Desespero
As coisas não andam nada boas para José Serra em São Paulo. Números de pesquisas de intenção de voto apontam a possibilidade concreta de nem mesmo chegar ao segundo turno.
Reconhecido o quadro nada animador, até mesmo Fernando Henrique entrou na propaganda eleitoral. E o fez utilizando-se do denominado "mensalão" petista, em julgamento pelo STF.
Confirma-se o que muitos anunciavam, inclusive nós: a inoportunidade do julgamento, ocorrendo em período eleitoral, e de forma unilateral, pois da mesma fonte para fazer o "caixa 2" bebem todos os partidos, o que não afasta o PSDB, glorioso baluarte do esquema de Marcos Valério a partir de Minas Gerais, aguardando que o mesmo STF designe data para julgá-lo.
Roto falando de esfarrapado
Não bastasse a "privataria tucana", da qual Serra é ator principal ao lado de outros próceres do tucanato, denunciam uma novidade na formação de "mensalão", agora desenvolvido em São Paulo: distribuição de bolsas de estudo a alunos fantasmas.
Inova o PSDB, através de sua ala intelectual, e cria o mensalão tucano da educação. Que funciona (segundo denunciou Ernani de Paula, ex-proprietário da São Marcos, ao Ministério Público de São Paulo), através da concessão de bolsas de estudo para o ensino superior a alunos fantasmas. (Do Brasil 247).
Ou seja, o "fantasma" recebe a bolsa e o PSDB paulista o dinheiro a ela destinado.
FHC utilizando "mensalão" como propaganda contra o PT é como o dito popular: roto falando de farrapado. Para não dizer que anda falando em corda na casa de enforcado.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Eleições
Aqui e lá
As eleições despertam em nós atenções em nível local e em relação a lugares aos quais não estamos vinculados diretamente, seja a cidade onde um amigo milita em campanha, ou mesmo uma distante São Paulo.
Nestas eleições São Paulo chama a atenção, não pela dimensão de seu eleitorado, o maior do país, mas por uma indicação que desafia o observador: Lula indicou o ex-Ministro da Educação, desconhecido politicamente, para disputar a eleição paulistana quando tinha um José Serra disparado nas intenções de voto pré-campanha.
Viu-se, o ex-presidente, alcançado por críticas internas (PT) e externas e mesmo fez/faz a festa da imprensa que não o analisa.
Nesse instante, mal começado o programa político no rádio e na televisão há sinais do inacreditável, caso não seja revertida a tendência, que se apresenta estabilizada: José Serra amplia a rejeição, enquanto cai nas intenções de voto, e o candidato de Lula, o até então desconhecido Fernando Haddad vai ocupando espaço.
O que pode levá-lo ao segundo turno com Celso Russomano.
Diziam que Lula indicara um poste, quando o fez em Dilma. Imagine o leitor se elege o "poste" Haddad!
Rezam os daqui tornar-se um "poste" de Lula, porque de Geraldo Simões e Jacques Wagner...
As eleições despertam em nós atenções em nível local e em relação a lugares aos quais não estamos vinculados diretamente, seja a cidade onde um amigo milita em campanha, ou mesmo uma distante São Paulo.
Nestas eleições São Paulo chama a atenção, não pela dimensão de seu eleitorado, o maior do país, mas por uma indicação que desafia o observador: Lula indicou o ex-Ministro da Educação, desconhecido politicamente, para disputar a eleição paulistana quando tinha um José Serra disparado nas intenções de voto pré-campanha.
Viu-se, o ex-presidente, alcançado por críticas internas (PT) e externas e mesmo fez/faz a festa da imprensa que não o analisa.
Nesse instante, mal começado o programa político no rádio e na televisão há sinais do inacreditável, caso não seja revertida a tendência, que se apresenta estabilizada: José Serra amplia a rejeição, enquanto cai nas intenções de voto, e o candidato de Lula, o até então desconhecido Fernando Haddad vai ocupando espaço.
O que pode levá-lo ao segundo turno com Celso Russomano.
Diziam que Lula indicara um poste, quando o fez em Dilma. Imagine o leitor se elege o "poste" Haddad!
Rezam os daqui tornar-se um "poste" de Lula, porque de Geraldo Simões e Jacques Wagner...
quarta-feira, 21 de março de 2012
Camisa de onze varas
Telhado de vidro
Dentre os paladinos e arautos da moralidade e da transparência o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) se destaca. (No momento outro está na muda – o goiano Demóstenes Torres, do DEM-GO). É justamente na trilha da defesa que faz(em) da tribuna do Senado que nos vem à mente o raciocínio abaixo.
Neste Brasil nos foi dada a oportunidade de descobrir, nos últimos anos, que, em nível de partidos – a considerar o universo dos políticos que os integra – não há santos em profusão. Alguns políticos, raros, não merecem nem mesmo integrar tal mundo, tanta a credibilidade que ostentam.
No entanto, temos certeza, que a regra geral trabalha por outra vertente: a dos maus exemplos.
Assim, a coisa está se tornando temerária para quem denuncia, porque costuma respingar em vários partidos as mazelas. O que pode incluir o seu.
No caso em evidência, que alimenta holofotes, pedidos de CPI – mais que justos, não fora necessários – podem redundar em resultados pífios, quando todos buscarem salvar a pele na hora de concluir relatórios.
Foi assim com a do Banestado, quando se abraçaram PSDB e PT.
Roto falando de esfarrapado
A tal Toesa, por exemplo, não só venceu licitações do Ministério da Saúde, quando José Serra (PSDB) era Ministro, como o acompanhou quando assumiu a Prefeitura de São Paulo.
Sua competência é vasta, pode-se perceber. Venceu licitações no Distrito Federal, com José Roberto Arruda (DEM), com Kassab (PSD, ex-DEM). E deve estar por este Brasil a fora. (A informação é da mesma fonte, citada abaixo).
Paremos por aqui, por enquanto, lembrando minha vó Tormeza: quem tem o seu de vidro não joga pedra em telhado alheio.
É que fica a parecer coisa de roto falando de esfarrapado.
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