De mestre
Circula a informação de que o atual deputado federal Eduardo Azeredo - recentemente denunciado pela Procuradoria-Geral da República por participação no denominado mensalão tucano (declinado carinhosamente pela mídia de "mineiro") - estaria renunciando (talvez renunciado quando redigimos estas mal traçadas linhas) ao mandato de deputado federal pelo PSDB de Minas Gerais.
Eduardo Azeredo acaba de jogar uma cartada de mestre. Como o STF de Joaquim Barbosa (coincidentemente relator nos dois denominados mensalões - do PSDB e do PT), dispensou o princípio do "juiz natural" para o petismo/PT e o manteve para o tucanato/PSDB, Azeredo seria julgado pelo Supremo (porque submetido, pela condição de Deputado federal, ao foro especial/privilegiado), quando prestes a prescrever a ação.
Não estranhe o leitor: é que apesar de o mensalão do PSDB ser mais antigo Joaquim Barbosa preferiu julgar (e esconder provas) do mais recente, o do PT.
Porque prestes a completar 16 anos, em setembro, os acusados do mensalão tucano/PSDB/mineiro não sentenciados serão beneficiados pela prescrição (antigamente se chamava 'caduquice') dos crimes.
Como Azeredo estava sendo julgado pelo STF - por ser deputado federal - no instante em que renunciar ao mandato terá seu processo encaminhado à Justiça mineira (pelo princípio do juiz natural não pode ser julgado em foro especial), onde todo o processo terá que recomeçar e assegurando ao Azeredo o duplo grau de jurisdição (recurso para instâncias superiores).
Simplesmente Joaquim Barbosa, ao exercitar dois pesos e duas medidas para processos idênticos, condenou e prendeu os do PT e está absolvendo (pela prescrição) os do PSDB.
Viva o STF! Viva Joaquim Barbosa! Viva Eduardo Azeredo, a vítima!
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Nossa homenagem ao CFM
O incrível e o inacreditável
Por Luis Fernando Veríssimo
Incrível é qualquer demonstração de um talento superior, seja o daquela moça por quem ninguém dá nada e abre a boca e canta como um anjo, o do mirrado reserva que entra em campo e sai driblando tudo, inclusive a bandeirinha do córner, o do mágico que tira moedas do nariz e transforma lenços em pombas brancas, o do escritor que torneia frases como se as esculpisse.
Inacreditável seria o Jair Bolsonaro na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara em substituição ao Feliciano, uma ilustração viva da frase “ir de mal a pior”.
Incrível é a graça da neta que sai dançando ao som da Bachiana nº 5 do Villa-Lobos como se não tivesse só cinco anos, é o ator que nos toca e a atriz que nos faz rir ou chorar só com um jeito da boca, é o quadro que encanta e o pôr de sol que enleva.
Inacreditável é, depois de dois mil anos de civilização cristã, existir gente que ama seus filhos e seus cachorros e se emociona com a novela e mesmo assim defende o vigilantismo brutal, como se fazer justiça fosse enfrentar a barbárie com a barbárie, e salvar uma sociedade fosse embrutecê-la até a autodestruição.
Incrível, realmente incrível, é o brasileiro que leva uma vida decente mesmo que tudo à sua volta o chame para o desespero e a desforra.
Inacreditável é que a reação mais forte à vinda de médicos estrangeiros para suprir a falta de atendimento no interior do Brasil, e a exploração da questão dos cubanos insatisfeitos para sabotar o programa, venha justamente de associações médicas.
Incrível é um solo do Yamandu.
Inacreditável é este verão.
Luis Fernando Veríssimo é escritor
Da redação de Rastilhos da Razão Comentada
Veríssimo não precisa acompanhar o que se passa pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, para sentir o que registramos nos rodapés "Macabro".
Da redação de Rastilhos da Razão Comentada
Veríssimo não precisa acompanhar o que se passa pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, para sentir o que registramos nos rodapés "Macabro".
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Alguns destaques
DE RODAPÉS E DE ACHADOS *
____________
Macabro I
O Conselho
Regional de Medicina de Minas Gerais, integrado por 42 ‘colegas’, absolveu, em
janeiro, no processo administrativo a que respondiam, todos os médicos
condenados pela Justiça (alguns já presos) por retirada de órgãos de um garoto
de 10 anos, ainda vivo, e os de um pedreiro. Tudo para comercialização.
Haviam sido condenados
pela Justiça por envolvimento com a “Máfia dos Transplantes”, de Poços de
Caldas, que chegou a ser objeto de apreciação pela CPI do Tráfico de Órgãos, a
partir do “caso Pavesi”, o do menino de 10 anos.
Deu no UOL, de
Belo Horizonte:
“De acordo com o CRM-MG, foi elaborado um relatório amplo
após análise detalhada da denúncia, dos prontuários e depoimentos de
testemunhas. Os 42 conselheiros votaram pela absolvição, porque não se
constatou que os profissionais infringiram o código de ética.
"’Foi entendido que nos autos não havia prova alguma de irregularidade. O juiz se baseia no Código Penal, mas o CRM decide na esfera administrativa, com base no código de ética.’"
"’Foi entendido que nos autos não havia prova alguma de irregularidade. O juiz se baseia no Código Penal, mas o CRM decide na esfera administrativa, com base no código de ética.’"
Para não
vomitarmos todos, apenas registramos: macabro.
Para outros
detalhes: http://www.viomundo.com.br/denuncias/leandro-fortes-tucano-carlos-mosconi-um-feliciano-piorado-na-assembleia-mineira.html
Macabro II
O presidente do
Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais é o mesmo que, em agosto de 2013
(depois disse que foi mal interpretado) recomendou:
“Vou orientar meus médicos
a não socorrerem erros dos médicos cubanos”. http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/08/23/nao-serei-preceptor-de-medico-estrangeiro-diz-presidente-do-crm-de-minas.htm
Macabro II
Ligando os
diferentes pontos, agora podemos entender porque alguns dirigentes da classe
médica brasileira são contra o Programa Mais Médicos do Governo Federal.
É o Código de
Ética!
Avanços
O prefeito
Fernando Haddad, de São Paulo, reuniu a imprensa para informar a redução (de 50% a 70%) no consumo de drogas entre os integrantes do Braços Abertos já no
primeiro mês do programa.
Questionável que
seja a declaração de Sua Excelência quanto ao percentual – em razão do tempo –
certo que o programa deve ser um sucesso.
Tanto que
incomodou muita gente. Inclusive a turma podre do DENARC, que perdeu a boquinha
para venda da droga que apreende e revende.
Para quem duvidar - quanto à podridão - ouça o traficante colombiano Abadia em http://www.youtube.com/watch?v=vvnBO1bjv5Q
Incomodado I
O ministro Gilmar
Mendes sentiu-se ofendido com insinuações do PT de que falara demais contra o
partido ao insinuar que haveria lavagem de dinheiro nas doações para os
petistas presos na Papauda. Não se bastou com a solução jurídica posta na mesa
pelo colega Luiz Fux, que entendeu o PT parte ilegítima para propor a
interpelação.
Mas – dizíamos –
Gilmar Mendes sentiu-se ofendido, tanta a honorabilidade atacada. E partiu para
a verdade: enviou carta ao senador Suplicy – inteligente, Gilmar sabe que o
senador mais está para pai do Supla que para a defesa do PT – afirmando que a
iniciativa da militância (que para Gilmar é lavadora de dinheiro da corrupção) sabota e ridiculariza o cumprimento das penas.
Sua Excelência
tem razão: multa aplicada a condenados nunca encontrara resposta de um ‘júri
civil e popular’, tampouco levantara a autoestima de militância em qualquer
época.
Sob o prisma que escolheu sobram razões a Sua Excelência.
Incomodado II
No entanto, por
que Gilmar Mendes não encetou carta contra o jornalista Rubens Valente? Para os
que não sabem, o jornalista publicou um livro (sucesso de vendas) com o
singular título “Operação Banqueiro”, onde afirma que o ‘banqueiro’ Daniel
Dantas não teria o poder que tem se não tivesse o ministro Gilmar Mendes
fazendo esteira (para usar linguagem de vaqueijada).
Uma velada forma de dizer
que há conivência entre ambos.
Temos que o escrito
por Rubens Valente dispensa pedido de interpelação judicial; exige contraprova
do ministro Gilmar Mendes. Mas, para começar, poderia fazê-lo com uma
interpelaçãozinha...
Quanto ao senador
Suplicy pouco dele se espera, diante do que não fez ou não disse durante estes
meses em defesa dos companheiros. Caso se sinta atingido certamente buscará
alguma canção de Bob Dylan para ‘interpretá-la’ da tribuna do Senado.
Supimpa!
E agora, Gilmar?
Para o inefável
ministro Gilmar Mendes, em dimensão de onisciência (porque onipresente já o é
quando assume função pública e a cumula com interesses de sua empresa privada,
o que é vedado em lei para os mortais, não para deuses) as doações para
pagamento de multas de condenados na AP 470 poderiam ter origem em lavagem de
dinheiro da corrupção.
A turma que doara
para Genoíno e Delúbio está indo à forra: até sexta já havia em depósito
(identificado, identificado!) mais de 220 mil reais (dos 971 mil necessários) de
doações para José Dirceu.
E agora, Gilmar?
O jogo de Barbosa
Especular só
custa o verbo e a tinta. Mas tantas são as loucuras de Joaquim Barbosa que não
seria absurdo dizer que estaria ele à procura de um álibi para deixar o STF e buscar
a política – como recomendou Lula.
Sair por sair, no
entanto, não lhe daria a bandeira necessária. Daí porque criar um problema resultaria
no ideal para que assumisse a missão de salvador da pátria.
Mas, onde
encontrar a solução para o seu problema? Instigar PT, Governo, Câmara dos
Deputados, Senado, juristas, mesmo outros ministros do STF (claro que Gilmar
Mendes não embarcaria) para reagirem e sair ele – o Quinzão – como vítima e
suficiente mídia para montar o espetáculo.
Somente assim
podemos entender a razão por que de atos tipicamente fulanizados – os que se
dirigem especificamente a uma pessoa, no caso ao PT e a petistas – promovidos pelo
presidente do STF.
A prisão de Genoíno e a liberdade de Roberto Jefferson
materializam a postura claramente política de Barbosa. Quando quer Sua
Excelência viola regimento interno, manipula prova (o píncaro é a morte de Martinez),
esconde inquérito que absolveria quem ele queria condenar, afunda-se em
contradições.
Assim, em vez de
enfrentá-lo – mormente neste ano eleitoral – é melhor deixá-lo consumir-se nas
próprias chamas com que quer incendiar o país.
Ainda que a
indignação permaneça o melhor é não entrar no jogo de Barbosa.
A pasta saiu do tubo
Em um de seus
característicos vídeos para a TV Afiada Paulo Henrique Amorim demonstrou
entender a razão principal – e não a razão
– por que Joaquim Barbosa deu de desconstituir (ao arrepio do regimento Interno
do STF) as decisões monocráticas de Ricardo Lewandovski: a liberação do famoso
inquérito 2474 que o Barbosa escondeu para não ter de absolver o núcleo petista
da AP 470.
Assiste razão a
PHA. Pasta que sai do tubo não volta mais.
Solução
Circulam
informações de que o Governo Federal estaria preocupado com o processo de
violência que alguns buscam instalar no país.
Ora, dizemos “que alguns buscam” porque a violência institucionalizada – inclusive a oriunda do Estado, que a exerce através de prepostos de suas polícias – não se encontra no centro dos editoriais, mas a que nasce de peças de uma camada da população (melhor nutrida economicamente, na maioria dos casos) voltada para corresponder a interesses que se concentram na ação político-eleitoral contra o Governo.
Ora, dizemos “que alguns buscam” porque a violência institucionalizada – inclusive a oriunda do Estado, que a exerce através de prepostos de suas polícias – não se encontra no centro dos editoriais, mas a que nasce de peças de uma camada da população (melhor nutrida economicamente, na maioria dos casos) voltada para corresponder a interesses que se concentram na ação político-eleitoral contra o Governo.
Não fora isso não
estaria escondendo o rosto enquanto aplaudida por parcela da mídia comprometida
historicamente com golpes e que ensaia um (branco) e para tanto se utiliza e
mesmo incentiva qualquer meio para consumá-lo.
Mas, dizíamos, o
Governo Federal estaria preocupado com os acontecimentos.
A presidente
Dilma Rousseff, que iniciou uma reforma ministerial, tem uma das soluções:
afastar/exonerar o que chamam de Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, um
incompetente, omisso e comprometido com o insondável.
Caso alguém
duvide de nossa recomendação que atente para o que ocorre na região de
Buerarema, Una e Ilhéus.
Tudo agravado por culpa de
um Ministro da Justiça que somente o é no nome.
Propósito definido
Gostando ou não
das atitudes do ministro Joaquim Barbosa temos que respeitar a competência como
conduz a sua imagem político-eleitoral. Há muito é aventada a possibilidade de
disputar as eleições de 2014. Para uns como candidato a Presidente (FHC já
estrilou); para outros, a governador ou a senador de Brasília ou do Rio, pelo
menos.
Pelas ruas
Joaquim Barbosa tem público cativo. Que pode não elegê-lo, mas alimenta o bloco
na rua.
No quesito
programa de governo a campanha de Joaquim Barbosa não está na melhoria de
programas sociais, investimentos em saúde ou na infraestrutura rodoviária,
ferroviária e portuária, mais vagas em universidades etc.
Propósito posto em prática
A campanha de
Joaquim está centrada num slogan: eu prendi José Dirceu, José Genoíno, João
Paulo Cunha, toda a cúpula deste PT. Se me deixassem eu teria prendido os
chefes.
Como o afirmou o jurista Luiz Moreira em entrevista ao Viomundo a “Declaração de Joaquim Barbosa desnuda propósito de utilizar Dirceu como trampolim eleitoral”. (A entrevista foi concedida depois de a Veja publicar que JB está entendendo que é hora de deixar o STF).
Como o afirmou o jurista Luiz Moreira em entrevista ao Viomundo a “Declaração de Joaquim Barbosa desnuda propósito de utilizar Dirceu como trampolim eleitoral”. (A entrevista foi concedida depois de a Veja publicar que JB está entendendo que é hora de deixar o STF).
Ninguém brinque
com tal apelo. Pode levar o país ao caos – caso eleito – mas pelo menos 30% de
votos conseguirá. Não lhe faltará apoio. Pelo andar das carruagens – de Aécio
Neves e Eduardo Campos – Joaquim Barbosa é a solução.
E o
despreparo/destempero para com as pessoas? Isso é coisa para depois, que se
resolve com um impeachment.
Como fizemos com
o Collor, útil para nos livrar de Lula e de Brizola em 1989.
Interessa o “caçador” de que carecemos. E Barbosa sabe disso e põe o propósito em prática.
O palhaço do Congresso
Luiz Nassif dia
desses não se conteve e partiu para o
tapa diante de mais uma das declarações (não lhe faltam microfones) de
ilustre senador, ícone do PSDB paranaense: “Álvaro Dias, na caça incessante ao ridículo”.
Claro que pouca
valia daríamos ao especial (não)exercício da função de AD (cuide o leitor de
não confundir Sua Excelência com algum senador romano a.C. que pode ferir o
túmulo da espécie e a turma resolver atormentar nosso sono já tão atormentado
diuturnamente com figuras de estirpe como a do paranaense).
Alfinetou Nassif:
“Um partido que tem Álvaro Dias e Carlos Sampaio entre os principais expoentes,
alimentando diariamente o noticiário com frases vazias e declarações ridículas,
aspira a quê”?
Não fora o curto
texto – para não desperdiçar palavras e espaço com veleidades – avançamos sobre
o que nosso personagem fizera para levar Nassif ao destempero.
É que o ilustre prócer da oposição – revela o blogueiro – partiu para uma comparação no mínimo inusitada em defesa do indefensável (aí presente a sua legenda, antes impávida e impoluta!), comparando o seu PSDB e o PT no quesito ‘mensalão’: disse ele ao Estadão “que o PSDB cumpriu seu dever denunciando o mensalão do PT. Mas o PT prevaricou, ao não denunciar o mensalão do PSDB”.
É que o ilustre prócer da oposição – revela o blogueiro – partiu para uma comparação no mínimo inusitada em defesa do indefensável (aí presente a sua legenda, antes impávida e impoluta!), comparando o seu PSDB e o PT no quesito ‘mensalão’: disse ele ao Estadão “que o PSDB cumpriu seu dever denunciando o mensalão do PT. Mas o PT prevaricou, ao não denunciar o mensalão do PSDB”.
Naturalmente,
como tem os holofotes a seu favor, esqueceu de informar que o seu mensalão tucano (redundância) em
muito antecedeu ao do PT e que a gloriosa turma de Minas foi competente,
justamente por retirar dinheiro público efetivamente dos cofres mineiros.
Diferentemente do PT, que – afora as conclusões de Joaquim Barbosa – ainda está
para ser provado (tanto o mensalão como o dinheiro público, visto que o esforço
de JB para afirmar que a VISANET era empresa pública anda caindo pelas tabelas,
não fora os recursos dela saídos terem sido aplicados em propaganda).
Mas, retomando a
Álvaro Dias e sua tentativa de nos fazer idiotas, conseguiu Sua Excelência uma
futura profissão, ou concorrer por ela. É que diziam que o palhaço do Congresso
era o Tiririca!
Escancarando
Vizinha de
Itabuna a interlocutora – descompromissada com qualquer proposição política –
levanta a preocupação com o que ocorre com administrações regionais.
Diz não entender como alguém que recebe remuneração de diretoria possa estar sempre em Comandatuba e gastando/investindo fortunas.
Diz não entender como alguém que recebe remuneração de diretoria possa estar sempre em Comandatuba e gastando/investindo fortunas.
O ‘servidor’ veio
de fora para Itabuna. Onde encontrou verdadeiro paraíso.
Imagine o leitor
que tal comportamento esteja multiplicado!
Bola fora
A FICC demonstra
não compreender o que representa para a comunidade de Ferradas a estátua de
Jorge Amado na entrada do bairro. Tanto que anuncia – considerando motivos de
segurança (houve prática de vandalismo contra o monumento) – que “Jorge” não
mais indicará que ali é a terra onde nasceu.
Entende a
instituição que melhor instalada estará na sede da Universidade Federal.
Desconhece as
razões que levaram à existência da estátua e tudo de simbólico que ela
representa para o novo imaginário da terra do “menino grapiúna”.
Caso dialogue com
o ferradense deverá mudar de idéia.
Marchinha
Em tempos de
antanho (quase tão antigos como a expressão antanho), ainda que de poucas
décadas, os carnavais se faziam a partir de novembro, quando lançadas as
marchinhas. Sua temática envolvia da sátira de costumes à política.
“Sassaricando” aventava o voyerismo carioca; “Cachaça”, “Saca Rolha” e “Turma do Funil”, sobre a recorrente gandaia da branquinha; “Índio Quer Apito”, no imediato da Brasília em construção; “Cabeleira do Zezé”, resposta à beatlemania; “Tomara que Chova”, para a falta de água nas torneiras cariocas; “O retrato do Velho”, sinalizando o retorno de Getúlio Vargas; “Eu Quero É Rosetar”, que invadia a “moral familiar”, tanto que censurada etc.
Os carnavais
foram apropriados pelo capital, plenamente. Tornaram-se negócios para donos de
bloco, escolas de samba etc.
Caso voltássemos
ao tempo das marchinhas certamente esta vencedora (entre as 119 inscritas) de
um Concurso em Belo Horizonte seria sucesso nacional, pela oportunidade.
Melhor entenda
ouvindo “O Baile do Pó Royal”, de Alfredo Jacson, Joilson Cachaça e Thiago
Diberto, interpretada por Aláecio Martins, Daniela Godoy, Eduardo Macedo e
Marina Cyrino.
________
* Coluna publicada aos domingos em www.otrombone.com.br
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Manipulação
A nova profissão
Caminhamos célere
para a plenitude da atividade manipuladora. Que, de tanto ocorrer, já recomenda
encaminhamento de proposta ao Congresso para regulamentação da profissão. Mais
que sabido que a manipulação anda escancarada em meios de comunicação, da
radiodifusão ao jornal, revista etc.
Através deles já
se manipula a verdade factual até para incentivar movimentos de protesto contra
qualquer coisa, desde que seja protesto e que tal mobilização possa ser
utilizada contra o Governo Federal.
Essa tem sido a tônica de muitos movimentos
de rua, levantados alguns sob bandeira justa, que de logo foram apropriados
pela manipulação de alguns meios de comunicação. É que, nestes tempos mais
recentes, aprofundaram a cultura de buscar, por todos os meios, a utilização
dos mais variados modos de diversionar a verdade dos fatos.
Manipula-se tudo
neste “País de São Saruê” (aqui a expressão está dotada de adjetivação, e não o
que expressa como objeto o documentário de Vladimir Carvalho, de 1971): de recursos públicos para a corrupção – de metrô e trem urbano em São Paulo à
partilha do vencimento do funcionário indicado por este ou aquele vereador
provinciano –, caixinha do tráfico de drogas e do jogo para manter a
atividade sob vigiada intervenção do Estado, a notícia e o noticiário. Extensa
e imensa a lista: tudo, simplesmente.
Mas, em especial, manipula-se a
informação.
Como este “país”
prima pela criatividade deram de manipular até participação em mobilização de
rua. Depois da morte do jornalista da Bandeirantes (tem-se sempre que esperar
que uma desgraça aconteça para que sejam tomadas providências) descobre-se que
muitos dos que ali estão gritando por alguma coisa (ainda que não saibam por
quê) recebem 150 reais por dia de protesto, não fora quentinhas e lanches. Com
um especial detalhe: segundo o advogado de um “operário”, dentre os que os remuneram
estariam “partidos políticos”.
Ou seja: o Brasil
está (re)inventando a organização e o financiamento de mobilizações democráticas, ainda que típicas arruaças. O fato não é
novo: O IBAD – três pancadas na mesa! – nos anos 60, com dinheiro mandado pela
CIA, “organizava” as mobilizações contra Jango. Deu no que deu.
Infelizmente dita
forma de emprego não se inclui no CAGED, razão por que não ajuda a mais reduzir
o desemprego no ‘país’. Resta-nos, portanto, apenas saber quem paga aos meninos
e ver se declaram (ou sonegam) as obrigações sociais e trabalhistas.
Certo mesmo que a
manipulação não terá o condão de responsabilizar José Dirceu, José Genoíno.
Estes, já estão presos. Mas, caso a competente investigação no Rio de Janeiro
(que chegou aos responsáveis pela morte do jornalista em cinco dias) avance
sobre quem os financia, pode localizar algumas cabeças coroadas da política
(não afirmemos que sejam da oposição, coitada(!), que não é dessas coisas!).
Mas que bem pode indicar
alguns nomes (escolhidos) da esquerda carioca. Até que desmintam – caso mentira
– muita água rolou por baixo da ponte.
E muita
manipulação vazou no noticiário. Que pode chegar a Dilma Rousseff como mentora da
baderna para fazer-se de vítima, pois bem podem chegar a algum petista confesso de haver soltado algum rojão inocente.
Manipulação é manipulação
– dirá, filosófico, quem a defenda – e acrescentará: serve para tudo,
especialmente para macular a imagem do país.
No mais, que ninguém
duvide de nossa capacidade profissional de manipular!
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Predador
Da
própria imagem
Outro não pode
ser o entendimento do observador à margem das paixões que se fazem presentes
quando em análise o comportamento funcional do presidente do STF Joaquim
Barbosa.
Avolumam-se as críticas a sua postura autoritária, que se sustenta em
violar direitos e garantias, não fora a própria lei. Entre os que o aplaudem
estão os que nele vêem encarnado o perseguidor de corruptos (desde que
petistas), o salvador da pátria, o símbolo de uma nova era para o país.
Entre os
primeiros os juristas e mesmo associações de magistrados; entre os segundos, os
que encontram na vingança o meio que não têm encontrado por caminhos
democráticos.
Joaquim Barbosa
consegue ser uma peça que constrói a desmoralização do conceito de Justiça. A
imparcialidade e o afastamento das paixões humanas norteiam o conceito do poder
que nasce para moderar os litígios, assegurando decisão equilibrada para
solucioná-los, e não para alimentá-los.
Consegue desenvolver o conceito de que julgador pode (e deve, no caso particular) fazer política enquanto julga, em que pese não se dê por impedido diante do flagrante interesse que defende.
Como ministro
presidente do Supremo Tribunal Federal avoca para si não o exercício sereno do
cargo (o que se espera de um magistrado) mas o de uma potestade, jogando para
uma plateia que imagina se tornará público cativo e lhe corresponderá quando convocada
para o périplo que Deus sabe qual(!) pretende liderar.
Desequilibrado emocionalmente
avança o seu desequilíbrio sobre os pilares da instituição que preside, porque
tudo que faz nela repercute como se fosse ela a sua alma e essência. Imagina-se
um deus grego – certamente não um Apolo – capaz de dominar até mesmo as
Pitonisas do Oráculo de Delfos, pois transforma em templo
a Corte que preside, como se no Planalto Central estivesse erguendo o seu Parnasso.
Dois pesos e duas
medidas em suas decisões já não bastam a Joaquim Barbosa. Avança sobre tudo e
sobre todos. Inclusive sobre os pares: ou para desconstituir suas decisões monocráticas ou para impor-lhes seu ponto de vista.
Joaquim Barbosa torna-se – a cada
instante mais – o predador da própria imagem.
Não percebe que o
inocente útil que foi no curso da AP 470 pode não mais atender – por ausência
de interesses – aos que o incensaram durante meses.
Desconhece, do próprio
Oráculo de Delfos, a inscrição atribuída a sábios: “Ó homem, conhece-te a ti
mesmo e conhecerás os deuses e o universo”.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Não deixa de ser
Uma ironia
Ainda que por descuido, pelo desdobramento da intenção, a informação incluída em texto publicado no Pimenta traduz a mais profunda ironia: "Hoje pela manhã, uma tropa do Exército desembarcou no aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus. O efetivo fará a segurança na área do conflito...".
Na falta de solução para o conflito, onde entidades governamentais mais trabalham em favor dele que para evitá-lo - incluindo um omisso e incompetente Ministro da Justiça (se for somente incompetência) - chega o Exército Brasileiro para dar-lhe segurança.
É que a coisa como anda, tanta a insensatez que atende ao oportunismo inconsequente respaldado em bandeira que não se aplica ao fato concreto, onde não mais há índios autóctones (porque aculturados) tudo não passa de luta pela terra.
Que quando estava no âmbito de trabalhadores rurais sem terra nunca encontrou tanto apoio de Ministério Público e quejandos como a ocorrer em nossa região.
O que ora a região precisa é de bom senso e apuração da verdade. Que pode começar pela exoneração de José Eduardo Cardoso.
Ainda que por descuido, pelo desdobramento da intenção, a informação incluída em texto publicado no Pimenta traduz a mais profunda ironia: "Hoje pela manhã, uma tropa do Exército desembarcou no aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus. O efetivo fará a segurança na área do conflito...".
Na falta de solução para o conflito, onde entidades governamentais mais trabalham em favor dele que para evitá-lo - incluindo um omisso e incompetente Ministro da Justiça (se for somente incompetência) - chega o Exército Brasileiro para dar-lhe segurança.
É que a coisa como anda, tanta a insensatez que atende ao oportunismo inconsequente respaldado em bandeira que não se aplica ao fato concreto, onde não mais há índios autóctones (porque aculturados) tudo não passa de luta pela terra.
Que quando estava no âmbito de trabalhadores rurais sem terra nunca encontrou tanto apoio de Ministério Público e quejandos como a ocorrer em nossa região.
O que ora a região precisa é de bom senso e apuração da verdade. Que pode começar pela exoneração de José Eduardo Cardoso.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Alguém me disse
Que há desconfiança
Alguns estão surpreendidos com o atual estágio das andanças da oposição na Bahia (a parte mais expressiva dela), tida e havida como a expressão da insatisfação contra o PT de Jacques Wagner - se não a entendermos contra Jacques Wagner e seu PT - capitaneadas pela dupla ACM Neto e Geddel Vieira Lima.
Tempos houve em que o PFL/DEM parecia morto, lançado no despenhadeiro do esquecimento até que aconteceu a eleição de ACM Neto para a prefeitura de Salvador para reforçar a liderança eleitoral de José Ronaldo em Feira de Santana. Vitória nos dois maiores colégios eleitorais do Estado no feliz 2012 fez levantar o defunto.
O PFL/DEM cai das pernas em nível nacional e aves nada agourentas dão-lhe vida em dias contados. Na UTI político-eleitoral sobrevivia sob aparelhos até que a Bahia ensaiou o ressuscitamento. Ainda que a melhora do moribundo possa representar tão somente o famoso estágio que afasta as carpideiras e a extrema-unção do leito do padecente, certo e indiscutível que horas, dias, talvez semanas de sobrevida alimentem as esperanças - antes escassas - das hostes do partido em nível nacional.
Tal realidade faz brilhar os olhos e explodir de alegria quem lançara a sorte e não via resposta. Ninguém em sã consciência há de admitir que o PFL/DEM jogue fora a oportunidade. Principalmente por ver viabilizada uma retomada da hegemonia em nível estadual e caminho para assegurar a eleição de ACM Neto em 2018, que não estaria confortável com Geddel encastelado em Ondina a partir de janeiro de 2015.
A lamúria do instante reside no fato de que Paulo Souto disse que não queria e depois se desdisse. O que sinalizaria um retrocesso no âmago das forças que compõem o projeto de enfrentamento ao PT wagneriano, atingindo a expectativa de Geddel Vieira Lima de ser o ungido da oposição, sonho que alimenta desde 2010.
Houvera lance de que a definição oposicionista ocorreria em fevereiro, depois prorrogada para março. Os prazos encontram-se por vencer. As atitudes é que alteraram as expectativas. Especialmente as de Geddel Vieira Lima.
Que pode não ter a seu favor, neste instante em que são sopesados em miligramas os prós e os contras, o cacife ideal. Basta que relembre o conceito que lhe outorgava ACM, cacique maior do PFL tornado DEM. E, para quem olha a alma dos 'amigos', ver como Geddel trata(ou) o PT em nível federal. O que bem pode acontecer em nível estadual.
Nada de novo no front que não seja desconfiança.
Nada de novo, se entendemos a política partidário-eleitoral como um jogo que repercute não só no imediato mas, principalmente, no mediato mais distante. Especialmente para quem enxerga no passado lições para o futuro.
Como nos primeiros versos da canção interpretada por Anísio Silva (que o levou a liderar as paradas de sucesso em 1958) 'alguém me disse que tu andas novamente / de novo amor, nova paixão, toda contente' pode atender a todos os envolvidos. O que inclui novos "outros" amores, descobertos pelas circunstâncias alimentadas por uma dor de cotovelo daquela.
Não sabemos quem permanecerá 'contente'. Ou se a 'paixão' fará a razão encarnar uma tragédia passional.
Alguns estão surpreendidos com o atual estágio das andanças da oposição na Bahia (a parte mais expressiva dela), tida e havida como a expressão da insatisfação contra o PT de Jacques Wagner - se não a entendermos contra Jacques Wagner e seu PT - capitaneadas pela dupla ACM Neto e Geddel Vieira Lima.
Tempos houve em que o PFL/DEM parecia morto, lançado no despenhadeiro do esquecimento até que aconteceu a eleição de ACM Neto para a prefeitura de Salvador para reforçar a liderança eleitoral de José Ronaldo em Feira de Santana. Vitória nos dois maiores colégios eleitorais do Estado no feliz 2012 fez levantar o defunto.
O PFL/DEM cai das pernas em nível nacional e aves nada agourentas dão-lhe vida em dias contados. Na UTI político-eleitoral sobrevivia sob aparelhos até que a Bahia ensaiou o ressuscitamento. Ainda que a melhora do moribundo possa representar tão somente o famoso estágio que afasta as carpideiras e a extrema-unção do leito do padecente, certo e indiscutível que horas, dias, talvez semanas de sobrevida alimentem as esperanças - antes escassas - das hostes do partido em nível nacional.
Tal realidade faz brilhar os olhos e explodir de alegria quem lançara a sorte e não via resposta. Ninguém em sã consciência há de admitir que o PFL/DEM jogue fora a oportunidade. Principalmente por ver viabilizada uma retomada da hegemonia em nível estadual e caminho para assegurar a eleição de ACM Neto em 2018, que não estaria confortável com Geddel encastelado em Ondina a partir de janeiro de 2015.
A lamúria do instante reside no fato de que Paulo Souto disse que não queria e depois se desdisse. O que sinalizaria um retrocesso no âmago das forças que compõem o projeto de enfrentamento ao PT wagneriano, atingindo a expectativa de Geddel Vieira Lima de ser o ungido da oposição, sonho que alimenta desde 2010.
Houvera lance de que a definição oposicionista ocorreria em fevereiro, depois prorrogada para março. Os prazos encontram-se por vencer. As atitudes é que alteraram as expectativas. Especialmente as de Geddel Vieira Lima.
Que pode não ter a seu favor, neste instante em que são sopesados em miligramas os prós e os contras, o cacife ideal. Basta que relembre o conceito que lhe outorgava ACM, cacique maior do PFL tornado DEM. E, para quem olha a alma dos 'amigos', ver como Geddel trata(ou) o PT em nível federal. O que bem pode acontecer em nível estadual.
Nada de novo no front que não seja desconfiança.
Nada de novo, se entendemos a política partidário-eleitoral como um jogo que repercute não só no imediato mas, principalmente, no mediato mais distante. Especialmente para quem enxerga no passado lições para o futuro.
Como nos primeiros versos da canção interpretada por Anísio Silva (que o levou a liderar as paradas de sucesso em 1958) 'alguém me disse que tu andas novamente / de novo amor, nova paixão, toda contente' pode atender a todos os envolvidos. O que inclui novos "outros" amores, descobertos pelas circunstâncias alimentadas por uma dor de cotovelo daquela.
Não sabemos quem permanecerá 'contente'. Ou se a 'paixão' fará a razão encarnar uma tragédia passional.
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