Apagados
Causa espécie. Parece fato acontecido no século XVIII ou XIX, tamanho o esquecimento. Lembrado somente por quem tem o hábito de folhear velhos alfarrábios. No entanto o caso de tão fresco ainda nem ultrapassou o ponto de maturação, caso tivéssemos de considerar o instante ideal para preparar (salgar) uma boa carne - depois de despostada a rês - para torná-la "de sol".
Breves pinceladas no assunto. Assim o tratou a grande imprensa, aquela que se diz detentora da informação, senhora da verdade e da investigação.
E continuamos todos aguardando o que aconteceu com aquele helicóptero flagrado transportando 500 quilos de cocaína pura.
A grande imprensa mostra como devem ser tratados os "poderosos". Acatou, de logo, a explicação e a culpa recaiu sobre o mordomo/piloto. E os holofotes saíram do palco.
Na coxia políticos de coturno. Pesos pesados que dominam os bastidores.
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Não muda
Não há razão por quê
As circunstâncias nos impuseram assistir - novamente - o Jornal Nacional, nesta quinta 5. Estávamos num espaço, destes que - não explicam - sintonizam a Globo como dogma de Fé. Como o JN é coisa menos interessante do que nos oferecia o ambiente aceitamos o sacrifício (de saber o que vai sair, tão costumeira se tornou a linha editorial).
Não deu outra!
De novidade mesmo, a morte de Nelson Mandela. Alguns minutos envolveram a vida e a obra política do sul-africano.
Hilária a intervenção de Fernando Henrique Cardoso. Naturalmente o 'príncipe dos sociólogos" (com letra minúscula mesmo, revisor) e seu lugar comum que satisfaz o noticiário da elite.
Mas, como não poderia deixar de ser, novamente Dirceu no contexto. Edição repetida do que já ocorrera ainda esta semana.
Nenhuma mísera sílaba ou fonema sobre o helicóptero de um senador da República apreendido com cocaína no Espírito Santo.
E depois não querem que a audiência despenque!
Post. Scriptum: nenhuma intervenção de Lula, também ex-presidente da República. O detalhe fica no fato de que dentre os três (Mandela, Lula e FHC) dois são estadistas reconhecidos mundo a fora. O único ex-presidente brasileiro entrevistado pelo JN não integra a relação.
As circunstâncias nos impuseram assistir - novamente - o Jornal Nacional, nesta quinta 5. Estávamos num espaço, destes que - não explicam - sintonizam a Globo como dogma de Fé. Como o JN é coisa menos interessante do que nos oferecia o ambiente aceitamos o sacrifício (de saber o que vai sair, tão costumeira se tornou a linha editorial).
Não deu outra!
De novidade mesmo, a morte de Nelson Mandela. Alguns minutos envolveram a vida e a obra política do sul-africano.
Hilária a intervenção de Fernando Henrique Cardoso. Naturalmente o 'príncipe dos sociólogos" (com letra minúscula mesmo, revisor) e seu lugar comum que satisfaz o noticiário da elite.
Mas, como não poderia deixar de ser, novamente Dirceu no contexto. Edição repetida do que já ocorrera ainda esta semana.
Nenhuma mísera sílaba ou fonema sobre o helicóptero de um senador da República apreendido com cocaína no Espírito Santo.
E depois não querem que a audiência despenque!
Post. Scriptum: nenhuma intervenção de Lula, também ex-presidente da República. O detalhe fica no fato de que dentre os três (Mandela, Lula e FHC) dois são estadistas reconhecidos mundo a fora. O único ex-presidente brasileiro entrevistado pelo JN não integra a relação.
Desviando
A atenção
Inegavelmente a 'competência' de alguns órgãos de imprensa supera a expectativa do leitor, ouvinte, telespectador. Ainda fresco o cadáver pouco ou quase nada se fala do helicóptero de um senador, amigo de pré-candidato a presidente da República, flagrado com cerca de meia tonelada de cocaína pura, que custaria ou geraria a bagatela de 2,5 milhões de reais.
Como no tradicional folhetim policial, a culpa é do mordomo. No caso concreto, do piloto do helicóptero.
Certo que a quem competia explorar mais o assunto, para descobrir a verdadeira história e os responsáveis por editá-la - a imprensa - cuidou de encetar a bateria nos cães mortos José Dirceu, José Genoíno etc.
Melhor que averiguar a história da cocaína é preferível batalhar em torno do emprego de Dirceu e da doença de Genoíno.
Genial, pá!
Inegavelmente a 'competência' de alguns órgãos de imprensa supera a expectativa do leitor, ouvinte, telespectador. Ainda fresco o cadáver pouco ou quase nada se fala do helicóptero de um senador, amigo de pré-candidato a presidente da República, flagrado com cerca de meia tonelada de cocaína pura, que custaria ou geraria a bagatela de 2,5 milhões de reais.
Como no tradicional folhetim policial, a culpa é do mordomo. No caso concreto, do piloto do helicóptero.
Certo que a quem competia explorar mais o assunto, para descobrir a verdadeira história e os responsáveis por editá-la - a imprensa - cuidou de encetar a bateria nos cães mortos José Dirceu, José Genoíno etc.
Melhor que averiguar a história da cocaína é preferível batalhar em torno do emprego de Dirceu e da doença de Genoíno.
Genial, pá!
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