Outro PT itabunense
Que em princípio poderia ser chamado de o PT dos "desgarrados". Alguns deles históricos, afastados da elegenda, ou "convidados" ao afastamento pelo domínio de Geraldo Simões sobre a composição do Diretório local.
Não há de ser negado que o PTdoG não somente sofreu uma derrota, o que, em si mesma, seria normal, porque faz parte do jogo da política. Mais sofre, não só a antipatia, a rejeição cristalina ao método dinástico em andamento, que fez a legenda minguar em votos a ponto de comprometer a reeleição de Geraldo Simões em 2014 caso venha a depender dos votos que lhe sejam destinados em Itabuna, onde já vira um decréscimo na ordem de 12 mil votos (diferença materializada entre os 35 mil recebidos em 2006 despencados para 23 em apenas quatro anos, ainda que a mulher houvesse, como candidata a prefeita recebedio mais de 44 mil em 2008).
Os sinais recentes, imediatos à eleição municipal, mostram que uma luta intestina recomeça, com o retorno de expressivos nomes de um PT que fez história em Itabuna aos quadros partidários.
Com um detalhe, retornam sob o condão e abono do deputado federal Josias Gomes.
Não se afirme que é um "novo PT" necessariamente, mas um embate que promete. Promete enfrentar Geraldo Simões para que deixe o PTdoG voltar a ser PT.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
UFESBa
Denúncia
O TROMBONE de quarta 14 publica denúncia de Wenceslau da tribuna da Câmara Municipal, que origina a matéria “Inoperância pode levar Itabuna a perder Ufesba”.
Ou seja, a sede da recém-conquistada Universidade Federal do Sul da Bahia, estaria prestes a encontrar Porto Seguro como destino “porque existe no Congresso uma movimentação para transferir a reitoria” de Itabuna para a terra que recebeu as naus cabralinas.
Denuncia o vereador “que, após a aprovação da sede da Ufesba para Itabuna, pouca coisa andou...” e “até hoje não se tem a definição da localização da instituição”, o que inviabilizaria a sua efetivação por estas plagas.
Nas entrelinhas, a culpa do município, a quem cabe institucionalmente a iniciativa de disponibilizar o terreno.
Perguntas necessárias
Ainda que reconheçamos – parodiando Jérôme Valcke – a necessidade de “se donner um coup de pied aux fesses”, ou “acelerar o ritmo”, na semântica admoestação do francês, em ano eleitoral sempre cumpre indagar das razões por que do risco aventado pelo edil itabunense e levantar considerações.
Em primeiro instante, o raciocínio de que tal mudança implicaria em tomada de posição de parcela considerável (maioria) da bancada baiana contra Itabuna, em favor de Porto Seguro, para influenciar o ministro Aloísio Mercadante.
Num segundo instante, que a nossa representação imediata (Geraldo Simões e Josias Gomes) não esteja dando a devida atenção ao fato e tenham eles se “desligado” dessa realidade, mormente GS, a quem muito se deve de mobilização para afirmar esta terra como sede da Ufesba.
Em outro ponto, se há disponibilidade financeira no orçamento federal, que exigisse a imediata liberação de recursos (diante do contingenciamento de R$ 55 bilhões) sob pena de retorno ao Tesouro por sua não aplicação.
Ou, ainda, se mesmo já ocorreram os primeiros levantamentos técnicos do governo federal voltados para a implantação dos campi, onde o da reitoria é apenas um deles, em que pese o mais importante.
O que fazer e o que evitar
Por fim, onde fica a responsabilidade da sociedade itabunense no processo? Apenas tributar ao município a obrigação ou também aos vários segmentos dela representativos? O que tem todos feito em defesa concreta da Ufesba?
Não esquecer que alguns itabunenses, dentre eles os empresários Helenilson Chaves e Nilsinho Franco e o médico Antônio Mangabeira já se disponibilizaram doar uma área em torno de 100 hectares no entorno de Ferradas, às margens da BR-415, para implantação do campus itabunense.
Algo estranho: quando se dispensa doação/presente, e nem mesmo a defendemos, há o risco concreto de transformar nossa reitoria em pasquim eleitoral.
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Wenceslau Júnior
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