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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

À tona

A primeira verdade
O deputado José Genoíno sofre(u) princípio de infarto e teve de ser transferido para o Instituto de Cardiologia em Brasília. É o que noticiam Severino Motta e Matheus Leitão, da Folha. Mas, apesar do grave estado de saúde de Genoíno, o ministro Joaquim Barbosa nem mesmo leva em consideração o laudo pericial do Instituto Médico Legal e quer que uma junta médica veja o 'moribundo' (este o caso a permanecer o tratamento que o deputado vem recebendo), denuncia a filha Miruna.

Pelo menos uma verdade já veio à tona: Genoíno está realmente doente. Ainda que Barbosa diga não. 

Considerando a postura do 'vingador' Joaquim Barbosa temos que busca um outro laurel: o de coveiro.


Refletir

Não é concordar
Já refletimos neste espaço sobre a quantas anda o Fla-Flu em torno das prisões decretadas pelo ministro Joaquim Barbosa - todas ao inteiro arrepio da lei, desde que as expediu sem as respectivas cartas de sentença - tornadas pela mídia o caminho da redenção nacional, sob a égide de um "salvador da Pátria" que tanto ansiava parcela da sociedade (aquela que vive e depende de "salvadores" quando dá com os burros n'água no mundo das urnas).

Sintetizando: há muito de paixão e pouco de razão no que circula ou é propagado. Na esteira de oportunizar a reflexão trazemos o voto de um ministro do STF analisando os autos e as provas nele contidas com referência ao deputado José Genoíno.

Ninguém está obrigado a aceitar. Afinal, dito voto foi proferido pelo ministro Ricardo Lewandowsky a partir de http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/11/21/por-que-genoino-e-inocente-o-voto-de-lewandowski/. Apenas pedimos que alguém encontre o contraponto aos seus argumentos.

É que partimos da premissa de que reflexão não corresponde a concordância. Mas - parodiando Vinicius de Moraes - refletir é fundamental.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Crueldade

Comprovada
Há meses sabia todo o Brasil - o noticiário divulgou o fato sob as mais variadas explorações - que o deputado José Genoíno havia passado por cirurgia cardíaca e que seu estado de saúde estava a justificar o pedido de aposentadoria que encaminhava à Câmara dos Deputados.

Não bastasse as irregularidades lançadas à deriva do Direito pelo ministro Joaquim Barbosa, dentre as peças de que precisava seu circo para o espetáculo que escreveu, produziu e encenou sozinho, a teatralidade do fatiamento de sentença (fato inédito) e a prisão dos coadjuvantes de que seu palco carecia. Dentre eles o doente José Genoíno.

Brincou-se não mais com o Direito - sob a égide do linchamento - mas com a saúde de alguém que precisava de cuidados especiais. Ainda que "condenado" ao regime semi-aberto foi levado ao regime fechado, de reclusão, e levada à galhofa o pedido do advogado de Genoíno diretamente dirigido a Joaquim Barbosa sobre o seu grave estado de saúde, até que fosse periciado.

A perícia saiu, leitores. Pode ser vista na íntegra em http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/11/20/o-laudo-do-iml-de-genoino-a-dedicacao-de-dirceu/ Que a veja o leitor o laudo do Instituto Médico Legal e tire suas conclusões.

Fica-nos a impressão, depois de lê-la, que o periciado foi o ministro Joaquim Barbosa, pela crueldade ora comprovada. Com vocação para carniceiro.