quarta-feira, 15 de julho de 2015

Estranho

Comportamento
Não há resposta outra que não a ironia, como manifesta corriqueiramente o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim, de que somente morto poderá ser citado um tucano dentre as várias irregularidades cometidas por políticos nesta terra de São Saruê. A verve de Amorim vai encontrando razões em estranhas posturas de Delegados da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário. Mormente quando se trata do juiz Sérgio Moro e sua singular condução para a Lava Jato.

Vazamento, por exemplo, da “vara de Guantânamo” – como ironiza PHA, diante do método de prender e manter preso até que se oferte o indigitado à delação premiada – nunca encontra alguém do PSDB. A não ser ‘morto’, como o caso do senador Sérgio Guerra e aqueles 10 milhões recebidos para travar uma CPI, como originado em depoimentos na Lava Jato.

Lá já foram citados vários integrantes da oposição, inclusive o seu ‘lider’ varonil, o senador Aécio Neves, destacado por Alberto Yousseff como beneficiário de transferências mensais realizadas através de Janene que giravam entre 100 e 120 mil dólares mensais desviados de Furnas.

Uma provocação petista aqui – muitos dirão que é ‘petista’ – do presidente do PT da Paraíba, alerta a Procuradoria-Geral da República para que dê seguimento ao inquérito que apura desvio de recursos e lavagem de dinheiro na campanha do senador Cássio Cunha Lima (aquele que queria acabar com o Mais Médicos) na campanha eleitoral de 2006, incluindo compra de votos.

O que nos chama a atenção é o seguinte:O processo, parado há mais de dois anos, é investigado pelo juiz Sérgio Moro, o mesmo responsável pela Operação Lava Jato. O caso conhecido como 'Escândalo do Dinheiro Voador' ou Caso Concord ganhou repercussão após uma operação de fiscais da Justiça Eleitoral da Paraíba e da Polícia Federal terem provocado uma chuva de dinheiro em João Pessoa.

Não se cobre de Moro. Afinal, sua preocupação é com o PT,

Mas o que Moro não evita: um cheiro estranho no ar! 


terça-feira, 14 de julho de 2015

Verdade

E espetáculo
Cabe estar no imaginário – ainda que sejamos uma sociedade de memória curta – o indiciamento de Luiz Gushiken dentre os 40 do denominado ‘mensalão’ petista (ainda que caixa 2), tornado mensalão para convir aos interesses espúrios que levaram à condenação de muitos com base em ilações e abstrações amparadas mais na pressão midiática que na prova dos autos, tanto que alguns condenados o foram sob o condão da teoria do “domínio do fato” diante da ausência de provas.

No caso de Gushiken, instaurado o procedimento no STF, a própria acusação, em plenário, pediu a retirada do nome de ‘acusado’, por não haver encontrado nenhuma prova contra ele. A dignidade da vítima exigiu que fosse julgada e absolvida. O que ocorreu.

Em Itabuna há um caso semelhante – por sinal envolvendo petista – lá se vão quase 30 anos. O tesoureiro José Pimentel, da primeira gestão de Geraldo Simões, foi preso em decorrência de uma bem urdida trama, onde  o prefeito (que sucedeu a Geraldo), Fernando Gomes, se aliou a um delegado e a uma magistrada. A magistrada se deixou convencer pelos argumentos da turba e decretou prisões preventivas a torto e a direito, naquele julho de 1997.

Deste caso registre-se que o jornalista Manuel Leal foi assassinado, em janeiro de 1998, muito provavelmente em decorrência da denúncia de que o delegado recebia dinheiro da Prefeitura, demonstrando-o com cópia de um cheque no valor de R$ 4.500,00 emitido pela Prefeitura e que apareceu em processo de pagamento do município como ajuda de custo da ‘viúva’ ao carente delegado.

Registre-se que a espetacularização norteou aquele procedimento. O delegado instalado em sala da prefeitura municipal comandava a cena e agitava o noticiário vazando para a imprensa o que lhe convinha e ao prefeito. Até que a denúncia de Manuel Leal estampada na primeira página do A Região começou a mostrar o que estava realmente em evidência: política contra o gestor e o partido que antecederam a gestão que fazia da caça às bruxas um palanque eleitoral.

O JornalGGN divulgou nesta segunda a refutação da defesa de Vaccari Neto em relação aos motivos que o fazem permanecer preso, custodiado por força de decreto de prisão preventiva, expedido pelo juiz Sérgio Moro.

Não nos cabe aqui aprofundar a moralidade das justificativas apresentadas pela defesa de Vaccari. Uma leitura em torno delas aqui (documentadas) mostram muito de verossimilhança. Mas – dirão muitos – é a voz da defesa. A elas – ainda que cauteloso – nos filiamos. A cautela reside no fato de que provas da acusação refutadas e provadas não foram acatadas por quem comanda o espetáculo.

Razão por que fica-nos a lembrança de José Pimentel e Luiz Gushiken.

Inocentados depois de massacrados. Vítimas do espetáculo como verdade.


domingo, 12 de julho de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Francisco, o papa
Há muito a Igreja não discutia as relações sócio-político-culturais-econômicas como o faz Francisco, o papa.

Francisco, o líder
Há muito a Igreja não assume posições concretas em defesa dos menos favorecidos como o faz Francisco, o líder.

Ainda o Papa
Não será tão cedo que a elite latino-americana – representada por áulicos da imprensa a que servem – compreenderá o papa Francisco.

Continuarão interpretando-o... às avessas.



Uma verdade escondida
Não dimensionamos, ainda, o espírito da coisa que norteia a pretensão editorial. Mas, não deixa de ser louvável a veiculação do documentário “A Guerra do Paraguai – a nossa grande guerra”, no History Brasil, neste sábado.

Para quem pretenda aprofundar-se no assunto recomendamos a leitura de “Genocídio Americano: A Guerra do Paraguai", de Julio Chiavenatto.

O papa Francisco disse, no Paraguai, com todas as letras: "A guerra do Paraguai foi uma guerra injusta".


Roto e esfarrapado
Aécio Neves – autoproclamado reeleito presidente da República na convenção do PSDB – assume-se líder da oposição 'ao Brasil' e ataca o Governo e PT como antro de negociatas e irregularidades.

Ninguém bota a mão no fogo por ninguém – diante do risco de ficar maneta, para não destoar da sabedoria de Tormeza. Apenas cabe exigir-se prova.

No entanto, para Aécio Neves, que muito tem a explicar, não se configura o paladino que pretende parecer. E não precisamos falar das delações de Yousseff citando-o como beneficiário de 100/120 mil dólares mensais oriundos de Furnas através de Janene ou de proezas como os aeroportos de Cláudio e Montezuma.

Pode ser compreendido melhor a partir do “dize-me com quem andas e te direi quem és”. Como lembra o Bessinha.


Entre a angústia e o desespero
A sede com que Aécio Neves busca o poço golpista deixa a entrever uma distinta conclusão: por que não espera o desastre da economia – como anuncia a oposição – que tenderia a se agravar e, por si só, destruir o Governo?

É que algo não está conforme o figurino. O anunciado em jornais e discursos políticos da oposição não está encontrando a resposta ou convencimento no homem comum.

Dados mostram que a contra-petismo encontra apoio em quem votou no PT e se desiludiu com as medidas de ajuste levadas a termo por Dilma Rousseff.

No entanto, quando comparada a insatisfação com a realidade de cada um, no preciso instante de uma definição, a comparação entre um tempo recente e outro mais pretérito definirá pelo atual quadro.

Aí a angústia e desespero de Aécio.

Moralmente suspeita
Caminha para completar 1 ano a Operação Lava Jato e seus desdobramentos. Afastados os resultados que são traduzidos em campanha político-partidário-leitoral-golpista e busquemos a limpidez jurídico-processual de todo o anunciado até agora só dispomos de um processo praticamente sustentado em delações premiadas. Ou seja, testemunha mesmo até esse instante, quase nada.

Considerando que delações premiadas têm origem em criminosos que buscam amenizar a condenação, a dúvida fica em relação à condenação dos delatados.
O mundo jurídico não vê possibilidade de ser considerada prova a delação em si.

Não à toa, o ministro Celso de Mello ironizou a partir do estranho fato de que nunca viu tantas delações premiadas num só processo. Implícito, para o ministro, que só há criminosos confessos buscando escapar de condenação certa.

Quando ainda estudante de Direito muito ouvimos de que a ‘prova testemunhal’ era a prostituta das provas. Que dizer da testemunha delação-premiada, criminoso confesso em busca de redução da redução da pena?

Gilmar Mendes
O ilustre ministro e porta-voz da oposição no STF prometera em entrevista que liberaria seu voto – que trava a decisão conclusiva, já derrotada por 6 x 1, sobre financiamento privado de campanhas eleitorais – e julho já caminha por findar e nada.

É que Sua Excelência trabalha muito. Aproveita o recesso para acelerar processo contra Dilma Rousseff no TSE.

Mas é que não pode deixar de cumprir seu papel político-partidário, ainda que descumpra suas obrigações institucionais para com o STF.

Sem respostas
O país ferve na fogueira da Inquisição urdida por quem perdeu a eleição.

Tudo se sabe. Só não se sabe de quem é a cocaína flagrada pela PF no helicóptero dos Perrella e de quem o jatinho de Eduardo Campos.


Traidor da pátria
A derrota do senador José Serra – que esperamos não seja a primeira em relação ao pré-sal – pode levá-lo a liquidar suas pretensões presidenciais. Se o PSDB e quejandos já são mal afamados como entreguistas, descomprometidos com o povo e o país, a iniciativa açodada de Serra torna-o o representante mor deste entreguismo.

A derrubada do pedido de urgência – para levar à discussão mais ampla o projeto de Serra – escancarará sua missão antipatriótica e o deixará (certamente os ‘companheiros’ o deixarão ao largo) como o símbolo do entreguismo.

Ficará na história como o traidor do Brasil e do povo brasileiro.

Método I
O presente rodapé é dirigido, tecnicamente, aos advogados. Especialmente os criminalistas. 

A postura do juiz Moro  demonstra-o a realidade exposta no vídeo  é de flagrante desrespeito ao princípio constitucional da mais ampla defesa, ainda que esteja a afirmar que tudo faz conforme a lei.

A lei dele, naturalmente.



Método II
A propósito do método  em desdobramentos outros  aproveitamos de Jânio de Freitas, disponibilizado aqui para mostrar o quão cheia de imbroglio está a Lava Jato e suas consequências judiciais.

"A fonte e a espécie de dinheiro que favoreceram a campanha de Dilma foram as mesmas, no dizer do delator premiado, que favoreceram as campanhas de Aécio Neves à Presidência e de Aloysio Nunes Ferreira ao Senado. Na perturbação das ideias, Aécio e suas forças imitam os militares americanos, craques no que chamam, para abrandar ao menos nas palavras, de “fogo amigo”.

No caso de Aécio e do PSDB, porém, o fogo é ainda mais consequente: é fogo suicida. Aécio Neves não se deu conta de que, se Dilma perdesse o mandato por consequência da afirmação de Ricardo Pessoa, no mesmo dia poderia dar entrada em um pedido de cassação dos mandatos dos senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes Ferreira, para obter a sentença de efeitos judiciais idênticos em fatos iguais.

Também na política, e sobretudo na democracia, não se deve brincar com fogo.

A CPI da Petrobras faz o mesmo. Criada com o fim óbvio de gerar embaraços para Dilma, para o governo e para a empresa, a CPI vai ouvir o ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, sobre uma escuta ilegal dentro da Polícia Federal em Curitiba. Ocorre que o grampo na cela de Alberto Youssef, ainda no início da Lava Jato, foi posto e já confessado por agentes da polícia. Sob ordem, disseram, do principal delegado que integra o grupo da Lava Jato.

A PF está mal nessa história. Mas não está sozinha, nem na pior situação. Há notícia de que foram identificados sinais do uso, em inquirições, de falas captadas pelo grampo. Se a escuta ilegal já era um procedimento inadmissível, o seu uso em interrogatório compromete o inquérito. E refuta as acusações dos procuradores aos advogados que apontam práticas ilícitas na Lava Jato.

A CPI de apoio à Lava Jato resulta em puro fogo amigo."


CNBB
A sociedade vai aos poucos destacando as 'politizações' várias. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB manifestou posição contra 'politização do Judiciário' e sua "atuação seletiva' etc. aqui

Tudo, menos a serviço do país
Quando o golpe militar de 1964 triunfou – por ausência de resistência – proliferaram nos mais distantes rincões presenças estadunidenses como observadores ou estudiosos em diferentes áreas de conhecimento, mormente Geologia. Integravam-se às comunidades e sempre – sozinhos – descambavam pelo interior ‘pesquisando’.

Em relato de Carl Bernstein – lembrado por Mauro Santayana em seu blog aqui – demonstrada ficou a atuação do governo estadunidense e suas agências na construção da ‘ideologia’ da subserviência alheia a serviços dos EUA. Alguns recebendo recursos oficiais para defender ‘ideias’.

A atuação contemporânea passa pela ciência econômica. Onde construídos e publicados como dogma de fé os pensamentos que atendem ao mercado.

Neste país – nos dois instantes – nunca faltou quem a eles servisse com denodada subserviência. E não falta ‘oferecido’.

Atualmente nem precisa de dinheiro. Basta um visto para a Disney.

Esse papa Francisco!



A propósito, parte do artigo de Ricardo Melo, na Folha:

"Ao mesmo tempo, o sistema social ao qual o Vaticano rende homenagem secular exibe repetidos sinais de esgotamento. A perversidade de crises econômicas seguidas, a voracidade do capital financeiro, o sacrifício imposto a povos inteiros em favor de rendimentos parasitários soterram a reputação de ideais lastreados na resignação à espera de uma eternidade próspera.

São mazelas renovadas a cada dia. O cerco da banca internacional à Grécia e o receituário imperativo de austeridade econômica não deixam mentir; junto a isso, a alternativa militar contra migrantes vítimas da fome e da opressão na África compõem um cenário do retrocesso civilizatório em curso.

A cúpula da Igreja Católica conhece o ofício. Num período como esse, nada melhor que alguém com a biografia do papa Francisco e sua imagem despojada (embora motivo de polêmica na Argentina). “Quando o capital se converte em ídolo, arruína a sociedade, destrói a fraternidade, povos enfrentam povos.” Foi mais longe ainda em seu discurso na Bolívia: “Ações de concentração monopolista dos meios de comunicação social, que pretendem impor pautas alienantes de consumo e uniformidade cultural, são uma forma de novo colonialismo, de colonialismo ideológico”.

No Brasil de hoje, se dependesse da oposição, o pontífice provavelmente estaria sujeito a um processo de impeachment ou coisa parecida. Isso se alguém não pedisse a recontagem dos votos dos cardeais que o elegeram.

Inútil esperar de Roma qualquer solução terrena. Religiões não existem para tanto; quando muito, atuam como paliativos. O importante na fala do papa Francisco é o diagnóstico cortante. Nem precisa ser bom entendedor."


Há vida
Enquanto dizem existir música por aí, onde proliferam cacofonias pessimamente melodizadas, tudo com respaldo da valorosa contribuição de programas de rádio e televisão, podemos afirmar que ainda há vida inteligente neste país.

Que o diga o leitor ouvindo o vídeo abaixo, acústico caseiro mostrando uma geração comprometida com qualidade da música brasileira.

domingo, 5 de julho de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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A Grécia resiste
Nesta maratona não sabemos até onde.

Brasil x Estados Unidos
As falas brasileiras durante a visita aos Estados Unidos – inclusive da presidente Dilma Rousseff – demandam interpretação que vá além da picuinha que norteia a ‘interpretação’ da imprensa nativa. Esta – sabemos – mais se preocupa com sua função de partido político aliado da oposição e há muito esqueceu o jornalismo que lhe cabe como função.

Por lá – entre quejandos outros – até o mercado foi elogiado. Sinal de que discurso há para atender aos interesses de lá.

Um sinal mais singular para o observador está na conversa privada entre a Presidente e o megaempresário Murdoch – que hoje enfrenta a Globo no universo das transmissões esportivas, inclusive Olimpíadas. Neste particular, considerando a incompetência do Governo petista em ocupar espaço na televisão – sucumbido à editoria comandada pela Globo – estaria buscando intervenção privado-midiática em nível internacional para repercutir aqui ou mesmo ampliar os espaços de Murdoch em território pátrio, especialmente através das novas tecnologias.

Os elogios do Citi não deixam dúvida de que o mercado (leia-se financeiro e especulador) gostou do que ouviu.

De nossa parte mais compreendemos a visita de Dilma aos Estados Unidos como uma genuflexão até há pouco evitada.

Afinal, falar em acordo comercial amplo nos lembra a ALCA (enterrado por Lula em 2003), assim como a ‘fé’ no mercado (a ponto de receber elogios até de William Rhodes) mais atende à banca da especulação.

A fala – para o nível da plateia – não cometeu deslize.



Pedagogia
O Brasil – caso expressado em razão de alguns de seus ‘pensadores’ – torna-se um país sui generis: edição de leis como solução para problemas crônicos. Mais que isso: alguns até imaginam que prender contenha uma dimensão pedagógica.

Nada tão estúpido. Se punição fosse solução nunca haveria homicídio – especialmente onde punido com a pena de morte – tampouco corrupção e quejandos.

A China é exaltada por punir com pena de morte quem for pego corrompendo. Mais exaltada porque ainda cobra a bala do tiro fatal da família do executado. Nem assim deixa de lá haver corrupção.

E somos o país em avançada experiência de fazer justiça (com letra minúscula mesmo!): caminhamos para ter a imprensa como última voz em julgamento. 

Desde que tenha petista envolvido.

Essa pedagogia nem o ministro Marco Aurélio ainda a compreendeu.

Até que...
A PF investiga a Globo.

Até ser convidada para entrevista no Jornal Nacional. Nesse caso metendo o pau em Lula e PT.

Escuta
A turma do ‘fala que eu te escuto’ ficou escancarada com a denúncia de um agente da Polícia Federal perante a CPI da Petrobras de que instalara, a pedido dos superiores, escuta ilegal em cela de presos no Paraná. O abuso já fora objeto de matéria na Veja. Cheira a fato corriqueiro.

Poderia – colocamos no condicional – invalidar toda a apuração decorrente da Lava Jato. 

Tal dificilmente ocorrerá. Não faltará aparecer uma autorização judicial para validá-la. De Moro, naturalmente.

A (in)coerência
Deixai vir a mim os pequeninos  lecionou Cristo. Com todas as letras, cuidar deles porque quem não for como eles não alcançará o reino dos Céus. 

Por aqui abandonamos a infância e a tornamos igual àqueles que deveriam ser como ela e não o são. 

Enquanto o parlamento se enche de cristãos Cristo só é lembrado em oração. 

E assim, a Câmara hoje reza. Para lançar a infância não amparada na cadeia.



ONU discorda
A pretensão à redução da maioridade penal é um retrocesso. Diz a ONU.

Mas quem é a ONU e seus organismos diante de deus Eduardo Cunha?

"A turba quer sangue"
Do ministro Marco Aurélio aqui

"Aí, muitos daqueles que defendem a alteração da maioridade estão mais é jogando para a plateia, para a turba. E a turba quer sangue."

Crise na informação
O Valor publicou que os parlamentares do PT estão receosos de que Lula volte a fazer críticas duras à atuação da bancada diante da crise, o que pode agravar ainda mais a situação. Mas também há a expectativa de que um acerto de contas seja feito, pois Lula, já na semana passada, transmitiu, via Rui Falcão, um 'mea culpa' em relação às falas de que o PT só pensa em cargo e precisa se reinventar”.

Leitura do blog: Caso Lula tenha dito, não mentiu; caso desminta, tem culpa no cartório.

“O jornal também observou que Lula deve cobrar uma postura mais ofensiva da bancada do PT, para evitar situações constrangedoras ao governo e ao próprio partido - como a aprovação da convocação do presidente do Instituto Lula para explicar doações da Camargo Corrêa à CPI da Petrobras.”

Leitura do blog: Caso seja verdade o que o jornal escreve está redondamente enganado em imaginar que Lula tem alguma preocupação em que o seu Instituto seja investigado.

Nesse particular quem tem que se preocupar – para não se desmoralizar – é quem utilizou o nome do Instituto.

Solução errada
Circula na rede informação sobre pedido de Habeas Corpus preventivo interposto por amigos/advogados de José Dirceu.

Erram os que querem proteger Dirceu. O melhor HC é filiá-lo ao PSDB.

Mais humana
A entrega da ciclovia na Avenida Paulista constitui-se simbólica reconfiguração da capital paulista em favor de seus habitantes. A humanização da cidade vai sendo escancarada, aberta para o convívio de sua população. O povo vai para a rua caminhar, pedalar, skeitar.

Acompanhamos o Jornal da Band em matéria sobre o assunto. Entrevistas de populares apoiando a iniciativa.

O jornalismo da Band, no entanto, em nenhum momento se referiu ao pai da iniciativa: prefeito Fernando Haddad.

Natural. O prefeito é do PT.


Do nada para coisa nenhuma
O ministro da Justiça diz que pretende sair. Como Cervantes sobre os cavaleiros de Granada: para quê? Para nada.

Não sabemos se já vai tarde. Se é que vai!

O que sempre foi continuará sendo: uma inexpressividade inexpressiva.

Autismo
A Nota emitida pela liderança do PT na Câmara Federal em defesa da postura do (ainda) ministro José Eduardo Cardoso mais está para demonstração explícita de autismo político. 

Defender o inoperante Cardozo é não reconhecer a crise político-institucional instalada a partir da falta de comando de Sua Excelência.

Lotomoro

A que já vem premiada. Será o grande sucesso a ser lançado pela CEF.

Pagou para ver...
A lamúria do PT com os absurdos cometidos por delegados, procuradores da república e um juiz chamado Moro precisa ser olhada pelo próprio partido, a partir de suas omissões e conchavos recentes. Conchavos políticos, diga-se de passagem. Certamente para salvar alguns dos seus assegurou a salvação dos ‘outros’ que hoje lhe batem sem dó nem piedade.

Caso o leitor duvide basta lembrar a quem pode ser atribuída a responsabilidade por enterrar a CPI do Banestado (que feria de morte o tucanato lavando dinheiro através das CC-5), valorosa contribuição de José Mentor (PT); como aquela CPI sobre a Privataria (tucana, naturalmente) não levada adiante por Marco Maia (PT); ou o enterro da CPI do Cachoeira (que chegaria na Veja e na Globo) graças a Odair Cunha (PT).

E para completar pôs o insignificante José Eduardo Cardozo (acusado de trabalhar para Daniel Dantas) no Ministério da Justiça.

...e está vendo
Todas as conquistas apoiadas na política de Estado implantadas pelo Governo petista podem ir para as calendas.

Muito mais por culpa do PT que governa sem a consciência do poder. Ou – poderíamos acrescentar – por elementar incompetência no exercício do poder.

Criou cobra, cevou um ovo de serpente. A esculhambação é tanta – a partir da incompetência de um Ministro da Justiça que não se impõe – que um agente da Polícia Federal (subordinada ao Ministério) se jacta de colocar um grampo ilegal para escutar presos.

O ovo de serpente foi posto quando o PT deixou de cumprir com sua função institucional e tentou agradar os adversários, fazer média com eles diante do que fizeram de errado como se fossem respeitá-lo quando seguisse por igual caminho.

Nem a lição do denominado ‘mensalão’ o fez aprender, quando via o do PSDB, ainda que anterior, sob a mesma relatoria de Barbosa, nem mesmo ser julgado. Ainda que o operador do caixa 2 de ambos (Marcos Valério) fosse o mesmo


Pondo em dúvida
O ministro Marco Aurélio, do STF, põe em dúvida a espontaneidade das delações feitas a Moro. 

Talvez não tenha entendido que o método moriano de conseguir delação (contra o PT, naturalmente) acontece por livre e espontânea pressão.

Para o bom entendedor
Paulo Henrique Amorim denuncia no seu Conversa aqui estranho encontro realizado nas dependências da Folha de São Paulo.

O trio presente não deixa dúvida quanto ao que se trama.

Só não enxerga quem está a favor.

Dimensione a coisa aqui no alerta de Fernando Brito no Tijolaço. 

Aí quem não enxerga, por incompetência, é o Ministro da Justiça.

E para compreender a plenitude da arapuca leia



domingo, 28 de junho de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Redimindo-se
No início dos anos 60 nos víamos alimentado por manifestações da Igreja Católica que iam ao encontro dos sofridos, oprimidos de sempre. Dava sequência ao nascido com a Rerum Novarum, de Leão XIII, de 1891, desaguara na Mater et Magistra, de João XXII, em 1961, que ainda nos consolava com a Pacem in Terris, de 1963, tudo depois da intermediária Quadragesimo Anno, de Pio XI, de 1931.

Vem-nos a encíclica Laudato Si', do papa Francisco, a quem e a que Leonardo Boff eleva encômios pela força da mensagem em defesa do que denomina Boff de uma ecologia integral para respaldo "do grito da Terra / grito dos pobres" aqui.

Alvíssaras a esta Igreja de Francisco, que se redime de passado recente. Para quem "Devemos dizer não ao modelo baseado no capital e na produção" como saída para a Humanidade.



Descubra quem
De acordo com a ação, o governo estadual, por 10 anos, entre 2003 e 2012, descumpriu sistematicamente preceitos legais e constitucionais, “em total e absurda indiferença ao Estado de Direito”, efetuando manobras contábeis para aparentar o cumprimento da EC 29.

Na prática, “R$ 9.571.062.581,53 (nove bilhões, quinhentos e setenta e um milhões, sessenta e dois mil reais e cinquenta e três centavos) deixaram de ser aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Estado de...”, quantia que, em valores atualizados, “corresponde a um desfalque de R$ 14.226.267.397,38″.

No entanto, para os governos que administraram o estado naquele período, entraram como se fossem gastos com saúde pública até “despesas com animais e vegetais”, já que verbas direcionadas ao IMA e à Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) foram computadas como gastos com saúde.

“Para além disso, o Governo de ... chegou ao absurdo de incluir como se fossem aplicações em ASPS serviços veterinários prestados ao canil da 2ª CIA, reforma da maternidade da 4ª CIA Canil do BPE, serviços de atendimento veterinário para cães e semoventes, aquisição de medicamentos para uso veterinário, aquisição de vacinas para o plantel de semoventes”, relata a ação. 

O Ministério Público Federal ajuizou a ação  clique para detalhes e aqui para a íntegra da ação proposta pelo MPF  de onde extraídos os enxertos acima. Diante do insistente e apressado leitor de logo avisamos que o Estado em questão é o de Minas Gerais.

Caso imagine que envolve governo de Aécio Neves cabe apenas indagar se será alcançado pela ação. 

Afinal, o rapaz é do PSDB, partido dos perfeitos.

Não o fosse já estaria respondendo pela denúncia de Alberto Yousseff na Lava Jato, de que recebia entre 100 e 120 mil dólares mensais, através de Janene, desviados de Furnas.

 para espanto do leitor  a ação acima referida, desde março de 2008, aguardava julgamento de recurso do Estado junto ao TRF1.

De lá para cá o rapaz elegeu-se senador, candidatou-se a presidente da República e galgou o ápice da moralidade dentre os Catões do PSDB.

O boi de piranha
Todo o acima exposto está contido na Ação Civil Pública ajuizada agora neste 15 de junho de 2015, onde há pedido de antecipação de tutela para que a União condicione o repasse dos recursos federais para a Saúde nos termos seguintes, verbis:

2) seja concedida a antecipação dos efeitos da tutela reclamada para determinar à União (Ministério da Fazenda – Secretaria do Tesouro Nacional - STN) que

 a) condicione a entrega do Fundo de Participação dos Estados – FPE (artigos 157 e 159 da Constituição) ao Estado de Minas Gerais , pelos próximos anos, até atingir o valor total de R$14.226.267.397,38 (quatorze bilhões, duzentos e vinte e seis milhões, trezentos e noventa e sete mil reais e trinta e oito centavos) (DOC 20-A) , ao cumprimento do disposto no artigo 198, § 2º, incisos I e II, da Constituição Federal, nos exatos termos do artigo 160, II daquele mesmo diploma e do art. 26, §1º, da Lei Complementar 141/12.

Para o caro leitor melhor entender: a falcatrua cometida pelo PSDB governando Minas Gerais sacrificará a atual gestão  naturalmente do petista Pimentel, que ousou vencer o partido dos perfeitos nas Gerais.

Fica explicado em que lombo cai a chibata.

Du-vi-d-o-dó
Familiares de Marin – o ilustre aprisionado na Suíça às vésperas da eleição da FIFA – sentem-se – e sentem-no – abandonado(s). A ‘vítima’, segundo eles, não encontra apoio em qualquer dimensão: jurídica, amorosa, cordial, fraternal etc.

A solução é dar com a língua nos dentes.

E esperam que ele conte tudo AQUI

DU-VI-D-O-DÓ

A não ser que revele haver ajudado financeiramente a campanha de Lula, de Dilma ou de qualquer outro petista por aí.

Trapalhões
Ridículo imaginar-se que um empresário preso – depois de meses sabendo que poderia ser alcançado pela perseguição – redija um bilhete e o entregue justamente a um agente policial para produzir prova contra si.

O ridículo chegou ao nonsense.

Toma lá dá cá
A república de Eduardo Cunha funciona assim. Ainda que o Governo tenha encaminhado um ajuste fiscal – e instrumentá-lo com leis, para economizar em despesas e ampliar a arrecadação – embutiram uma anistia aos senhores evangélicos.

Ainda há tempo
Depois do fiasco da empresa – ridicularizada por quem tem bom senso – seria oportuno ao ‘general de retirada’ Aécio Neves levar sua troupe – depois de ensaiá-la – a percorrer as prisões brasileiras.

Sessões contemporâneas
Em tempos mais idos, quando a cidadezinha provinciana deste Brasil varonil possuía uma cineminha (e muitas o possuíam)  com projetor de 16mm que fosse – não havia consumidor para projeções diárias. Umas as promovia às quartas-feiras. Mas no fim de semana era sagrado. 

Os cartazes postos nas esquinas anunciavam o Tarzan, o Tom Mix, o espadachim ou a clássico faroeste daquele fim de semana. Projetado no sábado, e na matinée e soirée no domingo.

Podia faltar tudo, mas nunca o filmezinho nosso de cada sábado e domingo.

Nesta terra brasilis  em que pese tempos outros  também não falta aquele cartaz para o fim de semana. Anunciado às sextas-feiras para consumo nos sagrados sábados e domingos imediatos. A cada semana um novo filme da mesma série.

Bessinha pesquisou e descobriu a companhia que os produz, distribui e anuncia.



Descobrindo a pólvora
Setores do PT, reunidos na quinta 25, segundo o Estadão, classificam o ministro José Eduardo Cardozo como 'inoperante' e 'omisso' aqui.

Descobriram a pólvora.

Manipulando
A matéria do Estadão mantém a tradição de manipular a informação a contento do jogo político-eleitoral a que serve.

A colocar no subtítulo O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,pt-cobra-explicacao-de-ministro-da-justica-sobre-acao-da-pf-na-lava-jato,1714909"Direção do partido faz convite formal para petista José Eduardo Cardozo esclarecer prisões de empreiteiros próximos a Lula" simplesmente nega o próprio título, que se refere a ver cobrado do ministro a forma seletiva com que a Polícia Federal exercita sua ação na Lava Jato.


Outro “erramos’
Há muito a investigação jornalística na terra brasilis tornou-se avis rara para a denominada grande imprensa, difícil de encontrar. Escreve-se a partir de qualquer coisa ou se inventa o ‘qualquer coisa’. 

Mais uma vez, outra vez envolvendo Lula, em pretenso pedido de habeas corpus preventivo que teria sido interposto em seu favor por temer ser envolvido pela Lava Jato.

Como deixou de ler a ironia crítico-jurídica de Maurício Ramos Thomaz aqui – que nada tem a ver com Lula – foi na onda do texto gozador e anárquico, onde Maurício chama o juiz Moro de ‘Sérgio Futuro do Pretérito Moro’ porque “A autoridade coatora decreta prisões preventivas ao seu gosto usando termos especulativos e o futuro do pretérito".

A ironia textuada por Maurício Ramos Thomaz tornou-se para a Folha de São Paulo manifesta proposta ao Judiciário para proteger o ex-presidente que poderia – segundo o gozador Maurício – “ser preso também porque talvez tenha jantado com alguém da Odebrecht ou dito bom dia para algum réu”.

O HC de Maurício virou piada na rede, assim como o ‘acredito’ da Folha. 

Mas o ridículo mereceu apenas um “erramos” de quem o publicou, a Folha de São Paulo.


Estado x estado
Vivemos o absurdo de um ‘estado’ dentro do Estado. A anarquia campeia pela incompetência. Nenhuma segurança jurídica. 

Nem para o advogado trabalhar em defesa de seu constituinte. 

Esta imoralidade – em sede visível – quando alcançar a sociedade invisível (miseráveis e marginalizados) fará com que peçamos para morrer, como alertam os profetas do Apocalipse, para fugir a tanta inquidade.

Bahia x Monte Pascoal
Ainda nos cueiros do curso de Direito na então FESPI ouvimos do deputado Henrique Cardoso a proposta para divisão territorial da Bahia e criação de um novo estado, o de Santa Cruz. Posteriormente, como constituinte, o deputado Fernando Gomes reiterou a proposta de Cardoso.

A proposta atual de criar o Estado de Monte Pascoal  defendida pelo médico Amilton Gomes  foi abordada no programa Alô Cidade, da TVI, ancorado por Joel Filho.

São imensas as dificuldades para efetivação do projeto. Mas, com certeza, bem menos que as enfrentadas por Henrique Cardoso e Fernando Gomes.

A proposta aberta por Dr. Amilton traz no bojo uma vantagem política, dentro do Congresso, para enfrentar a hegemonia do pensamento da classe política baiana: integrar Minas Gerais à luta, dotando os mineiros de uma saída para o Atlântico (sonho secular) entre Caravelas e a fronteira do Espírito Santo.

Este é um trunfo considerável, capaz de inibir em número de votos a resistência baiana.

Viabilizar o projeto é o que está de imediato. Porque em nível de votação tende a ficar bem mais fácil.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Humorístico

Duvivier
Neste curso da recente história de debates jornalísticos  onde se destaca o sucesso da delicadeza Malaia x Boechat, ou vice-versa  uma pérola, para análise, do ator, escritor, roteirista, humorista e poeta brasileiro, Gregório Duvivier, na Folha.

Aproveitando a deixa, reveja o leitor, em torno de uma vertente do texto  que deve se tornar tema de discussões nacionais (mormente em tempos de ajuste fiscal)  o 'Idade Média', publicado no DE RODAPÉS E DE ACHADOS de 14 de junho.

Mas, vamos ao proposto aqui

Saraiva
E para não perder o embalo, no viés de uma outra histórica manifestação humorística, descubra o caro leitor, com Sérgio Saraiva, quem é o 'General de Retirada', o 'Amarelão' e quem estava incumbido de 'cuidar das mulas', na réplica da marcha conhecida como "os seis da estrada" clicando

domingo, 21 de junho de 2015

Destaques

DE RODAPÉS E DE ACHADOS
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Explicando o mundo
Não só classes em dimensão econômica. Também em gênero etc. A leitura de Domenico Losurdo para a “luta de classes” refletida em Karl Marx ultrapassa a relação de conflito burguesia-proletariado. O racial, entre outros – pontua o sociólogo italiano – norteou parte da história do séc. XX. Assim – ainda observa – a flagrante tentativa da Alemanha e do Japão – na primeira metade do século passado – de desenvolverem um processo contemporâneo de escravidão nada mais foi que reflexo de uma ancestral luta de classes.

A atualidade do conceito marxista leva-o a dele se utilizar para analisar os fatos da história contemporânea. Historiador da Filosofia e professor emérito da Universidade de Ursino, na Itália, este outro Domenico (o outro, De Masi) esteve em São Paulo para um seminário (Cidades Rebeldes) e lançamento do seu Luta de Classes, pela Editora Boitempo, como registrado na entrevista concedida a Claudio Bernabucci (revista Carta Capital), onde destacou a ascensão dos emergentes e uma singular observação: "Afirmar que na China o capitalismo venceu para sempre é uma colossal besteira".

Vemos razão na afirmação de Losurdo. Afinal  partindo-se do como observa Naomir Chomsky  nestes tempos em que as corporações dominam o Estado/Nação há em curso um avassalador domínio de uma corporação chamada China. Que se utiliza do Estado e dos recursos privados para seu projeto hegemônico.

E lá não há propósito capitalista além do asseguramento desta hegemonia.

Hermanos em último
Britânicos em primeiro seguidos de suíços, belgas, austríacos e dinamarqueses. Os argentinos, por se recusarem a cumprir as exigências do Concurso Mundial de Churrasco, realizado na Suécia  uma delas o uso do molho barbecue, depois de haverem exigido assar no chão em vez de na churrasqueira  levou-os ao último lugar (do G1  Argentinos ficam em último em concurso mundial de churrasco).

Ainda que os brasileiros não tenham participado  e que possam gozar com o alheio  não deixa de ser estranho que a Europa queira dar lições ao modo de churrascar que torna o argentino uma referência internacional em qualidade.



Uma questão de empatia
O ridículo a que se expuseram parlamentares brasileiros capitaneados por Aécio Neves só pode ser compreendido como uma questão de empatia e afinidade: os discursos da direita venezuelana são os mesmos da brasileira. Ou seja, simplesmente derrubar governos democraticamente eleitos.

Por outro lado, o alardeado apoio não passa – pura e simplesmente – de intervenção de um país em outro, o que fere o princípio da autodeterminação dos povos, do qual o Brasil (que Aécio desconhece) é subscritor.

O ridículo a que chegou Aécio e comandados leva-nos à conclusão de que efetivamente não temos oposição, e sim fantocheiros.

Como política um desastre, como realidade um ato de comicidade ridícula. E politicamente irresponsável. Uma inconsequente conduta pondo em risco o comércio exterior do Brasil, a teor do observado por Helena Stephanowitz, na RBA aqui  

Coisa de desesperado. Tanto que a resposta logo veio do PSDB de São Paulo: Alckmin para presidente.

Em fuga I
Dirão os acólitos que não. Mas, na verdade, Aécio e turma amarelaram, sob liderança do mineiro. A invasão promovida deu com os burros n’água. Talvez não, caso entendamos que o objetivo estava em criar factóides para o consumo interno.

Na terra do bolivarianismo – homenagem ao libertador Simon Bolívar – Aécio e turma não passavam de invasores. Exercitaram a provocação e não aguentaram o tranco.

O pastelão do cinema reeditado de forma medíocre. Ao ‘exército de Brancaleone’ aeciano faltou Mauro Monicelli. 

Não faltou Aroeira.



Em fuga II
A propósito da provocação bem acentuou Fernando Morais, a partir do 2:40 minuto do vídeo:

“Em oito anos como deputado federal, um deles como presidente da Câmara, oito anos como senador, oito anos como governador de Minas, [Aécio Neves] nunca abriu a boca para defender direitos humanos em parte alguma do planeta. Nunca falou sobre a prisão de Guantánamo, onde estão quase 900 afegãos e iraquianos, há 13 anos, sem nenhum processo judicial e submetidos a torturas brutais”, questionou.

“O que se vê é uma provocação política. Não sou do PT, do partido que está no governo, não estou aqui por uma questão partidária, mas para denunciar uma provocação diplomática de um grupo de senadores de direita contra a Venezuela”, disse. “Esta visita é uma provocação política não apenas contra a Venezuela, mas contra o governo do Brasil. Aécio disse muito claramente ‘estamos fazendo aquilo que não fez o governo brasileiro’. Ele tem que por na cabeça que perdeu as eleições, a política externa brasileira quem determina é a presidenta da República, Dilma Rousseff.”



Estratégia I
Houve quem imaginasse que a liderança de Aécio no comando da tropa a Venezuela estivesse na mesma dimensão de sua atuação aqui: comando de panelaço.

Estratégia II
De um gozador, na rede: “Sem Neymar, Brasil vai atacar a Venezuela com Aécio Neves”.

Estratégia III
Há quem afirme que o próximo passo de Aécio (especialmente depois da iniciativa do PSDB paulista lançar Alckmin para 2018) será participar de um filme de espionagem ou aventura.

Apenas faltar-lhe-á talento para Intriga Internacional. Nem mesmo para O Incrível Exército de Brancaleone.

Não aguentou
A senadora Lúcia Vânia deixou o PSDB (Do Congresso em Foco). Não suportou a fúria do debate oposição x situação. Em seu pronunciamento, no Senado, afirmou:

 “Saio em busca de um novo espaço que me traga motivação, uma nova compreensão deste momento ímpar que vivenciamos no país. Não acredito em uma oposição movida a ódio. Na minha visão, esse confronto que se estabeleceu no Congresso Nacional entre situação e oposição para dar resposta a uma sociedade órfã de lideranças é simplesmente irracional. O nosso papel, mais do que nunca, precisa ser de equilíbrio e sensatez sem, contudo, deixar de condenar os desvios, a má gestão, o descompromisso com o dinheiro público. Mas isso deve ser feito com a preocupação de oferecer alternativas e reavivar esperanças. Saio em busca dessa utopia”.

Temos que a senadora busca fugir das salivadas e gosmadas dos que discursam como cães raivosos ou com olhares que referenciam aquele coro entoado no Mineirão no jogo Brasil x Argentina da Copa América em 2007.

Insensatez ou insanidade
Circula documentário sobre as idéias de Chomsky na rede. Vejo-o mais amiudamente na programação do CurtaTV ou do CineBrasilTV. Em relação ao que ora ocorre no país da Lava Jato de Moro o considerado por Chomsky como limites do Estado/Nação – muito mais controlados pelas corporações do que pode imaginar o vil mortal que aplaude Moro e quejandos – leva à insensatez de promoção (em nome do combate ao crime) para destruir as corporações nacionais, que levaram décadas para firmar-se no mercado interno e externo.

O capitalismo se fez concentrando riqueza – extraída da força de trabalho – em mãos das corporações contemporâneas (que substituíram aquelas, de natureza burguesa dos primórdios da experiência capitalista). E em torno delas os países trabalham e por eles são defendidas em seus interesses. 

Justamente porque são elas que sustentam o Estado gerando empregos e assegurando a arrecadação de impostos.

Nossas empresas pagam impostos, geram emprego, exportam serviços e bens. Abusos e violações à legislação devem ser punidos sem quebrá-las, porque quebrando-as quebra-se, de roldão, o país.

Reside aí – muito provavelmente – a insanidade decorrente da insensatez.

E, por mais que pareça ativismo, não está descartada a finalidade político-eleitoral. 

Haja vista os atingidos pela seletividade, quando se trata de partidos políticos

Insanidade ou insensatez
Ao falarmos de corporações, temos hoje no Brasil – como interpretação do fortalecimento do Estado Democrático – o surgimento de corporações funcionais no interior do Estado que as sustenta. Formam-se castas no contexto do Estado, não só com remunerações que mais se constituem ofensa aos demais estamentos sociais, abonadas com vantagens absurdas, caso comparadas a idênticas atividades em países outros.

O país lhes paga. E muitos deles – que em concursos não são avaliados em História, Geografia, Sociologia, Filosofia, Antropologia, Economia Política etc., muito menos em Geopolítica – não se preocupam com as conseqüências.

Afinal, o seu dinheiro cai sagradamente na conta bancária. Diferentemente daquele que sobrevive dependendo do trabalho que presta às empresas.

E por falar em insanidade ou insensatez
Apropriado às considerações acima o pontuado por Mauro Santayana, extraído de A EMENDA E O SONETO  

   
Como mostrou a Suíça, no caso do HSBC, não se pode exagerar na dose para não matar o paciente, ou as galinhas de ovos de ouro, de uma economia, com a desculpa de desinfetar o galinheiro. Por lá, o segundo maior banco do mundo, envolvido em um gigantesco esquema de lavagem de dinheiro, envolvendo milhares de clientes, pagou uma multa que não chega a 500 milhões de reais e encerrou-se o assunto.
Uma soma que é uma fração dos bilhões de reais em multas e subjetivas indenizações por “danos morais” que o MP quer impor a construtoras brasileiras muito menores que o HSBC, e uma quantia irrisória frente às gravíssimas, irreparáveis, consequências, que essa decisão que pretende ser exemplarmente punitiva pode provocar no mercado brasileiro de engenharia e de infraestrutura.

Boechat x Malafaia
Há evangélicos e evangélicos. Mesmo diria – lembrando de tempos pretéritos – há evangélicos e crentes, considerando como eram citados os que professavam o protestantismo, se consideramos o evangelismo corrente como uma vertente do protestantismo clássico em razão dos métodos utilizados por alguns para arrebanhar adeptos/fiéis, onde o despojamento dos próprios bens materiais são a prova e melhor expressão da conversão. Não mais o dízimo basta, mas a expropriação.

Sob essa vertente – a exploração da fé para enriquecimento pessoal, forma contemporânea de pirataria – o confronto Boechat x Malafaia poderia gerar o debate que levaria a sociedade a perceber a diferença entre algumas ‘igrejas’ protestantes (tipo as de Malafaia e quejandos) e as tradicionais (batista, presbiteriana etc.).

Boechat x Malafaia

Alguns estão entendendo que neste debate o Malafaia ficou enROLAdo.


Da série perguntar não ofende
O articulista Ricardo Melo, na terça 16 (Estupro constitucional) trouxe à baila um questionamento que deveria ser elementar, na análise (que não ocorre) de parcela considerável da imprensa:

ONDE ESTÁ O LADRÃO

A tentativa de liquidar antecipadamente a candidatura de Lula em 2018 tem proporcionado momentos hilários.

O instituto criado pelo petista é "acusado" de receber dinheiro da empreiteira Camargo Corrêa. Aí surge uma reportagem de anos atrás, da revista "Época", descrevendo como FHC arrumou seu futuro ainda no governo, passando o chapéu num jantar no Alvorada com figuras carimbadas do PIB nacional.

Duas questões. A primeira: a qual político influente a Camargo Corrêa e outras empreiteiras não doaram dinheiro neste país?


A segunda: você conhece algum ex-presidente, mesmo fracassado, que não cobra por palestras após o fim do mandato? 

Da redação do blog: interessante perguntar a quem alude o articulista da Folha quando expressa "...ex-presidente, mesmo fracassado".

Solla
O deputado baiano tem sido  observação pessoal  o melhor defensor do Governo na Câmara dos deputados, considerando sua atuação na CPI da Petrobras.

Madrugando
O escriba na Los Pampas, ouvindo Silvano e Carla, na quinta 18.

Não tardou descobrir que o espaço de festas da casa estava disponibilizado para gente que secretaria o Município de Itabuna. Em campanha.

Não sabemos quem pagou a conta: se o próprio, se a viúva ou se os "amigos".

Ficou-nos a certeza de que estamos assistindo a campanha de vereador mais cara da história de Itabuna.

Um mestre no São João
Em tempos de fogueira uma tradicional peça do clássico nordestino na leitura de Aderbal Duarte.