terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Impossível

Entender
A transcrição abaixo reflete um fato incompreensível: o que faz o pior Ministro da Justiça da história (pelo menos recente) da República permanecer no cargo? 

E há quem fale na possibilidade de o dito cujo tornar-se Ministro do Supremo Tribunal Federal.

A impossibilidade de entender sua permanência alimenta ao mais arguto que algo de muito podre pode existir por trás de tudo.

Com a palavra Breno Altman em seu 

MINISTRO DA JUSTIÇA NÃO ECONOMIZA SUBSERVIÊNCIA


O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, deu entrevista à TV Veja.

Pouco importa o conteúdo do que disse, pois relevante é a simbologia do fato.

Como é possível, a essa altura do campeonato, sem ferir a credibilidade do PT e do governo, um de seus principais integrantes ser cordial e afável com a revista que trata Dilma, Lula e outros dirigentes petistas como bandidos?

Como é possível a presidente decidir cancelar qualquer publicidade em Veja por seu caráter golpista, mas Cardozo conceder uma longa e sorridente entrevista?

Como é possível que o ministro se cale diante das arbitrariedades cometidas por setores da Polícia Federal para incriminar o seu partido, mas resolva prestigiar o veículo que mais convoca o atropelo da ordem constitucional?

Como é possível que a presidente convoque seus ministros para a batalha da comunicação e a atitude de Cardozo seja correr para os braços de uma revista criminosa?

Como é possível acreditar em qualquer compromisso do governo com a regulamentação dos meios de comunicação se o ministro da Justiça não perde a chance de se curvar diante dos monopólios?

Como é possível que Cardozo, cotado para o STF, vá apresentar credenciais para quem faz da pressão midiática sobre a corte seu instrumento de guerra contra a democracia e os direitos constitucionais?

Como é possível Cardozo ainda ser ministro da Justiça, se a única coisa que faz é cuidar de salvar a própria pele, bajulando os setores mais reacionários do país?

São perguntas que não podem calar.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Exemplo não seguido

                                                                                                                               Barack Obama. / JIM WATSON (AFP)

De certa forma o presidente Barack Obama reconhece valia na posição assumida pelo povo grego de enfrentar o sistema que lhe impôs restrições  em nome da austeridade  que levaram o país ao caos, quando elegeu Alexis Tsipras sob a bandeira da antiausteridade do Syriza. 

“Precisamos ser inteligentes sobre como escolher nossas prioridades”, declarou Obama na manhã de segunda-feira para acrescentar que isso era o que fazia seu orçamento, revitalizar as velhas infraestruturas da nação, apostar na educação dos jovens, investir em saúde e fortalecer uma classe média que, na opinião do mandatário, já esperou por muito tempo  segundo El País em 

O cerne da postura de Obama está em haver enviado proposta orçamentária em que defende mais gastos públicos e aumento de impostos para os ricos.

A primeira receita foi aplicada no Brasil nos últimos anos, segurando a economia diante da crise mundial instalada em 2008 ao promover a geração de empregos, melhoria da renda e ganhos reais de salários, reduzir desigualdades.

A segunda, anunciada para os EUA nem sonha ser por aqui aplicada. Basta ver a guinada à direita neoliberal através das impopulares medidas do ministro Joaquim Levy.

Mamata oficializada
Estão os excelentíssimos ministros (incluindo os substitutos) e demais membros do Poder Judiciário e do Ministério Público autorizados a se utilizarem da singela importância de R$ 4,3 mil como auxílio-moradia. 

Ainda que residam em casa própria.

É que liberou geral e está legitimada a mamata: TCU libera auxílio-moradia generalizado enquanto a barão que ganha salário mínimo não entra na sinecura.

E para não esquecer: o efeito é cascata. Alcançará todos os níveis do Poder Judiciário e do Ministério Público.

O PT conclama
Sai de seu 35º Congresso com um discurso de que cabe abrir uma frente de luta para que o país enfrente a defesa das conquistas dos últimos anos.

Em defesa das conquistas – para nós instrumentos de soberania entre tantos outros aspectos a considerar  nos filiamos à proposta e esperamos estar contribuindo com algumas sugestões:

1. Afastar do governo a imagem de haver guinado à direita neoliberal (leia-se, Joaquim Levy). Afinal, ajuste fiscal não é privilégio de economista comprometido com as lições do sistema financeiro.

2. Economizar recursos (da administração direta, indireta e empresas públicas) com publicidade. Como registrou (a ponta do iceberg) alguém na rede: "A Petrobrás gasta R$ 500 milhões por ano em publicidade. 70% em veículos da Rede Globo e da Editora Abril. Não elegemos Dilma para isso."

3. Exonerar o ainda Ministro da Justiça. O que implica em buscar dar comando às instituições democráticas que devem nortear ações do Ministério Público Federal e Polícia Federal. (Não cabe ao Poder Executivo, sugerir que seja, qualquer opinião em relação ao Poder Judiciário. Apenas utilizá-lo em defesa da Constituição).

4. Estabelecer  de forma confiável e convincente  o contraponto à informação hegemônica. (Por sinal, custeada pelo Governo).

5. Dar ciência ao PT paulista que não mais é a única expressão do Partido dos Trabalhadores. O PT cresceu muito e mais se faz vitorioso fora do eixo paulista.

6. Afastar do Palácio do Planalto os que trabalham em causa própria. Inclusive com suspeitas de vazarem informações para o mídia que espanca o PT. 

7. Voltar a ser PT. E convencer a militância disso.


Pareceres e pareceres I
Quando o parecer é encomendado e responde ao objetivo da encomenda é parecer de torcida.

Não é senilidade
Diante das inconsistências jurídico-constitucionais levantadas em parecer assinado pelo jurista Ives Gandra Martins buscamos o verbete com eu nome no Google de todos nós. Lá está, de imediato: “Ives Gandra da Silva Martins (São Paulo, 12 de fevereiro de 1935) é um advogado tributarista, professor, escritor e jurista brasileiro, conhecido por suas posições políticas e pessoais conservadoras”.

Recomendamos ao leitor acessar o verbete e conhecer as demais virtudes de Ives Gandra.


Nossa busca visava, antes de tudo, conferir a idade do jurista. Afinal, considerando as deduções de Martins na aludida peça, em que defende a possibilidade jurídica para o impeachment da presidente Dilma Rousseff, passou-nos pela mente a possibilidade de estar o renomado jurista em estado de senilidade. Pela idade (89 anos a se completarem no próximo dia 12) certamente não é o caso, a não ser que algum parecer, declaração ou atestado médico o afirme.

Resta, portanto, reconhecer o parecer como libreto de torcedor.

Estendendo o alcance
Destacamos do ilustrado parecer de Ives Gandra Martins o seguinte trecho:

“Quando, na administração pública, o agente público permite que toda a espécie de falcatruas sejam realizadas sob sua supervisão ou falta de supervisão, caracteriza-se a atuação negligente e a improbidade administrativa por culpa. Quem é pago pelo cidadão para bem gerir a coisa pública e permite seja dilapidada por atos criminosos, é claramente negligente e deve responder por esses atos”. 

Apenas para rememorar fatos da história recente do país, sob a tônica da "atuação negligente" e da inusitada "improbidade administrativa por culpa", estariam em péssimos lençóis, por ordem inversa no tempo:

Aécio Neves, pelo aeroporto de Cláudio e de Montezuma; 

José Serra, pelo escândalo dos trens e metrô de São Paulo;

Geraldo Alckmin, por trens e metrô e falta de investimentos em captação de água;

Fernando Henrique Cardoso, pelos desvios na Petrobrás presidida por Joel Rennó e prejuízos causados pelas privatizações a preço de banana;

João Batista Figueiredo, pelas vantagens auferidas por Sigeaki Ueki quando presidente da Petrobras;  

Até o prefeito de Itabuna, pela doação de patrimônio público efetivada por comissionado sem autorização da Câmara de Vereadores.

Pareceres e pareceres II
Descoberta a pólvora: o parecer encomendado a Ives Gandra Martins o foi por advogado do Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Nada mais a declarar quanto à possibilidade de o objeto jurídico atender ao objetivo político da encomenda. 


Sob tortura
Descartada que o seja a física a tortura psicológica se faz flagrante. E depoimentos (quanto mais delação premiada) sob pressão podem invalidar o processo criminal.

A grave denúncia de um advogado, veiculada pela TVAfiada de Paulo Henrique Amorim, caso comprovada, lança nas profundezas a Operação Lava Jato.

Nada contra apurar, processar e prender criminosos (desde que provada a culpa ou o dolo). Mas o método utilizado exige amparo nas garantias constitucionais.

Clique, para o vídeo, em https://www.youtube.com/watch?v=uyz-W645oGQ

Acesse "Somos um governo de torturadores?", de Fernando Brito, no Tijolaço:

Ministros flagrados
Deles nada nos surpreende: os ministros Gilmar Mendes, do STF, e Eduardo Cardoso, da Justiça, foram flagrados em conversa telefônica envolvendo um investigado pela Polícia Federal (sob responsabilidade de Cardoso) com autorização (a escuta) do STF (de Gilmar Mendes).

O grampo  com áudio e transcrição  foi obtido pela revista Época.

Caso para exoneração de Cardoso e impeachment de Mendes.

O bom tucano
Não poderia ser diferente. Na primeira oportunidade, da tribuna do Senado, José Serra defendeu o fatiamento da Petrobras e sua entrega à iniciativa privada.

Defende a venda de ativos da estatal. Incluindo preferencialmente  o pré-sal.

Para afirmar os seus não nega a vocação antinacionalista e entreguista.

Davidson Magalhães, em sua primeira fala na Câmara dos Deputados, não perdeu a oportunidade dada por José Serra e atacou a manobra tucana.

Apenas para lembrar
Não custa defender a Petrobras (não os bandidos de todos os tempos que dela se utilizaram) e retomar a sua bandeira das varejeiras de sempre.


Alerta
"Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre."
Da Carta Testamento, de Getúlio Vargas.


A Petrobras está ai, funcionando e recebendo prêmios internacionais. Mas José Serra e áulicos, como Carlos Lacerda e outros da UDN de antigamente, os do PSDB/DEM/PPS de hoje, não se cansam. Querem vê-la nas mãos estrangeiras em sua totalidade.

Transporte público
O prefeito de São Paulo já localizou os vícios contidos nas planilhas de custo do transporte público sob sua gestão. Promete enfrentamento e melhoria para o usuário.

Segundo a Carta Capital, em Maricá-RJ, o prefeito Quaquá (PT) enfrenta o oligopólio de uma só família de proprietários. Controlam o transporte público aviltando os interesses da população.

O prefeito de Maricá encontrou uma solução: passe livre, através de coletivos que adquiriu para o município.

Concorrência foi a solução. Com participação direta do poder público.

O ônibus grátis de Maricá

Em surdina
Nos foi contado em surdina. Mas em trompete e trombone divulgamos.

Cozida em fogo não tão lento a abertura de licitação para o transporte coletivo de Itabuna.

Mas a alegria não reside nos possíveis avanços. Mas nas vantagens que um grupo pretende auferir com a licitação. Que são desvantagem para o povo.

Presumindo que haja debate com a sociedade, necessário se torna a redobrada atenção do cidadão e da presença do Ministério Público para conter as vantagens.

Basta observar com cuidado a composição da planilha da tarifa.

Afinal  como no financiamento privado de campanhas eleitorais  ninguém dá nada se não receber a 'baba'.


domingo, 1 de fevereiro de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Pitonisa
O senador José Serra, segundo o colunista Ilimar Franco, de O Globo, afirmou que a presidente Dilma Rousseff não concluirá o mandato, pelo desgoverno, crise econômica e denúncias de corrupção e que vive o estágio dos períodos Jânio Quadros e João Goulart.

O ilustre tucano esqueceu de dizer se ocupará o lugar de Carlos Lacerda e se também liderará o pedido de intervenção das forças armadas para um novo golpe militar.

Interpretação diversa
Austeridade é palavra-chave para o domínio da riqueza de um país pelo sistema financeiro e seu receituário, que sempre deságua em recessão. Assim que ocorrem os primeiros sinais de dificuldades na economia a receita se repete: arrocho salarial, sacrifício em relação à conquistas sociais, privatizações etc.

A receita fez sucesso a partir dos anos 80 e hoje está acabando com a Europa (Portugal já chegou ao índice de pobreza de 10 anos atrás). As reações começaram. 

Na Grécia, o partido Syriza, de oposição à austeridade, venceu as eleições e já anunciou a suspensão das privatizações (onde até o histórico porto de Pireu entrava na roda) e deseja a revisão da dívida. Na Espanha o apoio popular ao partido anti-austeridade Podemos levou milhares às ruas de Madri (foto).



No Brasil a interpretação da crise é diversa. Depois de dar exemplo de como enfrentá-la (gerando emprego e investindo na atividade econômica) parece sucumbir ao "deus mercado" e põe em prática a recessão sonhada por aqueles que desejam (e têm por ideário) o país de joelhos diante do sistema financeiro, que hoje ainda dita regras para o mundo para assegurar (já em 2016) que 1% da população mundial detenha mais de 50% da riqueza universal.

Sai, agouro!
No último dia 27 completaram-se 300 dias do julgamento da ADIN 4650, interposta pela OAB (já vitoriosa por 6 x 1), contrária ao financiamento privado de campanha. Mas o aniversário deve ser lembrado pelo pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes, ínclito defensor  ao que parece  dos meios que alimentam a corrupção.

A dedução que fazemos é a de que Sua Excelência não devolverá o processo até que seja feita a reforma política pelo Congresso. Fácil o raciocínio, considerando o que declarou o ministro Gilmar Mendes em entrevista a Isto É em dezembro:

"O partido que desenhou essa proposta (o PT) queria o financiamento público e o voto em lista. A minha objeção é que nós temos de discutir o sistema eleitoral para saber qual é o modelo de financiamento. E não discutir o modelo de financiamento para definir o sistema eleitoral"

De imediato verifica-se a insistência de Mendes em petizar a razão de suas reações (culpa do PT), esquecendo de reconhecer, em sua dimensão de significado, que a ADIN foi iniciativa da OAB, liderando um anseio da sociedade.

No mais, pode até ter razão Sua Excelência. O que não pode é pautar-se de paladino da moralidade e imaginar-se líder legislativo deixando de lado a sua obrigação: julgar.



É da natureza
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, concedeu entrevista a Isto É. A certa altura, indagado sobre denúncias que teriam sido encaminhadas pela então ministra Marta Suplicy, que entendia ser indevida a aquisição dos acervos do cienasta Glauber Rocha e do Canal 100 com dispensa de licitação, teria concluído a resposta, como afirma em desmentido baseado na gravação, sem citar nomes: "É isso, então, quer dizer, não se contribui para elevar o nível da política brasileira e do ambiente público com acusações irresponsáveis."

No entanto, a revista não perdeu o mote de por lenha na fogueira e tascou: "Não se contribui para elevar o nível da política pública brasileira com acusações infundadas. Marta Suplicy é uma irresponsável.

Como na fábula do escorpião, é da minha natureza!

Solução
A presidente Dilma Rousseff pediu, em reunião ministerial, que suas excelências respondessem aos ataques que o governo sofre diariamente.

Poderia pedir que ensinassem a turma a pescar, como lembra um internauta, acabando com o bolsa imprensa.

Surtiria mais efeito que o arrocho levado a efeito por seu Ministro da Fazenda.



Du-vi-d-o-dó
O G1 ouviu os 513 deputados que assumirão neste domingo sobre 12 temas, dentre eles a regulamentação  porque já previsto na Constituição  do Imposto Sobre Grandes Fortunas.

A regulamentação do imposto sobre grandes fortunas tem apoio de pelo menos 307 (59,8%) dos 513 deputados que assumem a Câmara a partir deste domingo (1º)  segundo o levantamento. Outros 101 (19,6%) se posicionaram contra a proposta. Os 105 restantes (20,4%) não quiseram responder ou não se manifestaram sobre os pedidos de entrevista

Admitindo que a regulamentação não dependesse da maioria absoluta (metade mais um = 207 deputados) e exigisse quorum de dois terços (308 deputados) já estaria praticamente aprovado.

Mas, para lembrar vó Tormeza: du-vi-d-o-dó.

Queda-livre
O Lauro Jardim, lá na Veja (que nos Deus nos perdoe a citação) afirma ter este mês sido o pior desempenho para janeiro em termos de audiência para a TV Globo: 13,3 pontos, medidos entre 7h e meia-noite em São Paulo.

Não é difícil compreender: os novos equipamentos portáteis, permitindo que seja visto o que quiser e a hora em que o desejar, via internet, está tirando da platinada até seus telespectadores mais tradicionais.

Como sempre foi referência, é o quadro da TV aberta.

E a Globo  na prática do singular esporte  – ainda tem aquele conceito no imaginário de parcela considerável de brasileiros, ao qual está irremediavelmente vinculada, como retrata esta montagem circulando no facebook..

 


Itabuna em movimento I
Desastrosa a incontinência verbal do ex-secretário de Transporte e Trânsito de Itabuna na fala de transmissão do cargo.

Dispensa comentários.

Itabuna em movimento II
O prefeito Claudevane Leite avisa que não fará a reforma administrativa preconizada pelos críticos. Sua Excelência demonstra pretender exercer o comando da gestão.

Que é justamente o motivo da crítica em defesa da reformulação do secretariado.

Itabuna em movimento III
Mas obrou mal ao concentrar poder em mãos de um só secretário.

Itabuna em movimento IV
O novo super secretário já está em campanha. Tem gente pedindo votos para o ‘nosso candidato’. Ele.

Para vereador?

Não, caro leitor. Para prefeito.

Geraldo Simões I
Finou o mandato de deputado federal de GS. Muito difícil, caso não tenha se aposentado, voltar a CEPLAC.

Também muito difícil que encontre espaço no atual governo estadual.

Candidato potencial a prefeito de Itabuna em 2016.

Sua história, no entanto, pode lhe assegurar espaço no Governo Federal. Onde já ocupou cargo, quando assumiu a CODEBA.

Geraldo Simões II
A Companhia das Docas do Estado da Bahia – onde exerceu o cargo de Diretor Presidente – pode ser o destino para Geraldo Simões. A experiência recomenda.

Resta saber o cargo.

Pelo cargo no organograma da CODEBA veremos como anda o prestígio de GS junto ao Governo Federal. Ou  em outras palavras  se por lá repercutiu o que GS fez ao PT na Bahia em 2014.
Geraldo Simões III
Há quem veja como remota a saída de Geraldo do PT. Mas especular não custa.

Depois que prejudicou a composição do PT na Assembleia Legislativa, desviando – através do filho – votos que garantiriam, pelo menos, mais um deputado na bancada estadual, não podemos afirmar que GS morre de amores pelo PT como antigamente.

Sua história recente mais remete à idéia de que não mais serve ao PT mas se serve do PT. Basta a insistência – de alto custo para Itabuna – em formar uma dinastia com a mulher prefeita (ainda que tenha méritos), o filho deputado estadual e ele deputado federal.

Há quem imagine que esteja duvidando de seu futuro político e tenha partido para preparar o futuro dos seus.

Geraldo Simões IV
A propósito de quem veja como remota a saída de Geraldo Simões do PT: em defesa de suas convicções pode até aliar-se a Fernando Gomes.

O tempo a Deus pertence. E a ocasião faz o pedinte.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A quem

Interessa
Ocupa a pauta de qualquer avaliação séria o papel da imprensa no mundo contemporâneo em sua função primordial para a sociedade: informar, o que não dispensa investigar. Indagação em torno do a quem interessa tal informação encontrará na sociedade o seu destinatário. 

No entanto quando aquela se desvia de sua finalidade cabe também indagar: a quem interessa?

Montanha de textos já foram escritos, dezenas de filmes para o cinema e séries para a televisão. Todos tratando da fuga ao objetivo que justificou a existência da imprensa.

Mais uma denúncia contra a atuação criminosa da informação manipulada vem da Alemanha, um dos países-símbolo da Civilização Ocidental. Destaca Assis Ribeiro, no GGN:

"O jornalista e ex-assessor do Governo Federal da Alemanha, Udo Ulfkotte revelou seu envolvimento no chamado 'jornalismo negro', confessando que teve que mentir repetidamente. O destacado jornalista expõe a campanha anti-russa na imprensa ocidental.

'Ele mentiu, traiu, recebendo propina e escondendo a verdade do público', diz o jornalista em seu livro "Gekaufte Journalisten" ('Os jornalistas comprados'), enfatizando que 'o que eu estava fazendo não era jornalismo, mas propaganda'. Para Ulfkotte, o auge da campanha anti-russa na imprensa ocidental, começou há um ano, sob a liderança da CIA, conforme registrado pelo portal Sputnikbig. Em sua opinião, a cobertura da mídia ocidental dos eventos na Ucrânia é um exemplo claro de manipulação da opinião pública. 'É nojento!', Diz Udo."
Tomando o exemplo alemão cabe-nos apenas indagar, partindo da premissa para nós essencial: a quem interessa a campanha  que beira a sordidez  contra a Petrobras?

Uma certeza temos: não é contra a corrupção política. Casso fosse, muito melhor a imprensa cobrar do ministro Gilmar Mendes que devolva a ação  em que já é voto vencido por 6 x 1  contra o financiamento privado de campanhas políticas. 

Mas, isso já envolve outros interesses!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Postes

Desesperados
Fernando Brito, no Tijolaço, levantou dados que confirmam a dimensão do 'aperto' de água em São Paulo. Por lá já xiste até um "Disque Água", para orientar o sedento paulista/paulistano. A peça ensaiada pelo tucanato para assegurar a reeleição começa a custar bem mais caro. Serão 18 horas sem fornecimento, diariamente.

Ironicamente Brito foca a mídia - que não perdoa nem espirro de governo petista:

"Como a redução do fornecimento de um ano para cá chega a 15 ou 16 litros por segundo, 60% disso representam perto de 10 mil litros por segundo, ou 850 milhões de litros por dia.

Quer tornar isso concreto? Essa quantidade de água corresponde 85 mil caminhões- pipa, todos os dias. Uma fila de veículos  que iria e voltaria toda a distância entre São Paulo e Curitiba.

Este é o tamanho da 'restrição hídrica' do governador Geraldo Alckmin.

Que a seca é grave, gravíssima, ninguém deixa de reconhecer e, ontem, aqui se mostrou a dramática restrição das chuvas.

Mas não é possível que 15 ou vinte minutos de queda de energia elétrica num dia sejam um escândalo e 18 horas sem água todos sejam 'coisa da vida'."

Cuidamos de registrar Brito como contribuição à consciência que devemos adquirir para 'ler' a grade mídia.

E, para não perder o mote, Bessinha não perdeu a viagem ao pote.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Martírio I
Há 70 anos, feitos no último dia 27, os soviéticos libertavam Auschwtz, salvando os remanescentes dos 1,1 milhão que ali foram mortos nos crematórios. O mundo se via conhecedor de uma tragédia inominável.


Martírio II
Ultrapassados os 70 anos de libertação dos presos em Auschwitz permanece o mundo convivendo com outro martírio. 

Este causado não pelo nazismo, mas pela inominável concentração da riqueza.




De cortar o coração I
Sensibiliza sobremodo a situação de crianças pelo mundo. Onde a miséria campeia são elas as maiores vítimas.

Há quem seja contra o Programa Bolsa Família. 

Ainda que se sinta abalada emocionalmente com o quadro além país.


De cortar o coração II
Hoje 1% da população mundial detém quase 50% da riqueza do planeta. O que representa um total de 263 TRILHÕES DE DÓLARES em números de 2014

Bastaria 1% dos lucros dessa riqueza para aliviar/eliminar a miséria e a fome no mundo.

No entanto, alimentam os urubus com crianças.


Recado
Evo Morales – que preside um país antes nem mesmo com direito a ser chamado de ‘república de bananas’ – afirmou, no discurso de posse, que em sua economia “no mandan los gringos, mandan los índios”.

Prestigiando a posse lá estava a presidente Dilma Rousseff. 

Que levou um gringo para seu Ministério da Fazenda. Que já abriu seu saco de maldades.

Premiando o criminoso I
Houve época em que a corrupção rendia 10%. Que o diga o famoso Relatório Saraiva, nos anos 70, denunciando Delfin Neto enquanto embaixador na França.

Caminha-se no Brasil, conforme denuncia Paulo Moreira Leite no Brasil 247 (clique em, http://paulomoreiraleite.com/2015/01/25/operacao-escancarada/) para uma vergonhosa ‘negociação’ onde o doleiro Yousseff perceberá 2% dos recursos por ele desviados que retornem ao Brasil. Para ganhar seus 2% basta ‘dedurar’.

Ou seja: o ladrão passa a ser premiado pelo crime.

Premiando o criminoso II
O que mais espanta é a bandidagem encontrar apoio nas autoridades. O escândalo está respaldado pelo juiz Sérgio Moro.

A indignação alcança o mundo jurídico. Registra PML: “Para Claudio José Lagroiva Pereira, professor de Direito Processual Penal na PUC paulista, instituição da qual foi vice-reitor, a decisão envolve uma medida absurda: ‘como é que o Estado brasileiro vai tirar uma porcentagem de um dinheiro que deve ser devolvido ao povo brasileiro, pois é fruto da corrupção, para entregar a um bandido?’”

Indagação outra que se faz: O que leva o juiz Moro a promover tal absurdo?

Racionamento I
Claro que pode ocorrer um racionamento. Afinal, a matriz da energia brasileira em muito está centrada em hidroelétricas. 

E as do Sudeste apresentam nível nada ideal para suportar uma estiagem prolongada.

Racionamento II
Ninguém é louco de hospício para colocar a mão no fogo sem correr o risco de ficar maneta. Mas a insistência com que vem sendo afirmada a iminência de um apagão seguido de um racionamento prolongado no fornecimento de energia elétrica (modelo FHC 2001/2002) deixa entrever falta de análise técnica.

Em 2001/2002 não ocorreu falta de energia, mas investimentos em linhas de transmissão que fizessem transportar energia gerada em uma região para outra.

Os investimentos em linhas de transmissão foram efetivados nos últimos anos.

Não bastasse, o aumento da oferta de energia ocorre com a entrada em funcionamento de novas hidroelétrica sediadas na Região Norte.

Racionamento III
O Brasil tem feito uma opção, inclusive por pressão de parte da sociedade, e insiste em não produzir mais energia nuclear. Que independe de chuvas.

Além do mais, o Brasil poderia dispor de muito mais energia gerada em hidroelétricas se não houvesse a resistência de órgãos governamentais, ONGs e povos indígenas. Que chegaram a atrasar a construção de hidroelétricas por mais de 30 anos.

Agora mesmo uma área está sendo questionada para que não sejam afetados os seus ‘encantados’.

Descobrindo a pólvora
Há sinais de que descobriram a pólvora. Afinal, é o que depreendemos a partir da veiculação, alardeada : aqueles que zeraram a prova de redação do ENEN estão entre os que têm o hábito da leitura como função biológica.

As declarações de alguns dos próprios estudantes afirma ter sido a leitura, como hábito, um elemento capital para o sucesso.

Eis a pólvora descoberta.

Das lições mais antigas: quem lê escreve e raciocina melhor, tem melhor concordância e e salutar vocabulário.

Alarde deve ser à escola. Que não desenvolve o hábito e o gosto pela leitura.


Ataque mortal
Já comentamos em outro instante neste blog que os ataques a Petrobras (mais acentuados que aos que rouba(ram) a estatal) têm objetivo definido: enfraquecê-la para alimentar a sanha dos que desejam tê-la, como hoje têm a Vale do Rio Doce, a Telebras, os bancos estaduais etc.

Artigo do economista Adriano Benayon traduz à perfeição o que está ocorrendo. Clique em http://jornalggn.com.br/noticia/golpe-final-na-soberania-do-pais-por-adriano-benayon 

Caso o leitor lembre das campanhas que levaram Getúlio a suicidar-se, à origem do parlamentarismo, ao golpe de 1964 perceberá que tudo se repete. Com os mesmos personagens travestidos em outros nomes.

Duvide quem quiser
Por mais que diga não difícil não existir o dedo de Geraldo Simões na divulgação de apurações na DIREC em relação a ex-dirigentes dos órgão.

Mais se aperfeiçoa este raciocínio a circunstância de o fato ter ocorrido (se ocorreu) há muito tempo e somente agora ser levantada a poeira.

Mormente quando alguém que não interessa a GS pretende (re)assumir a função.

Razões
Geraldo manda um recado: o de que não pensem que está morto.

No contraponto: conquistar um espaço que ora não dispõe no atual governo.

A tal sindicância pode ser seu último trunfo. Ou o único de que dispõe.


sábado, 24 de janeiro de 2015

Como você

É enganado



Destacamos do http://www.institutojoaogoulart.org.br/ um texto de Noir Chomsky, publicado em julho de 2010.

Caso o leitor encontre 'meras' semelhanças com o que se passa no Brasil não fique afobado. Reaja, desenvolvendo o espírito crítico.

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Midiática

O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.