Consolidada
Não há dúvidas da guinada à direita - centro-direita para os mais apaziguadores - estabelecida pelo Partido Socialista Brasileiro-PSB. Em Pernambuco, dos secretários empossados nesta sexta 3, dois são quadros do PSDB, antes oposição no Estado.
A destacar que a aliança que acima nos referimos não se consolidará, em termos de candidatura presidencial, no primeiro turno, mas assinala pré-assinatura de acordo para o segundo.
O leque que se espraia em torno de Eduardo Campos envolve a expressão conservadora do discurso nacional mesclada com uma representação à esquerda - se assim considerarmos Marina Silva - que contém em si a contradição de se encontrar amparada em forças do capital tupiniquim triado entre o empresarial e o financeiro.
Eduardo Campos também vê assegurada certa tranquilidade em torno da escolha de seu nome para cabeça de chapa, tendo Marina como vice, anúncio formal que ocorrerá em fevereiro. A composição pode assegurar votos verdes suficientes a lançar Aécio - se mantida a candidatura - num terceiro incômodo terceiro lugar para o PSDB, o que afasta o partido da polarização com PT.
O PSDB, neste instante, fica sem reciprocidade em São Paulo, onde Marina Silva veta apoio a Geraldo Alckmin.
Os sinais são evidentes, apontando para um PSDB coadjuvante. Liderando a aliança o PSB de Eduardo Campos reunindo em sua constelação expressões do PFL/DEM - como Heráclito Fortes e Jorge Bornhausen - e assegurando o apoio do PSDB para o segundo turno.
Aí o nó górdio a ser desatado: segundo turno.
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sábado, 4 de janeiro de 2014
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Razão
Invisível
Evidente que a oposição ao Governo Federal - leia-se PT/Dilma, sem esquecer PT/Lula - enfrenta problemas, visíveis até em análises feitas por estrangeiros (ver, neste blog, "Da Bahia para a Argentina"). Há um lugar comum de atribuir ao Bolsa Família - nominada de 'bolsa esmola' - o sucesso do Governo.
Muito tem sido escrito para realçar que outros fenômenos da política governamental nestes últimos 11 anos se fazem presentes. Em entrevista concedida ao Estado de São Paulo, publicada hoje, o cientista político Vitor Marcheti assim pondera:
- O que tem impacto eleitoral é um conjunto de políticas públicas que começaram a ser adotadas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que são focadas em regiões onde a presença do Estado sempre foi muito fraca, como o Norte e o Nordeste do País. Falam do Bolsa Família mas esquecem do Luz Para Todos, que leva energia elétrica para o sertão nordestino, para as regiões mais esquecidas da região Norte. Esse programa é um exemplo do movimento que intensificou a presença do governo federal nas regiões mais carentes. O fenômeno político importante a ser analisado no momento é esse: o gigantesco aumento das parcerias do governo federal feitas diretamente com os municípios. Isso aconteceu porque os municípios tinham assumido várias prerrogativas que não tinham condições de cumprir. (…) Os municípios assumiram a responsabilidade, entre outras coisas, pela construção de creches e os serviços básicos de saúde. Mas eles não têm condições para isso. O que o Lula fez, então? Intensificou as alianças do governo federal com os municípios. O repasse direto de recursos federais para eles, nas áreas da saúde e educação, aumentou muito. Quase todos os municípios estão construindo creches atualmente, mas quem verificar com atenção a origem dos recursos irá constatar, quase invariavelmente, que provêm de algum programa específico do governo federal para o setor. Eles revelam o quanto o governo federal pegou atalhos para se tornar mais presente na vida do cidadão, no seu cotidiano. Isso aconteceu principalmente em municípios do Norte e Nordeste.
Não custa lembrar de programas vários voltados para o transporte escolar - inclusive individual, como as bicicletas oferecidas pelo Caminho da Escola - criação e ampliação da oferta de vagas em cursos médio e superior, o Brasil Sorridente, o recente Mais Médico, sem falar na redução das desigualdades sustentadas no quase pleno emprego e na distribuição de renda, o que inclui aumentos reais para o salário mínimo.
Sob este viés fica difícil compreender o que tem ocorrido no país se as análises continuarem sob a ótica urbano/metropolitana.
É imperativo conhecer o Brasil invisível, que hoje é um Brasil real.
Evidente que a oposição ao Governo Federal - leia-se PT/Dilma, sem esquecer PT/Lula - enfrenta problemas, visíveis até em análises feitas por estrangeiros (ver, neste blog, "Da Bahia para a Argentina"). Há um lugar comum de atribuir ao Bolsa Família - nominada de 'bolsa esmola' - o sucesso do Governo.
Muito tem sido escrito para realçar que outros fenômenos da política governamental nestes últimos 11 anos se fazem presentes. Em entrevista concedida ao Estado de São Paulo, publicada hoje, o cientista político Vitor Marcheti assim pondera:
- O que tem impacto eleitoral é um conjunto de políticas públicas que começaram a ser adotadas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que são focadas em regiões onde a presença do Estado sempre foi muito fraca, como o Norte e o Nordeste do País. Falam do Bolsa Família mas esquecem do Luz Para Todos, que leva energia elétrica para o sertão nordestino, para as regiões mais esquecidas da região Norte. Esse programa é um exemplo do movimento que intensificou a presença do governo federal nas regiões mais carentes. O fenômeno político importante a ser analisado no momento é esse: o gigantesco aumento das parcerias do governo federal feitas diretamente com os municípios. Isso aconteceu porque os municípios tinham assumido várias prerrogativas que não tinham condições de cumprir. (…) Os municípios assumiram a responsabilidade, entre outras coisas, pela construção de creches e os serviços básicos de saúde. Mas eles não têm condições para isso. O que o Lula fez, então? Intensificou as alianças do governo federal com os municípios. O repasse direto de recursos federais para eles, nas áreas da saúde e educação, aumentou muito. Quase todos os municípios estão construindo creches atualmente, mas quem verificar com atenção a origem dos recursos irá constatar, quase invariavelmente, que provêm de algum programa específico do governo federal para o setor. Eles revelam o quanto o governo federal pegou atalhos para se tornar mais presente na vida do cidadão, no seu cotidiano. Isso aconteceu principalmente em municípios do Norte e Nordeste.
Não custa lembrar de programas vários voltados para o transporte escolar - inclusive individual, como as bicicletas oferecidas pelo Caminho da Escola - criação e ampliação da oferta de vagas em cursos médio e superior, o Brasil Sorridente, o recente Mais Médico, sem falar na redução das desigualdades sustentadas no quase pleno emprego e na distribuição de renda, o que inclui aumentos reais para o salário mínimo.
Sob este viés fica difícil compreender o que tem ocorrido no país se as análises continuarem sob a ótica urbano/metropolitana.
É imperativo conhecer o Brasil invisível, que hoje é um Brasil real.
Da Bahia
Para a Argentina
Não sabemos se o editor argentino
consultou César Borges, o baiano do água e óleo não se misturam, quando
combatia o PT em Itabuna, nos idos de 1994.
O Pagina 12, da Argentina, publicou matéria versando em torno das
eleições presidenciais de 2014, destacando os nomes em evidência como
pré-candidatos pela oposição e com o singular título “Una oposición sin rumbo”.
Ao tratar da aliança entre
Campos e Marina Silva põe a nu os conflitos ideológicos entre um e outro e
ironiza: “Armonizar agua y aceite es un desafío
milenario que todavía no llegó a solución alguna”.
Claro, em tempos em que não aderira ao governo do PT.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Veríssimo
No facebook
Tomando o tratamento dado por parcela da imprensa a fatos idênticos
e considerando o peso que está a exercer sobre julgamentos, especialmente no
STF – onde considerável lavra de ministros exerce a virtude atribuída a Narciso,
Luís Fernando Veríssimo está com razão quando propõe "...o fim da hipocrisia no julgamento de casos de corrupção no Brasil. Oficialize-se já dois sistemas de pesos e medidas diferentes:
- Um que só vale para o PT.
- E outro para os outros, principalmente o PSDB".
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Eleições no PT
Outras revelações
Concluído o processo de apuração o presidente eleito do PT em nível estadual alcançou a expressiva soma de 74,45% dos votos. Praticamente 3/4 do resultado. Ou seja, três em cada quatro eleitores votaram em Everaldo.
Não houve unidade no confronto, tanto que o adversário do vencedor, Ernesto Marques, obteve 20,1. O que significa dizer que uma parcela de praticamente 5,5% não queria nem um nem outro.
Por demais compreensível a difícil unidade no PT, até em disputas internas. Faz parte da chamada participação democrática das bases. Jocosamente o dizemos - sem pretender ferir susceptibilidades - que natural como expressiva representação às vezes até um "bloco do eu sozinho", para lembrar famosa figura do carnaval carioca no passado, que saía às ruas portando um estandarte onde se lia a expressão. A galhofa do carioca, no entanto, não pode ser aplicada a muitos grupos no PT.
Um partido que mudou muito na conformação de suas "bases". Quase fomos às gargalhadas quando um prócer da agremiação paulista assumiu a defesa do "companheiro Kassab". Não porque lhe cabe o princípio da dúvida em relação às denúncias que vão surgindo, mas por fazer parte da base parlamentar do governo, fato maturado desde que o ex-prefeito paulistano reinventou o PSD.
Mas tudo o que está dito acima novamente se vincula ao texto anteriormente postado (Eleições no PT de Itabuna e suas revelações). Alguns até entenderam que a recomendação literária que fizemos ao deputado Geraldo Simões estaria limitada a vê-lo como político da República Velha, também denominada de Primeira República.
Na verdade Geraldo vai comer o pão que não imaginava quando da composição do Diretório Municipal. Para quem ficou com apenas pouco mais de 35% dos votos - assim mesmo perdendo em Itabuna para o adversário em nível estadual.
Vai ter de demonstrar grande capacidade para aglutinar uma composição que venha a corresponder ao projeto político que tem desenvolvido e por desenvolver. O que inclui isolar inteiramente do processo local possível influência da cúpula estadual.
A batalha tende a ser mais dura. Não sabemos se exigirá cavalgadas, carreatas, passeatas, comícios etc. Mas, pelo menos, muita saliva!
Concluído o processo de apuração o presidente eleito do PT em nível estadual alcançou a expressiva soma de 74,45% dos votos. Praticamente 3/4 do resultado. Ou seja, três em cada quatro eleitores votaram em Everaldo.
Não houve unidade no confronto, tanto que o adversário do vencedor, Ernesto Marques, obteve 20,1. O que significa dizer que uma parcela de praticamente 5,5% não queria nem um nem outro.
Por demais compreensível a difícil unidade no PT, até em disputas internas. Faz parte da chamada participação democrática das bases. Jocosamente o dizemos - sem pretender ferir susceptibilidades - que natural como expressiva representação às vezes até um "bloco do eu sozinho", para lembrar famosa figura do carnaval carioca no passado, que saía às ruas portando um estandarte onde se lia a expressão. A galhofa do carioca, no entanto, não pode ser aplicada a muitos grupos no PT.
Um partido que mudou muito na conformação de suas "bases". Quase fomos às gargalhadas quando um prócer da agremiação paulista assumiu a defesa do "companheiro Kassab". Não porque lhe cabe o princípio da dúvida em relação às denúncias que vão surgindo, mas por fazer parte da base parlamentar do governo, fato maturado desde que o ex-prefeito paulistano reinventou o PSD.
Mas tudo o que está dito acima novamente se vincula ao texto anteriormente postado (Eleições no PT de Itabuna e suas revelações). Alguns até entenderam que a recomendação literária que fizemos ao deputado Geraldo Simões estaria limitada a vê-lo como político da República Velha, também denominada de Primeira República.
Na verdade Geraldo vai comer o pão que não imaginava quando da composição do Diretório Municipal. Para quem ficou com apenas pouco mais de 35% dos votos - assim mesmo perdendo em Itabuna para o adversário em nível estadual.
Vai ter de demonstrar grande capacidade para aglutinar uma composição que venha a corresponder ao projeto político que tem desenvolvido e por desenvolver. O que inclui isolar inteiramente do processo local possível influência da cúpula estadual.
A batalha tende a ser mais dura. Não sabemos se exigirá cavalgadas, carreatas, passeatas, comícios etc. Mas, pelo menos, muita saliva!
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Eleições no PT de Itabuna
E suas revelações
Anunciada com pompa e circunstância a vitória de uma chapa, os votos de diferença, para gáudio e esperança da estrela em nível itabunense. E não seria diferente, para o observador mais desavisado. Afinal, dos 769 votos contabilizados, ainda que uns brancos e nulos tivessem alcançado 53, a chapa vencedora obteve 471 votos diante dos 245 do adversário, exatos "226 a mais que seu oponente", como registrou O Trombone.
Mas, trilhando o caminho daquela incredulidade, que muitos atribuem tão somente a Tiago apóstolo - não pelo resultado, mas pelo que poderia estar "por trás da serra" do resultado - buscamos algumas informações, em torno das quais ousamos gastar o tempo de nosso paciente leitor.
No primeiro instante, o número de eleitores petistas aptos a votar. E nos disseram estar no patamar de 1326. Portanto, às urnas não compareceu um considerável contingente de 557 eleitores, o que representa em torno de 42% de ilustres militantes que não se dignaram participar da disputa.
Alguém diria ser de pouca valia um comparecimento mais maciço. Razão veríamos caso não houvesse acirrada disputa interna, onde enfrentado o comandante maior do PT em Itabuna, atual deputado federal Geraldo Simões. (Claro que não poderíamos exigir o voto de um de seus filhos, que se bandeou para outra agremiação partidária às vésperas do pleito).
Tampouco não é crível que Sua Excelência não tenha lutado por uma expressiva maioria e tenha se esquecido de visitar esses 42% da militância votante.
Para não nos alongarmos muito, por hora, ficou-nos outro ponto a considerar: o candidato de GS, em nível estadual, perdeu a eleição em nível local, ainda que com apenas 32 votos. (O adversário de GS, segundo uma alta fonte do PT na Bahia, pode tornar-se vencedor com uma das mais expressivas votações da história do partido em terras de Rui Barbosa).
Simplificando: Geraldo Simões venceu a batalha interna em Itabuna, não seja negado. Mas, uma vitória de Pirro. Caso levemos em consideração os números, dos 1326 votos do PT local, GS só dispõe de exatos 471, ou, em números percentuais, de 35,5%, pouco mais de um terço.
Como sabemos do ávido leitor que é - o que poucos sabem - gostaríamos de recomendar ao nosso deputado federal a leitura de uma interessante obra do jacuipense Miguel Carneiro: "O Coronel Já Não Manda Mais no Trecho".
Pelo menos sozinho!
Anunciada com pompa e circunstância a vitória de uma chapa, os votos de diferença, para gáudio e esperança da estrela em nível itabunense. E não seria diferente, para o observador mais desavisado. Afinal, dos 769 votos contabilizados, ainda que uns brancos e nulos tivessem alcançado 53, a chapa vencedora obteve 471 votos diante dos 245 do adversário, exatos "226 a mais que seu oponente", como registrou O Trombone.
Mas, trilhando o caminho daquela incredulidade, que muitos atribuem tão somente a Tiago apóstolo - não pelo resultado, mas pelo que poderia estar "por trás da serra" do resultado - buscamos algumas informações, em torno das quais ousamos gastar o tempo de nosso paciente leitor.
No primeiro instante, o número de eleitores petistas aptos a votar. E nos disseram estar no patamar de 1326. Portanto, às urnas não compareceu um considerável contingente de 557 eleitores, o que representa em torno de 42% de ilustres militantes que não se dignaram participar da disputa.
Alguém diria ser de pouca valia um comparecimento mais maciço. Razão veríamos caso não houvesse acirrada disputa interna, onde enfrentado o comandante maior do PT em Itabuna, atual deputado federal Geraldo Simões. (Claro que não poderíamos exigir o voto de um de seus filhos, que se bandeou para outra agremiação partidária às vésperas do pleito).
Tampouco não é crível que Sua Excelência não tenha lutado por uma expressiva maioria e tenha se esquecido de visitar esses 42% da militância votante.
Para não nos alongarmos muito, por hora, ficou-nos outro ponto a considerar: o candidato de GS, em nível estadual, perdeu a eleição em nível local, ainda que com apenas 32 votos. (O adversário de GS, segundo uma alta fonte do PT na Bahia, pode tornar-se vencedor com uma das mais expressivas votações da história do partido em terras de Rui Barbosa).
Simplificando: Geraldo Simões venceu a batalha interna em Itabuna, não seja negado. Mas, uma vitória de Pirro. Caso levemos em consideração os números, dos 1326 votos do PT local, GS só dispõe de exatos 471, ou, em números percentuais, de 35,5%, pouco mais de um terço.
Como sabemos do ávido leitor que é - o que poucos sabem - gostaríamos de recomendar ao nosso deputado federal a leitura de uma interessante obra do jacuipense Miguel Carneiro: "O Coronel Já Não Manda Mais no Trecho".
Pelo menos sozinho!
quinta-feira, 2 de maio de 2013
PT
E PT do Coliseu
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou, neste 1º de maio, que fechou acordo com cerca de 30 sindicatos de diversas categorias de servidores municipais paulistanos. Aceitaram os servidores aumento de 79% sobre suas remunerações básicas.
Na Bahia o governador Jacques Wagner anuncia aumento linear de 2,8% para os servidores estaduais, ainda que a inflação tenha ultrapassado os 6%. (Acredite o leitor que a vírgula está no lugar certo, para não imaginar que poderiam ser vinte e oito por cento).
Ou seja, enquanto o prefeito petista de São Paulo aumenta em 79% o governador petista da Bahia o faz, ainda chorando, em nível de 2,8%.
Para nós há um PT errado aí. Que não é o de São Paulo.
Wagner e o Coliseu
Nosso Jacques Wagner caminha para transformar o Estádio Otávio Mangabeira, conhecido como da Fonte Nova, em moderno Coliseu romano. Para lá acorrerão os servidores estaduais:
"Ave Wagner morituri te salutant". Essa a saudação dos gladiadores ao Imperador romano: Salve, Cesar, os que vão morrer te saudam.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciou, neste 1º de maio, que fechou acordo com cerca de 30 sindicatos de diversas categorias de servidores municipais paulistanos. Aceitaram os servidores aumento de 79% sobre suas remunerações básicas.
Na Bahia o governador Jacques Wagner anuncia aumento linear de 2,8% para os servidores estaduais, ainda que a inflação tenha ultrapassado os 6%. (Acredite o leitor que a vírgula está no lugar certo, para não imaginar que poderiam ser vinte e oito por cento).
Ou seja, enquanto o prefeito petista de São Paulo aumenta em 79% o governador petista da Bahia o faz, ainda chorando, em nível de 2,8%.
Para nós há um PT errado aí. Que não é o de São Paulo.
Wagner e o Coliseu
Nosso Jacques Wagner caminha para transformar o Estádio Otávio Mangabeira, conhecido como da Fonte Nova, em moderno Coliseu romano. Para lá acorrerão os servidores estaduais:
"Ave Wagner morituri te salutant". Essa a saudação dos gladiadores ao Imperador romano: Salve, Cesar, os que vão morrer te saudam.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Estranho
Tratamento
O título trazido pelo blogue O Trombone, nesta terça 9, para informar sobre a nomeação de Moema Gramacho para a Secretaria de Desenvolvimento Social não deixa de lançar uma pulga atrás da orelha do leitor: "Wagner emprega Moema Gramacho como secretária de Desenvolvimento Social".
Considerando que o cargo é de livre nomeação e não contratação e integra o universo dos agentes políticos, como definido a partir de conceitos alimentados na Constituição Federal, soa estranho que o gesto de reconhecimento de Sua Excelência a um dos mais importantes quadros da história recente do PT baiano seja lançado na vala comum de "emprego" arranjado, como deixa transparecer a redação.
A não ser que a coisa tenha nascido da fonte que alimentou o editor da postagem.
O título trazido pelo blogue O Trombone, nesta terça 9, para informar sobre a nomeação de Moema Gramacho para a Secretaria de Desenvolvimento Social não deixa de lançar uma pulga atrás da orelha do leitor: "Wagner emprega Moema Gramacho como secretária de Desenvolvimento Social".
Considerando que o cargo é de livre nomeação e não contratação e integra o universo dos agentes políticos, como definido a partir de conceitos alimentados na Constituição Federal, soa estranho que o gesto de reconhecimento de Sua Excelência a um dos mais importantes quadros da história recente do PT baiano seja lançado na vala comum de "emprego" arranjado, como deixa transparecer a redação.
A não ser que a coisa tenha nascido da fonte que alimentou o editor da postagem.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Descarte
Quando não há utilidade
A pretensão de Marina Silva de liderar a criação de um novo partido político está sob fogo cerrado. Dentre os franco atiradores parcela da grande imprensa, aquela que exerce a oposição – como disse Judith Brito – diante da fragilidade da dita cuja, até o momento em frangalhos e sem perspectiva de ofertar uma candidatura que enfrente o PT em 2014.
Estranha-nos Marina relegada por quem a incensou às alturas em 2010, alçada à condição de esperança última deste Brasil varonil. Naquela oportunidade tornara-se única solução para desbanque do poder – leia-se PT – assim como Heloisa Helena o fora em 2006. Utilidade havia. Afinal, para gáudio da casa-grande, tirava parcela significativa de votos do partido encastelado no poder e poderia viabilizar a candidatura própria que interessava às elites (José Serra, em 2010).
Hoje caem de pau sobre Marina. Ainda que seu projeto careça de sustentação na dimensão que a política exige, deveria receber da imprensa melhor conceito. Até porque, dentro do moralismo que norteia ditos arautos da verdade – por eles construída – seria ela, por sua história pessoal, uma vertente satisfatória.
No entanto, não é isso que se vê e lê.
Para quem enxerga atrás da serra sabe que a verdade é bem outra: Marina, como Heloisa Helena, não tem utilidade neste instante. Para derrotar o governo os olhos da “oposição” recaem, melosos como os de adolescente apaixonada, em Eduardo Campos. A bola da vez. Até que seja útil.
Depois... Marina, João, José, qualquer cavalo que passe selado e aparente sustentar a corrida até o fim será o sonho de consumo da oposição.
domingo, 4 de novembro de 2012
Caça às bruxas
Foco definido
Há em andamento uma tomada de posição por militantes petistas Brasil a fora. Para alguns analistas a tentativa de vinculação de ações isoladas atribuídas a petistas de forma generalizada (como as julgadas pelo STF, ainda que não "provadas", mas alimento de condenação e execração pública pela mídia) e levadas como da essência do PT como partido levantaram uma reação, onde o exemplo mais visível foi a atuação da militância em São Paulo, retornando à luta nos moldes que a notabilizaram.
Não se negue que, em nível local, a pretensão dinástica, como posto em andamento por Geraldo Simões, começa a enfrentar reações. Que se expressam com o retorno de militantes históricos ao seio do partido (de onde não deviam ter saído) para promoverem o debate no campo do "inimigo".
As eleições municipais na Bahia deixaram ao Partido dos Trabalhadores algumas definições e reflexões. Definidas algumas lideranças, consolidadas pelos resultados, como Guilherme Menezes, em Conquista, e Caetano, em Camaçari. Reflexões para todos, alertados que foram pelas urnas para as mudanças imprescindíveis para ações e estratégias que nortearão os rumos que deságuam em 2014.
Nesse sentido ocorrerá uma "caça às bruxas", entendidas estas não necessariamente as pessoas, mas os erros cometidos. Os métodos nefandos serão levados à fogueira dos debates internos.
Em Itabuna, haverá, no entanto, uma caçada muito especial... Com foco definido.
Há em andamento uma tomada de posição por militantes petistas Brasil a fora. Para alguns analistas a tentativa de vinculação de ações isoladas atribuídas a petistas de forma generalizada (como as julgadas pelo STF, ainda que não "provadas", mas alimento de condenação e execração pública pela mídia) e levadas como da essência do PT como partido levantaram uma reação, onde o exemplo mais visível foi a atuação da militância em São Paulo, retornando à luta nos moldes que a notabilizaram.
Não se negue que, em nível local, a pretensão dinástica, como posto em andamento por Geraldo Simões, começa a enfrentar reações. Que se expressam com o retorno de militantes históricos ao seio do partido (de onde não deviam ter saído) para promoverem o debate no campo do "inimigo".
As eleições municipais na Bahia deixaram ao Partido dos Trabalhadores algumas definições e reflexões. Definidas algumas lideranças, consolidadas pelos resultados, como Guilherme Menezes, em Conquista, e Caetano, em Camaçari. Reflexões para todos, alertados que foram pelas urnas para as mudanças imprescindíveis para ações e estratégias que nortearão os rumos que deságuam em 2014.
Nesse sentido ocorrerá uma "caça às bruxas", entendidas estas não necessariamente as pessoas, mas os erros cometidos. Os métodos nefandos serão levados à fogueira dos debates internos.
Em Itabuna, haverá, no entanto, uma caçada muito especial... Com foco definido.
sábado, 27 de outubro de 2012
Uma década
Lula
Depois de três derrotas no dia 27 de outubro de 2002 o nordestino e ex-metalúrgico Luis Inácio Lula da Silva se elegia Presidente da República pelo Partido dos Trabalhadores, a nação que o elegera cantando "Lula-lá".
Dez anos são passados. Muita análise a ser feita.
Uma década da eleição de Lula o é de uma das páginas mais exultantes da História deste Brasil. Gostem ou não os apaixonados contra e a favor, cabe aos analistas cientificamente analisá-la.
Depois de três derrotas no dia 27 de outubro de 2002 o nordestino e ex-metalúrgico Luis Inácio Lula da Silva se elegia Presidente da República pelo Partido dos Trabalhadores, a nação que o elegera cantando "Lula-lá".
Dez anos são passados. Muita análise a ser feita.
Uma década da eleição de Lula o é de uma das páginas mais exultantes da História deste Brasil. Gostem ou não os apaixonados contra e a favor, cabe aos analistas cientificamente analisá-la.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Repensando
Tentando novos rumos
Os números das últimas eleições confirmam crescimento do Partido dos Trabalhadores, tanto em número de prefeituras, como em número de vereadores e votos.
No entanto, em alguns municípios o PT enfrentou dificuldades e mesmo derrota acachapante, como em Recife, onde nem mesmo alcançou segundo turno em que pesasse comandar a prefeitura.
Ao que parece, a hegemomnia centrada em lideranças e não mais na base começa a promover questionamentos visando maior participação dos colegiados nas decisões, onde prevaleça mais democracia e menos dirigismo. Ou seja, retorno às origens.
Esse enfrentamento parece percebê-lo o próprio Lula, quando indica um Fernando Haddad, em São Paulo, ao arrepio de Marta e Eduardo Suplicy, para não citar outros próceres da agremiação. Em que pese o ex-presidente ser acusado de pretender o controle do pensamento e das indicações petistas, onde o exemplo é a candidatura de Haddad e as alianças concertadas para o desiderato.
Essa reação invadirá os próximos debates internos. Em Itabuna ocorrerá já de imediato, se considerarmos o expressado por integrantes da Executiva e do Diretório local a Ederivaldo Benedito durante o programa Bom Dia Bahia, do sábado 13.
Da discussão, que ocupará as próximas reuniões do PT em nível nacional, não poderá se furtar a representação itabunense. Mormente diante do resultado eleitoral e de quem a ele atribuído.
Antes tarde do que nunca. Para repensar e tentar novos rumos que assegurem longevidade ao PT no exercício do poder.
Os números das últimas eleições confirmam crescimento do Partido dos Trabalhadores, tanto em número de prefeituras, como em número de vereadores e votos.
No entanto, em alguns municípios o PT enfrentou dificuldades e mesmo derrota acachapante, como em Recife, onde nem mesmo alcançou segundo turno em que pesasse comandar a prefeitura.
Ao que parece, a hegemomnia centrada em lideranças e não mais na base começa a promover questionamentos visando maior participação dos colegiados nas decisões, onde prevaleça mais democracia e menos dirigismo. Ou seja, retorno às origens.
Esse enfrentamento parece percebê-lo o próprio Lula, quando indica um Fernando Haddad, em São Paulo, ao arrepio de Marta e Eduardo Suplicy, para não citar outros próceres da agremiação. Em que pese o ex-presidente ser acusado de pretender o controle do pensamento e das indicações petistas, onde o exemplo é a candidatura de Haddad e as alianças concertadas para o desiderato.
Essa reação invadirá os próximos debates internos. Em Itabuna ocorrerá já de imediato, se considerarmos o expressado por integrantes da Executiva e do Diretório local a Ederivaldo Benedito durante o programa Bom Dia Bahia, do sábado 13.
Da discussão, que ocupará as próximas reuniões do PT em nível nacional, não poderá se furtar a representação itabunense. Mormente diante do resultado eleitoral e de quem a ele atribuído.
Antes tarde do que nunca. Para repensar e tentar novos rumos que assegurem longevidade ao PT no exercício do poder.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Rescaldo
Das eleições e do STF
Caso tomemos o processo eleitoral pelo ângulo das paixões, e estejam elas consideradas sob a metáfora do incêndio e o eleitor como bombeiro, o rescaldo deixa, ou reitera, algumas lições, dentre elas a de que, para definição do voto municipal, quem vai às urnas mais avalia os problemas reais, aqueles que o afetam, que estão diante de si, e menos os problemas nacionais.
Sob esse aspecto, em nível nacional, em pleno processo do denominado mensalão petista, tornado julgamento político do partido pela inoportunidade em que promovido (como o sonhava a oposição e o desejava a mídia que a sustenta e a defende) o resultado do primeiro turno demonstra que a população não deu a mínima para o que diziam os senhores ministros e a repercussão massificada na mídia como pão nosso de cada dia.
Não só o crescimento no número de prefeituras conquistadas pelo PT, que passam de 550 para 628 (avanço de 14,2% até agora), enquanto minguaram percentualmente o PMDB (que caiu de 1093 para 1025), com redução de 6,2% e o PSDB, que sai de 787 para 693 (queda de 11,9%).
Destaque-se para o fenômeno real de queda da participação do DEM/PFL e do PSDB o número de prefeituras conquistadas pelo recém criado PSD, que chegou a 491, o que demonstra ocupar o vazio que vai ficando na esteira daqueles partidos.
Profundamente emblemático, para alimento do raciocínio que encabeça estas considerações, a eleição de Osasco, em São Paulo. Por lá, João Paulo Cunha era o candidato petista, afastado do pleito em decorrência de sua condenação pelo STF. Venceu o PT, com o candidato que substituiu o deputado.
Ao que parece, como rescaldo da Ação Penal 470 no resultado das eleições, mais ficará no imaginário da população não o simbólico que representa o julgamento em curso no STF, mas a máscara e a capa do novo personagem carnavalesco, o ministro Joaquim Barbosa.
Caso tomemos o processo eleitoral pelo ângulo das paixões, e estejam elas consideradas sob a metáfora do incêndio e o eleitor como bombeiro, o rescaldo deixa, ou reitera, algumas lições, dentre elas a de que, para definição do voto municipal, quem vai às urnas mais avalia os problemas reais, aqueles que o afetam, que estão diante de si, e menos os problemas nacionais.
Sob esse aspecto, em nível nacional, em pleno processo do denominado mensalão petista, tornado julgamento político do partido pela inoportunidade em que promovido (como o sonhava a oposição e o desejava a mídia que a sustenta e a defende) o resultado do primeiro turno demonstra que a população não deu a mínima para o que diziam os senhores ministros e a repercussão massificada na mídia como pão nosso de cada dia.
Não só o crescimento no número de prefeituras conquistadas pelo PT, que passam de 550 para 628 (avanço de 14,2% até agora), enquanto minguaram percentualmente o PMDB (que caiu de 1093 para 1025), com redução de 6,2% e o PSDB, que sai de 787 para 693 (queda de 11,9%).
Destaque-se para o fenômeno real de queda da participação do DEM/PFL e do PSDB o número de prefeituras conquistadas pelo recém criado PSD, que chegou a 491, o que demonstra ocupar o vazio que vai ficando na esteira daqueles partidos.
Profundamente emblemático, para alimento do raciocínio que encabeça estas considerações, a eleição de Osasco, em São Paulo. Por lá, João Paulo Cunha era o candidato petista, afastado do pleito em decorrência de sua condenação pelo STF. Venceu o PT, com o candidato que substituiu o deputado.
Ao que parece, como rescaldo da Ação Penal 470 no resultado das eleições, mais ficará no imaginário da população não o simbólico que representa o julgamento em curso no STF, mas a máscara e a capa do novo personagem carnavalesco, o ministro Joaquim Barbosa.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Não são aviões de carreira
Alguma coisa no ar
Matéria trazida pelo sítio O TROMBONE nesta quinta 27 aventa a possibilidade de reconciliação entre PT e PMDB visando a eleição soteropolitana. Pode ser, pode não ser.
O governador Jacques Wagner andou pousando na CEPLAC, espaço comandado por um peemedebista, antes de vir a Itabuna.
Há alguma coisa no ar. E não são aviões de carreira.
Isto dá rodapé(s)
Matéria trazida pelo sítio O TROMBONE nesta quinta 27 aventa a possibilidade de reconciliação entre PT e PMDB visando a eleição soteropolitana. Pode ser, pode não ser.
O governador Jacques Wagner andou pousando na CEPLAC, espaço comandado por um peemedebista, antes de vir a Itabuna.
Há alguma coisa no ar. E não são aviões de carreira.
Isto dá rodapé(s)
sábado, 15 de setembro de 2012
Poste difícil
Imagine o leitor a razão
Já foi divulgado em nosso meio que a amizade entre Geraldo Simões e Lula era tão significativa que um filho fora batizado pelo ex-presidente. Não seja negado que em mais de uma oportunidade Lula foi hóspede de Geraldo e Juçara. Também não se negue que o símbolo maior do PT gostaria de apoiar com todos os meios de que disponha a candidatura petista em Itabuna, mormente vinculada a amigos de primeira hora.
Não se afirme compadrio entre ambos, mas a amizade será reconhecida. A primeira prova de quanto tempo isso exista pode ser avaliada a partir da foto histórica de Lula, Geraldo e Cabôco Alencar no ABC da Noite, nos idos de 1989, apesar de consolidada bem antes.
Nestas eleições a chapa feminina foi buscar o único homem que a interessava: justamente o ex-presidente Lula, para fotos e depoimento.
Lula está na Bahia, ajudando companheiros. Sacrifica-se no imediato da convalescença. Ainda que a poucas horas de voo não veio/vem a Itabuna ajudar os velhos amigos ou o "compadre" e a "comadre".
A comadre está precisada. Mas o compadre ilustre não pode vir. Não por falta de convite.
De nossa parte, especulador provinciano, cremos que para não ver repercutido (a televisão o acompanha a todos os lugares) algo inconveniente para a própria imagem do PT em nível nacional.
Talvez se tivesse que apoiar um "poste" fosse mais fácil.
Já foi divulgado em nosso meio que a amizade entre Geraldo Simões e Lula era tão significativa que um filho fora batizado pelo ex-presidente. Não seja negado que em mais de uma oportunidade Lula foi hóspede de Geraldo e Juçara. Também não se negue que o símbolo maior do PT gostaria de apoiar com todos os meios de que disponha a candidatura petista em Itabuna, mormente vinculada a amigos de primeira hora.
Não se afirme compadrio entre ambos, mas a amizade será reconhecida. A primeira prova de quanto tempo isso exista pode ser avaliada a partir da foto histórica de Lula, Geraldo e Cabôco Alencar no ABC da Noite, nos idos de 1989, apesar de consolidada bem antes.
Nestas eleições a chapa feminina foi buscar o único homem que a interessava: justamente o ex-presidente Lula, para fotos e depoimento.
Lula está na Bahia, ajudando companheiros. Sacrifica-se no imediato da convalescença. Ainda que a poucas horas de voo não veio/vem a Itabuna ajudar os velhos amigos ou o "compadre" e a "comadre".
A comadre está precisada. Mas o compadre ilustre não pode vir. Não por falta de convite.
De nossa parte, especulador provinciano, cremos que para não ver repercutido (a televisão o acompanha a todos os lugares) algo inconveniente para a própria imagem do PT em nível nacional.
Talvez se tivesse que apoiar um "poste" fosse mais fácil.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
"Crônica de uma morte anunciada"
Luta intestina
Não fora as dificuldades que alcançam as candidaturas todas pela ausência de recursos para esbanjamento, habituadas que estavam os candidatos a gastos desmesurados e incompatíveis com a realidade em passado não tão distante, a do PT sofre um desgaste em pleno curso da campanha: a saída de um de seus coligados, Fábio Lima (PHS), que sai chutando o pé da barraca e pedindo de volta os seus "40 segundos" de fama.
Que as más líguas não outorguem ao seu PHS o estigma "de aluguel". A coisa deve ter descambado para a impossibilidade de uma solução a contento, pois falta de esforço certamente não faltou.
No entanto, o título da obra de Gabriel Garcia Marquez se ajusta ao fato, uma vez que entre as partes em conflito nunca se poderia dizer que houvesse afinidades de cunho idealístico ou ideológico.
Mais que o fato isolado em si o desentendimento ora revelado traduz o que temos sabido ao pé do ouvido: não anda em calmaria a campanha petista, tampouco o céu lhe é de brigadeiro.
Quando alguém se propõe a afastar-se de uma campanha uma coisa pelo menos é certa: não acredita na possibilidade de vitória do candidato.
Afinal, uma vitória acalma os nervos, suprime desavenças. E não conhecemos ninguém, que o podendo, venha a dispensar cargos que o beneficiariam numa administração futura, o cala boca natural.
Náufrago em busca de um barco seguro
Para onde rumar o insatisfeito pode ser sinal de que este destino é o que melhor está situado no atual processo eleitoral.
Certo é que em política e eleições SOMAR sempre foi melhor que DIMINUIR. Uma lógica que parece não existir nas quatro operações fundamentais de Geraldo Simões.
Não fora as dificuldades que alcançam as candidaturas todas pela ausência de recursos para esbanjamento, habituadas que estavam os candidatos a gastos desmesurados e incompatíveis com a realidade em passado não tão distante, a do PT sofre um desgaste em pleno curso da campanha: a saída de um de seus coligados, Fábio Lima (PHS), que sai chutando o pé da barraca e pedindo de volta os seus "40 segundos" de fama.
Que as más líguas não outorguem ao seu PHS o estigma "de aluguel". A coisa deve ter descambado para a impossibilidade de uma solução a contento, pois falta de esforço certamente não faltou.
No entanto, o título da obra de Gabriel Garcia Marquez se ajusta ao fato, uma vez que entre as partes em conflito nunca se poderia dizer que houvesse afinidades de cunho idealístico ou ideológico.
Mais que o fato isolado em si o desentendimento ora revelado traduz o que temos sabido ao pé do ouvido: não anda em calmaria a campanha petista, tampouco o céu lhe é de brigadeiro.
Quando alguém se propõe a afastar-se de uma campanha uma coisa pelo menos é certa: não acredita na possibilidade de vitória do candidato.
Afinal, uma vitória acalma os nervos, suprime desavenças. E não conhecemos ninguém, que o podendo, venha a dispensar cargos que o beneficiariam numa administração futura, o cala boca natural.
Náufrago em busca de um barco seguro
Para onde rumar o insatisfeito pode ser sinal de que este destino é o que melhor está situado no atual processo eleitoral.
Certo é que em política e eleições SOMAR sempre foi melhor que DIMINUIR. Uma lógica que parece não existir nas quatro operações fundamentais de Geraldo Simões.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Lula em campanha
Esperança
No programa eleitoral do PT começam a aparecer inserções que apresentam o ex-presidente Lula pedindo votos para Juçara. Antes tarde do que nunca.
O teste será avaliado brevemente. Hoje, em todos os cenários de que dispomos, a candidata petista patina nem patamar nada desejável.
Como a Presidente Dilma certamente não se fará presente em Itabuna, como o próprio Lula, é hora de conhecermos a força do ex-presidente para melhorar a imagem da campanha de Juçara-Acácia. Ele, Lula, é o único homem que interessa à dupla feminina.
Outros dois, Geraldo Simões e Jacques Wagner, estão causando um estrago daqueles!
No programa eleitoral do PT começam a aparecer inserções que apresentam o ex-presidente Lula pedindo votos para Juçara. Antes tarde do que nunca.
O teste será avaliado brevemente. Hoje, em todos os cenários de que dispomos, a candidata petista patina nem patamar nada desejável.
Como a Presidente Dilma certamente não se fará presente em Itabuna, como o próprio Lula, é hora de conhecermos a força do ex-presidente para melhorar a imagem da campanha de Juçara-Acácia. Ele, Lula, é o único homem que interessa à dupla feminina.
Outros dois, Geraldo Simões e Jacques Wagner, estão causando um estrago daqueles!
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Adivinhando
Lula sugere o que havíamos precipitado
Vinícius Carioca, do Último Segundo, no Luís Nassif Online desta quinta 23, informa que em visita à sede nacional do PT (São Paulo) o ex-presidente Lula "descartou a possibilidade" de Dilma Rousseff fazer presença nas campanhas petistas no primeiro turno.
Para não melindrar companheiros.
Como Itabuna não tem segundo turno o anúncio do comando da campanha de Juçara de que Dilma estaria em Itabuna vai por água abaixo.
Já havíamos antecipado. Nem Lula vem!
Vinícius Carioca, do Último Segundo, no Luís Nassif Online desta quinta 23, informa que em visita à sede nacional do PT (São Paulo) o ex-presidente Lula "descartou a possibilidade" de Dilma Rousseff fazer presença nas campanhas petistas no primeiro turno.
Para não melindrar companheiros.
Como Itabuna não tem segundo turno o anúncio do comando da campanha de Juçara de que Dilma estaria em Itabuna vai por água abaixo.
Já havíamos antecipado. Nem Lula vem!
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Incerteza
Pode surpreender
Até o momento não se percebe programa eleitoral com presença da presidente Dilma Rousseff. Com invejável popularidade para início de mandato é paparicada por todos os candidatos e candidatas. Estas espelhando-se na sua imagem pelo gênero, para despertar o eleitor no sentido de votar em outra mulher, aquela de cada município onde ensaia ser prefeita.
Não há sinalização de que Dilma Rousseff pretenda abrir o sorriso presidencial. Muito menos que o espalhe em todos os rincões.
Muitos terão de se contentar com a tradicional montagem fotográfica. Afinal, a imagem marca.
Em que pese sua presença ser "ouro em pó". Que estará onde seu peso implicar em eleitores para definir eleições em favor do PT.
Até o momento não se percebe programa eleitoral com presença da presidente Dilma Rousseff. Com invejável popularidade para início de mandato é paparicada por todos os candidatos e candidatas. Estas espelhando-se na sua imagem pelo gênero, para despertar o eleitor no sentido de votar em outra mulher, aquela de cada município onde ensaia ser prefeita.
Não há sinalização de que Dilma Rousseff pretenda abrir o sorriso presidencial. Muito menos que o espalhe em todos os rincões.
Muitos terão de se contentar com a tradicional montagem fotográfica. Afinal, a imagem marca.
Em que pese sua presença ser "ouro em pó". Que estará onde seu peso implicar em eleitores para definir eleições em favor do PT.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADOS-Dia 17 de junho
Adylson Machado
A vida real
Neste tear a charge de Alpino torna-se preciosa e ilustrada na realidade.
Esquitossomose
Josué de Castro (Geopolítica da Fome, Geografia da Fome) a tinha, ao lado da tuberculose e da desnutrição, como doença causada pela miséria e má distribuição da riqueza.
Justiça
O STJ negou habeas corpus a uma paciente acusada de roubar um celular de uma amiga. É o que dá furtar ninharia: o dinheiro apurado não alcança os 15 milhões suficientes a um bom advogado. Entenda-se como “bom advogado” não só o que domine o universo da processualística, mas fundamentalmente o da “orelhística”.
De nossa parte não desejamos, tampouco pretendemos, que quem furte um celular não seja alcançado pelas duras penas da lei. Mas que todos o sejam. Independentemente do advogado que postule.
Baianada
Dia desses o deputado baiano Amauri Teixeira (PT) recomendou abertura de procedimento na comissão de Ética da Câmara contra Protógenes Queiroz, a partir de duvidosos indícios. Outro baiano entra no rol do que não desejaríamos ver: o Ministro Tourinho Neto considera ilegais os grampos da Operação Monte Carlo. Salva o Carlinhos Cachoeira.
Baianada é termo que traduz, ainda que preconceituosamente, coisa boba, malfeita, burra. Mas, muito bem alimentado por Amauri e Tourinho.
Dá uma vontade de mudar de Estado!
A Justiça tarda...
Como aguardado, Cachoeira foi beneficiado por habeas corpus. Subscrito por Tourinho Neto. Não fora estar preso também em decorrência de outra operação policial (a Saint-Michel) estaria na rua.
Também o contador de Cachoeira, Lenine Araújo de Souza, beneficiado por Tourinho Neto.
A Justiça tarda, mas não falha... para os ricos.
Oportunidade
A Controladoria-Geral da União declara a Delta inidônia para contratar com o poder público federal. Mais detalhes em http://www.cgu.gov.br/Imprensa/Noticias/2012/noticia08412.asp.
Poderia aproveitar e também fazê-lo em relação a CPMI do Cachoeira, onde ou se entra calado e sai mudo ou nada se viu ou se sabe.
Imagem arranhada
Ao se deixar submeter à pressão da mídia para julgar o denominado mensalão, e fazê-lo em período eleitoral, sacrificado fica o STF como instituição. Diante de três processos sob o mesmo tema – o do PSDB mineiro, o do DEM de Brasília e o do PT – em vez de julgá-los todos optou pelo do PT.
É que a imprensa só pressionou pelo do PT.
Como São Tomé
O Diário Oficial da União da segunda 11 publicou decreto regulamentando o programa “Um computador por aluno”.
Aguardemos sua efetivação.
Fernando Collor
Gostem ou não do ex-presidente, tem atuação na CPMI do Cachoeira, no particular de enfrentar o Procurador Gurgel e a revista Veja, pautada no equilíbrio e argumentação inquestionáveis.
RIO + 20
O Ministério da Agricultura leva a RIO + 20 uma série de sugestões, apresentadas como premissas contributivas para o planeta. Dentre elas, a da CEPLAC. Para detalhes particulares à CEPLAC e mesmo em torno das demais premissas acesse http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Home%20Page/Rio+20/Principais%Premissas.pdf
Assédio moral
Palestrou esta semana, em evento promovido pelo Ministério Público do Trabalho de Itabuna, o professor e procurador Pedro Lino de Carvalho Júnior, abordando o tema “assédio moral” no âmbito das relações de trabalho.
Uma lição para os que o ouviram no auditório da FTC.
Assédio imoral
Matéria de Rita Siza para o jornal O Público, de Portugal (acessado em http://www.tribunadaimprensa.com.br/) traduz o número de suicídios de soldados americanos no Afeganistão em 2012, que supera o de mortes “naturais” (em combate). Nos primeiros 155 dias de 2012 morreram em combate 139 ante 154 suicídios.
A situação preocupa o Departamento de Defesa, a ponto de o próprio Secretário Leon Panetta, seu titular, alertar aos superiores de que “o suicídio de militares é um dos problemas mais complexos e urgentes”.
Estudos do Pentágono atribuem ao destacamento sucessivo no teatro da guerra a probabilidade de desenvolverem os soldados o denominado stress pós-traumático.
Lembrando de Dr. Pedro Lino, e ainda que não haja uma relação de trabalho, na definição específica, a onda de suicídios nos permite levantar a hipótese de que a depressão que os leva ao suicídio é fruto de típico “assédio (i)moral”, pelo constrangimento de fazer o que não deseja ou não quer.
Ou mesmo ser contra o que faz.
Daniel Thame
Produziu belo e pedagógico texto: “Parece ficção, mas é dolorosamente real”. Dizemo-lo pedagógico porque bem deveria ser utilizado em salas de aula.
Ramiro
Através do “Aquino na Squina” (Diário Bahia) tomamos conhecimento do lançamento do livro “Napoleão Libório Arraes – uma breve biografia”, da lavra de Cláudio Arraes.
Gostaríamos de nos debruçar sobre o texto para um reencontro com Napoleão, que conhecemos enquanto Secretário na primeira gestão de Geraldo Simões, ao tempo em que exercíamos a Procuradoria-Geral do Município.
Napoleão também exerceu cargos no Governo do Estado e era grande amigo de Waldir Pires.
Acinte
A revista “Bahia – terra de todos nós”, com 134 páginas, editada pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado, com tiragem de 150.000 exemplares, em material de excelente qualidade, está mais para um tapa na cara dos baianos. Material de propaganda do governo Jacques Wagner extrapola os limites da publicidade governamental, oferecendo ao leitor a ideia de um paraíso na Bahia. O Estado parece tomado de imediato por um canteiro de obras a caminho da redenção.
Investimentos privados aparecem insinuados como realidade pública, em verdadeiro estelionato propagandístico. Obras ainda não licenciadas (Porto Sul), definidas apenas em nível de projeto arquitetônico (Ponte Salvador-Itaparica) ou em fase de elaboração de edital (Linha 2 do Metro de Salvador) são vendidas como realizações. Até Universidades Federais e Institutos Federais de Educação aparecem no contexto das “realizações”.
Corta a alma ver a propaganda de combate a seca, fazendo publicidade de cisternas, quando a seca assola o semi-árido e ditas cisternas não suportaram a demanda decorrente da estiagem prolongada. É brincar com a tragédia sertaneja.
E para encerrar, ficamos sabendo que o Governo da Bahia economizou 743 milhões de reais entre 2007 e 2011. Saravá!
Acinte II
No mesmo nível, a publicidade/convocação do Governo, na televisão, sobre a remuneração dos professores e os “ganhos reais” de 22% a 26% para a categoria.
Escândalo
A Bahia já foi o maior produtor de Jumento Pêga e centro de referência para a raça. Hoje, como produtor, perdeu para Minas Gerais; e como centro de referência está às moscas.
Em Feira de Santana estava instalado o maior centro de pesquisa para o Pêga, o cavalo Campolina e o gado Guzerá, na Fazenda Mocó, centenário espaço, reconhecido nacional e internacionalmente.
Há mais ou menos três anos a fazenda Mocó foi invadida e apesar de alertado diretamente – através de assessor, porque se recusou a receber os produtores denunciantes quando informado do que se tratava – o governador Jacques Wagner nada fez e o tradicional centro de pesquisa está inteiramente depredado e seu material de pesquisa perdido.
Não sabemos se a criminosa omissão do Governo da Bahia ocorre em razão da incompetência ou da relação com os “amigos” do movimento social invasor.
Talvez por isso a “Fazenda Mocó” não tenha sido referência nas páginas da revista “Bahia – terra de todos nós”.
A frente
Aproxima-se o instante das definições. A denominada frente partidária que envolve PDT, PCdoB, PRB, PV e PSC vai caminhando para a realidade: cremos que não ultrapassará junho unida.
O que interessa I
Comentam – caso o comando estadual do PSDB intervenha na direção local para afinar uma aliança com o DEM – que o partido iria vazio de integrantes.
Não neguemos a existência de integrantes no PSDB. O que falta é mostrar a densidade eleitoral da turma.
No fundo, mais interessará a Azevedo o tempo do partido do que o “peso” dos notáveis.
O que interessa II
Na mesma esteira o PTdoG com o PSD local. Que nem sabíamos existir.
Ilusão
Ilude-se o candidato que imagina situar-se melhor no imaginário do eleitor diante da circunstância de integrar partido da base do Governo Federal. Alguns elevam aos píncaros a importância de ser do “partido de Lula e de Dilma”.
O eleitor há muito não se deixa embalar nessa “virtude”. Por uma razão elementar: sabe que, cá no andar de baixo – no município –, seja o prefeito adversário ou não da presidente, não deixará de ser alcançado pelas políticas sociais, que são universais, não partidárias
Discurso à deriva
O PTdoG, caso utilize o discurso de que é do “partido da Presidente da República” falará no vazio. Para o eleitor, observando à sua volta, os recursos transferidos pelo Governo Federal afirmarão que qualquer administrador municipal em Itabuna, inclusive Azevedo, do DEM, recebe recursos, desde que tenha projetos.
PT e alianças
Afirmam que o PP negará apoio ao PTdoG. Assim como o PR. Possibilidades quanto ao PCdoB, assim como ao PDT.
Já na reta final, para o PTdoG só há dúvidas. Não sabemos se a campanha eleitoral alterará esse quadro de melancolia, desânimo e velório traduzidos no universo das alianças.
Caindo a máscara? I
É muito grave a denúncia de O Globo repercutida no blogue Políticos do Sul da Bahia (que disponibiliza a matéria e as gravações), de que Geraldo Simões (PT) negocia emendas com o deputado João Bacelar (PR), que teriam o propósito de formar caixa para campanhas políticas, como o denuncia Isabela Suarez. “Eles operavam com o filho dele” (Geraldo), afirma a denunciante.
Talvez aí a fonte de recursos que permitem a amigos comprar emissoras etc.
Caindo a máscara? II
O fato certamente será tema da campanha municipal, atingindo quem não tem nada a ver, em princípio: Juçara, indicação/imposição de Geraldo.
Mas como não só GS é alcançado pela denúncia (também um filho) a coisa vai ficando no universo de uma “dinastia”, onde Juçara recolherá o prêmio.
No cenário nacional
Em Itororó reside o maior produtor de jumento Pêga da Bahia. E o 7º do Brasil. Sálvio Néry de Andrade há mais de trinta anos se dedica à criação do Pêga. E já faz escola; também seu filho, Manoel, avança, além da Medicina, no gosto pela criação muar.
Itororó I
O PT de Itororó realiza neste domingo convenção para homologação de candidaturas. Neste instante é cômoda a situação do prefeito Adroaldo Almeida diante do desafio da reeleição.
Desafio mesmo parece viver os que lhe fazem oposição. À direita e à esquerda.
Itororó II
O governador Jacques Wagner andou pela terra da carne de sol. Inaugurando um Posto Médico.
Era aguardado com vaias pelo magistério da região. Demorou pouco, nem quinze minutos.
É São João
Em tempos de centenário de Luiz Gonzaga, a referência junina muito a ele está ligada. Aqui retomamos um de seus clássicos (já o exibimos nestes DE RODAPÉS... no dia 10 de outubro de 2011, quando tecemos comentários ao trabalho musical e à montagem do vídeo), na primeira gravação com Gonzagão de “Vozes da Seca” (Gonzaga-Zé Dantas), em julho de 1953 para a RCA.
Pelo primor de uma sanfona que lamenta dedicamos a lembrança a todos os sanfoneiros que fazem a alegria do São João.
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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum
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