Ainda Jorge, sempre Jorge!
Mais uma obra girando em torno de Jorge Amado. Com o condão de constituir-se mais um lançamento de editora regional, a Mondrongo Livros.
De André Rosa e Sandra Sacramento, "Morte e Gênero - Estudos Sobre a Obra de Jorge Amado" estará à disposição do leitor a partir do lançamento, que ocorrerá na próxima quinta 8, as 18:30 horas, na Casa de Jorge Amado, em Ilhéus.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Natural
Coisas da Globo
De certa forma o sistema Globo, espelhado nacionalmente na rede Globo de televisão, não está distante de manipulações eleitorais, como a que ocorreu com a edição do Jornal Nacional depois do último debate entre Lula e Collor, em 1989.
E o mesmo Jornal Nacional continua a fazer das suas. Como ocorreu na edição de ontem: consumiu 18 minutos de um bloco de 32 minutos falando do mensalão.
E não deu uma nota ou palavra sobre as pesquisas publicadas pelo Ibope e Datafolha para capital paulista, cada uma apontando, respectivamente, 49% x 36% e 49% x 34%, com Fernando Haddad (outro poste de Lula) liderando.
Natural, muito natural, caro leitor. Coisas da Globo!
Parodiando
Vem-nos uma vontade danada de parodiar Fernando Pessoa, a partir de "O poeta é um fingidor / finge tão completamente / que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente".
Mas, botar Pessoa nesse meio é demais!
E nem nos fale...
...da atual "Gabriela" em fim de noite. Típico curso preparatório para bordel!
Jorge Amado não merece!
De certa forma o sistema Globo, espelhado nacionalmente na rede Globo de televisão, não está distante de manipulações eleitorais, como a que ocorreu com a edição do Jornal Nacional depois do último debate entre Lula e Collor, em 1989.
E o mesmo Jornal Nacional continua a fazer das suas. Como ocorreu na edição de ontem: consumiu 18 minutos de um bloco de 32 minutos falando do mensalão.
E não deu uma nota ou palavra sobre as pesquisas publicadas pelo Ibope e Datafolha para capital paulista, cada uma apontando, respectivamente, 49% x 36% e 49% x 34%, com Fernando Haddad (outro poste de Lula) liderando.
Natural, muito natural, caro leitor. Coisas da Globo!
Parodiando
Vem-nos uma vontade danada de parodiar Fernando Pessoa, a partir de "O poeta é um fingidor / finge tão completamente / que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente".
Mas, botar Pessoa nesse meio é demais!
E nem nos fale...
...da atual "Gabriela" em fim de noite. Típico curso preparatório para bordel!
Jorge Amado não merece!
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Literatura e cinema
Assistir e descobrir
Buscando revelar ao estudante, preferencialmente, a literatura de Jorge Amado a partir do cinema que nela se baseia, aporta em Itabuna a Mostra Jorge Cine Amado, sob curadoria do ator Caco Monteiro, a partir de amanhã no Centro de Cultura Adonias Filho.
"Capitães de Areia", de Cecília Amado, abrirá a Mostra às 8:00h, seguida de palestra e debate com o jornalista e crítico Adalberto Meirelles, retornando a partir das 19:00h com a exibição dos documentários "Jorjamado no cinema de Glauber Rocha" e "Jorge Amado", dirigido por João Moreira Sales, que serão também comentados por Adalberto.
Muito interessante a forma de abordagem da obra de Jorge Amado, fazendo o espectador descobrir a sua origem na dimensão literária. Essa integração é um exemplo a ser seguido.
Assistindo e descobrindo a literatura amadiana através do cinema, um tributo ao ferradense ilustre.
O que falta
Tivéssemos uma FICC dirigida por alguém que conhecesse e compromissado fosse com a cultura local e a valorização dos elementos que lhe são próprios, onde é presença significativa a existência de Jorge Amado, a "Mostra Jorge Cine Amado" seria também apresentada no Galpão Cultural Casa de Jorge Amado, em Ferradas, que fica localizado na própria casa onde viveu o escritor parte de sua infância.
Uma forma de alimentar a autoestima dos conterrâneos.
Buscando revelar ao estudante, preferencialmente, a literatura de Jorge Amado a partir do cinema que nela se baseia, aporta em Itabuna a Mostra Jorge Cine Amado, sob curadoria do ator Caco Monteiro, a partir de amanhã no Centro de Cultura Adonias Filho.
"Capitães de Areia", de Cecília Amado, abrirá a Mostra às 8:00h, seguida de palestra e debate com o jornalista e crítico Adalberto Meirelles, retornando a partir das 19:00h com a exibição dos documentários "Jorjamado no cinema de Glauber Rocha" e "Jorge Amado", dirigido por João Moreira Sales, que serão também comentados por Adalberto.
Muito interessante a forma de abordagem da obra de Jorge Amado, fazendo o espectador descobrir a sua origem na dimensão literária. Essa integração é um exemplo a ser seguido.
Assistindo e descobrindo a literatura amadiana através do cinema, um tributo ao ferradense ilustre.
O que falta
Tivéssemos uma FICC dirigida por alguém que conhecesse e compromissado fosse com a cultura local e a valorização dos elementos que lhe são próprios, onde é presença significativa a existência de Jorge Amado, a "Mostra Jorge Cine Amado" seria também apresentada no Galpão Cultural Casa de Jorge Amado, em Ferradas, que fica localizado na própria casa onde viveu o escritor parte de sua infância.
Uma forma de alimentar a autoestima dos conterrâneos.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Não viveu para ver
Dona Dolores I
Entusiasmada com o trabalho que se desenvolvia, servindo cafezinho e água para os que trabalhavam e oferecendo sua própria casa como espaço para depósito do material para a obra, não cansava de repetir: "Agora sim, vou poder dizer que sou vizinha de Jorge Amado. Com muito orgulho!"
Foi das primeiras a internalizar a ideia de que o ferradense ilustre nascera realmente ali e era um conterrâneo muito especial. Podemos afirmar que nela estava representada a mudança da consciência que norteou um novo comportamento dos moradores de Ferradas para com Jorge Amado.
As ações positivas do município, revitalizando com a construção da casa onde residiu o "Menino Grapiúna" a memória local, abrindo espaço para que Ferradas venha a ser efetivamente ocupada no imaginário itabunense como uma das "Terras do Sem Fim", encontrou nela a melhor expressão do reconhecimento pelo que então se fazia.
Inaugurada a casa, faltou a Dona Dolores ver a promessa de que a vizinha ilustre pertenceria à comunidade, que seria nela referida e valorizada.
Morreu antes. Apenas viu a casa construída, não o ideal que a norteou, como aos demais ferradenses.
Dona Dolores II
Maria Dolores da Silva, simplesmente Dolores - como era conhecida - passou mal durante a madrugada de domingo 12, sendo levada para o Hospital Santa Cruz no dia seguinte. Cobraram-lhe, através dos parentes, 20 mil reais para garantia do internamento e outros 15 mil para a do tratamento enquanto estivesse internada.
Dispondo de apenas 500 reais para a consulta (assim o disseram os parentes) e outros 300 para cobertura de exames, não tinha como permanecer na entidade filantrópica e foi encaminhada para o São Lucas, onde recebeu o tratamento possível.
Faleceu neste domingo 19, sepultada nesta segunda.
O legado de Dona Dolores
Não fora o entusiasmo e alegria com que via Ferradas tornando-se referência, Dona Dolores nos deixa um legado: de nos permitir registrá-la em texto, como mais uma, dos incontáveis que buscam o Hospital Santa Cruz para tratamento e se veem tornados inúteis trapos humanos se não dispõem dos recursos financeiros para assegurar o "negócio/empresa da saúde" em que se tornou o espaço sonhado por pioneiros para cuidar dos que carecessem de uma "Santa Casa", que por "Misericórdia" encontrassem.
Ainda que custeada com recursos públicos, que fizeram de suas instalações e equipamentos o primor que são e a tornaram referência em Medicina no estado da Bahia, a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, por sua estrutura original - o Hospital Calixto Midlej - é hoje um rendoso negócio para os profissionais privilegiados por nele trabalhar. Tanto que não largam o osso!
Nele não há "misericórdia".
As "Marias Dolores da Silva" que o digam. Se pudessem dizê-lo!
Entusiasmada com o trabalho que se desenvolvia, servindo cafezinho e água para os que trabalhavam e oferecendo sua própria casa como espaço para depósito do material para a obra, não cansava de repetir: "Agora sim, vou poder dizer que sou vizinha de Jorge Amado. Com muito orgulho!"
Foi das primeiras a internalizar a ideia de que o ferradense ilustre nascera realmente ali e era um conterrâneo muito especial. Podemos afirmar que nela estava representada a mudança da consciência que norteou um novo comportamento dos moradores de Ferradas para com Jorge Amado.
As ações positivas do município, revitalizando com a construção da casa onde residiu o "Menino Grapiúna" a memória local, abrindo espaço para que Ferradas venha a ser efetivamente ocupada no imaginário itabunense como uma das "Terras do Sem Fim", encontrou nela a melhor expressão do reconhecimento pelo que então se fazia.
Inaugurada a casa, faltou a Dona Dolores ver a promessa de que a vizinha ilustre pertenceria à comunidade, que seria nela referida e valorizada.
Morreu antes. Apenas viu a casa construída, não o ideal que a norteou, como aos demais ferradenses.
Dona Dolores II
Maria Dolores da Silva, simplesmente Dolores - como era conhecida - passou mal durante a madrugada de domingo 12, sendo levada para o Hospital Santa Cruz no dia seguinte. Cobraram-lhe, através dos parentes, 20 mil reais para garantia do internamento e outros 15 mil para a do tratamento enquanto estivesse internada.
Dispondo de apenas 500 reais para a consulta (assim o disseram os parentes) e outros 300 para cobertura de exames, não tinha como permanecer na entidade filantrópica e foi encaminhada para o São Lucas, onde recebeu o tratamento possível.
Faleceu neste domingo 19, sepultada nesta segunda.
O legado de Dona Dolores
Não fora o entusiasmo e alegria com que via Ferradas tornando-se referência, Dona Dolores nos deixa um legado: de nos permitir registrá-la em texto, como mais uma, dos incontáveis que buscam o Hospital Santa Cruz para tratamento e se veem tornados inúteis trapos humanos se não dispõem dos recursos financeiros para assegurar o "negócio/empresa da saúde" em que se tornou o espaço sonhado por pioneiros para cuidar dos que carecessem de uma "Santa Casa", que por "Misericórdia" encontrassem.
Ainda que custeada com recursos públicos, que fizeram de suas instalações e equipamentos o primor que são e a tornaram referência em Medicina no estado da Bahia, a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, por sua estrutura original - o Hospital Calixto Midlej - é hoje um rendoso negócio para os profissionais privilegiados por nele trabalhar. Tanto que não largam o osso!
Nele não há "misericórdia".
As "Marias Dolores da Silva" que o digam. Se pudessem dizê-lo!
sábado, 11 de agosto de 2012
Registro histórico
Efeito Jorge Amado
Parecia que as comemorações pelo centenário de nascimento de Jorge Amado se restringiriam à sua inquestionável importância como baiano na literatura brasileira. Isso nos exultava por tê-lo conterrâneo, "O Menino Grapiúna" nascido na fazenda Auricídia, em Ferradas, onde viveu um período de sua tenra infância.
No entanto, mobilizações voltadas para a efeméride levaram a conquistas de suma importância no curso dos trabalhos que envolviam as comemorações.
A primeira delas, de singular significado, foi a reconstrução da casa onde residiu e a retomada de seu nome como natural de Ferradas. O reconhecimento dessa verdade, pouco valorizada até tempos recentes, fez com que ficasse inserido no imaginário do ferradense a consciência de que tem um filho ilustre.
Na esteira desta significação um conjunto de realizações foi acrescido à reconstrução: um espaço para eventos, inclusive teatrais, dentro do conjunto denominado Galpão Cultural Jorge Amado, está disponibilizado na casa reconstruída. Uma estátua do escritor, à entrada de Ferradas, chama a atenção dos que trafeguem pela BR-415 entre Ibicaraí e Itabuna, afirmação da verdade que muitos não queriam admitir: Jorge Amado nasceu aqui.
Ainda dentro das comemorações, outros fatos fizeram atuar aqueles que defendem a cultura local, no que diz respeito à conquista de um espaço próprio que lhes permita mostrar a riqueza que brota dos artistas desta terra. E a Sala Zélia Lessa, então desativada de sua vocação, é recuperada para tornar-se o "Teatro Sala Zélia Lessa".
E nesse espaço, na sexta-feira 10, voltada para nele comemorar o centenário de Jorge Amado, durante quatro horas Itabuna voltou a respirar cultura e a reviver uma época áurea, que se encontrava no limbo.
Nele ocorreram eventos sucessivos: apresentações musicais e de dança, declamação de poesia, teatro, leitura de textos sobre Jorge, o Coral Cantores de Orfeu (regido pela dedicada Professora que nomeia o espaço), finalizadas com um show de músicos holandeses residentes no Brasil.
Para nós, a ressurreição da cultura itabunense, trazida pelo ferradense Jorge Amado como efeito do seu centenário.
Um agradecimento terno e comovente, para convocar esta terra a encontrar o caminho de reconhecer tantos outros filhos ilustres como o Amado Jorge.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Retalhos de cantos
Canto I
A ação de abnegados pelas artes em Itabuna começa a produzir efeitos. Não só por salvarem o espaço físico que abriga a Sala Zélia Lessa, tornado Teatro Sala Zélia Lessa. Mas por retornar àquele tradicional e esquecido espaço eventos que farão esta terra viver outros tempos para as artes em geral.
Dentro da programação, dois espetáculos anunciados para o próximo dia 10, a partir das 18 horas, integrando a programação "Jorge, o Amado filho de Itabuna": a apresentação do Coral Cantores de Orfeu e do Duo Bem-Te-Vi.
Na oportunidade, também o lançamento de Concurso de Poesia.
Canto II
Vai abaixo o casarão que abrigou a família de Tertuliano Guedes de Pinho, datado de 1925.
Mais uma proeza dos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico Itabunense.
Une-se o desastre ao desaparecimento do antigo prédio que sediou o Banco do Brasil, também de 1925 e o pátio da estação ferroviária de Mutuns.
A ação de abnegados pelas artes em Itabuna começa a produzir efeitos. Não só por salvarem o espaço físico que abriga a Sala Zélia Lessa, tornado Teatro Sala Zélia Lessa. Mas por retornar àquele tradicional e esquecido espaço eventos que farão esta terra viver outros tempos para as artes em geral.
Dentro da programação, dois espetáculos anunciados para o próximo dia 10, a partir das 18 horas, integrando a programação "Jorge, o Amado filho de Itabuna": a apresentação do Coral Cantores de Orfeu e do Duo Bem-Te-Vi.
Na oportunidade, também o lançamento de Concurso de Poesia.
Canto II
Vai abaixo o casarão que abrigou a família de Tertuliano Guedes de Pinho, datado de 1925.
Mais uma proeza dos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico Itabunense.
Une-se o desastre ao desaparecimento do antigo prédio que sediou o Banco do Brasil, também de 1925 e o pátio da estação ferroviária de Mutuns.
domingo, 29 de julho de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADOS-Dia 29 de Julho
Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.
A abertura dos Jogos de Londres, na sexta, conseguiu trazer novidade, depois de imaginarmos que tudo havia se esgotado nos Jogos da China de 2008.
Marcou, na mensagem, a história da contribuição inglesa para o mundo a partir da industrialização como grande foco, não afastando a literatura e a música. Nem mesmo dispensou Mr. Bean.
Eis o famoso Cadillac Town Sedan 1928 que pertenceu a Al Capone, levado a leilão neste domingo 28.
Bem que poderia ser arrematado por algum brasileiro de casta muito “ilustre”.
O ministro Gilmar Mendes, ainda que luminar do Direito, no plano ético não nos traduz credibilidade e isenção. O que significa dizer: decisões suas podem estar eivadas de menos defesa do Direito e mais dos interesses à sua volta.
Declarações estapafúrdias e ameaças a membros de outros Poderes da República fazem-no, para nós, um ator bufão em busca de aplausos. Particularmente sabemos de quem espera aplausos, ou mesmo para quem atua no tablado.
Não fora a manifestação funcional em favor de poderosos, onde o exemplo mais imediato está nos habeas corpus para livrar Daniel Dantas da prisão (não pela concessão da ordem em si, mas pelo atropelamento ao ordenamento jurídico pátrio, ultrapassando instâncias), tem se portado em certos instantes como panfletário político-partidário.
Do ministro Gilmar Mendes não podemos duvidar nada. Mas nos faltava algo além na sua capacidade de inovar. E a revista Carta Capital traz então a última pérola do fanfarrão Minésio: recebeu dinheiro do “mensalão” do PSDB de Minas Gerais, através do mesmo Marcos Valério, que ele julgará, a partir de agosto.
Mais nos parece locaute, a greve dos patrões. Os que teriam de assegurar jornada de oito horas, com intervalo de descanso de meia hora a cada quatro viajadas.
Aconteceu ali em Itororó, no início dos anos 60. Testemunhas vivas do fato. Eu e minhas irmãs Eva, Aidil e Nancy.
Evidente que este país, para pensar mais em seu futuro (ainda que não se afaste em termos absolutos, inclusive pela impossibilidade geopolítica), não pode estar atrelado, sob a égide da submissão, aos ditames do interesse dos Estados Unidos.
Muito diferente dos Estados Unidos (santo do pau oco, como diria vó Tormeza), que não fazem outra coisa nesse mundo a não ser promover belicosas intervenções em negócios alheios. (E estamos aqui para ajudar a não esquecer sua participação na nefanda ação na América Latina, derrubando governos eleitos democraticamente em defesa da democracia contra o comunismo, o que particularmente nos deixou um legado difícil de triste memória).
Nosso espanto não decorre do texto em si. Mas porque o Diário do Sul não tem tradição de enfrentar temas polêmicos locais, estaduais ou nacionais. Muito menos temos conhecimento de que na sua editoria haja alguém que se debruce em suas páginas para lidar com o melindroso tema que é a diplomacia.
A não ser que tenha tomado essa iniciativa. O que muito louvamos.
Os estudos analisam em torno de exemplos concretos, onde ponderado o peso e a influência de um dado pouco apresentado por muitos candidatos à reeleição: a imagem da administração na avaliação do conjunto da obra (administrativa), que pode influenciar no resultado se este indicador apontar um percentual em torno de 25% de ruim.
Isto acontecendo, ainda que na dianteira das intenções de voto, pode o “eleito” perder a eleição em consequência de como é visto o seu gerir a coisa pública.
Tudo que nos tem chegado ao conhecimento gira em torno de certa vantagem de Azevedo, dele se aproximando Vane, que se encontraria empatado, ainda que na dianteira, com Juçara. Ou de que a realidade não é bem essa: Juçara lideraria, com Azevedo escorregando na folha de bananeira e Vane sem sair do lugar.
Mas, diante do esconde-esconde dos dados preferimos ficar com o raciocínio de que em andamento está uma “guerra de números” aguardando as urnas. Que passam pelo horário eleitoral no rádio e na televisão.

Por demais louvável a iniciativa dos que convocam a comunidade uesquiana em torno da preservação da velha fobica
Certamente a Professora Adélia Pinheiro desconhecia a situação e compreenderá a mobilização em favor de um dos poucos ícones materiais da Universidade.
O pombal se foi, a planta baixa do projeto original foi alterado. Que a “princesinha” não continue a enferrujar.
Mas para lá nos deslocamos, neste sábado, porque temos acompanhado, desde meados de 2010, a atuação de alguns abnegados em defesa do resgate de Ferradas a partir do filho ilustre – que nunca negou ter ali nascido, em que pese os saudosistas e pessimistas desta terra se utilizarem dessa afirmação negativa, que desconhecemos como nascida de Jorge Amado.
Visando transformar aquele espaço da geografia urbano-itabunense num centro cultural para Ferradas trouxeram, inclusive, um evento internacional – a XI Edição do Mercado Cultural, em novembro de 2011.
Para tanto, revitalizar a casa onde viveu Jorge Amado parte de sua tenra infância integrava o propósito. Adicionaram os idealistas transformá-la também num espaço de ações culturais concretas, onde instalado um Galpão Cultural.
Lutaram e conseguiram do prefeito Azevedo o compromisso de verem inaugurada a casa do escritor ferradense, onde só havia terreno e mato, e nela acrescer Galpão, biblioteca e museu. Não se negue: o prefeito cumpriu e a obra foi inaugurada neste sábado 28. Como também um símbolo do resgate que o idealismo almejou, com a estátua do ferradense no trevo recém-construído na entrada do bairro.
Peças trocadas II
Para lá nos deslocamos, esperando ver autoridades ao lado do povo de Ferradas, representantes da ACCODEC (a associação local) em festa todos para lembrar Jorge Amado. No entanto, visualizamos um punhado de pessoas para momento tão nobre, numa Ferradas onde muitas portas estavam fechadas como gesto mudo de repúdio.
Tudo precedido de propaganda eleitoral indevida e ilegal. Não fora o repertório brega que o mesmo veículo decidiu tocar.
Para coroamento, não podia faltar um símbolo amadiano: uma Gabriela. Que parecia em fim de carreira. Como a imagem de muitos que integram a administração de Azevedo e se faziam ali presentes.
Não temos a razão imediata, mas sabendo que onde há nome de banco há sinal de dinheiro circulando, como cidadão gostaríamos de saber quanto o Santander andou distribuindo para ter o nome na parede da casa do ferradense ilustre.
E mais: se houve autorização da Câmara Municipal para tanto. Afinal, a Casa de Jorge Amado em Ferradas é espaço público, por integrar o patrimônio cultural do município.
Como desculpa, no entanto, afirmar que a razão de exibir material de propaganda onde só apareçam mulheres (Dilma, Juçara e Acácia) está vinculada a legitimar a chapa local como força eleitoral feminina, dá para enganar alguns, mas não convence.
E não convence por uma razão elementar: não se dispensa em processo eleitoral apoio, muito menos se ele vem de imagens já vinculadas no imaginário da sociedade. Não se pode dizer que um Governador de estado reeleito e um deputado federal em terceiro mandato e ex-prefeito por duas vezes – não fora o distante mandato de deputado eleitoral – não teriam peso em sua campanha pela circunstância de serem homens/masculinos (preconceito de gênero).
Juçara está certa mesmo. Basta o peso de uma imagem que lhe outorgaram e que lhe pode ser cara: a de ausente da realidade do povo e de ser candidata imposta ao PT por ser mulher de Geraldo Simões.
28 de julho de 2012. Dia, mês e ano do Jubileu de Ouro do ABC da Noite. Fomos visitar o filósofo do Beco do Fuxico na antevéspera da efeméride histórica. Meu filho André acompanhando. Cumprimentos rolaram. E provocamos a verve alencarina:
– Cabôco, 50 anos na cacunda do ABC não é pouco para você!
– É, Cabôco – investe o filósofo – pelo menos você tem idade para tentar outro cinquentenário. Eu não.
– Certo que não dispensamos você por companhia, que tem vocação para Matusalém – dissemos. E prosseguimos no mote:
– O que não lhe falta é mato para percorrer.
– É, Caboco, muitos matos além! – fechou a cena o filósofo do Beco.
Só nos restava anotar mais uma. Para a segunda edição de O ABC do Cabôco.
Adylson Machado
Olimpíadas
A festa de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos tem conseguido surpreender a cada edição. Desde aquele humanizado Misha vertendo lágrimas na despedida nos Jogos de Moscou (1980) temos tido verdadeiros espetáculos de criação, resgatando a história e as tradições de cada povo.A abertura dos Jogos de Londres, na sexta, conseguiu trazer novidade, depois de imaginarmos que tudo havia se esgotado nos Jogos da China de 2008.
Marcou, na mensagem, a história da contribuição inglesa para o mundo a partir da industrialização como grande foco, não afastando a literatura e a música. Nem mesmo dispensou Mr. Bean.
Compradores em potencial
Bem que poderia ser arrematado por algum brasileiro de casta muito “ilustre”.
Onde a isenção?
Declarações estapafúrdias e ameaças a membros de outros Poderes da República fazem-no, para nós, um ator bufão em busca de aplausos. Particularmente sabemos de quem espera aplausos, ou mesmo para quem atua no tablado.
Não fora a manifestação funcional em favor de poderosos, onde o exemplo mais imediato está nos habeas corpus para livrar Daniel Dantas da prisão (não pela concessão da ordem em si, mas pelo atropelamento ao ordenamento jurídico pátrio, ultrapassando instâncias), tem se portado em certos instantes como panfletário político-partidário.
Do ministro Gilmar Mendes não podemos duvidar nada. Mas nos faltava algo além na sua capacidade de inovar. E a revista Carta Capital traz então a última pérola do fanfarrão Minésio: recebeu dinheiro do “mensalão” do PSDB de Minas Gerais, através do mesmo Marcos Valério, que ele julgará, a partir de agosto.
Inédito
Estranha essa greve de caminhoneiros. Param para pedir o “direito” de continuar a trabalhar mais com menos descanso. A lei que os beneficia e os humaniza está sendo questionada pelos próprios beneficiados.Mais nos parece locaute, a greve dos patrões. Os que teriam de assegurar jornada de oito horas, com intervalo de descanso de meia hora a cada quatro viajadas.
Preservação
A mãe morrera logo depois do parto, deixando quatro gatinhos a miar por alimento. O leite de gado, desdobrado com água, não lhes faltava. Faltavam mamas. Que lhes foram ofertadas por Primavera, uma cadelinha poddle. Que brigava com todos que se aproximassem de “sua” ninhada.Aconteceu ali em Itororó, no início dos anos 60. Testemunhas vivas do fato. Eu e minhas irmãs Eva, Aidil e Nancy.
Diplomacia
Há uma insistência do conservadorismo nacional em criticar a política externa brasileira e em particular a atuação de sua diplomacia. O aprofundamento da aproximação com a África, Oriente Médio e a América Latina sofre na língua viperina de parcela da imprensa como nordestino em tempo de estiagem.Evidente que este país, para pensar mais em seu futuro (ainda que não se afaste em termos absolutos, inclusive pela impossibilidade geopolítica), não pode estar atrelado, sob a égide da submissão, aos ditames do interesse dos Estados Unidos.
Diplomacia e subserviência
Nossa subserviência recente, no período FHC, nos levou a absurdos como prometermos entrega da Base de Alcântara sem que mesmo tivéssemos, os cientistas brasileiros, possibilidade de lá entrar sem autorização estadunidense. A ALCA eram favas contadas, a partir de janeiro de 2003. E não se fale na vergonhosa postura de um chanceler tirando sapatos em aeroporto como se reles mortal portador de artefatos capazes de destruir o Pentágono ou a Casa Branca.Diplomacia que não perdoam
No caso recente, do golpe perpetrado no Paraguai, a diplomacia brasileira tem comido o pão que o Diabo amassou. E mesmo escrevem os arautos da conservadora elite nacional – mais afeta ao entreguismo que ao nacionalismo – de que estaríamos intervindo em assuntos internos do Paraguai, ainda que reagindo nos termos contidos nas declarações que alimentam o Mercosul.Muito diferente dos Estados Unidos (santo do pau oco, como diria vó Tormeza), que não fazem outra coisa nesse mundo a não ser promover belicosas intervenções em negócios alheios. (E estamos aqui para ajudar a não esquecer sua participação na nefanda ação na América Latina, derrubando governos eleitos democraticamente em defesa da democracia contra o comunismo, o que particularmente nos deixou um legado difícil de triste memória).
Diplomacia de lá para cá
De Cláudio Humberto não podemos esperar outra coisa além do que faz. É da ideologia dele, é compromisso dele e para com os dele. Respeitamos. Mas, até que nos seja ofertada uma explicação convincente, ficamos sem entender o por quê de o Diário do Sul publicar texto de Humberto criticando a diplomacia brasileira.Nosso espanto não decorre do texto em si. Mas porque o Diário do Sul não tem tradição de enfrentar temas polêmicos locais, estaduais ou nacionais. Muito menos temos conhecimento de que na sua editoria haja alguém que se debruce em suas páginas para lidar com o melindroso tema que é a diplomacia.
A não ser que tenha tomado essa iniciativa. O que muito louvamos.
Guerra de números I
Pesquisas de intenção de voto pululam para consumo interno, vazadas conforme o interesse da encomenda ou por quem se vê beneficiado por elas. Estudos há, em relação a reeleições, municipais em particular, de que não são os indicadores de intenção de votos o grande referencial para definir a comodidade ou não de candidato que está no poder.Os estudos analisam em torno de exemplos concretos, onde ponderado o peso e a influência de um dado pouco apresentado por muitos candidatos à reeleição: a imagem da administração na avaliação do conjunto da obra (administrativa), que pode influenciar no resultado se este indicador apontar um percentual em torno de 25% de ruim.
Isto acontecendo, ainda que na dianteira das intenções de voto, pode o “eleito” perder a eleição em consequência de como é visto o seu gerir a coisa pública.
Guerra de números II
Levantamos essa discussão – inclusive já a levamos a debate em programa de rádio do qual temos participado (o Bom Dia Bahia, comandado por Ederivaldo Benedito, na Rádio Nacional AM, aos sábados) – diante da circunstância de tomarmos conhecimento do resultado de pesquisas não levadas a registro na Justiça Eleitoral onde estão apontadas apenas as intenções de voto da estimulada, o que inviabiliza análise mais aprofundada dos dados coletados por não estarem disponíveis aqueles acima referidos.Tudo que nos tem chegado ao conhecimento gira em torno de certa vantagem de Azevedo, dele se aproximando Vane, que se encontraria empatado, ainda que na dianteira, com Juçara. Ou de que a realidade não é bem essa: Juçara lideraria, com Azevedo escorregando na folha de bananeira e Vane sem sair do lugar.
Mas, diante do esconde-esconde dos dados preferimos ficar com o raciocínio de que em andamento está uma “guerra de números” aguardando as urnas. Que passam pelo horário eleitoral no rádio e na televisão.
Campanha pela “princesinha”
Por demais louvável a iniciativa dos que convocam a comunidade uesquiana em torno da preservação da velha fobica
Certamente a Professora Adélia Pinheiro desconhecia a situação e compreenderá a mobilização em favor de um dos poucos ícones materiais da Universidade.
O pombal se foi, a planta baixa do projeto original foi alterado. Que a “princesinha” não continue a enferrujar.
Peças trocadas I
Fomos a Ferradas ver o que se passava por lá. Ainda que náuseas nos alcancem quando se trata de evento ligado à administração municipal. Não porque realizações da administração local não mereçam nossa atenção e respeito, mas por ver, em meio a homens de bem, uns tipos asquerosos e nauseantes, inexpressivas figuras, carimbados papagaios-de-pirata de eventos que possam lhes garantir uma fotografia para um álbum particular onde só resta a foto e nada de feito.Mas para lá nos deslocamos, neste sábado, porque temos acompanhado, desde meados de 2010, a atuação de alguns abnegados em defesa do resgate de Ferradas a partir do filho ilustre – que nunca negou ter ali nascido, em que pese os saudosistas e pessimistas desta terra se utilizarem dessa afirmação negativa, que desconhecemos como nascida de Jorge Amado.
Visando transformar aquele espaço da geografia urbano-itabunense num centro cultural para Ferradas trouxeram, inclusive, um evento internacional – a XI Edição do Mercado Cultural, em novembro de 2011.
Para tanto, revitalizar a casa onde viveu Jorge Amado parte de sua tenra infância integrava o propósito. Adicionaram os idealistas transformá-la também num espaço de ações culturais concretas, onde instalado um Galpão Cultural.
Lutaram e conseguiram do prefeito Azevedo o compromisso de verem inaugurada a casa do escritor ferradense, onde só havia terreno e mato, e nela acrescer Galpão, biblioteca e museu. Não se negue: o prefeito cumpriu e a obra foi inaugurada neste sábado 28. Como também um símbolo do resgate que o idealismo almejou, com a estátua do ferradense no trevo recém-construído na entrada do bairro.
Peças trocadas II
Para lá nos deslocamos, esperando ver autoridades ao lado do povo de Ferradas, representantes da ACCODEC (a associação local) em festa todos para lembrar Jorge Amado. No entanto, visualizamos um punhado de pessoas para momento tão nobre, numa Ferradas onde muitas portas estavam fechadas como gesto mudo de repúdio.
Tudo precedido de propaganda eleitoral indevida e ilegal. Não fora o repertório brega que o mesmo veículo decidiu tocar.
Para coroamento, não podia faltar um símbolo amadiano: uma Gabriela. Que parecia em fim de carreira. Como a imagem de muitos que integram a administração de Azevedo e se faziam ali presentes.
Dinheiro do Santander
Uma placa do Santander enfei(t)a a parede lateral direita na sala de entrada da casa de Jorge Amado em Ferradas, acima de cópia da certidão de nascimento do ferradense. Não está de graça.Não temos a razão imediata, mas sabendo que onde há nome de banco há sinal de dinheiro circulando, como cidadão gostaríamos de saber quanto o Santander andou distribuindo para ter o nome na parede da casa do ferradense ilustre.
E mais: se houve autorização da Câmara Municipal para tanto. Afinal, a Casa de Jorge Amado em Ferradas é espaço público, por integrar o patrimônio cultural do município.
Juçara está certa I
Melhor assumir a realidade e afastar, de logo, imagens que possam prejudicar a sua campanha. Assim, defendemos a posição de Juçara/Acácia no que diz respeito a desvincular Jacques Wagner e Geraldo Simões de sua propaganda eleitoral. Hoje mais pesadas do que chumbo lançado em piscina.Como desculpa, no entanto, afirmar que a razão de exibir material de propaganda onde só apareçam mulheres (Dilma, Juçara e Acácia) está vinculada a legitimar a chapa local como força eleitoral feminina, dá para enganar alguns, mas não convence.
E não convence por uma razão elementar: não se dispensa em processo eleitoral apoio, muito menos se ele vem de imagens já vinculadas no imaginário da sociedade. Não se pode dizer que um Governador de estado reeleito e um deputado federal em terceiro mandato e ex-prefeito por duas vezes – não fora o distante mandato de deputado eleitoral – não teriam peso em sua campanha pela circunstância de serem homens/masculinos (preconceito de gênero).
Juçara está certa II
Ocorre é que grande mesmo é o peso de qualquer candidato em Itabuna – para não dizer da região – dizer que tem o apoio de Jacques Wagner. Pior, no caso particular, dizer que o tem de Geraldo Simões, imagem desgastada e sofrível (ainda que seja injusta a afirmação, para alguns), hoje às voltas até com uma denúncia junto ao Conselho de Ética da Câmara Federal.Juçara está certa mesmo. Basta o peso de uma imagem que lhe outorgaram e que lhe pode ser cara: a de ausente da realidade do povo e de ser candidata imposta ao PT por ser mulher de Geraldo Simões.
E por falar em Olimpíadas
Porque é tempo de confraternização olímpica trazemos o tema principal da trilha de Carruagens de Fogo, de Vangelis, posto na abertura do filme que aborda a luta e determinação para superar dificuldades e alcançar vitórias. Com um detalhe particular: serviu de mote para o humorismo de Mr. Bean na abertura dos jogos de Londres, nesta sexta 27.Cantinho do ABC
– Cabôco, 50 anos na cacunda do ABC não é pouco para você!
– É, Cabôco – investe o filósofo – pelo menos você tem idade para tentar outro cinquentenário. Eu não.
– Certo que não dispensamos você por companhia, que tem vocação para Matusalém – dissemos. E prosseguimos no mote:
– O que não lhe falta é mato para percorrer.
– É, Caboco, muitos matos além! – fechou a cena o filósofo do Beco.
Só nos restava anotar mais uma. Para a segunda edição de O ABC do Cabôco.
_________________
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Vídeo
Galpão Cultural
O primeiro dos Galpões Culturais, oriundo de projeto elaborado pelo produtor cultural Ari Rodrigues, foi visitado por acadêmicos da AGRAL esta semana.
Estamos disponibilizando em nossa janela VÍDEOS momentos da visita, depoimentos e a apresentação de artistas locais no espaço localizado na casa onde viveu Jorge Amado, em Ferradas.
O primeiro dos Galpões Culturais, oriundo de projeto elaborado pelo produtor cultural Ari Rodrigues, foi visitado por acadêmicos da AGRAL esta semana.
Estamos disponibilizando em nossa janela VÍDEOS momentos da visita, depoimentos e a apresentação de artistas locais no espaço localizado na casa onde viveu Jorge Amado, em Ferradas.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Desinformação
Maldade
O Políticos do Sul da Bahia desta quinta 24 comete profunda injustiça com o Governo Wagner – ainda que este não seja um exemplo de atuação para o imaginário desta região – ao afirmar existir “mais uma perseguição com o município” partindo do Governador.
As fontes do blogue, se o registrou a partir delas, devem estar mais comprometidas com política eleitoral/2012 e menos com a realidade.
Caso o autor da matéria dispenssasse indagar do Governador e conversasse com o próprio Prefeito de Itabuna saberia que o trecho que vai do viaduto Paulo Souto até o limite da recuperação da BR-415, adiante um pouco de Ferradas, está incluída no PAC 2, razão por que os recursos para sua realização dependem de liberação do Governo Federal.
Com um detalhe: não será apenas recuperação, mas duplicação. A pedido de Azevedo.
Geraldo Simões, quando entrevistado por Paulo Lima na TVI, confirmou que os recursos para a obra já estavam alocadas no Orçamento Federal.
Para acrescer: tudo isso já foi informado por este escriba, em DE RODAPÉS E DE ACHADOS. E sabemos até o novo nome sugerido para a Avenida: do Centenário. Que, para nós, deveria ser Jorge Amado.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Fama
De novo!
Itabuna retorna ao noticiário nacional. E não pela circunstância de ser a terra onde nasceu Jorge Amado.
Motivo da fama: dengue, naturalmente!
Itabuna retorna ao noticiário nacional. E não pela circunstância de ser a terra onde nasceu Jorge Amado.
Motivo da fama: dengue, naturalmente!
terça-feira, 27 de março de 2012
UFESBA
Insistência suspeita
O partido único sempre foi a ponta mais visível da crítica aos regimes totalitários. Em muito assemelhada a ideia da Prefeitura de Itabuna em ver instalado o campus da UFESBA às margens da BR-101 no sentido Buerarema.
Há um cheiro estranho no ar. E não é do canal do Lava-pés. Fica difícil entender que haja alguém doando área para a UFESBA (sem qualquer custo para o município!) e os técnicos da Prefeitura apresentem à comissão da UFBA que avalia o assunto apenas o local que ela entende ideal.
Não fora sugestões de espaço na BR-101 no sentido de Itajuípe, há uma área que alguns empresários itabunenses pretendem doar e que está localizada próxima a Ferradas, onde cruzarão os semi-aneis rodoviários que surgem do novo traçado da BR-101 quando da futura duplicação.
A matéria "Prefeitura mostra a vice-reitor da Ufba área que pretende destinar à Ufesba", em O TROMBONE (www.otrombone.com.br) desta terça reproduz aspectos técnicos por nós defendidos em relação à localização no entorno de Ferradas.
A lógica que recomenda aquela localização não está somente no fato de valorizar a terra de Jorge Amado, como argumenta o deputado Geraldo Simões, mas em oferecer estratégica e logisticamente as melhores condições para o campus itabunense.
A dúvida que fica, em relação ao "solo" da Prefeitura em indicar apenas uma localização - que custará recursos públicos -, reside apenas numa indagação: por que não apresenta aos técnicos a área que o médico Antônio Mangabeira e os empresários Nilsinho Franco e Helenilson Chaves pretendem doar (sem qualquer ônus) ao município?
Dinheiro sobrando temos certeza que não é. A não ser que venha de, ou vá para, um ralo escuso.
O partido único sempre foi a ponta mais visível da crítica aos regimes totalitários. Em muito assemelhada a ideia da Prefeitura de Itabuna em ver instalado o campus da UFESBA às margens da BR-101 no sentido Buerarema.
Há um cheiro estranho no ar. E não é do canal do Lava-pés. Fica difícil entender que haja alguém doando área para a UFESBA (sem qualquer custo para o município!) e os técnicos da Prefeitura apresentem à comissão da UFBA que avalia o assunto apenas o local que ela entende ideal.
Não fora sugestões de espaço na BR-101 no sentido de Itajuípe, há uma área que alguns empresários itabunenses pretendem doar e que está localizada próxima a Ferradas, onde cruzarão os semi-aneis rodoviários que surgem do novo traçado da BR-101 quando da futura duplicação.
A matéria "Prefeitura mostra a vice-reitor da Ufba área que pretende destinar à Ufesba", em O TROMBONE (www.otrombone.com.br) desta terça reproduz aspectos técnicos por nós defendidos em relação à localização no entorno de Ferradas.
A lógica que recomenda aquela localização não está somente no fato de valorizar a terra de Jorge Amado, como argumenta o deputado Geraldo Simões, mas em oferecer estratégica e logisticamente as melhores condições para o campus itabunense.
A dúvida que fica, em relação ao "solo" da Prefeitura em indicar apenas uma localização - que custará recursos públicos -, reside apenas numa indagação: por que não apresenta aos técnicos a área que o médico Antônio Mangabeira e os empresários Nilsinho Franco e Helenilson Chaves pretendem doar (sem qualquer ônus) ao município?
Dinheiro sobrando temos certeza que não é. A não ser que venha de, ou vá para, um ralo escuso.
sábado, 24 de março de 2012
Informações culturais
Academia
Anunciada a instalação da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL para a próxima terça 27. A solenidade ocorrerá no salão de festas da Loja Maçônica 28 de Julho, na Rua Professor Alício de Queiroz, 585, Centro.
A AGRAL tem como patrono o ferradense Jorge Amado e Ivann Montenegro na presidência.
A instituição pretende, dentro de seus projetos imediatos, envolver-se diretamente nas comemorações do centenário de Jorge Amado.
Recife recebe grapiúna
A poeta itabunense Daniela Galdino publica na recifense Revista Zena (http://www.revistazena.com.br/) o primeiro dos três textos onde analisa EU, de Augusto dos Anjos, em homenagem ao centenário de publicação da obra.
Os trabalhos de Daniela também podem ser acessados diretamente através de http://operariadasruinas.blogspot.com/
Teatro de Rua
Com direção e texto de Marcos Cristiano, será encenada na Praça Municipal, em Salvador, às 17:00 h da próxima terça 7, em homenagem ao Dia Mundial do Teatro, "Vai trabalhar, preguiça!...", estando o elenco composto por Adson Dhidal, Gal Macuco, PC Santos e Marcos Cristiano.
A apresentação integra o projeto Roda de Teatro de Rua, da Caravana Téspis, promovido pelo Movimento de Teatro de Rua da Bahia, que completa neste 2012 vinte anos de Cortejo Performático.
Teatro de Rua
Com direção e texto de Marcos Cristiano, será encenada na Praça Municipal, em Salvador, às 17:00 h da próxima terça 7, em homenagem ao Dia Mundial do Teatro, "Vai trabalhar, preguiça!...", estando o elenco composto por Adson Dhidal, Gal Macuco, PC Santos e Marcos Cristiano.
A apresentação integra o projeto Roda de Teatro de Rua, da Caravana Téspis, promovido pelo Movimento de Teatro de Rua da Bahia, que completa neste 2012 vinte anos de Cortejo Performático.
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quarta-feira, 21 de março de 2012
Homenagem
Assembleia itinerante
Itabuna recebe o Poder Legislativo da Bahia nesta quinta-feira 22. A realização de sessão na terra de Jorge Amado, no ano do centenário de seu nascimento, não deixa de se constituir singular homenagem.
Assim pensamos os que imaginam ser o grande ferradense a razão de tudo que ocorra nesta terra neste ano de centúria amadiana.
Lemos, no entanto, que homenagens estarão focadas em pessoas da terra, vivas. Algumas precisando de homenagens para assegurar propaganda eleitoral.
De qualquer forma, bem vinda a Assembleia Legislativa à nossa terra.
Esperemos que algum de seus integrantes lembrem de Jorge Amado!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Descaso
Há monumento? Sou contra!
Uma das áreas que integram “as terras do sem fim” reveladas ao mundo por Jorge Amado – onde se fizeram as lutas que regaram o cacau de sangue no primeiro quartel do século XX – está localizada no entorno da vila de Mutuns, antigas terras dos Badaró.
Um palco natural para desenvolver o turismo em Itabuna – sonho nosso, antigo, cada dia mais frustrado – vai perdendo referências. A antiga ferrovia ali chegou antes de descobrir Itabuna. Assim como o Tiro de Guerra.
Não bastasse a inexistência de um projeto para o aproveitamento turístico deste rincão da obra amadiana, mais uma proeza fruto da ação/omissão do município foi perpetrada neste fim de semana, como registra Ciro Sales: a derrubada do galpão da antiga estrada de ferro. (Detalhes em http://programacirosales.blogspot.com).
Parece apropriação do lema anarquista “hay gobierno? soy contra”.
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