Mostrando postagens com marcador SBT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SBT. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Perdendo

O senso
Não podemos levar a sério o editorialismo de algumas redes de televisão. O jornalístico SBT Brasil, por exemplo, em sua última manifestação nesta quarta 11, misturou alhos com bugalhos quando iniciou seu editorial em torno da liberação da comercialização da maconha no Uruguai, durante 1,30min.

Começou tecendo comentários aos danos causados pela droga à saúde. Depois do anunciado caos que se instalará, confundiu a fala de José Mujica, afirmando que o presidente dissera não ter como implantar a lei aprovada (o presidente expressara ter dificuldade para implantar) e, não satisfeito, enveredou por ilações em torno da falência do Estado com a seguinte pérola:

“Nós estamos assistindo nessa primeira quadra do século o total esfacelamento do Estado. Ele abandona a Saúde nas mãos da medicina privada, a Educação para as escolas particulares, entrega as estradas para as concessionárias, o pré-sal para as grandes companhias, vende até o fundo do mar e vai plantar maconha. E agora desiste da luta. Faz do ser humano objeto de uma experiência. Isso nunca aconteceu. A experiência do ser humano sempre foi a História... só a História”.

Ficamos sabendo então que o Uruguai tem pré-sal, privatizou a saúde e a educação, entrega estradas para as concessionárias etc.

Como tal mais acontece no Brasil e não no Uruguai somos induzidos à conclusão de que o país descoberto por Cabral não só “vende até o fundo do mar” como “vai plantar maconha”.

É manipulação e desfaçatez absolutas, falta de compromisso com a informação e claro propósito de confundir o imaginário do telespectador diante do que acontece em sua terra.

Não há de se dizer que dito jornalismo(?) está perdendo totalmente o senso. Perde, naturalmente, a oportunidade de contribuir para a História.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

STF

No limiar de um golpe
Todos os olhos se voltam para a reabertura dos trabalhos do Supremo Tribunal Federal na retomada do julgamento dos embargos de declaração na AP 470, nesta quarta-feira. Olhos voltados não para o plenário da Corte, mas para o estrado que assenta a Mesa, onde no centro o ministro Joaquim Barbosa, atual presidente.

Não se aguarda uma retratação - como exigida pelo ministro Ricardo Lewandowski depois de lhe ser insinuado por Barbosa de que fazia 'chicana' com julgamento com vistas apenas a retardá-lo - mas os desdobramento da incontinência verbal do ministro presidente, que já incomoda muitos dos pares.

Por sua assessoria Joaquim Barbosa já mandou dizer que não se retratará. E mais disse, de forma velada, segundo um assessor: vai engrossar se houver novos questionamentos.

Inconcebível, no universo do Direito, que o debate e o confronto de teses e ideias não possam ocorrer. O que ainda está ocorrendo, em sede de embargos de declaração, são pedidos de suprimento de omissões diante do que existe nos autos e não foram contemplados nos acórdãos, o que implica até mesmo em trazer a público as criminosas omissões do relator em afastar do julgamento a apreciação em torno de provas que poderiam inocentar ou aliviar penas dos condenados.

Afastar tal possibilidade é negar vigência à própria  Constituição, que assegura ser o Brasil um Estado Democrático de Direito.

Assim, a ameaça velada do ministro Joaquim Barbosa, na cátedra de Presidente do STF, de engrossar diante de novos questionamentos pode ser entendido simplesmente como típico golpe manu militari na instituição.

Resta saber como se comportarão os demais ministros. 

Masoquismo
Entendemo-nos masoquista quando acompanhamos o noticiário televisivo - que em nada contribui para uma visão isenta dos fatos - e manuseamos o controle de canal em canal vendo e ouvindo singulares comentaristas.

Como ontem, no Jornal do SBT, onde o singular José Nêumane Pinto "Direto ao Assunto" sugeriu, como contraponto à grosseria do ministro Joaquim Barbosa que levou ao encerramento da sessão, que o ministro Ricardo Lewandowski se retratasse e pedisse desculpas ao povo pelo que faz ao apreciar os embargos de declaração.

Para o indigitado, as manifestações de Lewandowski são longas, desnecessárias. (Esquece das gongóricas erudições de Gilmar Mendes e assemelhados). 

Só não nominamos o ilustre comentarista de toupeira em respeito ao reino animal dito irracional.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Consumado

Nada no escuro
Para que todos não sejam encontrados no mesmo barco furado, fazendo água por todos os cantos, aguarda-se a instalação de uma nova CPI no Congresso Brasileiro.

No entanto, a inevitabilidade da instalação da CPI denominada “de Cachoeira” nos permite observar as reações da grande mídia e os rumos que oferta à construção da opinião pública.

As atenções a ela debruçadas diferem, inteiramente, das que também merece aquela outra, da Privataria (amparada no livro de Amaury Júnior e que tem José Serra e o governo de FHC envolvidos até as entranhas), também requerida.

Uma análise das reações remete à conclusão de que há certa má vontade da grande imprensa com a instalação desta CPI especificamente. Querem estourá-la no nascedouro. Estranho, muito estranho!

Razões
Temos que o perigo desta CPI não está naquilo que de imediato ela apresenta – apurar as relações entre o bicheiro, políticos e governos – mas num tentáculo escondido: a imprensa, no imediato representada pela revista Veja, que trará, de roldão, a Época, IstoÉ, jornalões.

Não porque haja alguma coisa contra a imprensa em si mesma por ser imprensa, mas pelo fato de algumas de suas expressões utilizarem-se de métodos criminosos para obter reportagens e mesmo tentar derrubar governos. Sem falar nos escabrosos casos de chantagem.

Como fazer
No jogo da “desinformação” (misturar “mensalão”, que está sendo julgado pelo STF, com uma CPI que ainda nem iniciou os trabalhos) há uma sólida manipulação de que a sua instalação, que pode ocorrer nesta quinta 19, tem o condão de “encobrir” o julgamento do caixa 2, que denominam de “mensalão”.

Tratam de misturar alhos com bugalhos para desviar intencionalmente as atenções. Para isso vinculam a instalação da CPI de Cachoeira a interesses do PT.

Chegam até mesmo ao desplante de afirmar, como o fez José Nêumane Pinto no Jornal do SBT desta quarta 18, de que a dita cuja é uma vingança pessoal de Lula contra Marcondes Perillo.

Parece que lutam bravamente contra a instalação da CPI. Tem coisa!

Por isso insistimos: tem coisa muito além dos jardins de Brasília, que alcançarão certamente os jardins de empresas de comunicação nos arredores daquele universo da Paulista.

Que lutarão para não revelar as fontes de suas matérias bombásticas, às vezes não provadas.

Mas que causam um estrago terrível. Como desejado por elas!

Esse o temor! De que sejam descobertas tão sujas como os "sujos" que denunciam.