Aberta ou fechada
A imprensa regional (itabunense em particular) - em todas as dimensões por nós alcançada - tem se debruçado sobre um fato político de importância, com reflexo no próximo pleito: a negação ou confirmação, pelo Plenário da Câmara Municipal, de parecer oriundo do Tribunal de Contas dos Municípios propugnando por rejeição de contas de ex-prefeito do município. (Declinamos de afirmar o nome porque outros ex já foram objeto de idêntica atenção, com surpresas quanto aos resultados...).
A celeuma toda (a atual) está centrada no fato de a votação dever ser a descoberto (voto aberto, escancarado) ou fechado (quando só o resultado, desprovido de identificação, aparece).
Essa a arma para desviar a atenção do 'povão' diante do fato central.
Tanto que o fato em si anda adquirindo foros de "outro mundo": no presente instante, a análise e interpretação dos "magistrados" e seus assessores que ora detêm o controle da Câmara.
A "vítima" - dizemo-lo não em defesa do possível sacrificado - apresenta alguns percentuais no plano eleitoral que podem torná-la excelente "eleitor", caso não se mantenha - oh! calendas judiciárias - no plano consumatório de uma candidatura.
Dialeticamente a sua ausência ou não do pleito pode corresponder a uma síntese que somente o futuro - que não chegará a março - dirá.
O ex pode ser conveniente não sendo candidato ou, o sendo, atrapalhando um outro nome.
Caso o nome que o ex atrapalhe seja o de Geraldo Simões (que dizem por si só já ser um problema eleitoral) será absolvido na Câmara.
Mas, ainda que não o seja, tem muita gente interessada. Um deles, Davidson Magalhães. Nesse a chave da votação. Afinal, desde que o prefeito eleito perdeu o controle da Mesa Diretora da Câmara Municipal, quem nela manda é o PCdoB.
O problema, assim vemos, não está no fato de ser a votação aberta ou fechada (não faltarão justificativas jurídicas para uma ou outra, não fora o aspecto de ser uma decisão de caráter político e não jurídico): mas, se convém ou não a Davidson Magalhães.
Nada a ver com transparência. Aberta ou fechada a votação atenderá a interesses. Que nada têm a ver com o povo!
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013
sábado, 29 de dezembro de 2012
Inaugurando
A placa
Com pompa e circunstância foi inaugurada na Avenida Amélia Amado uma placa. Não fora inacabada dir-se-ia que se tratava da referência pela entrega da obra que tinha conclusão programada para o primeiro semestre de 2011.
Dois anos depois, ainda por concluir, a cobertura do canal do Lava-Pés aguardará o futuro prefeito para entregá-la à população em definitivo. Nem mesmo houve a criatividade de sinalizar horizontalmente a avenida, uma "circunstância" que daria apoio à "pompa".
A cerimônia traduziu o lamentável final de uma administração que se fez melancólica. Para a pompa e circunstância lá estavam duas ou três dezenas de gatos pingados, contando-se entre eles alguns que compareceram por obrigação e ossos do ofício e outros por solidariedade cristã.
Fica-nos uma imagem que traduz com perfeição o curso da gestão Azevedo, escancarada depois da eleição: não conseguiu criar, tampouco inovar. Até na inauguração de obra inacabada - o que muitos fazem por Brasil a fora - repetiu o lugar comum: inaugurou a placa.
Com pompa e circunstância foi inaugurada na Avenida Amélia Amado uma placa. Não fora inacabada dir-se-ia que se tratava da referência pela entrega da obra que tinha conclusão programada para o primeiro semestre de 2011.
Dois anos depois, ainda por concluir, a cobertura do canal do Lava-Pés aguardará o futuro prefeito para entregá-la à população em definitivo. Nem mesmo houve a criatividade de sinalizar horizontalmente a avenida, uma "circunstância" que daria apoio à "pompa".
A cerimônia traduziu o lamentável final de uma administração que se fez melancólica. Para a pompa e circunstância lá estavam duas ou três dezenas de gatos pingados, contando-se entre eles alguns que compareceram por obrigação e ossos do ofício e outros por solidariedade cristã.
Fica-nos uma imagem que traduz com perfeição o curso da gestão Azevedo, escancarada depois da eleição: não conseguiu criar, tampouco inovar. Até na inauguração de obra inacabada - o que muitos fazem por Brasil a fora - repetiu o lugar comum: inaugurou a placa.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Buscando culpados
Basta enxergar
Divulga-se a surpresa por ainda não ter vindo a público o prefeito José Nilton Azevedo manifestar-se sobre o resultado das eleições em Itabuna, que lhe negaram a permanência no cargo por mais um mandato. Talvez a atitude reflita, caso não seja algum problema de saúde, o fato de que ainda não tenha absorvido o resultado que não atendeu à sua expectativa.
Escutamos de pessoas ligadas à administração análise de que houvera traição e quejando tais, a partir do número de votos nulos etc.
A atitude do prefeito e do analista refletem, para nós, uma circunstância permanentemente denunciada em nossos textos, donde destacamos para este comentário a ausência de controle de Sua Excelência sobre a administração. Passou o prefeito Azevedo mais encantado e envolvido pelas "informações" que lhe eram passadas que pelo concreto domínio sobre o que acontecia à sua volta.
O eleitor, por mais criticado que venha a ser, avalia o seu município a partir da sua cidade, a expressão mais visível de uma gestão, razão por que, independente de "traições", o resultado eleitoral mais configura a análise do eleitor, que sentia na pele o que evidentemente percebia.
O que levou à derrota de Azevedo não foi o não-reconhecimento às obras que realizou, mas justamente o que deixou de realizar e podia fazê-lo. Dentre o que podia e cabia realizar, o controle da administração.
Quem queira buscar culpados os encontrará bem próximos ao prefeito. Basta enxergar. Os mesmos que o abandonarão quando tiver que responder por tudo que eles fizeram.
Divulga-se a surpresa por ainda não ter vindo a público o prefeito José Nilton Azevedo manifestar-se sobre o resultado das eleições em Itabuna, que lhe negaram a permanência no cargo por mais um mandato. Talvez a atitude reflita, caso não seja algum problema de saúde, o fato de que ainda não tenha absorvido o resultado que não atendeu à sua expectativa.
Escutamos de pessoas ligadas à administração análise de que houvera traição e quejando tais, a partir do número de votos nulos etc.
A atitude do prefeito e do analista refletem, para nós, uma circunstância permanentemente denunciada em nossos textos, donde destacamos para este comentário a ausência de controle de Sua Excelência sobre a administração. Passou o prefeito Azevedo mais encantado e envolvido pelas "informações" que lhe eram passadas que pelo concreto domínio sobre o que acontecia à sua volta.
O eleitor, por mais criticado que venha a ser, avalia o seu município a partir da sua cidade, a expressão mais visível de uma gestão, razão por que, independente de "traições", o resultado eleitoral mais configura a análise do eleitor, que sentia na pele o que evidentemente percebia.
O que levou à derrota de Azevedo não foi o não-reconhecimento às obras que realizou, mas justamente o que deixou de realizar e podia fazê-lo. Dentre o que podia e cabia realizar, o controle da administração.
Quem queira buscar culpados os encontrará bem próximos ao prefeito. Basta enxergar. Os mesmos que o abandonarão quando tiver que responder por tudo que eles fizeram.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
O penúltimo debate
Lugar-comum melhorado
Evidente que o formato ofertado pela TV Santa Cruz trouxe ao debate por ela promovido nesta quinta 4 um arejamento ao propósito de esclarecer o telespectador. Deu-se em razão de desenvolver blocos com perguntas diretas entre candidatos alternados com outros de perguntas amparadas em temas sorteados pelo programa.
As cautelas dos principais debatedores em poucos instantes deixou-se superar para confrontos mais incisivos. Neste particular quando Juçara (PT) provoca Vane (PRB) afirmando ter ele protegido colegas em seu relatório sobre irregularidades praticadas na Câmara. Ouviu ataque à administração petista, envolvendo devolução de 1 milhão, pela Câmara, "destinados" a aplicar em creches. Coisas menores, fruto de ausência de melhores proposições para discussão que o instante exigia. Para não dizer-se, que o povo esperava. Ficaram assim, tais instantes, como típicos "buracos negros" no universo do debate.
Zem Costa (PSOL) manteve a sua conduta e somente veio fustigar os demais, em raros momentos, ao passo que Azevedo (DEM) muito pareceu estar caminhando sobre chapa de ferro aquecida quando questionado sobre descasos ou irregularidades em sua administração. Desviava a resposta para "convocar" atitudes mais "amenas" no debate, ou simplesmente utilizava-se da proposição do "eu sou", "eu fiz", "eu vou fazer". O candidato à reeleição deixou claro, nos dois debates, que não domina como deveria os meandros da administração, o que explica muito do que nela tem acontecido.
No geral, sairam-se melhor Vane e Juçara. O mérito daquele residiu em responder mais consistentemente e demonstrar (como também o fez a petista) intenções de mudar o quadro administrativo itabunense.
As eleições no domingo certamente consistirão no último debate. Com participação direta do eleitor, o dono e titular dos destinos de Itabuna para os próximos quatro anos.
Evidente que o formato ofertado pela TV Santa Cruz trouxe ao debate por ela promovido nesta quinta 4 um arejamento ao propósito de esclarecer o telespectador. Deu-se em razão de desenvolver blocos com perguntas diretas entre candidatos alternados com outros de perguntas amparadas em temas sorteados pelo programa.
As cautelas dos principais debatedores em poucos instantes deixou-se superar para confrontos mais incisivos. Neste particular quando Juçara (PT) provoca Vane (PRB) afirmando ter ele protegido colegas em seu relatório sobre irregularidades praticadas na Câmara. Ouviu ataque à administração petista, envolvendo devolução de 1 milhão, pela Câmara, "destinados" a aplicar em creches. Coisas menores, fruto de ausência de melhores proposições para discussão que o instante exigia. Para não dizer-se, que o povo esperava. Ficaram assim, tais instantes, como típicos "buracos negros" no universo do debate.
Zem Costa (PSOL) manteve a sua conduta e somente veio fustigar os demais, em raros momentos, ao passo que Azevedo (DEM) muito pareceu estar caminhando sobre chapa de ferro aquecida quando questionado sobre descasos ou irregularidades em sua administração. Desviava a resposta para "convocar" atitudes mais "amenas" no debate, ou simplesmente utilizava-se da proposição do "eu sou", "eu fiz", "eu vou fazer". O candidato à reeleição deixou claro, nos dois debates, que não domina como deveria os meandros da administração, o que explica muito do que nela tem acontecido.
No geral, sairam-se melhor Vane e Juçara. O mérito daquele residiu em responder mais consistentemente e demonstrar (como também o fez a petista) intenções de mudar o quadro administrativo itabunense.
As eleições no domingo certamente consistirão no último debate. Com participação direta do eleitor, o dono e titular dos destinos de Itabuna para os próximos quatro anos.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Fez o que pode
Aproveitou
Não se diga que a programa eleitoral de Juçara não soube aproveitar a situação que encontrou. Moldou o barro à imagem que precisava. A arte se encontrou em transformar e materializar ao seu modo e interesse o que existia nas palavras. De tornar vídeo o que era tão somente áudio.
O 25 (DEM), vaca no jogo do bicho, ocupou o lugar do 13 (PT), como poderia ser do 10 (PRB) e por aí vai. O trunfo girava em criar uma situação de antipatia ao adversário, colocando-o no patamar de preconceituoso em relação ao gênero. Em outras palavras, marcá-lo como machista, desrespeitoso contra o sexo fraco.
A força da televisão reside justamente em oferecer o visual, onde as palavras estão mais para acessórios. Não tinha o programa de Juçara imagens de Vane agredindo "companheiras". Trouxe do programa radiofônico as expressões que lhe interessavam do áudio, para torná-lo vídeo, expondo-as em texto declamado e lido lentamente, com a pausa quando necessária.
O marketing trabalhou bem a tentativa. Afinal, a ideia mais recente de machismo e de preconceito contra a mulher está em muito vinculado à violência doméstica, a "homem que bate em mulher". Essa, de maneira objetivamente subliminar, foi a imagem jogada no imaginário de quem assistiu os penúltimos programas eleitorais da majoritária do PT na televisão.
A resposta
O programa de Vane ofertou resposta sem aceitar a provocação. Não partiu para defesa ou contra-ataque. Limitou-se a trazer a resposta perfeita que respondia à provocação: depoimentos femininos exaltando o Vane trabalho, o Vane nome, o Vane modo de agir, o Vane que cuida de pessoas, o Vane que ajuda o próximo e o Vane família.
Simplesmente, não jogou álcool na fogueira.
Aguardemos os limites da exploração e da defesa dentro do debate na TV Cabrália. Onde tem gente para explorar de graça o conflito entre as duas chapas.
O beneficiado
De fora, dando gargalhadas, o Capitão Azevedo.
Justamente quando o governo Wagner começava a vislumbrar vitória em Itabuna. Afinal, Juçara e Vane são filiados e disputam a prefeitura integrando partidos da base de sustentação do Governo Estadual.
Não se diga que a programa eleitoral de Juçara não soube aproveitar a situação que encontrou. Moldou o barro à imagem que precisava. A arte se encontrou em transformar e materializar ao seu modo e interesse o que existia nas palavras. De tornar vídeo o que era tão somente áudio.
O 25 (DEM), vaca no jogo do bicho, ocupou o lugar do 13 (PT), como poderia ser do 10 (PRB) e por aí vai. O trunfo girava em criar uma situação de antipatia ao adversário, colocando-o no patamar de preconceituoso em relação ao gênero. Em outras palavras, marcá-lo como machista, desrespeitoso contra o sexo fraco.
A força da televisão reside justamente em oferecer o visual, onde as palavras estão mais para acessórios. Não tinha o programa de Juçara imagens de Vane agredindo "companheiras". Trouxe do programa radiofônico as expressões que lhe interessavam do áudio, para torná-lo vídeo, expondo-as em texto declamado e lido lentamente, com a pausa quando necessária.
O marketing trabalhou bem a tentativa. Afinal, a ideia mais recente de machismo e de preconceito contra a mulher está em muito vinculado à violência doméstica, a "homem que bate em mulher". Essa, de maneira objetivamente subliminar, foi a imagem jogada no imaginário de quem assistiu os penúltimos programas eleitorais da majoritária do PT na televisão.
A resposta
O programa de Vane ofertou resposta sem aceitar a provocação. Não partiu para defesa ou contra-ataque. Limitou-se a trazer a resposta perfeita que respondia à provocação: depoimentos femininos exaltando o Vane trabalho, o Vane nome, o Vane modo de agir, o Vane que cuida de pessoas, o Vane que ajuda o próximo e o Vane família.
Simplesmente, não jogou álcool na fogueira.
Aguardemos os limites da exploração e da defesa dentro do debate na TV Cabrália. Onde tem gente para explorar de graça o conflito entre as duas chapas.
O beneficiado
De fora, dando gargalhadas, o Capitão Azevedo.
Justamente quando o governo Wagner começava a vislumbrar vitória em Itabuna. Afinal, Juçara e Vane são filiados e disputam a prefeitura integrando partidos da base de sustentação do Governo Estadual.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Eleições e jogo do bicho
Barrigada e apelação
Todos sabemos o que representa o jogo do bicho no imaginário da população. A invenção do Barão de Drumond tornou a declarada ilegalidade uma instituição nacional. A contravenção rola solta Brasil a fora, elege representantes e tem um ponto de "negócio" em cada esquina. Alimenta milhões na informalidade. E ainda é reconhecida como exemplo de "credibilidade". Coisas deste país de "Macunaíma" e "São Saruê".
Para os que vivemos nestas plagas, sabemos que Itabuna (e buscamos referência em Eduardo Anunciação, que cita o detalhe sempre que pode) não deixa de ter um representante da "banca" na Câmara Municipal. A não ser em escassas exceções.
Brincar com a representação "zoológica" é tão comum como falar de Flamengo e Vasco, de Bahia e Vitória. O sígno (o jogo do bicho) está no dia a dia interpretado. Fácil fazer referência codificada a partir dos números que traduzem o elenco de aves, mamíferos e répteis que povoam o joguinho nosso de cada dia. E não precisa buscar um Câmara Cascudo para ver debulhada uma explicação que está no imaginário da coletividade.
A referência em programa eleitoral radiofônico, onde a imagem se faz através das palavras e seus significados, pareceu mais fácil a partir de referência facilmente identificável pelo ouvinte: o número de bichos, do popular jogo, vinculados a partidos políticos que se encontram em evidência na corrida eleitoral.
A pretensão visava traduzir a pesquisa divulgada onde Vane (10, "coelho") "ensebou as canelas" tomando a dianteira no alto de seus 38,5%, enquanto Juçara (13, "galo") "não canta mais de jeito nenhum" com seus acachapantes 11,1% e Azevedo (25, "vaca") "foi pro brejo" ao cair para 35,9%.
A expressão "a vaca foi pro brejo" é por demais conhecida e utilizada, alusão à uma coisa que não anda bem das pernas, não tem jeito, está perdida.
Não é que em seu programa de televisão desta segunda a candidata do PT sentiu-se desrespeitada, como "única mulher que disputou a prefeitura", e viu-se porta-voz da "mulher itabunense" agredida.
Em palavras simples e diretas: Juçara assumiu, como figura de cavalaria andante, a voz de todas as mulheres de Itabuna, "atacadas" pelo programa, sentindo-se ela (Juçara) a destinatária da expressão "a vaca foi pro brejo".
Esqueceu-se apenas de conhecer o povo que joga e brinca com o jogo do bicho e as coisas dele decorrentes.
Barrigada das grossas. Para não ficarmos com a ideia de que tudo não passa de apelação. Caso contrário mais uma demonstração de que não conhece o povo e suas idiossincrasias.
Mas, duro mesmo foi se atribuir o significado de vaca. Em instante infeliz, nada grandioso se comparado com a vaquinha que ajuda os que nela apostam seus centavos.
Nela (a vaca do jogo do bicho) pelo menos o povo simples deposita suas esperanças.
Todos sabemos o que representa o jogo do bicho no imaginário da população. A invenção do Barão de Drumond tornou a declarada ilegalidade uma instituição nacional. A contravenção rola solta Brasil a fora, elege representantes e tem um ponto de "negócio" em cada esquina. Alimenta milhões na informalidade. E ainda é reconhecida como exemplo de "credibilidade". Coisas deste país de "Macunaíma" e "São Saruê".
Para os que vivemos nestas plagas, sabemos que Itabuna (e buscamos referência em Eduardo Anunciação, que cita o detalhe sempre que pode) não deixa de ter um representante da "banca" na Câmara Municipal. A não ser em escassas exceções.
Brincar com a representação "zoológica" é tão comum como falar de Flamengo e Vasco, de Bahia e Vitória. O sígno (o jogo do bicho) está no dia a dia interpretado. Fácil fazer referência codificada a partir dos números que traduzem o elenco de aves, mamíferos e répteis que povoam o joguinho nosso de cada dia. E não precisa buscar um Câmara Cascudo para ver debulhada uma explicação que está no imaginário da coletividade.
A referência em programa eleitoral radiofônico, onde a imagem se faz através das palavras e seus significados, pareceu mais fácil a partir de referência facilmente identificável pelo ouvinte: o número de bichos, do popular jogo, vinculados a partidos políticos que se encontram em evidência na corrida eleitoral.
A pretensão visava traduzir a pesquisa divulgada onde Vane (10, "coelho") "ensebou as canelas" tomando a dianteira no alto de seus 38,5%, enquanto Juçara (13, "galo") "não canta mais de jeito nenhum" com seus acachapantes 11,1% e Azevedo (25, "vaca") "foi pro brejo" ao cair para 35,9%.
A expressão "a vaca foi pro brejo" é por demais conhecida e utilizada, alusão à uma coisa que não anda bem das pernas, não tem jeito, está perdida.
Não é que em seu programa de televisão desta segunda a candidata do PT sentiu-se desrespeitada, como "única mulher que disputou a prefeitura", e viu-se porta-voz da "mulher itabunense" agredida.
Em palavras simples e diretas: Juçara assumiu, como figura de cavalaria andante, a voz de todas as mulheres de Itabuna, "atacadas" pelo programa, sentindo-se ela (Juçara) a destinatária da expressão "a vaca foi pro brejo".
Esqueceu-se apenas de conhecer o povo que joga e brinca com o jogo do bicho e as coisas dele decorrentes.
Barrigada das grossas. Para não ficarmos com a ideia de que tudo não passa de apelação. Caso contrário mais uma demonstração de que não conhece o povo e suas idiossincrasias.
Mas, duro mesmo foi se atribuir o significado de vaca. Em instante infeliz, nada grandioso se comparado com a vaquinha que ajuda os que nela apostam seus centavos.
Nela (a vaca do jogo do bicho) pelo menos o povo simples deposita suas esperanças.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Como dantes
O que não mudou
A criticada pesquisa, alardeada como falsa pela campanha de Juçara, pode não conter verdades que interessariam à candidata. Mas contém uma verdade absoluta: a sua situação no processo eleitoral é aflitiva, para não dizer desesperadora.
A alteração no posicionamento de dois candidatos, Vane ultrapassando Azevedo, pode até ser revertida na reta final. Muita coisa pode acontecer.
O que não mudará é a situação de Juçara, que caminha para uma votação desmoralizante, considerando os mais de 40 mil votos que recebeu em 2008.
Tudo que nos chega de informação bate com essa realidade, a mais absoluta nestas eleições: nada mudou e continua como dantes no quartel do PTdoG.
Difícil de explicar
A dificuldade de Azevedo vencer reside justamente em depender do crescimento de Juçara. Que pode acontecer se conseguir fazer migrar votos de Vane para Azevedo. Porque para ela está difícil.
Isto é o que mais intriga nestas eleições: a alta rejeição individual de Juçara, superando a de Azevedo. Que tem contra si o desgaste de uma administração.
Certeza
No afunilamento da campanha, em que pese já um reduzido número de indecisos, há componente que nunca deixou de funcionar em qualquer eleição: o votó útil. Aquele dado ao que tem possibilidade de vencer ou que está na dianteira do processo.
Onde ocorre reeleição há, ainda, aquela parcela do eleitorado que vota para derrotar o prefeito.
Neste quesito Juçara também fica de fora, não capta nenhum descontente. Tende a perder um eleitor aqui e ali que buscará evitar a reeleição.
A criticada pesquisa, alardeada como falsa pela campanha de Juçara, pode não conter verdades que interessariam à candidata. Mas contém uma verdade absoluta: a sua situação no processo eleitoral é aflitiva, para não dizer desesperadora.
A alteração no posicionamento de dois candidatos, Vane ultrapassando Azevedo, pode até ser revertida na reta final. Muita coisa pode acontecer.
O que não mudará é a situação de Juçara, que caminha para uma votação desmoralizante, considerando os mais de 40 mil votos que recebeu em 2008.
Tudo que nos chega de informação bate com essa realidade, a mais absoluta nestas eleições: nada mudou e continua como dantes no quartel do PTdoG.
Difícil de explicar
A dificuldade de Azevedo vencer reside justamente em depender do crescimento de Juçara. Que pode acontecer se conseguir fazer migrar votos de Vane para Azevedo. Porque para ela está difícil.
Isto é o que mais intriga nestas eleições: a alta rejeição individual de Juçara, superando a de Azevedo. Que tem contra si o desgaste de uma administração.
Certeza
No afunilamento da campanha, em que pese já um reduzido número de indecisos, há componente que nunca deixou de funcionar em qualquer eleição: o votó útil. Aquele dado ao que tem possibilidade de vencer ou que está na dianteira do processo.
Onde ocorre reeleição há, ainda, aquela parcela do eleitorado que vota para derrotar o prefeito.
Neste quesito Juçara também fica de fora, não capta nenhum descontente. Tende a perder um eleitor aqui e ali que buscará evitar a reeleição.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Ajuda providencial
Oxigênio para a campanha
A campanha de Azevedo enfrenta dados concretamente negativos, já analisados neste espaço, apontados a partir de pesquisas de intenção de votos: os índices de avaliação da administração e o número de indecisos, além da rejeição. A "percepção da qualidade da administração", por exemplo, tende a levar a reeleição para as calendas, caso aspectos outros não superem a não bem avaliada gestão do candidato à reeleição.
O deferimento do registro de sua candidatura, em nível de TRE, depois de indeferida pela Justiça Eleitoral local, não deixa de se constituir em motivo de regozijo para a militância. Mormente depois que publicizarem e darem como favas contadas o indeferimento do registro, em que pese tal tese padecer de amparo na melhor interpretação da Constituição para o caso, quando em jogo validade de parecer em detrimento de decisão. Aquele tem caráter opinativo; este, de julgamento.
Não se negue que a militância vai com unhas e dentes para a luta. Amparada moralmente em decisão da própria Justiça Eleitoral.
O retardamento no julgamento pelo TRE beneficiou o candidato; a decisão chega em momento precioso.
Ajuda providencial como oxigênio para a campanha. Que o programa eleitoral de Azevedo vai explorar à exaustão.
Filme conhecido
Em 2004, quando Geraldo Simões começava a deslanchar sua campanha à reeleição, a impugnação ao registro da candidatura de Fernando Gomes foi sendo retardado de propósito (disse-nos um amigo comum).
O marketing de Fernando cunhou a iniciativa do petista como "PT do tapetão" e motivou a militância a enfrentar quem perderia no voto mas queria afastar o "vitorioso" da disputa através da Justiça.
Enquanto os resultados tornavam-se sucesso, com a retomada dos espaços perdidos, o julgamento no TRE sempre encontrava um meio para sair de pauta. Até que, em final de setembro, ruiu o "tapetão". E a reeleição de Geraldo.
A história se repete, não sabemos se o resultado.
A campanha de Azevedo enfrenta dados concretamente negativos, já analisados neste espaço, apontados a partir de pesquisas de intenção de votos: os índices de avaliação da administração e o número de indecisos, além da rejeição. A "percepção da qualidade da administração", por exemplo, tende a levar a reeleição para as calendas, caso aspectos outros não superem a não bem avaliada gestão do candidato à reeleição.
O deferimento do registro de sua candidatura, em nível de TRE, depois de indeferida pela Justiça Eleitoral local, não deixa de se constituir em motivo de regozijo para a militância. Mormente depois que publicizarem e darem como favas contadas o indeferimento do registro, em que pese tal tese padecer de amparo na melhor interpretação da Constituição para o caso, quando em jogo validade de parecer em detrimento de decisão. Aquele tem caráter opinativo; este, de julgamento.
Não se negue que a militância vai com unhas e dentes para a luta. Amparada moralmente em decisão da própria Justiça Eleitoral.
O retardamento no julgamento pelo TRE beneficiou o candidato; a decisão chega em momento precioso.
Ajuda providencial como oxigênio para a campanha. Que o programa eleitoral de Azevedo vai explorar à exaustão.
Filme conhecido
Em 2004, quando Geraldo Simões começava a deslanchar sua campanha à reeleição, a impugnação ao registro da candidatura de Fernando Gomes foi sendo retardado de propósito (disse-nos um amigo comum).
O marketing de Fernando cunhou a iniciativa do petista como "PT do tapetão" e motivou a militância a enfrentar quem perderia no voto mas queria afastar o "vitorioso" da disputa através da Justiça.
Enquanto os resultados tornavam-se sucesso, com a retomada dos espaços perdidos, o julgamento no TRE sempre encontrava um meio para sair de pauta. Até que, em final de setembro, ruiu o "tapetão". E a reeleição de Geraldo.
A história se repete, não sabemos se o resultado.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Vitória
Outros caminhos e parcerias
A retomada da gestão plena da Sáude pelo município de Itabuna retira do candidato Azevedo uma de suas estratégias de campanha: a de que a culpa pelo estágio degradante em que se encontrava a saúde pública itabunense decorria de perseguição do Governo do Estado.
No entanto, mais ganha do que perde. Não são somente os recursos. Reforçará o seu discurso pelo viés de que, na visão republicana posta à luz pelas administrações de Lula e Dilma Rousseff, não cabe ao PT o privilégio ou o monopólio da intermediação real e natural de transferências governamentais. Ou seja: com o PT no governo federal todos são iguais e igualmente atendidos, basta que "tenham projetos", argumento que já andou ensaiando.
No entanto, se quiser beneficiar-se terá que aplicar os recursos ampliados para mostrar que a afirmação anterior era verdade, o que justificava até sua busca por uma intervenção judicial para solucionar o problema.
A Resolução n. 4, consolidando o "Pacto pela Saúde", novo sistema de gestão do SUS, demonstra cabalmente que a ação do Governo Federal está voltada mais para soluções e menos para politizações. Tempos bem diferentes de uns ainda vivos em nossa memória.
Basta, de ora em diante, a renovação anual do TCG (Termo de Compromisso de Gestão), que substitui o anterior processo de habilitação, para que ocorra a transferência de recursos para a Atenção Básica, Média e Alta Complexidade da Assistência, Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS e Investimentos em Saúde. Em linguagem simples: pactuação direta entre o Município e o Governo Federal.
Por outro lado, para Azevedo, como candidato, está aberto um caminho para ampliar a estratégia da campanha, partindo do mote de que "ele" é também parceiro do Governo Dilma, parceiro da seriedade.
Se o povo acreditará é outra coisa!
A retomada da gestão plena da Sáude pelo município de Itabuna retira do candidato Azevedo uma de suas estratégias de campanha: a de que a culpa pelo estágio degradante em que se encontrava a saúde pública itabunense decorria de perseguição do Governo do Estado.
No entanto, mais ganha do que perde. Não são somente os recursos. Reforçará o seu discurso pelo viés de que, na visão republicana posta à luz pelas administrações de Lula e Dilma Rousseff, não cabe ao PT o privilégio ou o monopólio da intermediação real e natural de transferências governamentais. Ou seja: com o PT no governo federal todos são iguais e igualmente atendidos, basta que "tenham projetos", argumento que já andou ensaiando.
No entanto, se quiser beneficiar-se terá que aplicar os recursos ampliados para mostrar que a afirmação anterior era verdade, o que justificava até sua busca por uma intervenção judicial para solucionar o problema.
A Resolução n. 4, consolidando o "Pacto pela Saúde", novo sistema de gestão do SUS, demonstra cabalmente que a ação do Governo Federal está voltada mais para soluções e menos para politizações. Tempos bem diferentes de uns ainda vivos em nossa memória.
Basta, de ora em diante, a renovação anual do TCG (Termo de Compromisso de Gestão), que substitui o anterior processo de habilitação, para que ocorra a transferência de recursos para a Atenção Básica, Média e Alta Complexidade da Assistência, Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS e Investimentos em Saúde. Em linguagem simples: pactuação direta entre o Município e o Governo Federal.
Por outro lado, para Azevedo, como candidato, está aberto um caminho para ampliar a estratégia da campanha, partindo do mote de que "ele" é também parceiro do Governo Dilma, parceiro da seriedade.
Se o povo acreditará é outra coisa!
domingo, 8 de julho de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADOS dia 8 de julho
Adylson Machado
Tortura de Estado
Iniciativa do vereador Jamil Murad, do PCdoB, propõe fixação de placa no Cemitério Dom Bosco – o famoso “cemitério de Perus” onde muitas vítimas dos porões da ditadura foram sepultadas em São Paulo – para que nele conste: “Colina dos Mártires – neste cemitério o regime militar ocultou cadáveres de perseguidos políticos”.
Ali, dentre muitos, foram localizados e identificados os corpos de Pedro Pomar, Ângelo Arroyo, Alexandre Vanuchi Leme, Flávio Molina e Carlos Danielli. (Mais detalhes em http://www.advivo.com.br/ de 1º de julho).
Sem reduzir a importância da iniciativa, entendemos existir exagero na expressão “mártires”, vinculada em muito à fé e não à ideologia política.
Revisão imperiosa
A nominação de espaços e equipamentos públicos sempre esteve ligada à importância do homenageado no campo da história, da política, da literatura, das artes, da ciência etc. Em síntese, ao efetivo serviço prestado à sociedade que faz presente o homenageado no imaginário da sociedade.
A busca da verdade fará com que futuramente nomes que sustentaram a tortura de Estado sejam retirados de homenagens em logradouros (praças, avenidas e ruas) e equipamentos públicos (escolas, rodovias etc.) porque nada nobre foi a razão que os levou à homenagem.
Mobilização
E mesmo não mais se fala na CPI da Privataria. Como contraofensiva, o alvo natural desta apuração – José Serra e PSDB – pretende a apuração em torno de Protógenes Queiroz.
Mas, enquanto uns não querem, outros não pensam nisso. É o caso registrado abaixo, de um jornal já distribuído a mais de 400 mil leitores, gratuitamente, para que não seja esquecido o caso.
Esperamos que a opinião pública faça o Presidente da Câmara instalar a CPI da Privataria Tucana.
Bola da vez
Marta Suplicy, alvo de chacotas em muitos momentos (o “relaxa e goza” tornou-se uma das marcas) tende a tornar-se a musa para a imprensa quatrocentona nas eleições paulistanas de 2012. O não comparecimento ao evento de lançamento da candidatura de Haddad, assim como não fazê-lo em relação ao início da campanha, já começa a produzir farpas (contra o PT e Lula).
Já escrevera, recentemente, artigo na Folha de São Paulo criticando Lula. Não tarda tornar-se a Heloísa Helena de 2006 e a Marina Silva de 2010.
Se a filial não chega...
Confusões
Muitos interpretam a decisão do TSE liberando os que não tiveram contas de campanha aprovadas como um retrocesso. Os que trabalham com o universo dos tribunais, seja-o de Contas, seja-o Eleitoral, sabe como pesa para um burocrata encastelado atrás de uma escrivaninha uma vírgula. Transformam-na em planeta desconhecido, escândalo, caso de polícia.
Uma prestação de contas de campanha sustenta-se num elementar conta-corrente. A confusão reside em o intérprete confundir aspectos de ordem meramente contábil com improbidade.
Não sabem que os fatos que produzem lesão ao patrimônio público não são alcançados pela decisão do TSE.
A cara com que ficou a solução
O texto abaixo, extraído de um e-mail recebido, retrata o artificialismo presente na solução encontrada pelo Governo Jacques Wagner para “preparar” os alunos do terceiro ano para o vestibular, remunerando a empresa do professor Jorge Portugal.
“Para sustentar este ‘faz de conta’ eu pensei em chegar na sala e dançar o tchá, tchá, tchá. Quem me conhece sabe que danço bem e também dou aula bem; entretanto, para adolescentes o tchá, tchá, tchá os manteria mais em sala do que a Química.
“Infelizmente tive que abortar o meu plano, pois havia 2 policiais (que deveriam estar correndo atrás de bandidos) andando pelos corredores da escola; bem como funcionários da SEC fazendo constantes “visitinhas” às nossas salas. “Neste momento, percebi que seja lá o que eu fosse fazer em sala deveria ser algo parecido com uma aula e que não falasse mal do governo.
“Mediante a todo este constrangimento moral, senti ânsia de vômito e solicitei o meu desligamento desta importante missão de deixar Jaques Wagner e Jorge Portugal bem na fita com a parcela alienada da sociedade. Diga-se de passagem, que este professor baiano nem precisou ir para o Big Brother (à exemplo de Jean William) para ganhar um milhão e meio de reais.
“Este é o relato da minha posse de 100 minutos. Preferi ficar sem salário a ficar sem respeito próprio. Afinal de contas, alguém precisa respeitar o professor; nem que seja ele mesmo!!!”
Ainda que não fosse verdade, como cheira mal essa terceirização da educação, para um punhado de localidades privilegiadas, a cargo da empresa terceirizada do professor Jorge Portugal!
Especulando
Há interpretações de que a intervenção de Jacques Wagner em favor da aliança do PSD itabunense ao PTdoG estaria vinculada a fatos como o enfrentamento ao DEM-PMDB e mesmo a crescimento das intenções de voto de Juçara.
Para nós uma coisa simples: freio de arrumação sobre Otto Alencar, o anunciado artífice da aliança PSD-PRB em Itabuna, até quinta-feira 5, com direito a pose e foto.
Na lente a eleição de 2014 e a possível ruptura do projeto do governador.
Ajuda
Caso o governador pretenda o que até este instante não demonstrou (apoio efetivo ao PTdoG) basta entrar de cabeça na campanha de Juçara.
Ou não entrar.
Balada em duo
Futurâmico João Bosco compôs pensando no duo PRB-PT entoando para o PSD, quando em vez de passos de um bolero pensassem no passe de um tempo: “Sentindo frio em minh’ alma te convidei pra dançar / a tua voz me acalmava, são dois pra lá, dois pra cá / Meu coração traiçoeiro / batia mais que o bongô”
A prudência recomenda nestes instantes muita cautela. Para evitar um crime passional.
“São dois pra lá, dois pra cá”.
Coisas de Sodré
O candidato a prefeito de Itapé Carlos Sodré reuniu a imprensa no Tarik para falar de seus projetos. No Tarik, em Itabuna! Chegamos até a imaginar que Sodré estivesse a fazer campanha para itabunenses eleitores em Itapé. Só isso explicaria descurar de sua própria terra para falar em outro solo sobre projetos àquela destinados.
Mas, certamente falta a Itapé um espaço soteropolitano para a pompa e a circunstância que a liturgia sodreana exige.
Coisas de Sodré.
Começo
O alçapão
Alguns analistas entendem que a candidatura de Juçara correria livre e solta como pluma em brisa suave no plano da rejeição porque a candidata não teria nenhum senão contra si.
O problema de Juçara não está em si mesma, mas em ser apêndice da vontade/imposição de Geraldo Simões. Imaginar que Juçara alçou e promoveu voo próprio é negar uma realidade que afeta a sua imagem; a do marido impondo seu nome. Não fora isso seria unanimidade dentro do PT. E não é.
Batata assando
Já chegou à cúpula da Fundação Cultural/SECULT a utilização para fins político-partidários do Centro de Cultura Adonias Filho, preterindo espetáculos em favor de convenção partidária no dia 30 de junho. A matéria publicada em DE RODAPÉS E DE ACHADOS e no nosso blogue (“Moralidade I” e “II”) repercutiu na Fundação.
A situação de Aldo Bastos cada dia mais agravada. Dizem por lá que se não fosse a defesa que dele faz Geraldo Simões Aldo já teria saído. Há muito. Por lá, internamente, não bastasse o que consideram descaso para com o equipamento, não o engolem desde a comprovação de irregularidades cometidas.
Com um detalhe: os fatos atingem o Governo do Estado.
Bumerangue
Uma denúncia levada à autoridade policial respingou granizo grosso em Aldo Bastos. Os fatos fizeram lembrar da denúncia de corrupção no Centro de Cultura e favorecimento de Aldo à campanha de Juçara em 2008, que a ela oferecia o espaço do equipamento público para café da manhã.
Como todos
Azevedo será criticado pelo anúncio de realização ou de início de obras em período eleitoral. Uma das ações mais profícuas da última gestão de Geraldo Simões foi o asfaltamento de dezenas de quilômetros de ruas em vários bairros e centro da cidade (com material de excelente qualidade) realizado nos últimos meses de sua administração.
Nesse particular, com Azevedo ou Geraldo, antes tarde do que nunca.
Mãos à obra
Postos os nomes na disputa, as estratégias no curso da campanha definirão o vencedor. O que ora se apresenta pode não se manter para uns, pode surpreender para outros.
Visível que a disputa está centrada em três nomes, todos hoje lutando por espaço (leia-se, tempo) na propaganda de rádio e televisão: Azevedo, Juçara e Vane.
O espelho atual reflete uma posição de crescimento cômodo para Vane, uma indefinida situação para Juçara e o aparente tranquilo caminhar para Azevedo.
De concreto o alvo comum para Juçara e Vane: ataque à administração de Azevedo.
Azevedo
Registre-se que Azevedo conta, no momento, tão somente com uma imagem pessoal junto a uma parcela do eleitorado que lhe parece fiel. Algumas realizações, ainda que tardias, podem repercutir no curso da campanha, ainda que configurem oportunismo, como a anunciada inauguração de parte da obra do Lava-Pés, uma ponte ali, pavimentações acolá.
Contra terá a carga adversária sobre os desmandos praticados por pessoas a ele vinculadas, uma administração sofrível, sem falar no desgaste de uma luta jurídica para afirmar a candidatura.
Vane
Apresenta-se como renovação política e crescimento contínuo em pesquisas de intenção de voto. Cremos, pela análise a partir de entrevistas televisivas, que dispõe de boa imagem na tela, que se bem explorada pelos marqueteiros, efetivará a ideia de credibilidade ao que diga. Estabilizar seu crescimento será o grande obstáculo.
Juçara
Carrega o peso do apoio do marido, hoje mais dividindo o PT do que somando. Atribuem-lhe uma imagem de pernosticismo, estigma que lhe foi impingido em 2008. Tem a seu favor a atuação como Secretária de Desenvolvimento Social na última administração de Geraldo Simões. Certamente se utilizará do jargão de ser do mesmo partido do Governador da Bahia e da Presidente da República e um forte apelo ao eleitorado feminino propondo-se a ser a primeira mulher prefeita de Itabuna.
Tem contra, no momento, a desgastada imagem de Jacques Wagner como companhia. O discurso de parceria com Dilma tende a ser neutralizado porque os mesmos programas que afirmará dispor em seu governo já são alcançados por Azevedo, adversário da Presidente.
A dor profunda
Um registro em música da crueldade da escravidão. De servir de tema para Amistad (Spielberg) depois de declamação de Navio Negreiro (Castro Alves). Aqui “Sinhá”, de Chico Buarque e João Bosco, do Chico (Biscoito Fino), de 2011, em descontraída gravação na própria casa de Chico com acompanhamento de Bosco.
Uma letra que acentua o enlouquecer de corpo e mente que apanha e melodia que chora com o lamento. Versos de uma catarse histórica na visão de mundo em jogo de duas pessoas (escravo e cantor/compositor) digna de figurar em estudo sobre Bakhtin e sua tensão dialógica da linguagem.
DE RODAPÉS E DE ACHADOS está também disponível em www.adylsonmachado.blogspot.com
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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Retalhos
Surpresa
Canta um passarinho que o PR saltará para o colo de Geraldo Simões a qualquer instante. Em Itabuna a condução estaria a cargo de Roberto de Souza, atual aliado de Azevedo, onde detém cargos e sinecuras. Inclusive a presidência da FICC, assumida pela esposa.
Aguarda-se a reação da gestão Azevedo com a descoberta de que “água e óleo” se misturam.
E que rumo dará à “dinâmica” atuação da ex-bailarina, advogada, poeta e pedagoga.
Fracasso
O Festival Multiarte Firmino Rocha é um evento que integra o calendário da FICC como de realização obrigatória. Ou seja, programação institucional. Tem sido realizado durante o mês de julho com participação de dezenas de grupos de teatro, música e dança de todo o estado da Bahia.
Nesse 2012 não se ouve nem falar no assunto.
Uns dizem que está faltando Eva Lima, que sempre coordenou e organizou o evento; outros, de que a falta é de dinheiro, desperdiçado em “caldos”, “bebidas”, “aluguel de veículos” para fausto da presidente da FICC e “diárias” para suas viagens em busca de recursos (que ninguém vê).
Arte
Caso Azevedo consiga manter a lógica de que água e óleo não se misturam tudo continuará como dantes no quartel de abrantes: "caldos", "diárias" e "aluguel de veículos".
De Festival Multiarte Firmino Rocha, nada.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Inferno astral
Geraldo Simões
Não bastasse andar pisando em brasas para compor uma aliança partidária em torno da candidatura de sua mulher à prefeitura vê-se envolvido em denúncias e seu nome integrando o noticiário nacional.
Nem o noticiário da TV Câmara dispensou GS. Na terça não só tocou no assunto como apresentou entrevista com o presidente da Casa, deputado Marco Maia, que afirmou estar apenas aguardando que lhe chegue a formalização da denúncia para tomar as providências que o caso exige.
Sabemos que a "venda" de emendas para corresponder a interesses nada éticos é praxe, mas não contávamos que o deputado Geraldo Simões se utilizasse do expediente.
Perdendo o discurso
O mote da campanha contra Azevedo girará a partir dos desmandos da administração municipal e do tráfico de influência de pessoas próximas ao gestor. No fundo, corrupção.
A campanha de Juçara ensaiava a bateria. Geraldo Simões regia a orquestra.
Atacar, certamente. Mas, também, se defender das denúncias. Azevedo e Geraldo Simões ficam no mesmo rés do chão.
Não bastasse andar pisando em brasas para compor uma aliança partidária em torno da candidatura de sua mulher à prefeitura vê-se envolvido em denúncias e seu nome integrando o noticiário nacional.
Nem o noticiário da TV Câmara dispensou GS. Na terça não só tocou no assunto como apresentou entrevista com o presidente da Casa, deputado Marco Maia, que afirmou estar apenas aguardando que lhe chegue a formalização da denúncia para tomar as providências que o caso exige.
Sabemos que a "venda" de emendas para corresponder a interesses nada éticos é praxe, mas não contávamos que o deputado Geraldo Simões se utilizasse do expediente.
Perdendo o discurso
O mote da campanha contra Azevedo girará a partir dos desmandos da administração municipal e do tráfico de influência de pessoas próximas ao gestor. No fundo, corrupção.
A campanha de Juçara ensaiava a bateria. Geraldo Simões regia a orquestra.
Atacar, certamente. Mas, também, se defender das denúncias. Azevedo e Geraldo Simões ficam no mesmo rés do chão.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Desinformação
Maldade
O Políticos do Sul da Bahia desta quinta 24 comete profunda injustiça com o Governo Wagner – ainda que este não seja um exemplo de atuação para o imaginário desta região – ao afirmar existir “mais uma perseguição com o município” partindo do Governador.
As fontes do blogue, se o registrou a partir delas, devem estar mais comprometidas com política eleitoral/2012 e menos com a realidade.
Caso o autor da matéria dispenssasse indagar do Governador e conversasse com o próprio Prefeito de Itabuna saberia que o trecho que vai do viaduto Paulo Souto até o limite da recuperação da BR-415, adiante um pouco de Ferradas, está incluída no PAC 2, razão por que os recursos para sua realização dependem de liberação do Governo Federal.
Com um detalhe: não será apenas recuperação, mas duplicação. A pedido de Azevedo.
Geraldo Simões, quando entrevistado por Paulo Lima na TVI, confirmou que os recursos para a obra já estavam alocadas no Orçamento Federal.
Para acrescer: tudo isso já foi informado por este escriba, em DE RODAPÉS E DE ACHADOS. E sabemos até o novo nome sugerido para a Avenida: do Centenário. Que, para nós, deveria ser Jorge Amado.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Preocupação
Contas
Certamente o prefeito Azevedo está debruçado, com auxílio dos valorosos companheiros de seu conselho político, avaliando a nova composição da Câmara de Vereadores para os próximos 90 dias.
No meio tempo, porque prometido pelo presidente da Casa para junho, a votação dos pareceres do TCM que pugnam por rejeição de contas.
O PTdoG de imediato ganhou um voto.
Certamente o prefeito Azevedo está debruçado, com auxílio dos valorosos companheiros de seu conselho político, avaliando a nova composição da Câmara de Vereadores para os próximos 90 dias.
No meio tempo, porque prometido pelo presidente da Casa para junho, a votação dos pareceres do TCM que pugnam por rejeição de contas.
O PTdoG de imediato ganhou um voto.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Às avessas
Dispensando inimigos
Denúncias pipoucam de descumprimentos em órgãos vinculados à administração municipal.
A EMASA ainda não pagou salários de março, tampouco o tiquet alimentação. E o presidente da empresa sumiu.
A FICC não honrou o pactuado com os artistas que venceram editais. (Mais FICC no fim de semana).
É o que se ouve.
O prefeito Azevedo tenta a reeleição. Não precisa de adversários. Os "amigos" desencadearam uma "campanha política" às avessas.
Denúncias pipoucam de descumprimentos em órgãos vinculados à administração municipal.
A EMASA ainda não pagou salários de março, tampouco o tiquet alimentação. E o presidente da empresa sumiu.
A FICC não honrou o pactuado com os artistas que venceram editais. (Mais FICC no fim de semana).
É o que se ouve.
O prefeito Azevedo tenta a reeleição. Não precisa de adversários. Os "amigos" desencadearam uma "campanha política" às avessas.
domingo, 15 de abril de 2012
De lixo, de finanças públicas e de poesia
O encanto e a graça do lixo
Em ano eleitoral, a reportagem do Jornal Nacional em Itabuna, na quinta 12, mexeu com diferentes rumos da autoestima grapiúna. De imediato, podemos afirmar, que essa “vergonha” tornar-se-á mote para as eleições deste ano, ao lado da violência e da saúde.
De logo, ataques à administração de Azevedo foram acompanhados por defensores de sua gestão(?), alguns lembrando que nas últimas décadas nenhum dos gestores cuidou do tema (leia-se, Fernando Gomes e Geraldo Simões).
Cumpre registrar que o encontrado em Itabuna pelo Jornal Nacional o é em qualquer de nossas cidades – grandes, médias e pequenas – porque a natureza do problema está em sua própria realidade, ou seja, o aumento, nas últimas décadas, do volume de lixo produzido e na sofisticação de seus componentes (não mais papel e restos de comida, como há 50 anos).
Para evitar proselitismos, contra ou a favor, cabe-nos analisar a circunstância em que se encontra o “nosso lixo” de cada dia, onde também o de Itabuna, por uma vertente pouco utilizada pela maioria dos críticos: as necessidades financeiras e a disponibilidade do(s) Município(s) para efetivar(em) um sistema moderno voltado para a coleta e o tratamento dos resíduos gerados na cidade.
Ainda que tivéssemos uma coleta que pudesse ser considerada como perfeita (auxiliada por uma população civilizada e consciente desta particular realidade), em sã consciência não podemos afirmar que o município de Itabuna (como os demais na região) disponha de meios para realizar os investimentos necessários para materializar um aterro sanitário moderno.
Os investimentos são de tal magnitude que mesmo os órgãos financiadores tradicionais não o fazem se não houver uma relação custo-benefício compatível.
É que o custo dos investimentos exige uma quantidade tal de lixo coletado para corresponder ao tratamento que cidades do porte das nossas gerariam ociosidade diante do investimento, o que leva os planejadores a não recomendarem a aplicação de recursos sob pena de implicarem em desperdício.
Por outro lado, o município de Itabuna (destinatário direto da matéria no JN), por exemplo, como os demais, não pode pensar pura e simplesmente em realizar um empreendimento deste porte com recursos próprios.
Isto porque, historicamente, o limite de sua capacidade de investimento é muito baixa, variando entre 3% a 5% da arrecadação, visto que não dispõe de uma política consistente de fazer aumentar a arrecadação própria. (Geraldo Simões, na primeira gestão, conseguiu elevá-la de 3,5%, em 1992, para 26%, em 1996).
A regra geral pode ser assim traduzida: de cada 100 reais arrecadados apenas de 3 a 5 estão disponíveis. Ou seja, de cada 1 milhão, disponíveis apenas um máximo de 50 mil para investimentos.
Ora, tomando-se a dimensão dos inúmeros gargalos a exigir investimentos (custeio da administração, saneamento básico, distribuição de água, pavimentação etc.) os valores disponíveis são insuficientes.
Essa a razão que move prefeitos do país por uma reformulação da distribuição da arrecadação federal, hoje alcançando 14% para os municípios (já foi menor) e de andarem sempre com o pires na mão junto ao Governo Federal.
O grosso das despesas dos municípios em geral (depois de afastados os recursos destinados ao Poder Legislativo) está comprometida com a folha de pagamento, o custeio da máquina administrativa (energia, veículos, combustíveis e outros insumos) e a dívida fundada decorrente de parcelamentos (INSS, PASEP, FGTS) vinculados às transferências do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Mas, não podemos negar, o lixo de Itabuna adquiriu vida. E mais: alma. Internou-se nas discussões, como centro de paixões e preferências político-eleitorais. Ainda que sob o crivo da racionalidade devesse ser discutido, não se deixando fugar dos prismas eminentemente técnicos.
De mais interessante, tornar-se inspiração para a poesia. Na poesia de Piligra, que dele se aproveitou para gerar um belo soneto sob o signo da forma italiana, correndo mundo pelo facebook e linhas de Gustavo Felicíssimo.
Para mostrar que se alhures "lixo é luxo", como o viu Joãozinho Trinta, também é "poesia".
domingo, 25 de março de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADOS
Ainda na muda
Assim continua a classe política de Itabuna: calada, falando somente o necessário para manter os holofotes. (Afinal nem todos dispõem de emissora de rádio).
Olhares e ouvidos voltados para a Câmara. Aguardando o anuncio da Ordem do Dia da próxima sessão, para conferir se o parecer do TCM (pela rejeição das contas de Azevedo) será posto em discussão e votação.
Correndo muito daquela água que passa pelo canal do Lava-pés em tempo de estiagem. Ou seja, dejetos.
Como já deduzimos neste espaço, a inviabilização da candidatura de Azevedo faria mudar o quadro de expectativas político-eleitorais, afastando a polarização Azevedo-Juçara e viabilizando candidaturas atualmente tendentes a aderir.
Depois do tapetão
Sob a suposição de Azevedo ser afastado da disputa, analisamos na edição passada os resultados sob o prisma do “tapetão”, das lições do passado recente, de carismas, estratégias e logísticas.
Hoje o faremos sob o crivo das cores, paixões e ideologias.
A razão central
Nossa análise passa por um componente que se avoluma neste ano eleitoral: a antipatia e a resistência a qualquer candidatura petista (não só a de Juçara), por causa de Geraldo Simões.
GS tem sedimentado convicções em vários formadores de opinião de que o seu projeto é eminentemente individual, onde Itabuna é apenas trampolim.
Ainda sob a ótica deste pensar, a vitória petista, tornando-se vitória de Geraldo, fortalece-o proporcionalmente ao enfraquecimento de correligionários. Quanto mais crescer mais enfraquece os que a ele estejam submetidos.
Assim, para os que foram liderados de GS é hora de libertação, porque uma vitória do PT aprofunda a dependência, retardando para muito adiante qualquer expectativa de ocupar o poder municipal.
Herdeiro(s) I
Assim, temos que a herança da votação de Azevedo será dividida ou concentrada a partir de uma premissa, visível e cristalina: derrotar o inimigo comum, o PTdoG, ou simplesmente, Geraldo Simões.
Juçara, nesse contexto, não tem vida. É apenas a mulher que Geraldo impõe ao eleitorado para manter o seu poder, no projeto de construir uma dinastia política, à qual se integrará em tempos não distantes, um de seus filhos. Também pela imposição.
No “tiro ao pombo” da vez, já escrevemos, o “pombo” é Geraldo Simões.
Herdeiros(s) II
Discutida sob a ótica da dicotomia esquerda-direita, como extremos – parece-nos difícil uma vocação de centro no processo itabunense – o PCdoB já percebeu (não só em nível local) que precisa pensar no poder, não como coadjuvante; a direita, de manter sua hegemonia, retomada com Fernando Gomes em 2004.
O PCdoB já definiu o nome de Wenceslau Júnior, acrescendo ao de Juçara Feitosa e ao de Azevedo, para a reta de definições.
Afastado Azevedo, fica somente o nome dos dois, com esperanças para Leninha (PMDB), Augusto Castro (PSDB), Coronel Santana (PTN), Vane Renascer (PRB), Acácia Pinho (PDT) e Roberto Barbosa (PP). Outros nomes voltam-se apenas para assegurar visibilidade e tentar viabilizar eleições proporcionais (vereadores).
Algumas destas pré-candidaturas somente se confirmarão caso possam contribuir para dividir a votação do PTdoG.
O foco da situação
A grande indagação, na área do poder local, é quem possa enfrentar o PTdoG. Ou seja, em sede dos que apóiam a atual administração, caso afastado o candidato natural, Azevedo, quem teria as condições para assumir o enfrentamento à candidatura do PT, que, em tese, sairia fortalecida com a do Prefeito fora do páreo.
Nesse viés, que nome seria capaz de manter a hegemonia.
Nomes naturais
Augusto Castro e Coronel Santana são nomes naturais. (Santana adianta-se à hipótese e lança seu nome). Têm mandato de deputado estadual; a nenhum a candidatura traz prejuízo porque não carecem de renúncia para assegurá-la.
Tentará, cada um, arregimentar as forças contrárias a Geraldo Simões, torcendo para que a candidatura do PCdoB se mantenha.
O risco nesta avaliação reside no fato de Wenceslau congregar em torno de seu nome forças presentes no Centro Administrativo Firmino Alves.
O perfil ideal
Em outra vertente, a candidatura para se manter no comando municipal, passará por quem tenha o melhor discurso de resistência e enfrentamento ao próprio PTdoG.
Ou seja, que “encarne” e convença o eleitorado radicalmente contra o petismo e tenha a possibilidade de arregimentar descontentes em outros segmentos.
Nesse paradigma o melhor nome será o daquele que se apresente como “inimigo do PTdoG” e que tenha história de vida neste enfrentamento.
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