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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

As pautas

Do STF
Extraímos da coluna de Jânio de Freitas, na Folha de São Paulo, sob o título de "Um nome guardado", duas observações que bem traduzem algumas das ilações que alimentam o Supremo Tribunal Federal: de transitar entre pautar-se pela imprensa e de haver-se tornado Corte político-partidária. 

OLÍMPICA
 
Uma exibição de eficiência real no Supremo. Na quarta-feira, a ministra Cármen Lúcia movimentou o processo penal movido contra Fernando Collor, passando-o ao revisor Dias Toffoli. Era um recorde. Na manhã daquele dia, o "Globo" publicara a manchete "Collor está próximo de se livrar da última ação no STF". Isto porque "o processo está parado no gabinete da ministra Cármen Lúcia desde outubro de 2009 sem qualquer movimentação". De quatro anos a algumas horas.
 
Tofolli não precisou de manchete, liberando prontamente o processo para votação. Mas a verdade é que a sem-cerimônia com que alguns ministros guardam determinados projetos, bem determinados, só é proporcional à rapidez com que as manchetes os apressam.
 
(A manchete do "Globo" por certo contrariou um terceiro ministro).
 
IMPUNES
 
Os comentaristas que veem, no caso mensalão, "o fim da impunidade" e outras maravilhas nacionais poderiam explicar o que se passa, então, com o mensalão do PSDB, que se espreguiça desde 1998, já com prescrições havidas e outras iminentes para seus réus. 

Também serve uma explicação sobre o jornalismo e aquele processo.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Irã

Não acredito!
Dirá o leitor do noticiário cotidiano, habituado a conviver com a informação pré-estabelecida, intimamente ligada ao interesse, não à verdade.

O Irã, prestes a ser atacado para que sejam preservados os "valores da democracia" como a concebe o Ocidente sob a égide estadunidense - ou seja, os seus interesses - não é aquele bicho-papão como perigo nuclear.

Ehud Barak, general e Ministro da Defesa de Israel declara que  "o Irã ainda não decidiu fazer a bomba nuclear". Ou seja, nem pensou, muito menos começou a produzir.

Nos sustentamos para este texto em Jânio de Freitas, da Folha de São Paulo.

Olha Lula aí!
Para os que nordestimos somos, marginalizados e ofendidos pela casa-grande deste país, buscamos aquele pronuncimento do então Presidente Lula, que ao lado do então recém eleito presidente turco, Tayyp Ergodan, havia encetado uma proposta de paz para o Oriente Médio a partir do quanto assegurado por Ahmadinejad - de que não tinha propósito belicista o seu programa nuclear.

(Não esquecer que o brasileiro e o turco agiam em nome de Barack Obama, que depois recuou).

O que ora ocorre brinda Lula e Tayyp Ergodan, reduz Obama que, ainda que presidente democrata, defendeu os republicanos e sua sanha por conflitos, detentores que são da indústria armamentista. E desmoraliza a ONU - porta-voz estadunidense.

No fundo uma lição de sensatez: o Irã não é o Iraque. O ensaiado ataque ao Irã encontraria desdobramentos imprevisíveis.

A eleição de Putin pode estar no fundo da declaração de Ehud Barak.

O recuo de Israel, em casos como estes, traduz outros desdobramentos. Esperamos que o sejam para a Paz.

Menos passeatas e mais compromissos. Disto é que precisamos. Em todos os níveis.