Em risco
Itabuna vive a falência de lideranças e iniciativas em defesa própria. Os novos limites entre Ilhéus e Itabuna são a prova mais recente disso. Ainda que historicamente estivessem estabelecidos na altura da atual sede da CEPLAC (e há documentos e testemunhas disto) praticamente se encontram dentro do perímetro urbano itabunense.
Não se viu atuação da sociedade local em defesa da realidade e da verdade. Muita conversa, muito garfo e faca soando em jantares e quejandos.
A sede da futura universidade, uma luta histórica de Itabuna (e não se negue a atuação de Geraldo Simões neste particular, desde sua ideia de fazer desta terra extensão da UFBA ainda em meados da década passada, fato frustrado por sua não-reeleição) suscita atualmente propostas as mais estranhas. Todas em prejuízo desta terra.
Bizantina se torna a discussão diante de uma realidade: a região de Ferradas é o local ideal, estratégica e logisticamente, para a instalação do campus grapiúna.
Para os que resistem desconhecem até mesmo a existência do projeto do Centro Industrial de Itabuna-CITA, cuja planta baixa (que se encontra à disposição dos interessados na Prefeitura, se não a jogaram fora os comandantes dos últimos desmandos) poderia muito bem ser tomada como base para as desapropriações necessárias à instalação da nossa Federal.
Quando insistimos no exposto acima é porque conhecemos o fato concretamente. Já tivemos em mãos dita planta, nos idos de 1993/1994.
Tem-nos faltado mesmo é definição. Coisa que parece andar escassa por estas bandas. Como escasso o amor por esta terra em quem por ela devia estar apaixonado.
Há risco de perdermos o campus, não duvidamos. E nesse sentido o espaço ceplaqueano encontraria a melhor acolhida. Uma vitória a mais para Ilhéus.
Que para lá levou o IFBA, que seria em Itabuna, e por cochilo de nossas lideranças no Congresso, derrotada foi pela esperteza do então deputado Raimundo Veloso.
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terça-feira, 16 de abril de 2013
domingo, 21 de outubro de 2012
Ações afirmativas
Mais negros com curso superior
Elio Gaspari registra que quintuplicou a percentagem de negros e pardos cursando ou concluintes de curso superior. Entre 1997 e 2011 o percentual saiu de 4% para 19,8%. Atribui o colunista ao restabelecimento do valor da moeda por FHC e às políticas afirmativas do presidente Lula.
Sem desmerecer o raciocínio do "valor da moeda" como elemento presente na evolução (que o articulista faria justiça se atribuísse a Itamar Franco a iniciativa), até porque não há informação de que o mercado de trabalho tenha gerado renda para levar o negro à universidade, mais vemos o avanço em algo mais perceptível e concreto: políticas de cotas, criação e ampliação de universidades federais, Prouni.
Em seis anos, por exemplo, o Prouni matriculou 1 milhão de jovens do andar de baixo e destes 265 mil já concluiram o curso.
Enquanto a elite questiona como discriminativas as políticas afirmativas para a educação mais negros estão concluindo o curso superior.
Elio Gaspari registra que quintuplicou a percentagem de negros e pardos cursando ou concluintes de curso superior. Entre 1997 e 2011 o percentual saiu de 4% para 19,8%. Atribui o colunista ao restabelecimento do valor da moeda por FHC e às políticas afirmativas do presidente Lula.
Sem desmerecer o raciocínio do "valor da moeda" como elemento presente na evolução (que o articulista faria justiça se atribuísse a Itamar Franco a iniciativa), até porque não há informação de que o mercado de trabalho tenha gerado renda para levar o negro à universidade, mais vemos o avanço em algo mais perceptível e concreto: políticas de cotas, criação e ampliação de universidades federais, Prouni.
Em seis anos, por exemplo, o Prouni matriculou 1 milhão de jovens do andar de baixo e destes 265 mil já concluiram o curso.
Enquanto a elite questiona como discriminativas as políticas afirmativas para a educação mais negros estão concluindo o curso superior.
quinta-feira, 15 de março de 2012
UFESBa
Denúncia
O TROMBONE de quarta 14 publica denúncia de Wenceslau da tribuna da Câmara Municipal, que origina a matéria “Inoperância pode levar Itabuna a perder Ufesba”.
Ou seja, a sede da recém-conquistada Universidade Federal do Sul da Bahia, estaria prestes a encontrar Porto Seguro como destino “porque existe no Congresso uma movimentação para transferir a reitoria” de Itabuna para a terra que recebeu as naus cabralinas.
Denuncia o vereador “que, após a aprovação da sede da Ufesba para Itabuna, pouca coisa andou...” e “até hoje não se tem a definição da localização da instituição”, o que inviabilizaria a sua efetivação por estas plagas.
Nas entrelinhas, a culpa do município, a quem cabe institucionalmente a iniciativa de disponibilizar o terreno.
Perguntas necessárias
Ainda que reconheçamos – parodiando Jérôme Valcke – a necessidade de “se donner um coup de pied aux fesses”, ou “acelerar o ritmo”, na semântica admoestação do francês, em ano eleitoral sempre cumpre indagar das razões por que do risco aventado pelo edil itabunense e levantar considerações.
Em primeiro instante, o raciocínio de que tal mudança implicaria em tomada de posição de parcela considerável (maioria) da bancada baiana contra Itabuna, em favor de Porto Seguro, para influenciar o ministro Aloísio Mercadante.
Num segundo instante, que a nossa representação imediata (Geraldo Simões e Josias Gomes) não esteja dando a devida atenção ao fato e tenham eles se “desligado” dessa realidade, mormente GS, a quem muito se deve de mobilização para afirmar esta terra como sede da Ufesba.
Em outro ponto, se há disponibilidade financeira no orçamento federal, que exigisse a imediata liberação de recursos (diante do contingenciamento de R$ 55 bilhões) sob pena de retorno ao Tesouro por sua não aplicação.
Ou, ainda, se mesmo já ocorreram os primeiros levantamentos técnicos do governo federal voltados para a implantação dos campi, onde o da reitoria é apenas um deles, em que pese o mais importante.
O que fazer e o que evitar
Por fim, onde fica a responsabilidade da sociedade itabunense no processo? Apenas tributar ao município a obrigação ou também aos vários segmentos dela representativos? O que tem todos feito em defesa concreta da Ufesba?
Não esquecer que alguns itabunenses, dentre eles os empresários Helenilson Chaves e Nilsinho Franco e o médico Antônio Mangabeira já se disponibilizaram doar uma área em torno de 100 hectares no entorno de Ferradas, às margens da BR-415, para implantação do campus itabunense.
Algo estranho: quando se dispensa doação/presente, e nem mesmo a defendemos, há o risco concreto de transformar nossa reitoria em pasquim eleitoral.
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Wenceslau Júnior
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