De viagem
Estamos em Recife. Observando parte da História brasileira. Registre-se, de luta. Porque Pernambuco a tem para expor. Hoje, lá no Centro de Cultura – um resgate da organização da sociedade civil recifense que evitou que a antiga Casa de Detenção, então desativada, se tornasse um estacionamento (o que faz Itabuna com o seu casario)– bebemos de uma cidade forte na defesa de valores e instituições culturais.
O que dizer do que encontramos no espaço destinado ao Artesanato, lá no Marco Zero?
Até agora, uma lição. Em torno disso voltaremos a escrever.
Mas, muito mais, escutar as pessoas. E muito ouvimos.
Por exemplo, em meio aos taxistas, um reflexo do que ora ocorre no país: crítica ao Governo e, particularmente, a Dilma (como encarnação deste mesmo governo). Mas quando confrontados com uma argumentação isenta consideram a realidade brasileira contemporânea e compreendem os avanços.
Ainda que afastado da persecução do atual instante de aprofundamento da desestabilização política promovida por Eduardo Cunha e sua 'pauta-bomba' observamos que algo tende a não sair como o programado.
Sinalizamos no DE RODAPÉS E DE ACHADOS deste fim de semana em torno do que víamos como concretos sinais contrários à loucura iniciada. Não só a indústria e suas associações FIRJAN e FIESP, como o sistema financeiro pátrio, via Bradesco, o sistema Globo, e outro prócer da imprensa que incentiva o caos (Folha de São Paulo) deram o pontapé do basta.
Podem até estar jogando para a plateia. Mas uma coisa parece ter-se tornado consciência comum: embarcar com Eduardo Cunha é entrar no túnel sem saída, onde só restaria o aeroporto para o exterior (para os que tiverem tempo).
Dissemos hoje a um taxista que nos levava ao Centro Histórico de Recife que não vivemos tempos de brincar, tampouco de antanho, quando a notícia chegava nas costas de cágados (para formarmos uma imagem forte). E que a população trabalhadora não suportará inerte e passiva um retorno brusco – interrompendo o ciclo virtuoso dos últimos anos – aqueles 12,7% de desemprego legado por FHC em 2002.
Quando se (inter)comunica pelas redes sociais a explosão de uma crise gerará uma reação incontrolável.
Tem gente que já enxergou isso.
Há – no entanto – os que se encontram abraçados ao leme da insensatez.
Os que acabaram de jogar fora o que conquistaram a duras e variada$ penas. Por insistência no jogo em que queriam o resultado final contrariando as regras do próprio jogo.
O que pode não ser simples impressão de quem viaja.
Especialmente quando um tal de Lula deu de andar dizendo que deseja viajar. E conversar. E lembrar que "“Quem aprendeu a comer filé não quer voltar a comer bucho."
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
domingo, 9 de agosto de 2015
Destaques
DE RODAPÉS E DE ACHADOS
___________________
O
sonho
Em domingo de homenagem aos pais – resistida por nós em decorrência da exploração comercial que alimenta ditas 'homenagens' – fica-nos a reflexão em torno de quem o é ou não. Ou mesmo dos que se maginam tal, ou substituindo a ação paterna.
A família – onde a paternidade exerce papel preponderante, não só como parcela conceptiva – tem sofrido ameaças permanentes, não tão veladas. E não são raras as bizarrices.
Vivenciamos instante em que a infância – que deveria ser assistida pela família (primariamente) – e pelo Estado (em nível secundário, pela universalidade da educação e oferta de incentivos às condições materiais formadoras do homem) sofre ataques os mais aviltantes, a ponto de torná-la algoz, quando vítima.
O
sonho de muitos por aqui – em relação a menores – pode estar sintetizado no
vídeo acima, oriundo dos Estados Unidos, onde duas crianças (com 8 e 9 anos) portadoras da Síndrome do
Déficit de Atenção com Hiperatividade são algemadas dentro de uma escola, por autoridade policial, como terapia imediata.
Tão
crianças eram que tiveram de ser algemadas pelo antebraço.
Triste
mundo.
As lágrimas derramadas por este escriba não resolverão o problema, que transita muito além da maturidade racional. Deveriam ser choradas por este mundo bizarro. Afinal, a paranoia estadunidense é a paranoia que inspira a todos nós.
Certo é que nos tiraram a alegria da fantasia da homenagem.
A caminho
Nossa metáfora ao que por lá ocorre está contida na matéria Americanos temem terremoto de grandes proporcões
Semente plantada e regada... há de ser colhida. "O que fizerdes a um destes pequeninos...", entre eles "as criancinhas" (Mateus)...
BRICS x BROCS
A propósito de panelaços a cada vez que ocorre fala da presidente Dilma Rousseff ou de programa partidário do PT (que alcançou – o panelaço – retumbantes 7% de aprovação, segundo o Datafolha, naturalmente elevados em 100 vezes em nível de repercussão) não falta criatividade.
Como a de um comentarista de blog que criou a expressão BROCS como contraponto aos BRICS, levando em consideração os objetivo (in)comuns entre uns e outros.
Para ele – analisando a natureza de quem 'panela' – BROCS vem de B (de branco) , R (de reacionário), O (de odiento), C (curvado) e S (de superado).
Ou seja: nada.
Recado
claro
Ordem
expressa: parar com a brincadeira de destruir as instituições conseguidas a
duras penas. Eis o recado do capital brasileiro sediado na indústria.
Ainda
que adiante exija que o Governo cumpra a sua parte, um alerta à classe política
(liderada/comandada por Eduardo Cunha), vem das federações da indústria (FIESP e FIRJAN) de São Paulo e Rio de Janeiro, em nota:
"O povo brasileiro confiou os
destinos do país a seus representantes. É hora de colocar de lado ambições
pessoais ou partidárias e mirar o interesse maior do Brasil. É preciso que
estes representantes cumpram seu mais nobre papel – agir em nome dos que os
elegeram para defender pleitos legítimos e fundados no melhor interesse da
Nação."
Outro
recado
Em
entrevistas aos jornais Folha de São Paulo e O Globo, Luiz Carlos Trabuco – do Bradesco
engordado com o HSBC – não deixa por menos, resumindo o alerta em observações
como a de que o Brasil está hoje – para os investidores – entre os três países
preferidos, razão por que a retomada do crescimento “é inevitável”.
E
manda um recado direto de que – sendo a crise muito mais política que econômica
– reside no “dissenso entre órgãos do governo e o Legislativo” o retardamento
da retomada, a ponto de gerar a indagação: ‘O Congresso tem contribuído para buscar soluções ou apenas
tumultua o ambiente e cria desgastes para o governo?’
E leciona, dentro do recado, aos que defendem o
quanto pior melhor:
‘Mas precisamos sair desse ciclo do quanto pior, melhor.
Melhor para quem? Para o Brasil, não é. As pessoas precisam ter a grandeza de
separar o ego pessoal do que é o melhor para o país.’
Há quem se faça de surdo. Em defesa do ego e do pior para o país.
Mais outro
Ainda que não se possa confiar em qualquer Marinho (dizia Nestor de Hollanda: não confundir os 'irmãos Marinho' com as "Irmãs Marinho", tanto em "O puxa-saquismo ao Alcance de Todos" como em "A Ignorância ao Alcance de Todos"), um de seus 'rebentos' também está se levantando contra a crise política: "Dilma deve ser sucedida por quem ganhar em 2018".
Pelo menos o que registra Paulo Nogueira Leite, no DCM aqui
Mais outro
Ainda que não se possa confiar em qualquer Marinho (dizia Nestor de Hollanda: não confundir os 'irmãos Marinho' com as "Irmãs Marinho", tanto em "O puxa-saquismo ao Alcance de Todos" como em "A Ignorância ao Alcance de Todos"), um de seus 'rebentos' também está se levantando contra a crise política: "Dilma deve ser sucedida por quem ganhar em 2018".
Pelo menos o que registra Paulo Nogueira Leite, no DCM aqui
Ainda outro mais
De editorial da Folha de São Paulo:
“No PSDB, por exemplo, dado que o
impeachment levaria à posse do vice Michel Temer (PMDB), uma facção passou a
patrocinar a hoje inoportuna ideia de nova eleição – na qual seu candidato
derrotado, Aécio Neves, despontaria em vantagem.
...
“Fica evidente, porém, que uma ala
barulhenta do partido pensa que pode subordinar os meios jurídicos a seus fins
eleitorais, vergando as regras da democracia para encurtar o caminho até o
poder.”
Presente de grego... ops!, de Serra
"A educação pode perder até R$ 360 bilhões nos próximos 15 anos, ou R$ 24 bilhões por ano, caso seja aprovado o projeto de lei do senador José Serra (PSDB-SP) que altera o regime de exploração dos recursos naturais do pré-sal. A estimativa é do assessor legislativo da Câmara dos Deputados, Paulo César Ribeiro de Lima."
A íntegra do texto em Projeto de lei de Serra pode tirar até R$ 360 bilhões da Educação
Além de que há, na esteira do prejuízo, um outro: a transferência da tecnologia desenvolvida pela Petrobras e seus técnicos durante décadas.
Prosperam
Por
lá nasceram nos cueiros do New Deal. Competem com os bancos comerciais. Uma
espécie de freio ao desregramento imposto pelo sistema financeiro.
Aqui
já tivemos muitas. Aquelas “de crédito” amparadas em carta da antiga SUMOC
(Superintendência da Moeda e do Crédito), órgão de fiscalização estatal
antecedente ao Banco Central. Resta uma ou outra, como peça de museu.
É
que por aqui os bancos (privados e estatais) vão enchendo as burras. E
ampliando os tentáculos de domínio e concentração.
O
Bradesco acaba de adquirir o HSBC
Recordando
Esse
HSBC – adquirido pelo Bradesco por 17,6 bilhões de reais – é aquele originado
do Bamerindus. Vendido/presenteado por R$ 1,00 (UM REAL mesmo!).
Naturalmente
em tempos de FHC, que o tomara do confrade Martinez.
Cenas
da luta de classes
Tentaram
até 78% de aumento. Os integrantes do Judiciário. Vetado. Agora buscam 16%. Os
ministros do STF. Que querem chegar aos 39 mil mensais. Fora as vantagens e
‘ajudas’.
O salário mínimo está em R$ 788,00. Querem – os privilegiados, porque
acham que valem – 49,5 vezes mais que o trabalhador brasileiro.
E
os que nos contradizem ainda dizem que não vivemos uma luta de classes.
Não
bastasse, corre em paralelo às pretensões, um ajuste fiscal – redução de gastos
e investimentos do Governo – para ordenar a atividade econômica, o que gera
prejuízos ao andar de baixo da população.
Comprovado,
pois, que ajuste fiscal é para os pobres.
Apocalipse
Acossado por denúncias
Eduardo Cunha atira para todos os lados. E provoca prejuízos irreparáveis ao
país.
Macho, muito macho!
Apocalipse
Oportuna
a observação de Percival Maricato, a propósito do projeto de lei que tramita
na Câmara dos Deputados e está na pauta de votações – como parte das ‘bombas’ de
Eduardo Cunha aqui: praticamente equipara a remuneração de delegados da Polícia
federal e de advogados da União a de ministros do Supremo Tribunal Federal.
O
estágio de insanidade a que chegamos beira o Apocalipse.
Dia
desses a presidente Dilma – alegando o impacto nas contas (justamente no
instante em que promove um ajuste fiscal que sacrifica a economia brasileira)
vetou o aumento da remuneração de ministros das altas cortes (STF, STJ),
explicando ao próprio Lewandowsky as razões de sua iniciativa.
Macho, muito macho!
Político
macho faz assim. Brizola o era. Criticava a Globo na cara e no microfone da platinada em tempo de governador do Rio de Janeiro https://www.youtube.com/watch?t=51&v=K3bPtImebTc
Não estes borra-botas do PT/governo que se
encantam com a naja Globo, como acabaram de fazer no Congresso.
E vivem a lhe fazer mesuras enquanto – masoquistamente – apanham.
O
líder que falta
O senador Requião (PMDB) é o “macho” que falta ao PT. Secundado – em igualdade de enfrentamento – a Ciro
Gomes.
Premonição
Não
afirmemos que a imprensa antecipa a realidade. Muito de mentira transita pela
‘informação’ a serviço de interesses.
Pontuadas
estão inúmeras ‘verdades’ pela imprensa na atual relação PT-PMDB (nesta ordem
diante da atual composição do governo, oriundo da chapa majoritária eleita a
partir de 2010) onde não faltam especulações de possível ‘traição’ do aliado.
Não custa...
Não
leia somente O Globo, a Veja, a Época, a Isto É, o Folha de São Paulo, o
Estadão e quejandos. Claro que o caro leitor tem
todo o direito de ‘informar-se’ a partir deles(as). Mas não custa fazer o
contraponto.
Não precisa ler o Le Monde Diplomatique, a Caros Amigos. Faça uma
concessãozinha e leia a Carta Capital.
Ou em alguns textos publicados em blogs,
como este aqui do, e da lavra, Mauro Santayana.
Como
Itabuna de ontem
Câmara
Cascudo – trilhando pelas “Coisas que o povo diz” – relata inusitadas formas de
suprir a contraprestação pecuniária à força de trabalho, inclusive pelo poder
público nos tempos em que o Tesouro não imprimia suficientemente e a circulação
da moeda andava nos cueiros da tradição clássica, porque antiga, de escambar
para sobreviver.
Assim,
pagava-se com alqueires de farinha, com novelo de algodão, com jerimum, com ovas de tainha.
Contaram
a este escriba alguns que viveram um período do ‘ontem’ itabunense um singular
fato: houve em algum tempo um tesoureiro da prefeitura que tinha o singular
hábito de atrasar o pagamento dos vencimentos e salários dos servidores e –
para aliviar as dívidas emergenciais, para não deixá-los no desamparo –
emprestava-lhes dinheiro ‘seu’, a juros, até que o cofre da viúva (por ele
controlado) se dignasse fazê-lo cumprir com a obrigação. As más línguas mesmo
afirmam que o “seu” o era o da própria viúva, apropriado temporariamente para a
especial bondade do barnabé favorecer os colegas de infortúnio pelo atraso.
Stanislaw
O
Stanislaw que nos legou o “Samba do Crioulo Doido” compôs “Nabucodonosor”. Cinco anos depois de sua morte (1968) foi gravada/lançada pelo Quarteto em
CY.
Registra
Luciano Hortêncio – para apimentar a compreensão irônica de Stanislaw Ponte
Preta – que o nome original da composição – “Marcha da Bicha Louca” – era uma
homenagem ao Rogéria, tornada Nabucodosor porque a censura não aceitava o original.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Lições
Não aprendidas
Porque
as lições não foram lidas. Muito menos aprendidas.
A pauta
Em tempos de Eduardo Cunha, de O Globo (jornal e TV) e quejandos, os Brasinhas dizem muito.
É
o tema, por excelência. Mas que se evita discutir com a profundidade que está a
exigir. A fuga, no primeiro plano, decorre do fato de que inúmeros atores (parcela
considerável) não têm qualquer compromisso com o país em si. Dito assim com a
construção de uma nação no sentido absoluto. No segundo plano – decorrente do
primeiro – a conveniência da manutenção de um status quo que sempre correspondeu aos propósitos individualistas
de uma oligarquia desenvolvida no curso dos séculos.
Isto
posto, não temos como fugir a uma conclusão primária: vivemos uma luta de
classes (ricos x pobres, abonados x desassistidos etc.) em que aquela
oligarquia, tendo perdido o controle absoluto da cornucópia do Estado nacional
(sem perspectiva imediata de retomada) põe-se na trincheira do ataque em
defesa de seus interesses. Individuais, e não coletivos.
Levantando
a hipótese de que a denominada Nova República fundava seu equilíbrio no pacto a
partir do “imobilismo” diante do enfrentamento aos vícios históricos Vladimir
Safatle traz no bojo de artigo publicado na Folha (A Nova República acabou, aqui disponibilizado através
do JornalGGN) – ainda que não o avente de forma explícita – a manutenção do
acordo histórico da apropriação do Estado por oligarquias. O que ocorre desde que o
colonialismo português se sustentava na certeza da estabilidade pela detenção
da propriedade dos bens da Coroa na pessoa do titular do singular absolutismo monárquico
então imperante.
Dessa
forma, a Coroa Portuguesa dotava o monarca de posse e domínio sobre tudo o que
descoberto, a quem cabia distribuir a quem – e na forma que – lhe aprouvesse.
Assim ocorreu com a colonização através das
Capitanias hereditárias, embrião da formação histórica da oligarquia nacional,
que sempre viveu, vive e sobrevive às custas do Estado.
A
propósito da Nova República e do pacto ‘imobilista’ que a sustentou aventa Safatle:
“Desde o momento em que FHC se sentou com ACM e
o PFL para estabelecer a ‘governabilidade’, a sorte da Nova República estava
selada. Frentes heteróclitas de partidos deveriam ser montadas acomodando
antigos trânsfugas da ditadura e políticos vindos da oposição em um grande
pacto movido por barganhas fisiológicas, loteamento de cargos e violência
social brutal.”
Para
tanto – observa Safatle, apoiado em José Artur Giannott, que cunhou a expressão
‘zona cinzenta de amoralidade’ – a Nova República exercita a “contenção por
visibilidade”, que exige respeito a uma “linha de tolerância” para acomodar as
forças díspares que a sustentam. “Havia coisas
que não poderiam aparecer, sob pena de insuflar a indignação nacional” –
observa Saflate.
Simplesmente, um “acordo fundado sobre uma zona
cinzenta de amoralidade resultante de disfunções estruturais e democratização
limitada.”
Pontuando
em torno de sua proposta textual (o fim da Nova República) o autor diz que toda
aquela pactuação “é coisa do passado”. E acresce:
“O primeiro sintoma do fim da Nova
República é a pura e simples gangsterização da política e a brutalização das
relações sociais. Não há mais 'linha de tolerância' a respeitar, pois
não é mais necessário um 'pacto pelo imobilismo'.
Pacto pressupõe negociação
entre atores que têm força e querem coisas distintas. Mas todos os principais
atores políticos da Nova República já estão neutralizados em seu risco de
mudança. Os que não querem a mesma coisa não têm mais como transformar seu
desejo em ação.
Assim, como não há mais linha
de tolerância a respeitar, o outrora impensável pode ser mostrado, desde que
sirva para desestabilizar o governo de plantão.
Por exemplo, foi como um
sindicato de gângsteres que o Congresso Nacional e seu presidente agiram na
semana passada ao convocar, para uma CPI de fantasia, a advogada de defesa de
denunciantes da Operação Lava Jato, a fim de intimidá-la.
De toda forma, só uma
política gangsterizada pode aceitar que o presidente da Câmara seja um
indiciado a usar seu cargo para, pura e simplesmente, intimidar a Justiça, como
se estivesse na Chicago dos anos 1930."
Defendendo
a ”radicalização da democracia” – que implicaria na refundação institucional
que inclua um novo Poder Constituinte onde participe o cidadão não vinculado ao
sistema eleitoral vigente – Safatle – dizemos nós – trilha por utopia.
Justamente
porque tudo o que está sendo feito o é para manter o processo oligárquico
vigente há cinco séculos. E com tal, a luta de classes que norteia esta terra de São Saruê.
Contrariando
Vladimir Safatle em sua conclusão de que deixemos “os mortos enterrarem seus
mortos” vemos caminhos postos para o ressussitamento de ‘mortos’ no que ora ocorre.
A pauta
Em tempos de Eduardo Cunha, de O Globo (jornal e TV) e quejandos, os Brasinhas dizem muito.
domingo, 2 de agosto de 2015
Destaques
DE RODAPÉS E DE ACHADOS
___________________
Logo
ali
Do
anedótico a ‘légua de beiço”, explicação para a distância da légua exibida
pelos lábios do caboclo quando responde à pergunta do viajante peregrino de ‘quanto a distância’:
logo ali.
O ali pode significar que uma ou duas dezena(s) de léguas pareça não
chegar a uma mísera leguazinha de meu Deus! O andar do indagador é que demonstrará a real distância,
não a informação beiçal.
Nas
distâncias cósmicas – tratadas sob ‘anos-luz’ – a coisa beira à loucura, caso o
indigitado estudioso resolva fazer na ponta do lápis as suas operações.
Tais distâncias serão melhor compreendidas somente na ausência da relação espaço-tempo.
É
o caso da descoberta de um planeta, nominado de Kepler452b – bem maior que a
Terra (60%) – na constelação de Cygnus, em muito parecido e com um ano semelhante
ao nosso, de 385 dias.
Abaixo, a explicação, em vídeo, da NASA, para o Kepler452b..
Não faltará tempo
Para
os que não estejamos agoniados e pensemos aguardar a oportunidade de alcançar o
Kepler452b há uma solução. Em estudo.
Domínio
do fato
Um
fato – não tão raro neste país – causou indignação quando anunciado: a morte de
12 jovens negros no Cabula, em Salvador, às vésperas do Carnaval, em
‘confronto’ com a Polícia. A justificativa – se há justificativa para este tipo
de ação – estava fundada no fato de que estariam planejando assalto a um caixa
eletrônico. A abordagem ocorreu à noite e todos morreram por ‘resistência’ à
ação policial, que agiu em ‘legítima defesa’.
Sem
enveredar no cerne da questão – até porque a verdade só Deus sabe! – ficam-nos
algumas indagações de difícil resposta. 1. Se a Polícia sabia do planejamento
não seria melhor monitorá-los e flagrá-los assaltando ou evitando o assaltar?
Isso por presumir que na ausência de provas do planejamento não pudessem ser
presos sob a força da investigação. 2. Por que a incursão à noite – onde todos
os gatos são pardos – ou não haveria outro meio de defesa da sociedade. 3. Como
explicar o fato de que entre os 12 mortos (fora os seis feridos) somente dois
tinham efetivamente passagem pela Polícia? 4. E, finalmente: estão presos os
seis feridos, partindo-se da presunção de que a ação se destinou a prevenir um
assalto?
Na
falta de respostas para todo o questionamento fica-nos a dúvida se a mortandade
não está ocorrendo pelo fato de apenas haver suspeição. Ou seja, morrer porque suspeito.
Como
em relação a outros 25 mil casos ocorridos em 2014 (leia).

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa
O lamentável tratamento que nossa imprensa dá aquilo que representa o Brasil como nação, força mundial, nos leva à provocação: como seria noticiada a informação de que a Petrobras estaria demitindo funcionários e reduzindo investimentos?
É que lembramos de um fato recente: a Petrobras – diante da queda dos preços do petróleo no mercado internacional – reprogramando suas ações, reduziu investimentos para os próximos cinco anos, e anunciou o desfazimento de ativos. Um Deus nos acuda!
Deu na Folha aqui, através do Tijolaço: "A gigante Shell, informa o Financial Times (aqui a versão publicada pela Folha), está demitindo 6,5 mil de seus 94 mil trabalhadores, por conta da baixa do preço do petróleo."
Imagine!
A cena não se passa no Brasil. Mas, em Miami, nos EUA, onde brasileiros esperaram durante mais de 24 horas por retornar em vôo da American Airlines.
A cena não se passa no Brasil. Mas, em Miami, nos EUA, onde brasileiros esperaram durante mais de 24 horas por retornar em vôo da American Airlines.
Sem qualquer apoio de órgão ou autoridades da terra da liberdade para o mercado tiveram de contentar-se com o 5 estrelas da foto.
Caso o fato tivesse ocorrido em aeroporto dessa terra de São Saruê...
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa
O lamentável tratamento que nossa imprensa dá aquilo que representa o Brasil como nação, força mundial, nos leva à provocação: como seria noticiada a informação de que a Petrobras estaria demitindo funcionários e reduzindo investimentos?
É que lembramos de um fato recente: a Petrobras – diante da queda dos preços do petróleo no mercado internacional – reprogramando suas ações, reduziu investimentos para os próximos cinco anos, e anunciou o desfazimento de ativos. Um Deus nos acuda!
Deu na Folha aqui, através do Tijolaço: "A gigante Shell, informa o Financial Times (aqui a versão publicada pela Folha), está demitindo 6,5 mil de seus 94 mil trabalhadores, por conta da baixa do preço do petróleo."
Nenhum dedo de prosa (obrigado Eva Lima) a mais.
É que uma coisa é uma coisa...
Paranoia
"Soube de fonte muito boa que 10 ou 15 ianomâmi estão na América aprendendo inglês. (...) Essa gente volta liderando, falando inglês, com outra mentalidade. O que eles vão fazer? Vão pedir um território ianomâmi desmembrado do Brasil e da Venezuela. E a ONU dará como tutora a América do Norte. Amor dos americanos pelos ianomâmi? Não, não senhor".
O trecho acima foi retirado por Maurício Dias, para a Rosa dos Ventos, na Carta Capital de 28 de maio de 2008, da entrevista de Orlando Villas Bôas (falecido em 2002) à jornalista Paula Saldanha.
Tem gente no Brasil que acha que isso é paranoia.
Paranoia,
que seja!
Atentem para o alcance da Lava Jato de Moro: infraestrutura, energia e petróleo e, agora, defesa. Nada a duvidar se todos os nomes citados em delações fossem objeto das ações de Moro. A seletividade, no entanto, parece demonstrar um objetivo específico.
A
quem interessa?
Caminho de Damasco
Afastados os que bebem na cartilha do neoliberalismo – a serviço do rentismo e da especulação financeira – vivemos no Brasil detalhes de uma retração na Economia onde os pontos altos que a alimentam encontram-se centrados na alta taxa de juros e na dificuldade de apoio estatal a investimentos programados.
No primeiro caso, o encarecimento do dinheiro trabalha contra a atividade econômica. No segundo, muito mais fruto da inserção de empreiteiras em processos criminais, inviabilizando sua atividade de financiamento pelo Estado.
Nos dois casos há um forte componente político. De gestão política.
Por seu turno, Joaquim Levy não é exemplo de quem vai a Damasco. Mas, de quem volta.

Fênix
Para quem vem acompanhando a trajetória de Geraldo Simões depois das eleições de 2014 – que lhe negaram o retorno à Câmara dos Deputados – chegou a vislumbrar um fundo do poço para os seus projetos e ambições políticas.
Mesmo foi aventada a possibilidade de sua saída do PT, tanto o enfrentamento por que passava diante da direção estadual, não bastasse o fortalecimento da oposição interna local com a ascensão de Josias Gomes para a secretaria de assuntos políticos do Governo Estadual.
No entanto, GS – apesar de derrotado – mostrou-se muito mais fortalecido do que se poderia imaginar. O cacife amealhado no curso dos anos de militância – ainda que ferido pelo afastamento de históricos companheiros – parece dispor de reservas suficientes a fazê-lo integrante da partida de xadrez articulada para sucessão municipal em nível do PT.
Nesse aspecto – quando tudo estava à deriva, com indicações suas para cargos do Estado em pleno sacrifício – parece-nos que a mão do coordenador político do governo Rui Costa o bafejava.
Tal especulação encontra-se materializada no fato elementar de que não são poucos os cargos estaduais por preencher somente em Itabuna. E lá se vão sete meses passados. Como um aceno para Geraldo Simões. Ou, pela força reconhecida na esteira do que amealhara no curso dos anos.
Há um prazo fatal para Geraldo: o que o levaria a um outro partido para disputar a eleição municipal.
O PT sem nome – aproveitando-se da indecisão do prefeito Claudevane Leite (que dizem pretender embarcar em aventura eleitoral), que teria o apoio do Governador para a reeleição – está naquela do quem não tem tu vai com tu mesmo.
O nome do tu é a fênix Geraldo Simões. A não ser que ocorra uma hecatombe.
Resta-lhe juntar os cacos e tentar o terceiro mandato. E mais: não repetir os erros que tanto o desgastaram.
Caminho de Damasco
Afastados os que bebem na cartilha do neoliberalismo – a serviço do rentismo e da especulação financeira – vivemos no Brasil detalhes de uma retração na Economia onde os pontos altos que a alimentam encontram-se centrados na alta taxa de juros e na dificuldade de apoio estatal a investimentos programados.
No primeiro caso, o encarecimento do dinheiro trabalha contra a atividade econômica. No segundo, muito mais fruto da inserção de empreiteiras em processos criminais, inviabilizando sua atividade de financiamento pelo Estado.
Nos dois casos há um forte componente político. De gestão política.
Por seu turno, Joaquim Levy não é exemplo de quem vai a Damasco. Mas, de quem volta.
Ataque
mortal
“Inútil falar para quem parece só fazer ouvidos de mercador”.
Claro que Marcelo Odebrecht – através da sua defesa jurídica – não está
no conforto de quem pode usar o que diz Carl Jung em seu “Memórias, Sonhos,
Reflexoões”: aprendi a não dizer aos outros o que não podem entender.
Mas, na trincheira da busca por se ver
objeto de respeito dentro dos padrões da constitucionalidade, o dito por sua
defesa, na frase acima, é um ataque de proporções espetaculares, por sua
dimensão e conteúdo, não fora o contexto em que posto: no bojo de uma apuração judicial.
“Impressiona,
igualmente, a dubiedade do discurso de Vossa Excelência. De um lado, quando
intima a defesa, assevera que ‘tudo está sujeito à interpretação’. De outro,
porém, antes mesmo de ouvir explicações, prende novamente quem já está preso
dando por certo aquilo tudo que estava sujeito a interpretação”
...
Ademais, esse ínclito Magistrado acabou por
encampar o indecoroso uso que a Polícia Federal fez daquilo que a r. decisão
tachou de “o trecho mais perturbador” das anotações.
...
“A
perfídia é inominável.
Aqui a disponibilização da íntegra da corajosa petição da defesa de Marcelo Odebrecht, publicada e comentada por Fernando Brito no Tijolaço.
Aqui a disponibilização da íntegra da corajosa petição da defesa de Marcelo Odebrecht, publicada e comentada por Fernando Brito no Tijolaço.
Para
ler sem arroubos de paixão
O
que deveria ser motivo de orgulho tem sido móvel de execração. Triste país que
tem uma imprensa contra a nação!
Compreenda o leitor no artigo de Mauro Santayana para o La Onda em A Odebrecht e o BNDES
Conspiração I
Causa-nos asco descobrir – graças a outros centros de informação, visto que aquele norteado pela grande mídia alimenta a política e políticos a serviço dos 'interesses' alheios – que há cheiro estranho no ar, com a prisão do Almirante Othon. Não que o ressalvemos de responder por responsabilidades.
Muito próximos ficamos da indignação expressa na rede por um comentarista: “Estou entristecido e emputecido que um homem da importância histórica do Alm. Othon receba um tratamento desses enquanto a gentalha tucana desfila sorridente pelas ruas”.
Duas observações sustentam o indignar:
1. O juiz Sérgio Moro – ainda que não tenha a Polícia federal encontrado elementos de culpabilidade para indiciamento do Almirante Othon – manteve sua prisão.
Registre-se que a PF – mesmo ponderando estar em fase de "avaliação preliminar" – relata taxativamente: "Documentos apreendidos e depoimentos não foram suficientes para comprovar fraudes em licitação em Angra 3; - Não foi possível comprovar o pagamento de vantagens indevidas a servidores da Eletronuclear. (do G1 PF abre mão).
2. O mais grave: o nome do Almirante Othon teria aparecido depois de uma visita de Procuradores da República, capitaneados pelo Procurador-Geral Rodrigo Janot aos Estados Unidos, onde teria havido conversa com escritório de advocacia que defende interesses enfrentados no Brasil pelo programa nuclear pátrio.
Conspiração II
A propósito do que representa o processamento de urânio desenvolvido com tecnologia nacional – ambicionado por muita gente lá fora – eis as observações técnicas de um comentarista ao texto denúncia de Luis Nassif em PGR encontrou-se nos EUA com ex-socia de concorrentes da Eletronuclear:
Causa-nos asco descobrir – graças a outros centros de informação, visto que aquele norteado pela grande mídia alimenta a política e políticos a serviço dos 'interesses' alheios – que há cheiro estranho no ar, com a prisão do Almirante Othon. Não que o ressalvemos de responder por responsabilidades.
Muito próximos ficamos da indignação expressa na rede por um comentarista: “Estou entristecido e emputecido que um homem da importância histórica do Alm. Othon receba um tratamento desses enquanto a gentalha tucana desfila sorridente pelas ruas”.
Duas observações sustentam o indignar:
1. O juiz Sérgio Moro – ainda que não tenha a Polícia federal encontrado elementos de culpabilidade para indiciamento do Almirante Othon – manteve sua prisão.
Registre-se que a PF – mesmo ponderando estar em fase de "avaliação preliminar" – relata taxativamente: "Documentos apreendidos e depoimentos não foram suficientes para comprovar fraudes em licitação em Angra 3; - Não foi possível comprovar o pagamento de vantagens indevidas a servidores da Eletronuclear. (do G1 PF abre mão).
2. O mais grave: o nome do Almirante Othon teria aparecido depois de uma visita de Procuradores da República, capitaneados pelo Procurador-Geral Rodrigo Janot aos Estados Unidos, onde teria havido conversa com escritório de advocacia que defende interesses enfrentados no Brasil pelo programa nuclear pátrio.
Conspiração II
A propósito do que representa o processamento de urânio desenvolvido com tecnologia nacional – ambicionado por muita gente lá fora – eis as observações técnicas de um comentarista ao texto denúncia de Luis Nassif em PGR encontrou-se nos EUA com ex-socia de concorrentes da Eletronuclear:
"Creio que o Luis Carlos Assis, possa explicar bem melhor do que eu, mas como acabei de chegar de uma certa viagem agora, e sem me comprometer, gostaria de colocar alguns "colchetes" em sua explanação:
Sem ser muito técnico, que não é minha area, o nosso "ciclo de combustivel nuclear", gerar o UF-6 (Hexafluoretode uranio ), que a USEXA em Iperó, já realiza, a niveis de produção de energia ( enriquecimento de 3 a 5 % ), através da ultracentrifugação gasosa, já é realizado a algum tempo. O Problema estratégico:
O reator proposto (PWR), para o SNBr1 ( SSN Alvaro Alberto ), necessita de um combustivel, com base no UF-6 ( a 5% ), de ser "elevado" no minimo á 19,9% - ideal 20 a 22 % - um processo fisico - quimico que somente as potencias nucleares detem, mas nós no CTMSP/CEA - ARAMAR, com a complementação do LABGENE, indice de nacionalização de 90%, estamos para conseguir, a 19,9% em 2017, e em projeto paralelo ao do combustivel, já foi iniciada a contratação do reator, a ser montado em Aramar - o desenho e projeto executivo já está concluido - do reator do SSN Alvaro Alberto, propulsado a UF-6/20% ( o 00,1 é conseguido nos turbo-geradores), com potencia liquida de 48 MW térmicos. Tal feito de nossos engenheiros e técnicos, com certeza assusta as potencias nucleares, pois o "pulo do gato" em enriquecimeto de uranio, visando utilização militar, não é a simples ultracentrifugação, que transforma o 238 em 235, a no máximo 10 - 12 % - com muita perda e varias "cascatas" - um processo demorado e custoso, muito sujeito a falhas, MAS:
A partir do momento tecnológico, que o País chega a UF-6/20% - ideal para propulsão - alcançar posteriormente, evoluir o enriquecimento laboratorial ( processos fisico - quimicos e com grande demanda de eletricidade/energia), somete seria necessária, mandatória, um descisão politica, para chegar a 85% - o nivel ncessário para uma "arma nuclear com base em uranio - Portanto, ao chegar a 19,9% rompe-se a "barreira", chega-se na "realidade técnica e utilizavel" de todo o ciclo completo, desde isotopos para saude, agricultura, pesquisas, propulsão, até o entendimento completo do que possa ser, em futuro, uma arma.
O "problema comercial" : O RMB ( Reator Multiproposito Brasileiro) - Em associação com a INVAP da Argentina, será instalado em Iperó, com varias contribuições e acordos com nossas Universidades e Hospitais, este reator ( estava proposto para 2016, com os contingenciamentos vai ficar para 2018 ), irá proporcionar a brasileiros e argentinos, alem de produção passivel de exportação, que todos os principais isótopos utilizados em tratamentos médicos ( molibdenio - 99 por exemplo ), sejam gerados aqui, é um mercado de mais de US$ 1,0 Bilhão ( só Argentina e Brasil ), o que tiraria de nosso mercado, e possivelmente a ALatina, os atuais fornecedores: Canadá, Estados Unidos, Holanda, Bélgica ( Holanda e Bélgica significa URENCO ), alem de ser mais um concorrente ocidental a eles."
Caro leitor: simplesmente 1 bilhão de DÓLARES por ano em jogo!, em componentes para a Medicina. Que ficarão como resultado financeiro para Brasil e Argentina, afastando do negócio EUA, Canadá, Holanda e Bélgica.
Resultado da ativação de um projeto lançado às brumas por Collor e FHC e que um tal Lula – retirante e analfabeto nordestino – resolveu reativar. Incluindo a conclusão do projeto do submarino nuclear.

Resultado da ativação de um projeto lançado às brumas por Collor e FHC e que um tal Lula – retirante e analfabeto nordestino – resolveu reativar. Incluindo a conclusão do projeto do submarino nuclear.
Fênix
Para quem vem acompanhando a trajetória de Geraldo Simões depois das eleições de 2014 – que lhe negaram o retorno à Câmara dos Deputados – chegou a vislumbrar um fundo do poço para os seus projetos e ambições políticas.
Mesmo foi aventada a possibilidade de sua saída do PT, tanto o enfrentamento por que passava diante da direção estadual, não bastasse o fortalecimento da oposição interna local com a ascensão de Josias Gomes para a secretaria de assuntos políticos do Governo Estadual.
No entanto, GS – apesar de derrotado – mostrou-se muito mais fortalecido do que se poderia imaginar. O cacife amealhado no curso dos anos de militância – ainda que ferido pelo afastamento de históricos companheiros – parece dispor de reservas suficientes a fazê-lo integrante da partida de xadrez articulada para sucessão municipal em nível do PT.
Nesse aspecto – quando tudo estava à deriva, com indicações suas para cargos do Estado em pleno sacrifício – parece-nos que a mão do coordenador político do governo Rui Costa o bafejava.
Tal especulação encontra-se materializada no fato elementar de que não são poucos os cargos estaduais por preencher somente em Itabuna. E lá se vão sete meses passados. Como um aceno para Geraldo Simões. Ou, pela força reconhecida na esteira do que amealhara no curso dos anos.
Há um prazo fatal para Geraldo: o que o levaria a um outro partido para disputar a eleição municipal.
O PT sem nome – aproveitando-se da indecisão do prefeito Claudevane Leite (que dizem pretender embarcar em aventura eleitoral), que teria o apoio do Governador para a reeleição – está naquela do quem não tem tu vai com tu mesmo.
O nome do tu é a fênix Geraldo Simões. A não ser que ocorra uma hecatombe.
Resta-lhe juntar os cacos e tentar o terceiro mandato. E mais: não repetir os erros que tanto o desgastaram.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Os riscos
Para a soberania
A prisão do Almirante Othon – baseada em delação premiada – reforça a gravidade por que passa nosso Estado Democrático de Direito. Não mais importa a idade, tampouco a necessidade de apurar. Simplesmente prende-se, e condena-se antecipadamente, para assegurar a prova que o indiciamento exige e que ainda não foi obtida.
No caso específico do Almirante Othon – não enveredamos por defendê-lo de possível responsabilização – se faz presente um fato de singular simbolismo: trata-se do homem que enfrentou os interesses dos Estados Unidos – que até buscou se utilizar da Agência Internacional de Energia Nuclear para acessar os segredos desenvolvidos pela equipe de Othon – e dotou o Brasil de tecnologia nuclear suficiente a beneficiar/processar urânio.
Na esteira da descoberta toda a cadeia que deságua na indústria de submarinos nucleares, onde também presente a Odebrecht.
Há muito mais – muito mais mesmo – que simples apuração de atos ilegais praticados por quem quer que seja. Tanto que escândalos outros, como o da meia tonelada de cocaína flagrada em helicóptero de um político, propina em trens e metrô paulistanos, 100 a 120 mil dólares mensais desviados de Furnas em favor de Aécio, o arrecadador Paulo Preto da campanha de Serra em 2010, etc. continuam no limbo.
Quando a Petrobras e a indústria nuclear brasileira entram na rota de apurações não cremos que se pretenda apurar a bandidagem deste ou daquele, mas ferir de morte conquistas que deram ao país um espaço no cenário internacional.
Como afirmou um desses debiloides que engrossa a convocação do PSDB de Aécio contra a presidente Dilma do por quê de não inserir campanha contra Eduardo Cunha: estando ele contra Dilma interessa ao nosso movimento.
A indignação norteia os que defendemos a nacionalidade, a soberania, como bem posto por Paulo Henrique Amorim aqui ou que encontram no currículo do Almirante Othon aqui algo que os que o prendem (dispensando de fazê-lo em relação a outros sabidos criminosos) nunca fizeram ou farão pelo Brasil.
A prisão do Almirante Othon – baseada em delação premiada – reforça a gravidade por que passa nosso Estado Democrático de Direito. Não mais importa a idade, tampouco a necessidade de apurar. Simplesmente prende-se, e condena-se antecipadamente, para assegurar a prova que o indiciamento exige e que ainda não foi obtida.
No caso específico do Almirante Othon – não enveredamos por defendê-lo de possível responsabilização – se faz presente um fato de singular simbolismo: trata-se do homem que enfrentou os interesses dos Estados Unidos – que até buscou se utilizar da Agência Internacional de Energia Nuclear para acessar os segredos desenvolvidos pela equipe de Othon – e dotou o Brasil de tecnologia nuclear suficiente a beneficiar/processar urânio.
Na esteira da descoberta toda a cadeia que deságua na indústria de submarinos nucleares, onde também presente a Odebrecht.
Há muito mais – muito mais mesmo – que simples apuração de atos ilegais praticados por quem quer que seja. Tanto que escândalos outros, como o da meia tonelada de cocaína flagrada em helicóptero de um político, propina em trens e metrô paulistanos, 100 a 120 mil dólares mensais desviados de Furnas em favor de Aécio, o arrecadador Paulo Preto da campanha de Serra em 2010, etc. continuam no limbo.
Quando a Petrobras e a indústria nuclear brasileira entram na rota de apurações não cremos que se pretenda apurar a bandidagem deste ou daquele, mas ferir de morte conquistas que deram ao país um espaço no cenário internacional.
Como afirmou um desses debiloides que engrossa a convocação do PSDB de Aécio contra a presidente Dilma do por quê de não inserir campanha contra Eduardo Cunha: estando ele contra Dilma interessa ao nosso movimento.
A indignação norteia os que defendemos a nacionalidade, a soberania, como bem posto por Paulo Henrique Amorim aqui ou que encontram no currículo do Almirante Othon aqui algo que os que o prendem (dispensando de fazê-lo em relação a outros sabidos criminosos) nunca fizeram ou farão pelo Brasil.
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