Nova guerra
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) já nos trouxe proposta, vencida no plenário, de possibilidade de conferência do voto em votação eletrônica. Bastaria imprimi-lo e depositá-lo em urna específica para futura conferência.
Isso ocorre em outros países que utilizam o sistema eletrônico, como forma de mais legitimar o resultado eleitoral. Na Venezuela, por exemplo, são abertas 30% das urnas, aleatoriamente, para conferir com o resultado eletrônico de cada uma delas.
Por aqui surgiram, de imediato, os contrários sem explicar suas razões, a não ser aquelas do lugar comum que só existe nesta terra da jabuticaba.
O senador Requião nos traz, com sua nova proposta de emenda constitucional, um tema pouco aventado, mas profundamente debatido quando ocorre: mandato para Ministros do STF. O mandato existe na Alemanha, África do Sul, França, Itália, Espanha, Portugal, apenas citando alguns países.
Mandato para ministros do STF, a nova guerra do senador Roberto Requião!
Uma "Guerra Santa"!
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Coisa de urubu-rei
Avidez
Câmara Cascudo registra em seu "Coisas que o povo diz", publicado em 1968 e recentemente reeditado pela Global, em 2009, a tradição popular para referir-se à postura egoística, individualista ou personalística de quem abarca para si desprezando o semelhante: coisa de urubu-rei.
Explica Cascudo que a tradição se ampara na observação em torno da reação da urubuzada diante do banquete, respeitosa enquanto há urubu-rei na área. Nenhum deles inicia o butim enquanto não estiver saciado o lider de cabeça enfeitada e colorida.
É que o "gypagus papa come sozinho, aristocraticamente, isolado dos comparsas subalternos. Depois de farto e ausente é que a urubuzada humilde toma chegada para o ágape", observa Cascudo.
Diante das coisas que costumam ocorrer em final de administrações derrotadas, a avidez de muitos sobre os restos do erário está para mostrar uma categoria humana inspirada na fama do urubu-rei.
Com detalhe especial: se houver tempo, nada para os "subalternos".
Câmara Cascudo registra em seu "Coisas que o povo diz", publicado em 1968 e recentemente reeditado pela Global, em 2009, a tradição popular para referir-se à postura egoística, individualista ou personalística de quem abarca para si desprezando o semelhante: coisa de urubu-rei.
Explica Cascudo que a tradição se ampara na observação em torno da reação da urubuzada diante do banquete, respeitosa enquanto há urubu-rei na área. Nenhum deles inicia o butim enquanto não estiver saciado o lider de cabeça enfeitada e colorida.
É que o "gypagus papa come sozinho, aristocraticamente, isolado dos comparsas subalternos. Depois de farto e ausente é que a urubuzada humilde toma chegada para o ágape", observa Cascudo.
Diante das coisas que costumam ocorrer em final de administrações derrotadas, a avidez de muitos sobre os restos do erário está para mostrar uma categoria humana inspirada na fama do urubu-rei.
Com detalhe especial: se houver tempo, nada para os "subalternos".
Até que enfim
Investigação aberta
A Comissão Nacional da Verdade decidiu, nesta quarta 7, aceitar o pedido de investigação para apurar a morte do educador baiano Anísio Teixeira. Desaparecido no dia 11 de março de 1971 foi encontrado morto no fosso do elevador do edifício Duque de Caxias, na Praia de Botafogo, dois dias depois (do Blog de Hildergard Angel).
Anísio Teixeira, poucos sabem, era tio de Haroldo Lima, que se fazia presente na audiência onde apresentado o dossiê com os indícios do assassinato, também subscito por Carlos Antônio Teixeira (filho de Anísio) e João Augusto de Lima Rocha, pesquisador da vida e obra do grande baiano.
Rocha assessora o cineasta Tuna Espinheira em trabalho sobre Anísio Teixeira, em fase de angariar recursos para finalização.
A Comissão Nacional da Verdade decidiu, nesta quarta 7, aceitar o pedido de investigação para apurar a morte do educador baiano Anísio Teixeira. Desaparecido no dia 11 de março de 1971 foi encontrado morto no fosso do elevador do edifício Duque de Caxias, na Praia de Botafogo, dois dias depois (do Blog de Hildergard Angel).
Anísio Teixeira, poucos sabem, era tio de Haroldo Lima, que se fazia presente na audiência onde apresentado o dossiê com os indícios do assassinato, também subscito por Carlos Antônio Teixeira (filho de Anísio) e João Augusto de Lima Rocha, pesquisador da vida e obra do grande baiano.
Rocha assessora o cineasta Tuna Espinheira em trabalho sobre Anísio Teixeira, em fase de angariar recursos para finalização.
Como fim de festa
A ver navios
Na primeira gestão de Geraldo Simões (1993-1996) o final transformou-se em sofrimento. Para o gestor e para o servidor. A atuação nefanda do Tribunal de Justiça da Bahia inviabilizou em muito o cumprimento das obrigações, resultando na inadimplência em relação a servidores e fornecedores.
Pode-se afirmar que ocorreu um verdadeiro massacre sobre os recursos municipais, sequestrados e bloqueados, o que fez com que quase a totalidade dos servidores ficasse sem perceber suas remunerações entre agosto e dezembro de 1996.
Ensaia a administração Azevedo um fim de festa de ressaca para os servidores. Alguns já começam a entrar em desespero, sem possibilidade de honrar os compromissos para com a própria sobrevivência, diante do atraso de salários. A insegurança no instante e a incerteza para este futuro até dezembro são o fantasma de milhares que dependem da folha municipal.
No entanto não temos conhecimento de que tenha o atual prefeito sofrido o que Geraldo viveu em final de governo em 1996, haja vista que, até este instante, não temos conhecimento da iniciativa de medidas junto ao Judiciário voltadas para bloquear recursos do município.
No caso presente parece-nos existir uma política de terra arrasada, por parte de muitos que - sob a leniência do prefeito - se imaginaram donos do cofre.
O descaso é tão aparente que obras praticamente paradas durante meses são aceleradas, o que demonstra que não se tratava de falta de dinheiro e sim de "vontade" de aplicar o que disponível estava.
As obras do canal do Lava-pés e da Urbis IV são um exemplo. Tocadas a partir de convênios com o Governo Federal, como num passe de mágica, voltaram a deslanchar, o que demonstra o descaso dos responsáveis em geri-las. A ponto de um indagação começar a circular: será que esta gente trabalhava contra a reeleição do prefeito? Isto porque, certamente o resultado eleitoral poderia ter sido outro se ditas obras estivessem pelo menos mais adiantadas e parte delas inaugurada.
O lamentável é este fim de festa. Mais para festa de assombração. Com os funcionários assustados com a possibilidade, concreta, de receberem apenas o 13º salário. Porque nem o de outubro é certo, tão atrasado está.
Tendem mesmo a nem "ver navios" por faltar-lhes dinheiro para uma passagem de ônibus até Ilhéus.
Na primeira gestão de Geraldo Simões (1993-1996) o final transformou-se em sofrimento. Para o gestor e para o servidor. A atuação nefanda do Tribunal de Justiça da Bahia inviabilizou em muito o cumprimento das obrigações, resultando na inadimplência em relação a servidores e fornecedores.
Pode-se afirmar que ocorreu um verdadeiro massacre sobre os recursos municipais, sequestrados e bloqueados, o que fez com que quase a totalidade dos servidores ficasse sem perceber suas remunerações entre agosto e dezembro de 1996.
Ensaia a administração Azevedo um fim de festa de ressaca para os servidores. Alguns já começam a entrar em desespero, sem possibilidade de honrar os compromissos para com a própria sobrevivência, diante do atraso de salários. A insegurança no instante e a incerteza para este futuro até dezembro são o fantasma de milhares que dependem da folha municipal.
No entanto não temos conhecimento de que tenha o atual prefeito sofrido o que Geraldo viveu em final de governo em 1996, haja vista que, até este instante, não temos conhecimento da iniciativa de medidas junto ao Judiciário voltadas para bloquear recursos do município.
No caso presente parece-nos existir uma política de terra arrasada, por parte de muitos que - sob a leniência do prefeito - se imaginaram donos do cofre.
O descaso é tão aparente que obras praticamente paradas durante meses são aceleradas, o que demonstra que não se tratava de falta de dinheiro e sim de "vontade" de aplicar o que disponível estava.
As obras do canal do Lava-pés e da Urbis IV são um exemplo. Tocadas a partir de convênios com o Governo Federal, como num passe de mágica, voltaram a deslanchar, o que demonstra o descaso dos responsáveis em geri-las. A ponto de um indagação começar a circular: será que esta gente trabalhava contra a reeleição do prefeito? Isto porque, certamente o resultado eleitoral poderia ter sido outro se ditas obras estivessem pelo menos mais adiantadas e parte delas inaugurada.
O lamentável é este fim de festa. Mais para festa de assombração. Com os funcionários assustados com a possibilidade, concreta, de receberem apenas o 13º salário. Porque nem o de outubro é certo, tão atrasado está.
Tendem mesmo a nem "ver navios" por faltar-lhes dinheiro para uma passagem de ônibus até Ilhéus.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Lançamento
Ainda Jorge, sempre Jorge!
Mais uma obra girando em torno de Jorge Amado. Com o condão de constituir-se mais um lançamento de editora regional, a Mondrongo Livros.
De André Rosa e Sandra Sacramento, "Morte e Gênero - Estudos Sobre a Obra de Jorge Amado" estará à disposição do leitor a partir do lançamento, que ocorrerá na próxima quinta 8, as 18:30 horas, na Casa de Jorge Amado, em Ilhéus.
Mais uma obra girando em torno de Jorge Amado. Com o condão de constituir-se mais um lançamento de editora regional, a Mondrongo Livros.
De André Rosa e Sandra Sacramento, "Morte e Gênero - Estudos Sobre a Obra de Jorge Amado" estará à disposição do leitor a partir do lançamento, que ocorrerá na próxima quinta 8, as 18:30 horas, na Casa de Jorge Amado, em Ilhéus.
Decadência
Quando a ideologização emburrece
Nos tempos de menino e do rádio como único instrumento disponível de conhecer o universo nos chamavam a atenção os programas humorísticos como o "PRK-30", já na rádio Nacional, o "Edifício Balança Mas Não Cai" (o quadro "O primo rico e o primo pobre" de Paulo Gracindo e Brandão Filho era-nos destaque), Alvarenga e Ranchinho. Posteriormente soubemos de quem os textos de muitos deles, Max Nunes e Haroldo Barbosa.
A sátira política e a crítica de costumes transformavam personalidades em personagens do riso. Por causa delas Alvarenga e Ranchinho andaram conhecendo as acomodações oferecidas pela repressão no Estado Novo.
Para um Brasil do texto do Barão de Itararé e de Millôr Fernandes, de Max Nunes e Haroldo Barbosa, e de humoristas como Costinha, Grande Otelo, Ronald Golias, Zé Trindade, Zé Vasconcelos, Oscarito, Chico Anísio, Jô Soares (o antigo), Brandão Filho, Luis Delfino, Ema e Walter D'Ávila, Colé, Paulo Silvino (dentre centenas) ficamos em estado de depressão com o que ora dispomos.
E quando algumas "expressões" confundem sátira política com propaganda política percebemos que a decadência advém daquela ideologização que emburrece.
Nos tempos de menino e do rádio como único instrumento disponível de conhecer o universo nos chamavam a atenção os programas humorísticos como o "PRK-30", já na rádio Nacional, o "Edifício Balança Mas Não Cai" (o quadro "O primo rico e o primo pobre" de Paulo Gracindo e Brandão Filho era-nos destaque), Alvarenga e Ranchinho. Posteriormente soubemos de quem os textos de muitos deles, Max Nunes e Haroldo Barbosa.
A sátira política e a crítica de costumes transformavam personalidades em personagens do riso. Por causa delas Alvarenga e Ranchinho andaram conhecendo as acomodações oferecidas pela repressão no Estado Novo.
Para um Brasil do texto do Barão de Itararé e de Millôr Fernandes, de Max Nunes e Haroldo Barbosa, e de humoristas como Costinha, Grande Otelo, Ronald Golias, Zé Trindade, Zé Vasconcelos, Oscarito, Chico Anísio, Jô Soares (o antigo), Brandão Filho, Luis Delfino, Ema e Walter D'Ávila, Colé, Paulo Silvino (dentre centenas) ficamos em estado de depressão com o que ora dispomos.
E quando algumas "expressões" confundem sátira política com propaganda política percebemos que a decadência advém daquela ideologização que emburrece.
É só exibir
Greve
O R7 aventa a possibilidade de juízes federais (da justiça comum e trabalhista), liderados pela AJUFE e AMATRA, "cruzarem os braços" na quarta e quinta para darem visibilidade ao movimento reivindicatório por melhoria salarial.
Como nos bons tempos não custa a mobilização ocupar as ruas para mostrar a penúria. Exibindo o contracheque.
O R7 aventa a possibilidade de juízes federais (da justiça comum e trabalhista), liderados pela AJUFE e AMATRA, "cruzarem os braços" na quarta e quinta para darem visibilidade ao movimento reivindicatório por melhoria salarial.
Como nos bons tempos não custa a mobilização ocupar as ruas para mostrar a penúria. Exibindo o contracheque.
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