo
O dinheiro oriundo da Visanet foi o carro-chefe para a Procuradoria-Geral da República vincular como recursos públicos (tema questionável) aqueles que também irrigaram o caixa 2 petista, denominado mensalão, o que teria ocorrido através do operador Marcos Valério, que o PT foi buscar nas hostes do PSDB mineiro, tamanha a experiência adquirida nas campanhas tucanas em 1998.

Como o chifre na cabeça de burro foi aceito pelo STF torna-se imperioso aprofundar as operações do mesmo Marcos Valério com recursos da mesma Visanet. O que fez, em matéria veiculada em www.conversaafiada.com.br, assinada por Lia Imanishi, a revista Retrato do Brasil, sustentada nas peças da própria AP 470, mostrando que o operador transferiu da empresa, no período apurado como de desvio para o mensalão, milhões para a Globo (ESCÂNDALO?! A rede Globo ficou com o dinheiro desviado do Banco do Brasil?), concluindo e demonstrando que os serviços efetivados pela DNA de Valério realmente foram prestados e pagos e não desviados. A matéria questiona justamente os argumentos do STF de vinculação de “recursos públicos” da Visanet para o caixa 2 petista.

O fato que levantaria suspeita não está em a Globo receber dinheiro da Visanet, mas que tenha ocorrido através de Marcos Valério, operador de caixa 2 de tucanos e petistas, no período de ocorrência do denominado mensalão.

No entanto, o que a matéria comprova é a que a documentação que alimentou a sanha punitiva do STF a partir da Visanet não oferece nenhuma sustentação para condenação de quem quer que seja e foi utilizada em flagrante violação ao conceito de prova.

A dedução é de que o STF – se não reconheceu a Globo como integrante da “quadrilha” – ultrapassou os limites da prova judiciária para enxergar desvio de recursos públicos onde houve pagamento à empresa de televisão e, em decorrência, a correspondente remuneração do percentual contratado à DNA.

Não nos esqueçamos que o mesmo STF dispensou compreender que qualquer empresa de propaganda fatura a partir dos serviços que veicula. Desta forma, o dinheiro veiculado em inserções na Globo voltaram em percentual para a DNA como faturamento e não como desvio.

Não ocorrendo desvio inexiste o crime que somente o STF “enxergou”.

Quebrando a cara
O vazamento de dados pessoais do ex-presidente Lula, atribuídos a um destes hackers que pululam por aí, ouriçou setores conservadores que querem ver “o cara” longe da política brasileira, incomodados com as últimas inconveniências do retirante nordestino. (Afinal, o cara deu de erigir “postes” e tem se dado bem na empreitada).

Matéria do Financial Times, assinada por Joe Leahy, nesta sexta 11, a partir da “informação”, vê os imóveis de Lula como “mal pintados”, além de “localizados em subúrbios perigosos”, revelando, no fundo, que o que possui o ex-presidente não tem nada demais para quem convive há trinta anos com a vida pública.

Cabe-nos aguardar o próximo capítulo assinado pela turma!

Itabuna de fora
A Secretaria de Turismo do Estado da Bahia analisa a possibilidade de um novo roteiro turístico para a denominada Costa do Cacau. Destaca tudo que nele possa estar inserido, inclusive as locações da novela Renascer. Não lemos uma só nota sobre a inclusão de Itabuna no roteiro.

O prefeito Claudevane Leite precisa colocar os órgãos da administração (competentes para a demanda) na trilha para lembrar ao secretário de Turismo, Domingos Leonelli, que o cacau tem uma história também interiorana e divulgada mundialmente o foi através da ficção de Jorge Amado.

Como produto, a obra amadiana, muito tem de palco o universo itabunense. Não só em decorrência de ser a terra onde nasceu, e viveu parte da infância, o próprio escritor (o que nunca negou), a bicentenária Ferradas, como pelo palco das lutas das terras-do-sem-fim, centradas entre Mutuns, Pirangi (Itajuípe) e a própria Ferradas.

Curingas
Em texto publicado em nosso Rastilhos da Razão Comentada no http://adylsonmachado.blogspot.com (Melodia e concerto – Por tema a incerta herança) levantamos hipótese, a partir de considerações traduzidas por prócer petista local, de não confiabilidade do atual arco de alianças que sustenta o governo estadual com vistas a 2014.

Aventamos que a origem de parcela de integrantes do bloco de apoio à governabilidade estadual está representada em raposas até pouco tempo carlistas que, apesar de se dizerem unidas em torno do projeto de Wagner, mantém acesos os nomes em oferta à cabeça de chapa da majoritária.

Não fora isso, acrescentamos para aprofundar o raciocínio, encontram-se neste arco de alianças siglas que Vladimir Safatle denomina de “partidos-curinga”, como o PDS e o PSB (“Os impasses do lulismo”, em Carta Capital 730), que “podem estar em qualquer jogo, fazer qualquer tipo imaginável de alianças, até porque não representam, de maneira estruturada, setor algum da sociedade civil” – a não ser os próprios interesses individuais de suas lideranças, deduzimos.

No particular do PSB o governador Jacques Wagner não tem como se preocupar em nível de comando, uma vez que a atual direção estadual está sob controle progressista, o que não ocorre, no entanto, com a base em muitos municípios, hoje ocupadas por também egressos do carlismo.

No caso do PSD a situação é de incerteza, assim a vemos. Para compreender o leitor a dimensão de nossa avaliação basta percorrer quem hoje o integra e confirmar a origem dos políticos que comandam os municípios “conquistados” nas eleições de 2012.

Diferenças
Divulgada a morte de Jorge Selarón, no último dia 10, artista chileno conhecido mundialmente especialmente por seu trabalho na escadaria da Lapa, no Rio de Janeiro.

Justifica a presença do trabalho de Selarón neste DE RODAPÉS E DE ACHADOS para compararmos com o que acontece nesta sofrida Itabuna: enquanto espaços históricos são reconhecidos e ampliados em sua dimensão estética em outras plagas, por aqui derruba-se o histórico e enterra-se a memória para atender à especulação imobiliária.

EMASA em foco
Oportuna a iniciativa da administração municipal em convocar a imprensa para apresentar problemas e soluções envolvendo a EMASA, o que anuncia para a próxima terça 15, às 10 horas, no próprio gabinete do prefeito. Há coisas na empresa muito mal explicadas e que não são tratadas por escalões inferiores na forma que exige, carece e merece o consumidor.

O absurdo que vem alcançando o valor das contas a partir de outubro tem sido transferido para o consumidor sem as explicações devidas. Que se virem para provar que o problema não é deles – dizem, gentilmente, alguns de seus prepostos aos desesperados consumidores que se veem achacados de um instante para outro, como se todas as residências tivessem a consciência da iniciativa de aumentar abruptamente o consumo.

A qualidade que a população exige passa não só pela qualificação do atendimento ao consumidor, atualmente mais para integrar manual de deselegância, como pela transparência nas relações entre a empresa e aqueles que são sua razão de existir.

Recados e ações
O governador Jacques Wagner, ao discursar na visita que fez a Itabuna para assinatura da ordem de serviço da barragem do Colônia, conclamou os correligionários na vitória a abraçarem a humildade e dispensarem a arrogância ao passo que aos derrotados cabe a grandeza da luta para melhorar. Recado dirigido mais particularmente a Geraldo Simões, todos entenderam. Ou assim interpretaram.

Repercutiu na disputa interna, quando da reunião do PT para discutir apoio ou não à atual administração itabunense.

Entre mortos e feridos salvaram-se todos: os que pensaram apoiar encontraram o álibi de que não houve convite; aos que imaginaram partir para o ataque com todo o gás, o conselho do governador acomodou as ações no seio do bom senso.

Para nós, mais uma derrota de Geraldo. Que deu de entrar descalço em terreno minado.


DE RODAPÉS E DE ACHADOS é uma coluna do autor publicada semanalmente em www.otrombone.com.br
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Reza

Para não chover
Já ouvimos que índios tem métodos para fazer desabar nuvens em tempo de estiagem. Filmes de faroeste mostraram tambores despertos para intervir nas atribuições que defendemos ser privativas de São Pedro. No desabrido do sertão estiado a comiseração por água se transforma em catarse sustentada em pedras na cabeça, orações e cantos em penitência até que o agradecimento se faça presente.  

Ou seja, ainda que ponhamos em dúvidas o processo, sabemos à sobeja que há instrumentos no seio de diferentes culturas voltados para que a chuva caia. Às vezes a água é tanta que as orações se transformam em penitência para parar de chover.

Neste Brasil da jabuticaba, onde há de tudo, deram de inventar reza para não chover. É o que se depreende de anúncios catastróficos veiculados (ainda que logo depois desmentidos) de que estamos prestes a ingressar no augusto período efeagaciano do racionamento de energia por falta de chuva.

Para tal saudosismo não faltam especialistas em entrevistas, membros de alguns partidos políticos quase apopléticos em críticas ao Governo por tamanha incompetência.

Já estávamos cá admirando a inovação nacional quando deu de chover. E deram de ocorrer as inconvenientes precipitações justamente em cabeceiras que alimentam reservatórios de usinas hidroelétricas. E lá vão por água abaixo os sonhos dos rezavam para não chover.

Parece que a reza para fazer chover é mais forte, dirão os que entendem de reza.

De qualquer forma, o Governo Federal agradece e quem lhe faz oposição fica à espera do próximo verão.

Rezando...


Melodia e concerto

Por tema a incerta herança
Personalidade bem informada do PT itabunense, quando questionada sobre o risco que correria o governador por dispor do atual arco de alianças que sustenta a sucessão baiana em 2014, nos assegura que tudo transita em céu de azul celeste sem nuvens.

Confirma que a cabeça de chapa será petista e que o atual vice-governador permanecerá como tal. Tudo  articulado dentro do quadro nacional para a reeleição da Presidente Dilma Rousseff para repercutir como uma sinfonia em nível de Bahia.

Estranha-nos, justamente, a composição da harmonia, porque não vemos uma arquitetura que nos assegure uma melodia suave. Ao contrário, tememos pelo choque de uma abertura de movimento como ocorre com o quarto da Nona de Beethoven; impactante. (E aqui preferimos sinfônicamente Beethovem a Wagner como metáfora).

Diversos foram os caminhos para o governador Wagner construir a denominada governabilidade. Para tanto vê-se cercado e inflado de raposas oriundas do carlismo (que dizem estar morto), encasteladas em siglas várias, do centro-esquerda à direita, com ambições que podem não ser mediatas.

Respondemos à certeza e segurança da informação petista levantando a dúvida em razão do caminho assumido publicamente por Otto Alencar, de dizer-se possível candidato a governador: caso a decantada aliança o fosse definitiva estaria trabalhando para a reeleição. O que não parece acontecer.

Diante da incerta herança que sustenta a governabilidade do governo Wagner, em nível de sucessão, precisamos aguardar (como São Tomé) para ver se os caminhos da melodia ensaiada serão os mesmos do concerto para o público quando 2014 chegar.