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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Céu

Não tão de brigadeiro
A oposição na Bahia se diz unida em torno do projeto sucessório, faltando definir o nome que a encabeçará. Unida – o dito – não sabemos se bem unida. A unidade remete a desprendimento, caso o projeto seja especificamente derrotar a situação. Não importaria o nome – dentre os que se habilitam ao ‘sacrifício’ – todos unidos para jamais seriam vencidos.

Aí vemos um outro problema. Caso seja Geddel o escolhido. Há uma disputa particular em relação ao futuro, razão por que determinado nome pode inviabilizar um outro para a próxima, em 2018 (caso não haja alteração no calendário).

Temos profunda dúvida – certeza o analista não pode ter – de que ACM Neto não sairá candidato. No entanto, como eleitor de expressão, tudo fará para que a cabeça de chapa saia do DEM. Afinal, mais fácil para ele influenciar e controlar parcela da administração. 

Não fora manter a certeza de caminho assegurado para a sua candidatura em 2018. Para tanto, o senado para Paulo Souto em 2014 não deixaria Neto a cavalheiro, como o seria em 2018. 

Assim, Geddel não corresponderia ao ideal, justamente por refletir caciquismo do qual Neto lembra muito bem.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Da Bahia

Para a Argentina
O Pagina 12, da Argentina, publicou matéria versando em torno das eleições presidenciais de 2014, destacando os nomes em evidência como pré-candidatos pela oposição e com o singular título “Una oposición sin rumbo”.

Ao tratar da aliança entre Campos e Marina Silva põe a nu os conflitos ideológicos entre um e outro e ironiza: “Armonizar agua y aceite es un desafío milenario que todavía no llegó a solución alguna”.

Não sabemos se o editor argentino consultou César Borges, o baiano do água e óleo não se misturam, quando combatia o PT em Itabuna, nos idos de 1994.

Claro, em tempos em que não aderira ao governo do PT.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Definições

Em andamento
Não deixam dúvidas as alianças que se concentram em torno de Eduardo Campos. Não bastasse expressões conservadoras (ao extremo), como Jorge Bornhausen e Heráclito Fortes, aporta no ninho do PSB Arnaldo Jardim embalando o PPS. Tal espectro faz faz revirar os ossos de Otávio Mangabeira e Newton Macedo Campos (apenas para ilustrar, duas gerações de baianos).

Naturalmente - o que não deixa outro entendimento - o PPS não confia em Aécio Neves como candidato pelo PSDB. Depois de três derrotas como aliado de José Serra (duas vezes) e Geraldo Alckmin muito difícil explicar a insistência (especialmente porque Serra nesse instante não apresenta condições de suportar uma campanha, com o escândalo paulista como cravo), razão por que o PPS busca sobreviver colando o seu projeto ao de Campos.

O detalhe reside no fato de que as atitudes e declarações de Eduardo Campos vão confirmando a pretensão de tornar-se o candidato natural - não mais como 'terceira via' - da ala conservadora da política nacional. Ou seja, como naquela propaganda de vodka está para "eu sou o Serra amanhã". 

Matéria veiculada no Valor - uma das bíblias do conservadorismo tupiniquim - informa que em viagem a Europa Eduardo Campos se debruçou sobre os versículos de "Propostas para o governo 2015/2018", de Fábio Giambiagi, clássico economista assessor de José Serra, famoso por defender o desmonte da Previdência Social como solução para 'conter' o avanço etário que acomete o brasileiro.

Certamente em razão disso Eduardo Campos, em entrevista a Folha de São Paulo, escancarou suas convicções em torno de flexibilizações envolvendo o Salário Mínimo, o modelo de partilha do pré-sal e, naturalmente, a Previdência.

Expostas as considerações acima - voltadas para demonstrar a guinada à direita de Eduardo Campos - certamente o caro leitor estaria a perguntar: e Marina Silva?

Tudo certinho, como beiço de bode - para ilustrar com nordestina sabedoria. Marina continuará exercendo a função a que se propôs: viabilizar um segundo turno em 2014. Como já o fizera Heloísa Helena em 2006 e a própria em 2010.

Apenas a registrar: não mais sabemos se Marina Silva é aquele contraponto à esquerda que muitos insistem em dizer.