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domingo, 26 de julho de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Grécia x Brasil
Afirmado que o Governo Federal não se havendo bem na condução de seus gastos entrou no perigoso estágio de déficit fiscal. Ou seja, gastou mais do que podia. O natural teria de suceder: reduzi-los para equilibrar a conta e manter a credibilidade.

Mas não precisava exagerar. 

Economizar encontra uma solução simples: aumentar o ganho, a arrecadação. Não foi feito nos moldes inovadores: reduzir a sonegação, tributar o capital, a riqueza e herança.

No entanto, a receita aplicada é por demais conhecida: redução de gastos, corte de despesas, inibição da atividade econômica. Leitura pelna do receituário neoliberal.

A fonte da receita é também por demais conhecida: a da especulação financeira. 

No embalo a equipe econômica cortou gastos com programas sociais e atacou os pequenos do país, esquecendo-se do ganho dos grandes. "Ajuste de meia tigela", como ironiza Paulo Henrique Amorim.

Uma lição que leva a Grécia ao amargor, como Espanha e Portugal.

Quem fez diversamente – como a Islândia – viu situação resolvida a contento. Do país e do seu povo. Com a concordância da banca.

Da Grécia querem até o histórico porto de Pireu. Do Brasil, apenas o pré-sal. 
Porque o Cristo Redentor é muito pouco.

                   Resultado de imagem para imagens de plataformas do pré-sal  
AFP/Getty Images

Relativo
Em mais uma matéria sobre tema ('Da guerra ao comércio', assinada por Marcelo Pellegrini), a semanal Carta Capital volta a tratar da liberação da maconha, partindo de uma indagação: "não seria mais inteligente legalizar e controlar o comércio do que deixá-lo sob o domínio dos narcotraficantes?"

A matéria transita a partir do sucesso econômico-financeiro ocorrido no Colorado, EUA, onde gerados, segundo a Drug Policy Alliance, mais de 10 mil postos de trabalho, entre janeiro e julho de 2014, e 27 milhões de dólares em tributos, com a estimativa de uma movimentação de 2,7 bilhões em todo o país, ainda que não haja uma permissão federal para tanto.

Também destacado que a maconha é a terceira substância psicoativa consumida no planeta – o álcool e o tabaco são as primeiras.

Um outro ponto abordado é o custo oriundo da não liberação, não só no aparato da repressão, que nos EUA já consumiu 1 trilhão de dólares nos últimos 20 anos, sem que tenha reduzido o consumo, ao passo que fez demandar um aumento da população carcerária e o dos efeitos da violência sobre o sistema da saúde.

O polêmico tema ouriça parcela considerável da sociedade brasileira que tem na cannabis não somente uma droga mas o portal para o universo dos demais psicoativos negociados na ilegalidade.

No entanto, a discussão anda posta. Inclusive no Congresso,com projeto do deputado Jean Wyllys, do PSOL, que cria regras para o plantio, comércio e consumo, para quem – segundo a matéria – “Hoje se adquire drogas em praticamente qualquer esquina, ou seja, na prática o comércio é liberado. A diferença é que esse dinheiro, em vez de beneficiar o Estado, vai para o bolso de máfias e corrompe funcionários”.

O deputado não precisa dizer ‘quais’ funcionários públicos. É simples: quando alguém está levando vantagem tudo é permitido; inclusive o proibido. 

Onde o “domínio dos traficantes” pode ser muito relativo.

Risco de saturar
James Brow, traduzindo sua vivência daqueles anos 60 – de conflitos onde confrontado o pacifismo de Martin Luther King por Malcolm X e Panteras Negras na busca/luta pela igualdade dos direitos civis – afirmou que os negros queriam algo imediato, tanto o esperar por serem reconhecidos como pessoas.

Distante a época e o lugar, de certa forma vivemos a ansiedade por resolver problemas históricos. Postos diante de nós nos convocam a enfrentá-los. No entanto, não temos o imediato referido por Brow, tampouco as lições de Martin Luther King, menos ainda a consciência da assunção do enfrentamento de Malcolm X ou dos Panteras Negras.

Zuenir Ventura em texto publicado em O Globo aqui toca no fato de que o brasileiro quer resultados imediatos em tudo. E põe em evidência o desgaste por que passa a campanha judicial de combate à corrupção nos moldes postos por alguns, onde se destaca no instante a dos que dirigem e comandam a Operação Lava Lato, por estar fazendo tardar a resposta esperada. Assim  deduzimos  tardando a resposta e repetida a ladainha diariamente, a tendência é sentir-se cansado o povo e saturada a mensagem.

Deixa de destacar Ventura um aspecto crucial: a insistência em seletivar os resultados, para que alcancem apenas uma parcela da causa do problema, não gera a pura saturação, mas o descrédito. 

Em tempos de tarja preta
Nestes augustos tempos em que a informação seletivada traduz-se na festa dos interesses particulares e político-eleitorais, um jantar/festa na casa de Marcelo Odebrecht faz destacar a presença de Lula no evento como se fosse obra de Satanás. 

Omite-se – naturalmente – outros nomes e quejandos.

O caviar da esquerda.blogspot.com listou uma singular relação de convidados, norteado pela cultura atual.


Há 36 anos
Para idênticas atitudes o instante e a conveniência dão tons diferentes. 

A propósito das ilações de um Procurador da República sobre a atuação de Lula em defesa de interesses nacionais, Maurício Dias, na Carta Capital, traz significativa informação no Reagan pode. Lula, não! 

Detalhe: no centro do mesmo fato a mesma empreiteira (Odebrecht). 

Ironia necessária
No atual estágio de apurações e investigações no Brasil corremos o risco de morrer de indignação – os que defendemos as instituições de um Estado Democrático de Direito – ou sobrevivermos pelo viés da ironia. Neste particular aspecto muito devemos a Paulo Henrique Amorim e seu sarcástico jornalismo. Afinal, quando não há como enfrentar o absurdo deboche-se do absurdo.

É o que faz PHA aqui com a absolvição – tardia – de um exposto e condenado pela mídia na Lava jato e absolvido pelo juiz Moro, que legitima aquelas operações.

O comentarista Paulo Coutinho acertou na mosca: “É o expectro (sic) da ditadura que continua vigiando nas atitudes do pig e dos filhotes ainda encastelados nas instituições”.

Mais uma de Moro
Já registramos em outros instantes do grande risco – e grave, pelas consequências – de a Operação Lava Jato cair em desgraça em razão dos abusos cometidos pelas autoridades nela envolvidos: de delegados da Polícia Federal a titulares do Ministério Público federal e o juiz Sérgio Moro.

Mais uma, a partir do que observa o advogado Thiago Gomes Anastácio em O crime e o homem: a Justiça está incitando um delito

Pior que o soneto
As redes abriram espaço para qualquer um postar o que entende. Algumas são típicos absurdos, produto de mentes alienadas, mesquinhas em várias abordagens, reflexo de limitações que vão da intelectual à mental.

Mas, por outro lado, abre espaço para que muito do que é escondido pela mídia no poço de seus interesses seja escancarado, às vezes – e em muitos casos – com deboche. 

Como algumas montagens a partir da tarja preta sobre as iniciais que podem ser de José Serra em relatório da Polícia federal, divulgadas pelo Estadão.

A tentativa de proteger Serra deu com os burros n’água. Típico do ‘a emenda foi pior que o soneto’.

           
MAIS


Tardio recurso
Lula (man)ter contato com Marcelo Odebrecht é sinal de prática criminosa, como se alardeia pela imprensa a partir dos vazamentos da Polícia Federal. 

Mas quando José Serra aparece em telefonema com Marcelo – o que não significa irregularidade – aí a PF põe uma tarja preta sobre as iniciais JS.

Ocorre que o nome de Serra já havia aparecido em relatório. 

Quem tem... tem medo
O atual presidente da CBF (diante do que fazem outros tantos o nome de cada um fica dispensado) se recusa a viajar par atender aos reclamos da FIFA.

Tá explicado.

Novo proponente a uma delação premiada lá nos EUA-FBI pode ser a razão. 

Del Nero tem razão. Quem tem... tem medo.

Até quando?
Neófito nos cueiros ginasianos, idos de 1960, tempo em que no curso daqueles quatro anos vivenciava-se Latim, Música, Francês (3 anos), Inglês (3 anos).
No emaranhado das descobertas nos debruçávamos sobre “Le ciel il’est bleu”, "The book on the table" etc. 

E muito especificamente – graças às exigências do professor padre Sebastião Bezerra, o Latim se nos afigurava mais importante que qualquer outra aprendizagem: Quosque tanden Catilina abutere patientia nostra, Alea jacta est,  Rosa, rosae, rosarum etc.

Que falta nos faz o Latim: quosque tanden Eduardus, Calheirus, Aecius etc.

Queimando dinheiro
O gasto do Governo Federal com a mídia contraria seus critérios postos a distribuição dos recursos: número de telespectadores, de leitores etc.

A palavra distribuição encaixa-se perfeitamente à circunstância de que o que ora ocorre é desperdício, quando se trata dos gastos com televisão, o que não ocorre com rádio, revistas, jornais e internet. 

Basta que acompanhemos os argumentos e explicações de Antonio Lassance no Observatório da Imprensa leia para compreender o gráfico abaixo, que traduz a relação desproporcional entre os 
                        gastos_habitos

São resultantes dos seguintes dados analisados a partir dos critérios do próprio Governo federal, através da SECOM.

habitosdeconsumo
A pergunta: "Em que medida, então, os gastos de publicidade da Secom e das estatais refletem os hábitos midiáticos dos brasileiros? Aí é que está: não refletem. Eis a fábula da mídia técnica desmentida:
gastospublicidade
Portanto  afirma-o Lassance , com base em dados técnicos; dados de audiência; dados de pesquisa; dados oficiais; a mídia técnica do Governo Federal, de técnica, só tem o nome. Desrespeita os dados que a própria Secom tem em mãos, pelo menos, desde 2011.Fonte: tabela do autor com base em dados disponíveis em http://www.secom.gov.br/pdfs-da-area-de-orientacoes-gerais/midia/total-administracao-direta-todos-os-orgaos-indireta-todas-as-empresas.pdf"

Itabuna e as eleições municipais I
No elenco de candidaturas surgiu a de Carlos Lear. Respaldada no capitalismo grapiúna, caso possamos afirmar que a turma disponha de alguns milhões de reais em recursos para garantir uma eleição.

Caso disponha, onde a crise?

Itabuna e as eleições municipais II
Definido  de forma mais tranquila  o quadro sucessório no que diz respeito à oposição ao Governo da Bahia, com PMDB, PSDB e DEM. Prontos a se concentrarem torno de um só nome, se conveniente for. 

No que se refere a possíveis candidatos que encontrariam seu apoio (do Governo) os nomes girariam em torno dos encontrados no PRB, no PT e no PCdoB.

A grande incógnita continua representada naquele nome que seria (e será se o quiser) candidatura à reeleição: o do prefeito Claudevane Leite.

No entanto, ainda que nome natural, o atual prefeito não demonstra publicamente disposição para reenfrentar as urnas.

Sua postura – abrindo caminho para especulações e até mesmo candidaturas dentro de suas hostes – poderia ser interpretada como um jogo bem urdido visando detonar algum nome que pretenda ser o ungido pelo Governo estadual. 

Dando vazão ao terceiro até – o escolhido já, ou que se sinta nesta condição – que não corresponda à vontade ou participação da cúpula estadual.

Sob esse viés, estaria aguardando findar prazos legais para inviabilizar a saída deste alguém a tempo de conseguir uma sigla que o permitisse concorrer.

Uma outra especulação  deste escriba  gira em torno da possibilidade de assegurar o controle da gestão para quem fosse vice em sua chapa de reeleição, que assumiria depois de um certo tempo de curto cumprimento do novo mandato. 

Tal considerar levantaria a ambição dos dois rivais imediatos, tanto do PT como do PCdoB. Muito interessante para o PT, que poderia indicar um nome sem riscos de um débâcle interno de maiores consequências.

Ocorre que também poderia estar cozendo o galo em fogo brando enquanto os interessados buscam espaço, quando então definiria seu apoio a algum deles.

O difícil neste jogo é que o Governo venha a aceitar  sem definir antecipadamente  uma aventura capitaneada por Claudevane Leite que beneficie alguém que não esteja como fiel de balança no processo.

Outras duas incógnitas (PT e PCdoB) serão mais adiante analisadas.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Patinho

Feio
Para o baiano grapiúna que leia a matéria da Carta Capital que se encontra nas bancas não compreenderá que a chamada de capa para o Especial voltado para analisar os portos como 'novo eixo do desenvolvimento do Nordeste' não faça referência ao que será implantado em Ilhéus.

Uma das razões que o levarão a estranhar é o fato de que a abordagem se sustentou em evento promovido pela revista e o Instituto Envolver no dia 28 de janeiro em Fortaleza-CE (Portos: Infraestrutura e Logística para o Desenvolvimento do Nordeste), onde ilustrada com publicidade que cita o Porto Sul e a Ferrovia Oeste-Leste, ter o próprio presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), José Muniz Rebouças, integrando o debate e dele referências apenas aos Portos de Aratu e Salvador.

Como a abordagem do tema diz respeito aos portos e a logística necessária para seu pleno funcionamento, que implica interligação ferroviária e rodoviária, nenhuma referência ao complexo intermodal em fase de implantação em nossa região. O que nos remete a ver que não há por parte de expressões da gestão estadual a devida compreensão da importância que deve ser atribuída ao porto, aeroporto e à ferrovia que naquele deságua.

Temos chamado a atenção para o fato de que o porto em Ilhéus se constituirá no grande referencial da interligação oceânica Atlântico-Pacífico em futuro não tão remoto. Ainda que suas obras (do porto) ainda não tenham sido iniciadas - tantas as cobranças e cuidados do Ministério Público e organizações da sociedade civil - não podem ser descartadas e referenciadas em quaisquer eventos que tenham a logística nacional em discussão.

Sabemos que os interesses são muitos em retardar - visto que a inviabilização torna-se cada dia mais impossível - o pleno funcionamento do complexo a ser instalado na Bahia. Natural que outras regiões gostariam que nelas ocorressem os investimentos que aportarão em nosso Estado e lá fossem gerados os empregos e o progresso que aqui se concretizarão.

Estranha-nos, apenas, que o 'patinho feio' para os outros também o seja para baianos aos quais incumbia exaltá-lo.


sábado, 23 de novembro de 2013

Sete

Pecados
Sete são os pecados do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da AP 470, comenta Maurício Dias na Carta Capital desta semana. Todos vinculados, em princípio, à atuação do ministro-relator Joaquim Barbosa "eu falo o que quiser" pela circunstância de situar-se na condição de Luis XIV, famoso por dizer "L'état cést moi" (O estado sou eu). A diferença entre um e outro reside no tempo, transita entre o absolutismo monárquico e o Estado Democrático de Direito, no qual o Poder Judiciário é um dos pilares e o STF, no caso brasileiro, o seu defensor.

Talvez ficasse mais adequado ao título dado por Maurício para os pecados na AP 470 (Os sete pecados do Supremo) a resposta de Cristo, ao ser indagado sobre as tantas vezes que se deve perdoar - setenta vezes sete (Mateus: 21-22), tanto os absurdos cometidos e que se sucedem.

E a força dos pecados é tanta e se espalha com tamanho vigor na voz de seus arautos que repercute na província com expressares de muitos que se apresentam com o domínio da cultura jurídica, afirmando por afirmar.

Os que preferem repetir o pecado e não buscar a virtude. Que insistem a não aprender a separar o joio do trigo.

Mais próximos, pelo menos, de dois dos sete pecados capitais: da preguiça (de ler e conhecer) e da vaidade (de dizer-se sobre o que pouco ou nada entende). Mas, aí já é paixão.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Unindo

Os pontos
Primeiro ponto: No último dia 5, em segundo depoimento, desta vez perante a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (o primeiro o fora para a Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo), Josias Nunes de Oliveira, então motorista da Viação Cometa, acusado  de causar o acidente que matou Juscelino Kubitschek e seu motorista Geraldo Ribeiro (judicialmente inocentado), confirmou tudo que sabia (sobre os detalhes ainda voltaremos ao assunto, porque o que ora pretendemos trilha por outros caminhos), o que alimenta a suspeita de assassinato do ex-presidente.

Segundo ponto: No "Blogs do Além", de Vitor Knijnik e Rafael Cal (uma das melhores manifestações de criatividade da imprensa brasileira nos últimos anos - podem todos ser (re)vistos em www.blogsdoalem.com.br), na Carta Capital 773, trouxe o 'Blog do Jango', abordando em torno da exumação do ex-presidente deposto pelo golpe militar de 1964.

E lá está a surpresa que o 'além' nos trouxe: para a exumação virá "um perito cubano em exumações", o mesmo que exumou Che Guevara.

Há muito pesa a suspeita de que Jango foi também assassinado, por envenenamento. No centro de tudo a denominada Operação Condor, conluio sul-americano para eliminar políticos inconvenientes (todos os que apeados ou não do poder e dispunham de forte apelo junto ao povo).

Terceiro ponto: estamos a deduzir que, assim que alguma destas suspeitas venha se confirmar, especialmente o que tenha ocorrido em torno de João Goulart, exumado por um perito cubano, a Folha de São Paulo - que acaba de vislumbrar uma crise financeira gravíssima por culpa do Governo Federal - liderará a imprensa golpista com uma manchete espetacular: "A presidente Dilma Rousseff se utiliza de perito cubano para alimentar o comunismo internacional que pretende implantar no país".


 

sábado, 20 de abril de 2013

Deu

Na Carta Capital
O que há de comum entre a ferrovia Norte-Sul, a BR-156, a ponte que liga o Amapá à Guiana Francesa, a usina de Jacuí, o metrô de Salvador e a despoluição do rio Tietê? Todos os citados estão relacionados na matéria "A república do atraso", da Carta Capital 744, da semana passada, que trata das "graves falhas de planejamento" em obras que se arrastam há anos sem corresponder aos propósitos da sociedade que as custeou.

Por coincidência chamada para o Fantástico do próximo domingo anuncia matéria sobre bilhões de reais desperdiçados em obras públicas. Certamente todas, ao algumas das acima citadas serão referidas.

Temos que a Carta Capital saiu na frente. Esperamos que o televisivo da Globo faça referência à semanal.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Narciso

E seus espelhos
Dois textos da Carta Capital nº 743, que nos chegou esta semana, “A mídia na ditadura”, de Maurício Dias, e “Joaquim Barbosa faz diferença?”, de Cláudio Bernabucci, podem ser lidos no plano sistemático, ou seja, em consonância ou se completando, se tomamos como centro de atenção a postura do atual presidente do Supremo Tribunal Federal e o trunfo que o torna personalidade da mídia: o julgamento da AP 470.

Maurício Dias trata do que representou a ditadura militar para a hegemonia da Globo e Cláudio Bernabucci da “decepção profunda” em ver Joaquim Barbosa premiado pelo jornal O Globo naquilo que denomina de “manifestações autocelebrativas” tipo as que pululam em programas televisos para enaltecer os da própria casa, muito comum, inclusive, na própria TV Globo. Sinaliza Bernabucci haver “o presidente do Supremo, símbolo personificado da Justiça” fugido do perfil público, mais privado e sóbrio que se espera de um titular de tão augusto cargo ao participar do Prêmio Faz Diferença.

No entanto, precisa e preciosa é sua observação trazida no destaque da matéria: “Em meio a atrizes e cantores o presidente do STF recebe um prêmio da Globo, celebrado pelo jornal que mais o submeteu a pressões à época do ‘mensalão’”.

Nossa leitura é simples: da mesma forma, espúria, como as organizações Roberto Marinho ampliaram o domínio sobre o controle da informação (televisão, rádios, jornais e revistas) - aquilo que não ocorre em países civilizados - conivente com a ditadura militar que ajudou a instalar e a defendeu ainda que torturando e matando em seus porões, exerce o poder que detém não em defesa dos valores nacionais, tampouco da democracia, mas da manutenção da denominada casa-grande e para tanto faz ridículos para corresponder aos seus objetivos tantos os que queiram se prestar ao papel.

No entanto, façamos justiça: não impõe. Apenas sinaliza para a vaidade pessoal dos que têm a rede como espelho de Narciso. Aí reside a diferença.

Cabe ao homenageado fazer jus à homenagem; Talvez aí a razão de Joaquim Barbosa desconhecer princípios como o da razoabilidade e da ampla defesa quando nega aos réus da AP 470 a possibilidade de prorrogação de prazos para embargos.

Certamente o preço cobrado pelo sistema para assegurar a Narciso os seus espelhos. Que os aceita e se deslumbra com eles.


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Consistente

E arrasador
O texto de Antonio Luiz M. C. Costa ("O Papa dos Lobos") para a sessão Nosso Mundo da Carta Capital n. 736 certamente não agradará (muito menos convencerá) os que encontram em quisquer dos que se investem no tratamento como Sua Santidade a expressão absoluta e peremptória da infalibilidade e sustentação para sua Fé.

No entanto a lúcida abordagem, alimentada em amplo leque de informações, ampara-se em conclusão inquestionável para quem transitou, ou se omitiu, em favor de parcela da Cúria, ainda que a tenha denunciado de forma subliminar no imediato de sua estranha renúncia como "a hipocrisia religiosa, o comportamento dos que querem aparentar, as atitudes que buscam os aplausos e a aprovação".

Textua M. C. da Costa, ao final:

"E como sua renúncia evidenciou, também é incapaz de controlar o conluio de interesses empresariais, políticos e clericais que ajudou a alimentar e hoje travam as tentativas de reforma tanto do Vaticano quanto da Itália - a corrupção secreta que viceja  à sombra de qualquer autoritarismo. Provavelmente, será sucedido por um europeu igualmente conservador e intransigente para com os pecados da massa, mas mais tolerante para com os da Cúria, que manterá a Igreja no caminho firme, reto e seguro da decadência".

Leitura imperdível, para um título que foi pinçado da própria fala de Sua Santidade, quando da primeira homilia como Papa em 2005: "rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos".

Mais uma vez, como vem ocorrendo nos últimos tempos, na Igreja e no Mundo, os lobos continuam vencendo.

Difícil é entender porque a Fé não ajudou Ratzinger a carregar a cruz de enfrentar os lobos.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Surrealismo à brasileira

Recebi, não nego...
Matéria veiculada no Estadão informa que o ministro Gilmar Mendes, do STF, promoveu junto a Procuradoria-Geral da República a abertura de inquérito por calúnia, difamação e injúria contra a revista Carta Capital (e seu editor Mino Carta), que afirmou, na edição 708, haver o ministro recebido 185 mil reais do valerioduto mineiro em março de 1999, quando advogado-geral da União.

O argumento de Mendes é de que àquela época (o do recebimento) não era Advogado-Geral da União (o que ocorreria a partir de janeiro de 2000), e sim subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

Não fora isso, alega que é falsa a lista onde aparece seu nome como beneficiário do “mensalão” do PSDB mineiro (que espalhou dinheiro para políticos e personalidades de vários estados brasileiros).

A matéria não explica se Gilmar Mendes, na condição de “subchefe” para Assuntos Jurídicos da Casa Civil podia exercer a advocacia privada. (Aqui não entramos no mérito de que tal advocacia o era para um esquema criminoso).

...Mas foi legal
O que está claro: Gilmar Mendes não nega haver recebido o dinheiro.

Entende, no entanto, que comprovada está a falsidade da acusação pela circunstância de nela ser afirmado que ocupava o cargo de Advogado-Geral da União, o que ocorreria somente um ano depois.

Ou seja, se fosse o Advogado-Geral da União não podia (ilegal), mas como era “subchefe” para Assuntos Jurídicos da Casa Civil estava amparado (não sabemos em quê!).

Brasil singular. O ministro do STF – nosso “Fanfarrão Minésio” – recebeu recursos de um esquema criminoso enquanto servidor de alto escalão do Governo Federal ao tempo de FHC (que o indicou para o Supremo) e parece demonstrar que isso é normal.

Tanto que pretende processar a Carta Capital não pelo conteúdo (a denúncia do recebimento) mas pela “falsidade” de que não era Advogado-Geral da União e sim mísero subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

Detalhe para fechar o pano: certamente pretende julgar a ação, para que não falte mais nada neste teatro do absurdo do surrealismo tupiniquim do século XXI.

Para sabermos onde pisamos
O senador Fernando Collor, na reunião da CPMI do Cachoeira desta terça 14 apresentou uma grave denúncia que leva ao descrédito a atuação de membros do Ministério Público federal. Ou, quando nada, ao envolvimento de alguns com irregularidades outras, além das por eles praticadas.

Revelou o senador que, exatamente em 2 de março de 2012, procuradores que se constituem braço direito do Procurador-Geral da República Roberto Gurgel (Leia Batista de Oliveira, Daniel de Resende Salgado e Alexandre Camagno de Assis) se encontraram, por orientação de Policarpo Júnior, com outros repórteres da Veja, Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel. Deles receberam documentos de inquéritos protegidos por “segredo de Justiça” que resultaram nas operações Monte Carlo e Vegas.

Para Collor, a Veja e o Procurador-Geral estão num mesmo barco, altamente suspeito de transporte de material nada regular.

Afinal, a transferência de material sob responsabilidade da PGR, amparado em “segredo de Justiça”, para a revista dos escândalos, onde o mais recente é o envolvimento com o crime e sob comando de um criminoso (Carlinhos Cachoeira) abala os pilares da respeitada instituição republicana denominada de Ministério Público Federal.


domingo, 8 de abril de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS - 8 de Abril de 2012

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  
Adylson Machado

                                                                              

Explicação

E lemos que “Franceses de direita praticam menos sexo” (do Diário de Notícias de Lisboa). Ditas investigações nos deixam a dúvida do que representam de utilidade. Mormente pela vertente de sexo e ideologia.
Mas, para nós fica uma conclusão: natural que assim ajam. Afinal, como mundo a fora, já faz sexo com a sociedade e a classe trabalhadora, estuprando-os com suas idéias e ações de governo.
Na dúvida, perguntem aos imigrantes de França.

Tirando o sofá

carta goiásEm postagem para o Rastilhos da Razão Comentada, no http://adylsonmachado.blogspot.com/ de segunda 2, a informação de @goiasseculo21 de que a edição de CartaCapital havia sido surrupiada das bancas de Goiânia.
Se a borreira não bastasse o Procurador-Geral do Estado de Goiás, Ronald Bicca, a jogou no ventilador, ao anunciar que vai processar a revista por considerar a capa e a matéria principal da edição semanal ofensivas ao Estado e ao governador Marcondes Perillo. (De Mirelle Irene, de Goiânia, para o Luís Nassif Online, no http://www.advivo.com.br/).
Como cabe a Sua Excelência a defesa dos interesses difusos do Estado de Goiás, o exercício da atividade não deve ser confundida com a advocacia para o governador. Particularmente, no que diga respeito ao Estado, a atuação mais condizente seria determinar a instauração de procedimento para apurar as denúncias. Todas documentadas, diga-se de passagem.
Mas tirou uma de marido traído. E como no caso da mulher flagrada com o amante no sofá, pretende ver retirado da sala o sofá.

Não dá para acreditar

Não fora a fonte diríamos ser uma mentira deslavada: o PT de Barueri pretendia apoiar o candidato do DEM, não o fazendo graças à intervenção de Edinho Silva, do Diretório Estadual.
Ah! A fonte: Carlos Chagas no http://www.tribunadaimprensa.com.br/ desta sexta 6.
Nada a ver com GS e FG.

Base aliada

Carlinhos Cachoeira, amigo de Demóstenes, fazia inveja a muita gente. Tem gente do PSDB, do PP, do PPS, do PTB e... do PT que bebia vinho do contraventor e comandante-chefe da jogatina. Inclusive política.
Uma bancada fiel, de fazer inveja a Dilma.

Vai virar piada

A passagem de Ideli Salvatti pelo Ministério da Pesca financiando o milagre de uma plantação de mandioca, que nasceu criatório de peixes.
O pessoal, na crueldade, esquece que a agricultura tem mil utilizações: ou para isca; ou para o timbó.

Premiação

betãoO itabunense Carlos Betão venceu o Prêmio Braskem de Teatro para o troféu de melhor ator por sua interpretação em Sargento Getúlio (baseado na obra homônima de João Ubaldo Ribeiro).
O espetáculo, a quinta produção do Teatro NU, também premiado pelo Braskem como o melhor espetáculo de 2011, viajará para apresentação na mostra oficial do festival internacional Porto Alegre em Cena. (Fonte: http://adylsonmachado.blogspot.com/).

Aprendendo por osmose

Sabido e consabido que estacionamento em Itabuna é sinônimo de caos. A ausência de planejamento, aliada à inoperância ou “inapetência” (como diz Juvenal Maynart) da administração municipal para com a gestão da cidade, transformou a busca por estacionar em exercício de paciência e caminho para estafa.

Tratando de estacionamento sob a égide da Prefeitura, tudo compreendemos pelas razões acima expostas. O que não entendemos é que a iniciativa privada, descompromissada que “aquelas” mazelas que afetam a gestão municipal, se dê à prática osmótica de trazer o caos de ruas, praças e avenidas para o Shopping Jequitibá.

A expansão que o fez mais bonito e próximo do que existe nos grandes centros não foi acompanhada no quesito oferta de vagas para estacionar. E, para completar, nossos gênios dão de reduzir o pouco espaço existente para fazê-lo ocupado por novas construções.

Na contramão

Por demais sabido que pelo menos três aspectos se destacam para atrair clientes a um shopping: a segurança, a concentração de ofertas em ambiente agradável e a certeza de estacionamento. Em Itabuna, em vez de ampliar a oferta de vagas, reduz-se.


Considerando a força e o poder da influência dos gênios da Prefeitura que planejam a mobilidade urbana em Itabuna, do menos concentrado para o mais concentrado, somente pela versão popular para o fenômeno da ciência biológica pode-se compreender o que está a ocorrer com os que buscam estacionar no Shopping Jequitibá.

Burocracia estúpida

O judiciário, não fora fatores como a inoperância de muitos magistrados e serventuários, encontra na processualística um entrave, naquilo que denominamos de “burocracia processual”.

A privatização dos cartórios extrajudiciais, de imediato acompanhada por uma desmedida atualização das custas, foi anunciada como redenção para o consumidor. Rapidez seria o lema. Falácia.

Baiano registrado em Itabuna se deslocou de Minas Gerais em busca de uma segunda via do assentamento no Registro Civil, na terça-feira 3. De logo avisado que não teria como levar o pretendido, nem mesmo no dia seguinte.

E ouviu a explicação absurda: ainda que de imediato recolhesse as custas o Cartório depende da confirmação do Tribunal para que ele (o cartório) seja autorizado e possa emitir o documento, o que leva em torno de 48 horas.
Ou seja, o TJBA (que fica com 25% da receita) desconfia de todos, desde o titular do cartório até o mísero contribuinte. Não queremos crer que esteja a julgar, como no velho ditado, os outros por si.

Frente

Certo amadorismo afeta lideranças que se disseram integrar a frente partidária que hoje reúne PCdoB, PSC, PDT, PV, PRB. Todo mundo quer ser o máximo.

Geraldo na espreita

A propósito, sabendo do compromisso selado entre os que integram a frente, o PCdoB o cumprirá, quando da definição, caso um outro candidato esteja à frente de Wenceslau?

É o que andam vazando. Vane teria ultrapassado os dois dígitos. À frente do cururu.

Gana

Geraldo Simões estaria assegurando para seu reduto o PRTB de Milton Gramacho.

Não sabemos se o vereador, que já perdeu programa na rádio Difudora, vai se converter ao PTdoG.

Estigma

Geraldo Simões ainda vai sofrer muito com essa história de vassoura-de-bruxa. Verdade ou não, conseguiram lançar no imaginário regional a responsabilidade de GS, não comprovada nas investigações da Polícia Federal.

Quem muito contribui para isso é parcela da estirpe “bloco do eu sozinho”, agarrada aos cadarços do deputado, rastejantes muitos, que dele dependem para conseguir um emprego aqui ou ali.

Um deles, por exemplo, em tempos idos, do que dizia em mesas de bar, fazia jactar-se de andar plantando “nós” em cacauais. O seu amor ao etílico pode tê-lo levado a dizer besteira, para aparecer. Mas quem o ouviu não esqueceu.
Não à toa um documentário “O Nó: Ato Humano Deliberado” (ver “Para não esquecer – O Nó”, no http://adylsonmachado.blogspot.com/ de sexta 6) como naquela música infantil, incomoda muita gente. Dois “nós” incomodam muito mais.

Certas companhias são, e serão, para GS, eternos “nós”, como o documentário. A razão por que as tolera só ele e Deus o sabem.

Juvenal Maynart

Rodapeando naquele 13 de novembro de 2011 fizemos inserir o título “a.M – d.M” e o texto curto e mensageiro: “Assim vemos a CEPLAC sob a nova chefia: antes e depois de Maynart”.

Entendíamos pelo que conhecemos de Juvenal, suas provocações, proposições e questionamentos, que sacudiria as estruturas viciadas do órgão. Jogaria tudo para perder ou ganhar. Sem meio termo ou concessões.

Ao que deixa transparecer, pelos resultados em poucos meses de gestão, mexeu com os brios da instituição e abriu caminhos que andavam tomados de mato.

Revolução

Podemos estar errado. Mas, tudo indica, a proposta da CEPLAC para a Conferência Mundial do Meio Ambiente Rio + 20, da ONU, em junho, na cidade do Rio de Janeiro, arrebatará os olhares do planeta para a região cacaueira, como exemplo de preservação com atividade econômica, tendo por reduto e palco a Mata Atlântica.

Diferente, muito diferente, daquela proposta comandada por Paulo Alvim e acólitos que fez reduzir a MA em quase 50% a partir dos anos 70, como observa Warren Dean em “A Ferro e Fogo – história e devastação da Mata Atlântica brasileira”, edição da Companhia das Letras (1996).

Há embutida na proposta da Conservação Produtiva uma revolução que não se curvará ao tradicional choro e acender de velas somente em busca de recursos de bancos oficiais.

Nela, o mais importante, o cacauicultor será olhado com a dignidade e o respeito que merece, pela importância que representa para a sobrevivência do planeta.

Novo vetor

Inteligentíssima a idéia de tornar o produtor depositário da MA, percebendo por isso, reflorestando onde necessário, reduzindo a expectativa de extinção de indivíduos e espécies. A mata deixa de ser, como tem sido, tão somente cobertura e se torna elemento de conteúdo econômico. Não mais a cobertura desprovida de valor que apenas cobre a terra nua para atender à cobiça financeiro-especulativa.

Fênix

Demais disso, a ação concreta de Juvenal Maynart e sua proposta, nascida do conjunto ceplaqueano, demonstra que a CEPLAC é centro de inteligência científica que dispensa propostas de reducionismo ou vinculação a outros ideários.
Esquecidas e não-valorizadas pesquisas e pesquisadores ocuparão o espaço que lhes estão reservados e exigem ser reconhecidos, por merecimento, no cenário científico.

A não ser que os poderosos da indústria de fertilizantes e quejandos, em mantendo a sua força onde lhes interessa, consigam impedir que a proposta da CEPLAC de Juvenal chegue aos líderes mundiais que estarão na Rio + 20, para voltarem a vender BHC e agente laranja.

Ataque

Tornou-se famosa pela qualidade da carne-de-sol. Não de agora o abate semanal em Itororó envolve centenas de cabeças. Não há dados exatos, mas pode não ser inferior a quinhentas reses. O que supera dois milhares a cada mês.

O sonho de frigoríficos é abater para atender à demanda da antiga Itapuhy. Sonho antigo. Na esteira disso a comercialização do couro, um dos grandes negócios da atuação frigorífica.

Deram de divulgar, anonimamente, as circunstâncias em que hoje ocorre o abate em Itororó, que não atenderia às exigências da vigilância sanitária. Que determina, entre outras coisas, a saída da rês abatida somente depois de alcançada uma determinada temperatura de resfriamento.

O ataque à carne-de-sol de Itororó, que visa não necessariamente aquela que a tornou famosa, configura a busca de apropriação de parcela significativa dos negócios com ela envolvidos (couro, fato, ossos etc.), além de retirar da economia local, entre outras coisas, cerca de quinhentos empregos diretos.

A falácia

O que menos está em jogo são as questões de saúde pública. Itororó trabalha com carne-de-sol. Ou seja, sal é o produto básico para sua elaboração. Ao lado, naturalmente, da técnica e de alguns segredos detidos pela turma.

O que poucos querem lembrar, dentro da especificidade da carne-de-sol, é justamente que ela é processada à base de sal. O mais antigo conservante descoberto pelo homem.

Um detalhe: nada na natureza, nenhum ser vivo (a não ser marinho), sobrevive à concentração do sal.

Sem medo de errar

Em que pese da tradição da política nunca ser afirmado algo antes que aconteça o processo eleitoral em Itororó tende ao que antes seria inimaginável: político das hostes do PFL, hoje moribundo DEM, trafegando por siglas outras, apoiar a reeleição de Adroaldo Almeida do PT.
Essa a leitura que fazemos, a partir de uma entrevista concedida por José Vitalino Neto à FM Itapuhy, na quarta-feira 4, ouvida enquanto degustávamos uma carne-de-sol em Quincão.

Lamentava Vitalino não ver reconhecida uma fidelidade de duas décadas a Edineu Oliveira, que declinou de lhe dar apoio nesta sua pretensão de buscar a Prefeitura. Tal atitude sela o rompimento entre dois, foi taxativo. Afirma irreversível a sua candidatura, mas deixou nas entrelinhas que derrotar o próprio Edineu (que pretende lançar sua esposa Rita candidata, diante da inelegibilidade que o alcança) não está descartada.

E para não perder a oportunidade pediu votos para si e para os candidatos a vereador de seu partido, dando número e tudo. Ou seja, antecipou a propaganda eleitoral.

Conclusão

Nesse particular a nossa ilação: Vitalino Neto, bacharel afeto à advocacia eleitoral, não promoveria campanha antecipada, pondo em risco a própria candidatura (caso alguém resolva impugná-la fundado na propaganda antecipada), se não estiver utilizando a precipitação como motivo para decisão futura.

Que tem por saída apoiar Adroaldo Almeida. Único instrumento para derrotar Edineu Oliveira.

Majestoso

O poema de Schiller (1759-1805), “Ode à Alegria”, despertou em Beethoven fazer da voz humana um poderoso instrumento na orquestração. Inspira o quarto movimento da Nona Sinfonia, sobre ele assentada toda a arquitetura da composição, uma das grandiosas obras da música universal.

O vídeo que hoje trazemos traduz a grandiosidade da proposta betoviana, com um coro de 10 mil vozes, adultas e infantis, no Concerto em Osaka, no Japão, em novembro de 2011, regido por Yutaha Sado, em memória dos mortos pelo tsunami. Para ser visto e ouvido até o final, que nos enternece e emociona às lágrimas.

Cabe-nos registrar que a grandiosidade do Coral encontra precedente no Brasil. Villa Lobos lotou o São Januário, estádio do Vasco, onde regeu milhares de vozes de todos os corais do Rio de Janeiro, entoando música brasileira, para motivar o que fizera implantar nas escolas, durante o Estado Novo: o ensino de música, então denominado Canto Orfeônico. (Este momento está lembrado em “Villa Lobos – Uma Vida de Paixão” (2000), dirigido por Zelito Viana.


Cantinho do ABC da Noite

cabocoAlguém pergunta por um cliente, respeitado advogado aposentado, que frequenta quase diariamente o ABC da Noite, mas somente o fazendo ao meio-dia, sob a alegação de que não pode “perder a novela” noturna.

Cabôco leciona ao aluno:

– Aquele só vem no 1º tempo, não agüenta o 2º.

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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

Matéria postada originalmente no Site O Trombone

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Bandidagem

Como antigamente
A propósito da postagem “À tona” descobre-se que a informação que incomoda a turma pode até ser apreendida.

Ação em muito suspeita – e não poderia ser compreendida de outra forma – surrupiou das bancas de Goiânia (divulgado por @goiasseculo21) toda a edição da revista CartaCapital desta semana.

A capa (ao lado) explica a ação.