Feio
Para o baiano grapiúna que leia a matéria da Carta Capital que se encontra nas bancas não compreenderá que a chamada de capa para o Especial voltado para analisar os portos como 'novo eixo do desenvolvimento do Nordeste' não faça referência ao que será implantado em Ilhéus.
Uma das razões que o levarão a estranhar é o fato de que a abordagem se sustentou em evento promovido pela revista e o Instituto Envolver no dia 28 de janeiro em Fortaleza-CE (Portos: Infraestrutura e Logística para o Desenvolvimento do Nordeste), onde ilustrada com publicidade que cita o Porto Sul e a Ferrovia Oeste-Leste, ter o próprio presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), José Muniz Rebouças, integrando o debate e dele referências apenas aos Portos de Aratu e Salvador.
Como a abordagem do tema diz respeito aos portos e a logística necessária para seu pleno funcionamento, que implica interligação ferroviária e rodoviária, nenhuma referência ao complexo intermodal em fase de implantação em nossa região. O que nos remete a ver que não há por parte de expressões da gestão estadual a devida compreensão da importância que deve ser atribuída ao porto, aeroporto e à ferrovia que naquele deságua.
Temos chamado a atenção para o fato de que o porto em Ilhéus se constituirá no grande referencial da interligação oceânica Atlântico-Pacífico em futuro não tão remoto. Ainda que suas obras (do porto) ainda não tenham sido iniciadas - tantas as cobranças e cuidados do Ministério Público e organizações da sociedade civil - não podem ser descartadas e referenciadas em quaisquer eventos que tenham a logística nacional em discussão.
Sabemos que os interesses são muitos em retardar - visto que a inviabilização torna-se cada dia mais impossível - o pleno funcionamento do complexo a ser instalado na Bahia. Natural que outras regiões gostariam que nelas ocorressem os investimentos que aportarão em nosso Estado e lá fossem gerados os empregos e o progresso que aqui se concretizarão.
Estranha-nos, apenas, que o 'patinho feio' para os outros também o seja para baianos aos quais incumbia exaltá-lo.
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
sábado, 14 de dezembro de 2013
O futuro
Que nos espera
Até que enfim superada a discussão - que beirava a bizantinice, sem descurar da importância em si - e autorizada a construção do complexo portuário Porto Sul. Alguns meses, pelo menos, foram perdidos no que diz respeito ao iniciar das obras, agora prováveis em 2014.
Muito vimos nas discussões menos proteção ao meio ambiente e mais defesa (velada) dos interesses portuários do Sul e do Sudeste. Ao lado do porto de Sauipe o que está prestes a instalar-se em Ilhéus redimensiona a logística de carga e descarga portuária e integra plenamente o Nordeste no projeto de corredores entre o Atlântico e o Pacífico.
No momento muito é falado do porto ilheense como desaguadouro de produção do Centro-Oeste brasileiro. Mas, no futuro, receberá ele o desembarque de bens a serem destinados à costa do Pacífico, caminho mais curto para alcançar o leste asiático, assim que plenamente interligadas uma e outra costa através de um sistema rodo-ferroviário.
Que se iniciem as obras. Verão - inclusive aqueles lutaram contra o empreendimento - quanto perdemos com discussões tão prolongadas.
Já no imediato o futuro que nos espera.
Até que enfim superada a discussão - que beirava a bizantinice, sem descurar da importância em si - e autorizada a construção do complexo portuário Porto Sul. Alguns meses, pelo menos, foram perdidos no que diz respeito ao iniciar das obras, agora prováveis em 2014.
Muito vimos nas discussões menos proteção ao meio ambiente e mais defesa (velada) dos interesses portuários do Sul e do Sudeste. Ao lado do porto de Sauipe o que está prestes a instalar-se em Ilhéus redimensiona a logística de carga e descarga portuária e integra plenamente o Nordeste no projeto de corredores entre o Atlântico e o Pacífico.
No momento muito é falado do porto ilheense como desaguadouro de produção do Centro-Oeste brasileiro. Mas, no futuro, receberá ele o desembarque de bens a serem destinados à costa do Pacífico, caminho mais curto para alcançar o leste asiático, assim que plenamente interligadas uma e outra costa através de um sistema rodo-ferroviário.
Que se iniciem as obras. Verão - inclusive aqueles lutaram contra o empreendimento - quanto perdemos com discussões tão prolongadas.
Já no imediato o futuro que nos espera.
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