Convocação
Geraldo Simões convoca a militância que, para a cúpula da campanha, não entrou ainda no rítmo. A coisa parece não andar bem a ponto de o próprio deputado, líder máximo, assumir a convocação.
Tempos outros, bem diferentes daqueles de antanho, quando a turma ansiava por uma eleição para desfraldar bandeiras e agitar a cidade.
Hoje. anda um tanto borocoxô (em todos os significados) a ponto de influenciar atitudes. Como a de um candidato a vereador de um partido coligado à majoritária, trabalhando só por seu nome.
O de Juçara... que se vire!
Desconvocação
Uma das muitas frentes atraídas por Geraldo para a campanha petista está indo por água abaixo. Fernando Gomes anuncia apoio a Azevedo.
Não sabemos se por convicções ideológicas ou se a pedido de um fiel companheiro que se encontra magoado com o descumprimento do prometido por Geraldo Simões quando da compra da Difusora.
GS perdeu companheiros por causa da busca por fernandistas, a ponto de dizer que compensaria as perdas com as novas conquistas, oriundas de FG.
Pedeu dos dois lados!
quinta-feira, 26 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Socializando o espaço e construindo razões
Alquimia
Demos de enveredar - este neófito e primata em tecnologia de rede - no acolhimento de textos de amigos que integram a confraria dos que querem, de uma forma ou de outra e dentro da liberdade do livre pensar, construir Itabuna.
Recebemos de Antônio Nunes de Souza parte de sua ironia em relação ao nosso cotidiano, a partir da defesa de Leahy, docemente alcunhado pelo autor de Vida Louca de "Charles Lee", o Gafanhoto do Shaolin tupiniquim-grapiúna, dado a recente defesa em torno do que dissera nosso alcaide a um jornalista.
Como não dominamos a tecnologia exigiremos do leitor o trabalho de buscar/abrir a janela "Artigos e Crônicas dos Amigos do Blogue" para dispor da íntegra do texto, até que aprendamos a remetê-los através da tecnologia que pretendemos absorver no mais breve espaço de tempo.
Abaixo, a amostra do que encontrará:
Demos de enveredar - este neófito e primata em tecnologia de rede - no acolhimento de textos de amigos que integram a confraria dos que querem, de uma forma ou de outra e dentro da liberdade do livre pensar, construir Itabuna.
Recebemos de Antônio Nunes de Souza parte de sua ironia em relação ao nosso cotidiano, a partir da defesa de Leahy, docemente alcunhado pelo autor de Vida Louca de "Charles Lee", o Gafanhoto do Shaolin tupiniquim-grapiúna, dado a recente defesa em torno do que dissera nosso alcaide a um jornalista.
Como não dominamos a tecnologia exigiremos do leitor o trabalho de buscar/abrir a janela "Artigos e Crônicas dos Amigos do Blogue" para dispor da íntegra do texto, até que aprendamos a remetê-los através da tecnologia que pretendemos absorver no mais breve espaço de tempo.
Abaixo, a amostra do que encontrará:
"O que será que ele disse?
Mediante a polêmica atitude do meu querido amigo Carlos Leahy, secretário municipal, com relação a sua reação a negativa do repórter de entregar o conteúdo da entrevista do Capitão Azevedo, não querendo fazer análises comportamentais d’ele ter se transformado em "Charles Lee" o Gafanhoto do monge "Shaolin" e, num movimento de um perfeito e bem treinado ninja, apoderou-se do pequeno aparelho, só devolvendo tal equipamento horas depois já com as gravações apagadas, não deixando nem rastros para que possamos ter uma idéia do que teria dito o nosso sapeca e falador alcaide que, nós munícipes pobres mortais, não tenhamos o direito de saber!
Lógico que, mediante tal alvoroço causado no meio da solidária e corporativa mídia, nos deixou curiosos em saber que declarações foram feitas pelo nosso administrador (?), que poderiam ir de encontro a sua campanha de reeleição ou incriminar alguém da sua diversificada e semi-eficiente estafe aninhada nos aconchegos do paço municipal, abrigada pela força dos políticos que apoiaram sua eleição e, conseqüentemente, têm interesses que sua reeleição seja uma realidade para a continuação das benesses existentes!
Infelizmente, só nos restou fazer algumas conjecturas e, mediante as circunstâncias existentes, algumas deduções dentro das nossas imaginações, tomando por base tudo que ocorreu e vem ocorrendo nessa desastrosa e inusitada gestão (?) municipal, já classificada pelo povo como a mais denunciada das últimas quatro décadas!
Será que ele disse(?):
Estou trabalhando para poder, se reeleito, fazer uma administração igual a essa nos próximos quatro anos!"
Acesse a janela para ler a íntegra.
A que chegamos
Queda e coice
O noticiário local anuncia mais uma expectativa/certeza de uma epidemia de denque - evoluindo para tipos mais graves como o 4, inclusive - e a ordem da bandidagem de determinar o fechamento de colégios no Santo Antônio, submetido a toque de recolher.
Na sabedoria popular a expressão quando não é queda é coice se aplicava à circunstância de azaração de um indivíduo ocorrida em sequência; mal saía de uma caía em outra. Esta vertente parece estar se tornando lugar comum em Itabuna.
A coisa por aqui não mais está nem para a alternativa é queda ou coice, sucessivamente. É queda e coice; ao mesmo tempo.
O noticiário local anuncia mais uma expectativa/certeza de uma epidemia de denque - evoluindo para tipos mais graves como o 4, inclusive - e a ordem da bandidagem de determinar o fechamento de colégios no Santo Antônio, submetido a toque de recolher.
Na sabedoria popular a expressão quando não é queda é coice se aplicava à circunstância de azaração de um indivíduo ocorrida em sequência; mal saía de uma caía em outra. Esta vertente parece estar se tornando lugar comum em Itabuna.
A coisa por aqui não mais está nem para a alternativa é queda ou coice, sucessivamente. É queda e coice; ao mesmo tempo.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Vitória
Outros caminhos e parcerias
A retomada da gestão plena da Sáude pelo município de Itabuna retira do candidato Azevedo uma de suas estratégias de campanha: a de que a culpa pelo estágio degradante em que se encontrava a saúde pública itabunense decorria de perseguição do Governo do Estado.
No entanto, mais ganha do que perde. Não são somente os recursos. Reforçará o seu discurso pelo viés de que, na visão republicana posta à luz pelas administrações de Lula e Dilma Rousseff, não cabe ao PT o privilégio ou o monopólio da intermediação real e natural de transferências governamentais. Ou seja: com o PT no governo federal todos são iguais e igualmente atendidos, basta que "tenham projetos", argumento que já andou ensaiando.
No entanto, se quiser beneficiar-se terá que aplicar os recursos ampliados para mostrar que a afirmação anterior era verdade, o que justificava até sua busca por uma intervenção judicial para solucionar o problema.
A Resolução n. 4, consolidando o "Pacto pela Saúde", novo sistema de gestão do SUS, demonstra cabalmente que a ação do Governo Federal está voltada mais para soluções e menos para politizações. Tempos bem diferentes de uns ainda vivos em nossa memória.
Basta, de ora em diante, a renovação anual do TCG (Termo de Compromisso de Gestão), que substitui o anterior processo de habilitação, para que ocorra a transferência de recursos para a Atenção Básica, Média e Alta Complexidade da Assistência, Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS e Investimentos em Saúde. Em linguagem simples: pactuação direta entre o Município e o Governo Federal.
Por outro lado, para Azevedo, como candidato, está aberto um caminho para ampliar a estratégia da campanha, partindo do mote de que "ele" é também parceiro do Governo Dilma, parceiro da seriedade.
Se o povo acreditará é outra coisa!
A retomada da gestão plena da Sáude pelo município de Itabuna retira do candidato Azevedo uma de suas estratégias de campanha: a de que a culpa pelo estágio degradante em que se encontrava a saúde pública itabunense decorria de perseguição do Governo do Estado.
No entanto, mais ganha do que perde. Não são somente os recursos. Reforçará o seu discurso pelo viés de que, na visão republicana posta à luz pelas administrações de Lula e Dilma Rousseff, não cabe ao PT o privilégio ou o monopólio da intermediação real e natural de transferências governamentais. Ou seja: com o PT no governo federal todos são iguais e igualmente atendidos, basta que "tenham projetos", argumento que já andou ensaiando.
No entanto, se quiser beneficiar-se terá que aplicar os recursos ampliados para mostrar que a afirmação anterior era verdade, o que justificava até sua busca por uma intervenção judicial para solucionar o problema.
A Resolução n. 4, consolidando o "Pacto pela Saúde", novo sistema de gestão do SUS, demonstra cabalmente que a ação do Governo Federal está voltada mais para soluções e menos para politizações. Tempos bem diferentes de uns ainda vivos em nossa memória.
Basta, de ora em diante, a renovação anual do TCG (Termo de Compromisso de Gestão), que substitui o anterior processo de habilitação, para que ocorra a transferência de recursos para a Atenção Básica, Média e Alta Complexidade da Assistência, Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS e Investimentos em Saúde. Em linguagem simples: pactuação direta entre o Município e o Governo Federal.
Por outro lado, para Azevedo, como candidato, está aberto um caminho para ampliar a estratégia da campanha, partindo do mote de que "ele" é também parceiro do Governo Dilma, parceiro da seriedade.
Se o povo acreditará é outra coisa!
A pomba e o porre
Nem Dom Eugênio admitiria
Anunciaram como manifestação divina em torno de um santo que se encontrava velado. Uma pomba - sempre ela, desde Noé - sofre mais uma vez. Nas mãos de uma provável manipulação. Trata-se da que pousou sobre o caixão de Dom Eugênio Salles.
Exibido o fato como um fenômeno da presença de algo extraordinário para traduzir a importância do falecido, a televisão (a Globo, com detalhes) mostrou a "insistência" da columbídea em buscar o espaço sobre o qual repousava o corpo de Dom Eugênio. Voara da mão de quem a amparara como porto primeiro e a portara até a cerimônia fúnebre para posar ao lado do exemplo de vida que aguardava ser levado à tumba.
Claro que tudo poderia ter ocorrido de forma natural e mesmo uma ave de estimação, criada e educada para conviver com o grande número de pessoas presentes, a ponto de não fugir delas.
Sobre o episódio até um respeitado teólogo e parapsicólogo mineiro, José Reis Chaves, se desincumbiu de ofertar uma explicação "científica" (afinal, os parapsicólogos expõe em torno dos fenômenos espirituais como se o fizessem com regra, compasso e esquadro, para delimitar-lhe uma precisão tal, que só a Ciência se permitiria fazê-lo), saindo-se com a pérola de que "no citado episódio, não é Deus que desceu em forma de pomba, mas um espírito de Deus, falando em nome de Deus".
E, admitindo a "incorporação": "Trata-se da manifestação de um espírito que gosta dele e de suas ideias, e que, por isso, se manifestou daquela forma".
Mas como não falta incrédulo que assuma a responsabilidade e o dever social de combater quem explora a parvoíce humana, alguém resolveu estudar o fenômeno utilizando-se simplesmente da íntegra do vídeo (essa internet torna-se às vezes inconveniente) onde parte fora exibida na televisão para os quatro cantos do universo. E descobre que a pomba não apareceu por lá; fora levada por um funcionário da Cruz Vermelha que, piedoso, procurou o cinegrafista e combina com ele o voo da columbidae.
Em seguida, o que foi editado: ave presa nas mãos lançada sobre o caixão, que estava a um metro (afirma-o o desmistificador). A pomba lá pousou e lá ficou. Corte.
Observa ainda Carlos Newton, em texto publicado no Tribuna da Imprensa on line desta segunda 23, que, não tardou, a pomba voou para o teto da catedral e ficou por lá, parada.
A propósito - aventa Newton e com ele concordamos e acrecentamos -, a pombinha bem podia ter sido levada a comemorar alguma coisa e ficou lesa, como aqueles canários, papagaios, sofrês e cardeais mansinhos apoiados no dedo do vendedor em feira-livre ou beira de estrada e que logo que passava o porre (já no dedo do comprador) davam de reencontrrar a liberdade.
De nossa parte queremos entender que a pomba preferiu a catedral, lugar mais sagrado. Não porque não visse méritos no falecido. Mas não gostou coisíssima nenhuma de vê-lo sob um necrológio que lhe outorgava a "salvação" física de milhares de perseguidos pelas ditaduras latinoamericanas.
Afinal, tinha programa dominical na Globo, escrevia n' O Globo e, para completar, tanto Hildergard Angel como Sebastião Néry testemunharam em texto que Dom Eugênio Salles podia ter todos os méritos, menos aqueles que lhe punham quando não mais podia desmentir.
Ou, ainda especulando, considerando o caráter conservador de Dom Eugênio Salles, não gostou nada daquela ideia que alguém poderia aproveitar: de ser ela, doce pomba, "manifestação de quem gosta" das ideias do falecido.
Anunciaram como manifestação divina em torno de um santo que se encontrava velado. Uma pomba - sempre ela, desde Noé - sofre mais uma vez. Nas mãos de uma provável manipulação. Trata-se da que pousou sobre o caixão de Dom Eugênio Salles.
Exibido o fato como um fenômeno da presença de algo extraordinário para traduzir a importância do falecido, a televisão (a Globo, com detalhes) mostrou a "insistência" da columbídea em buscar o espaço sobre o qual repousava o corpo de Dom Eugênio. Voara da mão de quem a amparara como porto primeiro e a portara até a cerimônia fúnebre para posar ao lado do exemplo de vida que aguardava ser levado à tumba.
Claro que tudo poderia ter ocorrido de forma natural e mesmo uma ave de estimação, criada e educada para conviver com o grande número de pessoas presentes, a ponto de não fugir delas.
Sobre o episódio até um respeitado teólogo e parapsicólogo mineiro, José Reis Chaves, se desincumbiu de ofertar uma explicação "científica" (afinal, os parapsicólogos expõe em torno dos fenômenos espirituais como se o fizessem com regra, compasso e esquadro, para delimitar-lhe uma precisão tal, que só a Ciência se permitiria fazê-lo), saindo-se com a pérola de que "no citado episódio, não é Deus que desceu em forma de pomba, mas um espírito de Deus, falando em nome de Deus".
E, admitindo a "incorporação": "Trata-se da manifestação de um espírito que gosta dele e de suas ideias, e que, por isso, se manifestou daquela forma".
Mas como não falta incrédulo que assuma a responsabilidade e o dever social de combater quem explora a parvoíce humana, alguém resolveu estudar o fenômeno utilizando-se simplesmente da íntegra do vídeo (essa internet torna-se às vezes inconveniente) onde parte fora exibida na televisão para os quatro cantos do universo. E descobre que a pomba não apareceu por lá; fora levada por um funcionário da Cruz Vermelha que, piedoso, procurou o cinegrafista e combina com ele o voo da columbidae.
Em seguida, o que foi editado: ave presa nas mãos lançada sobre o caixão, que estava a um metro (afirma-o o desmistificador). A pomba lá pousou e lá ficou. Corte.
Observa ainda Carlos Newton, em texto publicado no Tribuna da Imprensa on line desta segunda 23, que, não tardou, a pomba voou para o teto da catedral e ficou por lá, parada.
A propósito - aventa Newton e com ele concordamos e acrecentamos -, a pombinha bem podia ter sido levada a comemorar alguma coisa e ficou lesa, como aqueles canários, papagaios, sofrês e cardeais mansinhos apoiados no dedo do vendedor em feira-livre ou beira de estrada e que logo que passava o porre (já no dedo do comprador) davam de reencontrrar a liberdade.
De nossa parte queremos entender que a pomba preferiu a catedral, lugar mais sagrado. Não porque não visse méritos no falecido. Mas não gostou coisíssima nenhuma de vê-lo sob um necrológio que lhe outorgava a "salvação" física de milhares de perseguidos pelas ditaduras latinoamericanas.
Afinal, tinha programa dominical na Globo, escrevia n' O Globo e, para completar, tanto Hildergard Angel como Sebastião Néry testemunharam em texto que Dom Eugênio Salles podia ter todos os méritos, menos aqueles que lhe punham quando não mais podia desmentir.
Ou, ainda especulando, considerando o caráter conservador de Dom Eugênio Salles, não gostou nada daquela ideia que alguém poderia aproveitar: de ser ela, doce pomba, "manifestação de quem gosta" das ideias do falecido.
domingo, 22 de julho de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADOS-Dia 22 de Julho
Adylson Machado
Silêncio de convento
Dos 80 senadores em plenário no 11 de julho 56 votaram pela cassação e 24 transitaram pela absolvição (19) e pela abstenção (5). “Apoio” muito diferente do ocorrido da sessão da Casa, de 14 de março, quando discursou o hoje ex-senador negando as denúncias de envolvimento com Carlinhos Cachoeira, encontrnado apoio de 44 dos pares presentes, dentre eles Marta Suplicy e Eduardo Suplicy (PT), que rasgaram seda para enfeitar o denunciado.
Mas não estavam sós: outros senadores, dentre eles Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos, Roberto Requião e Luís Henrique (PMDB) Randolfe Rodrigues (PSOL), Cristóvam Buarque e Pedro Taques (PDT), Carlos Valadares (PSB), Inácio Arruda (PCdoB), Mozarildo Cavalcanti (PTB), Paulo Paim e Jorge Viana (PT), Francisco Dornelles (PP), João Ribeiro (PR) reconheceram os “valores” de Demóstenes, ainda que arrasador fosse o peso das denúncias. Muitos falaram em nome de seus partidos. Dispensamos citar nomes do PSDB e do DEM por razões óbvias.
Hoje todos juraram voto de silêncio.
Terrorismo
Alguém, no teatro, sentiu algo cutucando o seu assento e ao buscá-lo percebeu que se tratava de uma agulha acompanhada de pequena e mortífera nota: “Você acaba de ser infectado com HIV”. Agulhas infectadas já foram encontradas em caixas eletrônicos e outras máquinas públicas.
Os detalhes acima os recebemos através de correio eletrônico e os fazemos circular e recomendar aos que nos lêem a transmissão das cautelas compatíveis.
Exagero que fosse, mal nenhum causa redobrar a atenção. Não custa ficarmos atento – diria vó Tormeza
Até que enfim
Com alegria vemos, a partir das últimas edições da CartaCapital, que as regras do bem escrever e redigir começam a ser plenamente respeitadas. O quase nunca levado em conta hífen dobrado começou a merecer a atenção dos redatores da semanal.
A utilização do hífen dobrado se torna imprescindível para permitir ao leitor diferenciar o que é uma separação silábica (hífen simples, no fim da linha superior, dividindo a sílaba) do símbolo que representa a separação de palavras compostas (o primeiro, na linha superior; o segundo, “no início da linha imediata”).
Perguntaria o leitor desacostumado com a regra (que sempre constou dos Acordos Ortográficos) a razão por que da exigência. A resposta é simples: separar as sílabasda palavra me-ni-no remete a compreender que menino é uma palavra única; diferentemente de separar as palavras da composta rosa-dos-ventos.
Neste último caso, se a separação for das sílabas de rosa – hífen simples – mas se derosa-dos – hífen dobrado. É a regra posta na Base XX, Da Divisão Silábica, item 6º, do Novo Acordo Ortográfico: “Na translineação de uma palavra composta ou de uma combinação de palavras em que há um hífen, ou mais, se a partição coincide com o final de um dos elementos ou membros, deve, por clareza gráfica, repetir-se o hífen no início da linha imediata: ex- -alferes, serená- -los-emos, vice- -almirante”.
Parece complicado, mas é que falta escola para ensinar e textos para ler. Os livros didáticos respeitam a lição. Que levamos a sério, ao pé da letra, em nossos “Amendoeiras de Outono” e “O ABC do Cabôco”. E a CartaCapital começa a fazê-lo.
Chamando às falas
De maio para cá já percebemos nitidamente sinais desses tempos: pressão sobre o sistema bancário, que resultou na redução de juros; ações do Ministério da Saúde suspendendo a venda de novos planos de saúde, alcançando operadoras que não correspondiam ao que prometiam e, recentemente, a suspensão da venda de novos planos pelas teles.
Não sabemos se alcançará todas as metas que tenha em mente.
Eleições de ontem
Todo cuidado é pouco. Está vindo à tona a armação muito bem elaborada, envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-policial e araponga Dadá, Mino Pedrosa (da Istoé), Vedoin Trevisan (dos sanguessugas), em torno do que ficou famoso como “escândalo dos aloprados”.
Fica muito claro, através de gravações da Operação Monte Carlo, que tudo foi armado contra o PT, para atingir o então candidato a reeleição Lula. Mino Pedrosa chega a falar que tem a “bala de prata” para “matar o barbudo”. O PT caiu como um patinho.
Tudo na CartaCapital desta semana.
Eleições
A eleição para a prefeitura de São Paulo torna-se alvo de atenção. Não pelo fato de ser o maior centro urbano do país, mas por dispor de dois elementos de significação específica: a candidatura de José Serra, que já foi de prefeito e ex-candidato a presidente da República por duas vezes (participando de quatro das cinco últimas eleições) e o apoio de Lula a Haddad.
A última pesquisa de opinião divulgada pelo Datafolha mostra a dificuldade que Serra enfrentará: continua patinando em 30% das intenções de voto, ainda que conhecido por 99% da população, que tem 37% que o rejeitam.
Celso Russomanno, do PRB, alcança 26% das intenções de voto e Fernando Haddad, do PT, chega aos 7%.
Detalhes: 55% dos paulistanos não conhecem Haddad e 60% tendem a se deixar influenciar pela indicação de Lula.
Novo partido
Não se afobe o eleitor. Teremos mais um partido, provavelmente, disputando as eleições em 2014: o PEN-Partido Ecológico Nacional, com o simbólico número 51.
Oficializado no último 19 de junho, ligado a evangélicos, já contaria com 30 deputados estaduais e 2 federais, pretendendo alcançar outros 18 na Câmara Federal dentro em breve.
Julgamento abalado
A decisão do Tribunal de Contas da União, reconhecendo validade dos contratos celebrados por Marcos Valério e o Banco do Brasil pode ser uma reviravolta no julgamento da Ação Penal 470 no STF, no particular da alegada “compra” de parlamentares para votar com o Governo.
Comprovado que o dinheiro das empresas de Marcos Valério era legal fica afastada a hipótese de que recursos públicos irrigaram o denominado mensalão.
Recursos privados, quando muito, ajudam, e ajudaram, a formar Caixa 2.
Chegando a hora
Para quem teve acesso aos termos do relatório do processo não encontra uma mísera linha que justifique a existência do “mensalão”, a não ser pelos desdobramentos políticos através da imprensa que tal expressar remete.
Mas o circo está armado e o balcão apto a receber o quem dá mais para divulgar a inverdade tornada axioma.
Rsrsrsrsrs
Tem gente entendendo que o prêmio Kluge recebido por FHC nos Estados Unidos equivale ao Nobel na área das ciências humanas. Ainda que manifestação da apaixonite aguda reconhecemos e respeitamos o direito inalienável de quem assim veja.
Só falta enxergar.
Triste realidade
Os jovens alimentam a fatídica estatística com um índice percentual alarmante. A puberdade para algumas camadas da população tornou-se “zona de risco”.
A charge de Duke parece dirigida para quem lê e ouve o noticiário policial de Itabuna.
Leninha
Análise de fatos políticos não exige lógica, se a buscamos com régua e compasso, cientificitude. A não ser quando traduz informação. Mas, para isto, a palavra já o afirma: informação. Daí porque especular é a lógica do que opina ou analisa.
Reencontrando espaços no noticiário local, Leninha afirma que pretende apoiar alguém nas próximas eleições, não tendo ainda se decidido.
Cremos que terá dificuldades de acompanhar o PMDB, diante do que viveu no partido. Assim, difícil entrar na campanha de Azevedo.
Muito possível que venha a apoiar Juçara. Cremos nisso considerando as razões por que da visita de Leninha à casa de Geraldo. Razões fortes.
Caso supere o trauma Leninha escolherá outro caminho. Mas o trauma pode persistir.
Josias x Geraldo
Observadores e analistas políticos sabem que as eleições municipais tornaram-se importante instrumento para a formação das bases que alimentam as eleições majoritárias e proporcionais estaduais e federais. Sob este prisma acompanhar os passos das alianças entre deputados estaduais e federais nesta municipalizada possibilita verificar a formação do mosaico de cada um para 2014.
Neste particular, observando os dois federais mais próximos de nós, considerando Ilhéus e Itabuna, em nível de espaços locais, Josias Gomes está se arrumando melhor que Geraldo Simões.
Cabe verificar a dimensão das conquistas. No quesito aritmético nos parece Josias melhor. Geraldo está perdendo.
Onde há fumaça há fogo
Dia desses o DEM baiano negou a possibilidade de se fundir ao PMDB. Para nós não haverá surpresa caso o resultado eleitoral/2012 não seja o esperado pelo Democratas. Ainda que não seja a extinção do partido na Bahia ocorrerá certamente uma defecção significativa de quadros renomados para unir forças para derrotar Wagner.
Inspirado em vó Tormeza, diante da alusão, ficamos com a sabedoria popular: onde há fumaça há fogo.
Para o anedótico
Nos primeiros passos da campanha eleitoral os mais aquinhoados vão botando as mangas (carros de som) de fora. Os candidatos em igual condição (financeira) inaugurando comitês de campanha com o tradicional foguetório. Caminhadas de menor dimensão, chamadas corpo a corpo, vão testando a imagem dos candidatos e a reação da população, não tão exaltada ainda.
Na semana morna de inauguração de comitês e de corpo a corpo dos candidatos pela cidade restou o hilário acontecido na instalação do reduto de Azevedo, na Mário Padre. A militância ativada pelos interesses vários (afinal, no caso específico, muitos carecem de defender a manutenção do pirão) ouvia discursos quando a presidente da FICC, ex-bailarina, advogada, poeta e pedagoga, não se conteve e buscou capitalizar o momento para melhorar a sua imagem (assim deve ter pensado) e foi anunciada ao microfone.
Não será esquecida, não só por desconhecer o ritmo da retórica da tribuna (ainda que advogada) e lascou (eis um verbo com caráter adjetivo) fala: “Oi, gente! Falar de Azevedo? Azevedo é uma delícia!”
Se a estrepitosa vaia interrompeu o discurso muitos viram no olhar de Azevedo um brilho, de estranheza ou alegria, por tal elogio em plena praça pública.
Sala Zélia Lessa
Evento ocorrido na última quinta 19 marcou a entrega da Sala Zélia Lessa ao mundo artístico itabunense. O espaço estivera desativado de sua função durante duas décadas e ensaia retomar sua vocação.
Desde julho de 2011 alguns artistas e pessoas ligadas aos movimentos culturais tomaram a iniciativa de recuperar junto ao Município de Itabuna a destinação original da Sala Zélia Lessa (inaugurada em 1986 pelo então prefeito Ubaldo Dantas, atendendo aos reclamos da classe artística da época), conseguindo da administração o compromisso de entregá-la neste julho de 2012, o que acaba de ocorrer.
A cerimônia, de especial significado para o mundo artístico itabunense, contou com presença da Professora Zélia Lessa, do vice-prefeito Antônio Vieira, de secretários da administração municipal, de membros da ACATE-Associação Cultural Amigos do Teatro, do Clube dos Poetas, da Academia dos Pensadores, da AGRAL-Academia Grapiúna de Letras, do diretor da FTC, Cristiano Lôbo, de escritores, de jornalistas.
A primeira e entusiástica reação dos muitos artistas que não puderam se fazer presentes coube ao ator Jackson Costa – um dos muitos que tiveram no espaço da Sala Zélia Lessa o primeiro palco para desenvolver sua arte – enquanto de Itabuna apenas seis atores e atrizes marcaram presença, uns poucos de uma categoria que chora e lamenta a ausência de um espaço para suas realizações.
Tais ausências, no entanto, não escondem o brilho e a histórica retomada do espaço, que já começa a ser preparado para a agenda que será em breve anunciada para este semestre.
Lembrança e História
Em homenagem ao retorno da Sala Zélia Lessa para o convívio artístico itabunense trazemos uma pagina musical que integra a trilha de Calabar, peça de Chico Buarque e Ruy Guerra, ali montada nos anos 80 com participação dos muitos ex-alunos de Mário Gusmão, como Jackson Costa, Carlos Betão, Eva Lima, Adriana Dantas, Marcos Cristiano, Ramon Vane, com música ao vivo da Banda Energia Azul (João Veloso, Zé Henrique, Jefferson Blue, Joan Nascimento), coreografia de Iranto Quadros e direção de Roberto O’Hara (também ator), de Belo Horizonte, que trouxera texto, figurino e cenário, selecionando o elenco na região. As apresentações aconteceram na Sala Zélia Lessa, em Itabuna, e em Ilhéus e Ibicaraí.
Para registro musical da histórica oportunidade, “Tatuagem”, de Chico-Guerra, em visceral interpretação de Elis Regina.
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum
sábado, 21 de julho de 2012
Antes que o mal cresça...
Não é paranoia
Alguém, no teatro, sentiu algo cutucando o seu assento e, ao buscá-lo, percebeu que se tratava de uma agulha acompanhada de uma pequena e mortífera nota: “Você acaba de ser infectado com HIV”. Agulhas infectadas já foram encontradas em caixas eletrônicos e outras máquinas públicas.
Os detalhes acima os recebemos através de correio eletrônico e os fazemos circular e recomendar aos que nos leem a transmissão das cautelas compatíveis.
Exagero que fosse, mal nenhum causa redobrar a atenção. Não custa ficarmos atento – diria vó Tormeza.
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