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terça-feira, 28 de maio de 2013

Pela amostragem

Talvez tenha razão
Professores das universidades estaduais não encontram apoio do Governo do Estado para suas reivindicações - dentre elas, a principal, a salarial - e ameaçam movimento paredista. O Governo diz não dispor de recursos financeiros para atender a pretensão.

Em que pese farta publicidade dando conta do progresso da Bahia em sua gestão - e a propaganda, pelo volume veiculado, parece também farta em gastos - soa estranho que para o governador Jacques Wagner não haja disponibilidades para corresponder ao aumento pretendido pelo magistério universitário estadual.

No entanto, observando em volta, pela amostragem que nos atinge, pode ser que o Governo da Bahia "de todos nós" tenha razão. Afinal, na segunda-feira 27, até caneta esferográfica estava faltando no protocolo da DIREC-7.

"Apesar de você"
Certamente por essas e outras a emissora AM vinculada a Geraldo Simões, em programa na sexta 24, desancava a classe política nas pessoas de Coronel Santana, Augusto Castro, Marcelo Nilo e... Jacques Wagner.

A emissora, ao que parece, mostra independência em relação ao governo Wagner e não anda amassando barro nem para o governador, ainda que do PT, o partido do deputado.

Ou alguma outra coisa anda no ar. Talvez como na música de Chico Buarque: "Apesar de você...".

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Greve

À vista
Mais um embate à vista, no universo da educação na Bahia. O Governo Wagner vai se tornando referência de desgaste quando o tema é discutir a valorização de profissionais do ensino. Desta vez, novamente, os professores das universidades estaduais sinalizam a possibilidade de enfrentamento, única saída que encontram.

A razão por que estamos quase a afirmar a deflagração de mais uma greve decorre dos exemplos colhidos no curso da atual administração aliados a uma proposição política que agride o bolso dos que militam na seara educacional.

Não são somente as limitadas iniciativas do Governo Estadual no que diga respeito a uma efetiva melhoria da remuneração dos servidores e invstimentos na educação. Deu o governo de Sua Excelência de avançar sobre direitos adquiridos e inovar quando passa a confundir, como condição de aumento para a remuneração, que o servidor realize cursos e aprimoramentos que antes constituiam o que se denomina de avanço horizontal.

Explica-se, no caso do avanço: o governo Jacques Wagner, como já ocorreu com os professores da rede que paralisaram atividades durante 116 dias, pretende também com os professores das universidades estaduais, condicionar "aumento" a atualização/avaliação curricular de cada um.

Por este caminho o professor precisa estudar para certificar a viabilização de "aumento". Em outras palavras: caso o professor não realize o curso não terá "aumento".

Quem está fora do palco veria na atitude uma avanço. Ocorre que o alegado "aumento" (observe o leitor que estamos aspeando a palavra) nada mais é que reposição inflacionária, ou seja, recuperação das perdas do poder aquisitivo da remuneração com a inflação.

Ao condicionar este "aumento" à realização de curso de atualização etc. o Governo Estadual está suprimindo, pura e simplesmente, a vantagem que teria o servidor, em nível de remuneração, de vê-la elevada à conta do denominado avanço horizontal, incentivo legal para aperfeiçoamento intelectual do professor.

Podemos estar enganado, mas tal procedimento leva ao desaparecimento do avanço a médio e longo prazo, que passará a ser condicionante de reposição inflacionária, que o governo denomina de "aumento".

Diante da circunstância há possibilidade de paralização. Jacques Wagner conseguiu engambelar a rede pública estadual mal dirigida e mal assessorada juridicamente, mais preocupados muitos de seus dirigentes e integrantes com conquistas individuais e não coletivas.

Mas com as universidades estaduais a coisa pode não convencer neste particular. E a saída, em tais situações, é a greve.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Caminho

Melancólico
Não são bons os presságios para governantes que não correspondem ao que espera deles os servidores públicos. Que, quando nada, confiam em ver mantido o poder aquisitivo de suas remunerações. Ainda que os definidos aumentos salariais mais constituam um eufemismo para simples reposição de perdas decorrentes da corrosão inflacionária que ganhos reais propriamente.

Os barnabés veem corroídos os vencimentos e salários e criam a expectativa de que o "aumento" ocorra para enganá-los no curso do ano imediato à perda.

O Governador da Bahia declara a existência de dificuldades para cumprir, já em março, o que lhe cabia realizar em janeiro passado: recompor as perdas inflacionárias. E mesmo sinaliza não fazê-lo, quando o fizer, retroativamente.

A maioria de servidores constitui-se de chefes de família. Também eleitores. Que podem tornar-se cabos eleitorais contra a pretensão política de governantes.

Caminho melancólico o que Jacques Wagner pavimenta para a sucessão de seu partido na Bahia, praticamente a um ano do processo eleitoral.

Especialmente quando anuncia através da farta publicidade institucional que o estado da Bahia - a Bahia de todos nós - é dos maiores PIBs do Nordeste, em crecimento, o que presume ampliação da arrecadação, e dá de alardear dificuldades financeiras.


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Moeda de troca

Resistência
Geraldo Simões afirma que não comporá com Vane. Ao contrário, aprofunda os ataques ao ex-companheiro até de forma deselegante, o que não é de sua tradição, marcada por uma visão republicana.

Renúncia, nem pensar! Sua cartada, sabe, é decisiva. Já o fizera em 2004 no plano municipal E agora o faz no plano de seu futuro político, que muito depende do presente. E seu presente é Juçara eleita.

Já ponderamos neste espaço, na quarta ("Abraço de afogados") que a esperança de eleição de Azevedo passa pela melhora na atuação de Juçara. Geraldo visualiza um confronto direto entre a mulher e o alcaide. Para tanto, ataca Vane, seu obstáculo imediato.

No tabuleiro do Governo, jogando para 2014, Juçara e Vane integram a base de sustentação. O inconveniente é a reeleição de Azevedo.

Se Juçara cresce, beneficia Azevedo. O Governo sabe disso. Geraldo também o sabe.

Hoje, uma indagação se impõe: os interesses de Geraldo Simões são os mesmos do Governo Wagner?

Temos que a estratégia de Geraldo é cobrar caro pela derrota. Caso tenha de recuar da atual posição. Trocando-a por cargos e apoios em 2014. Inclusive para uma tentativa de manter a mulher em evidência.

Tanta resistência não faria sentido se não fosse moeda de troca.



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Tirando o sofá

Combate à violência, modelo Wagner
Veiculando matéria divulgada pelo sítio BahiaTodaHora o Pimenta na Muqueca nos traz o primor da reação do Governo da Bahia à violência: como no bairro Arenoso, em Salvador, ocorrem constantes tiroteios, e o indigitado bairro caiu na besteira de abrigar uma creche que atende 151 crianças de 1 a 6 anos, a pretensão das autoridades beira o inusitado: retirar as crianças e manter o tiroteio.

Enquanto isso a Polícia permanecerá nos quarteis e as empresas de segurança aumentarão sua receita. 

À população uma recomendação: rezar!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Tática

Levar ao desespero
Essa parece ser a tática posta em prática pelo Governo do Estado da Bahia para enfrentar a greve do magistério, que já ultrapassa o 50º dia. Os que buscaram conferir o que sacar nesta quarta 30, beneficiários dos primeiro lote de pagamento, nada encontraram na conta corrente.

O impasse permanece. E se agrava perante os professores a imagem do governador Jacques Wagner. Que passa a superar ACM "Malvadeza" no conceito da turma que vai ter que aprender a conviver a pão e água.

Bem provável que só à água.