Mostrando postagens com marcador Dilma Rousseff. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dilma Rousseff. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de dezembro de 2015

Detaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
___________________

Arauto das trevas
As instituições de um país são a sua marca existencial. De democracia ou de ditadura, versando em nível de extremos. Constituem-se no arcabouço de regras que instrumentam as relações em sociedade, desde as mais comezinhas (família, comunidade etc.) àquelas que sustentam a Nação: Poderes constitucionalmente definidos, interdependentes e autônomos (fruto da conformação Iluminista) como contrapesos (entre uns e outros) exercitando suas competências (definidas constitucionalmente) conforme a função a que cabe cada um exercer.

Assim, Judiciário julga, Legislativo vota leis que hão de ser executadas pelo Executivo, a quem compete a administração geral. Sob esse jaez, não se concebe que atribuições de um e outro sejam interpenetradas, tampouco usurpadas, a não ser por omissão, nos limites estabelecidos pela própria Carta.

O ministro Gilmar Mendes  amparado no que tem dito no passado  continua a exercitar o julgar (que lhe é competência funcional) antecipadamente. Como se fosse a coisa mais natural. Viola o dever funcional, de não antecipar ou se manifestar sobre o que lhe cabe julgar.

Parece-nos que ele está certo. Não há quem se levante contra a figura.

Ainda que sua postura seja contributiva para a instalação do caos.

bessinha pra frente


Falta esclarecer 
O ministro Tóffoli – como presidente do TSE – alerta para o ‘retrocesso’ do voto manual nas eleições de 2016 em razão da falta de recursos para atender à licitação de urnas eletrônicas.

O judiciário é assim: quando tem dinheiro simplesmente constrói prédios nababescos.

De nossa parte vemos uma ameaça ao grande avanço do voto impresso, recentemente aprovado. Do qual a Justiça Eleitoral foge como o Diabo da cruz.

Presumindo que as urnas utilizadas em 2014 não tenham sido jogadas no lixo, temos que o que Tóffoli não exibe ao público é a sua menina dos olhos: a identificação biomédica nas novas urnas eletrônicas, que lhe daria os holofotes pela implantação.

O que também não explica o Presidente do TSE é o fato de que as urnas de 2014 podem ser utilizadas em 2016, sem causar nenhum problema. 

O que bem pode estar implícito no que cheira a uma chantagem é a aquisição dos equipamentos de identificação biométrica, a menina dos olhos do Toffoli.

Ah! Em tempos de crise não custaria – por constituir-se valiosa ajuda – cortar umas diariazinhas!

Combate
Sugestão de internauta, preocupado com a saúde (do Brasil): 'Temos também de combater o chicunCunha'.

À sorrelfa
Mais que irresponsável e individualista Eduardo Cunha acaba de demonstrar que – em defesa de si mesmo – é capaz de tudo. Até de jogar o país no abismo sem fim.

Bem lembra Leonardo Boff, em artigo publicado no seu blog: “Seu ato irresponsável pode lançar a nação em um grave retrocesso, abalando a jovem democracia, que, com vítimas e sangue, foi duramente conquistada. Não podemos aceitar que um delinquente político, destituído de sentido democrático e de apreço ao povo brasileiro, nos imponha mais este sacrifício.”

Razões abundam em Leonardo Boff. Que enxerga não perdendo o retrovisor da História pátria.

Quanto aos delinquentes políticos, destituídos de sentido democrático e de apreço ao povo temo-los às burras. Basta ver os que apoiam Eduardo Cunha e com ele confabulam e tramam.

Inclusive no Supremo Tribunal Federal.

E a vida continua...
O país não parou. O povo não está nas ruas... como querem os ‘pró-impeachment’.

Já em São Paulo...

Difícil de entender
Distante de São Paulo não nos afirmamos acreditar no que vemos. Mas, não deixa de ser estranho o comportamento do governo Geraldo Alckmin de tratar à base de cassetete e gás de pimenta a mobilização social – envolvendo diretamente pais e alunos – contra a reformulação pretendida pelo governo que – dizem – prejudicaria 311 mil estudantes com o fechamento de 93 escolas.

A foto (anônima) fala mais que as palavras todas contra o que soa como absurdo.


Quem há de lembrar?
Escândalo dos precatórios. Hoje esquecido. Impunes todos. Inclusive o então Advogado Geral da União  Gilmar Mendes – hoje ministro tucano do STF.

Saia justa
ACM Neto entrou na saia justa de optar pelo corrupto Eduardo Cunha em razão do interesse pessoal ‘contra Dilma’. 

Sentiu o peso da irresponsabilidade e andou se desdizendo

Exibiu sua pequenez! Antes e depois.

Para entender
A arrogância editorial dos que se servem e se servirão de um golpe contra as instituições democráticas brasileiras encontra no pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff a festa que não existe.

O senador Roberto Requião desmistifica, em artigo, o móvel do pedido: as tais pedaladas fiscais.

Alerta
Sempre alerta! É o lema do escotismo. O governo deve ficar muito mais alerta. Confiar em Michel Temer pode ser sinal de inocência. Vislumbrando a possibilidade de assumir a cadeira presidencial e sendo um homem forte no PMDB duvidar de sua solidariedade não ofende sua honorabilidade.

Tudo que Eduardo Cunha está fazendo – além de atear fogo às vestes – pode estar articulado a partir de Temer.

Gênese
O senador Aécio Neves sempre buscou atrelar as suas origens ao seu tio Tancredo Neves (irmão de sua mãe), respeitado nome da política nacional e personagem em momentos únicos da história do país nos últimos 60 anos.

Certamente o sobrinho não seguiu a cartilha do tio, basta ver seu discurso oportunista e antidemocrático.

Sabe-se agora a gênese política de Aécio Neves. O que bem justifica a sua irresponsável postura para com a Pátria e suas instituições é a história de um membro da família: o próprio pai.

Enquanto Tancredo esteve ao lado de Getúlio e enfrentou a ditadura, o pai de Aécio – da oligarquia Tristão Ferreira da Cunha, deputado conservador de 1946 a 1963, premiado com a presidência do CADE em 1964 por seu apoio ao golpe civil/militar, em cujo órgão ficou até 1974, quando morreu – se elegeu em 1962 e – apoiando a ditadura – foi deputado pela ARENA, PDS e PFL – até 1986.

Em sua primeira eleição, em 1962, o deputado Aécio Cunha foi financiado com dinheiro dos Estados Unidos, integrando a famosa lista do IBAD.

Nada a ver com Tancredo Neves.

O filho não nega a origem: segue os passos golpistas do pai.

                                  Miniatura

Estado de (não) Direito
Os jovens estavam a comemorar o primeiro salário de um deles, que tinha apenas 16 anos e já começara a trabalhar; outro, com 20 anos, concluiria o curso de administração neste em dezembro.

O texto acima envolve a polícia do Rio de Janeiro (com letra minúscula), que metralhou o carro onde estavam os jovens. A de São Paulo não fica atrás. Não afirmemos que a de todos os estados da federação.

Para melhor entender tamanha estupidez sugerimos a leitura de "Como Nascem os Monstros", do ex-PM Rodrigo Nogueira Batista, para quem "A perversão começa na formação".

Quem administrará?
O Governo anuncia ação de R$ 20 bilhões contra a Sanmarco e controladoras para formar um fundo para recuperar os danos causados pela tragédia de Mariana.

Não vai longe o tempo em que as obras contra a seca no Nordeste eram o ‘fundo’ para gerir a crise, gerando trabalho (escravo) para os miseráveis.

Ganhavam os latifundiários, em cujas terras trabalhavam os miseráveis construindo açudes e aguadas. Além do empreguismo de compadrio para fins eleitorais.

Em quem vai gerir esses vinte bilhões de reais está o x da questão.

Ateando fogo I
Ao atear fogo às próprias vestes – para utilizar expressão de Maurício Dias na Rosa dos Ventos da Carta Capital – o deputado Eduardo Cunha apenas reflete o desespero.

Afinal, nunca o vimos na condição de monge, tampouco idealista...

Ateando fogo II
Mais que escancarada ficou a iniciativa do deputado Eduardo Cunha. Ao autorizar a abertura de procedimento de impeachment – as contestações formais e legais começam a vir à tona – somente encontra aplauso dentre os que entendem que o humor de cada um justifica o afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Pipocam – interna e externamente – as críticas.

É que ficou flagrante a reação de Cunha ao voto dos petistas pela instauração de processo de cassação de seu mandato.

O que de remoto está na declaração do governador da Bahia Rui Costa ficou escancarado: “Gerações lutaram para que tivéssemos plena democracia política, com eleições livres e periódicas, que devem ser respeitadas”.

Ateando fogo III 
A iniciativa – ou, mais precisamente, a revanche – de Eduardo Cunha sinaliza – assim vemos – dois desdobramentos imediatos: 1. Acolhimento e sucesso, com o afastamento da presidente Dilma Rousseff; 2. Não afastamento.

No plano mediato, os desdobramentos ocorrerão na seara política dos envolvidos. 

Caso a presidente Dilma não seja defenestrada (coisa tida como difícil, tanto por juristas – em relação à fragilidade dos fundamentos do pedido de impeachment – como por observadores políticos – o jornal O Globo vê sucesso em favor da presidente) o Governo sairá fortalecido.

Por outro lado, a última cartada de Eduardo Cunha escancara o seu caráter e o joga mais profundamente contra a opinião nacional (e internacional, se importância tivesse lá fora), levando os pares da aventura.

Entre eles, o ministro Gilmar Mendes.

Aventuras
A aventura política em que se meteram – ao arrepio da lógica política – os partidos de oposição pode levá-los ao precipitamento da extinção.

Especialmente se – depois de escancaradas as suas intenções e ficarem nominados simplesmente de ‘golpistas’ – o impeachment não se consumar.

Paralelamente ao imbróglio em que se meteu o PSDB e quejandos – áulicos do impeachment, em estado orgástico – o tucanato paulista ganha um herói digno das telas: “Alckmin, o exterminador de futuros”.

Aplausos em novo formato
Fátima interrompe reportagem de rua diante dos calorosos aplausos à emissora.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Onde a porca

Torce o rabo


Ontem, quarta 23, dia de São Jorge, o santo guerreiro. Uma guerra lançada. Não sabemos os desdobramentos, porque se trata de briga de cachorro grande. Afinal, quem controlou não deseja perder o controle. E o controle em tal área tem se constituído elemento de hegemonia para quem controla.

A lei 12.965, para vigorar a partir de 60 dias, publicada nesta quinta – que “Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil – sancionada pela presidente Dilma Rousseff na quarta – negue quem o quiser – é um pontapé, em nível mundial, para o processo de desamericanização dos órgãos que controlam planetariamente a internet. Que certamente buscarão retomar o controle hegemônico dos meios de informação digital. Daí a guerra a que nos referimos acima.

Significativo avanço a edição da lei 'do marco civil', que põe o Brasil na vanguarda pela garantia de liberdade de expressão, proteção da vida privada e igualdade de tratamento para qualquer tipo de conteúdo na internet em território brasileiro Não à toa deu-lhe espaço o jornal Le Monde, em matéria de capa: "O Brasil lidera luta contra a hegemonia americana na internet".

Infelizmente os espaços que vem ocupando o Brasil no cenário mundial não têm merecido a atenção devida nos meios de comunicação do país, mais preocupados com a agenda pessimista. A quase totalidade se beneficiando dos atuais mecanismos de controle e submissão. A atuação brasileira tem colocado o país no topo das lideranças que enfrentam o atual sistema. 

Atitudes como a recusa a visitar o EUA depois de bisbilhotada por órgãos da rede estadunidense levam o Le Monde, por exemplo, a realçar o pedido de explicações da presidente Dilma Rousseff, publicamente, ao colega Barack Obama, razão por que fere de críticas o governo francês (país do Le Monde) por ser - assim considera o jornal - "muito discreto em suas denúncias contra a NSA e Paris não parece pronto para enfrentar os norte-americanos como o Brasil”.

A fala da Presidente na NetMundial não deixa dúvidas quantos aos propósitos: a internet deve ser “multissetorial, multilateral, democrática e transparente”. Um tapa com luva de pelica nos Estados Unidos. Que desde os anos 30 desenvolveram um processo de controle da informação, exercendo-o através do cinema, rádio, televisão (posteriormente) e das agências de notícias. 

A construção da imagem de ‘pai da Democracia e da Liberdade’ foi assim divulgada, ainda que tenha sido o país líder em invasões e derrubadas de governos eleitos democraticamente a intervenções em movimentos de lutas democráticas, o que faz desde o final do século XIX.

Verdadeiros oligopólios na área da comunicação foram criados, constituindo imensa concentração de poder, onde os Estados Unidos exercem liderança hegemônica incontestável. O poder de sua rede não pode, nem de longe, ser comparada àquelas que desenvolveram atividades específicas como Rússia, China, visando o contraponto. Isso porque consideramos o sistema europeu também sob sua influência. O Le Monde, na mesma matéria elogiosa ao Brasil, observa o pioneirismo brasileiro.

Tais oligopólios são reproduzidos pelo mundo, como ocorre com as comunicações no Brasil, concentrada na mão de grupos e distante dos interesses da sociedade. Que lhes serve tão somente como consumidora do que produzem para assegurar apenas o resultado financeiro.

Desdobramentos
Comece a entender o leitor a razão por que da reação dos grandes grupos de televisão no Brasil país às iniciativas do governo. Principalmente quando o Governo Federal fala em instalar o chamado 4G.

Mais uma frente na batalha eleitoral – unida ao projeto de desconstrução da Petrobras – concentrará a ação dos grandes meios de comunicação.

É aí onde a porca torce o rabo. 

E pouco entendemos que este ano eleitoral tem desdobramentos que passam pela luta pela manutenção e controle tanto do pré-sal como da liberdade e submissão da internet a uma lei brasileira para tudo que nela circule ou pelo retorno à sujeição de interesses estrangeiros coordenados por setores da elite brasileira.

A autonomia e o respeito que o Brasil tem adquirido não alegra nem contenta os que sempre viveram sob as rédeas externas. Voltar a ser colônia plenamente é o sonho para eles. *

______
* (Re)leia o leitor a postagem "A lição que falta".


sexta-feira, 18 de abril de 2014

O preferido


É o cabo eleitoral
Não sabemos de, nem elaboramos, seu mapa astrológico, mas não se negue que a presidente Dilma Rousseff anda em fase de inferno astral. As pesquisas vêm lhe apresentando quedas seguidas nas intenções de voto, avaliação do governo e popularidade. 

Não que representem algo confiável neste instante. (Não se pode crer que uma determinada avaliação tenha seus resultados previamente anunciados – como tem ocorrido através de um tal de Informany* – antes mesmo de a pesquisa entrar em campo, como já ocorreu). Mas - de concreto - planejado, sério ou não o resultado alimenta todo tipo de especulação.

Não fora isso, ainda que seu governo apresente avanços significativos dentro do projeto de administração, desde aqueles no âmbito das políticas sociais aos de infraestrutura, o observador mais atento pode deduzir que Dilma Rousseff parece demonstrar ‘cansaço’ diante de tudo. Aquela mulher forte, gerente, sinaliza humores diversos à adjetivação.

Tida como centralizadora, no caso da refinaria de Pasadena cometeu um deslize imperdoável em política, porque dirigente: afirmou ter autorizado a compra ‘enganada’ pelas informações. Não foi uma declaração feliz, tampouco oportuna. Jogou gasolina na fogueira acesa pela oposição e deu noticiário para o resto do ano à imprensa que faz oposição ao Governo, não fora significativo tablado para a campanha eleitoral (que já começou) onde, nesse instante, só faz apanhar.

O discurso de Dilma que assistimos na inauguração e assinatura de ordens de serviço no interior de Pernambuco refletiu o cansaço de que falamos acima. Não um cansaço que pode ter sido reflexo da viagem (já havia passado por Recife) mas por uma fala pausada em demasia, com lacunas aqui e ali na prestação de contas a que se propunha, que permite levantar a hipótese de que apenas cumpre com a obrigação institucional, destituída de qualquer compromisso político.

Falta-lhe jogo de cintura para transitar com a classe política no Congresso. O velho companheiro já dissera em instante não tão pretérito para ser esquecido que por lá andavam “300 picaretas”. O ‘companheiro’ da base, deputado Eduardo Cunha (PMDB) é o exemplo mais visível deste instante. E para demonstrar que Lula tinha razão, em torno dele (Eduardo Cunha) se reúne um “blocão” para atanazar a vida do governo. 

A casca de banana mais recente foi a inclusão de uma emenda por Eduardo Cunha na MP 627 (que objeta tratar da tributação dos lucros de empresas brasileiras no exterior) que simplesmente anistia multas de planos de saúde que, caso o governo venha a não vetar, trará um prejuízo de 2 bilhões de reais aos cofres públicos.

Singular afirmativa – para ilustrar este instante – a de Luiz Tito, n’ O Tempo: “Dilma, podemos escrever, não disputará essas eleições. Ela sabe disso.” O articulista não afirma, mas escreve. Se escreve encontra elementos. Especulação que seja, ou mesmo intriga de adversário, reflete o que anda ocorrendo.

No processo eleitoral de 2014, com a oposição capengando, sem as muletas que a permitam andar, certamente o maior adversário de Dilma Rousseff é Dilma Rousseff. Ela entendida como governo, como vidraça de tudo que assessores fazem. Inclusive da atuação infiltrada em órgãos da administração pública federal de ações tipicamente políticas.

Não se diga que há falência de material no que diz respeito à candidatura de Dilma Rousseff à reeleição. Mas que há muita gente torcendo há. E não se imagine que seja da oposição, que a prefere a Lula. Que dela é um cabo eleitoral de ninguém jogar fora.

Mas não se despreze preferências. Sabe a presidente Dilma Rousseff que o preferido é o cabo eleitoral.

___________
* Da redação do blog:
Aquele "tal de Informany" é propriedade de grupos estrangeiros vinculados ao óleo e ao gás. Ou seja, à turma do petróleo que ainda sonha em ter inteiramente a Petrobras (leia-se, pré-sal).

São eles o grupo estadunidense General Atlantic e o inglês Actis Private Equity.

Para o leitor compreender a jogada acompanhe a variação dos papeis da Petrobras na Bolsa quando há uma 'antecipação' do resultado de uma pesquisa.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A Gramática de Jânio

E a resposta ideal
Para a turma da oposição – acuada com as denúncias do metrô e trens em São Paulo e com a possibilidade de julgamento do mensalão mineiro ainda este ano – tudo que possa desviar a atenção entra no vale-tudo. Atrasos em obras para a Copa do Mundo estão na moda. E, de vez em quando, um extra, como a passagem de Dilma por Portugal. Tanto que surgem os pedidos de informação dos Álvaro Dias da vida, que espera – oh! sonho – causar uma hecatombe na imagem do Governo e da candidata Dilma Rousseff.

Insinua a existência de graves irregularidades em razão de uma estada de algumas horas em Portugal, necessária segundo as regras aeronáuticas por medida de segurança. É de todos sabido que a travessia atlântica, em circunstâncias normais (ausência de turbulências, tempestades etc.) praticamente consome 80% do combustível em aviões do tipo do presidencial. Isso não configura a segurança ideal.

O vôo da Suíça até Havana exigiria, portanto, um pouso para reabastecimento ou ainda na Europa (Portugal ou Espanha) ou em território estadunidense. Assim, tecnicamente nenhum absurdo a descida do avião presidencial em Portugal.

Caso houvesse de prosseguir depois de abastecido voaria à noite (sem falar nas condições atmosféricas). Essas circunstâncias levaram a Presidente e sua comitiva a pernoitarem em Portugal por cerca de dezesseis horas.

A turma não perdeu oportunidade e quer explicações. Ao que parece gostaria a oposição que a Chefe da Nação se hospedasse num pardieiro (com pulgas, percevejos e muriçocas, se possível), comesse em restaurante a quilo ou em boteco de esquina caso não optasse pela dieta do jejum.

Próceres do Governo ainda se debruçam em explicar – dando espaços à mídia ávida por factóides – coisas dispensáveis. Melhor que deixasse Dilma Rousseff publicar uma nota de esclarecimento simples e objetiva no estilo da ironia anedótica atribuída a Jânio Quadros, respondendo a jornalistas no imediato da renúncia, quando indagado das razões que o teriam levado ao ato extremo:

– Fi-lo porque qui-lo.

Também a Jânio, respondendo à pergunta provocativa de um jornalista “se bebia” (dizem que gostava de umas), quando em campanha em Belo Horizonte para presidente, é atribuída a seguinte resposta:

– Bebo-o porque é líquido; se fosse sólido comê-lo-ia.

Poucos sabem que Jânio foi professor de português, escritor, gramático e lexicógrafo. Publicou um bom Dicionário da Língua Portuguesa, sendo a sua obra mais conhecida uma Gramática Histórica, em meados dos anos 60, sobre a qual muitos nos debruçamos.

Como estaria melhor assessorada e distante do anedótico, diria a Presidente em escorreito Português, aos que a questionem:

– Fi-lo porque o quis.

Para respeitar a regra gramatical, visto que a conjunção subordinativa ‘porque’ atrai o pronome oblíquo átono ‘o’, daí a próclise ser a construção correta – e não a ênclise atribuída a Jânio, que ele negou tê-la pronunciado.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Não só a oposição

Também o povo
A presidente Dilma Rousseff lançou desafio mortal à oposição por via indireta. Dirigindo-se ao povo brasileiro neste domingo perguntou se nossa vida melhorou. Poderia mais ainda provocar: como o era há dez anos, há cinco...

Para a Presidente estamos “Construindo a base para que a expressão ‘melhorar de vida’ deixe de ser, em um futuro próximo, um sonho parcialmente realizado, torne-se a realidade plena e inegável da vida de cada brasileiro e de cada brasileira.

E tocou no âmago de quem permanentemente sonha e tem esperança: “É para isso que você pega duro no batente todos os dias”.

Como desafio à oposição deixa-a encurralada para trabalhar pelo quanto pior melhor, única forma de ver reação no resultado eleitoral a partir da construção de uma memória recente para fins imediatos. Coisa do nível – já programado, desejado e divulgado – do que ocorreu em junho 2013.

Na outra vertente – ainda no plano de desafio – deixa aos adversários o discurso da proposta de melhorar o que existe. Outra encurralada. Afinal, entre aventurar acreditando nas promessas e permanecer com o que vê e dispõe tende o eleitor a ser conservador.

Isso já demonstrou em outros instantes. Inclusive reelegendo Fernando Henrique Cardoso que acabava de enterrar o Brasil e evitara mostrar – até que passasse a eleição – o atestado de óbito escrito com a imediata desvalorização do real, sob o qual se elegera.

Eis onde pecará a oposição: imaginar que somente ela é conservadora. O povo também o é. Pragmaticamente.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

À espera

De uma análise
A Presidente Dilma Rousseff discursará na cerimônia oficial em memória de Nelson Mandela. Ao lado de Barack Obama, dos Estados Unidos, Raúl Castro, de Cuba, Pranab Mukherje, da Índia, do vice Li Yuanchao, da China e Hifikepunye Pohamba, da Namíbia.

Entre dezenas de Chefes de Estado que representarão parcela considerável do mundo no evento, a dirigente brasileira é uma das seis autoridades escolhidas.

Não pretendemos aqui proselitizar em torno do fato. Apenas registrar a significativa importância que a diplomacia pátria tem dado no curso de décadas ao continente africano, mormente a partir de Lula, que elegeu a África (como a América Latina) para destacar simbolicamente as relações Sul-Sul como eixo de atuação político-estratégica para o Brasil.

Mais que isso, a posição de destaque ocupada pelo Brasil no cenário mundial recomenda a presença referencial de sua dirigente. Poucos entenderão, de imediato, o significado da atuação brasileira na OMC abrindo espaço para a retomada da rodada de Doaha, que tem a África como vertente baneficiária.

Só não queremos presumir que algum partido político venha postular na Justiça Eleitoral contra a fala de Dilma, considerando-a propaganda antecipada. Razão por que aguardamos o destaque dos editoriais da grande imprensa ao fato (não só a referência, mas a análise). Afinal, tem ela se considerado um "partido político" desde que a oposição se debate em mar revolto. 


sábado, 9 de novembro de 2013

O tamanho

Do erro
A presidente Dilma Rousseff criticou a forma como o Tribunal de Contas da União, em razão de suas recomendações que podem resultar - se já não resultaram - na paralisação de obras de importância para o dia a dia da população.

Como bem observou Paulo Moreira Leite em texto reproduzido no Conversa Afiada (http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/11/09/pml-o-que-e-verdadeiramente-imoral/) as denúncias que hoje afligem o âmago do PSDB - aqui considerado em sua maior expressão nacional, o paulista - em relação às obras do metrô, certamente muito do que ele hoje existe não existiria. E o que tem a ver a população que dele precisa?

Denúncias do TCU têm sido uma constante. Em que pese dispor de "tribunal" em seu nome não tem ele força judicante, a não ser em casos específicos interpretados pela jurisprudência como tal, que não cabem no presente comentário.

Suas denúncias são de capital importância - e muitas vezes de pouca ou nenhuma repercussão. São em si um alerta poderoso para governantes e a nata da bandidagem que se beneficia das mutretas que se tornaram cultura neste "país de São Saruê".

No entanto, paralisar uma obra em razão de irregularidades que nela existam é a forma mais elementar de negar a força e o poder contido em outras duas instituições republicanas: o Ministério Público e o Poder Judiciário. 

Na leitura deste mísero escriba é como se estivesse a dizer: como MP e PJ não funcionam a contento eu puno o povo.

Aí reside o tamanho do erro.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Cisternas

Sob suspeita
A presidente Dilma Rousseff se comprometeu, em pronunciamento durante a reunião da SUDENE realizada em Fortaleza-CE, a entregar de 130 mil cisternas até julho e outras 110 mil até dezembro, como forma de amenizar os resultados da seca que aflige o semi-árido do Nordeste.

Falta-nos a informação se tais cisternas serão de polietileno ou de placas de cimento. A questão que levantamos está suficientemente justificada a partir da denúncia de agricultores da região do Polo de Borborema, debulhada no DE RODAPÉS E DE ACHADOS deste fim de semana ("Difícil de explicar" e "A moderna indústria").

Preocupa-nos o fato de que, a permanecer a utilização de cisternas de polietileno em detrimento das de placas de cimento, a nova sistemática para a "indústria da seca" não só permaneça, mas seja aprofundada.

Perdendo

Identidade humana
O jornalismo da Globo, ao que parece, dá sequência ao que podemos denominar de a não-identidade humana de alguns ocupantes de cargos públicos. Dia desses - como registramos neste blogue - a atuação contra a desocupação do Pinheirinho paulista foi atribuída à "Prefeitura de São Paulo", quando omitido o nome do prefeito Fernando Haddad.

Hoje, no noticiário da tarde uma lei aprovada pelo Gongresso Nacional foi sancionada pela "Presidente da República". Como no caso paulista, omitido o nome de Dilma Rousseff.

Desconfiamos que o jonalismo da Globo teme citar também o nome da Presidente da República, talvez por imaginar que esteja a fazer "propaganda eleitoral".

Coincidência ou não as duas autoridades cujos nomes foram omitidos em favor do órgão público para o qual foram eleitos pertencem aos quadros do Partido dos Trabalhadores.

Para promover a inusitada reformulação da informação jornalística a Globo recebe dos cofres públicos, em especial do Governo Federal administrado pelo PT, cerca de 60% da verba destinada à publicidade oficial.

Deve estar achando pouco, ou culpando os parcos recursos pela queda da audiência em programas carro-chefe da platinada.






quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Incerteza

Pode surpreender
Até o momento não se percebe programa eleitoral com presença da presidente Dilma Rousseff. Com invejável popularidade para início de mandato é paparicada por todos os candidatos e candidatas. Estas espelhando-se na sua imagem pelo gênero, para despertar o eleitor no sentido de votar em outra mulher, aquela de cada município onde ensaia ser prefeita.

Não há sinalização de que Dilma Rousseff pretenda abrir o sorriso presidencial. Muito menos que o espalhe em todos os rincões.

Muitos terão de se contentar com a tradicional montagem fotográfica. Afinal, a imagem marca. 

Em que pese sua presença ser "ouro em pó". Que estará onde seu peso implicar em eleitores para definir eleições em favor do PT.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Prestígio

Dilma em Itabuna
Geraldo Simões aproveitou a oportunidade de estar em espaço onde presente a presidente Dilma Rousseff para convidá-la a participar da campanha de sua mulher à prefeitura de Itabuna.

Cremos que faltou a GS informar à Presidente que o partido de Juçara, o PTdoG, é a nova agremiação a integrar a base de sustentação do Governo. Dilma certamente descobrirá.

Resta-nos aguardar o prestígio de Geraldo junto à mandatária maior do País. Pelo menos para uma foto ao vivo em Itabuna.

domingo, 24 de junho de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS Em: 24 de Junho de 2012

Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  
Adylson Machado

                                                                              

Sem proselitismos

A mídia internacional – a local a reboque – vem sendo utilizada tão só contra o governo sírio, atribuindo ao seu exército a prática de massacres, quando muitos são cometidos por rebeldes e mercenários estrangeiros ali acantonados por potências ocidentais, em particular os EEUU, na sua ocupação geopolítica do Oriente Médio.
Jon Williams, editor do noticiário internacional da BBC, em blogue pessoal, postado no dia 7 de junho, afirma que a cobertura do “massacre de Houla” foi mentirosa e reproduziu propaganda da oposição síria. E confessa que vários críticos observaram e denunciaram não haver qualquer prova que afirme que o massacre tenha sido promovido pelo exército sírio ou milícias apoiadas pelo governo de Assad.
O filme não é novo. Iraque e Líbia são os mais recentes.

Poder

pigPreciosa a charge do Bessinha. O retrato vivo do Judiciário brasileiro, a começar pelo Supremo Tribunal Federal, (palco da “mensagem”), sob controle do “quarto poder”.

Barbas de molho

A pesquisa Datafolha que assegurou a Serra o patamar de 30% (do qual não sai), deve ter deixado o tucano com as barbas de molho. Afinal, com a visibilidade de que dispõe, duas vezes candidato a presidência, governador, prefeito da própria São Paulo, algo não anda bem para os lados do tucano. E não se diga que é “A Privataria Tucana”. Esta ainda não integrou a agenda, somente aparecerá durante a campanha.
Haddad é pouco conhecido enquanto Serra o é muito. E tem gente sem entender a aliança do PT com o PP de Maluf: tempo na propaganda eleitoral.
Um segundo turno pode ser fatal para Serra sem os votos de Maluf.

Não é o que pensam

erundinaNada de apologizar a aliança de Lula e Maluf em torno de Haddad, sob o prisma ideológico. Mas, a retirada de Erundina da chapa majoritária diante dessa circunstância mais nos cheira a mofo.
A história de Erundina todos conhecem. E certamente não seria maculada pela circunstância de Maluf e o PP (da base governista) estarem ao lado da chapa do PT. Em São Paulo a luta comum de muitos partidos reside em derrotar a hegemonia do PSDB e do DEM.
Puristicamente até agora não conseguiram. E tendem a assim permanecer se tais pruridos forem mantidos.

Não é o que fazem pensar

O PP estava paparicado pelo PSDB de Serra. Lula articulou e arrastou para sua campanha o partido e seu maior símbolo em São Paulo, Paulo Maluf. Coincidência ou não, Haddad saltou de 3% para 8% nas pesquisas.
No interior paulista o PT tem aliança até com o DEM, em Barueri, assim como no Maranhão, em São Luiz. E mesmo com PSDB/DEM, em Lajinha.

Olhando o retrovisor

As alianças de Lula, a partir de 2002, trouxeram a efetivação de políticas públicas em benefício da população.
Uma lição ficou: a aliança interessa para alcançar o poder; no poder efetive sua política e o seu idealismo.
O poder é fundamental. Erundina não pensa assim.

Besteirol

comissãoA Comissão da Verdade pretende ouvir o depoimento de Dilma sobre tortura (na foto, em Juiz de Fora, durante interrogatório, em 1972, ao lado de companheiros), informa Zanuja Castelo Branco, do iG, no Luís Nassif Online do http://www.advivo.com.br/ da terça 19. A iniciativa estaria pautada no depoimento de Dilma ao Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais, em 2001, onde afirma ter sido torturada, inclusive um dente quebrado.
Indagamos se não seria mais prudente requisitar cópia do depoimento.

Literatura em aberto

Com tantos casos, mais cabia-nos escrever “Memórias do Cárcere” ou “Recordação da Casa dos Mortos”. Mas andam nos faltando um Graciliano Ramos ou um Dostoievsky.

Só Tourinho não via

Quase no imediato em que Tourinho Neto afirmava em despacho que Cachoeira não apresentava risco ou ameaça ao processo (o que em boa interpretação quer dizer pressão a testemunhas etc.), dois juízes se afastaram do processo. Um deles dizendo-se ameaçado e mesmo por encontrar indícios de execução de testemunhas no inquérito.

Greve

professoresCriativo, simbólico e tocante o texto da faixa “Pobre Bahia sem cantos”, descortinada em Ilhéus, a propósito da reação do Governo Wagner ao movimento paredista do magistério estadual: “Se fazem do professor um pássaro triste, quem ensinará a juventude a cantar?”
Como imagina o Governo a autoestima do professor quando retornar às aulas? Neste quesito o ano estará perdido.

O que faltou dizer

Singular a defesa de Marcel Leal em favor de Jabes Ribeiro, acusando o ex-reitor da UESC Antônio Bastos de perseguir Jabes na Universidade (“Malha Fina”, no A Região, de 17 de junho).
Mais interessante seria acusar Bastos de haver aposentado Jabes Ribeiro por tempo de serviço quando este não ministrava aulas há mais de vinte e cinco anos no Curso de Direito da UESC, onde estava lotado.

Selecionado

Recebemos de Aline Meira, no “Rastilhos da Razão Comentada”, http://adylsonmachado.blogspot.com/:
“Olá mestre Adylson. Sempre dou uma olhada no seu blog. Tenho uma ótima notícia. O documentário "ABC da Noite: Sintaxe urbana do cotidiano alencarino" foi selecionado para a mostra do CineSul /9América Latina), onde trabalhos audiovisuais são apresentados. O evento acontecerá no Rio de Janeiro. Segue o link para maiores informações: http://www.festivalcinesul.blogspot.com.br/2012/05/os-filmes-selecionados-para-mostra.html Obrigada, beijos”.
Aline baseou-se em nosso O ABC do Cabôco (Via Litterarum) para desenvolver seu trabalho. (Mais detalhes em nosso blogue).

Missão ingrata

Não pode ser considerada missão ajustada à carreira político-partidária construída durante três décadas, repercutida de sucesso e de respeito. Assim vemos o atual andar da carruagem de Geraldo Simões na ingrata missão de fazer valer a sua vontade e a de seu PTdoG.
A liderança, amada ou odiada – para lembrar Maquiavel – existe por si mesma, arrasta para si os súditos, é motivo de elogios ou críticas, mas se basta por si. Em processo eleitoral fica paparicada, todos buscando estar sob sua liderança.
Não nos parece o caso de GS neste 2012. Anda procurando juntar os cacos da viola que ameaça não traduzir moda, som esganiçado e desafinado que afasta apreciadores.
Da liderança que deveria traduzir vive catando este ou aquele partido para formar um bloco que lhe dê pelo menos a ilusão de grandeza na propaganda eleitoral.

Tema do dia

Com a designação de data para o julgamento do denominado “mensalão” a pauta da imprensa em período eleitoral cairá de pau sobre o PT. Caso tenha de repercutir em votos – o que temos dúvida – atingirá o PTdoG.
Que por si só dispensa propaganda para fazer-se estragar.

A CEPLAC, a RIO + 20 e o alae jacta est

Chamamos a atenção, na edição passada, para o fato de que o Ministério da Agricultura levava a RIO + 20 uma série de sugestões, apresentadas como premissas contributivas para o planeta. Dentre elas, a da CEPLAC, em detalhes no http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Home%20Page/Rio+20/Principais%25Premissas.pdf
O que está ali expressamente exposto é a “Contribuição da Agropecuária Brasileira na Construção de uma Sociedade Sem Fome e Sem Miséria e de uma Economia Sustentável”, onde, dentro das “Principais Premissas”, a nona: “O SISTEMA CABRUCA DE PRODUÇÃO DE CACAU E DEMAIS SISTEMAS AGROFLORESTAIS, como sistemas produtivos florestais que contribuem para a sustentabilidade”.

O verdadeiro combate

A cabruca existe desde os primórdios da cultura cacaueira, veementemente combatida por uma CEPLAC de antigamente que esteve a serviço das multinacionais de fertilizantes, até o débâcle advindo com a vassoura.
Há posições de enfrentamento às iniciativas da atual administração da CEPLAC (leia-se, Juvenal Maynart), mal começaram a acontecer. Muitos diziam que a CEPLAC estava morta. A eles alguns aliados do atraso – mais precisamente os beneficiados pelo atraso.
A grande crise – isso o que precisa ser enfrentado – reside na ausência de lideranças regionais de peso.
Não fora verdade, como explicar que o paranaense Reinhold Stephanes tenha o controle da direção geral da CEPLAC? E um paraense determinando as políticas do maior estado produtor de cacau do Brasil, onde presente o maior centro de pesquisas sobre o cacau?
Menos maniqueísmo para com a CEPLAC d.M. ajudará a enxergar o novo tempo para a região. Se quiserem romper com as “conveniências” tradicionais.

Deu no adylsonmachado.blogspot.com

A consolidação da frente “Pode levar Juçara e o PTdoG para um terceiro lugar se o andar da carruagem de pesquisas vazadas (não publicadas) se materializar”. (“Calo”).

Como do Diabo correndo da cruz

A consolidação da frente – que duvidamos até que se materializasse – reflete mais uma angústia no périplo político-eleitoral de Geraldo Simões: nenhum dos partidos da base do governo que integram o grupo se dignou em aceitar o PTdoG como liderança, ainda que com densidade eleitoral considerável.

Diificuldade

O grande adversário da frente que ungiu Vane como cabeça de chapa residia, para o observador, na insegurança em torno de sua existência como opção efetiva e na disputa de egos.

Mineiro

De certa forma Vane do Renascer trabalhou mineiramente, enquanto companheiros dispunham de mais exposição. Na diferença de estilos prevaleceu o acordo: quem melhor estivesse nas pesquisas eleitorais no imediato da campanha encabeçaria a majoritária.
Vane, trabalhando em silêncio, foi o ungido. Parece-nos de algum significado essa circunstância.
Tem a seu favor a estagnação ou queda dos concorrentes diretos. Que também carregam razoável rejeição.

Expectativa

O anúncio da candidatura de Vane gerou expectativa positiva. E começa a conquistar mais eleitores. Sentimos isso, percebendo em conversas espontâneas, sem qualquer provocação: há certa alegria naqueles que não pretendiam votar em Juçara e não votariam de forma nenhuma em Azevedo.
Até ontem, se a eleição fosse hoje, Azevedo derrotaria Juçara. Em outubro, Vane pode derrotar os dois.
Este o quadro do instante. As pesquisas confirmarão.

Reavaliando I

Circulam especulações de que Acácia Pinho estaria reavaliando sua posição em relação à frente, por não ter sido indicada vice na chapa encabeçada por Vane do Renascer. Queremos enxergar como especulações. Se uma pesquisa interna a tinha em segundo lugar não quer significar densidade eleitoral suficiente em relação a Wenceslau.
Apenas especulamos: fazer beicinho neste instante pode não contribuir para Vane-Wenceslau. Mas também não contribui para Acácia.
Até porque vice tem outras funções, para lembrar Aureliano Chaves.

Reavaliando II

Reavaliar nesse instante não deve sê-lo pelo imediato (2012), mas pelo mediato (2016, 2020 etc.). Atitudes imediatas, no entanto, podem frustrar o mediato.
Mesmo porque candidatura própria para o PDT em Itabuna é como a do PSDB: não se sustenta na realidade. E como vice de alguém somente contará com o PTdoB, de quem fugiu em 2008.

São João

Ano do centenário de Luiz Gonzaga, mês de festas que ele tanto ajudou a difundir. Dele, “São João do Carneirinho”.
E bom São João!

_________________
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Retalhos

Rima
Anunciada cavalgada da Polícia Montada do 15º Batalhão. Na Avenida do Cinquentenário, o palco itabunense. Onde a PM se apresenta em comemorações e protestos.

No particular da cavalgada da PM da PMB, como em vaqueiradas, mais que a comemoração, a avenida ficará marcada.

Ilusão
Ilude-se o candidato que imagina situar-se melhor no imaginário do eleitor diante da circunstância de integrar partido da base do Governo Federal. Alguns elevam aos píncaros a importância de ser do “partido de Lula e de Dilma”.

O eleitor há muito não se deixa embalar nessa “virtude”. Por uma razão elementar: sabe que, cá no andar de baixo – no município –, seja o prefeito adversário ou não da presidente, não deixará de ser alcançado pelas políticas sociais, que são universais, não partidárias.

Se não fosse assim Geraldo Simões teria sido reeleito em 2004.

Entrevista
Nos debruçamos sobre entrevista de Juçara ao Pimenta na Muqueca. Nenhuma palavra sobre a redefinição dos limites entre Ilhéus e Itabuna.

Talvez acompanhe o marido, Geraldo Simões, para quem tudo deve ficar como está.

Neste particular o casal se afina plenamente com a sociedade organizada itabunense.

Escândalo
Neste fim de semana denunciaremos uma outra “proeza” do Governo Jacques Wagner, que caminha para se tornar o gestor da mais demorada greve na Bahia.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fazendo história

Derrubando tabus
A História somente a reconhecemos quando a enxergamos no passado. É da sua essência e natureza: narração de fatos ocorridos. O tempo verbal sempre no particípio, nunca no gerúndio. Razão por que não percebemos os fatos acontecendo, fazendo história, enquanto somos atores e espectadores.

A Presidente Dilma Rousseff vai ocupando espaços em temas ingratos, recusados. Assim como, ao fazê-lo, estabelece enfrentamentos.

Não escrevemos a propósito de sua mensagem lançando o Brasil Carinhoso, um programa que objetiva acelerar o processo de redução (para alcançar a extinção) da miséria absoluta, priorizando as regiões Norte e Nordeste. Mas, pelos temas e personagens alcançados por algumas de suas atitudes recentes: bancos e banqueiros, meio-ambiente e desmatadores, tortura e militares.

Já o afirmou a Presidente: "Eu vou fazer o que tem que ser feito". Demonstra pretender cumprir o dito.

Está fazendo História.

domingo, 6 de maio de 2012

DE RODAPÉS E DE ACHADOS Em: 06 de maio de 2012

AdylsonQuando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.  

Adylson Machado

                                                                              

Um livro bomba

“Memórias de Uma Guerra Suja” (editora Topbooks) traz relatos/memórias do ex-delegado capixaba Antônio Cláudio Guerra aos jornalistas Marcelo Neto e Rogério Medeiros sobre crimes cometidos pela repressão política do regime instaurado a partir do golpe de 1964.
Presos políticos mlivroortos pela tortura tiveram os corpos incinerados em usina de Campos (dentre eles os de David Capistrano e Ana Rosa Kucinsky). Outros enterrados em locais escondidos justamente para permanecerem “desaparecidos”.
Dentre proezas da repressão o próprio ex-delegado confessa (não é ironia) que se disfarçou de padre para tentar assassinar Leonel Brizola utilizando-se de um revólver cubano, logo que retornou do exílio. A estratégia (padre assassino) tinha o objetivo de responsabilizar a Igreja Católica e vincular o “motivo” (arma cubana) a Fidel Castro, que andaria insatisfeito do Brizola.
A operação – que chegou a ser iniciada e não foi consumada porque Brizola não desceu de seu apartamento em Copacabana naquele meio-dia – estava sob o comando do coronel de Exército Freddie Perdigão (do SNI) e comandante Antônio Vieira (do Cenimar), que também viriam a planejar a “bomba” do Rio centro.

Senões

Dúvidas estão sendo levantadas, quando alguns afirmam que o ex-delegado nem mesmo seria conhecido dos relatórios dos defensores de direitos humanos.

No ventilador

Os coronéis Juarez de Deus Gomes da Silva e Brilhante Ulstra, acusados por Guerra de envolvimento na morte do delegado Sérgio Fleury dizem que o processarão. Para eles está “louco” ou “recebendo dinheiro” para afirmar o que afirma.
Parece-nos que pode haver farinha no ventilador. Assim que exumados os corpos dos “desaparecidos” e um exame de DNA comprove sua origem, a credibilidade das “memórias” do ex-delegado não serão tão memórias.

Solução

Que alguns até queiram admitir a validade da espúria Lei de Anistia, como o faz o STF – contrariando os Tratados Internacionais chancelados pelo Brasil – mas não podemos renunciar à possibilidade de conhecer a verdade.
A cada dia mais urge a instalação da Comissão da Verdade.

Regulamentação

Os motoristas de caminhões e ônibus, mais especificamente do “transporte de passageiros e de cargas”, têm a profissão regulamentada em lei (12.619/2012), a vigorar em 45 dias de sua publicação, ocorrida na quarta 2 
Dentre outros aspectos descanso de 30 minutos a cada 4 horas de trabalho.

Como dantes...

codigoO teatro para a aprovação do novo Código Florestal revelou que este país não mudou muito, a não ser nas aparências.
E que “Casa Grande & Senzala” de Gilberto Freyre precisa ser lido para compreendermos por que isso ocorre.

Afinados I

A presidente Dilma Rousseff é interpretada por Pedro do Coutto, articulista do Tribuna da Imprensa on line, na quarta 2, como isolada na atuação de fazer a limpeza aproveitando-se da CPI do Cachoeira, Delta e penduricalhos.
Não interessa à presidenta da República a absolvição a quem quer que seja. Nada disso. Quanto mais rigor houver, na CPI Demóstenes-Cachoeira e Supremo Tribunal Federal, melhor.
Dilma, em ambos os casos, livra-se dos aliados incômodos, dos falsos amigos, os quais sempre terminam levando os que ocupam o poder a situações constrangedoras”. (in Dilma usa Delta e Mensalão para se livrar de falsos aliados).
A análise do articulista parte da circunstância de haver a Presidente mandado “colocar na internet todos os contratos da Delta Construções com o governo federal”, contrariando o que “supunham figuras do próprio PT”.
Como muitos, Coutto vê nas atitudes da Presidente Dilma uma ruptura com Lula. Pensamos de modo inteiramente inverso. Há inteira afinação e troca de conversas e opiniões com o ex-presidente. Essa nossa posição se sustenta em texto já escrito – “Lula retornando”, no http://adylsonmachado.blogspot.com/ de 3 de abril último.

Afinados II

A Presidente não rompe politicamente com ninguém. Aproveita a oportunidade, que Lula não teve, inclusive para enfrentar o sistema econômico que nos domina há décadas. Um modelo agiota, ensaiado em 1964 e consolidado, a partir de 1994, com FHC e mantido com Lula, pelas circunstâncias políticas.
O sistema faturou bilhões durante décadas à custa do emprego e da produção, do consumidor e da indústria, do comércio e dos cofres públicos. E negou oportunidade a qualquer projeto nacionalista.
Se não barrada, a Presidente Dilma deu o primeiro passo para uma arrancada econômica sólida, amparada no pressuposto de que temos tudo para desenvolver um Brasil progressista e forte.

Dilma e os bancos

A arma para sustentar a iniciativa se chama bancos públicos sob controle do governo. A lição está aí: enquanto FHC queria vender o BB e a CEF Dilma deles se utilizou para levar os grandes bancos à queda dos juros.
Eis a diferença.

Impressiona

Em nosso “Rastilhos da Razão Comentada”, de quinta 3, em http://adylsonmachado.blogspot.com/, escrevemos que nos impressiona a coragem da presidente Dilma ao enfrentar o todo poderoso sistema financeiro. Nas entrelinhas jogou a população contra os bancos privados, contrariando a máxima de que “a saudável concorrência”, do “isento mercado”, deve continuar a controlar o sistema que ele criou. Para eles, por que tirar a raposa do galinheiro quando tudo deu sempre certo para a raposa?
E lembramos que na história do presidencialismo o último a enfrentar o sistema financeiro fora Prudente de Morais, quando desafiou os credores externos. No século XIX.
A intervenção do Governo vem ocorrendo desde a assunção de Tombini e de quando este reduziu a influência do sistema bancário privado na fixação da SELIC.

Mensagem subliminar

E excelente o recado para os que querem paralisar o governo ameaçando-o com os desdobramentos da CPI do Cachoeira: “Vamos continuar buscando meios de baixar impostos, de combater os malfeitos e os malfeitores. E cada vez mais estimular as coisas bem feitas e as pessoas honestas de nosso país”.

Divisor de águas

Não há exagero em afirmar que a Presidente Dilma lançou o seu alae jacta est na mensagem de 1º de maio. Definiu o trabalhador como construtor da nação. No plano da economia a força de trabalho, e não o capital especulativo. Avançou contra os dogmas de mercado. Deu rumos ao seu governo. Estabeleceu a prioridade.
A sorte está lançada. Temos que o trabalhador a entende.

Se mexer...

bessinhaEnquanto a imprensa se mostra preocupada em defender a elite política que a apoia os tentáculos de Cachoeira vão alcançando de forma mais profunda o PSDB. O tucanato vai-se enterrando de cabeça naquela barrica onde o delegado, personagem de Mário Palmério em “Chapadão do Bugre”, arrancava confissões.

Tiro no pé

A arma utilizada era vincular a Delta ao PT e ao PMDB. Aí aparecem contratações bilionárias do governo paulista, desde tempos de Serra. Assim como possíveis ligações com o Paraná de Beto Richa. Alagoas, de Vilela. E não se fale em Goiás, pátria amada e idolatrada e de onde se irradia a pilantragem que está vindo à tona.
A sujeira hoje atribuída com exclusividade ao PT pela grande imprensa (o PiG de PHA) tem um DNA recente no PSDB. Aquele mesmo PSDB do “mensalão” mineiro com Marcos Valério que o PT se utilizou. Tudo começando com Sérgio Motta, o tesoureiro arrecadador.

Escondendo

No noticiário que decorre da CPI do Cachoeira tudo tem sido divulgado, desde que envolva políticos e governos.
De fora, protegida por uma carapaça, não sabemos até quando, a participação da revista Veja.

Escola pública domina premiação

Todos os vencedores, nove, do Concurso de redação Camélia da Liberdade, discorrendo sobre o tema “Luíza Mahin: Uma Rainha Africana no Brasil” são de escolas públicas ou de pré-vestibulares sociais. (da Agência Brasil para o Correio Brasiliense).

GS x Miralva

Geraldo Simões, por mais que evitemos, não deixa o noticiário. Dele teria partido a “recomendação” de abertura de sindicância na Direc-7 para apurar possíveis irregularidades “atribuídas a ex-gestora Miralva Moitinho”.
Aguarde-se chumbo grosso.

Dois lados

Caso venha a se confirmar que GS “recomendou” a instauração de sindicância para apurar irregularidades “atribuídas” a Miralva Moitinho teremos mais uma vez o lado perseguidor de Geraldo. Não o que o norteou no passado, o republicano ou o da transparência.
Dizemos isso porque GS não tem sido tão interessado em ver apurados desmandos, uma vez que assume a defesa de corrupção praticada por seu indicado Aldo Bastos no CCAF.
O detalhe para justificar a dúbia postura reside no fato de que Aldo exerce como poucos a gloriosa função de “amarrador de cadarços” enquanto Miralva reagiu quando alcançada pelos blocos do “eu sozinho” do PTdoG.

O que está por trás

Geraldo Simões quer afastar Miralva da direção do PT local. Como foi ele que defendeu o seu nome para a Executiva tira uma de bonzinho. 

Cheiro

Os manuais de Direito Administrativo têm a sindicância como instrumento para levantar autoria ou indícios de autoria e de materialidade de ilícitos para constituir prova material para procedimento administrativo disciplinar (inquérito) ou judicial. No entanto, o teor da Portaria 4.518/2012, de 04.05.2012, de logo estabelece a autoria e certamente fica a dedução de que busca apenas a materialidade.
A coisa cheira a política. Inteiramente dispensável a expressão “...apurar irregularidades ocorridas na Diretoria Regional de Educação – DIREC-7, atribuídas a ex-diretora Miralva Moitinho Sousa...”. (A não ser enxovalhar a reputação da sindicanda antes mesmo que ocorra a conclusão dos trabalhos).
Redação menos política determinaria a apuração, os possíveis fatos (irregularidades em quê?), órgão e o período a que se limitaria a apuração (ano tal, biênio tal etc.).

Do “L’ état c’ est moi”...

Se tivéssemos que nos preocupar já teríamos enveredado para a autoimolação. O fundamentalismo petista sob o condão de Geraldo Simões e seu PTdoG está levando ao paradoxo da defesa da democracia desde que seja a minha. O pensamento único desenvolvido por GS sob a metalinguagem do possessivo faz com que seus seguidores não admitam a menor crítica ao método, tornado dogma de fé. O que o oráculo GS diz é lei, é definição e definitivo. Insuscetível de questionamento. Coisa de um deus olímpico e seu mantra: eu e o meu.
Até quando levantamos a discussão do risco posto a fomentar a tragédia itabunense com a continuidade dos desmandos e descasos que vão alimentando uma cultura peculiar para a administração local, em todos os níveis institucionais, não atendemos à doutrina dos seguidores do PTdoG.

...à “La verité cett’ est moi”

É que a tragédia não está na derrota de Juçara, caso ocorra, mas na vitória do sistema vigente e sua continuidade. A ruptura deste sistema vem sendo retardada pelas imprecações de Geraldo Simões ao impor a sua vontade individual como vontade fora de uma comunidade. Não admite que outros ou outros meios sejam o caminho da ruptura. Como onipotente decidiu que só ele é o meio. Fora dele não há salvação. Tornou-se uma paródia do “L’état c’est moi”, de Luiz XIV, com a “La verité cett’est moi”, dita pelo napoleônico grapiúna GS.”
E os que enxergamos a tragédia em continuidade, sabendo-a pautada no dogma do PTdoG, ainda que lutemos para reverter o andar da carruagem nos defrontamos com zumbis de GS reproduzindo o mantra de que só ele é a salvação.

A Ceplac d.M.

Assusta-nos o salto que representará para a Ceplac a sua participação na Conferência Mundial do Meio Ambiente Rio + 20, da ONU, em junho, no Rio de Janeiro. A proposta ceplaqueana já repercute em jornais do Sudeste.
As coisas na Ceplac em tempos mais pretéritos muito foram marcadas pela defesa de interesses de grupos. A nova atuação certamente se constituirá numa ruptura. Porque valoriza o seu quadro científico, sem dispensar contribuições de terceiros – desde que atendam ao interesse da sociedade regional, e não os “privilegiados” tradicionais.
É a Ceplac depois de Maynart. Não custa esperar os desdobramentos. Afinal, os interesses podem não ser os mesmos, mas que los hay hay.
Fica a esperança de que a sociedade contribua para que o atual superintendente não se torne Dom Quixote... ou defunto, se voltarmos à práticas de antanho.

Desdobramentos

A tardia solução do Supremo Tribunal Federal para o conflito que envolvia a reserva Paraguaçu-Caramuru, anulando títulos de propriedade concedidos pelo Governo da Bahia em área indígena, pela forma como foi alcançada, despertará desdobramentos.
Em que pese a realidade distinta (não há títulos concedidos em discussão) a forma de luta que fez precipitar a decisão pode desencadear um movimento de invasões em áreas pretendidas pelos tupinambás de Olivença.
Intranquilidade à vista.

Excelente I

Repercutiu a disponibilização neste espaço do sítio http://www.excelencias.org.br/ como instrumento para qualquer cidadão conferir a vida patrimonial e judicial de políticos do Poder Legislativo. A de Geraldo Simões foi o primeiro destaque, natural, pela evidência que representa no universo local.
Mas todo e qualquer político com mandato legislativo tem seus dados disponibilizados.

Excelente II

Também repercutiu o http://www.portaldatransparencia.gov.br/ para os convênios celebrados entre o Governo Federal e entidades sediadas em Itabuna. Desde o Município até instituições outras.

FICC fiasco

Ainda vai render aquela anunciada abertura do antigo Cine Itabuna, que seria o Cine Teatro Jorge Amado. Que ficou só no release quando Azevedo disse nada saber do projeto, tampouco a Prefeitura teria como assumi-lo.
Tem coisa mal contada ou contada pela metade.

Ceren Baran


Encantador o trabalho da turca Ceren Baran, em “Walk Dance”, do servo-croata Miroslav Tadic. Nos veio a lembrança “Blue Rondo A La Turk”, de Dave Brubeck, em muitas frases da execução.
A pesquisa nos levou a saber que Tadic (que tem acento agudo no c) completou sua formação musical nos Estados Unidos. Bebeu Brubeck, com certeza.
Vejamos uma e outra.


Cantinho do ABC da Noite

cabocoObservação alencarina a partir do balcão do ABC da Noite, definindo o cliente rarefeito no ambiente, que acaba de entrar:
– Paletó de maçonaria. Só circula na rua em dia enterro de maçom.

_________________
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum