sexta-feira, 20 de março de 2015

Como no humorístico

Ca-la-da!!!!
O humorístico do inesquecível Chico Anísio  dentre as quase três centenas de personagens  nos deleitava com Nazaremo e sua mulher para lá de feia. Quando a dita cuja argumentava em defesa do consócio nupcial e dos direitos a que fazia jus, ouvia do marido o ‘Ca-la-da!!!”.

Assim parece nossa  imprensa em relação à seletividade em certos casos: parece ter escutado de algum Nazareno do PSDB a interjectiva expressão. 

Mesmo depois da divulgação de um vídeo (clique em https://www.youtube.com/watch?v=B0W6B4BlHVY&t=751)  liberado pelo próprio Supremo Tribunal Federal  onde o ‘ínclito’ Youssef nomina, em mais de uma oportunidade (em depoimento à Operação Lava-Jato), o nome de Aécio Neves como beneficiário – com US$ 100.000,00 (cem mil dólares) mensais – do esquema montado com Janene para sacar dinheiro da estatal Furnas, o que se vê e se ouve mais está no plano de bissextos cochichos.

Não tardarão a culpar o STF pela liberação e a afirmarem que o dito nunca foi dito.

O silêncio fala mais alto.

Afinal, Youssef citou tucano gordo.


quarta-feira, 18 de março de 2015

Nova

Conformação
Evidente que em andamento uma nova conformação envolvendo a hegemonia mundial em diversos aspectos. Não mais a concentração entre Estados Unidos e Rússia, muito mais simbólica ao tempo em que esta se apresentava como o conglomerado URSS-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, pautando a agenda planetária e tendo China, Japão, Alemanha, Inglaterra  entre outros  como periferia de apoio.

Recentemente  aqui em Fortaleza  foi realizada uma reunião dos denominados BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)  países que formam novo bloco de participação no xadrez da economia mundial  oportunidade em que criaram instituições financeiras e controladoras nos moldes da Banco Mundial e do FMI. Um claro recado aos Estados Unidos de que não mais são eles o centro de decisões e controle no universo terráqueo, mesmo que poder ainda detenham.

A reunião de Fortaleza não mereceu de nossa imprensa o destaque merecido, ainda que ali flagrante a inserção do Brasil no complexo das discussões mundiais em foro bastante significativo. Não fazia  a imprensa  nada mais que beber nas fontes dos mesmos interesses que alimentam significativa parcela do pensamento nacional: a de nos mantermos atrelados ao controle dos EUA.

Circula recente informação  já questionada pelos Estados Unidos  da adesão da França, Alemanha e Itália a um outro formato de participação no controle da economia mundial. Desta vez através da adesão dos europeus ao Asian Infrastructure Investment Bank, o banco de investimento da China que visa expansão geográfica para os seus interesses desde o extremo oriental de seu território (Xian) até Rotterdan (Holanda), passando por Cazaquistão, Uzbequistão, Irã, Rússia, Atenas e Veneza.

Os limites de atuação do banco voltam-se para investimentos em infraestrutura. Como já o faz a China diretamente na América Latina e África. Em relação ao Brasil, recentemente assinou acordo para construção da ferrovia que unirá nossa rede ferroviária ao Pacífico (onde tem significativa importância o novo porto de Ilhéus como referência no Atlântico).

É o mundo se movendo (pressionando os Estados Unidos), que reagem no limite do poder que ainda detém para tentar evitar o inexorável: a perda de espaços de controle antes absoluto.

Por aqui  nesta terra de são saruê, capitaneada pelo pensamento que emana dos estados unidos de São Paulo  há quem pense que a nova conformação mundial só cabe na Aliança do Pacífico, atual instrumento de controle regional pela influência estadunidense, que substituiu a ALCA, queimada por Lula quando assumiu em 2003. 

Fato não perdoado pelos de e pelos de .

Resultado de imagem para aS ÚLTIMAS CHARGES DE bessinha NO cONVERSA aFIADA

segunda-feira, 16 de março de 2015

PT

Acuado
Somente assim pode ser entendida a postura de uma parcela do PT  ainda bem que não traduz, em plenitude, o ideário trabalhista e sua práxis brasileira  diante de declarações de figuras da legenda que ocupam vaga no Palácio do Planalto. A mais expressiva (em omissão) a do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

O ilustre analisa as mobilizações deste domingo como configuração da existência da democracia, como direito de expressão. Certo, ainda que em termos, visto que conclamar contra as instituições não tem nada de democrático (o que parece o ministro não entender). E a maior autoridade do país, eleita por maioria de votos, é uma instituição da República.

Também nelas viu um protesto contra a corrupção. Absolutamente errado. Caso fosse contra a corrupção a turma estaria exaltando o Governo trabalhista pela transparência e a liberdade que assegura aos órgãos de investigação e denúncia a sua atuação.

Não entende o ministro que quem assim afirma é o sistema Globo, capitaneado pela TV Globo, que se dá ao luxo de utilizar a programação para 'orientar' manifestantes.

O ilustre Ministro  que não entendemos porque ainda o é  engoliu a isca da Globo (bem captado por Bessinha). Que assim se torna a titular absoluta do direito de convocar manifestações para derrubar uma presidente democraticamente eleita. Em nome do combate à corrupção.

Com respaldo em ministro do próprio Governo.

Que deixa no ar – para espanto de muitos – a ideia de que o PT está acuado.




domingo, 15 de março de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Crise
Prestes a estourar a extração de petróleo à base de xisto, nos Estados Unidos. A viabilidade somente ocorrer com o barril em torno de 60 dólares. Só entre dezembro/2014 e janeiro/2015 a queda representou 3%. Em 2012 eram 215 sondas de perfuração, em fevereiro/2015 foram reduzidas a 133. Os dados são do NDIC Department of Mineral Resources analisados por Rogério Maestri no GGN ("Quem está em crise não é a Petrobras é o Shale Oil nos USA").

Rezam os estadunidenses para que o governo (des)pressione a Arábia Saudita e o petróleo volte ao patamar de 100 dólares o barril. O xis da questão reside na ação política que motiva os EUA a pressionarem Rússia, Venezuela e Irã economicamente, afetando suas balanças de exportação para que correspondam à geopolítica internacional, onde perdem (os EUA) espaço.

Na outra ponta a Chevron  aquela a quem José Serra promete a Petrobras, com pré-sal de lambuja  anuncia a venda de até 70% de ativos.

A Petrobras explora o pré-sal extraindo a custos que variam entre 14 e 40 dólares o barril. Resultado da tecnologia desenvolvida. Que tende ao barateamento, haja vista o aumento da produção, que já supera o 700 mil barris/dia.

Mas há quem fale em quebra da estatal brasileira. 

Começam a surgir
Como não poderia deixar de ser, mais cedo ou mais tarde os nomes brasileiros na lista do SuissLeaks haveriam de surgir. O Globo conseguiu a lista – antes privativa do UOL, escondida pelo jornalista Fernando Rodrigues.

Já apareceu o nome Otávio Frias, da Folha de São Paulo. 

Antes a turma do jornal se fizera famosa por colaborar com a repressão política na ditadura, disponibilizando seus carros para apoio à tortura, transportando vítimas. 

Agora entra no rol dos que escondem dinheiro lá fora.

É que o problema que pode afetar nomes da lista do HSBC não reside no depósito em si, mas em não estar declarado para a Receita Federal.

Outros nomes divulgados: João Saad, Ratinho, Lily Marinho. Etc. etc.



Até Francisco!
Financiamento público. Recomenda o papa Francisco. Ouçamos Sua Santidade:

“En tercer lugar –es una de las cosas que tenemos que lograr, ojalá la podamos lograr- una campaña electoral de tipo gratuito, no financiada. Porque en las financiaciones de las campañas electorales entran muchos intereses que después ‘te pasan factura’. Entonces, hay que ser independientes de cualquiera que me pueda financiar una campaña electoral. Es un ideal, evidentemente, porque siempre hace falta dinero para los afiches, para la televisión. Pero en todo caso que la financiación sea pública. De este modo yo, ciudadano, sé que financio a este candidato con esta determinada cantidad de dinero. Que sea todo transparente y limpio”.

Com todas as letras está a sugestão para ‘campanhas’ não financiadas, porque quando entram muitos interesses a ‘fatura’ é passada depois. Considerando a existência de despesas, que então seja o caso de ‘financiamento seja público’. Mais ‘transparente e limpo’ poder o cidadão saber a quantidade de dinheiro que o ‘candidato’ recebeu.

Só Gilmar Mendes não escuta. Tanto que senta sobre uma decisão já vitoriosa no STF, que condena o financiamento privado.

Circulando
Na rede, de forma irônica, circulando um excelente antídoto para quem anda agindo por impulso. 

Para não falarmos em pulsões da morte (cívica), que é coisa para a Psicanálise.

Nenhum interesse
Afastados esparsos discursos e uma iniciativa concreta liderada pelo PSOL, o Congresso brasileiro não demonstra o menor interesse em apurar as atividades ilícitas do HSBC, como o fez o Senado dos Estados Unidos, acessível através de um simples clicar em http://jornalggn.com.br/sites/default/files/documentos/psi_report-hsbc_case_history_9.6_0.pdf onde há claras (documentadas) referências à atuação do banco no Brasil (páginas 185 e 186 do relatório, dentro do capítulo “HSBC Afilliates in the Americas”, com início na 183).

Nossos augustos catões poderiam simplesmente buscar as informações relativas ao Brasil, necessárias e materializadas suficientemente para dar início a procedimento investigativo, no próprio relatório do Senado estadunidense.

Ninguém imagina que haja algum parlamentar na lista.

Em risco
Próximos livros de memórias de jornalistas e repórteres do complexo Globo – caso traduzam a verdade dos fatos – não dispensarão de relatar os riscos por que passaram a partir dos anos mais recentes.

O desgaste da TV Globo vai assumindo proporções inimagináveis. Já põe em risco – não fora o caráter pacífico dos manifestantes, que verberam o decorado “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” – seus repórteres.

Tanto que Burnier usava capacete durante o trabalho na caminhada paulista.

Nada casual
Encontro nada casual aquele entre o ministro Gilmar Mendes e o presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha. 

Um interesse comum os une: a defesa do financiamento privado às campanhas políticas.

Além disso, a PEC da Bengala atende aos reclamos do ministro Gilmar Mendes a serviço da oposição, para evitar o ingresso de cinco novos ministros no STF por indicação de Dilma.

Aparelhamento
Não sabemos como reagirão os direta e indiretamente envolvidos. Mas a iniciativa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de criar uma Secretaria de Comunicação Social para a Casa, vinculando as programações da Rádio e TV Câmara ao seu controle através de quem indicará traz preocupante desdobramento.

A autonomia do conteúdo da programação sempre foi lembrada como sinal de qualidade e isenção presentes na comunicação efetivada pela TV Câmara.

Tudo está em risco.

Inicia-se uma luta para derrubada da dita Secretaria, o que pode repetir a outra – vitoriosa – contra o “bolsa-madame” ou o “transpatroa”, como a ironia denominou a pretensão de Cunha de estender para as esposas dos parlamentares passagens aéreas.

No fundo Eduardo Cunha precisa cumprir as promessas quando criou um típico rebanho para chamar de seu.

Apenas para lembrar, integram o currículo de Cunha um número considerável de ações, em número de 22, que podem ser detalhadas no http://jornalggn.com.br/blog/as-acoes-que-correm-contra-eduardo-cunha :

Perseguindo a tortura
Nobilíssima iniciativa começa a ser posta em prática com a nomeação, pela Presidente da República, da comissão de peritos do denominada Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, órgão do Sistema Nacional de Combate à Tortura.

Não se trata – como inicialmente pode parecer – de relação aos escabrosos casos de tortura a presos políticos durante a ditadura civil/militar, mas de efetivo acompanhamento de atuações em presídios, delegacias e mesmo hospitais psiquiátricos.

Os peritos – com mandatos entre dois e quatro anos – terão livre acesso a quaisquer dessas instituições, sem prévia comunicação, cabendo-lhes elaborar relatório com recomendações para o asseguramento dos direitos da pessoa humana.

Alguns estados já instituíram suas comissões (Rio de Janeiro, Paraíba, Alagoas, Espírito Santos, Rondônia e Minas Gerais).

Neste particular quesito a Bahia continua devendo.

Mobilizações
As mobilizações ocorridas na sexta podem ser interpretadas, no plano histórico, como um lembrete de que as coisas não acontecerão como planejado pelas elites e seus áulicos.

Mais imperou a defesa da Petrobras. E da Democracia.



Uma coincidência
No dia 15 de março de 1789 Joaquim Silvério dos Reis delatou os companheiros da Inconfidência Mineira. 

Beneficiou-se com títulos e valores e galhardias para a época.

Para Motta Araujo, no jornalGGN, “Em troca, pois era uma delação premiada, a primeira registrada no território, Silvério dos Reis recebeu a promessa de recompensas, quais seriam, uma certa quantidade de ouro, o perdão das dívidas fiscais, a nomeação para o cargo de Tesoureiro das províncias de Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro, uma mansão para moradia, pensão vitalícia, título de Fidalgo da Casa Real, fardão e hábito da Ordem de Cristo, um encontro em Lisboa com o Príncipe Regente Dom João. Não se sabe se as promessas foram cumpridas.”

Vestais do 15
Uma tal Fernanda Mano (hoje, de Almeida, nome de casada provavelmente) se arvora de indignação nas redes sociais. Bom exemplo de vestal da moralidade que irá às ruas neste 15.

Está na lista do SuissLeaks. Como observa Marcelo Pereira em comentário no Conversa Afiada:

"Filha de um ex-diretor do Metrô na gestão de José Serra, que mantinha conta no HSBC, Fernanda Mano de Almeida (ela também correntista na Suíça) espalha mensagens como ‘eu tenho vergonha dos políticos brasileiros’ nas redes sociais; seu pai, Paulo Celso Mano Moreira da Silva, é acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público do Estado por suspeita de corrupção com a Alstom; na época da assinatura de um polêmico contrato com a multinacional francesa, ele virou correntista do banco suíço e chegou a ter saldo de US$ 3,032 milhões; Fernanda é uma das beneficiárias da conta".

Já observa Amaury Ribeiro Jr. no "Privataria Tucana" (págs. 93 e 94, reproduzidas por PHA):

"(…)Parceiro de Dantas no processo de privatização, (diretor do Banco do Brasil  no governo FHC) Ricardo Sérgio (conhecido como Mister Big), lançou mão do mesmo estratagema para movimentar recursos no exterior. Com 1.057 páginas, o relatório dos peritos da PF mostra que Mr. Big usava dois doleiros de peso para levar seus recursos até a agencia do Banestado em Nova York: Alberto Youssef – que também prestou o mesmo serviço para o contrabandista João Arcanjo Ribeiro (conhecido como Comendador Arcanjo, o criminoso foi preso em abril de 2003. Também prestou esse serviço para Dario Messer, acusado de levar para a Suíça os R$20 milhões desviados pela “Máfia dos Fiscais” do Rio de Janeiro.

Em quatro anos, entre 1996 e 2000, Mr. Big teria remetido ao exterior uma montanha de dinheiro com altitude de US$ 20 milhões. Para os peritos federais, todo o dinheiro enviado por Ricardo Sérgio dormia inicialmente em várias contas abertas por Messer e por Yousseff na agência novaiorquina do Banestado. Novamente, as contas eram abertas em nome de offshores, com apoio de David Spencer e ancorado no escritório de Citco nas Ilhas Virgens Britânicas. Eram incumbências de Spencer – que opera para Mr. Big desde os anos 1980 – também a abertura das contas dessas offshores na agência do Banestado e em outros bancos de Nova York. A documentação expõe, por exemplo, a participação do advogado na abertura da conta da offshore June International Corporation, operada por Yousseff no Banestado nova – iorquino. Do Banestado, a grana do ex-diretor do banco fazia uma escala em outras contas abertas no MTB Bank e outros bancos operados pelos doleiros da Beacon Hill. Era o último porto do dinheiro antes da revoada para as contas de Ricardo Sérgio, João Madeiro da Costa, o homem de Mr. Big na Previ, Ronaldo de Souza, em Miami ou nas Ilhas Virgens Britânicas."

A indignada Fernanda Mano pode estar gastando, em passeatas, o sagrado dinheirinho do povo paulista desviado no escândalo do metrô e trens, através da Alston e Siemens.

Só falta carregar um Terço, como as indignadas de 1964.


Mínimo a exigir
As razões apresentadas pelo médico Ricardo Rosas, afirmando haver maracutaia em iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde no combate ao câncer de mama  pessoalizando-a no secretário Eric Ettinger  exigem um contraponto do secretário de forma convincente.

Afinal, argumenta Rosas, há oferta de prestadores de serviço na região que não está sendo demandada pela Secretaria, que foi buscar apoio distante.

Uma análise de custos dará razão a um ou outro.

O mínimo que se exige é tão somente transparência e menos bate-boca.

Juvenal
De Juvenal Maynart no Facebook: "A única constatação evidente entre as manifestações dos dias 13 e 15\03 é a divisão do BRASIL pela COR DA PELE".

"Vão ter que me engolir" I
A expressão que titula esta postagem é de Zagalo, depois do jogo Brasil x Bolívia, em junho de 1977. Sob anteriores críticas ao seu trabalho à frente da Seleção encarou as câmeras com o desabafo no imediato da conquista daquela Copa América.

O jornalista Joel Filho, em seu programa radiofônico, traduziu o que ouviu do ex-deputado Geraldo Simões, em fim de noite de jantar na Los Pampas.

Dizendo respeitar em 2016 somente Fernando Gomes, e criticando parceiros do PT, o recado de GS é bastante claro. 

E não deixa dúvida: será candidato a prefeito. Para vencer.

"Vão ter que me engolir" II
A leitura deste escriba é simples: no PT ou fora do PT Geraldo será candidato (o que é de óbvia ululância  para lembrar Nelson Rodrigues). Para vencer – por uma questão de honra e lição aos desafetos internos – tudo fará para alcançar o galardão.

Nesse aspecto – para vencer – é que reside o nó górdio, não tão górdio para ele. No PT ou fora dele GS sinaliza – acena com todos os lenços – para uma aliança com o candidato que 'respeita', Fernando Gomes. O aceno não é recente.

Uma aliança que não precisa ser às claras. Apenas que assegure votos. Com o PT ou não.

Geraldo Simões sabe do cacife de que dispõe. Joga com as palavras em recados diretos.

Ora buscando espaço internamente em relação a cargos que mantenham correligionários na máquina administrativa. 

Ou preparando o terreno para distribuir promessas a quem delas careça.

"Vão ter que me engolir" III
A ilação pode parecer absurda aos puristas. Mas secretarias e benesses para Fernando Gomes – caso não tenha condições de candidatar-se – abrem porteiras para um estouro de boiada a favor de GS.

A indicação de um vice por Fernando escancara o caminho. Mas pode ocorrer, caso FG queira inserir no contexto alguém de sua confiança. Familiar de preferência.

Depois de eleito se o PT não se curvar aos seus caprichos pode sair do partido. Vitorioso.

Portanto, não será exagero por na boca de Geraldo o recado direto ao PT: "vão ter que me engolir".

Para concluir
Ouvimos, recentemente, de uma bem informada figura do PT local, em torno da real possibilidade de apoio incondicional do partido à candidatura de Geraldo Simões.

Basta que conversas em andamento não se materializem em resultados concretos e viáveis.

Afinal, em jogo um município do porte de Itabuna. A escassez de quadros do partido em Itabuna para a majoritária chamam à reflexão.

Engolir até sapos justifica o esforço. O que significa não haver exagero em incluir na dieta o companheiro GS.


quinta-feira, 12 de março de 2015

Leituras

Da CPI
A CPI da Petrobras, aquela que visa buscar meios de alcançar Dilma e Lula (houve, inclusive, um deputado do PSDB  nome do dito cujo esquecemos, tamanha a sua importância  utilizou a oportunidade, usando da palavra, para levantar a ilação, nominando-os expressamente), na sessão ocorrida nesta quinta apresentou singularidades como o presidente da Câmara Eduardo Cunha ofertando-se aos pares da Comissão para apresentar explicações.

Não fora o que representam em si mesmos, deputados não perderam a oportunidade para um baba-ovo em torno do excelentíssimo presidente da Casa elevando-o aos píncaros da moralidade individual e personalizada e arauto na defesa da Democracia.

A presença, sem convocação, de Eduardo Cunha à CPI, remete às seguintes leituras deste escriba:

1. O dito cujo tem culpa no cartório. Não a tivesse dispensado estava de autoconvocar-se, levando na esteira a condição de presidente da Câmara. Tanto que – assim vemos – se fosse apenas simples deputado lá não passaria nem na porta.

2. Exercitou, assim, velada ameaça aos que possam ali pretender apurar sua possível participação no esquema de desvios promovidos pelos ladrões que ocuparam diretorias na Petrobras.

3. Ao anunciar  como presidente da Câmara  que já autorizou inteiro e integral apoio financeiro à atuação da Comissão veladamente diz que é o dono do dinheiro e é quem dá as ordens para os gastos. Inclusive, um não tão velado recado àquele deputado que pode carecer (e muitos são tão carentes!) de apoio financeiro para viagens e missões no exterior etc. etc.

4. Aproveitou a oportunidade para ameaçar, inclusive sugerindo iniciativa de lei para impedir a recondução da pessoa que ocupe a Procuradoria-Geral-da República (ironizada pelo deputado baiano Jorge Solla, quando admitiu a proposição como meio de que se evitasse no futuro posturas como as ocorridas no passado quando o titular lançava na gaveta do esquecimento apurações que pudessem atingir o presidente de plantão, no caso específico uma alusão ao engavetador-geral-da-república Geraldo Brindeiro nos áureos tempos de FHC).

5. Não deixou dúvidas de que estará sempre aberto para uma conversa.

Mais há, mas por hoje basta.

Ah!, por humildade deixou de dizer que tem uma vida de peregrino em busca do Bom Jesus da Lapa em tempos de romaria, onde há muito fez voto de pobreza.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Em defesa

Própria
Antes de entrarmos em sala de aula, na UESC, nesta terça, um colega perguntou-nos se participaríamos de qualquer destas mobilizações anunciadas. Não nos preocupamos em saber em torno de qual delas se referia. Afinal, conhecemos por demais sua linha de pensamento e evitamos abrir um debate infrutífero para qualquer das partes. Demais disso, pusemos em prática uma observação de Carl Jung em seu livro de memórias (Memórias, Sonhos, Reflexões) onde dito que aprendi a não dizer aos outros aquilo que não podem entender.

Respondi-lhe apenas que via tudo com profunda tristeza o que ora ocorre no país porque imperava muito mais a estupidez e a insensatez que o interesse público. Demos ênfase ao geral, deixando o particular que o interessava. E demos por encerrado o assunto.

Percebe qualquer um medianamente racional que há quem queira transformar o Brasil num caos que não existe, mas interessa a quem o deseja. E tudo sustentado na insensatez de desrespeitando instituições democráticas afirmar defendê-las. Como a palavra 'sangramento' entra na moda percebemos que muito mais há de açougue que de racionalidade. E tudo posto como se debate o fosse.

Há pouco acompanhamos uma votação no Congresso que apreciava o veto presidencial à redução dos valores de contribuição previdenciária para empregados e empregadores domésticos, fixada até então em 12% para empregadores e 8% para empregados.

A pretensão girava em reduzir o percentual de ambos para 6%. 

Particularmente comungamos com o raciocínio de que foi dado pela Emenda Constitucional um tratamento empresarial ao empregador doméstico o que, na maioria dos casos, constitui uma penalização pecuniária ao orçamento familiar. Claro que não colocamos no rol de prejudicados as grandes riquezas familiares, mas uma parcela da classe média que entende ser necessário empregar alguém para que possa aumentar a renda buscando laborar fora.

Mas  dizíamos  acompanhamos a votação. Em sede senatorial o veto foi mantido.

Nosso registro versa sobre o discurso falso dos que afirmavam defender os domésticos com a redução de 8% para 6%.

Na realidade a redução beneficiava muito mais o empregador, que teria seu percentual reduzido à metade (de 12% para 6%). Lógico, pois, seria afirmar que sua defesa destinada estava ao empregador e que o empregado entrava na oração como Pilatos no Credo.

Considerando que há no mesmo Congresso um Projeto de Lei Complementar, de inciativa do Poder Executivo, visando regulamentar a Emenda Constitucional (a denominada PEC das domésticas), onde inseridos os questionamentos em torno dos percentuais, e considerando que a redução pretendida e não alcançada diferenciava o benefício em relação a quem mais carecia, concluímos que a luta fazia parte das manifestações contra o Governo.

No molde do panelaço. Posto em prática em instante antecedente ao discurso presidencial. Ou seja: antes que se soubesse o que diria a Presidente já panelada estava.

O que significa que a reação não dizia respeito ao conteúdo da fala, mas a quem falaria.

No fundo, no fundo tudo em defesa própria, da causa que abraça.

Definitivamente não vivemos um instante voltado para aperfeiçoar a construção do país onde todos possam ter acesso mais igualitário à riqueza nacional, mas no insistente e reincidente tema (leitura da História) de que há quem lute para voltar ao que era. Se possível fosse, até à revogação da Lei Áurea.



domingo, 8 de março de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Deformidade
No plano internacional, mostrando como lobos se propagam cordeiros, uma grave denúncia de Mohsen Abdelmoumen no  Whatsupic (clique), repercutida neste espaço na sexta (Pax americana, a tragédia para os outros).

O alerta posto no final da denúncia clama por reflexão: "A vous, les responsables de cette boucherie et complices, regardez bien les images de ces enfants, elles reflètent vos actes et votre silence. L’innocence déformée, mutilée, sacrifiée, est le reflet de votre âme immonde." (A vós, os responsáveis e cúmplices desta carnificina, olhai para as imagens destas crianças, elas refletem vossos atos e vosso silêncio. A inocência deformada, mutilada, sacrificada é o reflexo de vossa alma imunda).

Impomo-nos não divulgar diretamente as fotos disponibilizadas, acessíveis, no entanto, através do clique em  Whatsupic.

A deformidade maior vêmo-la nisto que ainda chamam de Civilização. E nos que se proclamam como seus defensores.


Indigência mental
Sérgio Porto, na figura do heterônimo Stanislaw Ponte Preta, cunhou uma expressão para mentes que não alcançaram a alfabetização e se diziam intelectuais, arrotando asneiras: mente indigente tirada a inteligente.

No plano da indigência há de tudo: de personas a institutos que as reconhece e as premia.

Por demais conhecidas aquelas premiações que sustentam mais empresas do que o efetivo objeto da premiação.

O Innovare faz parte deste universo. Só que voltado para a nobre área do Direito, que se pudesse falar recusaria premiações a alguns em seu nome.

Como até a Academia de Letras acolhe figuras incompreensíveis, podemos entender que convidados também o sejam. A não ser pelo cargo que exercem.

É o caso do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de fácil interpretação para a academia pontepretana pela declaração abaixo.

“— O prêmio é um grande ganho para o país. Uma grande ideia de aperfeiçoamento do sistema jurisdicional e que envolve ativamente advogados, magistrados, o Ministério Público. Todos discutindo práticas para melhorar e dotar o Brasil de grandes ideias — disse Cardozo.”

Dizem que a inusitada desenvoltura de Sua Excelência reside no fato de o Prêmio Innovare ter sido parido pelo sistema Globo.

Tá justificado!


Saiu a lista
A cantada e decantada lista de próceres da política nacional oriunda de delações na Operação Lava Jato veio a público nesta sexta-feira. De certa forma – o que causou comentários – coincidindo com a edição do Jornal Nacional da Globo, o que pareceu contributivo para alívio de sua audiência em descambo.

Não há de se estranhar que lá estejam apenas as pessoas vivas. É que os mortos não podem ser imputados. Dessa forma cabe aguardar apenas os desdobramentos de dinheiros recebidos por figuras vinculadas ao PSDB e PSB.

De considerar que muitos dos listados fazem parte de qualquer lista que se elabore no país sobre beneficiários de vantagens indevidas.

Por outro lado, há muito os nomes já eram do conhecimento do público, o que demonstra a importância dos vazamentos seletivos.

Nada de novo no front
A lista de investigados oriunda da Operação Lava Jato alcança nomes de integrantes da base parlamentar do Governo. Não poderia ser diferente se a preocupação dos investigadores é alcançar o PT. Para tanto dispõe de 12 anos como período a investigar.

Em que pese a Petrobras, aparelhada por interesses escusos no curso de sua história recente, que pode ser observada desde Sigeaki Ueki, no governo Figueiredo, passando por Joel Rennó no primeiro governo FHC.

Tanto que Roberto Costa foi guindado a diretor justamente no período de FHC. E delata contemporâneos do período.

Está lá
Como não poderia deixar de ser Eduardo Cunha está na lista dos investigados.

Para sua sorte outras investigações sobre sua atuação não entram na lista que chegou ao STF: Cedae, Lista de Furnas etc.


Laranja
Eduardo Cunha ataca o Governo e o Procurador-Geral da República por sua inclusão nos investigados. No caso específico de ameaçar empresa que não havia repassado o dim-dim com representação na Câmara dos Deputados afirma que nunca ninguém encontraria digitais suas no malfeito.

Roberto Brito, no Tijolaço, já descobriu qual a mão segura por Cunha na dita representação: a da deputada Solange Almeida, atual prefeita de Rio Bonito.

Separando siameses
Rodrigo Janot conseguiu uma proeza raramente alcançada pela Medicina: separou siameses com a caneta.

Não pode ser outra a interpretação da não inclusão de Aécio entre os investigados quando Anastasia lá está.

Inocência
Imaginar que o poste Anastasia fizesse das suas sem que Aécio Neves soubesse ou controlasse é admitir complexo de inocência para quem já não anda bem das pernas diante de outras atuações..

Repescagem
Não há como duvidar de que o senador Aécio Neves pode ter ficado para a repescagem. A que brotará da Lista de Furnas.

Que assusta muita gente beneficiada com a distribuição dos 167 milhões de reais desviados da estatal.

Dois pesos
Não pode haver dúvida – a partir dos depoimentos da Lava Jato – de que o atual senador Aécio Neves foi ali citado. 

A razão do pedido de retirada de seu nome dentre os que serão investigados pelo STF é que causa estranheza.

Entrando na fila
Com a recomendação de não-abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves o PSDB entra no rol dos ficarão com a pulga atrás da orelha.

Alimento não falta para preocupações: metrô e trens de São Paulo, Lista de Furnas etc. etc. e Petrobras – caso seja apurado o período de FHC.

Festa temerária
A imprensa comprometida com o PSDB fez festa com a não inclusão de Aécio Neves entre os investigados.

No entanto, para quem vier a ler as peças da PGR e do STF pode não gostar. É o que podemos inferir do pedido do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, aproveitado pelo ministro Teori Zavascky.

Qualquer leitor tucano ficará de orelha em pé. Afinal, a Lista de Furnas, autenticada pela perícia da Polícia Federal, já está em mãos do Janot.

E, naturalmente, Aécio anda por lá. Desenvolto e fagueiro como mergulhando no Leblon.

Esperança
A esperança do PSDB e penduricalhos reside em que as apurações envolvendo picaretas na Petrobras não vá além do período Lula-Dilma.

Caso chegue ao de FHC será um Deus nos acuda!

Até agora está dando certo. Com a preciosa ajuda de delegados, procuradores e juiz Moro.

Aldo Rebelo
“Queremos que toda a corrupção seja investigada e punida, mas não queremos que a história de grandes empresas seja confundida com o crime cometido por alguns diretores. A Petrobras pertence ao país e não a meia dúzia de dirigentes. Ela é um patrimônio nacional que tem que ser protegido para o interesse e para o desenvolvimento do país. Destruí-la só interessa aos nossos concorrentes estrangeiros”. 

PT no ataque
A considerar as declarações do presidente do Partido dos Trabalhadores de Itabuna a situação do partido como tal está à beira do caos, tantas as derrotas sinalizadas. 

Nenhuma crítica ao PT de São Paulo, que se acha o ‘pensamento nacional’ dos trabalhadores, ainda que ande sem representação, além daquela encaminhada por Lula.

Há quem diga que as críticas do dirigente local são a voz de Geraldo Simões.

Por trás, a participação de GS na luta por manutenção de quadros de sua confiança em pontos-chaves da administração.