sábado, 9 de novembro de 2013

O tamanho

Do erro
A presidente Dilma Rousseff criticou a forma como o Tribunal de Contas da União, em razão de suas recomendações que podem resultar - se já não resultaram - na paralisação de obras de importância para o dia a dia da população.

Como bem observou Paulo Moreira Leite em texto reproduzido no Conversa Afiada (http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/11/09/pml-o-que-e-verdadeiramente-imoral/) as denúncias que hoje afligem o âmago do PSDB - aqui considerado em sua maior expressão nacional, o paulista - em relação às obras do metrô, certamente muito do que ele hoje existe não existiria. E o que tem a ver a população que dele precisa?

Denúncias do TCU têm sido uma constante. Em que pese dispor de "tribunal" em seu nome não tem ele força judicante, a não ser em casos específicos interpretados pela jurisprudência como tal, que não cabem no presente comentário.

Suas denúncias são de capital importância - e muitas vezes de pouca ou nenhuma repercussão. São em si um alerta poderoso para governantes e a nata da bandidagem que se beneficia das mutretas que se tornaram cultura neste "país de São Saruê".

No entanto, paralisar uma obra em razão de irregularidades que nela existam é a forma mais elementar de negar a força e o poder contido em outras duas instituições republicanas: o Ministério Público e o Poder Judiciário. 

Na leitura deste mísero escriba é como se estivesse a dizer: como MP e PJ não funcionam a contento eu puno o povo.

Aí reside o tamanho do erro.

De pesquisas

E de temores
Estamos escrevendo postagem para o DE RODAPÉS E DE ACHADOS deste fim semana. Transitando por aspectos que acreditamos surgirão no horizonte eleitoral. Não pretendemos adiantar o conteúdo.

Uma matéria de Carlos Azenha no Viomundo contribuirá para nossa análise futura. O que nos chama a atenção imediata está contido no título da matéria: "CNT: Aumenta rejeição a Aécio, Marina e Eduardo; taxa de Dilma cai."

Flagrante - observa Azenha - a natureza das mudanças ocorridas no quesito rejeição:

"Aécio passou de 36,8% para 38,7%.
"Eduardo Campos de 33,5% para 37,3%.
"Marina Silva de 30,8% para 33,6%.
"Marina é a única que tem taxa de rejeição inferior à da presidente Dilma Rousseff.
"Porém, a da candidata petista caiu de 41,6% para 36,5%!
"Também notável é que, apesar de todo o bombardeio da mídia corporativa durante o julgamento do mensalão, o PT continua o favorito dos eleitores para ocupar o Planalto (mas o “nenhum destes” tem mais de 26%)".

Não tenha a situação (governo) a tranquilidade que muitos imaginam. Isso o que discutiremos amanhã.




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ameaças

Incomodam
A rede regional estampa ameaças nada veladas contra baianos deste país grapiúna que vivem em cidade do Sul brasileiro. Como publicado o centro do problema reside no que é considerado como desrespeito ao sagrado direito de vizinhança: ouvir música em volume alto, tanto em carros como em casa mesmo e a qualquer hora etc.

Um amigo, que morou na Suíça, nos contou que a partir das 10 da noite não podia nem mesmo dar uma descarga no vaso sanitário. Outro, em visita a Nova York, trouxe o aprendizado de onde fumar e não mais jogou um 'mísero' toco de cigarro na rua.

Ameaças incomodam - porque não são a solução, presumindo-se que autoridades existem para coibi-las; ao que parece 'enganadas' quando chamadas a agir.

Para os que vivemos nesta região o que criticam no Sul parece ser a coisa mais natural. Talvez essa a fonte da reação às ameaças.

Mas se as ameaças incomodam há coisas que incomodam muito mais!

E nosso direito encontra um limite natural no direito do outro. Essa foi a base mais pretérita do que pode ser considerado como a descoberta da Ética pelo Homem.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Votação

Aberta ou fechada
A imprensa regional (itabunense em particular) - em todas as dimensões por nós alcançada - tem se debruçado sobre um fato político de importância, com reflexo no próximo pleito: a negação ou confirmação, pelo Plenário da Câmara Municipal, de parecer oriundo do Tribunal de Contas dos Municípios propugnando por rejeição de contas de ex-prefeito do município. (Declinamos de afirmar o nome porque outros ex já foram objeto de idêntica atenção, com surpresas quanto aos resultados...).

A celeuma toda (a atual) está centrada no fato de a votação dever ser a descoberto (voto aberto, escancarado) ou fechado (quando só o resultado, desprovido de identificação, aparece). 

Essa a arma para desviar a atenção do 'povão' diante do fato central.

Tanto que o fato em si anda adquirindo foros de "outro mundo": no presente instante, a análise e interpretação dos "magistrados" e seus assessores que ora detêm o controle da Câmara.

A "vítima" - dizemo-lo não em defesa do possível sacrificado - apresenta alguns  percentuais no plano eleitoral que podem torná-la excelente "eleitor", caso não se mantenha - oh! calendas judiciárias - no plano consumatório de uma candidatura.

Dialeticamente a sua ausência ou não do pleito pode corresponder a uma síntese que somente o futuro - que não chegará a março - dirá.

O ex pode ser conveniente não sendo candidato ou, o sendo,  atrapalhando um outro nome.

Caso o nome que o ex atrapalhe seja o de Geraldo Simões (que dizem por si só já ser um problema eleitoral) será absolvido na Câmara.

Mas, ainda que não o seja, tem muita gente interessada. Um deles, Davidson Magalhães. Nesse a chave da votação. Afinal, desde que o prefeito eleito perdeu o controle da Mesa Diretora da Câmara Municipal, quem nela manda é o PCdoB.

O problema, assim vemos, não está no fato de ser a votação aberta ou fechada (não faltarão justificativas jurídicas para uma ou outra, não fora o aspecto de ser uma decisão de caráter político e não jurídico): mas, se convém ou não a Davidson Magalhães.

Nada a ver com transparência. Aberta ou fechada a votação atenderá a interesses. Que nada têm a ver com o povo!

De ilusões

E condenações
O nome da moça ocupa espaços - ora pouco recomendáveis - tanta a fama que construiu. Alimenta ilusões e falam das condenações.

Certamente mais dela lembrarão pelas ilusões. Especialmente se biograficamente pornográficas.


Unindo

Os pontos
Primeiro ponto: No último dia 5, em segundo depoimento, desta vez perante a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (o primeiro o fora para a Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo), Josias Nunes de Oliveira, então motorista da Viação Cometa, acusado  de causar o acidente que matou Juscelino Kubitschek e seu motorista Geraldo Ribeiro (judicialmente inocentado), confirmou tudo que sabia (sobre os detalhes ainda voltaremos ao assunto, porque o que ora pretendemos trilha por outros caminhos), o que alimenta a suspeita de assassinato do ex-presidente.

Segundo ponto: No "Blogs do Além", de Vitor Knijnik e Rafael Cal (uma das melhores manifestações de criatividade da imprensa brasileira nos últimos anos - podem todos ser (re)vistos em www.blogsdoalem.com.br), na Carta Capital 773, trouxe o 'Blog do Jango', abordando em torno da exumação do ex-presidente deposto pelo golpe militar de 1964.

E lá está a surpresa que o 'além' nos trouxe: para a exumação virá "um perito cubano em exumações", o mesmo que exumou Che Guevara.

Há muito pesa a suspeita de que Jango foi também assassinado, por envenenamento. No centro de tudo a denominada Operação Condor, conluio sul-americano para eliminar políticos inconvenientes (todos os que apeados ou não do poder e dispunham de forte apelo junto ao povo).

Terceiro ponto: estamos a deduzir que, assim que alguma destas suspeitas venha se confirmar, especialmente o que tenha ocorrido em torno de João Goulart, exumado por um perito cubano, a Folha de São Paulo - que acaba de vislumbrar uma crise financeira gravíssima por culpa do Governo Federal - liderará a imprensa golpista com uma manchete espetacular: "A presidente Dilma Rousseff se utiliza de perito cubano para alimentar o comunismo internacional que pretende implantar no país".


 

As musas

De Eduardo
Planando pela rede leio sobre atuação da prefeita Gilka Badaró. De imediato lembramos de Adriana Ribeiro. Sempre que encontramos qualquer das duas nosso primeiro assunto é lembrar de Eduardo Anunciação.

O jornalista as tinha como suas "musas" especiais.

Na última oportunidade em que conversamos com Adriana - saboreando uma tradicional feijoada em comum (negamos onde para que a concorrência não fique espinhada) - lembramos de Duda. Quase choramos os dois

Prometi a Adriana um exemplar da segunda edição de nosso Amendoeiras de Outono - que será (re)lançado na Bienal do Livro em Salvador, no próximo dia 15, no stand da Via Litterarum. Outro exemplar será encaminhado a Gilka.

Para (re)lembrarmos todos de "Gaguinho". Que lá está, inserido num capítulo - já na edição original - ao lado de Hélio Nunes como personagens na ficção autoral.