Não ofende
No curso desta semana (não precisamos o dia) o Jornal Nacional fez chamada de forma tal que imaginamos, de imediato, que a pessoa referida seria dono ou providenciara o laranja do negócio posto sob dúvida.
A chamada dizia respeito ao hotel que admitiu a possibilidade de empregar José Dirceu. De pronto foram buscar a composição societária da empresa para descobrir que um dos sócios (panamenho) tinha vida modesta, apesar de ser presidente da dita cuja. Ou seja, havia cheiro de negócio ilícito no hotel.
Ouvimos e vimos a notícia até o fim, aguardando surgir o nome de José Dirceu, ou de Lula, ou de qualquer integrante ou militante do PT na "armação" denunciada.
E ficamos a meditar: a que ponto chegou parte de nossa grande imprensa quando quer ou cisma de prejudicar alguém. No caso específico José Dirceu.
Não nos cabe entrar em méritos se a remuneração é compatível ou não o cargo, tampouco negar o direito que tem Dirceu a trabalhar quando a lei o afirma.
Mas deixamos mais ponderações para outro instante. Aventamos apenas em torno da premissa da Globo para atingir Dirceu, que é a existência de possível irregularidade na constituição societária da empresa onde pretende trabalhar. Ou seja, a empresa pode estar em negócios indevidos etc., usando laranjas etc., estar constituída no estrangeiro ou paraísos fiscais para burlar o fisco nacional, ou desviar recursos etc.
A primeira pergunta: caso haja irregularidade na composição societária o que tem José Dirceu a ver com isso, a ponto de se tornar referência na chamada da matéria do Jornal Nacional?
Segunda pergunta: o que diz a Globo (caso se lembre) daquela empresa constituída nas Ilhas Virgens Britânicas, que serviu para a denominada Globo Oversears adquirir os direitos de transmissão da Copa de 2002, envolvida em sonegação fiscal?
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de julho de 2012
Quadrilha
Estarrecedor
Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada desta segunda 16 (“Extra! 73 ligações sobre e com Policarpo. A CPI vai começar”), publicou a íntegra de 73 ligações telefônicas entre figuras chaves da quadrilha chefiada por Carlinhos Cachoeira, onde expressamente se destacam, pela intimidade das relações mantidas e dos interesses em jogo, o ex-senador Demóstenes Torres, o próprio Carlinhos, Policarpo Júnior (da Veja), Dadá, Cláudio Abreu.
O conluio deixa perceber que está voltado inclusive para desestabilizar o Estado, uma vez que a Veja “planta” informações às vezes tão absurdas que nem mesmo o Cachoeira admite.
Tal circunstância evidencia que a Veja tem interesses ainda mais escusos a ponto de fazer divulgar o que não existe, desde que tal envolva José Dirceu, PT, Governo Federal.
Flagrante que entre os alvos está José Dirceu e a ocupação do Estado pelos interesses do grupo, que atua de forma a fazer inveja a quaisquer das máfias mundo a fora apoiado solidamente em órgão da imprensa (de imediato, a Veja).
Não é possível que tais fatos não sejam apurados. Muito menos que o Procurador-Geral da República Roberto Gurgel tenha sobrestado o andamento de tais investigações.
Estarrecedor!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Para passar a limpo
Indícios
São fortes os indícios de relações que interligam interesses de Carlinhos Cachoeira com Marcondes Perillo, Demóstenes Torres e Gilmar Mendes.
Por pano de fundo a liberação de caça-níqueis no Brasil a partir de Goiás, amparada em possível decisão do Ministro Gilmar Mendes, do STF. Ou seja, relações espúrias, envolvendo interesses comuns, podem ligar políticos e STF.
Aventamos, neste espaço (“Pode dar samba”, na sexta 6), que alguém estava investigando o período compreendido entre 30 de outubro e 25 de novembro de 2011, quando Demóstenes Torres e Gilmar Mendes estiveram no exterior. O primeiro, em Nova York, de 30 de outubro a 10 de novembro, enquanto o segundo, em evento na Alemanha, de 14 a 19 de novembro.
A desconfiança residia no fato de Demóstenes só haver retornado às votações no Senado no dia 25 de novembro.
Já descobriram coisas intrigantes: sobre a mesa de Gilmar Mendes, para despacho desde 29 de fevereiro (dia da prisão de Cachoeira), uma ação que domitava desde o ano passado (onde negou liminar) para sustar os efeitos de legislação de Goiás, assinada por Perillo, que autoriza o funcionamento de caça-níqueis; a enteada de Gilmar Mendes assessorou Demóstenes desde setembro de 2011 até 2 de abril deste ano (quando descoberta pela imprensa).
Demóstenes e Gilmar Mendes encontraram-se em Berlim naquele período.
Ninguém sabe o que conversaram. Mas...
Detalhes em matéria de Assis Ribeiro, do Jus Brasil (“Gilmar Mendes avalia processo estratégico para Cachoeira”) no Luís Nassif Online do www.advivo.com.br desta segunda 9, sob o título “Ação sobre caça-níqueis em Goiás é examinada por Gilmar”.
A coisa vem de longe
O Conversa Afiada publica bombástica informação, que tem tudo a ver com Demóstenes, Cachoeira e penduricalhos. E tudo começa com a gravação do ato de suborno (que desaguou na CPI do caixa 2, denominada “do mensalão”), armada e mandada filmar por Carlinhos Cachoeira, para vingar Demóstenes Torres, que atribuiu a José Dirceu haver sido preterido na indicação para o cargo de Secretário Nacional de Justiça.
Ernani de Paula ouviu, do próprio Cachoeira, toda a história. Tudo revelado em entrevista deste Ernani, ex-prefeito de Anápolis(GO), a PHA no Domingo Espetacular.
A versão, se confirmada, destroi a história de repasses do governo a políticos da base para assegurar resultados em votações. Uma história mal contada, não comprovada nestes termos, mas que ganhou as manchetes.
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