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sábado, 2 de março de 2013

Batalha

De Itararé
O articulista Marco Wense, em texto desta semana (publicado na terça 26 no Pimenta) especula em torno da intenção prefeiturável do tenente-coronel Serpa para 2016 e recomenda, paternalmente, que o mesmo busque as hostes do PDT, uma vez que o PCdoB não lhe abriria espaço para a pretensão ao Centro Administrativo Firmino Alves, tampouco o haveria no PSB, no PSDB ou no PMDB.

Na esteira da “pretensão” descola Wense por sugerir, de forma nada subliminar, o afastamento das negociações de Serpa com o PCdoB, que se encontram(vam) em andamento há semanas, naturalmente sob o crivo dos detalhes que um acordo envolvendo os cururus exige.

Com todo o respeito às fontes de Marco Wense a “informação” publicada na terça estaria carente de sustentação, no que diz respeito à intenção de candidatura à prefeitura de Itabuna, como nos informa fonte ligada ao próprio Serpa.

Restando, assim vemos, a tentativa de afastar o tenente-coronel Serpa de consumar uma aliança com o PCdoB. Principalmente, considerando que a matéria foi publicada na terça 26, quando tudo estava consumado, ficou no ar um cheiro de barrigada, para o jargão jornalístico.

Já no sábado 24 à tarde os interessados quase se bicaram durante uma confraternização natalícia; por volta das 18:30 encontraram-se Davidson Magalhães, Wenceslau e Serpa no Tarik Fontes (fato presenciado por outros personagens).

Na segunda-feira 25 reencontraram-se os personagens principais (Davidson, Wenceslau e Serpa) em Salvador com o deputado Daniel Almeida. Martelo batido. Serpa será candidato a deputado estadual pelo PCdoB.

O “PDT do saudoso e inesquecível Leonel Brizola” de Wense perdeu a batalha.
Que não houve – como a de Itararé – porque, ao que parece, somente arquitetada pelo ilustre articulista.


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Dúvidas

Não ficou bem
O vereador e pré-candidato do PCdoB à prefeitura utilizou-se da rede radiofônica para desmentir as denúncias veiculadas de que estaria envolvido em irregularidades apuradas pelo Ministério Público Estadual sobre empréstimos consignados.

Estranha Wenceslau Júnior que não tenha sido ouvido pelo MP e sem que tivesse conhecimento dos fatos ver seu nome lançado no rol dos responsáveis através da rádio Difudora.

A atuação do Ministério Público, a ser considerada a versão de Wenceslau para os fatos, torna-se precipitada.

De nossa parte dizemos que não por apurar um fato, que é o de irregularidades em empréstimos consignados tendo por agentes alguns vereadores de Itabuna, mas como o levou à opinião pública é que deixa senões.

Isso porque, como circula nos meios de comunicação itabunenses, a ação do Promotor levada a uma só emissora de rádio - quando podia e devia tê-lo feito através de uma entrevista coletiva se desejava plena divulgação - repercutiu muito mal.

Afirmam, por outro lado, que o Promotor deixou as instalações do MP itabunense em carro de Geraldo Simões, dirigido por motorista de GS e levado para uma entrevista exclusiva na emissora "de Geraldo".

Aí reside a estranheza para muitos.

Para nós, uma postura amodorística do titular do Ministério Público. Levar fervura ao jogo político-eleitoral.

Pode ter servido de espingarda-de-satanás, como diziam os antigos.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Reviravolta

Tiro no pé
A integração de Leninha (PMDB) à frente suprapartidária liderada pelo PCdoB permite duas especulações:

A primeira, de que teria certeza de estar situada à frente dos demais em pesquisas de intenção de voto e, assim, busca reforçar o horário eleitoral com os demais partidos aos quais se integra nesse instante;

A segunda: faltando-lhe o domínio da situação, busca integrar-se ao grupo para ocupar espaços e mais visibilidade.    

Temos que não foi oportuna a decisão. Mais demonstra confissão de fraqueza.

Racha
Não há informação de que a Executiva local do PMDB – leia-se, Renato Costa – tenha autorizado a tomada de posição de Leninha.

Sob esse particular, mais parece haver aderido aos que foram afastados da direção itabunense do partido.

Para isso só há um nome em política: Racha!

Explicação
Para nós esse racha tem explicação: como o PMDB tende a não ter candidato próprio à majoritária caberia verificar para que lado bandearia com seu apoio.

Está claro que uma parte já definiu: Wenceslau Júnior.

Samba do crioulo doido
Não há uma explicação plausível, no plano das pretensões individuais, para a adesão de Leninha à frente partidária nesse instante de calmaria, ainda de muita indefinição para o quadro sucessório.

A frente, que arregimenta PDT, PRB, PV, PSC, nesse momento engrossada com o PMDB e o PPS, tem uma definição flagrante: a candidatura de Wenceslau Júnior (PCdoB).

Dentro do projeto nacional, o PCdoB caminha para voos próprios e dificilmente deixaria de assegurar uma candidatura em Itabuna. Admitindo-se a circunstância de que dentre os candidatos da atual frente venha o melhor situado em pesquisas encabeçar a majoritária e, por hipótese, não esteja o PCdoB encabeçando a avaliação, não é crível que volte a assumir o papel de coadjuvante, não mais do PT mas de uma aventura.

A aventura do PCdoB é em defesa própria. Assim, ou tem certeza de que encabeça o grupo ou não estaria nele incluído. O inverso ocorre com os demais partidos.

Sob esse prisma a inserção do nome de Leninha para integrar a frente traz outras sinalizações: uma delas, o PMDB não terá candidatura à prefeitura de 2012.

Se ainda for ela o nome!

domingo, 25 de março de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

Ainda na muda
Assim continua a classe política de Itabuna: calada, falando somente o necessário para manter os holofotes. (Afinal nem todos dispõem de emissora de rádio).

Olhares e ouvidos voltados para a Câmara. Aguardando o anuncio da Ordem do Dia da próxima sessão, para conferir se o parecer do TCM (pela rejeição das contas de Azevedo) será posto em discussão e votação.

Correndo muito daquela água que passa pelo canal do Lava-pés em tempo de estiagem. Ou seja, dejetos.

Como já deduzimos neste espaço, a inviabilização da candidatura de Azevedo faria mudar o quadro de expectativas político-eleitorais, afastando a polarização Azevedo-Juçara e viabilizando candidaturas atualmente tendentes a aderir.

Depois do tapetão
Sob a suposição de Azevedo ser afastado da disputa, analisamos na edição passada os resultados sob o prisma do “tapetão”, das lições do passado recente, de carismas, estratégias e logísticas.

Hoje o faremos sob o crivo das cores, paixões e ideologias.

A razão central
Nossa análise passa por um componente que se avoluma neste ano eleitoral: a antipatia e a resistência a qualquer candidatura petista (não só a de Juçara), por causa de Geraldo Simões.

GS tem sedimentado convicções em vários formadores de opinião de que o seu projeto é eminentemente individual, onde Itabuna é apenas trampolim.

Ainda sob a ótica deste pensar, a vitória petista, tornando-se vitória de Geraldo, fortalece-o proporcionalmente ao enfraquecimento de correligionários. Quanto mais crescer mais enfraquece os que a ele estejam submetidos.

Assim, para os que foram liderados de GS é hora de libertação, porque uma vitória do PT aprofunda a dependência, retardando para muito adiante qualquer expectativa de ocupar o poder municipal.

Herdeiro(s) I
Assim, temos que a herança da votação de Azevedo será dividida ou concentrada a partir de uma premissa, visível e cristalina: derrotar o inimigo comum, o PTdoG, ou simplesmente, Geraldo Simões.

Juçara, nesse contexto, não tem vida. É apenas a mulher que Geraldo impõe ao eleitorado para manter o seu poder, no projeto de construir uma dinastia política, à qual se integrará em tempos não distantes, um de seus filhos. Também pela imposição.

No “tiro ao pombo” da vez, já escrevemos, o “pombo” é Geraldo Simões.

Herdeiros(s) II
Discutida sob a ótica da dicotomia esquerda-direita, como extremos – parece-nos difícil uma vocação de centro no processo itabunense – o PCdoB já percebeu (não só em nível local) que precisa pensar no poder, não como coadjuvante; a direita, de manter sua hegemonia, retomada com Fernando Gomes em 2004.

O PCdoB já definiu o nome de Wenceslau Júnior, acrescendo ao de Juçara Feitosa e ao de Azevedo, para a reta de definições.

Afastado Azevedo, fica somente o nome dos dois, com esperanças para Leninha (PMDB), Augusto Castro (PSDB), Coronel Santana (PTN), Vane Renascer (PRB), Acácia Pinho (PDT) e Roberto Barbosa (PP). Outros nomes voltam-se apenas para assegurar visibilidade e tentar viabilizar eleições proporcionais (vereadores).

Algumas destas pré-candidaturas somente se confirmarão caso possam contribuir para dividir a votação do PTdoG.

O foco da situação
A grande indagação, na área do poder local, é quem possa enfrentar o PTdoG. Ou seja, em sede dos que apóiam a atual administração, caso afastado o candidato natural, Azevedo, quem teria as condições para assumir o enfrentamento à candidatura do PT, que, em tese, sairia fortalecida com a do Prefeito fora do páreo.

Nesse viés, que nome seria capaz de manter a hegemonia.

Nomes naturais
Augusto Castro e Coronel Santana são nomes naturais. (Santana adianta-se à hipótese e lança seu nome). Têm mandato de deputado estadual; a nenhum a candidatura traz prejuízo porque não carecem de renúncia para assegurá-la.

Tentará, cada um, arregimentar as forças contrárias a Geraldo Simões, torcendo para que a candidatura do PCdoB se mantenha.

O risco nesta avaliação reside no fato de Wenceslau congregar em torno de seu nome forças presentes no Centro Administrativo Firmino Alves.

O perfil ideal
Em outra vertente, a candidatura para se manter no comando municipal, passará por quem tenha o melhor discurso de resistência e enfrentamento ao próprio PTdoG.

Ou seja, que “encarne” e convença o eleitorado radicalmente contra o petismo e tenha a possibilidade de arregimentar descontentes em outros segmentos.

Nesse paradigma o melhor nome será o daquele que se apresente como “inimigo do PTdoG” e que tenha história de vida neste enfrentamento.

quinta-feira, 15 de março de 2012

UFESBa

Denúncia
O TROMBONE de quarta 14 publica denúncia de Wenceslau da tribuna da Câmara Municipal, que origina a matéria “Inoperância pode levar Itabuna a perder Ufesba”.

Ou seja, a sede da recém-conquistada Universidade Federal do Sul da Bahia,  estaria prestes a encontrar Porto Seguro como destino “porque existe no Congresso uma movimentação para transferir a reitoria” de Itabuna para a terra que recebeu as naus cabralinas.

Denuncia o vereador “que, após a aprovação da sede da Ufesba para Itabuna, pouca coisa andou...” e “até hoje não se tem a definição da localização da instituição”, o que inviabilizaria a sua efetivação por estas plagas.

Nas entrelinhas, a culpa do município, a quem cabe institucionalmente a iniciativa de disponibilizar o terreno.

Perguntas necessárias
Ainda que reconheçamos – parodiando Jérôme Valcke – a necessidade de “se donner um coup de pied aux fesses”, ou “acelerar o ritmo”, na semântica admoestação do francês, em ano eleitoral sempre cumpre indagar das razões por que do risco aventado pelo edil itabunense e levantar considerações.

Em primeiro instante, o raciocínio de que tal mudança implicaria em tomada de posição de parcela considerável (maioria) da bancada baiana contra Itabuna, em favor de Porto Seguro, para influenciar o ministro Aloísio Mercadante.

Num segundo instante, que a nossa representação imediata (Geraldo Simões e Josias Gomes) não esteja dando a devida atenção ao fato e tenham eles se “desligado” dessa realidade, mormente GS, a quem muito se deve de mobilização para afirmar esta terra como sede da Ufesba.

Em outro ponto, se há disponibilidade financeira no orçamento federal, que exigisse a imediata liberação de recursos (diante do contingenciamento de R$ 55 bilhões) sob pena de retorno ao Tesouro por sua não aplicação.

Ou, ainda, se mesmo já ocorreram os primeiros levantamentos técnicos do governo federal voltados para a implantação dos campi, onde o da reitoria é apenas um deles, em que pese o mais importante.

O que fazer e o que evitar
Por fim, onde fica a responsabilidade da sociedade itabunense no processo? Apenas tributar ao município a obrigação ou também aos vários segmentos dela representativos? O que tem todos feito em defesa concreta da Ufesba?

Não esquecer que alguns itabunenses, dentre eles os empresários Helenilson Chaves e Nilsinho Franco e o médico Antônio Mangabeira já se disponibilizaram doar uma área em torno de 100 hectares no entorno de Ferradas, às margens da BR-415, para implantação do campus itabunense.

Algo estranho: quando se dispensa doação/presente, e nem mesmo a defendemos, há o risco concreto de transformar nossa reitoria em pasquim eleitoral.