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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Perdendo

O senso
Não podemos levar a sério o editorialismo de algumas redes de televisão. O jornalístico SBT Brasil, por exemplo, em sua última manifestação nesta quarta 11, misturou alhos com bugalhos quando iniciou seu editorial em torno da liberação da comercialização da maconha no Uruguai, durante 1,30min.

Começou tecendo comentários aos danos causados pela droga à saúde. Depois do anunciado caos que se instalará, confundiu a fala de José Mujica, afirmando que o presidente dissera não ter como implantar a lei aprovada (o presidente expressara ter dificuldade para implantar) e, não satisfeito, enveredou por ilações em torno da falência do Estado com a seguinte pérola:

“Nós estamos assistindo nessa primeira quadra do século o total esfacelamento do Estado. Ele abandona a Saúde nas mãos da medicina privada, a Educação para as escolas particulares, entrega as estradas para as concessionárias, o pré-sal para as grandes companhias, vende até o fundo do mar e vai plantar maconha. E agora desiste da luta. Faz do ser humano objeto de uma experiência. Isso nunca aconteceu. A experiência do ser humano sempre foi a História... só a História”.

Ficamos sabendo então que o Uruguai tem pré-sal, privatizou a saúde e a educação, entrega estradas para as concessionárias etc.

Como tal mais acontece no Brasil e não no Uruguai somos induzidos à conclusão de que o país descoberto por Cabral não só “vende até o fundo do mar” como “vai plantar maconha”.

É manipulação e desfaçatez absolutas, falta de compromisso com a informação e claro propósito de confundir o imaginário do telespectador diante do que acontece em sua terra.

Não há de se dizer que dito jornalismo(?) está perdendo totalmente o senso. Perde, naturalmente, a oportunidade de contribuir para a História.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Acontecendo

No Brasil II
Repetimos o título de postagem trazida ontem.  Nela fizemos o contraponto - com intuito convergente, deixado no plano subjetivo - entre o indiciamento de Andrea Matarazzo, pela Polícia Federal, por receber propina em 1998 quando secretário de Energia do governo Covas e a entrevista concedida por jornalistas do Mídia Ninja.

O contraponto convergente pretendido dizia respeito ao fato de que um político tucano, vinculado a governo tucano no mais tradicional ninho tucano do país fora pego com a mão na botija da inconveniência enquanto na TV Cultura se ouvia uma dupla envolvida com jornalismo engajado que, por circunstância natural, estabelece enfrentamento à denominada mídia tradicional.

A leitura deixada pelos meninos do Mídia Ninja (o vídeo do programa está disponibilizado na postagem) acentua justamente o contraponto entre formas distintas de trabalhar a informação. 

A tentativa da maioria dos entrevistadores naquele Roda Viva foi de buscar desqualificar o trabalho de Bruno Toturra e Pablo Capilé, fazendo-os vinculados a possíveis compromissos político-partidários e ao conteúdo ideológico neles contido.

E aí a máscara dos entrevistados caiu, justamente sob o contraponto estabelecido entre um ponto central que alimentava o questionamento: a imparcialidade.

Para a grande mídia "imparcialidade" é tema detido e específico de suas hostes, dogma axiomático da liberdade de expressão. Sob esse viés somente ela detém a "verdade" e o que diz brota do mais "puro" que norteia a vocação nacional.

Os meninos do Mídia Ninja destruíram a falaciosa postura de quem se arvora a "pai e dono da verdade" a partir das contradições entre o discurso e a prática e deixaram em situação constrangedora a maioria dos entrevistadores.

Ai, caro leitor, a convergência pretendida no texto: a mídia hipócrita e presunçosa que se diz detentora do postulado da verdade começa a sucumbir à verdade que emerge da informação em tempo real conduzida para informar; assim, como as vestais da moralidade encasteladas no PSDB.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Perdendo

Identidade humana
O jornalismo da Globo, ao que parece, dá sequência ao que podemos denominar de a não-identidade humana de alguns ocupantes de cargos públicos. Dia desses - como registramos neste blogue - a atuação contra a desocupação do Pinheirinho paulista foi atribuída à "Prefeitura de São Paulo", quando omitido o nome do prefeito Fernando Haddad.

Hoje, no noticiário da tarde uma lei aprovada pelo Gongresso Nacional foi sancionada pela "Presidente da República". Como no caso paulista, omitido o nome de Dilma Rousseff.

Desconfiamos que o jonalismo da Globo teme citar também o nome da Presidente da República, talvez por imaginar que esteja a fazer "propaganda eleitoral".

Coincidência ou não as duas autoridades cujos nomes foram omitidos em favor do órgão público para o qual foram eleitos pertencem aos quadros do Partido dos Trabalhadores.

Para promover a inusitada reformulação da informação jornalística a Globo recebe dos cofres públicos, em especial do Governo Federal administrado pelo PT, cerca de 60% da verba destinada à publicidade oficial.

Deve estar achando pouco, ou culpando os parcos recursos pela queda da audiência em programas carro-chefe da platinada.