Não descansará em paz
Prestes a deixar a função de Procurador-Geral da República o quase ex, Roberto Gurgel, nunca imaginaria que a caminho da aposentadoria viesse a ser defrontado. Todo poderoso - assim se apresentava - tantas as posturas diante de fatos idênticos por ele apreciados e julgados como se detivesse virtudes teologais. A mais expressa, a onipotência.
Considerando a denúncia trazida pelo senador Fernando Collor, da tribuna do Senado na quinta 8 (http://www.conversaafiada.com.br/tv-afiada/2013/08/09/collor-suspeita-de-arapongagem-de-gurgel/) tendemos a imaginar que Roberto Gurgel buscava reunir outras duas virtudes inerentes à Divindade (onipresença e onisciência) aos limites do mundo material - pobre mortal que é - no instante em que buscou valer-se do equipamento chamado 'sistema guardião', destinado ao monitoramento e interceptação telefônica e de dados, o que remete à existência de um sistema de arapongagem a serviço do ainda Procurador-Geral da República.
A suspeita se confirma quando 16.432 telefones e 9.558 pessoas encontram-se monitoradas sem autorização judicial, até o momento, pelo Ministério Público. Por sua gravidade, a arapongagem de Gurgel está sob investigação do Conselho Nacional do Ministério Público - afirma o senador alagoano.
Para quem se imaginou de certa forma um deus - e agiu como tal em relação a muitos destinos, como o dos petistas do núcleo político da AP 470 - 'descansar em paz' regado à água de coco na rede da aposentadoria parece não ser o destino que espera Roberto Gurgel quando deixar o planalto e se fixar na planície.
Para piorar, com o senador Fernando Collor de Mello no seu encalço.
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sábado, 10 de agosto de 2013
domingo, 14 de outubro de 2012
DE RODAPÉS E DE ACHADOS-Dia 14 de Outubro de 2012
Quando o tema se esgota em si mesmo, um rodapé pode definir tudo e ir um pouco além.
Adylson Machado
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Um dever como direito
Estivemos “fora do ar” no domingo passado, coincidente com a realização das eleições municipais. Texto adiantado, apenas por concluir, coisa que fazemos justamente no dia do “descanso”. Cremos que fomos vítima de uma síndrome bastante particular, a que nos remete a uma estesia que muitos chamariam de sem sentido e outros de loucura ou piração: votar.
O ato de votar nos deixa ansioso desde o raiar do dia. Não se trata de paranoia ou de medo de que nos seja reservada uma multa por causa da ausência, a nos vigiar da esquina de concursos e outros quejandos vinculados ao exercício da cidadania como dever e não como direito (como muitos gostariam que fosse).
Somos diferente no pensar em relação ao votar. Diferente de como o vê um parente próximo aqui em Itabuna que “descobriu” que mais gastaria com o transporte no ir e vir para o cumprimento do dever do que pagando a multa pelo descumprimento da obrigação e de logo reservou os 50 centavos do lucro para depositá-los na poupança.
Dia de votar é um dia especial, raro em seu espaço temporal de dois em dois anos. Talvez o trauma de haver ficado tantos anos sem votar para governador e presidente, o que somente nos ocorreu, pela primeira vez, aos 40 e 43 anos de vida, respectivamente.
Ficamos, assim, em êxtase em dia de eleição. Que anda menos agitado, depois que os senhores juízes eleitorais passaram a jogar duro com as manifestações de rua denominadas “boca de urna”, o que contribui justamente para aprimorar o sagrado direito da escolha livre. (E lá vamos nós viajando na utopia que nos alimenta porque muitos são dados a exercitar a “liberdade” de negociar o voto não por 50 centavos, mas reais ou um pouco mais, visto que não tem quem lhes falte atender ao reclamo de tal peculiaridade da “democracia” tupiniquim).
Dito isto, curvamo-nos em respeito ao leitor deste DE RODAPÉS E DE ACHADOS. Que nos desculpe e nos perdoe. Afinal, somos um mísero viciado em votar. Tanto que gostaríamos de mais uma oportunidade para exercer dito dever, como direito, para manter ou não nossos eleitos em seus mandatos caso não correspondessem a suas promessas de campanha.
Viva a eleição!
Eleições foram o tema da semana. E continuarão a sê-lo onde há segundo turno. Que leva “viciados” como nós a integrar uma torcida à distância em relação a Salvador e Vitória da Conquista, na Bahia; a São Paulo, Fortaleza, Manaus... Tanto que nos serão grato tema ainda por dias.
Acompanhando-as vamos percebendo que o criticado povo vai demonstrando uma sabedoria antes não imaginada, somente percebida por estudiosos quando observam os resultados eleitorais sob o prisma da estatística como contributivo para suas conclusões. Uma delas: não são os interesses de uma elite que se guarda por trás de biombos como grande imprensa ou os que sob ela sucumbem que dominam ou manipulam as mentes votantes, ainda que ocorram exceções.
Há algo mais presente em cada um eleitor: o que quer ou que entenda melhor para si, ainda que para muitos tal não esteja a traduzir a efetivada consciência. Consciência conceitual, diríamos, quando enveredam por discernir e explicar o que está no recôndito de cada cidadão, no mais profundo do subjetivismo.
Talvez por isso, e um pouco mais, vibramos orgulhoso com o existir de eleições. E gritamos como se fôssemos pregador em dia de festa de santo padroeiro para a nossa “santa” de cada dois anos: viva a eleição!
Festa encomendada
A desfaçatez é tamanha que o mesmo Gurgel, acusador implacável na Ação penal 470, a ele se referiu como útil ao processo eleitoral em curso. Naturalmente, ainda que não o dissesse diretamente, contra o PT, possivelmente!
A oposição aplaudiu, palmas vibrantes ecoaram à fala do paladino e a democracia tucana fez a festa, liderada por José Serra em São Paulo.
Onde a desfaçatez
O ilustre Roberto Gurgel, que guarda em suas gavetas processos outros, inclusive um que envolve roubalheira grossa cometida por militar de alta patente em desvios de recursos de obras comandadas pelo Exército, para não falar da valiosa ajuda a Demóstenes Torres (e Carlinhos Cachoeira por caminhos demostianos), na iminência do voto de Joaquim Barbosa sobre o núcleo político (leia-se, José Dirceu preferencialmente) declarou, na quarta 3, quando indagado se a condenação dos políticos repercutiria nas eleições: “Não sei. Isso aí as urnas dirão se haverá alguma repercussão. A meu ver, era bom que houvesse.”
A turma do gargarejo vibrou! E não tarda preparar máscaras carnavalescas para o novo herói.
Cada eleição traz uma apelação
Em São Paulo o sequestro de Abílio Diniz “comandado por petistas”, em 1979, todos presos em flagrante vestindo as camisas do partido. Depois descobre-se que os ditos cujos eram chilenos e nada tinham a ver com o PT e que as camisas foram neles vestidas para as fotografias.
Aquele monte de dinheiro no Jornal Nacional, em 2006. Exposto a convite de um delegado tucano.
Agora Gurgel e seu “desejo”.
As linhas
O povo não deu a mínima.
Dos partidos políticos o quarto “P” – agora fazendo parte de queima de Judas, acrescido que foi àqueles famosos outros três – saiu-se melhor que a encomenda e cresceu em votos, prefeituras e vereadores.
Escrevemos na quarta 10, em http://adylsonmachado.blogspot.com (Rescaldo – Das eleições e do STF): “Profundamente emblemático, para alimento do raciocínio que encabeça estas considerações, a eleição de Osasco, em São Paulo. Por lá, João Paulo Cunha era o candidato petista, afastado do pleito em decorrência de sua condenação pelo STF. Venceu o PT, com o candidato que substituiu o deputado.
E no mesmo espaço concluíamos: “Ao que parece, como rescaldo da Ação Penal 470 no resultado das eleições, mais ficará no imaginário da população não o simbólico que representa o julgamento em curso no STF, mas a máscara e a capa do novo personagem carnavalesco, o ministro Joaquim Barbosa.”
Votação de fazer inveja
Poucos por aqui hão de se lembrar de uma professora que desancou, olhando nos olhos, os senhores deputados e autoridades do estado durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, discutindo a Educação. Sua intervenção fez sucesso no YouTube. (Acesse http:/www.youtube.com/watch?v=yFkt0OlceA).
Amanda Gurgel, professora de Português das redes municipal e estadual de educação, acaba de se tornar vereadora em Natal-RN, pelo PSTU. Com mais de 32.819 votos, 8,59% dos válidos, ajudou a eleger outros dois, um deles com apenas 717 votos.
Tem candidato a prefeito de Itabuna que gostaria de ter tido dita votação.
Ato falho
O articulista João Otávio, em seu artigo de final de semana (Eco das eleições) no Diário Bahia, nos brinda com duas pérolas: uma, de sua valiosa opinião; outra, de errônea revelação. Diz Dr. João Otávio:
“Nunca fui favorável à reeleição, e disse isso, algumas vezes, aqui mesmo, neste jornal; a nossa cultura, o jeito de ser do brasileiro, não casa bem com reeleição, seja para prefeito, para governador, para presidente da república. Mas, assim o quiseram os constituintes de 1998.”
Se não foi erro de revisão, ato falho para livrar o telhado do primeiro e escancarado comprador de voto parlamentar, em causa própria: Fernando Henrique Cardoso.
Caro Dr. João Otávio, o constituinte de 1988 aprovou mandato presidencial de cinco anos, SEM reeleição. O mandato foi reduzido para quatro, SEM reeleição, na revisão constitucional de 1993, quando Lula tinha amplas possibilidades de se eleger em 1994.
E gloriosamente comprada e paga (por Sérgio Motta, ministro e tesoureiro de FHC) para beneficiar quem estava no poder. Quem? Quem?
Convicção ou revisão
O novo articulista do Diário Bahia, o empresário Helenilson Chaves (com justo direito à chamada de capa), passa a nos brindar com texto semanal. É o que anuncia a edição última do jornal.
Está lá, na página 3, na coluna Opinião, sob o título “A Tinta”, discorrendo em torno de certa pesquisa sobre populações indígenas na região: “Aqui chegando, constataram que a depender da largura das listas pintadas no peito ou no rosto, podem ‘nascer’ de 15 a 20 índios”.
De imediato concordamos com a “constatação” trazida a lume pelo articulista. Nossa dúvida reside em dimensão mais purística. Como o espírito do texto nos remete a ver nas listas não uma “relação de nomes de pessoas ou coisas; relação, arrolamento”, mas “riscos” ou “traços” pintados “no peito ou no rosto”, certamente o revisão preferiu o paralelismo entre um e outro, admitido no Aurélio.
Para nós, e aqui também convocamos o ilustrado Ousarme Citoaian, além do próprio Helenilson Chaves, vemos lista onde deveria haver listras, mais afigurado à intenção textual.
Razão por que não sabemos se o texto sob comento é fruto da convicção e de um detalhe de revisão.
Para analisar I
Muitas derrotas atribuídas ao PT o são precipitadamente. Não podem sê-lo ao partido, mas a figuras que o lideram em alguns lugares. Para exemplificar, situando-nos na região: em Itabuna, ocorreu em decorrência de um PT personalizado em Geraldo Simões, que ocupou, como senhor feudal, a sigla como se fosse propriedade sob a égide do “abutendi” (abuso) romano. Tanto que alguns denominam o partido em terras grapiúnas, como nós, de PTdoG (PT de Geraldo Simões).
Em Itororó, Adroaldo Almeida não foi reeleito por causa da administração pura e simplesmente, mas por erros cometidos que fizeram a militância se dividir. Além de (muito cobrado por isso) aliar-se a adversários históricos em detrimento de aliados.
Pagou caro, individualmente. E, talvez, mais caro ainda, o município.
Para analisar II
Em nosso DE RODAPÉS E DE ACHADOS de 30 de outubro exercitamos especulações em sete rodapés, onde no último levantamos uma conclusão futuróloga de que não víamos “Geddel Vieira Lima com vocação para Dom Quixote” no que dizia respeito às eleições para a prefeitura de Salvador.
Por uma questão de espaço, especularemos na próxima oportunidade em torno do tema: os limites do quixotismo de Geddel.
Voltando aos rumos
O pós-eleitoral itabunense fez retornar aos trilhos as atividades clássicas de Ari Rodrigues e de Eva Lima, como agitadores e produtores culturais. Ari retomou a “Sopa Cultural” (não confundir com aquele “caldo” da FICC fiasco, regado a bebida e custeado pelo erário municipal fiquiano, que muito contribuiu para quebrar financeiramente a instituição) e Eva Lima à produção, com a Mostra Jorge Cine Amado, no Centro de Cultura Adonias Filho no próximo dia 17 às 8:00h (com o filme Capitães de Areia, de Cecília Amado) e 19:00h (com Jorjamado no cinema de Glauber Rocha e Jorge Amado, de João Moreira Sales), incluindo palestra com o jornalista e crítico Adalberto Meirelles, sobre a obra e o cinema amadiano.
Teatro infantil
A incansável Kétia Prado nos envia informação de que “O Miado do Leão” está em cartaz em Vitória da Conquista. No Camilo de Jesus Lima. Ou não, como diria Caetano.
Gal Costa
Com arranjo percussivo, onde mesmo a harmonia assim se expressa, “Adeus Maria Fulô”, de Sivuca e Humberto Teixeira, valoriza a interpretação.
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de "Amendoeiras de outono" e " O ABC do Cabôco", editados pela Via Litterarum
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Surrealismo à brasileira
Recebi, não nego...
Matéria veiculada no Estadão informa que o ministro Gilmar Mendes, do STF, promoveu junto a Procuradoria-Geral da República a abertura de inquérito por calúnia, difamação e injúria contra a revista Carta Capital (e seu editor Mino Carta), que afirmou, na edição 708, haver o ministro recebido 185 mil reais do valerioduto mineiro em março de 1999, quando advogado-geral da União.
O argumento de Mendes é de que àquela época (o do recebimento) não era Advogado-Geral da União (o que ocorreria a partir de janeiro de 2000), e sim subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil.
Não fora isso, alega que é falsa a lista onde aparece seu nome como beneficiário do “mensalão” do PSDB mineiro (que espalhou dinheiro para políticos e personalidades de vários estados brasileiros).
A matéria não explica se Gilmar Mendes, na condição de “subchefe” para Assuntos Jurídicos da Casa Civil podia exercer a advocacia privada. (Aqui não entramos no mérito de que tal advocacia o era para um esquema criminoso).
O que está claro: Gilmar Mendes não nega haver recebido o dinheiro.
Entende, no entanto, que comprovada está a falsidade da acusação pela circunstância de nela ser afirmado que ocupava o cargo de Advogado-Geral da União, o que ocorreria somente um ano depois.
Ou seja, se fosse o Advogado-Geral da União não podia (ilegal), mas como era “subchefe” para Assuntos Jurídicos da Casa Civil estava amparado (não sabemos em quê!).
Brasil singular. O ministro do STF – nosso “Fanfarrão Minésio” – recebeu recursos de um esquema criminoso enquanto servidor de alto escalão do Governo Federal ao tempo de FHC (que o indicou para o Supremo) e parece demonstrar que isso é normal.
Tanto que pretende processar a Carta Capital não pelo conteúdo (a denúncia do recebimento) mas pela “falsidade” de que não era Advogado-Geral da União e sim mísero subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil.
Detalhe para fechar o pano: certamente pretende julgar a ação, para que não falte mais nada neste teatro do absurdo do surrealismo tupiniquim do século XXI.
Para sabermos onde pisamos
O senador Fernando Collor, na reunião da CPMI do Cachoeira desta terça 14 apresentou uma grave denúncia que leva ao descrédito a atuação de membros do Ministério Público federal. Ou, quando nada, ao envolvimento de alguns com irregularidades outras, além das por eles praticadas.
Revelou o senador que, exatamente em 2 de março de 2012, procuradores que se constituem braço direito do Procurador-Geral da República Roberto Gurgel (Leia Batista de Oliveira, Daniel de Resende Salgado e Alexandre Camagno de Assis) se encontraram, por orientação de Policarpo Júnior, com outros repórteres da Veja, Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel. Deles receberam documentos de inquéritos protegidos por “segredo de Justiça” que resultaram nas operações Monte Carlo e Vegas.
Para Collor, a Veja e o Procurador-Geral estão num mesmo barco, altamente suspeito de transporte de material nada regular.
Afinal, a transferência de material sob responsabilidade da PGR, amparado em “segredo de Justiça”, para a revista dos escândalos, onde o mais recente é o envolvimento com o crime e sob comando de um criminoso (Carlinhos Cachoeira) abala os pilares da respeitada instituição republicana denominada de Ministério Público Federal.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Quadrilha
Estarrecedor
Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada desta segunda 16 (“Extra! 73 ligações sobre e com Policarpo. A CPI vai começar”), publicou a íntegra de 73 ligações telefônicas entre figuras chaves da quadrilha chefiada por Carlinhos Cachoeira, onde expressamente se destacam, pela intimidade das relações mantidas e dos interesses em jogo, o ex-senador Demóstenes Torres, o próprio Carlinhos, Policarpo Júnior (da Veja), Dadá, Cláudio Abreu.
O conluio deixa perceber que está voltado inclusive para desestabilizar o Estado, uma vez que a Veja “planta” informações às vezes tão absurdas que nem mesmo o Cachoeira admite.
Tal circunstância evidencia que a Veja tem interesses ainda mais escusos a ponto de fazer divulgar o que não existe, desde que tal envolva José Dirceu, PT, Governo Federal.
Flagrante que entre os alvos está José Dirceu e a ocupação do Estado pelos interesses do grupo, que atua de forma a fazer inveja a quaisquer das máfias mundo a fora apoiado solidamente em órgão da imprensa (de imediato, a Veja).
Não é possível que tais fatos não sejam apurados. Muito menos que o Procurador-Geral da República Roberto Gurgel tenha sobrestado o andamento de tais investigações.
Estarrecedor!
quarta-feira, 28 de março de 2012
Quosque tu Gurgel
Onde estavas?
Quando a mídia caiu de pau sobre o Ministério dos Esportes o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, de logo encaminhou ao Supremo Tribunal Federal denúncia contra o ministro Orlando Silva.
Nas gavetas de Geraldo Brindeiro, perdão, Roberto Gurgel, dormitavam, desde setembro 2009, as investigações e o pedido de denúncia da Polícia Federal contra o senador Demóstenes Torres.
Em outras palavras, o “Brindeiro” do Governo Dilma “sentou” em cima da investigação que implicava o “paladino da moralidade” Demóstenes Torres.
Não ficou bem
Sob pressão anunciou envio ao Supremo do pedido de investigação contra Demóstenes Torres por envolvimento com o universo do jogo ilegal comandado por Carlinhos Cachoeira. Baseado em quê? Nas investigações que dormiam em seu gabinete. Que lá estavam desde 2009.
Como nada mudou de lá para cá a dedução lógica leva ao raciocínio de que protegia o senador.
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