Insana
O título se sustenta numa ironia: por envolver escândalos escabrosos com dinheiro público - fato comprovado que beneficiaram centenas de políticos. Destaque para alguns beneficiados nas eleições de 2002, presentes na famosa Lista de Furnas:
Pela lista, Alckmin foi quem mais recebeu recursos: R$ 9,3 milhões, R$ 3,8 milhões distribuídos no primeiro turno e R$ 5,5 repassados no segundo. Serra foi beneficiado com R$ 7 milhões, R$ 3,5 vieram no primeiro turno e o restante no segundo. Aécio aparece como beneficiário de R$ 5,5 milhões, quantia repassada em uma única parcela.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) e o deputado federal José Aníbal (PSDB), que disputavam uma cadeira no Senado pelo Rio e por São Paulo, respectivamente, receberam R$ 500 mil cada um.
Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas e então candidato ao Senado, recebeu R$ 550 mil. Já o candidato a outra vaga no Senado por Minas, Zezé Perrella (PSDB-MG), pai do deputado estadual Gustavo Perrella (SDD-MG), dono da empresa proprietária do helicóptero apreendido pela Polícia Federal, no Espírito Santo, com quase meia tonelada de cocaína, foi beneficiado com R$ 350 mil.
Ao lado do nome de Zezé Perrella e do montante repassado aparece a informação entre parênteses: autorização de Aécio Neves. Esse é o único caso em toda a lista em que se encontra esse tipo de anotação.
Nomes aos bois. Escancaradamente os que beneficiaram/municiaram o esquema de caixa 2 (no caso petista chamam de "mensalão") a partir de sobrefaturamento em licitações em obras da Copasa e de Furnas, e mesmo envio de recursos:
As construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, OAS e Odebrecht são algumas das empreiteiras que financiaram o esquema de corrupção do PSDB. O Banco do Brasil, Bank Boston, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Opportunity e Rural são algumas das instituições financeiras que, segundo a lista assinada por Dimas Toledo, injetaram dinheiro no esquema.
A Alstom e a Siemens, envolvidas mais recentemente no esquema de superfaturamento de trens do Metrô e da CPTM comprados pelo governo tucano paulista, são citadas na lista. As agências de publicidade de Marcos Valério, DNA e SMP&B, também contribuíram.
Petrobras, Vale do Rio Doce, CSN, Mitsubishi, Pirelli, Eletropaulo, Gerdau, Mendes Júnior Siderúrgica, General Eletric e Cemig figuram entre a centena de empresas públicas e privadas que aparecem como financiadoras.
Os fundos de previdência privada dos funcionários da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, respectivamente, Petros, Previ e Funcef também são mencionados. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Firjan, foi outra que destinou recursos para o esquema tucano, de acordo com o documento.
O Tribunal de Contas da União analisou contratos de Furnas e detectou direcionamento em favor de determinadas empresas, além de superfaturamento nas licitações.
Parte de todo(s) o(s) escândalo(s) está disponível no Viomundo, reproduzido em http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/01/07/viomundo-foi-a-furnas-barbosa-e-os-tucanos/
Delicie-se o leitor e pense no por quê o STF de Joaquim Barbosa esconde tudo isso.
Por outro lado pode até imaginar que haja uma perseguição insana contra PSDB e penduricalhos por parte de quem divulga tanta inocência!
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014
sábado, 4 de janeiro de 2014
Aliança
Consolidada
Não há dúvidas da guinada à direita - centro-direita para os mais apaziguadores - estabelecida pelo Partido Socialista Brasileiro-PSB. Em Pernambuco, dos secretários empossados nesta sexta 3, dois são quadros do PSDB, antes oposição no Estado.
A destacar que a aliança que acima nos referimos não se consolidará, em termos de candidatura presidencial, no primeiro turno, mas assinala pré-assinatura de acordo para o segundo.
O leque que se espraia em torno de Eduardo Campos envolve a expressão conservadora do discurso nacional mesclada com uma representação à esquerda - se assim considerarmos Marina Silva - que contém em si a contradição de se encontrar amparada em forças do capital tupiniquim triado entre o empresarial e o financeiro.
Eduardo Campos também vê assegurada certa tranquilidade em torno da escolha de seu nome para cabeça de chapa, tendo Marina como vice, anúncio formal que ocorrerá em fevereiro. A composição pode assegurar votos verdes suficientes a lançar Aécio - se mantida a candidatura - num terceiro incômodo terceiro lugar para o PSDB, o que afasta o partido da polarização com PT.
O PSDB, neste instante, fica sem reciprocidade em São Paulo, onde Marina Silva veta apoio a Geraldo Alckmin.
Os sinais são evidentes, apontando para um PSDB coadjuvante. Liderando a aliança o PSB de Eduardo Campos reunindo em sua constelação expressões do PFL/DEM - como Heráclito Fortes e Jorge Bornhausen - e assegurando o apoio do PSDB para o segundo turno.
Aí o nó górdio a ser desatado: segundo turno.
Não há dúvidas da guinada à direita - centro-direita para os mais apaziguadores - estabelecida pelo Partido Socialista Brasileiro-PSB. Em Pernambuco, dos secretários empossados nesta sexta 3, dois são quadros do PSDB, antes oposição no Estado.
A destacar que a aliança que acima nos referimos não se consolidará, em termos de candidatura presidencial, no primeiro turno, mas assinala pré-assinatura de acordo para o segundo.
O leque que se espraia em torno de Eduardo Campos envolve a expressão conservadora do discurso nacional mesclada com uma representação à esquerda - se assim considerarmos Marina Silva - que contém em si a contradição de se encontrar amparada em forças do capital tupiniquim triado entre o empresarial e o financeiro.
Eduardo Campos também vê assegurada certa tranquilidade em torno da escolha de seu nome para cabeça de chapa, tendo Marina como vice, anúncio formal que ocorrerá em fevereiro. A composição pode assegurar votos verdes suficientes a lançar Aécio - se mantida a candidatura - num terceiro incômodo terceiro lugar para o PSDB, o que afasta o partido da polarização com PT.
O PSDB, neste instante, fica sem reciprocidade em São Paulo, onde Marina Silva veta apoio a Geraldo Alckmin.
Os sinais são evidentes, apontando para um PSDB coadjuvante. Liderando a aliança o PSB de Eduardo Campos reunindo em sua constelação expressões do PFL/DEM - como Heráclito Fortes e Jorge Bornhausen - e assegurando o apoio do PSDB para o segundo turno.
Aí o nó górdio a ser desatado: segundo turno.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Péssimo
Final de ano
Caso os desdobramentos venham a ocorrer - instauração da ação penal competente - este final de ano não será dos melhores - se não o pior - para o tucanato paulista. O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal federal, pediu à Procuradoria-Geral da República parecer sobre as investigações que envolvem as denúncias de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro oriundos do cartel que burlou licitações de trens e metrô de São Paulo.
Como não bastasse, o Ministro determinou "que o nome completo dos investigados conste da lista de consulta processual do STF. Antes da decisão do ministro, o processo era identificado pelas iniciais dos envolvidos. A decisão foi assinada no dia 20 de dezembro". (Da Agência Brasil).
O procedimento chegara ao STF e ficou sob comando da ministra Rosa Weber que o remeteu a Marco Aurélio por ter sido este provocado anteriormente em relação ao mesmo tema.
Caso o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot emita parecer pela instauração do inquérito o PSDB - a partir de seu centro maior de expressão - poderá se tornar vítima do veneno que destilou no denominado "mensalão petista" (não esquecer que há o "mineiro", justamente do PSDB).
Certamente a notícia não pode ser traduzida como um "boas festas". Muito menos um "feliz ano novo".
Caso os desdobramentos venham a ocorrer - instauração da ação penal competente - este final de ano não será dos melhores - se não o pior - para o tucanato paulista. O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal federal, pediu à Procuradoria-Geral da República parecer sobre as investigações que envolvem as denúncias de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro oriundos do cartel que burlou licitações de trens e metrô de São Paulo.
Como não bastasse, o Ministro determinou "que o nome completo dos investigados conste da lista de consulta processual do STF. Antes da decisão do ministro, o processo era identificado pelas iniciais dos envolvidos. A decisão foi assinada no dia 20 de dezembro". (Da Agência Brasil).
O procedimento chegara ao STF e ficou sob comando da ministra Rosa Weber que o remeteu a Marco Aurélio por ter sido este provocado anteriormente em relação ao mesmo tema.
Caso o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot emita parecer pela instauração do inquérito o PSDB - a partir de seu centro maior de expressão - poderá se tornar vítima do veneno que destilou no denominado "mensalão petista" (não esquecer que há o "mineiro", justamente do PSDB).
Certamente a notícia não pode ser traduzida como um "boas festas". Muito menos um "feliz ano novo".
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
São Paulo
Não é Brasília
Esta a dedução a que se pode chegar quando os arautos da moralidade encastelados principalmente no PSDB vetam qualquer iniciativa de apurar denúncias que os envolve. Trazemos aqui matéria veiculada no Brasil 247, nesta segunda 23, que bem ilustra a postura esquizofrênica (por conveniência, necessidade e sobrevivência) do tucanato paulista.
Esta a dedução a que se pode chegar quando os arautos da moralidade encastelados principalmente no PSDB vetam qualquer iniciativa de apurar denúncias que os envolve. Trazemos aqui matéria veiculada no Brasil 247, nesta segunda 23, que bem ilustra a postura esquizofrênica (por conveniência, necessidade e sobrevivência) do tucanato paulista.
247 – Se depender da base aliada do governador Geraldo Alckmin (PSDB) na Assembleia Legislativa de São Paulo, o escândalo da formação de cartel em contratos de trem e metrô em governos tucanos desde Mario Covas (1998) não sairá do papel.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pediu "rapidez" e "seriedade" nas investigações sobre o esquema de cartel.
No entanto, até agora, a abertura da CPI do caso não obteve adesão suficiente de deputados. Desde 2008, esta é a quarta tentativa do PT para instalar uma CPI sobre o conluio de empresas nos contratos do Metrô paulista. As propostas anteriores não passaram pelo mesmo motivo: bloqueio da maioria governista. Para existir, a comissão precisa de 32 assinaturas. Até o momento, a atual proposta conta com 26 adesões.
Além disso, dos 28 requerimentos da oposição para convocar autoridades e envolvidos no esquema, apenas três foram ouvidos pelos deputados. São eles: o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e os atuais presidentes do Metrô, Luiz Antonio Pacheco, e da CPTM, Mário Manuel Bandeira.
Figuras importantes, como os presidentes do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Vinicius Carvalho, e da Siemens, Paulo Stark, e o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) não responderam à convocação.
A comissão ainda não acatou o pedido para ouvir um dos delatores do esquema, Everton Rheinheimer. Ele acusa três secretários de Alckmin – Edson Aparecido, Rodrigo Garcia e José Anibal – de receber propina do esquema. Além disso, envolveu o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o estadual Campos Machado (PTB).
Outro nome vetado foi o de João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM que recebeu US$ 836 mil numa conta na Suíça.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Credibilidade
Em cheque
As aberrações jurídicas cometidas no julgamento da AP 470 - a ponto Dalmo Dallari afirmar que o julgamento "não foi um processo jurídico" - escacararam vertentes presentes historicamente em nosso Judiciário, particularmente o que pode ser denominado julgar 'politicamente', o que fere o princípio de tratamento igualitário para todos os casos semelhantes.
Ultrapassada a fase que atingiu petistas de expressão aparece um velho esquema de corrupção encastelado em São Paulo, comandado pelo PSDB. Já se fala em prescrição, tanta a demora em apurar, em que pese denúncias existentes há cinco anos pelo menos. O denominado mensalão tucano de Minas Gerais, de 1998, caminha também para a prescrição.
Razão por que alguém espalhou pela rede: "O Dirceu foi acusado sem provas e os tucanos serão inocentados por excesso das mesmas".
Como é público e notório o STF para condenar Dirceu teve que se amparar na teoria do domínio do fato, aquela que se sustenta em suposições quando não há provas.
Com a credibilidade em cheque assim vai caminhando um novo conceito de Justiça no Brasil.
As aberrações jurídicas cometidas no julgamento da AP 470 - a ponto Dalmo Dallari afirmar que o julgamento "não foi um processo jurídico" - escacararam vertentes presentes historicamente em nosso Judiciário, particularmente o que pode ser denominado julgar 'politicamente', o que fere o princípio de tratamento igualitário para todos os casos semelhantes.
Ultrapassada a fase que atingiu petistas de expressão aparece um velho esquema de corrupção encastelado em São Paulo, comandado pelo PSDB. Já se fala em prescrição, tanta a demora em apurar, em que pese denúncias existentes há cinco anos pelo menos. O denominado mensalão tucano de Minas Gerais, de 1998, caminha também para a prescrição.
Razão por que alguém espalhou pela rede: "O Dirceu foi acusado sem provas e os tucanos serão inocentados por excesso das mesmas".
Como é público e notório o STF para condenar Dirceu teve que se amparar na teoria do domínio do fato, aquela que se sustenta em suposições quando não há provas.
Com a credibilidade em cheque assim vai caminhando um novo conceito de Justiça no Brasil.
sábado, 7 de dezembro de 2013
Veríssimo
No facebook
Tomando o tratamento dado por parcela da imprensa a fatos idênticos
e considerando o peso que está a exercer sobre julgamentos, especialmente no
STF – onde considerável lavra de ministros exerce a virtude atribuída a Narciso,
Luís Fernando Veríssimo está com razão quando propõe "...o fim da hipocrisia no julgamento de casos de corrupção no Brasil. Oficialize-se já dois sistemas de pesos e medidas diferentes:
- Um que só vale para o PT.
- E outro para os outros, principalmente o PSDB".
Quem não deve
Não teme
Claro que é recorrente: quem controla o poder dificilmente deixa instalar uma CPI que apure fatos a ele ligados. Somente em situações extremas, ou de rebeldia, tal acontece.
É o que está ocorrendo em São Paulo: pela terceira semana consecutiva - segundo o Terra Magazine - a Assembleia Legislativa se vê esvaziada em suas comissões para evitar a convocação de envolvidos no cartel da Siemens. Os deputados da base de sustentação do governo Geraldo Alckmin sistematicamente se retiram ou não comparecem a qualquer comissão que disponha de requerimento para ouvida de qualquer envolvido.
Quem não deve não teme - diz a sabedoria popular. Mas o caso não é de temer: é de saber!
Claro que é recorrente: quem controla o poder dificilmente deixa instalar uma CPI que apure fatos a ele ligados. Somente em situações extremas, ou de rebeldia, tal acontece.
É o que está ocorrendo em São Paulo: pela terceira semana consecutiva - segundo o Terra Magazine - a Assembleia Legislativa se vê esvaziada em suas comissões para evitar a convocação de envolvidos no cartel da Siemens. Os deputados da base de sustentação do governo Geraldo Alckmin sistematicamente se retiram ou não comparecem a qualquer comissão que disponha de requerimento para ouvida de qualquer envolvido.
Quem não deve não teme - diz a sabedoria popular. Mas o caso não é de temer: é de saber!
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Razão
Fugindo da razão
Ainda esta semana - no único dia em que vimos o Jornal Nacional - também registrada foi a presença do Ministro da Justiça em Comissão Senado. Fora ali chamado para apresentar explicações diante das denúncias do PSDB e quejandos de que se utilizara de documentos "indevidos" e "manipulados" vazados para a imprensa envolvendo muitas vestais tucano-paulistas em melindradas operações envolvendo trens e metrô na terra da garoa.
Na comissão a tropa de choque - senadores do PSDB e DEM. As explicações foram dadas - com o recado velado de que há muito mais na documentação encaminhada pelo Ministério da Justiça à Polícia Federal - e o que se viu foram os novos cordeirinhos pedindo atuação vigorosa nas apurações e que fossem estendidas também a outros estados.
Hilária a postura. Dentre outros "estados" envolvidos - até que surja pelo menos outro - o Distrito Federal administrado pelo DEM à época do escândalo.
Razão têm as crianças do PSDB: telhado de vidro e rabo de palha alimentam a sabedoria popular. No primeiro, quando o temos, não se recomenda atirar pedra no alheio; no segundo, também se o temos, não é recomendado tocar fogo no dos outros.
Uma lição restante: quando se foge da razão sempre há tempo para (re)encontrá-la.
Ainda esta semana - no único dia em que vimos o Jornal Nacional - também registrada foi a presença do Ministro da Justiça em Comissão Senado. Fora ali chamado para apresentar explicações diante das denúncias do PSDB e quejandos de que se utilizara de documentos "indevidos" e "manipulados" vazados para a imprensa envolvendo muitas vestais tucano-paulistas em melindradas operações envolvendo trens e metrô na terra da garoa.
Na comissão a tropa de choque - senadores do PSDB e DEM. As explicações foram dadas - com o recado velado de que há muito mais na documentação encaminhada pelo Ministério da Justiça à Polícia Federal - e o que se viu foram os novos cordeirinhos pedindo atuação vigorosa nas apurações e que fossem estendidas também a outros estados.
Hilária a postura. Dentre outros "estados" envolvidos - até que surja pelo menos outro - o Distrito Federal administrado pelo DEM à época do escândalo.
Razão têm as crianças do PSDB: telhado de vidro e rabo de palha alimentam a sabedoria popular. No primeiro, quando o temos, não se recomenda atirar pedra no alheio; no segundo, também se o temos, não é recomendado tocar fogo no dos outros.
Uma lição restante: quando se foge da razão sempre há tempo para (re)encontrá-la.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Bodas
De estanho
Para uns, de zinco. Diz-se das
comemorações alusivas aos completados 10 anos de casamento. A lista, iniciada
com bodas de papel (1 ano) se encerra com as de nogueira ou carvalho (80 anos).
Do escândalo que envolve o
PSDB em Minas Gerais – o de São Paulo nem perspectiva há além do quanto
veiculado pela imprensa – está aniversariando as bodas de estanho. Da ação
civil pública, que pretende o ressarcimento. A ação penal – que o ministro Joaquim
Barbosa fatiou e remeteu para a Justiça Comum – aguarda posicionamento do STF,
atualmente em mãos do ministro Luís Roberto Barroso.
A
ação civil busca ressarcir o estado de Minas Gerais dos prejuízos causados pelo
desvio de recursos. Em matéria veiculada no Estadão “Os procuradores e
promotores afirmam na peça conjunta dos Ministérios Públicos Federal e Estadual
que o governo de Minas autorizou de forma ilegal o pagamento de R$ 3 milhões
das estatais Companhia Mineradora de Minas (Comig, atual Codemig) e Companhia
de Saneamento do Estado (Copasa) para a agência SMPB, com o objetivo de
patrocinar o evento esportivo Enduro da Independência”.
Afirma ainda a matéria: "Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República, o mensalão mineiro foi um esquema de arrecadação ilegal de recursos para a campanha à reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998".
Pelo
andar da carruagem os problemas que atingem o PSDB não só ultrapassarão as
bodas de estanho como certamente alcançarão as bodas de nogueira ou carvalho.
Não sabemos se o povo e as urnas aguardarão.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Amigos
Para sempre
Que a grande mídia tem uma postura político-partidária já o disse expoente dela mesma. Talvez a razão por que vem caindo no descrédito a cada dia que passa. A forma como o Jornal Nacional, nesta quinta 28, conduziu a matéria onde o senador Aécio Neves "denuncia" intervenção do governo para prejudicar o tucanato paulista beira a insânia, para não ficarmos com a sua dimensão hilária.
Apesar de já haver condenação da Alston na Suíça em razão da bandalheira em que participou e a Siemens afirmar a existência de formação de cartel que alimentava a corrupção envolvendo metrô e trens em São Paulo, o jornalismo da Globo só faltou beatificar a turma tucana envolvida, colocando-a como vítima de uma diabólica armação petista.
Caso houvesse jornalismo tal não aconteceria, mas como é caso de compadrio está justificado. Afinal, se 'amigo é para essas coisas', como diz a canção, melhor que o sejam 'amigos para sempre'.
Que a grande mídia tem uma postura político-partidária já o disse expoente dela mesma. Talvez a razão por que vem caindo no descrédito a cada dia que passa. A forma como o Jornal Nacional, nesta quinta 28, conduziu a matéria onde o senador Aécio Neves "denuncia" intervenção do governo para prejudicar o tucanato paulista beira a insânia, para não ficarmos com a sua dimensão hilária.
Apesar de já haver condenação da Alston na Suíça em razão da bandalheira em que participou e a Siemens afirmar a existência de formação de cartel que alimentava a corrupção envolvendo metrô e trens em São Paulo, o jornalismo da Globo só faltou beatificar a turma tucana envolvida, colocando-a como vítima de uma diabólica armação petista.
Caso houvesse jornalismo tal não aconteceria, mas como é caso de compadrio está justificado. Afinal, se 'amigo é para essas coisas', como diz a canção, melhor que o sejam 'amigos para sempre'.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Campanha
Contra
José Serra diz acreditar que venceria prévias no PSDB. Próceres do partido - entre eles FHC e Sérgio Guerra - afirmam que não alcançaria 3% dos votos tucanos.
Clara está a fritura de Serra em andamento no seio do PSDB. José Aníbal, provável candidato ao senado por São Paulo, em 2014, atribui a Serra a "fragorosa derrota" nas municipais.
Leitura simples: Serra não é mais aquele para os tucanos da cúpula. Engraxam a folha de bananeira para oferecê-la como assento ao ex-governador, ex-prefeito, ex...
Não bastasse, há campanha aberta contra Serra. A ponto de um deputado estadual paulista, Antônio Souza Ramalho, tucano, recomendar a José Serra a candidatura a uma vaga na Assembleia Legislativa paulista.
Ironia à parte, o colega só não recomendou uma candidatura a vereador porque a eleição de 2014 não é municipal.
José Serra diz acreditar que venceria prévias no PSDB. Próceres do partido - entre eles FHC e Sérgio Guerra - afirmam que não alcançaria 3% dos votos tucanos.
Clara está a fritura de Serra em andamento no seio do PSDB. José Aníbal, provável candidato ao senado por São Paulo, em 2014, atribui a Serra a "fragorosa derrota" nas municipais.
Leitura simples: Serra não é mais aquele para os tucanos da cúpula. Engraxam a folha de bananeira para oferecê-la como assento ao ex-governador, ex-prefeito, ex...
Não bastasse, há campanha aberta contra Serra. A ponto de um deputado estadual paulista, Antônio Souza Ramalho, tucano, recomendar a José Serra a candidatura a uma vaga na Assembleia Legislativa paulista.
Ironia à parte, o colega só não recomendou uma candidatura a vereador porque a eleição de 2014 não é municipal.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Apreensão
Tucana
Não há quem imagine que seja cômoda a imagem do PSDB com a intensificação das informações que envolvem o propinoduto encastelado em São Paulo, que atinge diretamente o partido no centro de referência político-eleitoral do país.
Ha menos de ano do início da propaganda eleitoral para o pleito de 2014 - de eleições para presidente, governador, senador, deputados federal e estadual - não pode ser bom sinal o que anda ocupando as manchetes.
Os danos são imensos. E mais o serão caso tudo não seja explicado o mais rapidamente possível. Ainda que para confirmar.
O clima de apreensão se justifica. Afinal, caso alguém precise deixar o barco tucano o tempo urge. Menos de dois meses.
Não há quem imagine que seja cômoda a imagem do PSDB com a intensificação das informações que envolvem o propinoduto encastelado em São Paulo, que atinge diretamente o partido no centro de referência político-eleitoral do país.
Ha menos de ano do início da propaganda eleitoral para o pleito de 2014 - de eleições para presidente, governador, senador, deputados federal e estadual - não pode ser bom sinal o que anda ocupando as manchetes.
Os danos são imensos. E mais o serão caso tudo não seja explicado o mais rapidamente possível. Ainda que para confirmar.
O clima de apreensão se justifica. Afinal, caso alguém precise deixar o barco tucano o tempo urge. Menos de dois meses.
Acontecendo
No Brasil II
Repetimos o título de postagem trazida ontem. Nela fizemos o contraponto - com intuito convergente, deixado no plano subjetivo - entre o indiciamento de Andrea Matarazzo, pela Polícia Federal, por receber propina em 1998 quando secretário de Energia do governo Covas e a entrevista concedida por jornalistas do Mídia Ninja.
O contraponto convergente pretendido dizia respeito ao fato de que um político tucano, vinculado a governo tucano no mais tradicional ninho tucano do país fora pego com a mão na botija da inconveniência enquanto na TV Cultura se ouvia uma dupla envolvida com jornalismo engajado que, por circunstância natural, estabelece enfrentamento à denominada mídia tradicional.
A leitura deixada pelos meninos do Mídia Ninja (o vídeo do programa está disponibilizado na postagem) acentua justamente o contraponto entre formas distintas de trabalhar a informação.
A tentativa da maioria dos entrevistadores naquele Roda Viva foi de buscar desqualificar o trabalho de Bruno Toturra e Pablo Capilé, fazendo-os vinculados a possíveis compromissos político-partidários e ao conteúdo ideológico neles contido.
E aí a máscara dos entrevistados caiu, justamente sob o contraponto estabelecido entre um ponto central que alimentava o questionamento: a imparcialidade.
Para a grande mídia "imparcialidade" é tema detido e específico de suas hostes, dogma axiomático da liberdade de expressão. Sob esse viés somente ela detém a "verdade" e o que diz brota do mais "puro" que norteia a vocação nacional.
Os meninos do Mídia Ninja destruíram a falaciosa postura de quem se arvora a "pai e dono da verdade" a partir das contradições entre o discurso e a prática e deixaram em situação constrangedora a maioria dos entrevistadores.
Ai, caro leitor, a convergência pretendida no texto: a mídia hipócrita e presunçosa que se diz detentora do postulado da verdade começa a sucumbir à verdade que emerge da informação em tempo real conduzida para informar; assim, como as vestais da moralidade encasteladas no PSDB.
Repetimos o título de postagem trazida ontem. Nela fizemos o contraponto - com intuito convergente, deixado no plano subjetivo - entre o indiciamento de Andrea Matarazzo, pela Polícia Federal, por receber propina em 1998 quando secretário de Energia do governo Covas e a entrevista concedida por jornalistas do Mídia Ninja.
O contraponto convergente pretendido dizia respeito ao fato de que um político tucano, vinculado a governo tucano no mais tradicional ninho tucano do país fora pego com a mão na botija da inconveniência enquanto na TV Cultura se ouvia uma dupla envolvida com jornalismo engajado que, por circunstância natural, estabelece enfrentamento à denominada mídia tradicional.
A leitura deixada pelos meninos do Mídia Ninja (o vídeo do programa está disponibilizado na postagem) acentua justamente o contraponto entre formas distintas de trabalhar a informação.
A tentativa da maioria dos entrevistadores naquele Roda Viva foi de buscar desqualificar o trabalho de Bruno Toturra e Pablo Capilé, fazendo-os vinculados a possíveis compromissos político-partidários e ao conteúdo ideológico neles contido.
E aí a máscara dos entrevistados caiu, justamente sob o contraponto estabelecido entre um ponto central que alimentava o questionamento: a imparcialidade.
Para a grande mídia "imparcialidade" é tema detido e específico de suas hostes, dogma axiomático da liberdade de expressão. Sob esse viés somente ela detém a "verdade" e o que diz brota do mais "puro" que norteia a vocação nacional.
Os meninos do Mídia Ninja destruíram a falaciosa postura de quem se arvora a "pai e dono da verdade" a partir das contradições entre o discurso e a prática e deixaram em situação constrangedora a maioria dos entrevistadores.
Ai, caro leitor, a convergência pretendida no texto: a mídia hipócrita e presunçosa que se diz detentora do postulado da verdade começa a sucumbir à verdade que emerge da informação em tempo real conduzida para informar; assim, como as vestais da moralidade encasteladas no PSDB.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Rescaldo
Das eleições e do STF
Caso tomemos o processo eleitoral pelo ângulo das paixões, e estejam elas consideradas sob a metáfora do incêndio e o eleitor como bombeiro, o rescaldo deixa, ou reitera, algumas lições, dentre elas a de que, para definição do voto municipal, quem vai às urnas mais avalia os problemas reais, aqueles que o afetam, que estão diante de si, e menos os problemas nacionais.
Sob esse aspecto, em nível nacional, em pleno processo do denominado mensalão petista, tornado julgamento político do partido pela inoportunidade em que promovido (como o sonhava a oposição e o desejava a mídia que a sustenta e a defende) o resultado do primeiro turno demonstra que a população não deu a mínima para o que diziam os senhores ministros e a repercussão massificada na mídia como pão nosso de cada dia.
Não só o crescimento no número de prefeituras conquistadas pelo PT, que passam de 550 para 628 (avanço de 14,2% até agora), enquanto minguaram percentualmente o PMDB (que caiu de 1093 para 1025), com redução de 6,2% e o PSDB, que sai de 787 para 693 (queda de 11,9%).
Destaque-se para o fenômeno real de queda da participação do DEM/PFL e do PSDB o número de prefeituras conquistadas pelo recém criado PSD, que chegou a 491, o que demonstra ocupar o vazio que vai ficando na esteira daqueles partidos.
Profundamente emblemático, para alimento do raciocínio que encabeça estas considerações, a eleição de Osasco, em São Paulo. Por lá, João Paulo Cunha era o candidato petista, afastado do pleito em decorrência de sua condenação pelo STF. Venceu o PT, com o candidato que substituiu o deputado.
Ao que parece, como rescaldo da Ação Penal 470 no resultado das eleições, mais ficará no imaginário da população não o simbólico que representa o julgamento em curso no STF, mas a máscara e a capa do novo personagem carnavalesco, o ministro Joaquim Barbosa.
Caso tomemos o processo eleitoral pelo ângulo das paixões, e estejam elas consideradas sob a metáfora do incêndio e o eleitor como bombeiro, o rescaldo deixa, ou reitera, algumas lições, dentre elas a de que, para definição do voto municipal, quem vai às urnas mais avalia os problemas reais, aqueles que o afetam, que estão diante de si, e menos os problemas nacionais.
Sob esse aspecto, em nível nacional, em pleno processo do denominado mensalão petista, tornado julgamento político do partido pela inoportunidade em que promovido (como o sonhava a oposição e o desejava a mídia que a sustenta e a defende) o resultado do primeiro turno demonstra que a população não deu a mínima para o que diziam os senhores ministros e a repercussão massificada na mídia como pão nosso de cada dia.
Não só o crescimento no número de prefeituras conquistadas pelo PT, que passam de 550 para 628 (avanço de 14,2% até agora), enquanto minguaram percentualmente o PMDB (que caiu de 1093 para 1025), com redução de 6,2% e o PSDB, que sai de 787 para 693 (queda de 11,9%).
Destaque-se para o fenômeno real de queda da participação do DEM/PFL e do PSDB o número de prefeituras conquistadas pelo recém criado PSD, que chegou a 491, o que demonstra ocupar o vazio que vai ficando na esteira daqueles partidos.
Profundamente emblemático, para alimento do raciocínio que encabeça estas considerações, a eleição de Osasco, em São Paulo. Por lá, João Paulo Cunha era o candidato petista, afastado do pleito em decorrência de sua condenação pelo STF. Venceu o PT, com o candidato que substituiu o deputado.
Ao que parece, como rescaldo da Ação Penal 470 no resultado das eleições, mais ficará no imaginário da população não o simbólico que representa o julgamento em curso no STF, mas a máscara e a capa do novo personagem carnavalesco, o ministro Joaquim Barbosa.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADOS-Dia 17 de junho
Adylson Machado
A vida real
Neste tear a charge de Alpino torna-se preciosa e ilustrada na realidade.
Esquitossomose
Josué de Castro (Geopolítica da Fome, Geografia da Fome) a tinha, ao lado da tuberculose e da desnutrição, como doença causada pela miséria e má distribuição da riqueza.
Justiça
O STJ negou habeas corpus a uma paciente acusada de roubar um celular de uma amiga. É o que dá furtar ninharia: o dinheiro apurado não alcança os 15 milhões suficientes a um bom advogado. Entenda-se como “bom advogado” não só o que domine o universo da processualística, mas fundamentalmente o da “orelhística”.
De nossa parte não desejamos, tampouco pretendemos, que quem furte um celular não seja alcançado pelas duras penas da lei. Mas que todos o sejam. Independentemente do advogado que postule.
Baianada
Dia desses o deputado baiano Amauri Teixeira (PT) recomendou abertura de procedimento na comissão de Ética da Câmara contra Protógenes Queiroz, a partir de duvidosos indícios. Outro baiano entra no rol do que não desejaríamos ver: o Ministro Tourinho Neto considera ilegais os grampos da Operação Monte Carlo. Salva o Carlinhos Cachoeira.
Baianada é termo que traduz, ainda que preconceituosamente, coisa boba, malfeita, burra. Mas, muito bem alimentado por Amauri e Tourinho.
Dá uma vontade de mudar de Estado!
A Justiça tarda...
Como aguardado, Cachoeira foi beneficiado por habeas corpus. Subscrito por Tourinho Neto. Não fora estar preso também em decorrência de outra operação policial (a Saint-Michel) estaria na rua.
Também o contador de Cachoeira, Lenine Araújo de Souza, beneficiado por Tourinho Neto.
A Justiça tarda, mas não falha... para os ricos.
Oportunidade
A Controladoria-Geral da União declara a Delta inidônia para contratar com o poder público federal. Mais detalhes em http://www.cgu.gov.br/Imprensa/Noticias/2012/noticia08412.asp.
Poderia aproveitar e também fazê-lo em relação a CPMI do Cachoeira, onde ou se entra calado e sai mudo ou nada se viu ou se sabe.
Imagem arranhada
Ao se deixar submeter à pressão da mídia para julgar o denominado mensalão, e fazê-lo em período eleitoral, sacrificado fica o STF como instituição. Diante de três processos sob o mesmo tema – o do PSDB mineiro, o do DEM de Brasília e o do PT – em vez de julgá-los todos optou pelo do PT.
É que a imprensa só pressionou pelo do PT.
Como São Tomé
O Diário Oficial da União da segunda 11 publicou decreto regulamentando o programa “Um computador por aluno”.
Aguardemos sua efetivação.
Fernando Collor
Gostem ou não do ex-presidente, tem atuação na CPMI do Cachoeira, no particular de enfrentar o Procurador Gurgel e a revista Veja, pautada no equilíbrio e argumentação inquestionáveis.
RIO + 20
O Ministério da Agricultura leva a RIO + 20 uma série de sugestões, apresentadas como premissas contributivas para o planeta. Dentre elas, a da CEPLAC. Para detalhes particulares à CEPLAC e mesmo em torno das demais premissas acesse http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Home%20Page/Rio+20/Principais%Premissas.pdf
Assédio moral
Palestrou esta semana, em evento promovido pelo Ministério Público do Trabalho de Itabuna, o professor e procurador Pedro Lino de Carvalho Júnior, abordando o tema “assédio moral” no âmbito das relações de trabalho.
Uma lição para os que o ouviram no auditório da FTC.
Assédio imoral
Matéria de Rita Siza para o jornal O Público, de Portugal (acessado em http://www.tribunadaimprensa.com.br/) traduz o número de suicídios de soldados americanos no Afeganistão em 2012, que supera o de mortes “naturais” (em combate). Nos primeiros 155 dias de 2012 morreram em combate 139 ante 154 suicídios.
A situação preocupa o Departamento de Defesa, a ponto de o próprio Secretário Leon Panetta, seu titular, alertar aos superiores de que “o suicídio de militares é um dos problemas mais complexos e urgentes”.
Estudos do Pentágono atribuem ao destacamento sucessivo no teatro da guerra a probabilidade de desenvolverem os soldados o denominado stress pós-traumático.
Lembrando de Dr. Pedro Lino, e ainda que não haja uma relação de trabalho, na definição específica, a onda de suicídios nos permite levantar a hipótese de que a depressão que os leva ao suicídio é fruto de típico “assédio (i)moral”, pelo constrangimento de fazer o que não deseja ou não quer.
Ou mesmo ser contra o que faz.
Daniel Thame
Produziu belo e pedagógico texto: “Parece ficção, mas é dolorosamente real”. Dizemo-lo pedagógico porque bem deveria ser utilizado em salas de aula.
Ramiro
Através do “Aquino na Squina” (Diário Bahia) tomamos conhecimento do lançamento do livro “Napoleão Libório Arraes – uma breve biografia”, da lavra de Cláudio Arraes.
Gostaríamos de nos debruçar sobre o texto para um reencontro com Napoleão, que conhecemos enquanto Secretário na primeira gestão de Geraldo Simões, ao tempo em que exercíamos a Procuradoria-Geral do Município.
Napoleão também exerceu cargos no Governo do Estado e era grande amigo de Waldir Pires.
Acinte
A revista “Bahia – terra de todos nós”, com 134 páginas, editada pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado, com tiragem de 150.000 exemplares, em material de excelente qualidade, está mais para um tapa na cara dos baianos. Material de propaganda do governo Jacques Wagner extrapola os limites da publicidade governamental, oferecendo ao leitor a ideia de um paraíso na Bahia. O Estado parece tomado de imediato por um canteiro de obras a caminho da redenção.
Investimentos privados aparecem insinuados como realidade pública, em verdadeiro estelionato propagandístico. Obras ainda não licenciadas (Porto Sul), definidas apenas em nível de projeto arquitetônico (Ponte Salvador-Itaparica) ou em fase de elaboração de edital (Linha 2 do Metro de Salvador) são vendidas como realizações. Até Universidades Federais e Institutos Federais de Educação aparecem no contexto das “realizações”.
Corta a alma ver a propaganda de combate a seca, fazendo publicidade de cisternas, quando a seca assola o semi-árido e ditas cisternas não suportaram a demanda decorrente da estiagem prolongada. É brincar com a tragédia sertaneja.
E para encerrar, ficamos sabendo que o Governo da Bahia economizou 743 milhões de reais entre 2007 e 2011. Saravá!
Acinte II
No mesmo nível, a publicidade/convocação do Governo, na televisão, sobre a remuneração dos professores e os “ganhos reais” de 22% a 26% para a categoria.
Escândalo
A Bahia já foi o maior produtor de Jumento Pêga e centro de referência para a raça. Hoje, como produtor, perdeu para Minas Gerais; e como centro de referência está às moscas.
Em Feira de Santana estava instalado o maior centro de pesquisa para o Pêga, o cavalo Campolina e o gado Guzerá, na Fazenda Mocó, centenário espaço, reconhecido nacional e internacionalmente.
Há mais ou menos três anos a fazenda Mocó foi invadida e apesar de alertado diretamente – através de assessor, porque se recusou a receber os produtores denunciantes quando informado do que se tratava – o governador Jacques Wagner nada fez e o tradicional centro de pesquisa está inteiramente depredado e seu material de pesquisa perdido.
Não sabemos se a criminosa omissão do Governo da Bahia ocorre em razão da incompetência ou da relação com os “amigos” do movimento social invasor.
Talvez por isso a “Fazenda Mocó” não tenha sido referência nas páginas da revista “Bahia – terra de todos nós”.
A frente
Aproxima-se o instante das definições. A denominada frente partidária que envolve PDT, PCdoB, PRB, PV e PSC vai caminhando para a realidade: cremos que não ultrapassará junho unida.
O que interessa I
Comentam – caso o comando estadual do PSDB intervenha na direção local para afinar uma aliança com o DEM – que o partido iria vazio de integrantes.
Não neguemos a existência de integrantes no PSDB. O que falta é mostrar a densidade eleitoral da turma.
No fundo, mais interessará a Azevedo o tempo do partido do que o “peso” dos notáveis.
O que interessa II
Na mesma esteira o PTdoG com o PSD local. Que nem sabíamos existir.
Ilusão
Ilude-se o candidato que imagina situar-se melhor no imaginário do eleitor diante da circunstância de integrar partido da base do Governo Federal. Alguns elevam aos píncaros a importância de ser do “partido de Lula e de Dilma”.
O eleitor há muito não se deixa embalar nessa “virtude”. Por uma razão elementar: sabe que, cá no andar de baixo – no município –, seja o prefeito adversário ou não da presidente, não deixará de ser alcançado pelas políticas sociais, que são universais, não partidárias
Discurso à deriva
O PTdoG, caso utilize o discurso de que é do “partido da Presidente da República” falará no vazio. Para o eleitor, observando à sua volta, os recursos transferidos pelo Governo Federal afirmarão que qualquer administrador municipal em Itabuna, inclusive Azevedo, do DEM, recebe recursos, desde que tenha projetos.
PT e alianças
Afirmam que o PP negará apoio ao PTdoG. Assim como o PR. Possibilidades quanto ao PCdoB, assim como ao PDT.
Já na reta final, para o PTdoG só há dúvidas. Não sabemos se a campanha eleitoral alterará esse quadro de melancolia, desânimo e velório traduzidos no universo das alianças.
Caindo a máscara? I
É muito grave a denúncia de O Globo repercutida no blogue Políticos do Sul da Bahia (que disponibiliza a matéria e as gravações), de que Geraldo Simões (PT) negocia emendas com o deputado João Bacelar (PR), que teriam o propósito de formar caixa para campanhas políticas, como o denuncia Isabela Suarez. “Eles operavam com o filho dele” (Geraldo), afirma a denunciante.
Talvez aí a fonte de recursos que permitem a amigos comprar emissoras etc.
Caindo a máscara? II
O fato certamente será tema da campanha municipal, atingindo quem não tem nada a ver, em princípio: Juçara, indicação/imposição de Geraldo.
Mas como não só GS é alcançado pela denúncia (também um filho) a coisa vai ficando no universo de uma “dinastia”, onde Juçara recolherá o prêmio.
No cenário nacional
Em Itororó reside o maior produtor de jumento Pêga da Bahia. E o 7º do Brasil. Sálvio Néry de Andrade há mais de trinta anos se dedica à criação do Pêga. E já faz escola; também seu filho, Manoel, avança, além da Medicina, no gosto pela criação muar.
Itororó I
O PT de Itororó realiza neste domingo convenção para homologação de candidaturas. Neste instante é cômoda a situação do prefeito Adroaldo Almeida diante do desafio da reeleição.
Desafio mesmo parece viver os que lhe fazem oposição. À direita e à esquerda.
Itororó II
O governador Jacques Wagner andou pela terra da carne de sol. Inaugurando um Posto Médico.
Era aguardado com vaias pelo magistério da região. Demorou pouco, nem quinze minutos.
É São João
Em tempos de centenário de Luiz Gonzaga, a referência junina muito a ele está ligada. Aqui retomamos um de seus clássicos (já o exibimos nestes DE RODAPÉS... no dia 10 de outubro de 2011, quando tecemos comentários ao trabalho musical e à montagem do vídeo), na primeira gravação com Gonzagão de “Vozes da Seca” (Gonzaga-Zé Dantas), em julho de 1953 para a RCA.
Pelo primor de uma sanfona que lamenta dedicamos a lembrança a todos os sanfoneiros que fazem a alegria do São João.
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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADO- Dia10 de junho
Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.
Adylson Machado
Duvidando
A farra de arrendamentos na radiodifusão iria por água abaixo. De programas encomendados por grupos religiosos – do protestantismo ao catolicismo – passando por sindicatos, televendas etc.
Aí é que a porca torce o rabo. A idéia pode ser demais para nossa utopia.
Extinção dos mortos-vivos
Em vigor desde quarta 6 a Lei 12.662/2012, que institui a Declaração de Nascido Vivo. Os direitos e garantias de cidadania estão, a partir dela, assegurados a todos os que portem uma “declaração” assinada por médico ou parteira. O que antes somente ocorria depois de levado ao Registro de Nascimentos.
Como direito à escola, à saúde etc. passam a ser assegurados desde o imediato nascer com vida, o portador da Declaração se verá afastado da burocracia anterior que faz(ia) com que, segundo dados do IBGE, 6,6% da população brasileira não tenha registro de nascimento.
Como sempre
DEM e PSDB pretendem ver aplicada contra Lula e Haddad a legislação que pune propaganda antecipada em rádio e televisão, a partir da presença de ambos no Programa do Ratinho.
José Serra no Bóris Casoy (em março) pode.
Mudando de lado
Não faz tanto tempo – nem mesmo um ano – o PSDB e o DEM protocolaram na Procuradoria Geral da República pedido de investigação contra o Ministério dos Transportes, onde o ministro Alfredo Nascimento e Valdemar da Costa Neto eram os alvos imediatos da investigação por corrupção.
Neste 2012 selaram acordo em São Paulo o PSDB e o PR. Testemunhado por Alfredo Nascimento.
Certamente a imoralidade do PR só ocorria quando Nascimento era Ministro dos Transportes.
Pedindo audiência
Se Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do DNIT, for levado a CPMI do Cachoeira confirmará o caixa 2 de Serra. A partir do rodoanel, superfaturado em 8%. O arquivo vivo já se colocou à disposição.
Para a turma de sempre é melhor focar no caixa 2 do PT, apelidado de mensalão.
Cego em tiroteio
Fanfarrão Minésio
E não tardarão a encontrar no nosso “fanfarrão” elementos que o identifiquem com Mendonça Furtado, da Bahia, objeto de especial atenção para a ironia de Gregório de Mattos Guerra.
Do intervir em política provinciana para beneficiar familiares a conceder habeas corpus suprimindo instâncias, passando por ser controlador de empresa de ensino que ministra cursos para o Governo, o ilustre par tende a ingressar no universo dos que integram o singular SIAF/CADIN, caso venha a ser alcançado pelas garras do leão.
A inspiração para o texto nos vem da capa da Carta Capital desta semana.
Pressão
Nenhum sobressalto com o julgamento do caixa 2 petista (o do PSDB ainda não foi designado) a partir de agosto. Aguardado o voto do revisor, Ministro Ricardo Lewandowski, prometido para junho, os juízes da alta Corte deram agora de prometer o que lhes cumpre por dever fazer.
Fica-nos uma conclusão: o Supremo Tribunal Federal trabalha sob pressão.
Isso não condiz com a dimensão da instituição. Que já anda trilhando por águas turvas, quando membros da Casa fazem-na confundir com vida pessoal.
Unilateralismo
Assim vemos os fatos: caixa 2 só o do PT; do PSDB de Azeredo, Serra e Alckmin, não. Muito menos do DEM de Arruda e Agripino Maia.
Inexplicável
Assim vê Sua Excelência a greve dos professores da rede estadual. Tanto que se diz triste, decepcionado e indignado.
Não entramos no mérito da oportunidade, legitimidade ou mesmo juridicidade da greve. Sobre esse particular já registramos nosso pensamento.
Para um ex-sindicalista, atuando na chefia do Poder Executivo da Bahia, fica difícil explicar as razões por que não consegue administrar o movimento, que gera para seu governo o recorde de superar os 60 dias de paralisação.
O impasse se aprofunda por pura e absoluta incompetência na condução do processo. Quando Jacques Wagner demonstra perder o controle da situação sinaliza que dela somente sairá exercendo a força do poder... ou da propaganda.
Isso é que é inexplicável!
Serviço sujo
O deputado baiano Amauri Teixeira (PT) recomenda abertura de processo disciplinar contra o colega Protógenes Queiroz (PCdoB-SP).
Temos que pode haver relação com os pedidos de CPI requeridos por Protógenes: o do Cachoeira e o da Privataria Tucana. No da “privataria” há o risco de retomar a CPI do Banestado, aquela que o PSDB afogou, com ajuda do PT.
No caso da CPMI do Cachoeira... pode conter outra arrumação PSDB-PT. No primeiro momento, afastar o tucanato de envolvimento com a DELTA. No segundo, o próprio PT.
Registre-se que nem todos os deputados petistas concordam com a posição de Amauri Teixeira.
UFESBA
O curso de Medicina da Universidade Federal do Sul da Bahia, que terá sede em Itabuna, oferecerá 80 vagas. Salutar a instalação de um curso de Medicina na Região, que atualmente conta apenas com o da UESC.
Informa o Pimenta na Muqueca que o Medicina da UFESBA será implantado no campus de Teixeira de Freitas. Derrota para Itabuna.
Com a palavra o deputado federal Geraldo Simões para explicar como deixou perder o que estava definido para Itabuna, em razão da “sensibilidade” de Aloísio Mercadante para com Teixeira de Freitas.
CEPLAC d.M.
Os do contra dirão que não falará na Conferência. Confundem a reunião de Chefes de Estado, no Riocentro, com os painéis técnicos.
O tempo dirá sobre o boicote que sofreu.
Aliança natural
PSDB e DEM andam de mãos dadas Brasil a fora. Em Itabuna o PSDB ensaia abandonar o parceiro de infortúnios eleitorais para embarcar na candidatura do PCdoB.
Coisas de humores da política. Ou de políticos. Não custa pagar para ver.
Notáveis
O PSDB itabunense nos parece um partido de notáveis. Homens dignos ocupam o centro de suas discussões.
Andam falando em expulsar Adervan.
Por ter botado o carro adiante dos bois.
Freud
Caminhada contra corrupção em São Paulo levou quatro ou cinco centenas à Avenida Paulista. Protesto de sindicalistas em defesa do Meio Ambiente na Cinquentenário, em Itabuna, não deu para atender a fotografia.
Parada gay... milhares de simpatizantes.
Freud explica(?).
Conheceu Mengele
Morto na segunda 4 o empresário Geovane Maltese. Descendente de italianos. Viveu dias na Europa (França, Itália, Espanha) e em Morro do Chapéu antes de chegar a Itabuna.
Sua família viveu no Paraná, onde seu pai cultivava o hábito de servir lautas refeições aos domingos, que duravam o dia. Nelas muitos amigos e amigos de conhecidos. Um deles, Josef Mengele, só reconhecido por Geovane através da identificação pela imprensa, depois de morto em Bertioga.
A família não sabia que servia um procurado internacionalmente.
E Major Serpa se foi
Neste espaço chegamos mesmo a anunciar que o Major Serpa seria o vice de Juçara. Tudo decidido em Luzimares. A promoção do Major Serpa para assumir o comando do 19º Batalhão em Jequié vai jogando uma pá de cal na pretensão do PTdoG de tê-lo ao lado de Juçara.
E mais, dizem as más línguas, que o Major somente aceitaria a “missão” se tivesse possibilidade de vitória, o que dá a entender não acreditar na candidatura petista.
Afunilando
Resta a GS buscar Acácia Pinho para vice de Juçara. Que recusou em 2008 assumir o apoio de Capitão Fábio ao PTdoG. Ou, quem sabe, o PCdoB! Ou mesmo o PSDB, com Adervan, ora desgarrado do DEM.
No desespero tudo é possível. Até mesmo alguém do PR de César Borges, para mostrar que “água e óleo” se misturam.
Além da queda, coice
Com o sinal de alerta partindo para o grau máximo – como ponderado em “Viola em cacos” no adylsonmachado.blogspot.com de sexta 8 – GS esgotará as fichas para reverter a situação eleitoral, que se afigura pouco razoável neste imediato.
Em Itororó
A salão da Câmara Municipal ficou pequeno para ver Mautner. Jacobina, o arranjador e instrumentista que o acompanhava, ao lado. Estiveram na Cabana da Ponte. Nenhum deles imaginaria que na década seguinte Marcos Palmeira estaria casado com Amora, a filha de Mautner.
Testemunhas da passagem de Jorge Mautner e Nelson Jacobina por Itororó: Luizinho “da Guabi” e Paulo Campos, que levou todo o seu acervo de Mautner (em vinil) para ser autografado.
Ainda há tempo
A decoração do Festsol, a referência junino-itororoense, está em andamento. Mãos conduzindo com esmero o trabalho de fazer o simples, quando a tônica destes tempos é a sofisticação alheia à tradição.
Nestes últimos anos o Festsol tem primado pela simplicidade vinculada à memória. Mais tradição e menos produção.
No afã da ornamentação que a municipalidade não esqueça de recuperar as placas de sinalização de trânsito.
“Olê muié rendêra”
O clássico imortalizado por Vanja Orico como tema de “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto, em versão de Zé do Norte (há outra, de Volta Seca), com adaptação de Hervé Cordovil para o Demônios da Garoa, que nele interpreta e fez coro para Vanja no filme, gravação de 1953.
Também de Lima Barreto o roteiro do filme, que teve diálogos criados por Rachel de Queiroz (que residiu em Itabuna, fato que poucos sabem).
A turma do “Demônios da Garoa” conheceu Adoniram Barbosa atuando no filme, iniciando a parceria famosa.
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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Para apreciar
Utilidade pública
Com o aproximar dos dias do anunciado fim do mundo com o julgamento da Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal, que envolve fatos vários e diversos apelidados todos de "mensalão", não custa disponibilizar o que seja disponibilizável, como forma de não ficarmos tão só na dependência do que o noticiário entenda deva ser publicado.
http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/relatorioMensalao.pdf
Eis a nossa contribuição: a íntegra do relatório do Ministro Joaquim Barbosa.
Descobrirá o leitor, por exemplo, que não foram encontradas provas com relação a Luiz Gushiken. Apesar de tripudiado por parcela da mídia.
Particularmente vemos nos fatos muito de "caixa 2" de campanhas eleitorais e não compra de votos ou apoios. Tanto que, de início, o Relatório se refere à fonte de tudo: o governo de Azeredo (PSDB), em Minas Gerais, objeto de outro processo, onde tudo começou.
O lugar comum - o "caixa 2" - onde bebem todos os partidos e a quase totalidade dos políticos para suas campanhas, enquanto não houver o financiamento público.
Com o aproximar dos dias do anunciado fim do mundo com o julgamento da Ação Penal 470 pelo Supremo Tribunal Federal, que envolve fatos vários e diversos apelidados todos de "mensalão", não custa disponibilizar o que seja disponibilizável, como forma de não ficarmos tão só na dependência do que o noticiário entenda deva ser publicado.
http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/relatorioMensalao.pdf
Eis a nossa contribuição: a íntegra do relatório do Ministro Joaquim Barbosa.
Descobrirá o leitor, por exemplo, que não foram encontradas provas com relação a Luiz Gushiken. Apesar de tripudiado por parcela da mídia.
Particularmente vemos nos fatos muito de "caixa 2" de campanhas eleitorais e não compra de votos ou apoios. Tanto que, de início, o Relatório se refere à fonte de tudo: o governo de Azeredo (PSDB), em Minas Gerais, objeto de outro processo, onde tudo começou.
O lugar comum - o "caixa 2" - onde bebem todos os partidos e a quase totalidade dos políticos para suas campanhas, enquanto não houver o financiamento público.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADOS - Dia 29 de Abril
Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.
Razão por que, se a CPI do Cachoeira levar a fundo o que diante dela se disponibilizará, Roberto Civita estará envolvido até o pescoço. Quem beneficiado? A revista Veja que utilizava um de seus repórteres para integrar a proeza. Seria interessante a sociedade ver a prestação de contas de cada uma delas. Especialmente para conhecer o que cada uma realiza em benefício da comunidade. Um “dos”. Assim o pré-candidato do PSDB, afirmado pela direção local do partido. Nenhum óbice a Ronald Kalid. Ou ao direito de lançar-se candidato. Afinal, utopia é alimento.
A observação alencarina a partir do balcão do ABC da Noite gera conclusões. Como a que justifica o conversar continuado, que se abre sempre a novos temas, atropelando-se o anterior com o seguinte.
Adylson Machado
Dilma e os bancos
Enquanto FHC queria vender o BB e a CEF Dilma deles se utilizou para peitar os grandes bancos e levá-los à queda de juros.
Eis a diferença.
Crimes I
Já escrevemos que nada temos contra a fonte de informações para este ou aquele órgão jornalístico. O que não toleramos é a utilização de meios espúrios para sua obtenção. O que está para ser comprovado, como método da Veja, famosa desde aquele “grampo sem áudio”.
E cremos que ela não está só. Daí porque gostaríamos de ver uma CPI para apurar as criminosas ações da Veja.
Crimes II
Escancaram que Cachoeira – parceiro da Veja – montou a invasão do Hotel Nahoum, mais especificamente do apartamento onde hospedado José Dirceu.
Disfarçando
A grande imprensa – aquela denominada de PiG por Paulo Henrique Amorim, ou seja, Partido da imprensa Golpista – focaliza somente nos partidos políticos (PP, PT, PSDB, DEM, por enquanto) com alguma atuação vinculada a Carlinhos Cachoeira.
Tenta desviar a atenção. Se a coisa for aprofundada chega à imprensa – no momento representada pela VEJA – e em figurões do Poder Judiciário.
Érito Machado I
Negamo-nos a participar das exéquias do mestre Érito Machado. Mais para não vermos condolências pela oportunidade, falas muitas da boca para fora. Mas nos recolhemos nas lembranças de quem foi aluno, assim considerado o que traduzisse ideias no texto e que dominasse a concordância verbo-nominal nas avaliações.
A capacidade crítica de Érito Machado fazia-o estranho onde chegasse. Incomodava a muitos. O Mestre não contemporizava com a mediocridade. Esta lhe era absolutamente inversa e Érito não admitia nem mesmo passar onde a brisa dela ensaiasse flertar.
Érito Machado II
Nessa linguagem contemporânea onde o sonhador e utopista transformou-se em sinônimo de empreendedor Érito Machado o foi. Ao exercer o poder de que dispunha para fundar uma Escola de Economia em Itabuna, para aliar-se ao centro universitário que aqui se construiu e que, poucos querem reconhecer, é a razão da existência da FESPI, embrião da hoje cantada e decantada UESC.
Érito Machado III
Não nos víamos desde que não nos foi possível vê-lo. Dos muitos feitos pouco lembrado. Voraz leitor, intelectual com idiossincrasias que o marcaram, era um homem inteligente, na expressão da palavra. Todas as suas atitudes, ações e reações foram pautadas na inteligência.
Não vemos em Itabuna o necrológio que Érito Machado merecia.
A mediocridade ainda impera! A morte fez um favor em levá-lo. Não precisava tê-lo sido como o foi.
Érito Machado IV
Não sabemos se Érito Machado foi lembrado para integrar alguma destas tantas academias que inundam Itabuna.
E nos permitimos ignorante ser quando a vanitas vanitatis omnia vanitas pousa sobre o horizonte que ainda não se fez.
Excelente I
Disponibilizamos o sítio http://www.excelencias.org.br/ como instrumento para qualquer cidadão. Através dele descobrimos que a variação patrimonial de Geraldo Simões entre 2006 e 2010, penúltimo mandato, foi de 77.501,35 reais e que possui um patrimônio declarado de 419.501,35, assim como o tamanho do seu pãodurismo em contribuição financeira para a mulher, na campanha de 2008, que alcançou a astronômica cifra de 24.995,00 reais.
Excelente II
Não custa também o leitor acessar o http://www.portaldatransparencia.gov.br/ e verificar o dinheiro que anda chegando para Itabuna. Desde o que recebe o Município, até instituições outras.
Destacamos, por enquanto, algumas disparidades, como uma instituição como a APAE conveniando em torno de 100 mil reais e uma outra – Fundação Pau Brasil – recebendo 1.020.793,00 em 2011, de um projeto que supera 2.770 milhões. Ainda há um Fundo Cacau Cabruca, um Instituto Agroambiental Cacau Cabruca.
Cavaleiros de Granada
No entanto, experientes políticos parecem desconhecer a engrenagem das relações partidárias, verticalizadas as decisões. Nunca de baixo para cima.
Agem os do PSDB local como os personagens de Cervantes, “Os Cavaleiros de Granada”: aqueles que “em alta madrugada / brandindo lança e espada / saíram em louca cavalgada. / Para quê? / Para nada”.
O detalhe fica para o PSDB de Ronald. Por faltar-lhe Cervantes para registrar a “cavalgada”.
Colhendo
Para o que escreve ofertando opinião, descompromissado em agradar a este ou àquele, cria para si uma expectativa em torno do que opinou. Até para verificar o grau ou dimensão de sua opinião. Freudianamente, autoafirmação.
As declarações de Geddel Vieira Lima no lançamento da “pré-candidatura” de Renato Costa é o primeiro freio de arrumação no processo eleitoral/2012.
Resolvemos, então, retomar rodapés postos neste “O TROMBONE. Eis alguns:
“Essa a razão por que este observador deste cada dia mais estranho e desfigurado mundo da eleição vê em alguns dos bons nomes para o debate apenas molduras eleitorais, acessórios à beleza do processo, legitimando cada eleição.
Em junho de 2012, ao final do período fixado na lei para definição das candidaturas, teremos oportunidade de conhecer o quadro e a moldura”.
(“Do quadro e da moldura”, DE RODAPÉS E DE ACHADOS, de 18 de setembro de 2011).
“É como pode ser denominada a importância de certos dirigentes partidários locais. Se a ‘democracia partidária’ impõe a vontade das executivas estadual e nacional, em Itabuna alguns dirigentes parecem desconhecer a realidade.
E andam anunciando candidaturas para 2012. Que não tardam a ser desmentidas”.
(“Zero à esquerda”, DE RODAPÉS... de 21 de novembro de 2011).
“Não entendemos como fruto da democracia interna tantos pré-candidatos, como ocorre no PMDB. Mormente quando o partido motivou filiações para se tornarem candidaturas que passam a ser pré-candidaturas.
Neste particular buscaram ‘Leninha da Regional’ prometendo o Paraíso. A moça chega e começam a despontar nomes de todos os lados.
De ilustres desconhecidos ou desprestigiados a parentes de lideranças em extinção”.
(“Deselegância”, DE RODAPÉS... de 25 de outubro de 2011).
“Ainda que alguns entendam que inflação de pré-candidaturas configuraria democracia partidária em nível interno parece-nos coisa para encontrar um tertius (terceiro) – famosa figura que chega na hora certa para solucionar conflitos e para unir o partido quando desunido.
No PMDB o tertius se chama Renato Costa”.
(“O tertius tem nome”, DE RODAPÉS de 25 de outubro de 2011).
“Não espere Leninha Alcântara presentes do PMDB. Para ela, a indicação do partido à majoritária de 2012 constituía-se uma certeza. Se acontecer o será pelas circunstâncias, diante da fragilidade dos concorrentes internos.
No entanto, a esperança que nutria, de chegar à eleição como candidata, pode ficar para 2016”.
(“O PMDB e o Natal de Leninha”, DE RODAPÉS... de 25 de dezembro de 2011).
“Essa independência do PMDB itabunense, sob a ótica dirigente de Renato Costa, está mais para botar o carro adiante dos bois, a província acima da metrópole.
A não ser que, como já escrevemos nestas mal traçadas, que os tantos pretensos candidatos do PMDB tenham Renato Costa como tertius e em favor dele renunciem.
Ainda que para vice de Azevedo”
(“Para boi dormir”, no DE RODAPÉS E DE ACHADOS, de 22 de janeiro de 2012).
“Particularmente acreditamos que o PMDB local, se estiver sob o absoluto comando de Geddel, não tem pretensão de viabilizar uma vitória do PT, dividindo opositores ao projeto GS. Afinal, a vaia recebida em Ilhéus pelo então Ministro de Lula, se iniciativa ou não de Geraldo Simões, não foi esquecida.
Sob esse prisma, ou o PMDB local oferta candidatura que contribua para derrotar Geraldo/Juçara ou se aliará com quem possa fazê-lo”.
(“Caminho natural”, DE RODAPÉS... de 25 de outubro de 2011).
“Particularmente pagamos para ver o PMDB de Geddel Vieira Lima – com as vaias ainda nos tímpanos, por ele atribuídas a GS – fortalecer, em Itabuna, Geraldo Simões e o PT.
Vemos como muito mais possível uma composição do PMDB itabunense com a reeleição de Azevedo”.
(“Pagando para ver”, DE RODAPÉS... de 7 de novembro de 2011).
Dificuldades
O PTdoG tende a não ter Lula no palanque. Como os demais, se contentará com uma mensagem padrão de apoio e recomendação.
Afinal, por cautela, Lula não se debruçará para gravações individuais para mais de 5 mil candidatos Brasil a fora.
Não há corda vocal que aguente.
O que está em jogo I
Considerando o estrago feito na lagoa dos cururus com o afastamento de Wenceslau Júnior da Câmara, por determinação judicial, circulam “certezas” de que Luís Sena assumirá a candidatura, como “bucha de canhão” – para utilizar expressão deste O TROMBONE (“Vai sobrar para o ‘Velhinho’”).
E que esta teria apenas o condão de melar a candidatura petista, dividindo votos progressistas.
O que está em jogo II
Temos escrito (basta reler nossos rodapés a partir de setembro/outubro de 2011), e voltamos a reafirmar, que no processo eleitoral em curso há um objetivo comum: derrotar Geraldo Simões, por nós definido como o “pombo” daquela nada correta competição olímpica.
Toda a discussão eleitoral, propostas, projetos e quejandos encobrirão esse objetivo: cortar pela raiz o futuro político de GS.
Nem mesmo pode-se afirmar que seja uma campanha contra o PT, como partido, mas contra o que denominamos de PTdoG.
O que está em jogo III
A indignação contra Geraldo aumenta a olhos vistos. Eleitores de GS, que o tinham como referência política, não votarão nestas eleições. Em ninguém. Por não concordarem com os desmandos que permeiam as recentes administrações preferem anular o voto ou mesmo não comparecer às urnas, como um voto de protesto contra Geraldo.
Este é o clima! Lamentável, mas é o clima!
O que está em jogo IV
PMDB tem candidato forte. Para 2016. PCdoB tem candidato forte. Para 2016. E para chegar cada um com chances de vitória torna-se necessário anular Geraldo político-eleitoralmente em 2012.
Ladeira abaixo
Geraldo, pela condução que tem oferecido à sua trajetória política recentemente mais parece estar se vingando da mulher (não sabemos a razão) ao lançá-la candidata.
Dela se utiliza – sua eleição asseguraria um bom colégio eleitoral para 2014, lembrando que em 2010 perdeu ele 12 mil votos só em Itabuna – como “bucha de canhão” para o seu projeto político.
Suas ações recentes demonstram desespero. Pedido de demissão de jornalista, ameaças. Defesa de corrupto. Típico terror jacobino. Razão por que muitos passaram a temer ofertar o pescoço à guilhotina.
Como esse rapaz mudou!
Sujeira
Ainda pesa no imaginário do observador o que foi fazer Leninha Alcântara na residência de Geraldo Simões há alguns dias. Tudo fotografado. O que admite a possibilidade de exposição da então pré-candidata do PMDB para desgastá-la.
Como ela não dispunha de autorização da Executiva para falar em adesão à campanha petista bem que pode ter sido “convidada”.
Para nós – que estejamos enganado – para ser ameaçada. Afinal, a sua atividade empresarial depende de autorizações para funcionar... de órgão do Governo Estadual!
FICC fiasco
Mais um fiasco da FICC, dentro da valiosa gestão da “ex-dançarina”, “advogada”, “poeta” e “pedagoga” que dirige o órgão máximo da cultura local.
Anunciara, com pompa e circunstância, a abertura do antigo Cine Itabuna, que agora seria o Cine Teatro Jorge Amado. Que seria inaugurado no curso das comemorações do aniversário do município em julho.
Só ficou no release. O prefeito Azevedo disse que nada sabia do projeto e que a Prefeitura não tem como assumi-lo.
Coisas da FICC
Alardeia a instituição apoio ao São João dos bairros. Oferece apoio financeiro de 250 reais para cada “indigente” que por acaso a procure. DUZENTOS E CINQUENTA REAIS.
A “fortuna” chega a 0,001% daqueles 250 mil gastos com a Paixão de Cristo, como denunciou Daniel Thame. Ou, vá lá que seja, a 0,007% de 35 mil, como o diz a própria em resposta.
Essa é a contribuição da FICC para a manutenção da tradição junina. Caso possamos chamar a merreca de contribuição.
Já para o “caldo cultural”, comida e bebida farta custeada pela instituição! Afinal, a “mãe” sabe que elogio não é coisa que se dispense.
“Comunista moderno”
Essa uma das expressões de Wenceslau Júnior em programa radiofônico, quando contestava a ação do Ministério Público, para explicar a atualidade: assistia missa, daí porque era um comunista moderno.
Ou seja, desmistificou a imagem de que comunista “comia criancinha” e “deflorava freiras”.
Sabemos que o comunismo mudou muito. Mas não sabíamos desta vitória da Igreja.
Indigesto
Ainda que o Judiciário tenha acatado a pretensão do Ministério Público e afastado vereadores itabunenses de suas funções por 90 dias a entrevista exclusiva concedida pelo Promotor à rádio Difusora não foi digerida.
Apenas aumentou a percepção de que os tentáculos de Geraldo Simões não se limitam a BAMIN.
Fazem também da séria atuação de um promotor uma espingarda de satanás para os seus interesses.
Samba coco
O coco encontra em Jackson do Pandeiro um de seus maiores cultores e dele temos inúmeros registros. Mas, muitos nos habituamos ao coco disputado entre dois pandeiristas, duelando no improviso.
Aqui o grupo pernambucano Samba Coco Raízes de Arcoverde. A primeira parte traz uma lembrança de nossa infância, do início dos anos 50, com letra modificada, a partir de versos que são de domínio público: minha sabiá, minha zabelê /toda meia-noite / eu sonho com você / se você duvida / eu vou sonhar / prá você ver. Aqui o grupo trabalha o mesmo tema em outra melodia.O tema também foi aproveitado por Gilberto Gil e Torquato Neto que a partir dele compuseram “Zabelê”, alterando a última sílaba melódica em relação ao original, aqui em gravação de Gal e Caetano.
Cantinho do ABC da Noite
– Conversa é como rama de maxixe. Não acaba nunca.
DE RODAPÉS E DE ACHADOS está também disponível em www.adylsonmachado.blogspot.com
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Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum
terça-feira, 3 de abril de 2012
Para analisar
Porque tende a dar em nada
O STF pediu a quebra do sigilo bancário (só do sigilo bancário) de Demóstenes Torres. Restrito aos DOIS últimos anos! O ato do Ministro Ricardo Lewandowsky, que tem em mãos apurações que se encontravam na Procuradoria-Geral da República deste setembro de 2009, não repercute, portanto, em fatos ocorridos há mais de dois.
Dois aninhos a partir de agora nem de longe alcançam o conteúdo de denúncias postas no pedido de investigação da PGR. Ou seja, não serão confirmadas as apurações.
Não à toa a defesa de Demóstenes não discute o mérito. Apenas acusa as provas existentes. Para ela, amealhadas ilegal e inconstitucionalmente.
Para isso é o “foro privilegiado”. Uma coisa para privilegiados.
Lula retornando
No Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim vaza a informação de que Lula já informou ao PT que quer as duas CPIs: a da Privataria e a de Demóstenes. A primeira alcança aspectos já aventados na CPI do Banestado; a segunda, as relações do jogo ilegal comandado por Carlinhos Cachoeira com o mundo político e a imprensa.
Lula não bate prego em estopa. Com a de Carlinhos Cachoeira vai mexer com DEM, PSDB... e PT. Com a da Privataria, com o PSDB, DEM... e PT.
Não à toa tem gente do PT de São Paulo que prefere o Diabo à CPI da Privataria. E bem que pode ser a turma que não quer Haddad.
Para avivar a memória, o PT ajudou a enterrar os resultados da CPI do Banestado, para ajudar o PSDB.
O Presidente da Câmara, Marco Maia, do PT, tem a chave para instalar as duas. Utilizá-la é o que dele se espera. O mais rápido possível.
Inclusive Lula!
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segunda-feira, 26 de março de 2012
Dieta de avestruz
Apetite
Geraldo Simões anda com apetite de retirante fugindo da seca em tempos de antanho – que não podia receber uma colher de alimento sem acompanhamento médico, pois morria de fraqueza, o que no sertão da Bahia chamam de “caruara”.
Tenta todo e qualquer cardápio – até se alimentar de uma ave que não sabemos integrar algum prato raro: tucano. Como entrada, quibes; para sobremesa, apoio para seu projeto político de fazer eleger a esposa prefeita.
Dentro daquela máxima de que diretório local e nada são quase a mesma coisa, e como o PSDB tem expressão política com mandato na Assembleia Legislativa, o qual demonstra que anda mais encantado com aves de plumagem diversa, não custa perguntar se as conversas de GS com membros da cúpula tucano-grapiúna contam com respaldo do deputado Augusto Castro.
Dirão que estamos a "ouvir estrelas”, pois apenas conversam civilizadamente.
É que Geraldo Simões vai descobrindo que para encenar a sua peça me engana que eu gosto está faltando público.
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