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sábado, 11 de maio de 2013

Nem tanto...

Nem tão pouco
Não se despreze a atuação do deputado Geraldo Simões como elemento para a construção do projeto da UFESBA. No entanto, não o tenhamos como única peça a consolidá-lo.

Tampouco se imagine que o deputado tenha feito corpo mole. Que seja cobrado dele, apenas, sua força para que a UFESBA seja para Itabuna o que tenha pretendido.


segunda-feira, 11 de junho de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADO- Dia10 de junho

Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  
Adylson Machado

                                                                              

Duvidando

aleluiaDeu-nos certa euforia o anúncio de regulamentação, pelo Ministério das Telecomunicações, do Decreto 52.795/63 (Regulamento da Radiodifusão). Os “programas de aluguel” estariam afastados da grade de emissoras de rádio e de televisão. Um apoio mais à possibilidade de informação que à alienação.
A farra de arrendamentos na radiodifusão iria por água abaixo. De programas encomendados por grupos religiosos – do protestantismo ao catolicismo – passando por sindicatos, televendas etc.
Aí é que a porca torce o rabo. A idéia pode ser demais para nossa utopia.

Extinção dos mortos-vivos

Em vigor desde quarta 6 a Lei 12.662/2012, que institui a Declaração de Nascido Vivo. Os direitos e garantias de cidadania estão, a partir dela, assegurados a todos os que portem uma “declaração” assinada por médico ou parteira. O que antes somente ocorria depois de levado ao Registro de Nascimentos.  
Como direito à escola, à saúde etc. passam a ser assegurados desde o imediato nascer com vida, o portador da Declaração se verá afastado da burocracia anterior que faz(ia) com que, segundo dados do IBGE, 6,6% da população brasileira não tenha registro de nascimento.

Como sempre

DEM e PSDB pretendem ver aplicada contra Lula e Haddad a legislação que pune propaganda antecipada em rádio e televisão, a partir da presença de ambos no Programa do Ratinho.
José Serra no Bóris Casoy (em março) pode.

Mudando de lado

Não faz tanto tempo – nem mesmo um ano – o PSDB e o DEM protocolaram na Procuradoria Geral da República pedido de investigação contra o Ministério dos Transportes, onde o ministro Alfredo Nascimento e Valdemar da Costa Neto eram os alvos imediatos da investigação por corrupção.
Neste 2012 selaram acordo em São Paulo o PSDB e o PR. Testemunhado por Alfredo Nascimento.
Certamente a imoralidade do PR só ocorria quando Nascimento era Ministro dos Transportes. 

Pedindo audiência

Se Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do DNIT, for levado a CPMI do Cachoeira confirmará o caixa 2 de Serra. A partir do rodoanel, superfaturado em 8%. O arquivo vivo já se colocou à disposição.
Para a turma de sempre é melhor focar no caixa 2 do PT, apelidado de mensalão.

Cego em tiroteio

desmentidosGilmar Mendes atirou para todos os lados. Coisa de cego em tiroteio. Tentou envolver até o STF como instituição, como parte de seu universo de picuinhas. Não porque não visse onde atirar, mas por não dispor de alvo fixo. Foi aventurando. Deu certo apenas para a grande imprensa, capitaneada pela Veja. Como sempre. Até agora!

Fanfarrão Minésio

carta capitalPara os que leram Cartas Chilenas, obra de Tomás Antônio Gonzaga (pelos estudos de Rodrigues Lapa em livro de igual nome), não há exagero algum em assim nominar o ministro Gilmar Mendes por suas diatribes às instituições da República como o fizera Gonzaga com o governador de Minas, Luís da Cunha Menezes: Fanfarrão Minésio.
E não tardarão a encontrar no nosso “fanfarrão” elementos que o identifiquem com Mendonça Furtado, da Bahia, objeto de especial atenção para a ironia de Gregório de Mattos Guerra.
Do intervir em política provinciana para beneficiar familiares a conceder habeas corpus suprimindo instâncias, passando por ser controlador de empresa de ensino que ministra cursos para o Governo, o ilustre par tende a ingressar no universo dos que integram o singular SIAF/CADIN, caso venha a ser alcançado pelas garras do leão.
A inspiração para o texto nos vem da capa da Carta Capital desta semana.

Pressão

Nenhum sobressalto com o julgamento do caixa 2 petista (o do PSDB ainda não foi designado) a partir de agosto. Aguardado o voto do revisor, Ministro Ricardo Lewandowski, prometido para junho, os juízes da alta Corte deram agora de prometer o que lhes cumpre por dever fazer.
Fica-nos uma conclusão: o Supremo Tribunal Federal trabalha sob pressão.
Isso não condiz com a dimensão da instituição. Que já anda trilhando por águas turvas, quando membros da Casa fazem-na confundir com vida pessoal.

Unilateralismo

Assim vemos os fatos: caixa 2 só o do PT; do PSDB de Azeredo, Serra e Alckmin, não. Muito menos do DEM de Arruda e Agripino Maia.

Inexplicável

Assim vê Sua Excelência a greve dos professores da rede estadual. Tanto que se diz triste, decepcionado e indignado.
Não entramos no mérito da oportunidade, legitimidade ou mesmo juridicidade da greve. Sobre esse particular já registramos nosso pensamento.
Para um ex-sindicalista, atuando na chefia do Poder Executivo da Bahia, fica difícil explicar as razões por que não consegue administrar o movimento, que gera para seu governo o recorde de superar os 60 dias de paralisação.
O impasse se aprofunda por pura e absoluta incompetência na condução do processo. Quando Jacques Wagner demonstra perder o controle da situação sinaliza que dela somente sairá exercendo a força do poder... ou da propaganda.
Isso é que é inexplicável!

Serviço sujo

O deputado baiano Amauri Teixeira (PT) recomenda abertura de processo disciplinar contra o colega Protógenes Queiroz (PCdoB-SP).
Temos que pode haver relação com os pedidos de CPI requeridos por Protógenes: o do Cachoeira e o da Privataria Tucana. No da “privataria” há o risco de retomar a CPI do Banestado, aquela que o PSDB afogou, com ajuda do PT.
No caso da CPMI do Cachoeira... pode conter outra arrumação PSDB-PT. No primeiro momento, afastar o tucanato de envolvimento com a DELTA. No segundo, o próprio PT.
Registre-se que nem todos os deputados petistas concordam com a posição de Amauri Teixeira.

UFESBA

O curso de Medicina da Universidade Federal do Sul da Bahia, que terá sede em Itabuna, oferecerá 80 vagas. Salutar a instalação de um curso de Medicina na Região, que atualmente conta apenas com o da UESC.
Informa o Pimenta na Muqueca que o Medicina da UFESBA será implantado no campus de Teixeira de Freitas. Derrota para Itabuna.
Com a palavra o deputado federal Geraldo Simões para explicar como deixou perder o que estava definido para Itabuna, em razão da “sensibilidade” de Aloísio Mercadante para com Teixeira de Freitas.

CEPLAC d.M.

convitePode incomodar a alguns – e mesmo algumas... ONGs – mas a CEPLAC terá espaço na Rio + 20 durante todo o dia 19 de junho, o “Dia da CEPLAC”, dentro da programação do Ministério da Agricultura. Apresentará o seu Projeto Barro Preto, de sustentabilidade para a Mata Atlântica em sadia convivência com o cacau.
Os do contra dirão que não falará na Conferência. Confundem a reunião de Chefes de Estado, no Riocentro, com os painéis técnicos.
O tempo dirá sobre o boicote que sofreu.

Aliança natural

PSDB e DEM andam de mãos dadas Brasil a fora. Em Itabuna o PSDB ensaia abandonar o parceiro de infortúnios eleitorais para embarcar na candidatura do PCdoB.
Coisas de humores da política. Ou de políticos. Não custa pagar para ver.

Notáveis

O PSDB itabunense nos parece um partido de notáveis. Homens dignos ocupam o centro de suas discussões.
Andam falando em expulsar Adervan.
Por ter botado o carro adiante dos bois.

Freud

Caminhada contra corrupção em São Paulo levou quatro ou cinco centenas à Avenida Paulista. Protesto de sindicalistas em defesa do Meio Ambiente na Cinquentenário, em Itabuna, não deu para atender a fotografia.
Parada gay... milhares de simpatizantes.
Freud explica(?).

Conheceu Mengele

Morto na segunda 4 o empresário Geovane Maltese. Descendente de italianos. Viveu dias na Europa (França, Itália, Espanha) e em Morro do Chapéu antes de chegar a Itabuna.
Sua família viveu no Paraná, onde seu pai cultivava o hábito de servir lautas refeições aos domingos, que duravam o dia. Nelas muitos amigos e amigos de conhecidos. Um deles, Josef Mengele, só reconhecido por Geovane através da identificação pela imprensa, depois de morto em Bertioga.
A família não sabia que servia um procurado internacionalmente.

E Major Serpa se foi

Neste espaço chegamos mesmo a anunciar que o Major Serpa seria o vice de Juçara. Tudo decidido em Luzimares. A promoção do Major Serpa para assumir o comando do 19º Batalhão em Jequié vai jogando uma pá de cal na pretensão do PTdoG de tê-lo ao lado de Juçara.
E mais, dizem as más línguas, que o Major somente aceitaria a “missão” se tivesse possibilidade de vitória, o que dá a entender não acreditar na candidatura petista.

Afunilando

Resta a GS buscar Acácia Pinho para vice de Juçara. Que recusou em 2008 assumir o apoio de Capitão Fábio ao PTdoG. Ou, quem sabe, o PCdoB! Ou mesmo o PSDB, com Adervan, ora desgarrado do DEM.
No desespero tudo é possível. Até mesmo alguém do PR de César Borges, para mostrar que “água e óleo” se misturam.

Além da queda, coice

Com o sinal de alerta partindo para o grau máximo – como ponderado em “Viola em cacos” no adylsonmachado.blogspot.com de sexta 8 – GS esgotará as fichas para reverter a situação eleitoral, que se afigura pouco razoável neste imediato.

Em Itororó

mautner itororóNelson Jacobina Rocha Pires morreu no 31 de maio. O que poucos sabem é que o mais tradicional parceiro de Jorge Mautner andou por Itororó, mais precisamente em 1994, quando Mautner esteve na terrinha para lançar suas obras, o que já fizera em Salvador e Itabuna.
A salão da Câmara Municipal ficou pequeno para ver Mautner. Jacobina, o arranjador e instrumentista que o acompanhava, ao lado. Estiveram na Cabana da Ponte. Nenhum deles imaginaria que na década seguinte Marcos Palmeira estaria casado com Amora, a filha de Mautner.
Testemunhas da passagem de Jorge Mautner e Nelson Jacobina por Itororó: Luizinho “da Guabi” e Paulo Campos, que levou todo o seu acervo de Mautner (em vinil) para ser autografado.

Ainda há tempo

A decoração do Festsol, a referência junino-itororoense, está em andamento. Mãos conduzindo com esmero o trabalho de fazer o simples, quando a tônica destes tempos é a sofisticação alheia à tradição.
Nestes últimos anos o Festsol tem primado pela simplicidade vinculada à memória. Mais tradição e menos produção.
No afã da ornamentação que a municipalidade não esqueça de recuperar as placas de sinalização de trânsito.

“Olê muié rendêra”

O clássico imortalizado por Vanja Orico como tema de “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto, em versão de Zé do Norte (há outra, de Volta Seca), com adaptação de Hervé Cordovil para o Demônios da Garoa, que nele interpreta e fez coro para Vanja no filme, gravação de 1953.
Também de Lima Barreto o roteiro do filme, que teve diálogos criados por Rachel de Queiroz (que residiu em Itabuna, fato que poucos sabem).
A turma do “Demônios da Garoa” conheceu Adoniram Barbosa atuando no filme, iniciando a parceria famosa.



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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

terça-feira, 27 de março de 2012

UFESBA

Insistência suspeita
O partido único sempre foi a ponta mais visível da crítica aos regimes totalitários. Em muito assemelhada a ideia da Prefeitura de Itabuna em ver instalado o campus da UFESBA às margens da BR-101 no sentido Buerarema.

Há um cheiro estranho no ar. E não é do canal do Lava-pés. Fica difícil entender que haja alguém doando área para a UFESBA (sem qualquer custo para o município!) e os técnicos da Prefeitura apresentem à comissão da UFBA que avalia o assunto apenas o local que ela entende ideal.

Não fora sugestões de espaço na BR-101 no sentido de Itajuípe, há uma área que alguns empresários itabunenses pretendem doar e que está localizada próxima a Ferradas, onde cruzarão os semi-aneis rodoviários que surgem do novo traçado da BR-101 quando da futura duplicação.

A matéria "Prefeitura mostra a vice-reitor da Ufba área que pretende destinar à Ufesba", em O TROMBONE (www.otrombone.com.br) desta terça reproduz aspectos técnicos por nós defendidos em relação à localização no entorno de Ferradas.

A lógica que recomenda aquela localização não está somente no fato de valorizar a terra de Jorge Amado, como argumenta o deputado Geraldo Simões, mas em oferecer estratégica e logisticamente as melhores condições para o campus itabunense.

A dúvida que fica, em relação ao "solo" da Prefeitura em indicar apenas uma localização - que custará recursos públicos -, reside apenas numa indagação: por que não apresenta aos técnicos a área que o médico Antônio Mangabeira e os empresários Nilsinho Franco e Helenilson Chaves pretendem doar (sem qualquer ônus) ao município?

Dinheiro sobrando temos certeza que não é. A não ser que venha de, ou vá para, um ralo escuso.   

domingo, 25 de março de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS

A semana sob nosso olhar
Como sabe o leitor que nos acessa, dispomos de uma coluna semanal em O TROMBONE, que circula aos domingos e é reproduzida neste espaço. Por razões de ordem técnica o sítio, que se encontra sob reformulação, não viabilizou hoje nossos textos.

Para não negar ao leitor as informações que ali circulam, disponibilizaremos alguns rodapés neste espaço, fazendo-o em duas etapas.

Eis a primeira:

Chico
Chico Anysio, ainda que afastado da cena, nos legava a esperança de que o veríamos a qualquer instante retomando as criaturas de seu universo e novamente armando-se criador.

Sua morte confirmou o que não queríamos admitir: de que saíra de cena definitivamente.

O Chico que aguardamos
Faz tempo que a Globo não tem um produto de pronta entrega e com mercado cativamente ansioso.

Ficara devendo muito quando só disponibilizou um DVD, o “Chico Especial”, Imaginamos que fosse o primeiro de uma série.

Designação dividida
Fica em nós a idéia de que o rio da integração nacional (o São Francisco) doravante dividirá com Chico Anysio a designação de “velho Chico” quando tivermos que nos referir respeitosa e carinhosamente ao grande artista.

Combinou?
Inegavelmente, um dos fatos mais significativos da semana foi a Assembleia Itinerante. O presidente da AL, deputado Marcelo Nilo, deixou claro estar em campanha para o Governo do Estado.

Não sabemos se já combinou com Otto Alencar e Jacques Wagner.

Enquanto Marcelo realiza comícios com a Assembleia Itinerante, Otto acompanha Wagner em inaugurações.

Uns trabalham...
Dia desses informou o Radar on line que Ilhéus será beneficiada com recursos da Lei Rouanet, na ordem de R$ 2,8 milhões para um festival artístico e literário e ser realizado entre 4 e 12 de agosto.

Uma produtora de São Paulo foi autorizada pelo Ministério da Cultura a captar os recursos.

Outros...
Cá em Itabuna a turma que deveria cuidar disso toma "caldo"...

Luta
A ACATE e a ACCODEC, entidades comprometidas com a cultura itabunense, aproveitaram a Assembleia Itinerante para cobrar da classe política uma atuação mais efetiva junto ao Governo do Estado em relação a conclusão do Centro de Convenções e Teatro de Itabuna.

Outra proposta, diz respeito a ver Ferradas dotada de equipamentos que possam traduzir o que representa aquela comunidade para o universo cultural da região como terra onde nasceu Jorge Amado.

O deputado Augusto Castro repercutiu na tribuna da Itinerante a cobrança das entidades grapiúnas, comprometendo-se a manter-se em permanente vigilância em relação ao Centro de Convenções.

Ovo da serpente
As vaias dirigidas ao deputado Geraldo Simões durante os eventos onde se fez presente não podem ser atribuídas tão somente a uma claque de adversários.

Esta existe, mas o deputado tem engrossado não só um coro de descontentes, como de ex-amigos tornados adversários e que vão se constituindo em ferrenhos inimigos e cabos eleitorais contra a sua política hegemônica.

O ovo da serpente que trouxe ao universo grapiúna começa a produzir frutos.

Se a moda pega
Tudo começou na quinta, na Assembleia Itinerante, continuou na sexta na discussão sobre rumos da UFESBA, na FTC.

Pelo andar da carruagem, quando se ouvir uma vaia teremos a certeza que Geraldo Simões está por perto.

Criador e criatura
Este é o maior adversário de Geraldo Simões: a sua própria criatura, criada à imagem e semelhança de tudo que negou no passado e hoje alimenta seu sonho de poder.

GS chegou ao mundo da política como uma coisa nova, diferente, traduzindo esperança e vai se tornando algo monstruoso e disforme.

Como um tumor maligno entrando em fase de metástase, torna-se um Quasímodo político, espantando os que estão à sua volta, assustados com a deformidade que vai se acentuando a cada instante.

Barra forçada
Nada contra os méritos de Juçara pelo trabalho enquanto Secretária de Desenvolvimento Social do Município, no curso da segunda gestão do marido.

Mas daí a justificar uma comenda estadual oito anos depois!

Dedução
Ou os critérios para a concessão da comenda mudaram ou a Comenda Dois de Julho já não é a mesma. É o que podemos deduzir.

Lua de fel
O blogue de Roberto Jefferson publica a existência de conflito de casal famoso, depois que flagrado o marido dividindo o “amor” com terceira figura. Como desdobramento, por razões de conveniência política, o casal fora recomendado a manter as aparências.

Não será ficção se tal caso existir nos limites de Itabuna. Para que não se materialize um desastre no projeto político do chefe do clã as aparências estão em dia.

A coabitação só existe em fotos distribuindo sorrisos em caminhadas e coisas tais, o que dá a impressão que estão em lua de mel.

O detalhe é que a esposa traída vem suportando a situação não de agora. Estoicamente, ainda que “fera ferida”, tem mantido a postura.  Esperando que o nível da campanha não despenque e venha a público a crise conjugal.

Que pode ser a pá de cal no projeto de hegemonia do político.

Um detalhe a mais: se a Igreja descobrir, o político nem mesmo poderá comungar!

sexta-feira, 23 de março de 2012

UFESBA

Volta à normalidade
Mais que tributar a este ou aquele político a manutenção da reitoria da UFESBA em Itabuna, fundamental que ela por aqui seja implantada. Méritos para todos os que lutem para isso.

No particular, o asseguramento em sede de Comissão no Congresso, em respeito ao anteriormente definido pelo Poder Executivo – leia-se, Presidente Dilma – encontra no deputado Geraldo Simões um de seus arautos, que anunciou haver conversado com o relator da matéria e que o mesmo lhe assegurara a manutenção da reitoria em Itabuna, o que se confirmou na votação.

Precaução
Ainda que entendamos difícil uma alteração – que para nós só passa pela cabeça do Ministro Mercadante – não custa precaver-se. Política se faz com políticos. E político defende interesses, às vezes pessoais.

Não podemos esquecer que o IFET, recentemente instalado em Ilhéus, estava previsto para Itabuna. A atuação de Raimundo Veloso, chantageando o governo em momento de votação no Congresso, fez a instituição sair daqui para a praieira.

Precisamos estar atentos para que Jânio Natal não seja outro Raimundo Veloso. A vigilância de Geraldo Simões é fundamental. Porque, a essa altura, se o inverso acontecer sobre ele recairá todo o ônus.

sexta-feira, 16 de março de 2012

UFESBa

Tapa na cara
O âncora Paulo Lima, do Alô Cidade, na TVI desta sexta 16, traduziu a indignação itabunense, partindo das informações de que a "capital do cacau" corre o risco de não se tornar sede da reitoria da Ufesba. Que iria para Porto Seguro, segundo adianta Daniel Thame (blog do Thame), publicando palavras do atual ministro da Educação, Aloísio Mercadante.

"Um tapa na cara de Itabuna", foi a reação do indignado Paulo Lima, convocando a sociedade a enfrentar essa descortesia. 

Tapa é pouco, Paulo. Bofetada, seria mais propriado.

quinta-feira, 15 de março de 2012

UFESBa

Denúncia
O TROMBONE de quarta 14 publica denúncia de Wenceslau da tribuna da Câmara Municipal, que origina a matéria “Inoperância pode levar Itabuna a perder Ufesba”.

Ou seja, a sede da recém-conquistada Universidade Federal do Sul da Bahia,  estaria prestes a encontrar Porto Seguro como destino “porque existe no Congresso uma movimentação para transferir a reitoria” de Itabuna para a terra que recebeu as naus cabralinas.

Denuncia o vereador “que, após a aprovação da sede da Ufesba para Itabuna, pouca coisa andou...” e “até hoje não se tem a definição da localização da instituição”, o que inviabilizaria a sua efetivação por estas plagas.

Nas entrelinhas, a culpa do município, a quem cabe institucionalmente a iniciativa de disponibilizar o terreno.

Perguntas necessárias
Ainda que reconheçamos – parodiando Jérôme Valcke – a necessidade de “se donner um coup de pied aux fesses”, ou “acelerar o ritmo”, na semântica admoestação do francês, em ano eleitoral sempre cumpre indagar das razões por que do risco aventado pelo edil itabunense e levantar considerações.

Em primeiro instante, o raciocínio de que tal mudança implicaria em tomada de posição de parcela considerável (maioria) da bancada baiana contra Itabuna, em favor de Porto Seguro, para influenciar o ministro Aloísio Mercadante.

Num segundo instante, que a nossa representação imediata (Geraldo Simões e Josias Gomes) não esteja dando a devida atenção ao fato e tenham eles se “desligado” dessa realidade, mormente GS, a quem muito se deve de mobilização para afirmar esta terra como sede da Ufesba.

Em outro ponto, se há disponibilidade financeira no orçamento federal, que exigisse a imediata liberação de recursos (diante do contingenciamento de R$ 55 bilhões) sob pena de retorno ao Tesouro por sua não aplicação.

Ou, ainda, se mesmo já ocorreram os primeiros levantamentos técnicos do governo federal voltados para a implantação dos campi, onde o da reitoria é apenas um deles, em que pese o mais importante.

O que fazer e o que evitar
Por fim, onde fica a responsabilidade da sociedade itabunense no processo? Apenas tributar ao município a obrigação ou também aos vários segmentos dela representativos? O que tem todos feito em defesa concreta da Ufesba?

Não esquecer que alguns itabunenses, dentre eles os empresários Helenilson Chaves e Nilsinho Franco e o médico Antônio Mangabeira já se disponibilizaram doar uma área em torno de 100 hectares no entorno de Ferradas, às margens da BR-415, para implantação do campus itabunense.

Algo estranho: quando se dispensa doação/presente, e nem mesmo a defendemos, há o risco concreto de transformar nossa reitoria em pasquim eleitoral.