quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Desculpas

Apenas desculpas
Na segunda-feira 2 deixamos de efetivar uma compra em Itapetinga porque o sistema não estava operando com cartão de crédito (a maquininha não funcionava). Ontem não conseguimos telefonar, postar etc., quando dependíamos da OI.

Como sempre teremos, quando muito, desculpas pelos transtornos.

Como diz personagem nosso em "Amendoeiras de Outono": "O progresso me dá comodidade, não felicidade".

Habitua-nos às desculpas. Apenas.


Verdadeira

Manipulação
Nenhum destaque que sensibilize a opinião pública de que o ataque na síria que matou centenas de civis tenha tido origem nos próprios rebelados contra o governo de Assad. A imprensa reproduz o que interessa ao governo dos Estados Unidos: a responsabilidade de Assad e a busca de um consenso para um ataque militar.

Divulgado pelo LaRede 21, a partir de testemunhas locais, que os rebeldes dispunham de grande estoque de armas químicas e que um "error de manipulación" de seus próprios pares, causou “un accidente”, cuando los tubos que tenían los potentes químicos detonaron. 

"La periodista Dave Gavlak- trabajando como free-lance de AP en el frente sirio- afirmó tener múltiples entrevistas con residentes y rebeldes en el barrio Ghouta" confirmando a versão. Detalhes em http://www.advivo.com.br/luisnassif

Pretendendo iniciar mais uma frente de batalha - apara alimentar a gana da indústria armamentista - não importa a versão (antes denunciada pela Rússia, que flagrara o fato) mas a manipulação.

Que por aqui embarcamos todos.

Nenhuma bondade
Caso alguém indague do porquê de tanta estupidez, responda-se que para o capital não há Ética nem Humanidade: há lucro.

Enxerga, com olho de lice, mais adiante, a manutenção dos preços de petróleo em alta, para que a exploração do "ouro negro" a partir do xisto (onde os Estados Unidos possuem imensas reservas) possa se tornar viável economicamente.

Tal somente ocorrerá mantendo o Oriente Médio sob permanente conflito.



Nosso

Contraponto
Este o nome de um programa que circula na rede, onde tem o Barão de Itararé pelo meio. O quanto nele veiculado nunca o telespectador terá acesso através das redes tradicionais de televisão. Justamente porque podem conter revelações - ainda que criticáveis sob o ponto de vista deste ou daquele - que envolvem personalidades que integram o seleto círculo do que denominamos "mitos". (O programa que ora disponibilizamos é um exemplo).

Dentro desse círculo de mitos ninguém dirá que dele não faça parte o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Que, desde sexta-feira 30, está na crista da onda como personagem de um livro que tende a ficar entre os mais vendidos nos próximos meses: "O Príncipe da Privataria", de Palmério Dória.

Para os nossos leitores - a fim de que façam o seu próprio 'contraponto' - uma entrevista do programa Contraponto com o autor, Palmério Dória, disponível no YouTube. http://www.youtube.com/watch?v=I2eR4CE871s&feature=c4-overview&list=UUxNhtPbaChhZTHXM80uvLfA

Aproveitem também para descobrir o que é "bolsa pimpolho".


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Roland

O exemplo brasileiro
O Programa Mais Médicos, do Governo Federal, tem por escopo levar às periferias sociais atendimento médico onde não exista. Sejam elas em regiões inóspitas e distantes ou mesmo nos centros urbanos. Mais que explicável a iniciativa diante da falta de pelo menos 15 mil profissionais Brasil a fora.

Na esteira da iniciativa a reação de setores da classe médica, contrários à vinda de estrangeiros para ocupar espaços locais. Para tanto, alegavam que o problema da Saúde no país mais decorre da falta de infraestrutura e de melhor distribuição dos recursos públicos.

Instalada a polêmica assistimos a cenas bizarras, inimagináveis ao bom senso, como médicos "de luto" e vaias aos primeiros estrangeiros chegantes - em que pese tal proceder ter endereço definido: médicos cubanos, o que alimentou o raciocínio de xenófoba e preconceituosa postura.

Dentre os que defendem a importação de médicos ficamos nós, amparado no raciocínio de que o problema mais centrado está no conflito de interesses de cultura profissional: a nossa medicina voltada está para a cura, menos para a prevenção. Dessa forma, o "negócio" é a doença e não a saúde.

Nesse diapasão vemos a necessidade de importação de médicos como uma forma de suprir espaços onde os nossos não querem chegar ou atender. As periferias não são o atrativo natural.

O exemplo
Circulou na região a informação de que o médico e político Roland Lavigne buscara o Mais Médicos para oferecer seus préstimos no município de Vitória da Conquista, ainda que residente em Ilhéus e ocupar uma vereança na praieira.

Declinou o ilustre pelo simples fato - segundo ele mesmo afirmou - porque o local a ele destinado era no interior daquele município, distante da sede.

Deixemos de lado as incompatibilidades entre exercer 40 horas semanais em Vitória da Conquista (na sede, que fosse) e corresponder às sessões da Câmara Municipal.

Fiquemos apenas com o seu exemplo, que é o da maioria dos médicos brasileiros: "Mais Médicos" só se for na cidade, no bem bom, no aconchego...


Troco

Dos sonhos
Jactam-se os Estados Unidos de sua competência em espionar. Não mais aquela espionagem romântica de livros e filmes. Mas a de invadir a privacidade em geral. Qualquer que seja. Inclusive a de uma presidente da República, como escancarado está que ocorreu em relação a Dilma Rousseff.

No sonho de provinciano, que ainda enxerga na defesa da soberania nacional o resgate de que precisamos, bem poderíamos dar o troco.

Basta que a Presidente Dilma deixe de balançar os costados para o lado dos fabricantes de aviões militares estadunidenses e desse uma guinada em favor dos russos.

Mexeria no bolso dos "espiões" do Norte e mudaria o paradigma atual da defesa aérea brasileira.

Esse o troco ideal. Não custa sonhar.

A quem se desculpar
O Globo, como porta-voz gráfico do sistema comandado pelos Marinhos, confessa haver colaborado com o golpe militar de 1964. Deve muitas desculpas: à nação, pela ignomínia; aos muitos torturados e assassinados nos porões do regime, pela conivência.

Não custa pedir desculpas a cada um dos familiares de mortos, desaparecidos e torturados.

O mínimo, para quem se reconhece "colaborador".


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Loas

Aos aproveitadores
Não falta quem veja - como Alberto Dines, no Observatório da Imprensa - uma "primavera da mídia brasileira" na tardia confissão do sistema Globo de que esteve a serviço do golpe militar de 1964. As nefandas consequências para o país todos estamos descobrindo - aqueles que não viveram o nefasto instante em que a repressão se "aprimorava" e o sistema midiático aplaudia, quando não se omitia (forma velada de apoio).

A emblemática expressão "primavera" - utilizada a partir da experiência de Praga, antiga Tchecoslováquia, quando houve reação popular e enfrentamento ao domínio soviético em busca de reformas - muito está vinculada à ideia de revolução, de mudança, de ruptura. No curso das décadas seguintes toda e qualquer busca de mudança encontrou naquela "primavera" a inspiração e na primavera a referência: primavera árabe mais recentemente, sem descurar da mais pretérita, a primavera dos povos nos idos de 1848 na Europa.

Soa-nos piegas imaginar que a "conversão" do sistema Globo possa ser confundido com as "primaveras" mundo a fora. Primeiro, porque nada faz o sistema sob comento que aproveitar a oportunidade, para não dizer aderir à ela; segundo, porque não há nenhuma possibilidade de afirmação de que o indigitado sistema sinalize mudança de seus paradigmas, todos eles sustentados na gênese golpista.

Por fim, sem mais delongas, tal mea culpa não entrou no cerne da questão: o dinheiro que o sistema Globo faturou com sua "adesão".

A começar pelo "calote" que deu no grupo Times-Life - em torno de 12 milhões de dólares - como denunciado por Carlos Lacerda o quanto recebido à época. Isso mais antigamente (1966-67), porque atualmente a soma ultrapassa bilhões, entre sonegações e inadimplementos.

De nossa parte não vemos "primavera" na confissão do sistema, mas a continuidade de permanente inverno, tenebroso como sempre quando nele se faz presente o Globo, a Globo...



domingo, 1 de setembro de 2013

Alguns destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS *

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Mentem e escondem
Os Estados Unidos encampam a iniciativa de uma agressão armada a Síria sustentados no uso de armas químicas pelo governo de Assad. No entanto, para a inspetora da ONU, Carla Del Ponte, quem as usou foram os rebeldes. 

Tal fato já havia sido demonstrado pelo governo russo, com o registro por satélite dos ataques a partir de redutos que querem derrubar o governo e que contam com apoio estadunidense.

Ninguém divulga a informação da inspetora da ONU. Ensaia-se outro Iraque.

Confessando o caráter
A Globo reconhecer haver sido um “erro” o seu apoio ao golpe militar de 1964 não melhora sua imagem, tampouco a de sua história. Muito menos a de sua trajetória.

Golpe é coisa de sua gênese e de sua genética. O jornal O Globo foi das grandes vozes contra Getúlio Vargas e sua política nacionalista. Assim como contra o presidente João Goulart, outro de projetos em defesa do Brasil. Isso mais antigamente, porque recentemente tudo que diz respeito ao interesse da nação encontra óbice da Globo, como ocorreu com a campanha das Diretas Já!

Como na história do escorpião, é da natureza do sistema Globo o golpismo. O que a TV Globo faz nada mais é do que utilizar-se do mais poderoso instrumento de que dispõe para o golpe de plantão. Haja ou não motivo, se alguém entender que golpe contra as instituições democráticas encontra motivo que o justifique.

Jorge Pontual e a medicina de Cuba
Sua dimensão golpista se dá em várias vertentes e diferentes dimensões. Uma das mais recentes: haver indisponibilizado a fala de seu jornalista à Globo News (voltou atrás, depois de protestos), onde Jorge Pontual elogia – com todas as letras – a Medicina de Cuba. Para Pontual “a gente tem de tirar o chapéu. A Medicina cubana é um exemplo para o mundo”. Clique em http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Sigtj8LaLV0#t=14

Tomando doce de criança
Não bastasse andar às voltas com sonegação bilionária, utilizando-se de inconfessas contas em paraísos fiscais, surge a denúncia de que a Globo retém 90% da arrecadação do “Criança Esperança”, como reproduzimos neste espaço a partir de http://folhacentrosul.com.br/geral/1680/globo-repassa-so-10-do-crianca-esperanca-para-a-unesco-afirma-wikileaks

Na folha de bananeira
Não será considerada uma boa semana para Fernando Henrique Cardoso, o decantado FHC “príncipe dos sociólogos” para inúmeros “baba ovos” da imprensa, que nele têm uma singularidade intelectual, coisa que só eles vêem. 

Acabado de sair como personagem de uma estranha negociação particular, adentra o gramado – figura futebolística pertinente ao instante – para tornar-se personagem de policial chinfrin, onde não é o detetive.
  
Dizia-o Tancredo Neves que político não deve receber doações, tampouco comprar e vender. Fazia-o para traduzir o romano princípio de que “não basta à mulher de Cesar ser honesta, precisa parecer”.

Fato nunca suficientemente explorado pela imprensa que o exalta, o ex-presidente – no exercício da Presidência da República – deixou-se aquinhoar com um singelo presente de um compadre: uma fazenda para os lados de Buritis, em Minas Gerais. Para onde enviou, inclusive, forças federais – sem ordem judicial – para defendê-la quando ameaçada de invasão (ninguém disse à época que tal fato constitui improbidade administrativa, pelo uso indevido de recursos públicos para atender interesses particulares).

Descobrem agora – na esteira do propinoduto tucano-paulista – que FHC comprou, no imediato de sua saída do Planalto, um apartamento em Higienópolis, área nobre da capital paulista, diretamente de uma das figuras (banqueiro) que se encontram investigadas pela lavagem do dinheiro desviado de trens e metrô paulistano.

Acaba de ser “condecorado” – lançado na sexta 30 pela Geração – com um libelo de Palmério Dória: “O Príncipe da Privataria”.

Fato naturalmente “esquecido” pela grande imprensa.

Assim se constrói a vergonha
Pedindo desculpa “se for preconceito” a sueca tupiniquim vê falta de “postura” e de “cara de médico” nas médicas cubanas.

Dedicada a Eliane Catanhêde
Que viu no avião cubano que trouxe profissionais para integrar o Mais Médicos como um “avião negreiro”. 

Aguardemos da ilustrada colunista um libelo a Castro Alves. Declamado nas localidades onde os médicos brasileiros (insuficientes para corresponder às necessidades da demanda médica) não se fazem presentes.

“A Coleção Invisível”
O filme de Bernard Attal teve locações em Salvador e Itajuípe (onde se concentra o desenvolvimento do enredo). Da região trabalharam atores e produtores desta terra de Jorge Amado.

Destaque especial para Itabuna, ainda não suficientemente reconhecido: a pick-up Ford-Wilys azul JOE-1459.

Revivendo e fazendo história
A música arrebata à meditação, mormente envolvendo o ambiente de uma igreja executada através de um órgão de tubos, instrumento raro, “capaz de dar às cerimônias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus”, como verberado na Constituição Apostólica Sacrossanctum Concilium no artigo nº 120, um dos documentos do Concílio Vaticano II.

A Catedral de São José, da Diocese de Itabuna, reinaugurou na sexta 30 o seu órgão de tubos, o único do interior da Bahia (outro há em Salvador, e poucos no Brasil), instalado em 1959 e desativado há mais de 30 anos. O nosso órgão é originário de um dos 80 construídos por J. Edmundo Bohn, filho de alemães que instalou uma fábrica em Novo Hamburgo-RS em 1934.

O órgão da Catedral de São José – que passou por processo de restauração durante seis meses pelo organista e organeiro paulista José Carlos Rigatto, que também o eletrificou – acompanhou a missa solene e foi objeto instrumental do programa depois da celebração, onde a maestrina Zélia Lessa e o Coral Cantores de Orfeu, as Professoras Maria Tereza Olina de Oliveira, Lourdes Dantas Andrade e Conceição Sá desenvolveram nove números, de Beethoven a Villa-Lobos, passando por Chopin, Elgar, Somma, Mendelssohn, Haeldell, Rachmaninoff e Schumann.

Para surpresa dos presentes, o próprio José Carlos Rigato executou alguns temas de Tocata e Fuga em Ré Menor, de J. S. Bach, coroando uma noite para a história da Música Sacra itabunense.

História por contar
O fato, a história e a origem do órgão (empenho de Laura “Dona Senhora” Conceição e sua “campanha do cruzeiro”) aguardam registro mais extenso, no contexto da importância de ser um dos dois únicos da Bahia e se unir aos 22 anteriormente registrados pela Associação Paulista de Organistas (elaborado por Dorotéa Kerr) como existentes no país, em dados levantados até 1985, registro que remonta ao século XVI como período em que instalado o primeiro órgão de tubos no Brasil, na Capela Nossa Senhora do Rosário, da antiga missão de jesuítas, em Embu.

Passarinho cantando
Mavioso canto sinaliza para o desconforto por que passa político local com uma indicação sua para cargo no governo estadual. Que o levou a pedir a saída do indigitado, fato ocorrido durante evento promovido pela Secretaria Estadual de Cultura em Itabuna.

Mais mavioso será o canto quando a figura se afastar do espaço onde denigre a imagem da cultura baiana e mesmo a do Governador Jacques Wagner, sem falar nos prejuízos que tem causado à grapiúna.

Aguardar para conferir.

Tardio interesse
Acompanhando a campanha soa-nos estranho que esteja a ocorrer depois que o prefeito Azevedo deixou o governo municipal. Muitos dos que encabeçam a campanha pela rejeição de suas contas de 2011 – agora que Azevedo é ex – perderam a oportunidade de fazê-lo com referência às contas de 2009 e 2010 quando o Capitão ainda estava no cargo.

Não queremos crer que alguém esteja se sentindo ferido por não ter sido atendido em seus interesses particulares quando Azevedo prefeito. Mais precisamente: que o alcaide tenha negado pedidos e, por causa disso, comendo a fria ração da vingança.

Quaisquer que sejam os interesses, tardia a manifestação. Cheirando a oportunismo e hipocrisia.

Tico-Tico no Fubá
A guitarra flamenca (nosso violão) assim se denomina como tradutora das características da música espanhola, onde realçados arpejos e técnicas específicas oriundas da cultura cigano-andaluza para a dança. Suas introduções clássicas (como em Granada, de Agustín Lara) a tornam inconfundível.

Dentre seus maiores cultores o guitarrista espanhol Francisco Sánchez Gomes, conhecido como Paco de Lucía. Ouvi-lo em estudos vários e interpretações como para Concierto de Aranjuez (de Joaquin Rodrigo) – em que pese preferirmos a interpretação de John Willians – nunca nos permitira sabê-lo intérprete de Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, onde aparece bem jovem executando a peça brasileira em três andamentos. http://www.youtube.com/watch?v=k6Nw0Hm_wTM#t=20

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Coluna publicada aos domingos em www.otrombone.com.br