terça-feira, 22 de julho de 2014

A quem serve

A Folha de São Paulo
Soa-nos estranha – na boca do processo eleitoral – a denúncia estampada no jornal a Folha de São Paulo no domingo 20, do gasto da Administração Aécio Neves em aeroporto construído em área que beneficia familiares, onde despejados cerca de 14 milhões de recursos públicos de Minas Gerais.

Funcionando praticamente para corresponder aos interesses de Aécio (que lá pousa) o aeroporto na pequena Cláudio (25 mil habitantes) consumiu em dinheiro quase o equivalente ao aeroporto de Aracati, no ceará (17 milhões de reais). A diferença entre um e outro é marcante: o mineiro, tem pista de 1.000 metros e nada mais; o cearense, pista de 2.200 metros e todos os demais equipamentos que viabilizam o seu funcionamento.

Naturalmente a suspeita levantada pelo jornal encontra fundamentos, a ponto de exigir investigações. Especialmente porque está funcionando sem autorização da ANAC.

No entanto – essa a razão de nossa estranheza – uma denúncia deste quilate em momento como o presente, ainda que não abalasse o resultado no plano das intenções de voto em Aécio Neves, quando nada abre campo para exploração político-eleitoral. Nesse viés a justificativa para dúvida levantada.

Sabido e consabido que entre os presidenciáveis o candidato preferido pela imprensa – qualquer que seja – é aquele que tenha condições de inviabilizar a reeleição de Dilma Rousseff e a continuidade do PT como partido cabeça-de-chave do governo. Sob essa vertente Aécio Neves se encontrar em patamar invejável. A ponto de uma pesquisa eleitoral comanda pelo Datafolha – vinculada ao jornal – ofertar a certeza de segundo turno com Aécio tecnicamente empatado com Dilma, ainda que senões sejam postos em torno da forma como apresentados os dados que isso assegura (leia nosso DE RODAPÉS E DE ACHADOS deste fim de semana.

Portanto, soa-nos estranho que a própria Folha de São Paulo tenha disparado o petardo que incomoda a candidatura Aécio Neves, mesmo que busque amenizar a denúncia transferindo-a para o "governo de Minas" (como também o fizeram outros meios de comunicação comprometidos com a campanha aecista).

Certo é que ninguém poderá atribuir a fogo adversário a matéria da Folha. Não seria crível que PT e quejandos tenham 'força' junto ao grupo Frias para impor um tema que em nada beneficia seu candidato preferido.

Há quem veja no fato uma particularidade: sendo extremamente forte a relação do jornal paulista com José Serra estaria este começando a dar o troco em Aécio. Pelo que (não) fez por sua candidatura em 2010.

Não esquecer que foi José Serra quem levantou a bola para que Aécio Neves enfrente em sua campanha o tema cocaína. Coisa que dizem Aécio gostar, não se afirme que do tema ou do uso, a ponto de ser motivo de popular reclame popular-carnavalesco em Minas Gerais (a famosa "Baile do Pó Royal" https://www.youtube.com/watch?v=2YMOKVIgkgke 'voz rouca' até no Mineirão, como ocorreu no jogo Brasil x Argentina.ali realizado.

O que tudo indica – com José Serra ou não por trás da artilharia – alguém, que comeu e não gostou, guardou no freezer alguma ação de Aécio.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Genocídio, sim!

GENOCÍDIO NÃO PARA E O NÚMERO DE PALESTINOS MORTOS POR ISRAEL EM GAZA JÁ PASSA DE 500.

Da Ag. Brasil
As autoridades médicas da Faixa de Gaza informaram que nove palestinos da mesma família, sendo sete crianças, morreram hoje (21) após um ataque aéreo da aviação israelense. Segundo o porta-voz do Serviço de Emergência, Ashraf  Al Qudra, as vítimas foram mortas quando aviões atacaram a casa onde estavam.
Hoje também foram encontrados corpos de 16 pessoas mortas em ataques aéreos ocorridos ontem (20) – dia mais sangrento desde o início da ofensiva militar israelense na região. Com as novas mortes, o número de pessoas mortas chegou a 502, e não para de crescer. As forças militares israelenses tiveram 18 baixas.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas manifestou ontem preocupação com o número crescente de mortes na Faixa de Gaza e lançou um apelo por um cessar-fogo imediato. O embaixador Eugene Richard Gasana, que lidera o órgão de 15 Estados, disse que os membros do Conselho de Segurança manifestaram preocupação sobre crescimento do número de vítimas e “pediram o fim das hostilidades” entre Israel e Gaza.
______
A matéria acima, trazida da Ag. Estado, é uma contribuição do blog ao leitor que pretenda se libertar da informação manipulada pelas agências noticiosas, controladas em sua grande maioria ou pelos judeus ou por quem os apoia. 

A frieza da foto falará mais alto. ainda que nela não estejam as centenas de crianças e mulheres assassinadas pela simples circunstância de serem palestinos e viverem em torritório que o sionismo israelense pretende para si com exclusividade.

Os massacres de Sabra e Shatila ainda estão vivos. No entanto esquecidos na memória da mesma imprensa que exibe como única vítima o Estado de Israel.

O último parágrafo da matéria é uma denúncia cabal de quão inútil é a ONU e seu Conselho de Segurança diante de absurdos como os recorrentes entre Israel e o povo que vive na Palestina.

Mais sentido faz o papa Francisco em visitar a região e rezar no atual "muro da vergonha". O que separa Israel da Palestina. Sendo que, dentro do território palestino, o extremismo israelense tem centenas de colônias e quer construir muitas mais, ainda que criticados por isso.

Se acusam o nazismo de Hitler de genocídio contra os judeus, repetem-no contra os palestinos.

Sem que haja um Tribunal de Nuremberg para os líderes sionistas de Israel.

Razão por que já são mais 50 os mortos quando redigíamos este comentário.

Não há unanimidade
Há quem imagine que as ações do governo israelense contra o povo palestino constitua unanimidade 'patriótica'. Não é verdade. Para inúmeros judeus espalhados pelo mundo não pode ser confundido judaísmo com sionismo.

A reação de jovens israelense é aplaudida em várias partes do planeta. É uma maneira de lembrar que os absurdos cometidos pelo governo de Israel somente encontra apoio no extremismo reacionário.

O que não vemos é tais mobilizações com espaço no noticiário.

JOVENS DE ISRAEL SE RECUSAM A SERVIR AO EXÉRCITO

Guila Flint 
Em uma carta endereçada ao primeiro ministro Binyamin Netanyahu e ao público israelense, 60 jovens de ambos os sexos, de 16 a 19 anos, afirmam que pretendem se recusar a prestar serviço militar pois se opõem à ocupação dos territórios palestinos.
Esta é a primeira grande onda de recusa ao serviço militar desde 2001, quando centenas de soldados da reserva se negaram a participar das ações militares de Israel na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, durante a segunda Intifada (levante palestino).
A iniciativa é denominada Recusa 2014 (Seruv 2014). “Nos territórios ocupados são cometidos diariamente atos definidos pela lei internacional como crimes de guerra”, declaram os jovens, “inclusive execuções extrajudiciais, construção de assentamentos em terras ocupadas, prisões sem julgamento, tortura, punição coletiva e distribuição desigual de recursos como eletricidade e água”.
POLÊMICA
A declaração dos jovens gera uma intensa polêmica na sociedade israelense, onde o serviço militar é obrigatório tanto para homens como para mulheres, depois de completarem 18 anos.
Muitas vezes a polêmica adquire caráter violento e vários jovens entrevistados  pelo site Terra disseram que as reações que estão enfrentando “dão mêdo”.
“Desde a publicação da nossa carta começamos a receber todos os tipos de insultos e até ameaças de morte por intermédio das redes sociais”, disse Itai Aknin, de 19 anos. Segundo ele, os integrantes do grupo “estão decididos” a não prestar serviço militar, apesar das pressões que estão sofrendo.
Como porta-voz do grupo, Aknin é um dos jovens que mais se expõem. Já foi entrevistado no canal 2 da TV israelense e na radio Galei Israel. Em ambos os programas, ficou bem evidente o antagonismo e quase ódio de outros participantes contra a iniciativa. Um apresentador da rádio chamou o porta-voz de “moleque” durante a entrevista ao vivo. Na televisão, um dos participantes afirmou que a TV “nem deveria dar espaço para essa iniciativa desprezível”.
 ABUSOS
“Não queremos participar dos abusos que o Exército comete contra os palestinos, queremos acabar com a ocupação”, disse Aknin. Ele acredita que a iniciativa pode influenciar outros jovens israelenses que estão prestes a se alistar no Exército.
“Ao lerem a nossa carta, tenho certeza de que muitos jovens pensarão duas vezes antes de prestar serviço militar”, disse.
“A guerra em Gaza, em 2008, foi o momento em que percebi que algo de muito errado estava acontecendo aqui”, contou, “naquela época, eu tinha 14 anos e me lembro que fiquei muito chocado quando descobri que o meu país estava bombardeando civis e matando inclusive crianças”.
“Arrastei minha mãe para uma manifestação contra a guerra, em Tel Aviv”, disse Acknin. Aos 17 anos, ele começou a participar de manifestações conjuntas, de ativistas palestinos e israelenses, contra a construção do Muro na Cisjordânia.
“Comecei a ir às manifestações em Bilin (aldeia palestina na Cisjordânia) e quando vi o que acontece lá ficou claro para mim que não posso, de maneira nenhuma, fazer parte do Exército”.

domingo, 20 de julho de 2014

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Nova ordem mundial
Os Acordos de Bretton Wodds, pautados em julho de 1944, definiram as regras comerciais e financeiras para o pós guerra. Nasceram ali o FMI, o BIRD (desdobrado também no Banco Mundial), tornados operacionais a partir de 1946 depois de ratificados os acordos por um número considerável de países. 

Há 70 anos nascia uma nova ordem mundial, que se manteve praticamente única no curso destes anos todos, onde pesa a presença dos Estados Unidos.

Recentemente, em Fortaleza, a reunião dos BRICS (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul) volta a estabelecer uma nova ordem, ao criar mecanismos de competição ao FMI, BIRD e Banco Mundial.

Nesta outra ordem Rússia e China se destacam – pela forças políticas e econômicas – para ocupar espaço na América Latina, ‘descoberta’ e colonizada pela Europa, onde os EUA mandavam e desmandavam.
 

Enfrentamento
De imediato –  se tomamos o humor da imprensa brasileira – a reação da classe política atrelada ao neoliberalismo ocorreu. Contrária à conquista do atual espírito da diplomacia governamental – atrelada ao multilateralismo – a candidatura de Aécio Neves (Eduardo Campos na vaguidão para encontrar o 'estranho' espaço que negou(?) durante anos) já mostrou a que veio, quando anuncia reformulação do posicionamento brasileiro em relação aos Estados Unidos. Para Aécio EUA são fundamentais para o Brasil, como o eram para FHC.

Esse o grande embate onde forças poderosíssimas trabalharão por trás do palco das eleições: quem defende o Brasil a serviço dos Estados Unidos ou mais soberano e altaneiro em relação ao "grande irmão".


O que surgir contra a candidatura Dilma Rousseff reverberado na imprensa menos está em favor da democracia e mais – muito mais! – em defesa do retorno aos braços estadunidenses. 


A Petrobras – espionada pelos Estados Unidos – continuará sendo a bola da vez. Afinal, seus bilhões de barris de reservas no pré-sal interessam – e muito! – à combalida economia dos Estados Unidos e aos seus controladores.


Antiga ordem I
O noticiário comprometido até o pescoço com a ordem imposta não mostra a realidade que está a ocorrer com o povo palestino, tornado vítima de um típico genocídio perpetrado por Israel, que se materializa permanentemente até a total destruição (pretendida pelo sionismo de Israel) de um povo que vive naquele espaço (que já foi mais amplo) há milênios.

Os que se encontram encastelados no poder em Israel estão mais organizados em seus bunkers, diante da experiência passada. Mas há coisas que somente podemos dimensionar – se quisermos ver – através de livros ou mesmo do cinema. 

Em Ascensão e Queda do III Reich, de William Shirer, uma das causas da reação da população que levou à vitória do partido nazista decorreu das pesadas sanções impostas pelo Tratado de Versalhes (1919) para a dívida da guerra (em favor dos vencedores) que recaiu não sobre os dirigentes, mas sobre o povo. Pasme o leitor: um dólar equivalia a UM TRILHÃO de marcos alemães ao tempo em que Hitler chegava à Chancelaria, em 1933.

Em O Ovo da Serpente, o diretor Ingmar Bergman transita pela mesma vertente ao mostrar cenas dantescas de gente matando cavalo de carroça numa rua para sobreviver enquanto uma elite se esbaldava em salão de festas em frente.

A miséria que campeia neste mundo se deve em muito – ainda que não exclusivamente – à concentração de renda. Como entender a migração centroamericana para os Estados Unidos (que a rejeita) enquanto trilhões de dólares são gastos para manter a indústria da guerra?

Antiga ordem II
Caso o leitor se debruce para analisar os cordeis que manipulam a concentração da riqueza e a indústria da guerra pode encontrar similitudes ao que ocorria na Alemanha nos anos 20 e 30 do século XX.

Descobrirá então a razão por que de os grupos que controlam a mídia afastarem do palco do genocídio palestino quem mostra a verdade, como aconteceu com Ayman Mohyeldin, correspondente da CBN, o jornalista que presenciou e divulgou as mortes de Ismail, Zakaria, Ahed e Mohamed, os quatro meninos, de idades entre 9 e 11 anos, caçados por radar e finalmente atingidos pelos mísseis de Israel quando brincavam em um praia de Gaza.

Tamanho absurdo é escondido de nosso noticiário, que exibe Israel apenas como vítima – eterna vítima – enquanto pratica crimes contra a humanidade. Mas, por controlar a ‘antiga ordem’ mantém o domínio sobre a riqueza e a indústria da guerra.

Não sabemos se a ‘nova ordem’ encontrará meios para reduzir tamanha tragédia.

A quem serve a OAB
Tida como uma conquista do advogado e do Ministério Público o denominado ‘quinto constitucional’ implica em que a cada cinco indicações para tribunais integrem a relação encaminhada ao Poder Executivo (quem nomeia) uma lista de advogados ou de promotores, dentre os que demonstrem ilibada moral e notável saber jurídico, donde um – o quinto – será escolhido. Ou seja, 20% da composição dos tribunais é preenchida por um advogado ou um promotor.

Particularmente somos contrário ao quinto constitucional (art. 94 da CF). A cada instante mais se sedimenta em nós razão para a rejeição. A boa intenção (arejar o judiciário) vai tomando rumos de escândalo.

O mais recente (já alertado neste blog): o ministro Luiz Fux  aquele do "eu mato no peito", "a verdade é uma quimera", "o exame da OAB está a caminho da inconstitucionalidade" – acaba de protagonizar a consumação do quanto espúrio se torna o preenchimento de vaga em tribunais pelo quinto constitucional.

Conseguiu Fux – que declarou haver cabalado votos para sua indicação ao STF, utilizando-se de expedientes nada éticos – emplacar sua filha encabeçando a lista do quinto para advogados para ocupar vaga de desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A sumidade tem 32 anos de idade, não possui nenhuma obra jurídica relevante, experiência apenas de poucos anos de advocacia  'Deus sabe como!". 

Certamente o pai 'matou no peito' e centrou para a filha.

Com apoio da OAB-RJ que a colocou no topo da lista. Talvez em agradecimento pelo voto de Fux em defesa do inconstitucional Exame da Ordem, que ele entendeu 'a caminho da inconstitucionalidade' mas legitimou.


Olimpíadas
Há poucos meses o presidente do Comitê Olímpico Internacional levantava dúvidas quanto a capacidade de o Brasil realizar as Olimpíadas. 

A organização da Copa do Mundo fê-lo mudar de ideia. Pelo menos por enquanto.

Depois de um encontro com a presidente Dilma Rousseff Thomas Bach afirmou: “Visitamos ontem algumas estruturas e a vila olímpica, que era o coração dos jogos, é fantástica”.

O governo do Brasil se impôs perante as organizações estrangeiras que o criticavam (FIFA e COI). 

Falta convencer a imprensa local.


Manipulação escancarada I
O Datafolha eleva aos píncaros a votação dos denominados nanicos a 8% distribuídos entre Pastor Everaldo (3%) e os demais (1% cada um).

Imagine o leitor se houver a manipulação destes cerca de 11 milhões de votos no resultado final pela urna eletrônica (sem resultado impresso, impossível de conferir) em favor de um candidato (preferencialmente Aécio neves). (Ver postagem deste sábado, "Permanecemos no front").

Depois chamam aos que duvidam de loucos ou conspiradores.


Manipulação escancarada II
Dificilmente o (e)leitor em geral vai perceber a manipulação. Reproduzida em jornais televisivos do sistema como ‘avanço’ da candidatura Aécio Neves.

Mas, não custa duvidar!

Duvidar nada custa I
Quando fatos se expressam devem ser levados em conta. Para tanto, trabalhar com os elementos que os compõe. Especialmente se contradições apresentam.

Assim observamos a condução de pesquisas eleitorais em parcela considerável de institutos que as realizam. A última disponível, do Datafolha, alimenta a dúvida e se aproxima da demonstração cabal da falta de credibilidade em relação ao propósito (amostrar a realidade num determinado instante) e de evidenciar o compromisso como aliado político deste ou daquele candidato.

Para compreender onde embasamos nosso observar, atente o leitor para os dados abaixo, relativos ao primeiro turno da presidencial de 2010:
candidatos% válidosvotos
<Foto>

Dilma - 13 


PT - PARA O BRASIL SEGUIR MUDANDO

46,91%47.651.434
<Foto>

José Serra - 45 


PSDB - O Brasil Pode Mais

32,61%33.132.283
<Foto>

Marina Silva - 43

PV - Partido Verde
19,33%19.636.359
<Foto>

Plínio - 50

PSOL - Partido Socialismo e Liberdade
0,87%886.816
<Foto>

Eymael - 27

PSDC - Partido Social Democrata Cristão
0,09%89.350
<Foto>

Zé Maria - 16

PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
0,08%84.609
<Foto>

Levy Fidelix - 28

PRTB - Partido Renovador Trabalhista Brasileiro
0,06%57.960
<Foto>

Ivan Pinheiro - 21

PCB - Partido Comunista Brasileiro
0,04%39.136
<Foto>

Rui Costa Pimenta - 29

PCO - Partido da Causa Operária
0,01%12.206

























Apenas para ilustrar em torno de nossa linha de pensamento: o candidato Rui Costa obteve 12.206 votos (0,01%), Zé Maria 84.609 (0,08%), Eymael 89.350 (0,09%). Tudo isso depois da campanha no rádio e televisão.

Agora, observemos a última Datafolha:



Considerando alguns dados trazidos vemos que  sem qualquer propaganda eleitoral  candidatos conhecidos e pouco conhecidos, dentre os denominados 'nanicos', alcançam, cada um, o percentual de 1%. 

Entendido cada ponto percentual correspondendo a 1.4 milhão votos (eleitorado de 140 milhões de eleitores) o candidato Rui Costa, que obteve 12.206 votos (0,01%) em 2010 já dispõe de 1,4 milhão (1,0%), assim como Zé Maria, que salta dos 84.609 (0,08%) para 1,4 milhão (1,0%) e Eymael, dos seus 89.350 (0,09%) também para 1,4 milhão (1,0%)

Tudo antes de iniciada a campanha. O que remete a compreender, pelo Datafolha, que ocorre um aumento estranho no total de votos dos 'nanicos', que totalizaram em torno de 1,1 milhão em 2010 (incluindo os 888.816 de Plínio de Arruda Sampaio, o equivalente a 0,87%) e saltam, ainda em julho de 2014, para 11,2 milhões de votos, considerando o total de 8% a eles atribuídos (o que inclui os 3% do Pastor Everaldo).

Duvidar nada custa II
Não bastasse a estranha descoberta do eleitorado em relação aos 'nanicos', a conclusão da pesquisa em relação ao segundo turno mais espanta diante de outro aspecto: o candidato Aécio Neves, que no primeiro turno alcançaria 20% das intenções de voto, salta para o equivalente a 100%, ou seja, dobra a votação, para chegar a 40% no segundo turno, enquanto a candidata Dilma Rousseff conseguiria apenas insignificantes 8%.

Outro dado, no que diz respeito ao segundo turno, é a mobilidade dos percentuais: Dilma Rousseff cai em descendente constante (de 54% para 44%) ao passo que Aécio Neves em ascendência permanente (de 27% para 40%).

Duvidar nada custa III
Outro detalhe: considerando os levantamentos do Datafolha entre fevereiro e julho de 2014 o candidato Aécio Neves saiu de 16% e não ultrapassa os 20%, alcançados em maio e mantidos em junho e julho.

Com toda a exposição o tucano não avança (até agora) além dos 20%. Entretanto consegue a proeza de reunir praticamente quase toda a votação dos adversários, que para ele converge segundo o Datafolha. Inclusive daquela singular votação dos 'nanicos' que já alcança 11,2 milhões de votos.

Afastado o vidente Carlinhos de Apucarana fica difícil entender os números. Que chegam à conclusão singular de fazer um candidato dobrar a intenção de votos de um turno para outro e ficar dentro da margem de erro, empatando tecnicamente com quem detém, no primeiro turno, uma diferença de 16% pontos.

A não ser que os dados do Datafolha estejam se originando de Carlinhos de Apucarana há um cheiro estranho no ar.

Averiguar não custa
O jornal Folha de São Paulo estampou o que considera irregularidades: Aécio Neves, como governante, teria beneficiado um tio avô.

O jornal pode estar enganado (certamente Aécio já desmentiu o fato) mas não custa averiguar.


Em busca de uma razão
Carta Aberta subscrita por entidades alerta em torno dos riscos causados pela liberação da substância Bemzoato da Ememectina para combate de lagarta em lavouras de soja e de algodão pelo governo da Bahia. (Do IHU, no GGN).

A denúncia se torna mais agravada quando registra o fato de que a substância nem mesmo foi liberada pelo órgão competente do Governo Federal.

A ANVISA, desde 2007, indeferiu o pedido de registro fundada no fato de que  “A substância demonstra um perfil toxicológico bastante desfavorável, tanto do ponto de vista agudo como crônico. Particularmente, os efeitos neurotóxicos são tão marcantes e severos que as respostas de curto e longo prazos se confundem. Incertezas no que diz respeito aos possíveis efeitos teratogênicos e as certezas dos efeitos deletérios demonstrados nos estudos com animais corroboram de forma decisiva para que não se exponha a população a este produto, seja nas lavouras ou pelo consumo dos alimentos”. 

E concluiu a Anvisa: “O produto técnico ora em pleito é considerado impeditivo de registro, do ponto de vista da saúde humana”.

Não bastasse o INEMA e a própria Secretaria de Saúde se posicionaram contrariamente ao uso.

A questionada liberação pelo governo baiano, se levanta dúvidas, mais agravada fica por se dar em ano eleitoral: ou quer agradar produtores ou o laboratório Syngenta.

De uma forma ou de outra parece pretender levar vantagem.

Itabuna
Alguma coisa em andamento. Dia da Cidade à vista. Aguardar pelos desdobramentos.

Pagode
Entre o que a FIFA registrou para que liberado o fosse somente com sua autorização a expressão 'pagode'.

Certamente não o tradicional, imortalizado na viola de Tião Carreiro, homenageado por Mayck e Lyan, uma dupla sertaneja muito jovem mas que, além da qualidade, tem um violeiro com muitas horas de estrada. Que podem ficar curtas para ele(s).

sábado, 19 de julho de 2014

Permanecemos

No front
Há dúvida em nós, desde sempre, em relação à segurança da urna eletrônica brasileira, alardeada como concentração das virtudes teologais. Máquina inventada pela ciência humana em torno dela impôs-se a infalibilidade e perfeição no plano axiomático: ainda que não provada o é por si mesma, por existir, por que assim o dizem.

Neste plano, como objeto de crítica, nega o primeiro axioma cartesiano ("Penso, logo existo") porque 'pensar/duvidar' em torno da urna eletrônica e a dimensão de sagrado em que se sustenta está fora de cogitação.

Nenhum país que adotou a votação e apuração eletrônicas repete a 'experiência' brasileira. Alhures se aplica o princípio elementar de duvidar do resultado e como boa prática democrática é possível conferir o resultado. Há casos – como expressão de lisura –, como na Venezuela, onde o resultado é avaliado por amostragem (conferido mesmo) sem que haja qualquer provocação ou requerimento para tal.

A última tentativa de viabilizar a recontagem - que exige o voto impresso para conferência – o foi por iniciativa do senador Roberto Requião. Os pares negaram aprovação.

Considerando 'mistérios' que ocorrem neste país, onde os que detêm o controle de alguma coisa sempre dele se utilizam em benefício próprio, de sempre estranhamos a defesa intransigente que a Justiça Eleitoral faz do processo eletrônico por ela implantado, que fere o elementar direito de dúvida e de requerer a recontagem de votos. 

E nos vem novamente a dúvida diante da última pesquisa Datafolha (que avaliaremos em alguns de seus aspectos no "DE RODAPÉS E DE ACHADOS" deste final de semana).

Antes, a propósito da dúvida, para demonstrar que não estamos isolado em tal idiossincrasia, a íntegra de texto de Luiz Cordioli, na Tribuna da Imprensa on line (incluindo a nota de redação do blog Tribuna) a mais recente manifestação em torno do tema que já foi bem mais aprofundado (e comprovada a razão da dúvida) em outros instantes do jornalismo pátrio.


POR QUE NENHUM PAÍS IMPORTANTE USA A URNA ELETRÔNICA?


Luiz Cordioli
É minha visão que que esta eleição continuada de corruptos se deva tão somente à qualidade de nossas babaqueadas urnas eletrônicas inverificáveis e sem voto impresso. Ninguém pode conferir o que elas totalizam.
A eleição é o que está na lista impressa, talvez muitos dias antes da própria eleição.
Eleição eletrônica com nossas urnas é apenas um algoritmo matemático. E só os seus “donos” têm acesso a ele.
Para elegerem um determinado candidato, não precisam alterar a totalidade dos votos.
Basta alterarem um pouco dos votos de algum (ou de todos) para a conta dele, que ele vence. Aí, às 17 horas, tiram-se as totalizações já alteradas e desligam-se as máquinas.
Simples assim, nesta fase e possibilidade. Existem outras, mais sofisticadas.
E as pessoas se surpreendem por que tantos votaram num candidato tão corrupto e ele se elegeu… Discussão para muitos meses, quantos quiserem. Sem saída. Não houve votação nele, mas ele se elegeu. Com votos eletrônicos, só isto.
Quem poderá recontar, conferir e discutir o resultado impresso? Ninguém, forever.
Está na Lei que se possa recontar os votos. Só que na prática, na realidade da própria urna, a recontagem está proibida, com outras palavras e fatos: pode recontar, sim, só não temos o quê, porque a urna foi desligada, e é só eletrônica, não existe voto impresso…
É muito fácil, mesmo. O corrupto se elege… mas com votos só eletrônicos.
Repito, acredite quem quiser. Quem não quiser, continue reclamando dos brasileiros que não sabem votar…
Quem faz o que faz, na cara de todos, e nada lhe ocorre, o que não fará por baixo dos panos? É muita ingenuidade, gente! Estamos procurando há muito tempo, mas não se encontraram santos, por enquanto. E a coisa é feia, especialmente onde não se vê.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Já está mais do que provado que as urnas eletrônicas não são confiáveis. Brizola costumava pedir que houvesse uma lista impressa dos votos, mas ninguém tomou providências. Há alguns anos, quando a Seaerj (Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro) era presidida por Eduardo Konig, houve um importantíssimo debate sobre a urna eletrônica, com participação de um hacker, que inclusive mostrou como conseguiu entrar no sistema da Justiça eleitoral para alterar a votação. Ninguém tomou providências. A Universidade de Brasília também mostrou publicamente como adulterar a votação da urna eletrônica. Ninguém tomou providências. E por que nenhum país aceita usar a urna eletrônica, uma espécie de jabuticaba eleitoral que só existe no Brasil? (C.N.)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Tempo houve

De castiço proceder
Longe vão os tempos em que algumas coisas permaneciam no estado em que existiam. Na política partidária, por exemplo, figuras ficavam marcadas como referência às agremiações a que pertenciam. Ulisses Guimarães, Leonel Brizola, Carlos Lacerda, Bilac Pinto, Juscelino Kubitschek ao serem lembrados o eram como expressão dos partidos a que integravam.

Época em que a posição e a afinidade idealístico-ideológica faziam prevalecer a integridade moral e o respeito do político. Quando a defesa das ideias delimitavam a identidade pautadas na coerência de princípios.

Nas últimas décadas muito mudou. O aumento vertiginoso de agremiações políticas não encerra em si a pluralidade ou conflito de ideias ou a defesa de princípios. Mas o abrigo para quem não consegue conviver com as disputas internas, sustentadas em qualquer democracia no respeito da minoria às decisões da maioria.

Mais grave ainda: uma caixinha financeira sustenta as agremiações não só para a sua manutenção, mas para alimentar negócios político-materiais assegurando espaço no processo eleitoral e nas administrações vitoriosas àqueles que comandam partidos.

Todo o dito exigiria maior reflexão para encontrar um ponto de fusão em relação ao porquê de acontecer. Mas não é este o espaço para tal 'tratado'.

Lemos na rede que um político que administra município na região acaba de apoiar  de mala e cuia  a oposição, ainda que tenha sido ele eleito pelo partido que encabeça a situação. 

Para alguns, escândalo. (Não esquecer que o inverso também acontece). Para outros, ausência de postura e dignidade no trato da palavra dada ao partido que o acolheu e o tornou vitorioso.

O PT, partido do migrante, se dirá - ou se fará de  vítima. Que tenha lá suas razões. Afinal há razões e explicação para tudo.

A circunstância de o partido ser o PT é que nos chama a atenção. Em razão de sua origem e de como se portou durante os primeiros anos de existência. Do caderno de exigências para que aceitasse um pretendente a filiado.

Nestes recentes anos, onde nem uma década se completou, aqui na Bahia, por exemplo, assistimos  e não precisamos buscar outros rincões do estado para alimentar a amostragem estatística  ao desenfreado livro petista aberto às filiações. Ainda que o neófito não fosse lá essas coisas e que seu currículo não contivesse outra coisa a não ser ladroagem.

Definitivamente houve tempo de castiço proceder na política. O que não mais é exigido hoje. 

Fica, pois, dispensado o choro e a reclamação quando todos mais próximos estão da "casa de mãe joana".