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domingo, 15 de novembro de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Califado(s)
O mundo vê-se estarrecido. O recente atentado em diferentes pontos de Paris (há uma unidade neles, em razão da fonte) – e o número de mortos – demonstra a insegurança do Ocidente diante de um fenômeno que – apesar de conhecido e vigiado – não consegue ser evitado. 

Para os que vivemos na banda ocidental do planeta  assim nos fazem crer  tudo cheira a uma descabida agressão aos valores construídos no curso de séculos onde inocentes são vitimados sem motivo aparente. Tudo visto como um ataque insensato de gente oriental à civilização de outro lado. 

As falas soam em torno de concreta guerra de infiéis contra fiéis, do Mal contra o Bem.

E tudo vem à tona – em nível de informação – como se brotado do nada, como se geração espontânea o fosse.

Ao largo a análise fria das causas. Em nenhum instante é posto na mesa do raciocínio se a casa de lá já foi ou não atacada. Se inocentes de lá (como daqui) foram vítimas de insensatez. De intolerante insensatez.

E muito menos se a razão maior – o interesse de alguém – não está por trás de tudo, como causa primeva do que acontece.

Talvez se entendêssemos como reação melhor ficaria encontrar uma explicação para o inexplicável. E caminhar para uma solução.

Triste – muito triste, mesmo – que vidas inocentes se esvaiam pelas mãos de interesses que as exploram.

Não que busquemos encontrar justificativas comparativas. Mas, se as explosões que geraram mais de uma centena de mortes em Paris fossem comparadas com as explosões causadas através de ataques do Ocidente ao Oriente Médio em guerras pré-elaboradas para corresponder aos interesses dos que dominam a ‘democracia ocidental’ teríamos um placar de goleada em favor desta.

Onde hoje o palco de um conflito maior (como já o foram – e ainda o são – outros pontos da região) existiu um secular Império Otomano (1299-1922), que chegou a 5 milhões de Km². Também denominado Califado ou Estado Islâmico a partir de 1517. Onde conviviam todos os diferentes que ora se conflitam (cristãos, xiitas, sunitas, curdos, muçulmanos vários), unidos em contribuir para o Sultão que os governava. Simplesmente foi destruído no imediato do pós-guerra e suas áreas de influência rateadas entre França e Inglaterra.

Desfizeram o cadinho da unidade. Dividiram para controlar.

Há um sonho de reunificação do Califado. Através dos meios de que dispõem os seus artífices. Fornecidos pelo próprio Ocidente, quando lhe interessou. Uma coisa assim como Bin Laden e a Al-Qaeda.

Vitimando, como vitimados.

Na esteira da lembrança do Califado os muçulmanos todos: do Oriente Médio e da África. Miseráveis ainda alguns milhões, enquanto saciados – às suas custas  os interesses de um milhar de ocidentais.

Aí as causas. Não tão remotas. Tampouco maniqueístas. Muito menos de luta entre Democracia e Tirania.

Nada pode justificar a morte de inocentes. Em guerras pré-elaboradas ou fora delas. Nada pode justificar a barbárie: causadora ou causa.

Mas – sinceramente – não fora a publicidade de quem controla a informação – este mundo tornou-se uma barbárie só. Em todas as dimensões.

Não custa rever o que pensamos e expressamos através deste espaço em A foto fala publicado neste espaço em setembro. Também ali o que denominamos de 'novos campos de concentração' (Refugiados). Também A Firmino Rocha no mesmo setembro. Ou, O sonho. Mais preteritamente Martírio I e II e De cortar o coração I e II e, para encerrar as presentes recomendações, Pesos  diversos e Limites I, II e III  

A tragédia de cada um I
A sanha capitalista é o centro das tragédias da Humanidade. Da ocupação pela hegemonia geopolítica à má utilização do meio ambiente.

Refletimos no rodapé acima em torno de uma das formas de tragédia.

Estamos vivenciando uma outra (não a primeira), em território brasileiro, decorrente da irresponsável conduta de empresas mineradoras em relação ao ambiente.

O desastre causado pela Vale do Rio Doce e a australiana BHP  docemente denominadas de Sanmarco  é de proporções inimagináveis. Populações afetadas em decorrência das regiões atingidas, economia regional destruída e sonhos levados no caudal da lama.

Cidade distantes de Mariana assustam-se com a extensão da tragédia, alcançadas pelos efeitos do rompimento da barragem de detritos. A ponto de um prefeito de uma delas, Neto Barros (PCdoB)  de Baixo Guandu-ES  promover a interdição da ferrovia Vitória-Minas, usada pela Sanmarco, até que venha o seu presidente explicar-se e ofertar concretas soluções para o drama. 

Para compreender a extensão e gravidade do ocorrido, veja o leitor (foto abaixo) o quadro com que se apresenta o rio Doce em Vitória.

Inundação causada pelo transbordamento do Rio Doce, em Vitória (ES). (AFP)
Se fosse isso não seria nada
A tragédia de cada um II
A recuperação da região levará décadas e o meio ambiente jamais será revertido em 100% do que fora.

Denuncia o prefeito Neto Barros no Site Barra que a lama contém 'resíduos de manganês, arsênio e alumínio', que estão na água e serão causa de doenças várias, inclusive o câncer.

Hiroshima, Nagasaki e Chernobyl em outra extensão. Como mostra o vídeo.

 

A tragédia de cada um III
Não falta quem afirme que tudo ocorreu em razão de catástrofe natural, depois tremores. Comuns estes no país (como recentemente em Iguaí, Nova Canaã, Ibicuí e Itororó e, nos anos 60, em Ibicaraí).

Deslavada mentira. Caso tal versão fosse verdade não mais teríamos uma só hidrelétrica em pé.

Quem defende a irresponsabilidade da empresa mineradora certamente mais está para manter ocupados espaços de publicidade para a Vale do Rio Doce. 

Que brevemente exibirá os benefícios que promove. Minimizando, ou anulando, os malefícios.

Repetindo o como age a imprensa mundial, pondo a democracia como álibi para a desmedida ambição de grupos capitalistas.

Vivemos, sim, a tragédia de cada um. Aqui e alhures.

Imediatamente
Cabia – para não afirmar “cabe” – ao Governo sustar a concessão da Vale e da estrangeira BHP, na Sanmarco.

Imediatamente. Não perdendo a oportunidade de mandar apurar em torno das autorizações para a liberação de funcionamento da barragem de resíduos

Caso precise de orientação, dispense a do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e mire no exemplo do prefeito de Baixo Guandu.

Crise
A estúpida postura das apurações na Lava Jato – ao que parece, voltadas para arrebentar a Petrobras e não punir criminosos – tende a um desdobramento de pior resultado: crise bancária, em decorrência da inadimplência dos que dependem da estatal e estão sem receber e não terão como honrar os compromissos, em razão dos impedimentos estabelecidos judicialmente. É o alerta de Luiz Gonzaga Belluzzo – entre outros.

Crise em banco – sabemos todos – não fica nos limites dos bancos. Nunca pagam a conta quando causam danos. Imagine quando vítimas!

Ferrovia
Há quem não acredite. Gente que brinca com a capacidade de outros interesses internacionais competirem na América Latina além dos estadunidenses.

A China já deu o primeiro passo; agora a Alemanha ensaia o mesmo bordão: ferrovia bi-oceânica.

Do Sputinik "Uma comissão especial da Alemanha chegará à Bolívia em janeiro do ano que vem para avaliar a construção da ferrovia bi-oceânica e chegar ao Peru através da Bolívia - garantiu o presidente Evo Morales".

Enquanto TCU e quejandos vão retardando a ferrovia Oeste-Leste - e sua ligação com o Porto Sul - o Brasil vai alimentando seus projetos. 

Os que atrapalham o Porto Sul não enxergam o mapa.

ferrovia

Sentados
É o que se presume que façam os advogados do filho de Lula, que protocolaram representação junto ao Ministério da Justiça para apurar vazamento em processo que corre em sigilo.

Aguardarão sentados.

Muito melhor acreditar em mula sem cabeça do que na atuação de José Eduardo Cardozo.

Perdendo utilidade
Há um cheiro de podridão no ar. Ao que parece, no instante em que começam a aparecer nomes do tucanato e quejandos na Lava Jato trabalha-se para aprofundar as nulidades. No fim, até Eduardo Cunha se beneficiará.

É o que se pode depreender (não pela primeira vez) do quanto exposto por Jânio de Freitas em Pendência inesperada, na Folha, a partir do protagonismo de Procuradores da República em busca de holofotes... e material para vazamentos.

De útil na Lava Jato restará sua manipulação político-partidária.

Da Câmara e de outras homenagens
O juiz Sérgio Moro atende a convocações de João Dórea Jr. – pré-candidato do PSDB à prefeitura paulistana – e da imprensa sensacionalista – Globo, Veja, Isto É, Época etc. –, sindicato de empresários da construção civil, expondo-se a situações que beiram o ridículo, como comparecer a um lançamento editorial onde foi ‘agraciado’ com a elaboração do prefácio.

Ao recusar homenagem da Câmara dos Deputados – sobejas razões quando a observa a partir de parcela considerável dos representantes da casa – assegura a certeza de que seus atos são de natureza político-publicitária.

Faz o jogo da mídia manipuladora.

Isto porque, a recusa atende ao jogo que faz com a mídia. Esquece de que a instituição tem representantes mas não se define por eles. A Câmara é expressão de uma instituição da República. Diferentemente de Veja, Globo, políticos e quejandos.

O juiz Moro – que se apresenta como paradigma institucional para eliminar a corrupção no Brasil – recebe homenagem de sonegadores (como a Globo) mas se recusa a receber de uma instituição da República.

Concordaríamos com a sua recusa se também já o tivesse feito em relação aos anteriores.

Mas, não é o caso.

Antônio Lopes
Clique para obter Opções No colo da irreverência com o cotidiano à sua volta o macuquense Antônio Lopes voltará a nos brindar com o lançamento de "Com o Mar Entre os Dedos" em sua Buerarema tolstóica, de onde brota a universalidade de seu texto.

Na próxima sexta 20, na Casa de Cultura Jonas & Pilar, praça Cristovaldo Monteiro, 21, às 18h30min.

Que será pequena para os tantos que admiram Lopes. 

a.M. – d.M.
O ex-superintendente da CEPLAC, Juvenal Mainart recebeu homenagem da Universidade Federal do Sul da Bahia por sua atuação, à frente do órgão que dirigiu, em relação ao que estabeleceu de vínculo entre a UFSB e a CEPLAC.

Certamente um ponto para aquele por nós aventado a.M - d.M.

Leitor de muitas histórias
Gervásio Santos descansou deste mundo. Cansou dele, melhor diremos. De tempos outros fez histórias e sua vida é uma história por contar.

Itabuna vai perdendo sua história viva a cada Gervásio que se vai. Sem registro, como a sua arquitetura histórica.

Em Coimbra
O professor José Orlando de Carvalho tem hoje as suas obras no catálogo da Universidade de Coimbra, em Portugal.

Certamente não as tem na Universidade Estadual de Santa Cruz, onde lecionou por mais de 20 anos.

Mais fácil por a sua marca/mão na Faculdade de Direito da secular Coimbra que na UESC, marco físico da inspiração que o eleva ao panteão dos maiores processualistas brasileiros vivos, tamanho o conteúdo revolucionário de seu pensamento jurídico.




Apenas para lembrar
Enquanto o mundo se constrói em tragédia ficam-nos os poetas que musicaram os seus sonhos de vida planetária, aqui expostos através de "Brothers in Arms" e "Imagine".

domingo, 25 de outubro de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Supremacia
Em nível de guerra convencional  afirmam especialistas – a Rússia superou os Estados Unidos. Desenvolveu um sistema de interceptação de comunicações  o Khibiny (L175V)  que deixou atônita a OTAN e, naturalmente, o próprio Tio Sam. O que pode ser confirmado desde o incidente do US Donald Cook, em 2014, e na recente intervenção na Síria. É o que registra Thierry Meyssan no Red Voltaire, ora disponibilizado por Ricardo Cavalcanti-Schiel em tradução

Simplesmente o sistema de interferência russo deixou surdos e cegos as forças e aparatos bélicos da OTAN, o que inclui também os radares (todos cegos).

Não bastasse, os sistema russo de mísseis de cruzeiro 3M-14T (tipo os Tomawauk americanos) teve acerto de 100%, voando entre 50 e 100 metros do solo para atingir alvos a 1.500 quilômetros de distância, que invalida o famoso escudo da OTAN que deu origem à expressão ‘guerra nas estrelas’.

No atual estágio os EUA estão com as calças na mão, em caso de uma guerra convencional.

Ótima oportunidade para as partes sentarem à mesa em defesa da paz mundial, incluindo no cardápio a reformulação do Conselho de Segurança da ONU e uma nova Conferência de Yalta para a redivisão geopolítica do planeta.

Nossa utopia é que tal se desse desenvolvendo um grande pacto em que a cooperação internacional fosse a razão de uma nova geopolítica. Tendo como ponto central reduzir as desigualdades e extinguir a fome no planeta.

Paranoia ou conspiração, que seja!
Mas não custa duvidar, mesmo que não se venha a admitir ou a acreditar. O que Paulo Henrique Amorim (clique) especula em texto se fosse dito nos imediatos antecedentes do pretérito 1964 seria descrito como fantasia. Mas – detalhe – aconteceu. E ninguém brinque com interesses de potências no que diz respeito à geopolítica. E petróleo é o móvel da geopolítica contemporânea.

Destacamos do que está dito por PHA:

“A Presidenta Dilma Rousseff recebeu uma análise minuciosa, que associa os americanos à fúria vingadora do Moro.

Os agentes da inteligência russa que fizeram a análise encontraram o portador adequado para depositá-la na mesa presidencial.

A Lava Jato tem o objetivo central de prender o Lula.
...
Bumlai se tornou o “batom na cueca” do Lula – segundo os moristas pendurados no PiG.

Mas, a Lava Jato, segundo a análise russa, vai além da cana do Lula.

A Lava Jato é um instrumento para desmontar a Petrobras.

E destruir o campo político que mantém a Petrobras sob o controle do povo brasileiro!”

Também disponibilizamos a entrevista de André Araújo ao Desenvolvimentistas 

Quando a Lava Jato atenta contra o Estado brasileiro e sua soberania 


Neste espaço temos afirmado – como o fazemos em conversas com amigos – que o que está por trás de toda a crise política ora gerada no Brasil é o pré-sal. O controle do pré-sal. Envolver a Petrobras por falcatrua deste ou daquele que a vem mutilando desde tempos idos (de Sigeaki Ueki, passando por Joel Rennó...) não justifica destruí-la.

Mais que isso: a destruição passa, necessariamente, por quem a defenda ou políticas que a fortaleçam.

São trilhões de dólares em jogo. O que valem as reservas do pré-sal.
O século XXI no Brasil não se distingue dos anos 50 e 60 do século XX quando em disputa áreas para corresponder aos interesses de potências hegemônicas.

Nem o método difere.

Perigo à vista
Declarações de militares enquanto no exercício da função deveriam limitar-se à sua dimensão institucional. Nunca política. Quando militar envereda por emitir opinião política está a serviço de alguma coisa nada producente às instituições democráticas.

É que para ver seus interesses pessoais e corporativos atendidos não falta na chamada sociedade civil quem legitime futuras noites escuras e tenebrosas.

Lição chilena
Caso a televisão brasileira seguisse o exemplo é bem possível que os casos de pedido de volta da ditadura se reduzissem.

Por lá a TV chilena exuma suas imagens e expõe mentiras e farsas pró-Pinochet como divulga Mário Magalhães em seu blog

Memória
Ontem completaram-se 40 anos da prisão e hoje do assassinato de Vladimir Herzog nos porões do DOI-CODI paulista.



Ele sabia I
FHC confessa que sabia. Afinal, não há como negar a confissão por ele posta em livro de que tinha conhecimento de que a Petrobras era um ‘escândalo’ em seu tempo (dele). E, o mais grave: de que não tomou qualquer iniciativa para coibi-la.

Não nos esqueçamos que o guru do entreguismo nacional não se bastou em entregar a Petrobras; dispensou-a da licitação obrigatória através do Decreto 2745, abrindo caminho para o aprofundamento dos ‘escândalos’.

Para quem arrotava que as apurações em torno da Petrobras – no viés da Lava Jato – deveriam alcançar os “altos hierarcas”, para insinuar responsabilidades de Lula e Dilma a confissão deixa claro a seguinte interpretação: considerando que praticou o crime de prevaricação (não fora o de responsabilidade) ao insinuar a responsabilidade alheia fê-lo (obrigado, Jânio) porque sabia que em relação a si mesmo estava prescrito o crime.

Resta-lhe, no entanto, com sua moral de ocasião, a imoralidade e a hipocrisia de quem tem a cara de pau para jogar pedra no telhado alheio quando de vidro é o seu.

Ele sabia II
Não faltará quem o veja – ele sempre encontra quem o explique até no inexplicável – como quem presta serviço à pátria. O (des)serviço posto em sua confissão  de que a Petrobras era um “escândalo” em seu tempo  já no primeiro mandato – não passa de exercício de uma ‘verdade’ que não podia esconder. Ou falava ou ficava como omisso.

O fato de que Joel Rennó era um escroque está às claras na denúncia de Paulo Francis – que o levou ao enfarte assim que processado nos EUA e não tinha como comprovar o que dissera (em 2005 Rennó foi condenado a devolver quantia superior a 47 milhões) – e escancarada está não só nos arquivos do programa Manhattan Connection (idos de outubro/novembro de 1996) como no documentário “Caro Francis” (2010), de Nelson Hoineff (disponível no Youtube), que trata sobre sua vida onde – sem pejo algum  há depoimentos de José Serra e do próprio FHC reconhecendo ciência dos fatos denunciados por Francis, posto aqui em um de seus trechos.



Outra de Haddad
Redução de impostos em defesa da sustentabilidade urbana. Isso o que pretende o prefeito Fernando Haddad, de São Paulo, ao sinalizar com a redução do IPTU para quem dê destino de sustentabilidade a prédios e moradias no espaço paulistano.

Para tanto, basta haver certificação da existência de reúso de água, uso de energia solar, tratamento de resíduos sólidos e cobertura de teto com vegetação.

O prefeito de São Paulo que anda pagando por inovar (agora mesmo o Ministério Público paulista está multando a Prefeitura porque está utilizando - aos domingos -  a Avenida Paulista para gente e não só para carros) corre o risco de se ver obstado por querer mais vida sadia para a população.

Entre a seca de Geraldo Alckmin e as inovações de Haddad há quem prefira – sem perguntar ao povo paulistano o que acha – o primeiro. 

A razão reside no fato de que Haddad é do PT e Alckmin, do 'inatacável' PSDB.


Cenário decepcionante
Não se trata do Brasil especificamente, como gostariam muitos ‘brasileiros’ de nascimento e estadunidenses de coração e alma.

O ‘decepcionante cenário’ é o da economia mundial, como observa Paul Krugman em entrevista a Folha de São Paulo. (clique)

Não está lá
O ministro Teori Zavaski negou acesso ao filho de Lula à delação premiada de Fernando Baiano fundado num fato elementar: Lulinha não era citado na delação. 

O advogado do filho de Lula conseguiu – naturalmente onde deveria conseguir, porque por lá vazamento é da natureza escorpiônica dos processos que ali tramitam (desde que a delação cite petista) – o inteiro teor da referida delação. 

Em nenhuma vez fora citado.

Mas o Globo escancarou em manchete que fora ele beneficiado de esquema, segundo a (não) afirmara Baiano em delação.

Só resta processar o Globo e a Globo. Depois do estrago na imagem, fruto da repercussão das matérias.

Condenado e exonerado
Coisas desta terra brasilis; a exoneração do delegado Protógenes Queiroz em decorrência de sua condenação, pelo STF, mostra a quantas monta a interpretação pretória neste país e – de singular consideração – a rapidez que o judiciário oferta ao processo quando o quer.

A espetacularização foi a razão da condenação judicial contra Protógenes, tido como responsável por vazar para a Globo a imediata prisão de Celso Pitta, já que não foi acolhida a outra acusação: de que manipulara a prova processual.

Já as espetacularizações e vazamentos na atualidade... ficam para outro instante. 

Não vêem ao caso.

Contra Dirceu, um Janot, contra Aécio, outro
Posicionamento assumido pela PGR/Rodrigo Janot contra Dirceu nos leva a estranhar porque, diante de provas contundentes, contra Aécio Neves Sua Excelência retarda ou recusa promover pedido de investigação ou denúncia contra o senador mineiro.

Movimentações
Ainda que não confirmadas (estariam contidas em denúncia de Janot ao STF, baseadas em documentos da Suíça), as movimentações de Eduardo Cunha em contas no exterior podem superar os 400 milhões de reais.

São – até este instante – 58 transações por 29 contas bancárias  aqui

Blasfêmia
Provoca o jornalista Juan Arias, do espanhol El Pais, considerando as posses de Eduardo Cunha, que envolvem oito veículos de luxo, incluindo um Porsche Cayenne de meio milhão de reais: 

"Lendo a notícia sobre o Porsche Cayenne registrado em nome da empresa Jesus.com, propriedade da família Cunha, não pude deixar de me perguntar o que pensam essas centenas de milhares de evangélicos sinceros, que, fiéis a seus princípios religiosos, sacrificam, cada mês, de boa fé, uma parte de seus pequenos recursos para alimentar uma Igreja cujos membros mais responsáveis se revelam milionários e, o que é pior, acusados de enriquecimento ilícito."

Isso mesmo, caro leitor: o que causa espécie ao jornalista, de natureza blasfematória: dito Porsche em nome de uma de 'suas' empresas, a Jesus.com 

Barrigômetro
Em jornalismo “barriga” é o noticiamento que não corresponde aos fatos e à verdade. Coisa muito comum em nível de Veja, Época, Folha de São Paulo, O Globo, JN, Estadão etc. nesta contemporaneidade.

Nada a estranhar que o Estadão – aumentativo que não mais corresponde ao que representa em termos de jornalismo – tenha expressado a 'verdade' de que Fernando Haddad cogitava deixar o PT AQUI logo desmentida em 

twitter fernando haddad ...

Quosque tandem
A indagação levada a termo em Latim metaforiza o surrealismo que ‘legitima’ a aquisição pela TV Globo da TV Excelsior de São Paulo.

O fedor está prestes a aparecer, Como o afirma Carlos Newton em Justiça pode devolver TV Globo/SP a seus verdadeiros donos

Té quando? Depende do Judiciário.

Verdade
Ainda que vejamos senões aqui e ali em falas de Ciro Gomes está mais certo que errado. 

Em uma delas certíssimo: “A covardia do PT..." em enfrentar o instante em que vive, como posto em entrevista a Hélder Lima, na RBA aqui.

Complexo
Nosso complexo de vira-lata – expressão cunhada por Nelson Rodrigues em relação ao humor do futebol brasileiro de então, resquício do maracanaço de 1950 (bem menos que aquele 7 x 1 de 2014) – alastrou-se em todas as vertentes.

Na arquitetura esquecemos a universalidade de Oscar Niemayer para transformar rincões do Rio de Janeiro em cópias urbano-estadunidenses. 

Qualquer porcaria lá de fora – se dos EUA – é venerada e reproduzida.

No que diz respeito à corrupção, no entanto, somos postos (em outra vertente do viralatismo) como primeirões. Afinal, faz parte do complexo sermos bandidos, porque menores ficamos. Há quem até aceite ser ‘bandida brasileira’ em filme estadunidense, como a Bundchen.

Podridão
Para demonstrar quão espúria é a atuação do ministro Gilmar Mendes – que nada fica a dever a qualquer escroque em qualquer parte do mundo – não custa relembrar que Sua Excelência determinou, agora em 2014, o arquivamento de denúncias contra o deputado Eduardo Cunha que o envolviam na prática de crimes financeiros. AQUI

É este Gilmar, na condição de ministro na alta corte judiciária do país, que se senta com o próprio Eduardo Cunha em café da manhã para planejamento do impeachment de um presidente da República.

Mais podridão
Também não custa relembrar que ditas acusações contra Eduardo Cunha remontam a 2006, quando então encaminhadas ao STF pelo Procurador-Geral da República Antônio Fernando de Souza, mantida nos escaninhos da Corte pelo ministro Joaquim Barbosa.

Detalhe: o ex-Procurador-Geral da República Antônio Fernando de Souza é hoje o advogado de Eduardo Cunha.

“Recorta e cola”
Qualquer aprendiz de informática sabe que “recorta e cola” nada mais é que ctrl-c x ctrl-v. Ou seja, aproveitar algo pré-existente para texto recente/novo. Nenhum professor tolera o ctrl-c/ctrl-v.

A declaração de Reale Jr. de que o novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff muito se sustenta no famoso ctrl-c/ctrl-c bem dimensiona o que representa em si em termos de seriedade e fundamentos: a mesma coisa/nada. E acresce um dos ícones do golpismo, o Reale: “com grande esforço intelectual”.

Na prática, alimento para o furdunço que alguns ofertam às instituições democráticas. Em um país sério  não mereceria um rodapé de página; aqui gera manchetes.

“Vamos ver até onde vai o Supremo. Não é de confiança”, afirma-o, em comentário no Conversa Afiada, Geraldo Simões. 

Não sabemos se o grapiúna ou um homônimo.

Antônio Lopes
Clique para obter Opções Fingindo como poeta, que finge que é dor a dor que deveras sente (obrigado Pessoa) o macuquense Antônio Lopes nos envia sutil recado.

Na próxima segunda 26, na Feira de Livros da UESC, às 18h30min, primeiro lançamento de seu “Com o Mar Entre os Dedos”, saindo do forno. 

Que todos busquem a prosa leve de Lopes, ainda que outros que na Feira estejam lançando obras se sintam em ‘desvantagem’ com tanto ‘privilégio’.