Mostrando postagens com marcador Putin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Putin. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de novembro de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
___________________

Cozendo o galo
Nomeie-se o galo de Turquia. Bem analisa J. Carlos de Assis a histórica paciência dos russos: “Foi assim com Carlos XII da Suécia, com Napoleão e com Hitler. Os mais notáveis comandantes militares russos, o Marechal Sucorov, que derrotou Napoleão, e Marechal Zhukov, que derrotou Hitler, ganharam suas medalhas mais significativas usando o recurso da paciência.

Em razão do incidente o governo turco já pediu desculpas. Mas não pode ser afirmado que Putin esquecerá. 

Até porque – em nível da geopolítica regional – a área de conflito está sob atenção direta da Rússia, em razão do posicionamento estratégico em relação ao seu território.



Alerta
Apesar de causar em torno de 5.000 óbitos anualmente pouco se sabe sobre a bactéria Legionella. Com sintomas parecidos com os da pneumonia sua percepção é difícil. Daí o alerta de especialistas.


Bactérias da Legionella no microscópio / Foto Wikimedia - CC
Bactérias da Legionella no microscópio / Foto Wikimedia – CC
O perigo oculto no lava-jato
“As reportagens devem sempre consultar pesquisadores” recomenda Bensoussan, que acrescentou: “a imprensa tem que tomar cuidado.” Contrariamente ao difundido, a bactéria pode estar em qualquer aerossol ou vapor de agua, e na lista preta entram chuveiros, fontes decorativas, jacuzzis, parques aquáticos, umidificadores de ar, torres de resfriamento utilizados na refrigeração e máquinas de lava-jato.
Os especialistas não se cansam de afirmar que no ano de 2013, quando no Brasil ocorreram 387 mortes por dengue, 4.600 por tuberculose e 41 de malária, pela “desconhecida” Legionella teriam morto em torno de cinco mil pessoas. Os idosos com problemas respiratórios e fumantes formam o maior grupo de risco. Mortes, custos médicos, absenteísmo em escolas e trabalho poderiam diminuir sensivelmente com mais informação. A única prevenção possível é evitar a sua proliferação nos ductos de água. Infelizmente, análises de amostras de água de todo o Brasil, mostram um percentual de 15% de resultados positivos para a bactéria.

Uma busca no Google, permite conferir facilmente o pouco destaque que a mídia brasileira tem dado ao problema que acaba com 13 vidas por dia no país, nos cálculos mas otimistas. A imprensa pode colaborar de diversas maneiras. Uma é simplesmente publicando notícias que atraiam a atenção do público e dos responsáveis. Em tese, a difusão de informações sobre a legionella poderia fazer pressão para que o Ministério da Saúde aborde o assunto de forma proporcional à sua importância. Os hospitais no Brasil não identificam o tipo de microrganismos que causa febre ou pneumonia, e se fosse feita a identificação, seria mais fácil localizar surtos ou regiões com problemas de proliferação da bactéria.
Cartel
Prova nada fácil de ser obtida: a de que houve conluio para o ajustamento dos preços. O grande confronto ocorre com a ‘liberdade de mercado’. Sob esse prisma vendo por quanto quiser, compre quem o puder.

A dificuldade de materializar o crime e indiciar os criminosos por sua prática reside justamente em provar o conluio deliberado.

Mas a PF, o MPF e o Cade dizem-se satisfeitos com as investigações em relação ao cartel de combustíveis no Distrito Federal, segundo matéria de Bárbara Mengardo para o Jota.

Bem que poderiam incluir nossa região na investigação. Talvez pudessem explicar a diferença de quase R$ 0,40 centavos por litro no preço da gasolina aditivada entre um posto e outros.

Até que enfim!
Na última quarta 25 a Norte Energia anunciou haver conseguido a Licença de Operação da Usina de Belo Monte, concedida pelo IBAMA.

Reduz-se mais ainda o risco de um apagão, como aquele ocorrido entre 2001/2002, no tempo de FHC.

Tardou, mas chegou!



Militares da Democracia
A redemocratização não fez, ainda, a justiça que inúmeros fardados ao tempo do golpe civil/militar merecem. Até porque poucos – quem? – hão de lembrar da postura do capitão Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, o “Sérgio Macaco, do PARA SAR” (falecido em 1994, aos 63 anos), em não atender ao que pretendia o Brigadeiro João Paulo Burnier e explodir, em 1968, o gasômetro do Rio de Janeiro (uma tragédia que geraria em torno de 100 mil mortos) para jogar a culpa nos comunistas e gerar um banho de sangue inominável para fortalecer a linha dura do golpe.

Enquanto a Pátria não lhes faz Justiça, documentários como o "Militares da Democracia: os militares que disseram Não", de Sílvio Tendler, para a TVBrasil, alimentam a História.



Delcídio
O PT mais uma vez toma na cabeça por admitir qualquer um em seus quadros. Basta querer assinar a ficha – quando não convidado – para esquecer o partido de suas ‘históricas’ exigências em passado não tão recente para admitir uma filiação.

Para compreender a trajetória político-ideológica de Delcídio do Amaral basta uma consulta ao Wikipédia. Compreenderá – inclusive – porque o senador apóia José Serra no desmonte da participação da Petrobras no pré-sal: trabalhou para a Shell por dois anos, na Europa, e fez parte da diretoria de Energia e Gás da Petrobras quando FHC dirigia o país, com ‘louvável’ iniciativa de trazer Cerveró e quejandos para a estatal (lá nos tempos de FHC, que o juiz Sérgio Moro não quer ver).

O PT de Mato Grosso do Sul o ‘aproveitou’, por recomendação de Zeca do PT, que o apoiou para eleger-se senador em 2002.

Saia justa
A influência do banqueiro André Esteves sobre a mídia é fato sabido e consabido. Que farão seus acólitos diante dos fatos denunciados?

Tremenda saia justa!

'Não contavam com minha astúcia'
A prisão do senador Delcídio do Amaral não poderia ser prato melhor para a mídia exaltação: um líder do Governo teve a prisão decretada – e confirmada pelo Senado.

Não é assim ‘qualquer coisa’ para o Governo – e a Presidente – que o tinha em grande conta.

Mas – sempre surge um mas – o estrago vem à cavalo, como vingador em faroeste: já pululam as origens e tramóias do senador. Desde os tempos gloriosos em que comandou diretoria da Petrobras no governo FHC.

A verdade – de tanto selecionada – que atingia um lado só tomou a iniciativa de alcançar o outro lado e está a dizer – como aquele Chaves/Chaolin: não contavam com minha astúcia.

Contorcionismo
O manipular a informação é flagrante na mídia. Por exemplo: em que pese Delcídio do Amaral ter começado a sua carreira no PSDB, indicando Cerveró e quejandos, a sua condição circunstancial de estar no PT leva o noticiário a frisar somente este aspecto. 

A ponto de o Jornal da Band falar em “preocupação” do PT com delação de Delcídio. Ou seja, nada de PSDB e FHC é publicado, ainda que a gravação em que se sustenta a matéria não deixar margem de dúvida.

O Boechat da rádio Band difere daquele do Jornal. O que diz pela manhã (vídeo) não edita à noite.

Contorcionismo editorial do Grupo Bandeirantes



Os amigos I
A imprensa insiste – para vincular – em citar Bumlai como “o amigo de Lula”.

Poderia aproveitar e citar Galvão Bueno, João Carlos Saad (do Grupo Bandeirantes) e Beto Mansur.

Os amigos II
Por outro lado a imprensa evita – ou não tem interesse – exibir os amigos do banqueiro Esteves. 

Dentre eles, Aécio Neves – com lua de mel custeada pelo próprio no Waldorf-Astoria.

Bandidagem I
Não pode ser considerada de outra forma a postura editorial da Folha de São Paulo em relação a fatos que vinculam a instituição e o pecuarista Bumlai.

Para melhor entender acesse A Folha errou

Miniatura

Bandidagem II
Mais bandidagem. Veja o leitor os envolvidos e a relação que mantêm entre si aqui.

Citados
O inusitado – à luz deste ‘não contavam com a minha astúcia’ – é o fato de que os também citados ministros do STF, dentre eles alguns determinando a prisão do senador Delcídio, além de cometerem deslizes em relação às garantias constitucionais (que a eles cabe defender e preservar) trataram de proteger sua própria casa (a de cada um referido).

Afinal, o crime não é inafiançável, tampouco flagrante haveria (os pressupostos que assegurariam a efetividade da prisão).

Não bastasse – por mais irônico que possa parecer – a decisão da Turma do STF se baseou numa gravação ilegal, porque não autorizada judicialmente.

E Delcídio não tem a quem apelar.

Cheira, pois – diria o gajo – a uma decisão por conveniência.

bessinha estado de direito

Confissão
O argumento de que havia risco de a investigação ser prejudicada e de fuga de um envolvido chega a ser pífio e desmoralizante em relação aos órgãos de polícia e investigação do país. 

Afinal, se você (Polícia Federal) já sabe – em razão da gravação – que alguém pretende fugir e o prende para evitar o risco temos de reconhecer uma confissão de incompetência em ‘acompanhar’ o pretenso fugitivo através de uma simples campana.

Mais grave e singularmente interessante: o pretenso fugitivo está preso.

Falando pelos cotovelos
Perdeu a oportunidade de manter a postura de julgadora a ministra Carmen Lúcia, quando – a exemplo do colega Gilmar Mendes (que parece andar fazendo escola) – deu de aproveitar a oportunidade para uma ‘declaração política’ em seu voto pela prisão do senador.

Ah! Se viesse à tona!
Serra procurou Delcídio, cercando-o para proteger Preciado, o artífice de negócios da Petrobras na África antes de 2003 (período FHC).

Ainda que tenha, ao lado do PSDB, larga proteção da imprensa a coisa não anda tão tranquila assim!

Quem salva a turma  até agora  é o juiz Sérgio Moro, para quem antes de 2003 nada vem ao caso.


Para melhor entendermos todo o imbróglio ouçamos a íntegra do áudio de Delcídio, gravado por Bernardo Cerveró, falando dos 'negócios' e 'influências'.



Negócio rendoso
A considerar o número de vazamentos tem-se que – já que são remunerados – tornou-se um negócio rendoso.

O erro
Tucano preso só quando deixa o partido e vai para o PT. Em relação às práticas, Delcídio apenas mantinha a coerência com o passado e suas origens.

A plateia I

Temos que o juiz Sérgio Moro tem razões para comparecer a eventos privados censuráveis: afinal, carece de público. Como não encontra no mundo jurídico apoio para suas aberrações vai buscá-lo na mídia que ataca o Governo e, justamente, aliada de seu projeto discriminativo de apuração

Uma indagação se impõe: encontraria holofotes na mídia se apurasse em torno de tudo que já ouviu, incluindo o período de FHC?

Suas declarações em mais um evento privado – do qual deveria declinar, como o fizera, pelo menos, em relação à Câmara dos deputados – contribuem para o universo dos que tratam o Estado de Direito como ‘meu Estado de direitos’.



Criticar, na condição de juiz, uma lei recém aprovada, que assegura ao ofendido pela mídia o mínimo sagrado direito de resposta, não depõe por fazê-lo um juiz pela Democracia.

Ao dizer o que a plateia quer ouvir o torna limitado em suas convicções, medíocre como magistrado. E – psicanaliticamente – sublimando decepções ou – como diria o caboclo – querendo aparecer.

Que o diga andar pedindo apoio da população para suas pretensões, que despencam no imaginário, à luz de pesquisa Vox Populi, citado em artigo de Coimbra na Carta Capital e veiculado no Conversa Afiada.

A platéia II

Moro recebendo homenagem da imprensa que paga pelos vazamentos que saem de sua jurisdição mais está para a hipótese de um juiz de futebol receber homenagem do time da casa no intervalo do jogo.

Dúvida atroz

Com o (re)surgimento – mais uma vez – do nome Gregório Marim Preciado (carimbada figura ligada a Serra e ao PSDB) a dúvida que nos acomete é se para o juiz Sérgio Moro vem ou não ao caso apurar em torno de tão ilustre personalidade.

Pode temer as ligações perigosas entre eles e aquele FHC de tempos não tão esquecidos, onde “A Privataria Tucana” imperou e deixou profundas raízes. 

Miniatura

Detalhe
A prisão de Delcídio deixa-o livre do juiz Moro. Mas suas declarações refletirão – necessariamente – na Lava Jato, nela inserindo tucanos de alto coturno.

Aguarde-se o jogo de cintura de Moro ‘não vem ao caso’.

Cadastro de reserva
Ainda que não indiciado na Zelotes o filho de Lula passa a integrar o ‘cadastro de reserva’. É o que deixa a entrever a Folha, em reprodução no GGN.

Quiá-quiá-quiá-quiá-quiá...
Para o juiz Sérgio Moro a prisão do pecuarista Bumlai tem o condão de ‘preservar Lula’: “fatos da espécie teriam o potencial de causar danos não só ao processo, mas também à reputação do ex-presidente, sendo necessária a preventiva para impedir ambos os riscos”.

Quanta bondade! Quanta preocupação!

Me engana que eu gosto
Ultrapassada a gargalhada – motivada pelo espírito de caridade cristã que norteia o juiz Sérgio Moro – quem melhor analisa as declarações do magistrado – até por conhecer os seus íntimos pensamentos, vazados não tão de vez em quando – é o Merval Pereira:

Antes de representar um atestado de inocência de Lula, as ressalvas com relação a ele feitas pelo juiz Sérgio Moro na decretação da prisão do pecuarista José Carlos Bumlai significam que ainda não foi possível chegar a uma prova concreta que determine com firmeza o envolvimento do ex-presidente nos fatos que estão sendo investigados, embora ele seja presença freqüente nas colaborações premiadas e sujeito oculto nas tramas que estão sendo reveladas.”

Tudo, pois, é uma questão de tempo. Assim interpretamos.

Muito provável entre o Natal e o Reveillon de 2015, 2016 ou 2017  eis o sonho.

Merval acertou na mosca das intenções – em nada de amor e carinho – do Sérgio Moro.

Para o magistrado das confrarias com a oposição ao PT, Lula, Dilma e Governo o tradicional: “me engana que eu gosto!”

Razão para se preocupar
 A ‘preocupação’ do presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, de que não há com que se preocupar em relação ao ex-presidente Lula a partir da Lava Jato, partindo do ‘axioma’ Sérgio Moro deixa-nos à deriva.

Primeiro: porque não vemos como haver preocupação com investigações contra Lula (ou outro cidadão qualquer) se inocente o é.

Segundo, a declaração atesta inocência em relação ao que pretende Sérgio Moro: prender Lula. Assim que – ainda que sob um ‘domínio do fato’ qualquer – encontrar/fabricar indícios certamente o fará.

Demais disso, Everaldo esqueceu de ler o porta-voz de Sérgio Moro: Merval Pereira.


domingo, 25 de outubro de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
___________________

Supremacia
Em nível de guerra convencional  afirmam especialistas – a Rússia superou os Estados Unidos. Desenvolveu um sistema de interceptação de comunicações  o Khibiny (L175V)  que deixou atônita a OTAN e, naturalmente, o próprio Tio Sam. O que pode ser confirmado desde o incidente do US Donald Cook, em 2014, e na recente intervenção na Síria. É o que registra Thierry Meyssan no Red Voltaire, ora disponibilizado por Ricardo Cavalcanti-Schiel em tradução

Simplesmente o sistema de interferência russo deixou surdos e cegos as forças e aparatos bélicos da OTAN, o que inclui também os radares (todos cegos).

Não bastasse, os sistema russo de mísseis de cruzeiro 3M-14T (tipo os Tomawauk americanos) teve acerto de 100%, voando entre 50 e 100 metros do solo para atingir alvos a 1.500 quilômetros de distância, que invalida o famoso escudo da OTAN que deu origem à expressão ‘guerra nas estrelas’.

No atual estágio os EUA estão com as calças na mão, em caso de uma guerra convencional.

Ótima oportunidade para as partes sentarem à mesa em defesa da paz mundial, incluindo no cardápio a reformulação do Conselho de Segurança da ONU e uma nova Conferência de Yalta para a redivisão geopolítica do planeta.

Nossa utopia é que tal se desse desenvolvendo um grande pacto em que a cooperação internacional fosse a razão de uma nova geopolítica. Tendo como ponto central reduzir as desigualdades e extinguir a fome no planeta.

Paranoia ou conspiração, que seja!
Mas não custa duvidar, mesmo que não se venha a admitir ou a acreditar. O que Paulo Henrique Amorim (clique) especula em texto se fosse dito nos imediatos antecedentes do pretérito 1964 seria descrito como fantasia. Mas – detalhe – aconteceu. E ninguém brinque com interesses de potências no que diz respeito à geopolítica. E petróleo é o móvel da geopolítica contemporânea.

Destacamos do que está dito por PHA:

“A Presidenta Dilma Rousseff recebeu uma análise minuciosa, que associa os americanos à fúria vingadora do Moro.

Os agentes da inteligência russa que fizeram a análise encontraram o portador adequado para depositá-la na mesa presidencial.

A Lava Jato tem o objetivo central de prender o Lula.
...
Bumlai se tornou o “batom na cueca” do Lula – segundo os moristas pendurados no PiG.

Mas, a Lava Jato, segundo a análise russa, vai além da cana do Lula.

A Lava Jato é um instrumento para desmontar a Petrobras.

E destruir o campo político que mantém a Petrobras sob o controle do povo brasileiro!”

Também disponibilizamos a entrevista de André Araújo ao Desenvolvimentistas 

Quando a Lava Jato atenta contra o Estado brasileiro e sua soberania 


Neste espaço temos afirmado – como o fazemos em conversas com amigos – que o que está por trás de toda a crise política ora gerada no Brasil é o pré-sal. O controle do pré-sal. Envolver a Petrobras por falcatrua deste ou daquele que a vem mutilando desde tempos idos (de Sigeaki Ueki, passando por Joel Rennó...) não justifica destruí-la.

Mais que isso: a destruição passa, necessariamente, por quem a defenda ou políticas que a fortaleçam.

São trilhões de dólares em jogo. O que valem as reservas do pré-sal.
O século XXI no Brasil não se distingue dos anos 50 e 60 do século XX quando em disputa áreas para corresponder aos interesses de potências hegemônicas.

Nem o método difere.

Perigo à vista
Declarações de militares enquanto no exercício da função deveriam limitar-se à sua dimensão institucional. Nunca política. Quando militar envereda por emitir opinião política está a serviço de alguma coisa nada producente às instituições democráticas.

É que para ver seus interesses pessoais e corporativos atendidos não falta na chamada sociedade civil quem legitime futuras noites escuras e tenebrosas.

Lição chilena
Caso a televisão brasileira seguisse o exemplo é bem possível que os casos de pedido de volta da ditadura se reduzissem.

Por lá a TV chilena exuma suas imagens e expõe mentiras e farsas pró-Pinochet como divulga Mário Magalhães em seu blog

Memória
Ontem completaram-se 40 anos da prisão e hoje do assassinato de Vladimir Herzog nos porões do DOI-CODI paulista.



Ele sabia I
FHC confessa que sabia. Afinal, não há como negar a confissão por ele posta em livro de que tinha conhecimento de que a Petrobras era um ‘escândalo’ em seu tempo (dele). E, o mais grave: de que não tomou qualquer iniciativa para coibi-la.

Não nos esqueçamos que o guru do entreguismo nacional não se bastou em entregar a Petrobras; dispensou-a da licitação obrigatória através do Decreto 2745, abrindo caminho para o aprofundamento dos ‘escândalos’.

Para quem arrotava que as apurações em torno da Petrobras – no viés da Lava Jato – deveriam alcançar os “altos hierarcas”, para insinuar responsabilidades de Lula e Dilma a confissão deixa claro a seguinte interpretação: considerando que praticou o crime de prevaricação (não fora o de responsabilidade) ao insinuar a responsabilidade alheia fê-lo (obrigado, Jânio) porque sabia que em relação a si mesmo estava prescrito o crime.

Resta-lhe, no entanto, com sua moral de ocasião, a imoralidade e a hipocrisia de quem tem a cara de pau para jogar pedra no telhado alheio quando de vidro é o seu.

Ele sabia II
Não faltará quem o veja – ele sempre encontra quem o explique até no inexplicável – como quem presta serviço à pátria. O (des)serviço posto em sua confissão  de que a Petrobras era um “escândalo” em seu tempo  já no primeiro mandato – não passa de exercício de uma ‘verdade’ que não podia esconder. Ou falava ou ficava como omisso.

O fato de que Joel Rennó era um escroque está às claras na denúncia de Paulo Francis – que o levou ao enfarte assim que processado nos EUA e não tinha como comprovar o que dissera (em 2005 Rennó foi condenado a devolver quantia superior a 47 milhões) – e escancarada está não só nos arquivos do programa Manhattan Connection (idos de outubro/novembro de 1996) como no documentário “Caro Francis” (2010), de Nelson Hoineff (disponível no Youtube), que trata sobre sua vida onde – sem pejo algum  há depoimentos de José Serra e do próprio FHC reconhecendo ciência dos fatos denunciados por Francis, posto aqui em um de seus trechos.



Outra de Haddad
Redução de impostos em defesa da sustentabilidade urbana. Isso o que pretende o prefeito Fernando Haddad, de São Paulo, ao sinalizar com a redução do IPTU para quem dê destino de sustentabilidade a prédios e moradias no espaço paulistano.

Para tanto, basta haver certificação da existência de reúso de água, uso de energia solar, tratamento de resíduos sólidos e cobertura de teto com vegetação.

O prefeito de São Paulo que anda pagando por inovar (agora mesmo o Ministério Público paulista está multando a Prefeitura porque está utilizando - aos domingos -  a Avenida Paulista para gente e não só para carros) corre o risco de se ver obstado por querer mais vida sadia para a população.

Entre a seca de Geraldo Alckmin e as inovações de Haddad há quem prefira – sem perguntar ao povo paulistano o que acha – o primeiro. 

A razão reside no fato de que Haddad é do PT e Alckmin, do 'inatacável' PSDB.


Cenário decepcionante
Não se trata do Brasil especificamente, como gostariam muitos ‘brasileiros’ de nascimento e estadunidenses de coração e alma.

O ‘decepcionante cenário’ é o da economia mundial, como observa Paul Krugman em entrevista a Folha de São Paulo. (clique)

Não está lá
O ministro Teori Zavaski negou acesso ao filho de Lula à delação premiada de Fernando Baiano fundado num fato elementar: Lulinha não era citado na delação. 

O advogado do filho de Lula conseguiu – naturalmente onde deveria conseguir, porque por lá vazamento é da natureza escorpiônica dos processos que ali tramitam (desde que a delação cite petista) – o inteiro teor da referida delação. 

Em nenhuma vez fora citado.

Mas o Globo escancarou em manchete que fora ele beneficiado de esquema, segundo a (não) afirmara Baiano em delação.

Só resta processar o Globo e a Globo. Depois do estrago na imagem, fruto da repercussão das matérias.

Condenado e exonerado
Coisas desta terra brasilis; a exoneração do delegado Protógenes Queiroz em decorrência de sua condenação, pelo STF, mostra a quantas monta a interpretação pretória neste país e – de singular consideração – a rapidez que o judiciário oferta ao processo quando o quer.

A espetacularização foi a razão da condenação judicial contra Protógenes, tido como responsável por vazar para a Globo a imediata prisão de Celso Pitta, já que não foi acolhida a outra acusação: de que manipulara a prova processual.

Já as espetacularizações e vazamentos na atualidade... ficam para outro instante. 

Não vêem ao caso.

Contra Dirceu, um Janot, contra Aécio, outro
Posicionamento assumido pela PGR/Rodrigo Janot contra Dirceu nos leva a estranhar porque, diante de provas contundentes, contra Aécio Neves Sua Excelência retarda ou recusa promover pedido de investigação ou denúncia contra o senador mineiro.

Movimentações
Ainda que não confirmadas (estariam contidas em denúncia de Janot ao STF, baseadas em documentos da Suíça), as movimentações de Eduardo Cunha em contas no exterior podem superar os 400 milhões de reais.

São – até este instante – 58 transações por 29 contas bancárias  aqui

Blasfêmia
Provoca o jornalista Juan Arias, do espanhol El Pais, considerando as posses de Eduardo Cunha, que envolvem oito veículos de luxo, incluindo um Porsche Cayenne de meio milhão de reais: 

"Lendo a notícia sobre o Porsche Cayenne registrado em nome da empresa Jesus.com, propriedade da família Cunha, não pude deixar de me perguntar o que pensam essas centenas de milhares de evangélicos sinceros, que, fiéis a seus princípios religiosos, sacrificam, cada mês, de boa fé, uma parte de seus pequenos recursos para alimentar uma Igreja cujos membros mais responsáveis se revelam milionários e, o que é pior, acusados de enriquecimento ilícito."

Isso mesmo, caro leitor: o que causa espécie ao jornalista, de natureza blasfematória: dito Porsche em nome de uma de 'suas' empresas, a Jesus.com 

Barrigômetro
Em jornalismo “barriga” é o noticiamento que não corresponde aos fatos e à verdade. Coisa muito comum em nível de Veja, Época, Folha de São Paulo, O Globo, JN, Estadão etc. nesta contemporaneidade.

Nada a estranhar que o Estadão – aumentativo que não mais corresponde ao que representa em termos de jornalismo – tenha expressado a 'verdade' de que Fernando Haddad cogitava deixar o PT AQUI logo desmentida em 

twitter fernando haddad ...

Quosque tandem
A indagação levada a termo em Latim metaforiza o surrealismo que ‘legitima’ a aquisição pela TV Globo da TV Excelsior de São Paulo.

O fedor está prestes a aparecer, Como o afirma Carlos Newton em Justiça pode devolver TV Globo/SP a seus verdadeiros donos

Té quando? Depende do Judiciário.

Verdade
Ainda que vejamos senões aqui e ali em falas de Ciro Gomes está mais certo que errado. 

Em uma delas certíssimo: “A covardia do PT..." em enfrentar o instante em que vive, como posto em entrevista a Hélder Lima, na RBA aqui.

Complexo
Nosso complexo de vira-lata – expressão cunhada por Nelson Rodrigues em relação ao humor do futebol brasileiro de então, resquício do maracanaço de 1950 (bem menos que aquele 7 x 1 de 2014) – alastrou-se em todas as vertentes.

Na arquitetura esquecemos a universalidade de Oscar Niemayer para transformar rincões do Rio de Janeiro em cópias urbano-estadunidenses. 

Qualquer porcaria lá de fora – se dos EUA – é venerada e reproduzida.

No que diz respeito à corrupção, no entanto, somos postos (em outra vertente do viralatismo) como primeirões. Afinal, faz parte do complexo sermos bandidos, porque menores ficamos. Há quem até aceite ser ‘bandida brasileira’ em filme estadunidense, como a Bundchen.

Podridão
Para demonstrar quão espúria é a atuação do ministro Gilmar Mendes – que nada fica a dever a qualquer escroque em qualquer parte do mundo – não custa relembrar que Sua Excelência determinou, agora em 2014, o arquivamento de denúncias contra o deputado Eduardo Cunha que o envolviam na prática de crimes financeiros. AQUI

É este Gilmar, na condição de ministro na alta corte judiciária do país, que se senta com o próprio Eduardo Cunha em café da manhã para planejamento do impeachment de um presidente da República.

Mais podridão
Também não custa relembrar que ditas acusações contra Eduardo Cunha remontam a 2006, quando então encaminhadas ao STF pelo Procurador-Geral da República Antônio Fernando de Souza, mantida nos escaninhos da Corte pelo ministro Joaquim Barbosa.

Detalhe: o ex-Procurador-Geral da República Antônio Fernando de Souza é hoje o advogado de Eduardo Cunha.

“Recorta e cola”
Qualquer aprendiz de informática sabe que “recorta e cola” nada mais é que ctrl-c x ctrl-v. Ou seja, aproveitar algo pré-existente para texto recente/novo. Nenhum professor tolera o ctrl-c/ctrl-v.

A declaração de Reale Jr. de que o novo pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff muito se sustenta no famoso ctrl-c/ctrl-c bem dimensiona o que representa em si em termos de seriedade e fundamentos: a mesma coisa/nada. E acresce um dos ícones do golpismo, o Reale: “com grande esforço intelectual”.

Na prática, alimento para o furdunço que alguns ofertam às instituições democráticas. Em um país sério  não mereceria um rodapé de página; aqui gera manchetes.

“Vamos ver até onde vai o Supremo. Não é de confiança”, afirma-o, em comentário no Conversa Afiada, Geraldo Simões. 

Não sabemos se o grapiúna ou um homônimo.

Antônio Lopes
Clique para obter Opções Fingindo como poeta, que finge que é dor a dor que deveras sente (obrigado Pessoa) o macuquense Antônio Lopes nos envia sutil recado.

Na próxima segunda 26, na Feira de Livros da UESC, às 18h30min, primeiro lançamento de seu “Com o Mar Entre os Dedos”, saindo do forno. 

Que todos busquem a prosa leve de Lopes, ainda que outros que na Feira estejam lançando obras se sintam em ‘desvantagem’ com tanto ‘privilégio’.