segunda-feira, 26 de maio de 2014

Cronologia

Para o desgaste
Não fora quem é – como jogador de futebol duas vezes campeão pela Seleção Brasileira  e suas declarações nenhuma repercussão teriam. Não bastasse integrar o Comitê local de organização da Copa do Mundo o que declarou Ronaldo Nazário à agência de notícias Reuters deixam um vazio no campo do caráter e da ética. 

Certamente a sua postura constitui seu ethos, observado sob a plenitude psicanalítico-filosófica. 

As contradições no curso dos anos em que membro do COL da Copa desmerecem o que acabou de expressar e o levam ao fosso do oportunismo ou do partidarismo.

É o que pode ser observado a partir de falas, como integrante do Comitê, levantadas por Pablo Villaça, crítico de cinema, cronologizadas em seu blog, Diário de Bordo:

01/12/2011: Ronaldo aceita cargo no Comitê Organizador Local da Copa.
20/10/2011: Ronaldo celebra Copa 2014 no Itaquerão.
20/03/2012: Ronaldo: “A Copa do Mundo da FIFA é de todo o Brasil”.
10/10/2012: Ronaldo garante Brasil pronto pra receber a Copa 2014.
30/01/2013: Ronaldo pede para imprensa abraçar a Copa do Mundo.
05/11/2013: Ronaldo defende Copa de “protestos inventados” e enaltece progresso.
19/12/2013: Ronaldo minimiza desconfianças e vê Brasil acreditar no projeto da Copa 2014.
07/01/2014: Ronaldo diz que Copa está trazendo muitos benefícios ao país.
21/02/2014: “Copa é um grande negócio para o país”, afirma Ronaldo.
30/03/2014: Ronaldo está animado para a Copa de 2014.
01/05/2014Ronaldo posta foto de apoio à candidatura de Aécio Neves.
23/05/2014: Ronaldo se diz envergonhado com preparação da Copa.
A propósito: de acordo com a Ernst & Young e a Fundação Getúlio Vargas, entre 2010 e 2014, o Brasil deverá arrecadar 16 bilhões com impostos deixados pela FIFA no Brasil (entre valores dos ingressos e eventos relacionados) – um valor consideravelmente superior ao que o governo federal gastou na reforma dos estádios. Ou seja, a Copa dará lucro ao país. Que coisa".
Não cremos que o 'fenômeno' nazariano produza melhorias e ganhos para a sua imagem. Que andou abalada naquele entrevero com travestis no Rio de Janeiro, que terminou em bate-boca de delegacia na madrugada carioca.

domingo, 25 de maio de 2014

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Trabalho de formiguinha
 
As baleias jubarte não mais estão em risco de extinção no Brasil. Em 1980, não mais que 500 indivíduos visitavam nosso litoral. Hoje já ultrapassam os 15.000. 

O fato enseja a retirada da espécie da lista de animais em risco de extinção. O trabalho de formiguinha produziu resultados. 


As jubartes estão livres  ainda que por enquanto – mas outras 1.051 espécies continuam ameaçadas no território brasileiro.
Depois da agitação...
A palavra de ordem tem sido gritos contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, sob o argumento de que altos foram os gastos custeados pelo Governo Federal. Por mais que seja negado, o mote permanece alimentando o imaginário.

Tem havido a insistência em confundir investimentos em mobilidade urbana, segurança etc.  decorrentes de compromissos com a Copa  com aqueles utilizados na construção ou recuperação de estádios.

Os primeiros permanecem e se constituem próprios e naturais ao poder público. Gastos com estádios, no entanto, são fruto de investimento privado, ainda que financiados por bancos oficias, que os tem emprestado a preços do mercado, sem nenhum subsídio.

...A verdade sobre a Copa
Edição da Folha de São Paulo deste sábado 24, da lavra dos repórteres Gustavo Patu, Dimmi Amora e Filipe Coutinho, traz a realidade: o Governo federal nada investiu em estádios. E mais: os gastos tidos como 'da Copa' (os investimentos acima referidos) não alcançam 'um mês' dos efetivados em Educação, por exemplo.

Claro está  demonstra-o a matéria  que dos 5,8 bilhões gastos diretamente com a Copa pelo Governo federal, 2,7 bilhões o foram com a ampliação e modernização de aeroportos, 1,9 em segurança pública (quase tudo destinado às políticas estaduais), 600 mil em portos, 400 mil em telecomunicações e 200 mil em outras despesas.

Em tais quesitos poderiam as mobilizações até discutir terem sido pouco, nunca que se destinaram a estádios. Não fora negarem o óbvio: tais investimentos, não bastasse serem importantes para o país (muitos ansiados há muito), geram receitas de tarifas e concessões.
 

Para não esquecer
O ministro Joaquim Barbosa vai alcançando a 'glória'. Acaba de costear pelos falares da Igreja Católica. Não por se ver indicado a um lugar nos altares. Mas por conseguir ser alvo nos púlpitos.

É que a Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB acaba de publicar nota sobre a execução da AP 470, onde salienta a preocupação da entidade em relação às decisões judiciais que levam a "condenações sem provas", "negam a letra da lei" e promovem "interpretações jurídicas absurdas".

A considerar-se a iniciativa da CNBB (ainda que tardia não deixa de ser oportuna e atual) ficamos no aguardo da repercussão em entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (sem mugir nem tugir).

A propósito de Joaquim Barbosa: diante da nota da Comissão de Justiça e Paz da CNBB também não mugiu nem tugiu.

Novidade nenhuma
'A CBF é o Brasil que deu certo' – ilustra o ilustrado Parreira – diante dos microfones que não lhe faltam.

Que Deus tenha pena desta ‘terra de São Saruê’! 

Como se não bastasse nos vem Ronaldo  mostrando porque é 'fenômeno' –  a se dizer decepcionado com as obras da Copa.

Caso não fosse membro de um Comitê da Copa, tudo bem. Repetiria declarações naturais a grandes craques, como Pelé. Mas... é membro do Comitê Organizador da Copa. Desde 2011. 
Só falta torcer contra a Seleção Brasileira!

Ainda que sejamos contra
Seis milhares de franceses estiveram na Copa da África do Sul. No Brasil serão 17 mil. É o que afirma o jornal Aujourd'hui en France. Pesa na procura, segundo o jornal, o "fator Brasil'. O país reflete uma imagem de sonhos para os franceses.

Para tristeza de Ronaldo Fenômeno!
Brincadeira I 
A brincadeira de um internauta, ‘elegendo’ o ministério de Aécio Neves, é trazida a este espaço não pela substância em si, mas pela crítica que pode ser estendida a ministérios de governantes outros, inclusive do PT.

Por exemplo: que diferença pode fazer – no âmbito da atuação – Eduardo Cardoso em relação a Eduardo Azeredo? As relações de um e outro deixam a deseja em espaços comuns.

Brincadeira II
De nossa parte, aderindo à parte hilária, faltou o internauta indicar para o Ministério das Relações Raciais, ou coisa assim, aquela representante do movimento negro do PSDB em Roraima, Cândida Bentes, presidente do Tucanafro.

Caso alguém diga que a moça é loura... é coisa do PT.

Desatando o nó I
Recentes ações do Governo Federal dão conta da perspectiva para a nova configuração dos investimentos públicos federais e o que resultará disso.
Tempos houve em que tudo se concentrou no Sudeste. 

Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro receberam a quase integralidade dos recursos para implantação da indústria pesada. Tornaram-se o centro da produção nacional. Não bastasse, a malha portuária também por lá se concentrava. Resulta daí o alijamento do Nordeste e do Norte no curso das décadas, trazendo para seu entorno de abandono também o Centro-Oeste.

Tudo nesse país ou era produzido e distribuído em São Paulo ou destinado a São Paulo. O porto de Santos sempre o referencial.

O primeiro salto ocorreu quando Juscelino Kubitschek transferiu a capital da República para o Centro-Oeste e iniciou a construção de estradas, como a Belém-Brasília, primeiro traço de união entre Norte e Sul.

Nas décadas seguintes pontuaram-se investimentos no Nordeste e no Sul – com a instalação de pólos petroquímicos e centros industriais – e abriu-se à industrialização Manaus, com a Zona Franca. No entanto, mantinha-se no Sudeste a concentração da distribuição para o exterior.

Desatando o nó II
Em país de dimensão continental transportar por milhares de quilômetros – especialmente por malha rodoviária – para viabilizar a exportação ou alcançar extremos internos fez gerar um significativo componente de custo que tem sido objeto de críticas durante as últimas décadas: o ‘custo Brasil’, ou seja, a ausência de uma logística compatível com a extensão territorial considerando as novas fronteiras de produção e o destino.

O nó logístico do escoamento da produção de áreas esquecidas no país começa a encontrar outro caminho: não mais o destino Sul, mas o Norte.

A duplicação da Belém-Brasília, a conclusão da ferrovia Norte-Sul e a conclusão da Hidrovia do Tocantins são corredores (rodoviário, ferroviário e aquaviário) para exportações através dos portos de Barcarena, no Pará, e Itaqui, no Maranhão.

O fluxo de grãos, por exemplo, não mais terá como destino de exportação a exclusividade do Porto de Santos.

Nessa esteira, outros portos abrir-se-ão à logística exportadora: o de Ilhéus, na Bahia, e o de Suape, em Pernambuco.

Interpretação
Julgar é por uma conclusão em relação a fatos (teses) em conflito. No entanto, imaginar que a dimensão subjetiva (o que eu vejo e como eu penso) não se faça presente é exigir a perfeição onde não o há.

Imaginar que uma propaganda político-partidária fuja de uma proposta político-eleitoral faz parte do surrealismo interpretativo a que se oferece o Judiciário brasileiro.

Há ministro do TSE querendo um novo tipo de propaganda político-partidária: a propaganda vestal; a que cuide apenas do oráculo e não do que diga a mensagem. 

Não fora isso outro motivo não haveria para a suspensão de inserções da propaganda do PT. Que está, em tese, proibido de comparar propramas e ações enquanto governo.

Por tal entender é que entendemos a decisão do TSE sob a égide do "como eu vejo e como eu penso".

Indicativo
Para a turma do não vai ter Copa não custa sujar as mãos de verde e amarelo. Afinal, faltam apenas 18 dias para Brasil x Crácia.

Mostra a planilha!
O prefeito Claudevane Leite anunciou enfrentamento à pretensão das empresas de transporte coletivo que servem ao município – e dele se servem – condicionando o aumento ansiado à melhoria do serviço prestado.

Há pelo Brasil um movimento para que a Globo mostre "o Darf' do recolhimento dos impostos referentes a operações de lavagem de dinheiro.

Ótima oportunidade para Sua Excelência convocar a sociedade para que tenha conhecimento da "planilha de custos" das empresas. 

Que, sabemos, anda muito defasada diante da realidade.

Palpite infeliz
Porque já é Copa aproveitamos para homenagear os que são contra a sua realização - depois do prestes a começar - na figura do 'Fenômeno". Que não é Afonsinho, Sócrates etc.... quando fala.

Portanto, oportuna a audição de "Palpite Infeliz" (Noel Rosa), aqui interpretada por Ivete Sangalo.

sábado, 24 de maio de 2014

1984

Admirável Mundo Novo
Ao filósofo Sócrates é atribuído o seguinte fato:  circulava por uma ágora (praça onde realizadas feiras e assembleias, na Grécia antiga) quando chamado por uma moça que lhe oferecia os produtos que vendia:  Você não me oferece nada do que preciso respondeu-lhe o pai da Filosofia.
Para quem tinha os valores morais e espirituais como referência para a existência obviamente nunca daria ao mundo das coisas materiais reconhecimento de valia.

Consciência tinha de que o que efetivamente representa nossas necessidades não se faz daquilo que a sociedade desenvolveu como tal, o ter, consumido como estágio de civilização, ainda que negue significado ao Ser que somos.
Na década de 30 do século passado Aldous Huxley publicou "Admirável Mundo Novo", para discutir criticamente uma sociedade desprovida de valores éticos e morais atrelada ao pré-condicionamento biológico e ao condicionamento psicológico centrada em divisões sociais pré-estabelecidas para corresponder à harmonia da convivência imposta.
No final da década seguinte Eric Arthur Blair, sob o pseudônimo George Orwell, retrata o cotidiano de uma sociedade totalitária sustentada na propaganda da oligarquia que a dirige, sempre perfeita sob a força de permanente fiscalização e controle dos cidadãos, ao custo da perda de suas privacidades.
Em texto publicado na Tribuna da Imprensa on line (O Estado brasileiro doou a minha vida para os bancos!) Fátima Oliveira se indigna com a 'insistência' com que é procurada para ser convencida a consumir empréstimos consignados, ainda que nunca tenha buscado tal maravilha.
Descobriram-na  diz  "desde que o INSS homologou a minha aposentadoria, em 8.1.2014, que eu soube pelos telefonemas dos bancos, não apenas de Minas, mas de vários Estados do país, muitos dias antes de receber o comunicado do INSS!".
Seu périplo de pessoa esclarecida que se vê impotente diante da invasão a que está submetida para que se 'convença' a consumir o "serviço" oferecido pelos bancos   é o calvário de todos os brasileiros que caíram na desgraça de possuir um registro em qualquer lugar (cadastros em lojas, órgãos públicos etc.).
Perderam sua privacidade e o controle sobre suas vidas para uma sociedade que desconhece o respeito ao semelhante como valor ético e moral na busca permanente por desenvolver necessidades ainda que não sejam o que precisamos.
É Sócrates perdido em 1984, o admirável mundo novo que dão de chamar civilização.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Dois fatos

Uma só notícia

Todos os candidatos cresceram no levantamento Foto: Arte/O Globo
Nesta quinta 22 dois fatos nos levaram à reflexão, pela circunstância de envolverem um mesmo personagem: a presidente Dilma Rousseff.
O primeiro deles: a inauguração/conclusão da Ferrovia Norte-Sul, projeto da época de Sarney à frente do Governo. O segundo: Dilma Rousseff recupera pontos na pesquisa Ibope.

A Ferrovia Norte-Sul é um passo significativo na integração do país por trilhos. Lembremo-nos de que a ela se vincula a Oeste-Leste, que aportará em Ilhéus, ponto inicial para a interligação Atlântico-Pacífico. Sua conclusão, tantos anos depois de iniciada, bem demonstra a preocupação do Governo Federal, em dimensão petista, nos compromissos com a infraestrutura de transportes.

Desde que reduziu a malha ferroviária o Brasil sofre sob o cutelo do transporte rodoviário, elevando seus custos a valores nada civilizados. A inversão, portanto, é caminho para redução do chamado 'custo Brasil', o que tem sido cobrado há anos. Que não encontrou, em nível de noticiário, o reconhecimento merecido quando materializada a conclusão da Norte-Sul. Ainda que com a presença da Presidente da República.


(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

No que diz respeito ao levantamento do Ibope, realizado entre 15 e 19 de maio, um detalhe se destaca: expressiva queda na amostragem de votos brancos e nulos, que passaram de 24% para 14%, assim como o número de eleitores que dizem não saber em quem votar, que caiu de 13% para 10%.

Nesse aspecto, o que parecia profunda indecisão e indignação passa a ocupar um patamar compatível com eleições anteriores. Assim que postos na rua os programas políticos do PSB, PSDB e PT. 

Significa, ainda, que o eleitor está acompanhando o que ocorre no país (mesmo que não lhe seja cobrado conhecimento da conclusão da Norte-Sul para repercussão na pesquisa divulgada).

Sob esse viés, comparados os dois fatos, o eleitor está mais próximo de reconhecer a ação do Governo (incluindo na inauguração de obras anteriores) que a imprensa, que pouca valia deu à Norte-Sul.

Para uma parcela considerável da imprensa - aquela que age como partido político - os 40% das intenções de voto para Dilma Rousseff representam pequena subida diante dos avanços de Aécio e Eduardo Campos.

A mesma imprensa que não observa que os índices refletem uma acomodação à realidade. Dilma volta ao patamar que lhe é natural (que pode chegar a 43% ou 45%). Os adversários ocupam espaços antes controlados por indecisos.

À luz (opaca) do noticiário os dois fatos são observados de forma própria e específica pelo cidadão/eleitor. Que tende a distinguir a diferença e entre ambos. 


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Em tempo

De eleição
Ponderávamos ontem, neste blog, sobre um típico 'o que será que se destina' para o país, tantos os questionamentos postos por caminhos que entendemos estranhos. Tratávamos na oportunidade de fatos distantes e diversos: de uma mobilização reivindicatória a expressões em casas do Congresso Nacional.
Parece-nos que muito do levado às ruas como reivindicação afina-se com o aproveitar a oportunidade. Um certo carpem diem. O dia é o de hoje, a ação é agora. Menos resultados e mais atuação. O resultado é o futuro (pouco importa que não se materialize), a atuação é o instante. Carpem diem.
E quanto mais nos debruçamos sobre o que anda por aí vamos perdendo a condição de justificar atitudes e comportamentos.
Carlos Chagas  articulista que não demonstra morrer de amores pelo Governo  em artigo publicado na Tribuna da Imprensa on line ("Entre a chantagem e o absurdo", de onde aproveitamos a charge), lembra que "Greve se faz basicamente para reivindicar melhores salários e condições de trabalho. De preferência, contra o patrão. Admite-se, também, a greve política, quando as instituições se encontram em frangalhos".
E prossegue: "Agora, de greve para exigir a formação de um banco de dados unificado ou para a criação de uma carteira de identidade única, como fizeram a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária e as Polícias Civis de 14 estados, nunca se ouviu falar. Além de greves, depredações também estão acontecendo por motivos fúteis. Em Guarulhos invadiram uma loja de fogos de artifício, soltaram foguetes para todo lado, em especial sobre a polícia, e depois informaram estar protestando porque a prefeitura local não implantou um jardim, como prometera".
Naturalmente não deixou de fora a Copa do Mundo. A menina dos olhos de muitos até o último jogo, em julho. "Como se fosse possível desmontar as estruturas materiais e morais erigidas".
Não será exagero concluir que muito do que ora ocorre está vinculado à campanha eleitoral. São criados fatos (factóides) para assegurar espaço e visibilidade a propostas de candidatos. Infelizmente o que menos vemos é proposta nos termos em que dela esperam as massas/povo. Tudo está a girar em torno do ontem e do hoje, tão vazio de ideias o processo eleitoral em curso. 
E la nave va. Em busca da utopia, do impossível: ver efetivado em meses o que alguns séculos ainda não conseguiram neste 'país de São Saruê'. E os movimentos todos se unem na desunião de sentido às coisas.
Um filme que se repete. E como história, farsa. Estamos assim, com movimentos para que algo aconteça; se acontecer, porque aconteceu.
A conclusão parece-nos óbvia: em tempo de eleição carpem diem
No fundo, que falta faz um Carnaval diário!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Quo vadis

Brasil
Caminhamos por caminhos estranhos. O bom senso parece não permear certas atitudes e comportamentos. De pequenos a grandes, de mamanu a caducanu  como diria vó Tormeza  não trilhamos por esteiras civilizadas.

Atitude civilizadas dizem respeito  assim pensamos  ao consentâneo equilíbrio entre as várias realidades que integram o organismo de uma nação. Que deve reagir/existir em conformidade com o mínimo de lógica diante dos fatos sociais que efetivam o cotidiano.

Breve perpassar por alguns acontecimentos recentes nos deixam em estado de melancolia profunda quanto ao futuro desta 'terra brasilis', daí a indagação do título (onde vais?).

Em São Paulo, assim que anunciado aumento para o piso do magistério municipal (elevado a 3 mil reais para o básico), saem professores em greve, mal discutido, tampouco aprovado o avanço. Ao que parece, o caminho não é para conquistar, mas para atropelar.

Greve de ônibus em São Paulo é questionada pelo próprio sindicato da categoria. Em outras palavras: o sindicato não é mais aquilo que representou, porque perdeu a representação.

Às vésperas de uma ansiada e sonhada Copa do Mundo levantam-se categorias profissionais  inclusive do Estado  ameaçando paralisações simultâneas. Pondo em risco a imagem do país para o futuro. 

No dia de ontem, na Câmara Federal, uma deputada foi agredida enquanto exercitava a palavra, por um membro da Mesa Diretora. E pior, negaram-lhe os minutos restantes depois da interrupção.

No dia de hoje o coroamento: defendida por Joaquim Barbosa, transita no Senado da República proposta de Emenda Constitucional (aprovada, ainda que questionada por alguns senadores, na Comissão de Constituição e Justiça) que viabiliza um aumento de 35% sobre os vencimentos – a título de adicional por tempo de serviço (5% por quinquênio) – que hoje elevariam a remuneração de Ministros do STF, promotores e procuradores federais a 40 mil reais. Tudo repercutindo nas demais carreiras do serviço público, em nível federal e estadual.

E o povo a tudo ouvindo e assistindo. Inclusive o candidato Aécio Neves anunciar 'arrocho' ao dizer que o salário mínimo está muito alto.

Quo vadis Brasil.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Reação

Ao óbvio
José serra pretendia ser candidato a presidente, em mais uma oportunidade, concorrendo neste 2014. Foi atropelado internamente, até por 'amigos', e se vê na circunstância de uma candidatura à Câmara Federal, caso não emplaque a de senador.

No entanto não pode dele ser fastada a importância como cabo eleitoral. O cacife eleitoral de que dispõe, em nível nacional e paulista em particular, credencia-o a um lugar de peso em qualquer eleição em que concorra o PSDB.

Não bastasse, ainda em nível eleitoral, ter sido governador de São Paulo e prefeito da Capital o credencia a dispor de uma considerável parcela de eleitorado fiel.

Na fritura por que passou durante meses com o fito de o PSDB assegurar o nome de Aécio Neves como candidatura tucana levaram José Serra a 'cozer o galo' em fogo brando. Circula, como público e notório, que Serra não morre de amores por Aécio, a quem tributa 'corpo mole' em relação às campanhas presidenciais de 2002 e 2010.

Certo que – definida a candidatura de Aécio – Serra passou a ser interessante. Como cabo eleitoral. A ponto de ter sido 'lançado' como nome ideal para vice do mineiro, em chapa puro sangue.

Quando se imaginava revolução na campanha tucana vem José Serra – segundo o Estadão – para negar qualquer vínculo com a verdade sobre o que tem circulado.

O foi taxativo, em afirmar que nunca foi pré-candidato a vice na presidenciual encabeçada por Aécio Neves.


E bateu o martelo, criticando a imprensa, por ele classificada como “jornalismo criativo” no que diz respeito ao assunto vice.
Caso não haja algo mais em jogo e a verdade esteja com Serra a tentativa de Aécio para cooptar o cabo eleitoral José Serra vai caindo no Cantareira.
A reação é óbvia: quem com ferro fere com ele será ferido.