Desrespeito
Claro que há tempo para cumprir a decisão da Justiça Eleitoral, que determinou à rádio Difusora abrir microfones para resposta de Vane, que fora através deles agredido por Geraldo Simões. No entanto, a recusa em respeitar a determinação judicial causa espécie. Justamente porque em Geraldo a postura republicana era marca.
A manter-se a postura - e ninguém diga que não tenha partido dele a determinação desrespeitosa - torna-se preocupante o que passou a ser e a pensar o deputado.
Certamente sente-se seguro de que nada venha a acontecer à emissora. Ou, fazendo ouvidos moucos, que venha a obedecer a ordem judicial depois das eleições. Aí, só a punição pecuniária seria mais eficaz.
O desrespeito desfaz a imagem republicana de Geraldo e torna-o um títere, coronel digno de viver na República Velha. Tempo, por sinal, de eleições a bico de pena.
Talvez o meio ideal de eleger seus candidatos.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Ajuda providencial
Oxigênio para a campanha
A campanha de Azevedo enfrenta dados concretamente negativos, já analisados neste espaço, apontados a partir de pesquisas de intenção de votos: os índices de avaliação da administração e o número de indecisos, além da rejeição. A "percepção da qualidade da administração", por exemplo, tende a levar a reeleição para as calendas, caso aspectos outros não superem a não bem avaliada gestão do candidato à reeleição.
O deferimento do registro de sua candidatura, em nível de TRE, depois de indeferida pela Justiça Eleitoral local, não deixa de se constituir em motivo de regozijo para a militância. Mormente depois que publicizarem e darem como favas contadas o indeferimento do registro, em que pese tal tese padecer de amparo na melhor interpretação da Constituição para o caso, quando em jogo validade de parecer em detrimento de decisão. Aquele tem caráter opinativo; este, de julgamento.
Não se negue que a militância vai com unhas e dentes para a luta. Amparada moralmente em decisão da própria Justiça Eleitoral.
O retardamento no julgamento pelo TRE beneficiou o candidato; a decisão chega em momento precioso.
Ajuda providencial como oxigênio para a campanha. Que o programa eleitoral de Azevedo vai explorar à exaustão.
Filme conhecido
Em 2004, quando Geraldo Simões começava a deslanchar sua campanha à reeleição, a impugnação ao registro da candidatura de Fernando Gomes foi sendo retardado de propósito (disse-nos um amigo comum).
O marketing de Fernando cunhou a iniciativa do petista como "PT do tapetão" e motivou a militância a enfrentar quem perderia no voto mas queria afastar o "vitorioso" da disputa através da Justiça.
Enquanto os resultados tornavam-se sucesso, com a retomada dos espaços perdidos, o julgamento no TRE sempre encontrava um meio para sair de pauta. Até que, em final de setembro, ruiu o "tapetão". E a reeleição de Geraldo.
A história se repete, não sabemos se o resultado.
A campanha de Azevedo enfrenta dados concretamente negativos, já analisados neste espaço, apontados a partir de pesquisas de intenção de votos: os índices de avaliação da administração e o número de indecisos, além da rejeição. A "percepção da qualidade da administração", por exemplo, tende a levar a reeleição para as calendas, caso aspectos outros não superem a não bem avaliada gestão do candidato à reeleição.
O deferimento do registro de sua candidatura, em nível de TRE, depois de indeferida pela Justiça Eleitoral local, não deixa de se constituir em motivo de regozijo para a militância. Mormente depois que publicizarem e darem como favas contadas o indeferimento do registro, em que pese tal tese padecer de amparo na melhor interpretação da Constituição para o caso, quando em jogo validade de parecer em detrimento de decisão. Aquele tem caráter opinativo; este, de julgamento.
Não se negue que a militância vai com unhas e dentes para a luta. Amparada moralmente em decisão da própria Justiça Eleitoral.
O retardamento no julgamento pelo TRE beneficiou o candidato; a decisão chega em momento precioso.
Ajuda providencial como oxigênio para a campanha. Que o programa eleitoral de Azevedo vai explorar à exaustão.
Filme conhecido
Em 2004, quando Geraldo Simões começava a deslanchar sua campanha à reeleição, a impugnação ao registro da candidatura de Fernando Gomes foi sendo retardado de propósito (disse-nos um amigo comum).
O marketing de Fernando cunhou a iniciativa do petista como "PT do tapetão" e motivou a militância a enfrentar quem perderia no voto mas queria afastar o "vitorioso" da disputa através da Justiça.
Enquanto os resultados tornavam-se sucesso, com a retomada dos espaços perdidos, o julgamento no TRE sempre encontrava um meio para sair de pauta. Até que, em final de setembro, ruiu o "tapetão". E a reeleição de Geraldo.
A história se repete, não sabemos se o resultado.
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