De Itabuna para Goiás
Na esteira do escândalo que envolve Carlinhos Cachoeira, governos e políticos descobrem coisas escondidas no baú. Como a criação de uma turma especial do Curso de Direito da Faculdade Alfa apara atender a dois ilustres alunos: Marconi Perillo e sua esposa.
E mais: fora o ilustre Perillo dispensado de exame da OAB. Tanto que teria recebido a carteira em casa como natural aos privilegiados da casa-grande deste Brasil varonil. (Detalhes no www.advivo.com.br de terça 24 - "O curso de Direito de Marconi Perillo").
(Não há informação se o ilustre precisou frequentar aulas e fazer avaliações durante o curso. Até porque com a possibilidade de realizá-las através de "exercícios domiciliares" tudo pode ocorrer).
Mas, não nos cabe aqui enveredar por caminhos tão singulares, que fazem construir relações tão interessantes entre faculdades, políticos e mesmo OAB.
Mas o fazemos para lembrar a este país que, quanto ao fato de Perillo haver sido inscrito na OAB sem exame - coisa para vis mortais que alimentam as burras da instituição -, na Bahia já havia precedente, como profético o dizia Mangabeira.
É que causídico local que tivera sua inscrição cassada através de medida judicial em outro estado da federação foi agraciado pela OAB-BA com nova inscrição.
Sem precisar realizar Exame da Ordem!
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Para passar a limpo
Indícios
São fortes os indícios de relações que interligam interesses de Carlinhos Cachoeira com Marcondes Perillo, Demóstenes Torres e Gilmar Mendes.
Por pano de fundo a liberação de caça-níqueis no Brasil a partir de Goiás, amparada em possível decisão do Ministro Gilmar Mendes, do STF. Ou seja, relações espúrias, envolvendo interesses comuns, podem ligar políticos e STF.
Aventamos, neste espaço (“Pode dar samba”, na sexta 6), que alguém estava investigando o período compreendido entre 30 de outubro e 25 de novembro de 2011, quando Demóstenes Torres e Gilmar Mendes estiveram no exterior. O primeiro, em Nova York, de 30 de outubro a 10 de novembro, enquanto o segundo, em evento na Alemanha, de 14 a 19 de novembro.
A desconfiança residia no fato de Demóstenes só haver retornado às votações no Senado no dia 25 de novembro.
Já descobriram coisas intrigantes: sobre a mesa de Gilmar Mendes, para despacho desde 29 de fevereiro (dia da prisão de Cachoeira), uma ação que domitava desde o ano passado (onde negou liminar) para sustar os efeitos de legislação de Goiás, assinada por Perillo, que autoriza o funcionamento de caça-níqueis; a enteada de Gilmar Mendes assessorou Demóstenes desde setembro de 2011 até 2 de abril deste ano (quando descoberta pela imprensa).
Demóstenes e Gilmar Mendes encontraram-se em Berlim naquele período.
Ninguém sabe o que conversaram. Mas...
Detalhes em matéria de Assis Ribeiro, do Jus Brasil (“Gilmar Mendes avalia processo estratégico para Cachoeira”) no Luís Nassif Online do www.advivo.com.br desta segunda 9, sob o título “Ação sobre caça-níqueis em Goiás é examinada por Gilmar”.
A coisa vem de longe
O Conversa Afiada publica bombástica informação, que tem tudo a ver com Demóstenes, Cachoeira e penduricalhos. E tudo começa com a gravação do ato de suborno (que desaguou na CPI do caixa 2, denominada “do mensalão”), armada e mandada filmar por Carlinhos Cachoeira, para vingar Demóstenes Torres, que atribuiu a José Dirceu haver sido preterido na indicação para o cargo de Secretário Nacional de Justiça.
Ernani de Paula ouviu, do próprio Cachoeira, toda a história. Tudo revelado em entrevista deste Ernani, ex-prefeito de Anápolis(GO), a PHA no Domingo Espetacular.
A versão, se confirmada, destroi a história de repasses do governo a políticos da base para assegurar resultados em votações. Uma história mal contada, não comprovada nestes termos, mas que ganhou as manchetes.
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Denúncia
À tona
O portal Luis Nassif Online publicou “As matérias que Cachoeira plantou na Veja”, demonstrando a espúria relação entre o bicheiro e a revista, para a qual alimenta fatos inexistentes que adquirem repercussão a partir das matérias publicadas.
Refere-se a textos publicados sob o título “O Caso de Veja”, já em 2008, onde relembra “uma série de reportagens denunciando o jornalismo da revista Veja. Nela, selecionei um conjunto de escândalos inverossímeis, publicados pela revista. Eram matérias que se destacavam pela absoluta falta de discernimento, pela divulgação de fatos sem pé nem cabeça”.
“A partir dos ‘grampos’ em Carlinhos Cachoeira foi possível identificar as matérias que montava em parceria com a revista. A maior parte delas tinha sido abordada na série, justamente porque estavam entre as mais ostensivamente falsas”.
Nassif disponibiliza capas e parte dos textos, mapeando cronologicamente o material, em www.advivo.com.br no Luis Nassif Online, deste domingo 1º.
Na esteira a relação promíscua com políticos e Judiciário, a partir de Goiás.
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