Que há desconfiança
Alguns estão surpreendidos com o atual estágio das andanças da oposição na Bahia (a parte mais expressiva dela), tida e havida como a expressão da insatisfação contra o PT de Jacques Wagner - se não a entendermos contra Jacques Wagner e seu PT - capitaneadas pela dupla ACM Neto e Geddel Vieira Lima.
Tempos houve em que o PFL/DEM parecia morto, lançado no despenhadeiro do esquecimento até que aconteceu a eleição de ACM Neto para a prefeitura de Salvador para reforçar a liderança eleitoral de José Ronaldo em Feira de Santana. Vitória nos dois maiores colégios eleitorais do Estado no feliz 2012 fez levantar o defunto.
O PFL/DEM cai das pernas em nível nacional e aves nada agourentas dão-lhe vida em dias contados. Na UTI político-eleitoral sobrevivia sob aparelhos até que a Bahia ensaiou o ressuscitamento. Ainda que a melhora do moribundo possa representar tão somente o famoso estágio que afasta as carpideiras e a extrema-unção do leito do padecente, certo e indiscutível que horas, dias, talvez semanas de sobrevida alimentem as esperanças - antes escassas - das hostes do partido em nível nacional.
Tal realidade faz brilhar os olhos e explodir de alegria quem lançara a sorte e não via resposta. Ninguém em sã consciência há de admitir que o PFL/DEM jogue fora a oportunidade. Principalmente por ver viabilizada uma retomada da hegemonia em nível estadual e caminho para assegurar a eleição de ACM Neto em 2018, que não estaria confortável com Geddel encastelado em Ondina a partir de janeiro de 2015.
A lamúria do instante reside no fato de que Paulo Souto disse que não queria e depois se desdisse. O que sinalizaria um retrocesso no âmago das forças que compõem o projeto de enfrentamento ao PT wagneriano, atingindo a expectativa de Geddel Vieira Lima de ser o ungido da oposição, sonho que alimenta desde 2010.
Houvera lance de que a definição oposicionista ocorreria em fevereiro, depois prorrogada para março. Os prazos encontram-se por vencer. As atitudes é que alteraram as expectativas. Especialmente as de Geddel Vieira Lima.
Que pode não ter a seu favor, neste instante em que são sopesados em miligramas os prós e os contras, o cacife ideal. Basta que relembre o conceito que lhe outorgava ACM, cacique maior do PFL tornado DEM. E, para quem olha a alma dos 'amigos', ver como Geddel trata(ou) o PT em nível federal. O que bem pode acontecer em nível estadual.
Nada de novo no front que não seja desconfiança.
Nada de novo, se entendemos a política partidário-eleitoral como um jogo que repercute não só no imediato mas, principalmente, no mediato mais distante. Especialmente para quem enxerga no passado lições para o futuro.
Como nos primeiros versos da canção interpretada por Anísio Silva (que o levou a liderar as paradas de sucesso em 1958) 'alguém me disse que tu andas novamente / de novo amor, nova paixão, toda contente' pode atender a todos os envolvidos. O que inclui novos "outros" amores, descobertos pelas circunstâncias alimentadas por uma dor de cotovelo daquela.
Não sabemos quem permanecerá 'contente'. Ou se a 'paixão' fará a razão encarnar uma tragédia passional.
Mostrando postagens com marcador Jacques Wagner. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jacques Wagner. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
terça-feira, 28 de maio de 2013
Pela amostragem
Talvez tenha razão
Professores das universidades estaduais não encontram apoio do Governo do Estado para suas reivindicações - dentre elas, a principal, a salarial - e ameaçam movimento paredista. O Governo diz não dispor de recursos financeiros para atender a pretensão.
Em que pese farta publicidade dando conta do progresso da Bahia em sua gestão - e a propaganda, pelo volume veiculado, parece também farta em gastos - soa estranho que para o governador Jacques Wagner não haja disponibilidades para corresponder ao aumento pretendido pelo magistério universitário estadual.
No entanto, observando em volta, pela amostragem que nos atinge, pode ser que o Governo da Bahia "de todos nós" tenha razão. Afinal, na segunda-feira 27, até caneta esferográfica estava faltando no protocolo da DIREC-7.
"Apesar de você"
Certamente por essas e outras a emissora AM vinculada a Geraldo Simões, em programa na sexta 24, desancava a classe política nas pessoas de Coronel Santana, Augusto Castro, Marcelo Nilo e... Jacques Wagner.
A emissora, ao que parece, mostra independência em relação ao governo Wagner e não anda amassando barro nem para o governador, ainda que do PT, o partido do deputado.
Ou alguma outra coisa anda no ar. Talvez como na música de Chico Buarque: "Apesar de você...".
Professores das universidades estaduais não encontram apoio do Governo do Estado para suas reivindicações - dentre elas, a principal, a salarial - e ameaçam movimento paredista. O Governo diz não dispor de recursos financeiros para atender a pretensão.
Em que pese farta publicidade dando conta do progresso da Bahia em sua gestão - e a propaganda, pelo volume veiculado, parece também farta em gastos - soa estranho que para o governador Jacques Wagner não haja disponibilidades para corresponder ao aumento pretendido pelo magistério universitário estadual.
No entanto, observando em volta, pela amostragem que nos atinge, pode ser que o Governo da Bahia "de todos nós" tenha razão. Afinal, na segunda-feira 27, até caneta esferográfica estava faltando no protocolo da DIREC-7.
"Apesar de você"
Certamente por essas e outras a emissora AM vinculada a Geraldo Simões, em programa na sexta 24, desancava a classe política nas pessoas de Coronel Santana, Augusto Castro, Marcelo Nilo e... Jacques Wagner.
A emissora, ao que parece, mostra independência em relação ao governo Wagner e não anda amassando barro nem para o governador, ainda que do PT, o partido do deputado.
Ou alguma outra coisa anda no ar. Talvez como na música de Chico Buarque: "Apesar de você...".
quinta-feira, 2 de maio de 2013
PT
E PT do Coliseu
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou, neste 1º de maio, que fechou acordo com cerca de 30 sindicatos de diversas categorias de servidores municipais paulistanos. Aceitaram os servidores aumento de 79% sobre suas remunerações básicas.
Na Bahia o governador Jacques Wagner anuncia aumento linear de 2,8% para os servidores estaduais, ainda que a inflação tenha ultrapassado os 6%. (Acredite o leitor que a vírgula está no lugar certo, para não imaginar que poderiam ser vinte e oito por cento).
Ou seja, enquanto o prefeito petista de São Paulo aumenta em 79% o governador petista da Bahia o faz, ainda chorando, em nível de 2,8%.
Para nós há um PT errado aí. Que não é o de São Paulo.
Wagner e o Coliseu
Nosso Jacques Wagner caminha para transformar o Estádio Otávio Mangabeira, conhecido como da Fonte Nova, em moderno Coliseu romano. Para lá acorrerão os servidores estaduais:
"Ave Wagner morituri te salutant". Essa a saudação dos gladiadores ao Imperador romano: Salve, Cesar, os que vão morrer te saudam.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou, neste 1º de maio, que fechou acordo com cerca de 30 sindicatos de diversas categorias de servidores municipais paulistanos. Aceitaram os servidores aumento de 79% sobre suas remunerações básicas.
Na Bahia o governador Jacques Wagner anuncia aumento linear de 2,8% para os servidores estaduais, ainda que a inflação tenha ultrapassado os 6%. (Acredite o leitor que a vírgula está no lugar certo, para não imaginar que poderiam ser vinte e oito por cento).
Ou seja, enquanto o prefeito petista de São Paulo aumenta em 79% o governador petista da Bahia o faz, ainda chorando, em nível de 2,8%.
Para nós há um PT errado aí. Que não é o de São Paulo.
Wagner e o Coliseu
Nosso Jacques Wagner caminha para transformar o Estádio Otávio Mangabeira, conhecido como da Fonte Nova, em moderno Coliseu romano. Para lá acorrerão os servidores estaduais:
"Ave Wagner morituri te salutant". Essa a saudação dos gladiadores ao Imperador romano: Salve, Cesar, os que vão morrer te saudam.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Caminho
Melancólico
Não são bons os presságios para governantes que não correspondem ao que espera deles os servidores públicos. Que, quando nada, confiam em ver mantido o poder aquisitivo de suas remunerações. Ainda que os definidos aumentos salariais mais constituam um eufemismo para simples reposição de perdas decorrentes da corrosão inflacionária que ganhos reais propriamente.
Os barnabés veem corroídos os vencimentos e salários e criam a expectativa de que o "aumento" ocorra para enganá-los no curso do ano imediato à perda.
O Governador da Bahia declara a existência de dificuldades para cumprir, já em março, o que lhe cabia realizar em janeiro passado: recompor as perdas inflacionárias. E mesmo sinaliza não fazê-lo, quando o fizer, retroativamente.
A maioria de servidores constitui-se de chefes de família. Também eleitores. Que podem tornar-se cabos eleitorais contra a pretensão política de governantes.
Caminho melancólico o que Jacques Wagner pavimenta para a sucessão de seu partido na Bahia, praticamente a um ano do processo eleitoral.
Especialmente quando anuncia através da farta publicidade institucional que o estado da Bahia - a Bahia de todos nós - é dos maiores PIBs do Nordeste, em crecimento, o que presume ampliação da arrecadação, e dá de alardear dificuldades financeiras.
Não são bons os presságios para governantes que não correspondem ao que espera deles os servidores públicos. Que, quando nada, confiam em ver mantido o poder aquisitivo de suas remunerações. Ainda que os definidos aumentos salariais mais constituam um eufemismo para simples reposição de perdas decorrentes da corrosão inflacionária que ganhos reais propriamente.
Os barnabés veem corroídos os vencimentos e salários e criam a expectativa de que o "aumento" ocorra para enganá-los no curso do ano imediato à perda.
O Governador da Bahia declara a existência de dificuldades para cumprir, já em março, o que lhe cabia realizar em janeiro passado: recompor as perdas inflacionárias. E mesmo sinaliza não fazê-lo, quando o fizer, retroativamente.
A maioria de servidores constitui-se de chefes de família. Também eleitores. Que podem tornar-se cabos eleitorais contra a pretensão política de governantes.
Caminho melancólico o que Jacques Wagner pavimenta para a sucessão de seu partido na Bahia, praticamente a um ano do processo eleitoral.
Especialmente quando anuncia através da farta publicidade institucional que o estado da Bahia - a Bahia de todos nós - é dos maiores PIBs do Nordeste, em crecimento, o que presume ampliação da arrecadação, e dá de alardear dificuldades financeiras.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Fez o que pode
Aproveitou
Não se diga que a programa eleitoral de Juçara não soube aproveitar a situação que encontrou. Moldou o barro à imagem que precisava. A arte se encontrou em transformar e materializar ao seu modo e interesse o que existia nas palavras. De tornar vídeo o que era tão somente áudio.
O 25 (DEM), vaca no jogo do bicho, ocupou o lugar do 13 (PT), como poderia ser do 10 (PRB) e por aí vai. O trunfo girava em criar uma situação de antipatia ao adversário, colocando-o no patamar de preconceituoso em relação ao gênero. Em outras palavras, marcá-lo como machista, desrespeitoso contra o sexo fraco.
A força da televisão reside justamente em oferecer o visual, onde as palavras estão mais para acessórios. Não tinha o programa de Juçara imagens de Vane agredindo "companheiras". Trouxe do programa radiofônico as expressões que lhe interessavam do áudio, para torná-lo vídeo, expondo-as em texto declamado e lido lentamente, com a pausa quando necessária.
O marketing trabalhou bem a tentativa. Afinal, a ideia mais recente de machismo e de preconceito contra a mulher está em muito vinculado à violência doméstica, a "homem que bate em mulher". Essa, de maneira objetivamente subliminar, foi a imagem jogada no imaginário de quem assistiu os penúltimos programas eleitorais da majoritária do PT na televisão.
A resposta
O programa de Vane ofertou resposta sem aceitar a provocação. Não partiu para defesa ou contra-ataque. Limitou-se a trazer a resposta perfeita que respondia à provocação: depoimentos femininos exaltando o Vane trabalho, o Vane nome, o Vane modo de agir, o Vane que cuida de pessoas, o Vane que ajuda o próximo e o Vane família.
Simplesmente, não jogou álcool na fogueira.
Aguardemos os limites da exploração e da defesa dentro do debate na TV Cabrália. Onde tem gente para explorar de graça o conflito entre as duas chapas.
O beneficiado
De fora, dando gargalhadas, o Capitão Azevedo.
Justamente quando o governo Wagner começava a vislumbrar vitória em Itabuna. Afinal, Juçara e Vane são filiados e disputam a prefeitura integrando partidos da base de sustentação do Governo Estadual.
Não se diga que a programa eleitoral de Juçara não soube aproveitar a situação que encontrou. Moldou o barro à imagem que precisava. A arte se encontrou em transformar e materializar ao seu modo e interesse o que existia nas palavras. De tornar vídeo o que era tão somente áudio.
O 25 (DEM), vaca no jogo do bicho, ocupou o lugar do 13 (PT), como poderia ser do 10 (PRB) e por aí vai. O trunfo girava em criar uma situação de antipatia ao adversário, colocando-o no patamar de preconceituoso em relação ao gênero. Em outras palavras, marcá-lo como machista, desrespeitoso contra o sexo fraco.
A força da televisão reside justamente em oferecer o visual, onde as palavras estão mais para acessórios. Não tinha o programa de Juçara imagens de Vane agredindo "companheiras". Trouxe do programa radiofônico as expressões que lhe interessavam do áudio, para torná-lo vídeo, expondo-as em texto declamado e lido lentamente, com a pausa quando necessária.
O marketing trabalhou bem a tentativa. Afinal, a ideia mais recente de machismo e de preconceito contra a mulher está em muito vinculado à violência doméstica, a "homem que bate em mulher". Essa, de maneira objetivamente subliminar, foi a imagem jogada no imaginário de quem assistiu os penúltimos programas eleitorais da majoritária do PT na televisão.
A resposta
O programa de Vane ofertou resposta sem aceitar a provocação. Não partiu para defesa ou contra-ataque. Limitou-se a trazer a resposta perfeita que respondia à provocação: depoimentos femininos exaltando o Vane trabalho, o Vane nome, o Vane modo de agir, o Vane que cuida de pessoas, o Vane que ajuda o próximo e o Vane família.
Simplesmente, não jogou álcool na fogueira.
Aguardemos os limites da exploração e da defesa dentro do debate na TV Cabrália. Onde tem gente para explorar de graça o conflito entre as duas chapas.
O beneficiado
De fora, dando gargalhadas, o Capitão Azevedo.
Justamente quando o governo Wagner começava a vislumbrar vitória em Itabuna. Afinal, Juçara e Vane são filiados e disputam a prefeitura integrando partidos da base de sustentação do Governo Estadual.
domingo, 30 de setembro de 2012
Amostra do que vem em DE RODAPÉS E DE ACHADOS
Apareceu!
Aécio Neves (muito raro neste espaço) disse ser Lula um “líder de facção”. Não falta quem o tenha como “líder de ficção” tamanha a inexpressividade de sua atuação no Senado.
O Gilmar não gostou
O ator José de Abreu foi notificado judicialmente por Gilmar Mendes por tê-lo chamado em seu twitter de “Gilmar Dantas”.
Com a mesma expressão também assim o chamam, ou chamaram, ao vivo, em TV aberta e fechada, comentaristas da Globo e Globo News. E o Noblat também o fez em seu blogue.
O ministro está vocacionado a distribuir farinha no ventilador.....
Especulando I
O helicóptero do governo pousou na CEPLAC, antes de o governador Jacques Wagner se deslocar a Itabuna para inaugurar uma unidade policial. As razões de escolher a CEPLAC teriam sido em razão da segurança.
Também atenderiam os requisitos protetivos a sede do 15º Batalhão ou mesmo o aeroporto Tertuliano Guedes de Pinho, visto que estes espaços suportam tranquilamente o pouso de um helicóptero e a segurança propriamente dita estaria a cargo do aparato militar que o acompanhou.
Até aí, alguns dirão, que pretende especular neste vazio este um escriba com pouca coisa a escrever.
Especulando II
Matéria veiculada em O TROMBONE, de quarta 26, sinaliza caminhos e conversas que estariam ou poderiam estar em andamento sob o sugestivo título “Clima de reconciliação entre PMDB e PT agita eleição em Salvador”, onde explora a expressada simpatia de Mário Kértesz (candidato do PMDB) pelo prefeiturável do PT, em eventual segundo turno, onde diz que “seu” partido sentará com os dois candidatos que passarem para o turno final.
Essa singularidade (de o PMDB sentar com os dois candidatos) também é fala de deputado estadual da legenda, que assegura ser ACM Neto o preferido da maioria da legenda em termos de bancada estadual.
A mesma matéria de O TROMBONE insinua a existência de entendimentos iniciados, que teriam se originado do próprio governador Jacques Wagner.
Especulando III
Ao largo das insinuações trazidas pelo texto surgiram neste especulador (não financeiro) algumas indagações:
1. Por que pousar na CEPLAC quando outros espaços havia (inclusive aquele da Los Pampas, onde o governador já desceu uma vez)?
2. Conversou Jacques Wagner com alguém por lá?
3. Com quem conversou? A sós ou não?
3. Se houve conversa o assunto girou em torno de amenidades ou de política?
4. Se de política teria o tema alguma referência com as especulações em torno de apoio do PMDB no segundo turno em Salvador?
Especulando IV
Ora, dirão muitos, o que tem a ver uma coisa com outra? Talvez nada. Mas, nos meandros da política, que se faz de acordos em torno de interesses vários, predominantemente em defesa do poder, um detalhe chama a atenção deste especulador: sob regência de quem a superintendência regional da CEPLAC. Desdobrando, quem detém o comando da indicação.
Afastada esta ponderação, outra nos surge. Poderia alguém, que dependa da influência do Governador junto ao Governo Federal, pretender retorno a cargo do mesmo nível que já ocupou?
Especulando V
Não fora isso, para continuar especulando, frustrada a eleição do candidato do PMDB em Salvador, que seria importante vitrine para 2014, outros acordos poderiam surgir. Como, por exemplo, uma senatoria em 2014.
De imediato, um Ministério pode ser o ponto de convergência e de união entre os que se encontram em conflito até este instante.
Não nos esqueçamos que a Bahia anda com um paraense atravessado na garganta, por indicação de um paranaense, fato que afeta diretamente esta região. Daí seria razoável um baiano ocupar o Ministério da Agricultura.
O Ministério ao qual se subordina a CEPLAC, que ora desenvolve projetos que podem dar visibilidade nacional e internacional.
Especulando VI
E não nos esqueçamos que a reeleição de Dilma já começou a ser tratada. Com a sedimentação de uma aliança com o PMDB. O que pode estar acontecendo também na Bahia.
Por lá, presidência da Câmara e do Senado com o PMDB mostram o que representa para o projeto do PT manter e aprofundar a aliança com o PMDB.
O grupo palaciano do partido onde está Geddel articula para 2014. E mais adiante.
Especulando VII
Ponderando, ainda que o baiano tenha cacife suficiente para manter-se onde está, não vemos em Geddel Vieira Lima força suficiente para enfrentar a cúpula do PMDB e mesmo um governo que o abriga com cargo (e que pode promovê-lo) apoiando, em uma eleição de peso (como a de Salvador), um adversário que não só está caindo em frangalhos (DEM) como tem um candidato “valentão” que ameaçou com uma surra um Presidente da República.
Não vemos Geddel Vieira Lima com vocação para Dom Quixote.
Desdobramentos locais
Por aqui, caso tenha sucesso o desgaste que Geraldo Simões tenta provocar em Vane e isso venha a assegurar a reeleição de Azevedo, estando Geddel com o governo certamente levará para a base de Wagner o prefeito Azevedo “do PMDB”.
Para Azevedo lutar contra as forças governamentais como mera expressão regional de um DEM caindo aos pedaços melhor a aliança. Pela nova filiação.
Jacques Wagner está enxergando. Não foi à toa Ministro das Relações Institucionais ao tempo do primeiro governo Lula.
Nesse viés, perdendo o PT itabunense a eleição não perde o governo o controle do município. Quem perde a eleição mesmo é Geraldo Simões.
Barbas de molho
Caso as especulações e o desdobramento acima refletidos venham a ser concretizados quem deve botar as barbas de molho é o deputado Geraldo Simões. Especialmente se o prefeito Azevedo vir a se reeleger. Como muitos sabem, e aqui já escrevemos, Jacques Wagner não anda nada satisfeito com a forma como Geraldo tem agido nestas eleições.
Aí seria mel com mamão: Geddel Vieira Lima (que nunca esqueceu as vaias recebidas em Ilhéus) e Jacques Wagner (que não esquecerá a desobediência e tende a perder a confiança no companheiro, que busca rumos próprios, como contrariar o líder na escolha de senador ou de definir candidatura a prefeito etc.) estariam unidos por um objetivo comum.
O leitor que agora especule.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Moeda de troca
Resistência
Geraldo Simões afirma que não comporá com Vane. Ao contrário, aprofunda os ataques ao ex-companheiro até de forma deselegante, o que não é de sua tradição, marcada por uma visão republicana.
Renúncia, nem pensar! Sua cartada, sabe, é decisiva. Já o fizera em 2004 no plano municipal E agora o faz no plano de seu futuro político, que muito depende do presente. E seu presente é Juçara eleita.
Já ponderamos neste espaço, na quarta ("Abraço de afogados") que a esperança de eleição de Azevedo passa pela melhora na atuação de Juçara. Geraldo visualiza um confronto direto entre a mulher e o alcaide. Para tanto, ataca Vane, seu obstáculo imediato.
No tabuleiro do Governo, jogando para 2014, Juçara e Vane integram a base de sustentação. O inconveniente é a reeleição de Azevedo.
Se Juçara cresce, beneficia Azevedo. O Governo sabe disso. Geraldo também o sabe.
Hoje, uma indagação se impõe: os interesses de Geraldo Simões são os mesmos do Governo Wagner?
Temos que a estratégia de Geraldo é cobrar caro pela derrota. Caso tenha de recuar da atual posição. Trocando-a por cargos e apoios em 2014. Inclusive para uma tentativa de manter a mulher em evidência.
Tanta resistência não faria sentido se não fosse moeda de troca.
Geraldo Simões afirma que não comporá com Vane. Ao contrário, aprofunda os ataques ao ex-companheiro até de forma deselegante, o que não é de sua tradição, marcada por uma visão republicana.
Renúncia, nem pensar! Sua cartada, sabe, é decisiva. Já o fizera em 2004 no plano municipal E agora o faz no plano de seu futuro político, que muito depende do presente. E seu presente é Juçara eleita.
Já ponderamos neste espaço, na quarta ("Abraço de afogados") que a esperança de eleição de Azevedo passa pela melhora na atuação de Juçara. Geraldo visualiza um confronto direto entre a mulher e o alcaide. Para tanto, ataca Vane, seu obstáculo imediato.
No tabuleiro do Governo, jogando para 2014, Juçara e Vane integram a base de sustentação. O inconveniente é a reeleição de Azevedo.
Se Juçara cresce, beneficia Azevedo. O Governo sabe disso. Geraldo também o sabe.
Hoje, uma indagação se impõe: os interesses de Geraldo Simões são os mesmos do Governo Wagner?
Temos que a estratégia de Geraldo é cobrar caro pela derrota. Caso tenha de recuar da atual posição. Trocando-a por cargos e apoios em 2014. Inclusive para uma tentativa de manter a mulher em evidência.
Tanta resistência não faria sentido se não fosse moeda de troca.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Boca no trombone
Do queixar-se ao bispo para o Bispo que se queixa
Célebre a provocação “vá se queixar com o bispo”, quando não havia saída para alguma coisa entre os que discutiam ou desapareciam os argumentos de um deles.
Presente no imaginário do povo, de tempos imemoriais, a expressão encontra apoio no tempo em que a Igreja Católica exercia tão profunda influência no poder do Estado que a intervenção de um prelado, ainda que não tivesse força de lei, quando nada fazia corar de vergonha os governantes.
Em tempos mais pretéritos os Tribunais Eclesiásticos conviveram concorrentemente, em certas searas, com os Tribunais estatais durante parte da Idade Média e o Absolutismo Monárquico até mesmo encontrou uma teoria para legitimar o monarca a partir da intervenção divina, sustentada por Jacques Du Bossuet, que afirmava ser o rei um representante de Deus na terra, razão por que da interferência e poder exercido pelos Richelieu da vida, exemplo clássico de representação d’ Aquele por essas bandas.
O Estado laicisou-se, separou-se da Igreja, tornando-se oficialmente neutro em relação às questões religiosas e, para uma definição mais precisa, não prega nenhuma religião, destinando ao cidadão a plena liberdade de livre escolha da fé religiosa.
O prelado perdeu, assim, aquela força institucional de ser uma peça dentro da organização política (ainda que não correspondesse a um caráter administrativo), quando sua força moral, do alto do púlpito, curvava o poder temporal aos ditames do espiritual, do qual era o representante na terra.
No Brasil, a partir da Constituição Republicana de 1891 o Estado “separou-se” da Igreja, circunstância que se repete em todas as Cartas que lhe sucederam.
No entanto, o exercício da crítica cidadã não ficou alheia a representantes do Clero, ainda que correntes conservadoras da Igreja entendam não caber a qualquer deles dirigi-las ao poder temporal constituído.
Exemplo desta postura crítico-cidadã ocorreu a partir do púlpito da Catedral de São José, no último 28 de julho, durante a missa solene pela passagem dos 102 anos de emancipação política de Itabuna. O Bispo Dom Ceslau Stanula não suportou a inércia do governador Jacques Wagner na busca de uma solução para a greve dos professores da rede estadual e desancou Sua Excelência.
O mesmo Dom Ceslau, não nos esqueçamos, também desancara, ano passado, do mesmo púlpito, o poder público municipal cobrando mais eficácia na atuação em relação à saúde, fazendo-o na presença do próprio prefeito.
Os tempos mudaram, amado leitor. É o que podemos concluir. Antes, mandava-se o insatisfeito “queixar-se ao bispo”; hoje, quem se queixa é o Bispo.
domingo, 8 de julho de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADOS dia 8 de julho
Adylson Machado
Tortura de Estado
Iniciativa do vereador Jamil Murad, do PCdoB, propõe fixação de placa no Cemitério Dom Bosco – o famoso “cemitério de Perus” onde muitas vítimas dos porões da ditadura foram sepultadas em São Paulo – para que nele conste: “Colina dos Mártires – neste cemitério o regime militar ocultou cadáveres de perseguidos políticos”.
Ali, dentre muitos, foram localizados e identificados os corpos de Pedro Pomar, Ângelo Arroyo, Alexandre Vanuchi Leme, Flávio Molina e Carlos Danielli. (Mais detalhes em http://www.advivo.com.br/ de 1º de julho).
Sem reduzir a importância da iniciativa, entendemos existir exagero na expressão “mártires”, vinculada em muito à fé e não à ideologia política.
Revisão imperiosa
A nominação de espaços e equipamentos públicos sempre esteve ligada à importância do homenageado no campo da história, da política, da literatura, das artes, da ciência etc. Em síntese, ao efetivo serviço prestado à sociedade que faz presente o homenageado no imaginário da sociedade.
A busca da verdade fará com que futuramente nomes que sustentaram a tortura de Estado sejam retirados de homenagens em logradouros (praças, avenidas e ruas) e equipamentos públicos (escolas, rodovias etc.) porque nada nobre foi a razão que os levou à homenagem.
Mobilização
E mesmo não mais se fala na CPI da Privataria. Como contraofensiva, o alvo natural desta apuração – José Serra e PSDB – pretende a apuração em torno de Protógenes Queiroz.
Mas, enquanto uns não querem, outros não pensam nisso. É o caso registrado abaixo, de um jornal já distribuído a mais de 400 mil leitores, gratuitamente, para que não seja esquecido o caso.
Esperamos que a opinião pública faça o Presidente da Câmara instalar a CPI da Privataria Tucana.
Bola da vez
Marta Suplicy, alvo de chacotas em muitos momentos (o “relaxa e goza” tornou-se uma das marcas) tende a tornar-se a musa para a imprensa quatrocentona nas eleições paulistanas de 2012. O não comparecimento ao evento de lançamento da candidatura de Haddad, assim como não fazê-lo em relação ao início da campanha, já começa a produzir farpas (contra o PT e Lula).
Já escrevera, recentemente, artigo na Folha de São Paulo criticando Lula. Não tarda tornar-se a Heloísa Helena de 2006 e a Marina Silva de 2010.
Se a filial não chega...
Confusões
Muitos interpretam a decisão do TSE liberando os que não tiveram contas de campanha aprovadas como um retrocesso. Os que trabalham com o universo dos tribunais, seja-o de Contas, seja-o Eleitoral, sabe como pesa para um burocrata encastelado atrás de uma escrivaninha uma vírgula. Transformam-na em planeta desconhecido, escândalo, caso de polícia.
Uma prestação de contas de campanha sustenta-se num elementar conta-corrente. A confusão reside em o intérprete confundir aspectos de ordem meramente contábil com improbidade.
Não sabem que os fatos que produzem lesão ao patrimônio público não são alcançados pela decisão do TSE.
A cara com que ficou a solução
O texto abaixo, extraído de um e-mail recebido, retrata o artificialismo presente na solução encontrada pelo Governo Jacques Wagner para “preparar” os alunos do terceiro ano para o vestibular, remunerando a empresa do professor Jorge Portugal.
“Para sustentar este ‘faz de conta’ eu pensei em chegar na sala e dançar o tchá, tchá, tchá. Quem me conhece sabe que danço bem e também dou aula bem; entretanto, para adolescentes o tchá, tchá, tchá os manteria mais em sala do que a Química.
“Infelizmente tive que abortar o meu plano, pois havia 2 policiais (que deveriam estar correndo atrás de bandidos) andando pelos corredores da escola; bem como funcionários da SEC fazendo constantes “visitinhas” às nossas salas. “Neste momento, percebi que seja lá o que eu fosse fazer em sala deveria ser algo parecido com uma aula e que não falasse mal do governo.
“Mediante a todo este constrangimento moral, senti ânsia de vômito e solicitei o meu desligamento desta importante missão de deixar Jaques Wagner e Jorge Portugal bem na fita com a parcela alienada da sociedade. Diga-se de passagem, que este professor baiano nem precisou ir para o Big Brother (à exemplo de Jean William) para ganhar um milhão e meio de reais.
“Este é o relato da minha posse de 100 minutos. Preferi ficar sem salário a ficar sem respeito próprio. Afinal de contas, alguém precisa respeitar o professor; nem que seja ele mesmo!!!”
Ainda que não fosse verdade, como cheira mal essa terceirização da educação, para um punhado de localidades privilegiadas, a cargo da empresa terceirizada do professor Jorge Portugal!
Especulando
Há interpretações de que a intervenção de Jacques Wagner em favor da aliança do PSD itabunense ao PTdoG estaria vinculada a fatos como o enfrentamento ao DEM-PMDB e mesmo a crescimento das intenções de voto de Juçara.
Para nós uma coisa simples: freio de arrumação sobre Otto Alencar, o anunciado artífice da aliança PSD-PRB em Itabuna, até quinta-feira 5, com direito a pose e foto.
Na lente a eleição de 2014 e a possível ruptura do projeto do governador.
Ajuda
Caso o governador pretenda o que até este instante não demonstrou (apoio efetivo ao PTdoG) basta entrar de cabeça na campanha de Juçara.
Ou não entrar.
Balada em duo
Futurâmico João Bosco compôs pensando no duo PRB-PT entoando para o PSD, quando em vez de passos de um bolero pensassem no passe de um tempo: “Sentindo frio em minh’ alma te convidei pra dançar / a tua voz me acalmava, são dois pra lá, dois pra cá / Meu coração traiçoeiro / batia mais que o bongô”
A prudência recomenda nestes instantes muita cautela. Para evitar um crime passional.
“São dois pra lá, dois pra cá”.
Coisas de Sodré
O candidato a prefeito de Itapé Carlos Sodré reuniu a imprensa no Tarik para falar de seus projetos. No Tarik, em Itabuna! Chegamos até a imaginar que Sodré estivesse a fazer campanha para itabunenses eleitores em Itapé. Só isso explicaria descurar de sua própria terra para falar em outro solo sobre projetos àquela destinados.
Mas, certamente falta a Itapé um espaço soteropolitano para a pompa e a circunstância que a liturgia sodreana exige.
Coisas de Sodré.
Começo
O alçapão
Alguns analistas entendem que a candidatura de Juçara correria livre e solta como pluma em brisa suave no plano da rejeição porque a candidata não teria nenhum senão contra si.
O problema de Juçara não está em si mesma, mas em ser apêndice da vontade/imposição de Geraldo Simões. Imaginar que Juçara alçou e promoveu voo próprio é negar uma realidade que afeta a sua imagem; a do marido impondo seu nome. Não fora isso seria unanimidade dentro do PT. E não é.
Batata assando
Já chegou à cúpula da Fundação Cultural/SECULT a utilização para fins político-partidários do Centro de Cultura Adonias Filho, preterindo espetáculos em favor de convenção partidária no dia 30 de junho. A matéria publicada em DE RODAPÉS E DE ACHADOS e no nosso blogue (“Moralidade I” e “II”) repercutiu na Fundação.
A situação de Aldo Bastos cada dia mais agravada. Dizem por lá que se não fosse a defesa que dele faz Geraldo Simões Aldo já teria saído. Há muito. Por lá, internamente, não bastasse o que consideram descaso para com o equipamento, não o engolem desde a comprovação de irregularidades cometidas.
Com um detalhe: os fatos atingem o Governo do Estado.
Bumerangue
Uma denúncia levada à autoridade policial respingou granizo grosso em Aldo Bastos. Os fatos fizeram lembrar da denúncia de corrupção no Centro de Cultura e favorecimento de Aldo à campanha de Juçara em 2008, que a ela oferecia o espaço do equipamento público para café da manhã.
Como todos
Azevedo será criticado pelo anúncio de realização ou de início de obras em período eleitoral. Uma das ações mais profícuas da última gestão de Geraldo Simões foi o asfaltamento de dezenas de quilômetros de ruas em vários bairros e centro da cidade (com material de excelente qualidade) realizado nos últimos meses de sua administração.
Nesse particular, com Azevedo ou Geraldo, antes tarde do que nunca.
Mãos à obra
Postos os nomes na disputa, as estratégias no curso da campanha definirão o vencedor. O que ora se apresenta pode não se manter para uns, pode surpreender para outros.
Visível que a disputa está centrada em três nomes, todos hoje lutando por espaço (leia-se, tempo) na propaganda de rádio e televisão: Azevedo, Juçara e Vane.
O espelho atual reflete uma posição de crescimento cômodo para Vane, uma indefinida situação para Juçara e o aparente tranquilo caminhar para Azevedo.
De concreto o alvo comum para Juçara e Vane: ataque à administração de Azevedo.
Azevedo
Registre-se que Azevedo conta, no momento, tão somente com uma imagem pessoal junto a uma parcela do eleitorado que lhe parece fiel. Algumas realizações, ainda que tardias, podem repercutir no curso da campanha, ainda que configurem oportunismo, como a anunciada inauguração de parte da obra do Lava-Pés, uma ponte ali, pavimentações acolá.
Contra terá a carga adversária sobre os desmandos praticados por pessoas a ele vinculadas, uma administração sofrível, sem falar no desgaste de uma luta jurídica para afirmar a candidatura.
Vane
Apresenta-se como renovação política e crescimento contínuo em pesquisas de intenção de voto. Cremos, pela análise a partir de entrevistas televisivas, que dispõe de boa imagem na tela, que se bem explorada pelos marqueteiros, efetivará a ideia de credibilidade ao que diga. Estabilizar seu crescimento será o grande obstáculo.
Juçara
Carrega o peso do apoio do marido, hoje mais dividindo o PT do que somando. Atribuem-lhe uma imagem de pernosticismo, estigma que lhe foi impingido em 2008. Tem a seu favor a atuação como Secretária de Desenvolvimento Social na última administração de Geraldo Simões. Certamente se utilizará do jargão de ser do mesmo partido do Governador da Bahia e da Presidente da República e um forte apelo ao eleitorado feminino propondo-se a ser a primeira mulher prefeita de Itabuna.
Tem contra, no momento, a desgastada imagem de Jacques Wagner como companhia. O discurso de parceria com Dilma tende a ser neutralizado porque os mesmos programas que afirmará dispor em seu governo já são alcançados por Azevedo, adversário da Presidente.
A dor profunda
Um registro em música da crueldade da escravidão. De servir de tema para Amistad (Spielberg) depois de declamação de Navio Negreiro (Castro Alves). Aqui “Sinhá”, de Chico Buarque e João Bosco, do Chico (Biscoito Fino), de 2011, em descontraída gravação na própria casa de Chico com acompanhamento de Bosco.
Uma letra que acentua o enlouquecer de corpo e mente que apanha e melodia que chora com o lamento. Versos de uma catarse histórica na visão de mundo em jogo de duas pessoas (escravo e cantor/compositor) digna de figurar em estudo sobre Bakhtin e sua tensão dialógica da linguagem.
DE RODAPÉS E DE ACHADOS está também disponível em www.adylsonmachado.blogspot.com
_________________
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum
segunda-feira, 18 de junho de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADOS-Dia 17 de junho
Adylson Machado
A vida real
Neste tear a charge de Alpino torna-se preciosa e ilustrada na realidade.
Esquitossomose
Josué de Castro (Geopolítica da Fome, Geografia da Fome) a tinha, ao lado da tuberculose e da desnutrição, como doença causada pela miséria e má distribuição da riqueza.
Justiça
O STJ negou habeas corpus a uma paciente acusada de roubar um celular de uma amiga. É o que dá furtar ninharia: o dinheiro apurado não alcança os 15 milhões suficientes a um bom advogado. Entenda-se como “bom advogado” não só o que domine o universo da processualística, mas fundamentalmente o da “orelhística”.
De nossa parte não desejamos, tampouco pretendemos, que quem furte um celular não seja alcançado pelas duras penas da lei. Mas que todos o sejam. Independentemente do advogado que postule.
Baianada
Dia desses o deputado baiano Amauri Teixeira (PT) recomendou abertura de procedimento na comissão de Ética da Câmara contra Protógenes Queiroz, a partir de duvidosos indícios. Outro baiano entra no rol do que não desejaríamos ver: o Ministro Tourinho Neto considera ilegais os grampos da Operação Monte Carlo. Salva o Carlinhos Cachoeira.
Baianada é termo que traduz, ainda que preconceituosamente, coisa boba, malfeita, burra. Mas, muito bem alimentado por Amauri e Tourinho.
Dá uma vontade de mudar de Estado!
A Justiça tarda...
Como aguardado, Cachoeira foi beneficiado por habeas corpus. Subscrito por Tourinho Neto. Não fora estar preso também em decorrência de outra operação policial (a Saint-Michel) estaria na rua.
Também o contador de Cachoeira, Lenine Araújo de Souza, beneficiado por Tourinho Neto.
A Justiça tarda, mas não falha... para os ricos.
Oportunidade
A Controladoria-Geral da União declara a Delta inidônia para contratar com o poder público federal. Mais detalhes em http://www.cgu.gov.br/Imprensa/Noticias/2012/noticia08412.asp.
Poderia aproveitar e também fazê-lo em relação a CPMI do Cachoeira, onde ou se entra calado e sai mudo ou nada se viu ou se sabe.
Imagem arranhada
Ao se deixar submeter à pressão da mídia para julgar o denominado mensalão, e fazê-lo em período eleitoral, sacrificado fica o STF como instituição. Diante de três processos sob o mesmo tema – o do PSDB mineiro, o do DEM de Brasília e o do PT – em vez de julgá-los todos optou pelo do PT.
É que a imprensa só pressionou pelo do PT.
Como São Tomé
O Diário Oficial da União da segunda 11 publicou decreto regulamentando o programa “Um computador por aluno”.
Aguardemos sua efetivação.
Fernando Collor
Gostem ou não do ex-presidente, tem atuação na CPMI do Cachoeira, no particular de enfrentar o Procurador Gurgel e a revista Veja, pautada no equilíbrio e argumentação inquestionáveis.
RIO + 20
O Ministério da Agricultura leva a RIO + 20 uma série de sugestões, apresentadas como premissas contributivas para o planeta. Dentre elas, a da CEPLAC. Para detalhes particulares à CEPLAC e mesmo em torno das demais premissas acesse http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Home%20Page/Rio+20/Principais%Premissas.pdf
Assédio moral
Palestrou esta semana, em evento promovido pelo Ministério Público do Trabalho de Itabuna, o professor e procurador Pedro Lino de Carvalho Júnior, abordando o tema “assédio moral” no âmbito das relações de trabalho.
Uma lição para os que o ouviram no auditório da FTC.
Assédio imoral
Matéria de Rita Siza para o jornal O Público, de Portugal (acessado em http://www.tribunadaimprensa.com.br/) traduz o número de suicídios de soldados americanos no Afeganistão em 2012, que supera o de mortes “naturais” (em combate). Nos primeiros 155 dias de 2012 morreram em combate 139 ante 154 suicídios.
A situação preocupa o Departamento de Defesa, a ponto de o próprio Secretário Leon Panetta, seu titular, alertar aos superiores de que “o suicídio de militares é um dos problemas mais complexos e urgentes”.
Estudos do Pentágono atribuem ao destacamento sucessivo no teatro da guerra a probabilidade de desenvolverem os soldados o denominado stress pós-traumático.
Lembrando de Dr. Pedro Lino, e ainda que não haja uma relação de trabalho, na definição específica, a onda de suicídios nos permite levantar a hipótese de que a depressão que os leva ao suicídio é fruto de típico “assédio (i)moral”, pelo constrangimento de fazer o que não deseja ou não quer.
Ou mesmo ser contra o que faz.
Daniel Thame
Produziu belo e pedagógico texto: “Parece ficção, mas é dolorosamente real”. Dizemo-lo pedagógico porque bem deveria ser utilizado em salas de aula.
Ramiro
Através do “Aquino na Squina” (Diário Bahia) tomamos conhecimento do lançamento do livro “Napoleão Libório Arraes – uma breve biografia”, da lavra de Cláudio Arraes.
Gostaríamos de nos debruçar sobre o texto para um reencontro com Napoleão, que conhecemos enquanto Secretário na primeira gestão de Geraldo Simões, ao tempo em que exercíamos a Procuradoria-Geral do Município.
Napoleão também exerceu cargos no Governo do Estado e era grande amigo de Waldir Pires.
Acinte
A revista “Bahia – terra de todos nós”, com 134 páginas, editada pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado, com tiragem de 150.000 exemplares, em material de excelente qualidade, está mais para um tapa na cara dos baianos. Material de propaganda do governo Jacques Wagner extrapola os limites da publicidade governamental, oferecendo ao leitor a ideia de um paraíso na Bahia. O Estado parece tomado de imediato por um canteiro de obras a caminho da redenção.
Investimentos privados aparecem insinuados como realidade pública, em verdadeiro estelionato propagandístico. Obras ainda não licenciadas (Porto Sul), definidas apenas em nível de projeto arquitetônico (Ponte Salvador-Itaparica) ou em fase de elaboração de edital (Linha 2 do Metro de Salvador) são vendidas como realizações. Até Universidades Federais e Institutos Federais de Educação aparecem no contexto das “realizações”.
Corta a alma ver a propaganda de combate a seca, fazendo publicidade de cisternas, quando a seca assola o semi-árido e ditas cisternas não suportaram a demanda decorrente da estiagem prolongada. É brincar com a tragédia sertaneja.
E para encerrar, ficamos sabendo que o Governo da Bahia economizou 743 milhões de reais entre 2007 e 2011. Saravá!
Acinte II
No mesmo nível, a publicidade/convocação do Governo, na televisão, sobre a remuneração dos professores e os “ganhos reais” de 22% a 26% para a categoria.
Escândalo
A Bahia já foi o maior produtor de Jumento Pêga e centro de referência para a raça. Hoje, como produtor, perdeu para Minas Gerais; e como centro de referência está às moscas.
Em Feira de Santana estava instalado o maior centro de pesquisa para o Pêga, o cavalo Campolina e o gado Guzerá, na Fazenda Mocó, centenário espaço, reconhecido nacional e internacionalmente.
Há mais ou menos três anos a fazenda Mocó foi invadida e apesar de alertado diretamente – através de assessor, porque se recusou a receber os produtores denunciantes quando informado do que se tratava – o governador Jacques Wagner nada fez e o tradicional centro de pesquisa está inteiramente depredado e seu material de pesquisa perdido.
Não sabemos se a criminosa omissão do Governo da Bahia ocorre em razão da incompetência ou da relação com os “amigos” do movimento social invasor.
Talvez por isso a “Fazenda Mocó” não tenha sido referência nas páginas da revista “Bahia – terra de todos nós”.
A frente
Aproxima-se o instante das definições. A denominada frente partidária que envolve PDT, PCdoB, PRB, PV e PSC vai caminhando para a realidade: cremos que não ultrapassará junho unida.
O que interessa I
Comentam – caso o comando estadual do PSDB intervenha na direção local para afinar uma aliança com o DEM – que o partido iria vazio de integrantes.
Não neguemos a existência de integrantes no PSDB. O que falta é mostrar a densidade eleitoral da turma.
No fundo, mais interessará a Azevedo o tempo do partido do que o “peso” dos notáveis.
O que interessa II
Na mesma esteira o PTdoG com o PSD local. Que nem sabíamos existir.
Ilusão
Ilude-se o candidato que imagina situar-se melhor no imaginário do eleitor diante da circunstância de integrar partido da base do Governo Federal. Alguns elevam aos píncaros a importância de ser do “partido de Lula e de Dilma”.
O eleitor há muito não se deixa embalar nessa “virtude”. Por uma razão elementar: sabe que, cá no andar de baixo – no município –, seja o prefeito adversário ou não da presidente, não deixará de ser alcançado pelas políticas sociais, que são universais, não partidárias
Discurso à deriva
O PTdoG, caso utilize o discurso de que é do “partido da Presidente da República” falará no vazio. Para o eleitor, observando à sua volta, os recursos transferidos pelo Governo Federal afirmarão que qualquer administrador municipal em Itabuna, inclusive Azevedo, do DEM, recebe recursos, desde que tenha projetos.
PT e alianças
Afirmam que o PP negará apoio ao PTdoG. Assim como o PR. Possibilidades quanto ao PCdoB, assim como ao PDT.
Já na reta final, para o PTdoG só há dúvidas. Não sabemos se a campanha eleitoral alterará esse quadro de melancolia, desânimo e velório traduzidos no universo das alianças.
Caindo a máscara? I
É muito grave a denúncia de O Globo repercutida no blogue Políticos do Sul da Bahia (que disponibiliza a matéria e as gravações), de que Geraldo Simões (PT) negocia emendas com o deputado João Bacelar (PR), que teriam o propósito de formar caixa para campanhas políticas, como o denuncia Isabela Suarez. “Eles operavam com o filho dele” (Geraldo), afirma a denunciante.
Talvez aí a fonte de recursos que permitem a amigos comprar emissoras etc.
Caindo a máscara? II
O fato certamente será tema da campanha municipal, atingindo quem não tem nada a ver, em princípio: Juçara, indicação/imposição de Geraldo.
Mas como não só GS é alcançado pela denúncia (também um filho) a coisa vai ficando no universo de uma “dinastia”, onde Juçara recolherá o prêmio.
No cenário nacional
Em Itororó reside o maior produtor de jumento Pêga da Bahia. E o 7º do Brasil. Sálvio Néry de Andrade há mais de trinta anos se dedica à criação do Pêga. E já faz escola; também seu filho, Manoel, avança, além da Medicina, no gosto pela criação muar.
Itororó I
O PT de Itororó realiza neste domingo convenção para homologação de candidaturas. Neste instante é cômoda a situação do prefeito Adroaldo Almeida diante do desafio da reeleição.
Desafio mesmo parece viver os que lhe fazem oposição. À direita e à esquerda.
Itororó II
O governador Jacques Wagner andou pela terra da carne de sol. Inaugurando um Posto Médico.
Era aguardado com vaias pelo magistério da região. Demorou pouco, nem quinze minutos.
É São João
Em tempos de centenário de Luiz Gonzaga, a referência junina muito a ele está ligada. Aqui retomamos um de seus clássicos (já o exibimos nestes DE RODAPÉS... no dia 10 de outubro de 2011, quando tecemos comentários ao trabalho musical e à montagem do vídeo), na primeira gravação com Gonzagão de “Vozes da Seca” (Gonzaga-Zé Dantas), em julho de 1953 para a RCA.
Pelo primor de uma sanfona que lamenta dedicamos a lembrança a todos os sanfoneiros que fazem a alegria do São João.
_________________
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum
Marcadores:
CEPLAC,
Daniel,
Fazenda Mocó,
Fiocruz,
Itororó,
Jacques Wagner,
Napoleão Arraes,
Pedro Lino de Carvalho Júnior,
Pêga,
PSDB,
PT,
Ramiro,
Rio + 20,
Sálvio Néry de Andrade,
STF
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Desinformação
Maldade
O Políticos do Sul da Bahia desta quinta 24 comete profunda injustiça com o Governo Wagner – ainda que este não seja um exemplo de atuação para o imaginário desta região – ao afirmar existir “mais uma perseguição com o município” partindo do Governador.
As fontes do blogue, se o registrou a partir delas, devem estar mais comprometidas com política eleitoral/2012 e menos com a realidade.
Caso o autor da matéria dispenssasse indagar do Governador e conversasse com o próprio Prefeito de Itabuna saberia que o trecho que vai do viaduto Paulo Souto até o limite da recuperação da BR-415, adiante um pouco de Ferradas, está incluída no PAC 2, razão por que os recursos para sua realização dependem de liberação do Governo Federal.
Com um detalhe: não será apenas recuperação, mas duplicação. A pedido de Azevedo.
Geraldo Simões, quando entrevistado por Paulo Lima na TVI, confirmou que os recursos para a obra já estavam alocadas no Orçamento Federal.
Para acrescer: tudo isso já foi informado por este escriba, em DE RODAPÉS E DE ACHADOS. E sabemos até o novo nome sugerido para a Avenida: do Centenário. Que, para nós, deveria ser Jorge Amado.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Medida vazia
Jogando para o público
O anúncio do Governo da Bahia de que cortará o ponto dos professores que estejam em greve não constroi o diálogo que deve existir entre as partes. Ao contrário, soa como antipática, autoritária e precipitada.
Antipática e precipitada porque vincula a imagem do governador Jacques Wagner à truculência de Antônio Carlos Magalhães. Com cheiro de ameaça.
Precipitada porque a determinação acontece no imediato de uma reunião dos professores para avaliar o movimento, não fora estar ainda bem fesquinho o início da suspensão das atividades.
Por fim, sabe o Governador, que nenhum professor reporá aulas se não receber por elas. Ou seja, se o Governo não pagar não terá reposição de aulas.
A atitude deve fazer parte do teatro que o momento exige.
Por outro lado, é inócua. Pode o governo até supender pagamentos, mas terá, como já fez em outras oportunidades, que elaborar uma folha extra para repor os dias parados.
Ate porque, se encontrasse amparo para tamanho absurdo, estaria confiscando salários e vencimentos do professorado.
Sem falar neste significativo ano eleitoral!
O anúncio do Governo da Bahia de que cortará o ponto dos professores que estejam em greve não constroi o diálogo que deve existir entre as partes. Ao contrário, soa como antipática, autoritária e precipitada.
Antipática e precipitada porque vincula a imagem do governador Jacques Wagner à truculência de Antônio Carlos Magalhães. Com cheiro de ameaça.
Precipitada porque a determinação acontece no imediato de uma reunião dos professores para avaliar o movimento, não fora estar ainda bem fesquinho o início da suspensão das atividades.
Por fim, sabe o Governador, que nenhum professor reporá aulas se não receber por elas. Ou seja, se o Governo não pagar não terá reposição de aulas.
A atitude deve fazer parte do teatro que o momento exige.
Por outro lado, é inócua. Pode o governo até supender pagamentos, mas terá, como já fez em outras oportunidades, que elaborar uma folha extra para repor os dias parados.
Ate porque, se encontrasse amparo para tamanho absurdo, estaria confiscando salários e vencimentos do professorado.
Sem falar neste significativo ano eleitoral!
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Mexendo com o bolso
Ataque ao bolso
O anúncio do corte de R$ 783 milhões pelo Governo da Bahia tem uma peculiaridade: suspende a concessão de gratificação por condição especial de trabalho e de regime de tempo.
Conclusão: mexe com o funcionalismo. Mas não sabemos se com a propaganda.
Voracidade
O que poucos sabem: já retirara a Atividade Complementar dos professores que trabalham na Comissão Permanente de Avaliação-CPA, antigo Supletivo.
Os atingidos pretendem deixar a CPA. Enfrentarão a turma do REDA que ocupa as salas de aula.
Um detalhe: a legislação que retira a AC de professores que trabalham na CPA é de 2003, mas nunca havia sido aplicada. Nem Paulo Souto, que a fez surgir, a aplicou.
O Governo do Estado, sob a batuta de Jacques Wagner, que durante cinco anos manteve a postura de outros três de Paulo Souto, radicalizou. Contra os professores.
Coisas do novo discurso do PT.
domingo, 25 de março de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADOS
A semana sob nosso olhar
Como sabe o leitor que nos acessa, dispomos de uma coluna semanal em O TROMBONE, que circula aos domingos e é reproduzida neste espaço. Por razões de ordem técnica o sítio, que se encontra sob reformulação, não viabilizou hoje nossos textos.
Para não negar ao leitor as informações que ali circulam, disponibilizaremos alguns rodapés neste espaço, fazendo-o em duas etapas.
Eis a primeira:
Como um tumor maligno entrando em fase de metástase, torna-se um Quasímodo político, espantando os que estão à sua volta, assustados com a deformidade que vai se acentuando a cada instante.
Mas daí a justificar uma comenda estadual oito anos depois!
Como sabe o leitor que nos acessa, dispomos de uma coluna semanal em O TROMBONE, que circula aos domingos e é reproduzida neste espaço. Por razões de ordem técnica o sítio, que se encontra sob reformulação, não viabilizou hoje nossos textos.
Para não negar ao leitor as informações que ali circulam, disponibilizaremos alguns rodapés neste espaço, fazendo-o em duas etapas.
Eis a primeira:
Chico
Chico Anysio, ainda que afastado da cena, nos legava a esperança de que o veríamos a qualquer instante retomando as criaturas de seu universo e novamente armando-se criador.
Sua morte confirmou o que não queríamos admitir: de que saíra de cena definitivamente.
O Chico que aguardamos
Faz tempo que a Globo não tem um produto de pronta entrega e com mercado cativamente ansioso.
Ficara devendo muito quando só disponibilizou um DVD, o “Chico Especial”, Imaginamos que fosse o primeiro de uma série.
Designação dividida
Fica em nós a idéia de que o rio da integração nacional (o São Francisco) doravante dividirá com Chico Anysio a designação de “velho Chico” quando tivermos que nos referir respeitosa e carinhosamente ao grande artista.
Combinou?
Inegavelmente, um dos fatos mais significativos da semana foi a Assembleia Itinerante. O presidente da AL, deputado Marcelo Nilo, deixou claro estar em campanha para o Governo do Estado.
Não sabemos se já combinou com Otto Alencar e Jacques Wagner.
Enquanto Marcelo realiza comícios com a Assembleia Itinerante, Otto acompanha Wagner em inaugurações.
Uns trabalham...
Dia desses informou o Radar on line que Ilhéus será beneficiada com recursos da Lei Rouanet, na ordem de R$ 2,8 milhões para um festival artístico e literário e ser realizado entre 4 e 12 de agosto.
Uma produtora de São Paulo foi autorizada pelo Ministério da Cultura a captar os recursos.
Outros...
Cá em Itabuna a turma que deveria cuidar disso toma "caldo"...
Luta
A ACATE e a ACCODEC, entidades comprometidas com a cultura itabunense, aproveitaram a Assembleia Itinerante para cobrar da classe política uma atuação mais efetiva junto ao Governo do Estado em relação a conclusão do Centro de Convenções e Teatro de Itabuna.
Outra proposta, diz respeito a ver Ferradas dotada de equipamentos que possam traduzir o que representa aquela comunidade para o universo cultural da região como terra onde nasceu Jorge Amado.
O deputado Augusto Castro repercutiu na tribuna da Itinerante a cobrança das entidades grapiúnas, comprometendo-se a manter-se em permanente vigilância em relação ao Centro de Convenções.
Ovo da serpente
As vaias dirigidas ao deputado Geraldo Simões durante os eventos onde se fez presente não podem ser atribuídas tão somente a uma claque de adversários.
Esta existe, mas o deputado tem engrossado não só um coro de descontentes, como de ex-amigos tornados adversários e que vão se constituindo em ferrenhos inimigos e cabos eleitorais contra a sua política hegemônica.
O ovo da serpente que trouxe ao universo grapiúna começa a produzir frutos.
Se a moda pega
Tudo começou na quinta, na Assembleia Itinerante, continuou na sexta na discussão sobre rumos da UFESBA, na FTC.
Pelo andar da carruagem, quando se ouvir uma vaia teremos a certeza que Geraldo Simões está por perto.
Criador e criatura
Este é o maior adversário de Geraldo Simões: a sua própria criatura, criada à imagem e semelhança de tudo que negou no passado e hoje alimenta seu sonho de poder.
GS chegou ao mundo da política como uma coisa nova, diferente, traduzindo esperança e vai se tornando algo monstruoso e disforme.
GS chegou ao mundo da política como uma coisa nova, diferente, traduzindo esperança e vai se tornando algo monstruoso e disforme.
Como um tumor maligno entrando em fase de metástase, torna-se um Quasímodo político, espantando os que estão à sua volta, assustados com a deformidade que vai se acentuando a cada instante.
Barra forçada
Nada contra os méritos de Juçara pelo trabalho enquanto Secretária de Desenvolvimento Social do Município, no curso da segunda gestão do marido.
Mas daí a justificar uma comenda estadual oito anos depois!
Dedução
Ou os critérios para a concessão da comenda mudaram ou a Comenda Dois de Julho já não é a mesma. É o que podemos deduzir.
Lua de fel
O blogue de Roberto Jefferson publica a existência de conflito de casal famoso, depois que flagrado o marido dividindo o “amor” com terceira figura. Como desdobramento, por razões de conveniência política, o casal fora recomendado a manter as aparências.
Não será ficção se tal caso existir nos limites de Itabuna. Para que não se materialize um desastre no projeto político do chefe do clã as aparências estão em dia.
A coabitação só existe em fotos distribuindo sorrisos em caminhadas e coisas tais, o que dá a impressão que estão em lua de mel.
O detalhe é que a esposa traída vem suportando a situação não de agora. Estoicamente, ainda que “fera ferida”, tem mantido a postura. Esperando que o nível da campanha não despenque e venha a público a crise conjugal.
Que pode ser a pá de cal no projeto de hegemonia do político.
Um detalhe a mais: se a Igreja descobrir, o político nem mesmo poderá comungar!
Marcadores:
ACATE,
ACCODEC,
Chico Anysio,
FTC,
Geraldo Simões,
Ilhéus,
Jacques Wagner,
Lei Rouanet,
MArcelo Nilo,
O Trombone,
Roberto Jefferson,
Ufesba
Assinar:
Postagens (Atom)

